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Opinião

Grau de deterioração do prestígio do PT só foi revelado ao final do 1º turno Ferreira Gullar As recentes eleições municipais, em seu primeiro turno, assinalaram um momento importante na vida política brasileira. Não se costuma atribuir maior importância a esse tipo de disputa, na visão equivocada de que os cargos municipais não têm maior importância no jogo político nacional, cujos lances decisivos se passam em Brasília, no palácio presidencial e nas duas casas do Congresso. Até certo ponto isso é verdade, mas as eleições municipais, por encarnarem o interesse imediato e vital tanto das pequenas cidades quanto das capitais dos Estados, revelam, no mínimo, a correlação de forças que, no final das contas, definem o rumo que os interesses políticos vão tomar. Talvez nem sempre percebamos, mas, nestas eleições, isso ocorreu. A verdade é que o país vem atravessando um período crítico, que envolve tanto a realidade política quando a econômica, crise esta que culminou no impeachment da...

U.V.

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Manchetes do dia

Segunda-feira 17  / 10 / 2016 O Globo " Contratações para o Natal caem ao nível de 2006 " Pesquisa mostra que apenas 23% dos empresários estão otimistas com as vendas de fim de ano, enquanto 35% acreditam que volume de negócios será o mesmo de 2015. O Natal deste ano vai gerar um número menor de contratações em todo o país. Levantamento da Federação Nacional das Empresas de Terceirização e de Trabalho Temporário mostra que serão criadas 101 mil vagas, número 3% inferior a 2015, o menor nível em dez anos. A pesquisa mostra que apenas 23% das empresas estão otimistas com as vendas de fim de ano. Com grande oferta de trabalhadores, ter o ensino médio completo é uma exigência para 65% dos empregadores.     O Estado de S.Paulo " Bancos públicos têm juros mais altos que os privados " Taxa do rotativo do cartão de crédito da Caixa, que já foi a menor do mercado, é hoje a segunda maior O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, que nos govern...

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Opinião

Hora de usar a cabeça Gabeira Ao som do tiroteio no morro Pavão-Pavãozinho, reflito sobre o momento político cujo ponto alto na semana foi a votação da PEC que estabelece um teto para os gastos do estado. Sempre houve tiroteio por aqui. Na primeira viagem que fiz ao Haiti ouvi tiros à noite. Pensei: estão fazendo tudo para me sentir em casa. E dormi em paz. Mas o tiroteio dessa semana parece marcar o fim de uma época e o começo de tempos bem mais difíceis. A ruína do projeto do PMDB no Rio acabou levando consigo algo que o sustentava, eleitoralmente: a política de segurança. Tempos difíceis pela frente. A decisão de criar um teto para os gastos é correta. No entanto, há argumentos da oposição que merecem um exame. Acompanhei os debates e concordo com a tese de que a demanda com saúde e educação deve aumentar nos próximos anos. Como encará-las com recursos decrescentes? Alguns setores da esquerda propõem questionar a dívida pública. Acredito que isso apenas vai nos levar a uma cr...

U.V.

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Manchetes do dia

Domingo 16  / 10 / 2016 O Globo " Rombo de R$ 101 bi ameaça estados " Déficit das previdências regionais crescerá 57% até 2020 se não houver mudança de regras  Governadores querem ser incluídos na reforma previdenciária federal e pedem que a União acabe com o regime especial de aposentadoria de PMs e bombeiros, que já consome R$ 28,8 bilhões ao ano O rombo das previdências estaduais, que chegou a R$ 64,26 bilhões no ano passado, alcançará R$ 101,5 bilhões em quatro anos, numa expansão de 57%, segundo cálculos de um estudo contratado por um grupo de governadores que inclui Rio e São Paulo, informa GERALDA DOCA. Diante da gravidade da situação, os governadores pediram ao governo federal que os estados sejam incluídos na reforma da Previdência. Além do aumento da contribuição, eles querem que a Uni- ão acabe com os regimes especiais de policiais militares e bombeiros, que hoje representam quase um quarto das despesas com servidores estaduais inativos.   ...

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Opinião

PEC do Teto surge do reconhecimento de que Cocanha só existe na utopia Demétrio Magnoli Antonio Palocci está na cadeia. Há 11 anos, à frente do Ministério da Fazenda, ele apresentou a proposta de uma política fiscal contracíclica, que faria a curva do gasto público declinar (em relação ao PIB) nas fases de expansão econômica e crescer nas de recessão. "Despesa corrente é vida", retrucou a então chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, crismando como "rudimentar" a ideia de ancorar a trajetória dos gastos na morfologia do ciclo econômico. A colisão no núcleo do governo Lula opunha a política à demagogia. A PEC do Teto, uma resposta ao triunfo da segunda, implica a restauração da primeira. A divergência entre as curvas do PIB e do gasto público começou no outono do regime militar, acentuando-se com o pacto da redemocratização. Desde 1980, as despesas aumentam, quase incessantemente, em ritmo mais acelerado que o do PIB. No início, financiou-se a cisão insustentável...

U.V.

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Manchetes do dia

Sábado 15  / 10 / 2016 O Globo " Gasolina deve cair mais e ajudar na redução de juros " Com nova política da Petrobras, inflação pode voltar ao centro da meta Preços de combustíveis caem pela 1ª vez desde 2009, e ações da estatal sobem até 3,17%. Para ministro da Fazenda, empresa agora tem independência, e tarifas deixaram de ser ‘definidas pelo Executivo’ Pela primeira vez em sete anos, a Petrobras anunciou redução de 3,2% no preço da gasolina e de 2,7% no diesel que entrará em vigor hoje. Nas bombas, o valor dos combustíveis deve ficar R$ 0,05 mais baixo. A estatal divulgou também que, na sua nova política, os preços vão variar com mais frequência. Economistas já esperam novas reduções nos próximos meses, já que a gasolina no Brasil ainda está 12% mais cara que no exterior. Com isso, a inflação deve ceder e ficar perto do centro da meta em 2017, que é de 4,5%. E crescem as chances de o BC reduzir a taxa básica de juros na semana que vem. Analistas elogiaram...

Lockheed L-188 Electra

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Coluna do Celsinho

Bersou Celso de Almeida Jr. Soube do falecimento do Luiz Bersou, ocorrido nesta quinta-feira, 13/10/2016. Uma fulminante doença consumiu a sua saúde em menos de dois meses. Eu desconhecia a batalha final deste grande guerreiro. Meu último contato com ele foi em fevereiro passado. Nossa amizade nasceu há 17 anos. Luis Bersou, engenheiro, consultor de empresas, conceituado estudioso de administração, atuou também em gerenciamento de planos estratégicos para o desenvolvimento de cidades, no Brasil e no exterior. Extremamente bem relacionado, Bersou teve a generosidade de me apresentar vários de seus notáveis amigos. Homens e mulheres muito cultos, muito éticos, muito preocupados com o nosso país. Recordo-me de um contato extraordinário com um de seus amigos, o saudoso  professor Gilberto Dupas, escritor e cientista social, destacado intelectual brasileiro que presidiu o Instituto de Estudos Econômicos e Internacionais e que coordenava o Grupo de Conjuntura Internac...

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Opinião

Na maioria dos casos, o estudante começa a estudar só na pós-graduação Contardo Calligaris O currículo escolar, na Itália da minha infância, era assim: depois do maternal, que não era considerada escola, havia cinco anos de escola primária, três anos de média e, enfim, cinco de liceu. O liceu levava ao exame de maturidade e à possibilidade de acessar a universidade. A maturidade clássica dava acesso a todas as faculdades, a maturidade científica só permitia se inscrever nas faculdades científicas. Minha geração foi perseguida pelo azar –ou pela sorte, essa é a questão. O fato é que as reformas escolares facilitadoras sempre aconteciam logo depois da gente. Fomos os últimos a ter que passar por um exame no fim do terceiro e do quinto ano do primário. Um belo dia, algum ministro achou que não fazia sentido submeter a vexames os alunos da escola obrigatória. Todos iriam até o fim da escola média: por que testá-los e avaliá-los? E não seria melhor "simplificar" o prog...

U.V.

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Manchetes do dia

Sexta-feira 14  / 10 / 2016 O Globo " Lula vira réu pela 3ª vez em ação de corrupção " Petista é suspeito de beneficiar Odebrecht em troca de vantagens Marcelo Odebrecht e sobrinho do ex-presidente também responderão a ação na Justiça do Distrito Federal; empreiteira teria pagado propina após receber financiamento do BNDES O ex-presidente Lula virou réu pela terceira vez em menos de três meses. Desta vez, responderá por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa na Justiça Federal em Brasília sob a acusação de tráfico de influência junto ao BNDES em favor da Odebrecht no exterior. Também viraram réus no processo Marcelo Odebrecht e Taiguara dos Santos, sobrinho de Lula. Lula já respondia por suspeitas de tentar interferir na Lava-Jato e de receber vantagens no tríplex de Guarujá.     O Estado de S.Paulo " Senado vai retomar projeto questionado pela Lava Jato " Investigado na operação, Romero Jucá diz que proposta de ab...

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