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Dominique

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Opinião

O preço da gestão desastrosa Estadão Ainda que consiga atenuar as perdas financeiras e de credibilidade causadas pelo esquema de rapinagem apurado pela Operação Lava Jato, a Petrobrás continuará tendo sérias dificuldades para executar seus programas de prospecção, produção, refino e distribuição, como ela própria reconhece oficialmente. Os preços dos derivados de petróleo, bem como seu programa de investimentos, continuarão sujeitos a decisões de seu controlador, o governo federal, razão pela qual a estatal poderá ser forçada a colocar em segundo plano a busca de seus objetivos para atender aos interesses do Palácio do Planalto. Isso afeta suas projeções financeiras. A primeira consequência é que ela não conseguirá executar seu ambicioso programa de investimentos contando apenas com o fluxo operacional de caixa. Precisará de dinheiro de outras fontes, como aportes de seu controlador – o Tesouro Nacional – ou financiamentos internacionais. Também em crise financeira, o Tesouro pr...

U.V.

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Manchetes do dia

Sábado 6 / 06 / 2015 O Globo " CNJ faz mutirão para esvaziar cadeias do país" Iniciativa, com apoio das Defensorias, prevê liberação de usuários de drogas Autoridades serão obrigadas a levar acusados à presença de um juiz em até 24 horas após prisão Contrariando o clamor por penas mais duras, o Conselho Nacional de Justiça e as Defensorias Públicas fazem uma ofensiva para tentar esvaziar as cadeias, que sofrem com a superlotação. A iniciativa mais polêmica foi da Defensoria do Rio, que orientou sua equipe a alegar que todas as prisões de usuários de droga no estado são inconstitucionais, informa CHICO OTAVIO. Para isso, considera que o consumo é decisão de foro íntimo. O CNJ lançou projeto que obriga autoridades a levar um acusado ao juiz em até 24 horas. Em oito anos, a população carcerária no país cresceu 87,7%.  Folha de S. Paulo " Dívidas de fornecedores da Petrobras crescem 1.400%" Em quatro meses, débitos de construtoras e estaleiros subiram par...

Electra II

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Coluna do Celsinho

Berço esplêndido Celso de Almeida Jr. Estados soberanos e autônomos. Poder central limitado. Respeito aos direitos do indivíduo. Blindagem contra a tirania. Nada de impostos sem a anuência do povo. Cidadãos governados por quem tem legitimidade para tal. Proteção de direitos e liberdades contra ações do próprio governo. Defender o povo quando tais direitos são ameaçados. Constituição para governar o governo, não para governar as pessoas. Constituição limitadora de poderes do governo federal. Respeito à autonomia dos estados membros. Descentralização do poder para os estados membros. Estados membros livres, competindo uns com os outros. Competição econômica, cultural e social, estimulando e definindo competências. Competição entre empresas, estados e cidades aumentando o nível de excelência. Economia sofisticada. Cidades líderes mundiais em setores diversos. Diversificação de iniciativas. Pois é... Acima, frases que sintetizam o berço norte americano. Esplêndido, ...

Dominique

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Opinião

A agonia de um segredo Gabeira Quando surgiu, achei grave e um pouco subestimado o veto de Dilma ao projeto de transparência nos negócios do BNDES. Ela entrou em conflito com o Congresso. Dias depois, o próprio Supremo autorizou o Tribunal de Contas a ter acesso aos empréstimos à Friboi, empresa que financia generosamente as campanhas do PT. Em qualquer país onde o governo entre em choque com o Congresso e o Supremo o tema é visto como uma crise institucional. Como se não bastasse, Dilma entrou numa terceira contradição, desta vez consigo mesma: partiu dela a lei que libera o acesso aos dados públicos. O ministro Luiz Fux (STF) sintetizou seu voto numa entrevista: num banco que move dinheiro público, o segredo não é a arma do negócio. O PT tem razão para temer a transparência. Súbitos jatos de luz, como a denúncia do mensalão e, agora, do petrolão, abalaram seus alicerces. No caso do BNDES, não se trata da possibilidade de escândalos. É uma oportunidade para conhecer melhor a ...

U.V.

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Manchetes do dia

Sexta-feira 5 / 06 / 2015 O Globo " Varejo tenta segurar reajustes da indústria" Supermercados pressionam fornecedores para barrar aumento de até 15% Pressão é maior em produtos afetados diretamente pelo dólar, como importados, higiene e limpeza Com inflação e dólar em alta e vendas em baixa, supermercados pressionam fornecedores para barrar novos aumentos. A estratégia para não perder clientes num cenário de economia fraca inclui repasses escalonados e compras em volume maior. Indústrias de alimentos e produtos de limpeza tentam impor alta de até 15%. Para Aylton Fornari, presidente da Associação de Supermercados do Estado do Rio, momento é de "negociação acirrada”.  Folha de S. Paulo " Empreiteiras da Lava Jato querem pagar por perdão" Empresas oferecem pagamento de indenização integral desde que se livrem de culpa Empreiteiras envolvidas no esquema de corrupção da Petrobras tentam convencer o governo a perdoá-las da culpa pelos danos à estat...

Dominique

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Opinião

Lições do Haiti Estadão Chegará ao fim no ano que vem a missão de paz da ONU no Haiti, chefiada pelo Brasil e cercada de ambiguidades ao longo de seus 11 anos. Vista desde o governo de Luiz Inácio Lula da Silva como uma oportunidade para demonstrar a capacidade do Brasil de atuar em importantes questões internacionais, a operação naquela nação caribenha acabou servindo como um foco de desgaste para o País, sem que isso aumentasse o cacife brasileiro para se apresentar, de fato, como protagonista geopolítico regional. A iniciativa, chamada de Minustah (Missão para a Estabilização do Haiti), começou sua operação em julho de 2004, com duração prevista de seis meses. Seria o prazo ideal, pois a permanência de forças estrangeiras por tempo além do necessário tende a gerar na população ressentimentos difíceis de superar. Mas já se vai mais de uma década, com óbvios prejuízos para a imagem do Brasil. Embora esteja apenas exercendo um mandato da ONU, o Brasil, além de ter o maior contin...

U.V.

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Manchetes do dia

Quinta-feira 4 / 06 / 2015 O Globo " Número de presos subiu 87% em oito anos no país" Déficit de vagas nas penitenciárias cresceu 139% entre 2005 e 2013 Quatro em cada dez detentos não estão condenados, o que agrava a superlotação Enquanto o Congresso debate o endurecimento de penas, a superlotação nos presídios se agrava. Dados divulgados ontem pelo governo, sobre pesquisa feita em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, mostram que a população carcerária no Brasil cresceu 87,7% em oito anos. No mesmo período, o déficit de vagas aumentou 139%. A pior situação é a de Alagoas, onde há 3,7 presos para cada vaga. No Rio, há dois detentos por vaga. Minas Gerais foi o estado em que o aumento do número de presos foi maior no país: 729%. No país, 40% das vagas são ocupadas por presos que ainda não foram condenados.  Folha de S. Paulo " Com taxa de desemprego em alta, BC eleva juros" Selic sobe 0,5 ponto e vai a 13,75% ao ano; cres...

Dominique

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Opinião

Aritmética Delfim Netto O grande problema da sociedade brasileira é a sua indisposição com as restrições impostas pelo mundo físico em que vive. Não aceita que seja impossível violar as identidades da contabilidade nacional e que todas as tentativas de fazê-lo sempre terminarão numa dramática combinação: 1º) redução do crescimento econômico; 2º) dificuldade de prosseguir na necessária política de igualdade de oportunidades; 3º) aceleração da taxa de inflação e 4º) deficits exagerados do balanço em conta corrente. Tudo temperado por um bom desequilíbrio fiscal! As consequências sempre chegam depois. Mais cedo ou mais tarde, uma correção será imposta por motivos internos (quando a visibilidade do desastre for incontornável) ou externos (quando a perda de confiança dos credores estancar o financiamento). O grave é que ela começa com o pagamento do seu custo mais trágico: o aumento do desemprego do cidadão que confiou no poder incumbente e ganhava honestamente o seu sustento e o d...

U.V.

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Manchetes do dia

Quarta-feira 3 / 06 / 2015 O Globo " Odebrecht obteve 70% do crédito à exportação" Divulgação de dados mostra concentração para a empreiteira Pressionado, banco detalha US$ 11,9 bilhões em operações no exterior e R$ 320 bilhões no Brasil O BNDES tornou público, ontem, detalhes de 153 empréstimos à exportação de serviços de engenharia, ou seja, crédito subsidiado para empreiteiras brasileiras executarem obras públicas no exterior. O grupo Odebrecht concentra 70% dos valores contratados desde 2007. No total, o banco emprestou US$ 11,9 bilhões, sendo 99,4% para cinco grandes empreiteiras: além da Odebrecht, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, OAS e Camargo Corrêa. O BNDES divulgou ainda dados de R$ 320 bilhões em créditos no Brasil. A iniciativa veio após pressão por transparência. Recentemente, o STF determinou que o banco detalhasse uma operação ao TCU.  Folha de S. Paulo " Escândalo derruba presidente da Fifa" No cargo desde 1998, Blatter renuncia 4 di...

Dominique

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Opinião

A Batalha de Um Homem Só Mário Vargas Llosa “Nos anos setenta teve lugar um extraordinário fenômeno de confusão política e delírio intelectual que levou um setor importante da inteligência francesa a apoiar e mitificar Mao e a sua “revolução cultural”, ao mesmo tempo que, na China, os guardas vermelhos faziam passar pelas forcas caudinas professores, pesquisadores, cientistas, artistas, jornalistas, escritores, promotores culturais, dos quais um bom número, depois de autocríticas arrancadas sob tortura, se suicidou ou foi assassinado. No clima de exacerbação histérica que, alentada por Mao, percorreu a China, destruíram-se obras de arte e monumentos históricos, cometeram-se abusos iníquos contra supostos traidores e contrarrevolucionários, e a milenar sociedade experimentou uma orgia de violência e histeria coletiva que resultou em cerca de 20 milhões de mortos. Em um livro que acaba de publicar, Le Parapluie de Simon Leys (o guarda-chuva de Simon Leys), Pierre Boncenne descreve c...