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Dominique

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Opinião

Se Pasadena ofende A falta de transparência ofende o país Sandro Vaia Quando a presidente Dilma defenestrou Graça Foster da presidência da Petrobras e nomeou para o lugar Aldemir Bendine, ex-presidente do Banco do Brasil, parecia que a maior empresa brasileira, combalida pela roubalheira e a má gestão, estava sendo preparada para disputar o campeonato mundial de transparência. Uma semana depois da divulgação do balanço trimestral, que alentou o mercado por causa de um lucro de 5,3 bilhões de dólares, maior do que o esperado pelo mercado, uma notícia da Folha de São Paulo botou água no chope: segundo o jornal, o resultado foi inflado em 1,3 bilhões de dólares por conta de um artifício contábil que registrou como ganho um evento ocorrido 37 dias depois do fechamento do trimestre. Convenhamos: não é esse tipo de transparência o mais adequado   para começar a tentar recuperar a credibilidade que a empresa perdeu no mercado. Numa entrevista à agência de notícias Bloomberg, a ...

U.V.

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Manchetes do dia

Sábado 23 / 05 / 2015 O Globo " Corte de R$ 70 bi atinge PAC, saúde e educação" Governo agora prevê que economia sofrerá retração de 1,2% no ano Valor contingenciado é o maior desde 2000, quando a Lei de Responsabilidade Fiscal entrou em vigor; o orçamento de 2015 do Minha Casa Minha Vida, uma das vitrines do governo Dilma, foi cortado em 34,6% Com a previsão de que a economia brasileira vai sofrer retração de 1,2% este ano, o governo anunciou ontem corte de R$ 69,9 bilhões nas despesas de custeio e investimentos do Orçamento de 2015, o maior desde que a Lei de Responsabilidade Fiscal entrou em vigor, em 2000. A área social e duas das principais vitrines do governo Dilma serão fortemente atingidas. O PAC perderá R$ 25,7 bilhões, 39% do orçado, e o programa Minha Casa Minha Vida, R$ 6,9 bilhões ou 34,6%. Na Educação, prioridade anunciada com o lema Pátria Educadora, o corte chegou a R$ 9,4 bilhões. Saúde, habitação e saneamento, entre outras áreas, também terão menos ...

MG TD-TF 1950

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Coluna do Celsinho

Soma Celso de Almeida Jr. Em Admirável Mundo Novo, o autor Aldous Huxley narra uma passagem onde, para controlar uma multidão furiosa, policiais abrem caminho para homens com pulverizadores de vapores de Soma. Soma, na história de Huxley, é uma droga livremente utilizada por moradores do futuro para acabar com qualquer sentimento de insegurança, irritação, medo. Escrito em 1932, o livro fala de um futuro onde todos são felizes, vivem em segurança, nunca adoecem, não tem medo da morte, nunca desejam o que não podem ter. São condicionadas para não deixar de se portar como devem. Não há família, pai, mãe, esposa. Gerados em incubadoras, separados por castas, tem a vida orientada para o trabalho. As relações sexuais são encaradas como forma de lazer. O lema "Cada um Pertence a Todos" rege as suas vidas. E, se algo vai mal, recorrem ao Soma. Assustador? Estamos perto ou longe deste mundo novo? Visite: www.letrasdocelso.blogspot.com Twitter  

Dominique

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Opinião

Para onde vai esse trem? Gabeira Num texto endereçado a cineastas, Chris Marker citou uma frase de De Gaulle: às vezes os militares, exagerando a impotência relativa da inteligência, descuidam de se servir dela. Marker defendia filmes inteligentes contra o populismo de alguns pares. Creio que De Gaulle criticava a superestimação da força armada. Algo que ficou célebre na pergunta atribuída a Stalin: quantas divisões tem o papa? A oposição brasileiro tem se descuidado de usar a inteligência não por valorizar a força armada, mas as possibilidades eleitorais. Quantos votos nos dará esse projeto? Foi assim com a derrubada do fator previdenciário. Nada mais agradável do que votar pelos aposentados e ao mesmo tempo ganhar um bom número de votos. Norberto Bobbio dava muita importância à questão da aposentadoria e a considerava um elemento divisor entre os conceitos de esquerda e direita. Não vejo assim no Brasil. A ideia de um sistema que garanta aposentadoria digna é universal no espe...

U.V.

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Manchetes do dia

Sexta-feira 22 / 05 / 2015 O Globo " Dilma eleva imposto de bancos e mantém abono" Presidente recua na mudança do pagamento do benefício, prevista em MP Alíquota para instituições financeiras vai a 20%; corte no Orçamento , de cerca de R$ 70 bilhões, será anunciado hoje Depois de pressão do Congresso, a presidente Dilma Rousseff decidiu vetar a medida provisória que endurecia as regras para o pagamento do abono salarial aos trabalhadores, proposta do próprio governo. Parte do ajuste fiscal, a medida significaria uma economia de R$ 9 bilhões. Por outro lado, na véspera de anunciar o corte no Orçamento, que deverá ser de cerca de R$ 70 bilhões, a presidente decidiu aumentar o imposto sobre os bancos, de 15% para 20%. Dilma avisou ainda que os cortes nas despesas do governo “não serão pequenos”. Folha de S. Paulo " Com receita em queda, Dilma fará o maior corte desde Lula" Orçamento perderá R$ 69 bi; governo prevê PIB ainda menor, inflação acima da meta ...

Dominique

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Opinião

O Brasil nos planos da China Estadão A maior economia da América Latina, o Brasil, tem um papel importante nos planos de consolidação da China, segunda maior economia do mundo, como principal parceira comercial e grande fonte de financiamento dos países sul-americanos. Nos acordos celebrados entre o governo brasileiro e o chinês, durante a visita do primeiro-ministro Li Keqiang, o Brasil aparece principalmente como receptor de investimentos, de empréstimos e de tecnologia. É uma posição compatível com a ocupada no comércio bilateral. Nas trocas entre os dois países, o lado brasileiro aparece quase exclusivamente como fornecedor de commodities – matérias-primas e bens intermediários – e como comprador de manufaturados. Dos US$ 40,62 bilhões exportados pelo Brasil em 2014, 84%, ou US$ 34,29 bilhões, corresponderam a produtos básicos. Os semimanufaturados, igualmente classificáveis como commodities, proporcionaram R$ 4,67 bilhões, ou 11,49%. A receita dos manufaturados ficou em US$ 1...

U.V.

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Manchetes do dia

Quinta-feira 21 / 05 / 2015 O Globo " Congresso adia ajuste e aprova aumento de gastos" Com medo de derrota e rebelião no PT, governo desiste de votar arrocho Ao mesmo tempo, avança no Senado reajuste de até 78% para o Judiciário, e Câmara dá aval para novo prédio próprio Com medo de derrota, o governo adiou a votação da principal medida provisória do ajuste fiscal, que muda as regras do abono salarial e do seguro-desemprego. Senadores da base, sendo dois do PT (Paulo Paim e Lindbergh Farias), assinaram manifesto contra as alterações. O governo já fora derrotado numa comissão do Senado, que aprovou aumento de até 78% para os servidores do Judiciário, com impacto de R$ 25,7 bilhões em quatro anos. A Câmara, por sua vez, deu aval para gastos com a ampliação de suas instalações, que prevê até um shopping center. Folha de S. Paulo " Caixa corta R$ 25 bi do crédito para casa própria" Montante representa 20% do que foi liberado pelo banco estatal em 2014 ...

Dominique

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Opinião

Testemunho ocular da história Ferreira Gullar Para que viver muito valha a pena, alguma serventia deve ter, como, por exemplo, dar testemunho de fatos ou de pessoas que ficaram desconhecidos ou esquecidos. Vou citar um exemplo: estava eu vendo o noticiário na televisão quando apareceu uma manifestação de protesto em Caracas, na Venezuela. O pessoal protestava contra mais um abuso do presidente Nicolás Maduro, mostrando cartazes. Num deles se lia: "El pueblo unido jamás será vencido". Sorri contente, não apenas porque protestavam contra Maduro como também porque usavam um slogan que nasceu no Brasil –mais precisamente na Cinelândia, onde o povo se concentrara para a famosa passeata dos cem mil. Eu, militante da luta contra a ditadura, estava ali com meus companheiros do Grupo Opinião, que tiveram papel decisivo na organização daquela manifestação. Já então nos opúnhamos à posição dos radicais que, também presentes no comício, gritavam: "Só o povo armado derruba...

U.V.

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Manchetes do dia

Quarta-feira 20 / 05 / 2015 O Globo " Dilma vence e indica seu último ministro para o STF" Fachin foi aprovado pelo plenário do Senado por 52 votos a 27 Senadores, porém, impuseram derrota ao governo com rejeição do nome de Guilherme Patriota para a OEA Em queda de braço com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), a presidente Dilma conseguiu ontem uma vitória: o plenário aprovou, por 52 votos a 27, a indicação do jurista Luiz Edson Fachin para a vaga do ex ministro Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal. Com a promulgação da chamada PEC da Bengala, deve ser o último ministro indicado por ela. Na mesma sessão, o governo foi derrotado ao ter rejeitada a indicação de Guilherme Patriota, irmão do ex-ministro Antonio Patriota, para representar o Brasil na OEA. Folha de S. Paulo " Em vitória de Dilma, Fachin é aprovado para o Supremo" No plenário do Senado, jurista indicado pela presidente petista teve 52 votos a favor e 27 contra O Senado a...

Dominique

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Opinião

O jogo político do ajuste Estadão O governo terá de cortar gastos e aumentar tributos para arrumar suas contas, devastadas nos últimos quatro anos por uma conjunção de políticas erradas e muita irresponsabilidade. Não haverá solução indolor, porque o estrago foi muito grande e é preciso iniciar o conserto com a máxima rapidez. Contemporizar apenas agravará o problema e tornará o reparo mais difícil e custoso. Mas ainda é possível uma escolha política. Quanto menor a redução da despesa, maior terá de ser a elevação de impostos e contribuições. A composição do programa, com maior ou menor peso de cada um desses componentes, dependerá em boa parte dos congressistas. Pressões do PT para a presidente Dilma Rousseff amaciar o ajuste fiscal também poderão comprometer o plano de austeridade. Ministros divergem quanto à intensidade do aperto e isso ficou claro, mais uma vez, na reunião comandada pela presidente Dilma Rousseff nesse domingo. Explicar o dilema aos parlamentares tem sido, e a...