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Opinião

Cotas na pós-graduação O Estado de S.Paulo Depois de implantar o sistema de cotas para negros e índios em seus cursos de graduação, as universidades públicas começam a adotar o mesmo sistema no mestrado e doutorado. É esse o caso, por exemplo, do curso de antropologia social do Museu Nacional, da UFRJ. Em 2014, ele reservará duas vagas para indígenas. Para os candidatos negros serão reservados 20% das vagas e a nota de corte será menor do que a dos demais concorrentes. "Não é só fazer justiça social. É uma experiência importante para a área de antropologia, que se propõe a estudar o outro", afirma o professor João Pacheco, subcoordenador do programa de pós-graduação do Museu Nacional. Na Universidade de Brasília, a reserva de 20% das vagas para alunos negros no mestrado e doutorado em sociologia foi aprovada em julho, mas ainda depende do aval do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão. Na Universidade do Estado da Bahia, 40% das vagas dos cursos de pós-graduação são reservad...

U.V.

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Manchetes do dia

Sábado , 07 / 09 / 2013 O Globo "De volta às ruas: Exército pode usar força para proteger desfile"   No Dia da Independência, segurança é reforçada pelo país; máscaras causam polêmica Convocação para protestos em 172 cidades está sendo feita nas redes sociais, e reivindicações vão desde melhoria dos serviços públicos até prisão de mensaleiros. Em Brasília, protestos começaram ontem. Depois da onda de protestos de junho e julho, o Sete de Setembro terá segurança reforçada, desfiles mais curtos e uma pergunta: com ou sem máscara? No Rio, o Comando Militar do Leste, num recado aos Black Blocs, avisou que não vai tolerar ações violentas e que os militares estão aptos para fazer a autodefesa das tropas e proteger o patrimônio público. A "Operação Sete de Setembro”, com manifestações de variadas correntes políticas, mais uma vez está sendo convocada nas redes sociais. No Distrito Federal, onde o desfile terá a presença da presidente Dilma, a preocupação maior é com ataques...

Uêba!

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Coluna do Celsinho

Brilhar Celso de Almeida Jr. Em Brasília, o Ricardo Pimentel cismou com o meu sapato. Não tiro a sua razão. Admito: dentre os meus muitos defeitos, peco na embalagem. Caminhando para a quinta década, já era hora de zelar por minha imagem. Por isso, aceitei resignado a observação e subi ao trono do engraxate, instalado num centro comercial brasiliense, próximo ao hotel. Graxa, claro! Não espere que eu mude os meus hábitos a toque de caixa. Para que comprar um sapato novo, se com cincão eu garanto o lustre do velho pisante? Paciência, Ricardo... Enquanto a escova cantava, um jovem com um copo de cachaça se aproximou. Puxou conversa, mostrou desenvoltura e domínio de conteúdo, revelando que tinha largado o curso de História. Questionador, anunciou a insatisfação com o mundo e que não via perspectivas, pois o "sistema" ditava as normas. E encerrou o assunto pedindo uns trocados. Lembrei dos discursos que ouvia nos meus tempos de estudante e de como me libertei de pensamentos dess...

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Opinião

As tensões e os riscos na base da pirâmide Washington Novaes * - O Estado de S.Paulo Muito se tem dito e escrito sobre a onda de protestos que varreu o Brasil nos últimos meses. Uma conclusão quase unânime é a de que a surpreendente mobilização de milhões de pessoas em toda parte ocorreu por meio das chamadas redes sociais, desligadas de partidos ou movimentos políticos, mas incluindo aspirações diversificadas - que se informam e atuam pela internet. Adicionalmente, mostrou-se que a imensa maioria dos manifestantes estava entre 15 e 29 anos. Pesquisa do Ibope publicada por este jornal (25/8) pode reforçar a visão de que a maioria dos jovens, e até mesmo das pessoas em geral, não tem objetivos políticos claros e definidos - tanto que só 7% disseram considerar-se "bem informadas" e saber do que se trata ao discutir o tema "reforma política", nada menos que 52% se declararam "nada informadas" e 34%, "pouco informadas". Em recente edição da revista N...

U.V.

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Manchetes do dia

Sexta-feira , 06 / 09 / 2013 O Globo "Brasil monitorado - Obama encontra Dilma e tenta explicar espionagem"   Reunião estava fora da agenda; presidente brasileira relatou episódio aos Brics Porta-voz do russo Vladimir Putin afirma que líderes consideraram caso de monitoramento feito pelo serviço secreto americano como algo similar a terrorismo; viagem aos EUA depende de satisfação com explicações. Num encontro fora da agenda oficial do G-20, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e a presidente Dilma Rousseff conversaram sobre as denúncias de que o serviço secreto americano espionou ligações e e-mails da governante brasileira. Obama queria explicar "a natureza dos esforços da inteligência". Mais cedo, lado a lado no G-20, eles não se falaram. A irritação de Dilma era visível. Segundo o Planalto, Dilma relatou o episódio na reunião dos Brics. O Estado de S. Paulo "Barbosa rejeita recursos, mas adia fim do mensalão"   Decisão sobre prisões fi...

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Opinião

A Câmara prefere o pior O Estado de S.Paulo Por demagogia, ou para fingir que quer mudar tudo enquanto deixa tudo como está, a Câmara dos Deputados aprovou em segundo turno, pela unanimidade dos seus 452 membros em plenário, um projeto de emenda constitucional, a PEC 349, que extingue o voto secreto no Congresso, qualquer que seja a matéria em deliberação. Para se ter ideia, a proposta tinha sido apresentada em 2001 pelo então deputado Luiz Antonio Fleury Filho. Passaram-se cinco anos até que fosse aprovada em primeira votação. Passaria sabe-se lá quanto tempo até ser desengavetada - se é que seria -, não fosse o clamor da sociedade contra o corporativismo e os abusos éticos dos seus representantes. Uma coisa e outra alcançaram níveis sem precedentes com a ultrajante decisão da Câmara, na semana passada, de manter o mandato do deputado Natan Donadon. Condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a mais de 13 anos de prisão por arrombar o caixa da Assembleia Legislativa de Rondônia, ele...

U.V.

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Manchetes do dia

Quinta-feira , 05 / 09 / 2013 O Globo "Mandatos em xeque: Cassação de mensaleiros cabe só ao Supremo"   Câmara terá de declarar perda de mandatos sem pôr em votação. Pena do petista João Paulo Cunha é mantida em 9 anos e 4 meses em regime fechado; hoje, ministros decidirão se aceitam recurso capaz de mudar resultado do julgamento. Ao julgar ontem os recursos do deputado petista João Paulo Cunha, que teve a pena mantida, o Supremo reafirmou que a palavra final sobre a perda de mandato dos deputados condenados no processo do mensalão é da Corte. A Mesa da Câmara terá de declarar a perda dos mandatos automaticamente, sem submetê-la a votação em plenário. O STF reduziu a pena de Breno Fischberg, sócio de corretora envolvida no esquema. Hoje, os ministros começam a decidir se aceitam os embargos infringentes, capazes de mudar o resultado do julgamento de 11 réus, entre eles o de José Dirceu. Foi negado pelo ministro Dias Toffoli o pedido do deputado-presidiário Natan Donadon p...

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Opinião

Uma liminar equivocada   O Estado de S.Paulo O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), errou ao suspender os efeitos da sessão da Câmara que livrou da cassação o deputado Natan Donadon. Condenado, em sentença definitiva, a mais de 13 anos de prisão pelo desvio de R$ 8 milhões da Assembleia Legislativa de Rondônia, ele cumpre a pena no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal. Na quarta-feira passada, numa decisão ultrajante, tomada em votação secreta, os seus pares preservaram o seu mandato. Eram necessários 257 votos (a maioria mais um dos membros da Casa) para destituí-lo. Só 233 fizeram a coisa certa, sabendo, embora, que permaneceriam no anonimato. Já outros 131, protegidos pelo sigilo espúrio, se acumpliciaram com o sentenciado. E cerca de 50 deles se esquivaram de votar. Não foi lá muito inteligente: tendo registrado presença, os seus nomes se tornaram conhecidos. O essencial, de todo modo, é que a Câmara tinha o direito legal de escolh...

U.V.

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Manchetes do dia

Quarta-feira , 04 / 09 / 2013 O Globo "Acredite se quiser: Câmara derruba voto secreto por unanimidade"   Projeto, que vai ao Senado, foi aprovado 6 dias após mandato de presidiário ter sido preservado. Tramitação levará ao menos mais um mês; oposição teme que proposta não seja votada logo por senadores. A Câmara aprovou ontem, por unanimidade, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 349, que acaba com o sigilo em todas as votações em sessões plenárias no Congresso. A decisão foi uma tentativa de resposta às críticas pela manutenção, há seis dias, do mandato do deputado-presidiário Natan Donadon (sem partido-RO). Para virar lei, o texto ainda precisa ser analisado pelos senadores, e a tramitação demorará, no mínimo, mais um mês. Parlamentares de oposição temem que este processo demore e a proposta acabe não sendo votada logo.  O Estado de S. Paulo "Câmara aprova proposta que acaba com votação secreta"   Deputados empurram decisão sobre a questão das cassaç...

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Opinião

A evasão no magistério público O Estado de S.Paulo A conjugação de baixos salários com condições precárias de trabalho e falta de perspectiva de ascensão na carreira está levando parcela expressiva do professorado paulista a abandonar o magistério público estadual. A cada dia, 8 docentes concursados desistem de lecionar nas escolas estaduais paulistas por falta de motivação. Entre 2008 e 2012, a média de exonerações foi de 3 mil por ano. É um número muito alto, apesar de as autoridades educacionais afirmarem que ele representa apenas 1,63% do quadro de docentes efetivos do magistério paulista. A rede pública de ensino fundamental e médio do Estado de São Paulo tem 232 mil professores, dos quais 120,8 mil são concursados, 63 mil são contratados com estabilidade e 49 mil são temporários. Uma parte dos docentes que desistiram do magistério público no Estado de São Paulo, abrindo mão da estabilidade no serviço público, migrou para colégios particulares, cuja maioria assegura boas condições...