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Terça-feira, 09 / 11 / 2010 Folha de São Paulo "Justiça Federal suspende Enem" Para juíza, erros prejudicaram alunos; ministro da Educação diz que problema foi esparso e que vai recorrer A Justiça Federal do Ceará acatou pedido do Ministério Público e suspendeu o Exame Nacional do Ensino Médio de 2010. A avaliação é que os erros de impressão e encadernação prejudicaram parte dos alunos no sábado, primeiro dia da prova. O Ministério da Educação afirmou que vai recorrer, pois não considera necessário que os 3,4 milhões de estudantes refaçam a prova. Segundo o ministro Fernando Haddad, os relatos de problemas são esparsos. Para a juíza Carla Maia, que deu a liminar, uma nova prova só para os que receberam exames com erro seria tratamento desigual. A Defensoria Publica da União vai recomendar a anulação do teste de sábado e pode entrar com ação, se o MEC não obedecer. O Estado de São Paulo "Justiça decide suspender Enem, e MEC admite erros" Liminar questiona...
Coluna do Rui Grilo
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O papel da sociedade civil no desenvolvimento, na sustentabilidade e na segurança Rui Grilo “A máfia se relaciona bem com a comunidade ao redor. Com os pobres, o mafioso é populista e leal. Compra respeito com pequenos favores, sejam eles bicicletas ou atos de vingança. Mas é implacável com quem não se submete. Com os ricos e poderosos, faz parcerias e participa de festas. [...]Toda máfia que se preze tem policiais e juízes na folha de pagamento”* O cinema, mesmo como ficção, tende a refletir sua época, problemas e valores. Recentemente, vários filmes tem abordado as relações entre as instituições públicas e sociais com a corrupção. O neoliberalismo, ao pregar o estado mínimo tende a substituir ações feitas pelo estado por empresas que, no sistema capitalista tem como objetivo principal o lucro e não o bem estar da pessoa humana. Outra solução é a terceirização para ONGs – organizações não governamentais – e o que temos visto é que poucas sobrevivem sem recursos do estado e ...
Opinião
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Em busca do superávit nominal O Estado de S.Paulo - Editorial Em suas primeiras declarações, a presidente eleita, Dilma Rousseff, tem mencionado a necessidade de conter o gasto público, de modo a permitir uma redução substancial da taxa básica real de juros, de acordo com um programa de estímulo a investimentos, com maior participação do setor privado. Não foi ainda definido o programa para atingir gradativamente esse resultado, que não é, de modo algum, impossível, desde que exista firme determinação da chefia do governo. Nos últimos anos, tem cabido à política monetária, executada pelo Banco Central (BC), a responsabilidade de controlar o crédito e a inflação, de acordo com as metas anuais fixadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), e o único instrumento de que o BC dispõe para isso é o manejo da taxa básica de juros, hoje em 10,75% ao ano. Verifica-se, na realidade, que há um descasamento entre a política monetária e a política fiscal. A contínua expansão de gastos corrent...
Manchetes do dia
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Segunda-feira, 08 / 11 / 2010 Folha de São Paulo "Despesa com reservas bate gasto com obras" A fim de amortecer crises externas, governo faz dívida para comprar dólares O custo do aumento das reservas, poupança com o objetivo de proteger o país de crises e inibir a valorização do real, superou o investimento federal em obras. De 2003 a 2009, manter as reservas exigiu R$ 136,2 bilhões, R$ 3,5 bilhões mais que o dinheiro destinado a estradas, hospitais e escolas. Sob Lula, o "colchão" anticrise cresceu mais de seis vezes e chegou ao recorde atual de US$ 287 bilhões. As reservas vem de dólares que o Banco Central compra via títulos públicos, pagando juros de cerca de 10% ao ano. O BC aplica os dólares no exterior, mas ganha em torno de 1%. É como ter dívida no cartão de crédito e colocar o salário na caderneta de poupança. Para economistas, as reservas foram essenciais na crise de 2008, mas eles ponderam se vale a pena deixa-las crescer tanto. O Estado de São ...
Coluna do Mirisola
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Bola de Cristal "Dilma não é Lula, e os “formadores de opinião” agora estão remoendo suas feridas, mas depois de uma pequena trégua voltarão à carga, muito mais agressivos, sanguinolentos, parciais e demolidores" Marcelo Mirisola* Vou republicar o primeiro, o segundo e o terceiro parágrafos de uma crônica que escrevi poucos dias antes do primeiro turno das eleições: "Quando os instintos prevalecem sobre a inteligência, a inteligência apela aos instintos. Foi isso o que aconteceu depois do diagnóstico quase preciso que o presidente Lula fez sobre veículos de massa e a massa propriamente dita: o primeiro magistrado da nação disse que, hoje em dia, o governo dele é quem formava opiniões. A massa de eleitores que vai eleger Dilma Rousseff provará que Lula – infelizmente - está certo. A meu ver, o que mais irritou a “mídia” acusada pelo presidente de ser “partidária” foi o fato de que, depois de todo o bombardeamento sofrido pelo governo, e de todas as cabeças que r...
Brasil
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Dilma deverá conduzir economia com mão de ferro Gerson Camarotti - O Globo A presidente eleita, Dilma Rousseff, sinalizou que usará a montagem de sua equipe econômica para mostrar personalidade própria e um novo estilo de governar. Diferentemente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estimulava divergências entre os condutores da economia para, no fim, criar consenso, Dilma avisou a interlocutores que deseja uma equipe harmônica e que terá influência direta no encontro das soluções. Nas primeiras entrevistas concedidas semana passada, Dilma foi além e explicitou que vai comandar e monitorar pessoalmente a economia. Disse que essa é uma responsabilidade dela, e não de nomes que venham a ser escolhidos: - Não serão pessoas que vão ser responsáveis sobre isso. Sou eu que sou responsável. E, como responsável, asseguro: seja quem seja que esteja no exercício do cargo, eu assegurarei ao país a questão da estabilidade econômica. Para petistas e aliados, esse recado foi mais...
Opinião
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O escasso capital humano O Estado de S.Paulo - Editorial O Brasil, oitava maior economia do mundo, empata com o Zimbábue quando se compara a escolaridade média - 7,2 anos - das pessoas com 25 anos ou mais. Há 30 anos sob uma ditadura, devastado pela violência e com uma taxa astronômica de inflação, o país africano aparece no último lugar, numa lista de 169 países classificados com base no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), elaborado pela Organização das Nações Unidas (ONU). No 73.º posto, o Brasil avançou quatro posições desde o ano passado, ingressando no grupo das nações consideradas com IDH elevado. Mas essa mudança é insuficiente. O País continua a exibir péssimos indicadores de educação e saneamento, condições essenciais para o progresso individual e para a formação de um capital humano de alta qualidade. São condições essenciais para a consolidação de qualquer país como potência econômica, isto é, como economia moderna, competitiva e capaz de fazer diferença no quadro mu...
Manchetes do dia
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Domingo, 07 / 11 / 2010 Folha de São Paulo "Empreiteiras dão mais que o triplo a congressistas" Setor declarou doações de R$ 99 milhões para 54% dos parlamentares eleitos; em 2006, foram R$ 32,6 milhões. Um dos setores de intenso lobby por recursos de obras públicas, as empreiteiras brasileiras mais que triplicaram o volume de doações nas eleições deste ano para o Congresso. Elas abasteceram com R$ 99 milhões as campanhas de 54% dos eleitos, informam Silvio Navarro e Breno Costa. O PT, partido de Dilma Rousseff, foi o que mais arrecadou: R$ 25 milhões. Em 2006, empresas do setor declararam ter doado R$ 32,6 milhões a candidatos congressistas. Além das 513 cadeiras para deputado federal, foram disputadas neste ano 27 vagas a mais no Senado do que em 2006. As empreiteiras foram o ramo que mais desembolsou dinheiro para financiar campanhas, superando outros doadores tradicionais, como bancos. Há a expectativa de que obras do PAC 2 ganhem força a partir de 2011, na esteira...
Opinião
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Últimos dos bárbaros Roberto Romano - O Estado de S.Paulo O trote mancha a ética universitária. Nele surge o fascismo que jaz nas camadas urbanas. País que viveu o século anterior sob tiranias, o Brasil ainda não se adequou ao convívio sob a lei. Getúlio Vargas, com polícia e censura unidas à propaganda do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), e o regime de 1964, com suas câmaras de tortura aliadas aos censores da imprensa, muito fizeram para corroer o caráter dos governados. Como o poder oposto à democracia tem origem direta na força não mediada por ordens jurídicas liberais, parte da sociedade nele enxerga a única forma correta de existência. Acostumados a obedecer a dirigentes truculentos e arbitrários, os supostos cidadãos ignoram direitos dos mais fracos e os transgridem sempre que possível. Linchamentos, trotes, intimidações hoje marcadas como bullying na internet reiteram os mais baixos padrões éticos. Na sarjeta, tais formas de agir são intoleráveis. Nos câmpus, el...
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Sábado, 06 / 11 / 2010 Folha de São Paulo "Receita cresceu 2 CPMFs, mas gasto da saúde foi igual" Lula e Dilma querem nova fonte de receitas para o setor; gestão do presidente usou ganho em Bolsa Família e aposentadorias A receita do governo federal cresceu, na gestão Lula, o equivalente a duas vezes a arrecadação da CPMF - o imposto do cheque, derrubado em 2007 pelo Congresso. Praticamente nada desse ganho, porém, significou aumento do gasto em saúde, informa Gustavo Patu. O crescimento da receita foi usado para ampliar programas como o Bolsa Família e pagar aposentadorias. O presidente Lula, a eleita Dilma Rousseff e parte dos novos governadores querem que o Congresso defina no ano que vem nova fonte de receitas para a saúde. A opção pode ser a recriação do tributo, para a qual o governo não vê clima em 2010. Entidades empresariais como Fiesp e CNI já condenam a ideia. O Estado de São Paulo "China fala em 'muralha de fogo' para barrar dólar" In...