domingo, novembro 13, 2016

Manchetes do dia

Sábado 12/ 11 / 2016

O Globo
"Rio vai gastar R$ 2,1 bi só com benefícios"

Despesa é 35% dos R$ 5,9 bi que o estado tenta obter para a previdência

Segundo o orçamento de 2017, juízes terão R$ 4,3 mil mensais para moradia, servidores do Judiciário ganharão R$ 1.052 para os estudos de cada filho, e funcionários do MP poderão gastar até R$ 825 por mês com refeições
Enquanto enfrenta uma grave crise financeira, o Estado do Rio mantém privilégios para servidores do Tribunal de Justiça, do Ministério Público, do TCE e do Executivo, que custarão R$ 2,1 bilhões, segundo o orçamento previsto para 2017. A Alerj não divulga seus gastos. Para se ter uma ideia do peso na conta, essa despesa representa 35% dos R$ 5,9 bilhões do que o governo estadual pretende arrecadar com o aumento da contribuição previdenciária.    

O Estado de S.Paulo
"48% dos servidores poderão se aposentar em até 10 anos"

Boom de contratações na redemocratização ajuda a explicar fenômeno que sobrecarregará caixa dos Estados

Ao longo dos próximos 10 anos, quase metade dos servidores estaduais na ativa terá direito de pedir aposentadoria. A situação abrange 1,8 milhão de funcionários, ou 48% do total. “Pelas regras atuais, os sistemas previdenciários estaduais não vão suportar a conta e a crise, hoje concentrada em alguns Estados, vai se espalhar”, alerta o professor da Fundação Getúlio Vargas Nelson Marconi, autor do estudo. Razões históricas ajudam a explicar o fenômeno. Segundo o economista Paulo Tafner, a concentração de aposentadorias deriva do boom de contratações no setor público ocorrido no fim dos anos 1980 e início dos anos 1990, durante a redemocratização. A Constituição ampliou obrigações de Estados e municípios com educação, saúde e segurança, que demandam muita mão de obra. Pesa também o fato de duas categorias, professores e policiais, terem direito a aposentadorias especiais.               

Folha de S. Paulo
"PF investiga se Odebrecht fez reforma de piscina para Lula"

Obra no Alvorada, em 2008, teria sido troca de favores; empresa e ex-presidente não comentam

A Polícia Federal suspeita que a Odebrecht tenha bancado reforma na piscina do Palácio da Alvorada em 2008, durante o governo Lula, informam Bela Megale e Marina Dias. A obra teria sido feita em troca de favorecimentos para a empreiteira. Em e-mail apreendido pela Lava Jato, o então presidente da empresa, Marcelo Odebrecht, pergunta a um executivo do grupo se o “trabalho das pedras foi bem concluído”, visto que seu pai, Emílio Odebrecht, iria se encontrar com o “amigo”.

Segundo investigadores e funcionários da empresa, “amigo” é o termo usado dentro da Odebrecht para se referir ao ex-presidente Lula. Um mês antes, o empreiteiro recebeu uma mensagem “sobre a colocação de granito na piscina em Brasília”. Na conversa, o empreiteiro fala em definir “qual a estratégia se houver [provável] vazamento na mídia”.

Relatórios da Presidência da República confirmam a obra no Alvorada em 2008, mas sem menção a contratos ou ao custo da reforma. Lula responde a três inquéritos na Lava Jato em que é acusado de receber favores de empreiteiras. Ele nega qualquer irregularidade. Procurados pela reportagem, o ex-presidente e a Odebrecbt não quiseram comentar a obra na piscina. 

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