sábado, janeiro 16, 2016

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Sábado 16 / 01 / 2016

O Globo
"Acuado, Maduro recorre a emergência econômica"

Decreto abre brecha para expropriar; oposição critica poderes excepcionais

Críticos temem que medida dê sinal verde ao governo para confiscar bens de empresas tidas como adversárias

Com a Venezuela acossada por uma inflação estimada em mais de 270% ao ano e crise de desabastecimento, o presidente Maduro decretou emergência econômica por 60 dias. Entre as medidas está a possibilidade de requisitar bens e imóveis privados, levando ao temor de que o governo use expropriações contra adversários. A oposição criticou o decreto, que será apreciado pelo Legislativo, e disse que o verdadeiro problema é o modelo chavista. Na Assembleia, Maduro reconheceu cifras “catastróficas”, mas se disse vítima de uma guerra econômica.    

Folha de S.Paulo
"Decreto de Maduro abre margem para confiscos"

Presidente venezuelano anuncia emergência econômica, que permite ao governo tomar bens privados

Em medida inédita, alegadamente para enfrentar a crise econômica na Venezuela, o presidente Nicolás Maduro decretou “estado de emergência econômica”. O plano, válido por 60 dias, abre brecha para o confisco de bens de empresas e cidadãos. O pacote foi divulgado horas antes de Maduro apresentar à Assembleia Nacional o seu informe de gestão, no qual afirmou ser vítima de uma “guerra econômica”. Segundo ele, a queda do preço do petróleo diminuiu as receitas em 62%. A medida mais polêmica é a possibilidade de tomada temporária ou definitiva pelo governo de bens e instalações de empresas públicas e privadas para garantir o abastecimento de alimentos, remédios e gêneros de primeira necessidade. As ações, que incluem ainda a dispensa de licitação para compras urgentes, já entraram em vigor. Porém podem ser derrubadas pela Assembleia Nacional e pelo Supremo. Os dois Poderes têm até oito dias para analisar o plano e se manifestar. Para o deputado oposicionista José Guerra, o decreto não resolverá a crise no país porque não muda a política econômica atual.     

O Estado de S.Paulo
"Maduro decreta emergência e abre brecha para intervenção"

Medida passará pela Assembleia; governo da Venezuela poderá reter bens para garantir abastecimento

O governo venezuelano publicou um decreto de Emergência Econômica que prevê intervenção no setor produtivo primário, como objetivo de tirar o país da grave crise. A inflação de janeiro a setembro de 2015, anunciada ontem, foi de 141,5%. Para entrar em vigor, o decreto depende do aval da Assembleia Nacional, de maioria oposicionista. Se aprovada, a medida será válida por 60 dias, com renovação por mais 60. Em discurso na Assembleia no início da noite ,o presidente Nicolás Maduro defendeu o pacote e falou em aumento no preço da gasolina para aliviar o caixa da estatal do petróleo PDVSA. O decreto ainda dispensa licitações se permite que o governo disponha de bens, mercadorias e instalações privadas para garantir o abastecimento. A economia venezuelana, dependente do petróleo, atravessa o pior momento desde a chegada de Hugo Chávez ao poder, em 1999.         
           

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