sexta-feira, agosto 21, 2015

Coluna do Celsinho

Previsível

Celso de Almeida Jr.

Hoje, confiro na imprensa que o Brasil cortou 157.905 vagas de trabalho com carteira assinada no mês passado.

É o pior resultado para julho desde 1992.

Pois é...

Todo empreendedor quer gerar e manter empregos.

Eu, parte deste grupo de teimosos, sei o quanto é complicado estar submetido a uma legislação pouco flexível e que dificulta - muito - acordos diretos entre empresa e funcionários.

Especialmente os médios e pequenos empresários deveriam ser reconhecidos como guerreiros, submetidos a toda ordem de pressão e obstáculos para tocar os seus negócios.

Com esta realidade gritante, não seria muito mais fácil uma flexibilização total das leis trabalhistas, deixando, por exemplo, que cada funcionário direcionasse sua contribuição previdenciário para instituição privada, de sua escolha?

Atrelar à folha de pagamentos uma série de contribuições que aumentam o custo da contratação gerou para os governos, ao longo de décadas, perigosa acomodação, garantindo aparentemente recursos que permitiriam grandes conquistas sociais.

O resultado:

Previdêcia pública comprometida.

Remuneração do FGTS com taxas abaixo das praticadas pelo mercado.

Incontáveis conflitos trabalhistas.

Há coragem para mudar este quadro, já que os políticos temem mexer neste vespeiro?

Ao que parece, a mudança virá pela forma mais dolorosa: o agravamento da crise financeira.

Não precisava ser assim.

Visite: www.letrasdocelso.blogspot.com

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