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Opinião

Crime à sombra do Estado O Estado de S. Paulo O retrato que o Ministério Público Estadual (MPE) traça do Primeiro Comando da Capital (PCC), depois de três anos e meio de investigações, mostra que ele está mais vivo e forte do que nunca. Uma prova de que o poder público - tanto o Estado de São Paulo, onde está sua base principal, como os outros 21 Estados onde tem suas ramificações - não consegue conter essa organização criminosa, que há 20 anos age dentro e fora dos presídios, apesar das periódicas e enfáticas declarações das autoridades da área de segurança pública de que ela foi desarticulada. O MPE fez um trabalho minucioso - com base em escutas telefônicas, documentos, depoimentos de testemunhas e informações sobre apreensões de drogas e armas - e concluiu que o PCC está presente não só em 22 Estados brasileiros, como em 2 países vizinhos (Paraguai e Bolívia). Controla 90% dos presídios paulistas, como mostra reportagem do Estado. A principal atividade do PCC é hoje o tráfico de dr...

U.V.

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Manchetes do dia

Sábado , 12 / 10 / 2013 O Globo "Exército de bandidos: Facção criminosa planejou assassinato de Alckmin"   Grupo fatura R$ 100 milhões por ano com o tráfico de entorpecentes Em megaoperação, MP de São Paulo denuncia 175 pessoas; governador reage e promete endurecer. Na maior investida contra a facção que domina os presídios de São Paulo, o Ministério Público do estado identificou um exército com mais de 11 mil soldados que trabalham para o crime organizado em 22 estados, com ramificações no Paraguai e na Bolívia. Segundo o MP, o grupo até mesmo determinou a execução do governador Geraldo Alckmin, com base em interceptações feitas em 2011. Ontem, Alckmin anunciou que pretende ampliar o isolamento imposto na cadeia aos chefes do grupo. Dados do Conselho Nacional do MP apontam que 68% dos presídios do país descumprem a lei e não separam presos pela gravidade dos crimes. O Estado de S. Paulo "PCC tenta influenciar STF e planeja matar Alckmin"   Projeto da facçã...

Abelhuda!

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Coluna do Celsinho

Velha criança Celso de Almeida Jr. A criança, de quatro décadas atrás, continua em mim? As células são outras. A vida vetou ilusões. O pensamento apontou rumos inesperados. Por onde andará aquela criança? Na lembrança, costumo visitá-la. Fica, porém, a dúvida... É ela mesma? Ou será uma projeção do que penso que fui? Quais as grandes experiências que marcaram os primeiros anos? O que me influenciou para sempre? Ah!!! Leitora querida, leitor prezado... E se o caminho fosse outro? E se as escolhas fossem outras? Mudaria o resultado, é claro, mas a origem estaria preservada, a criança permaneceria a mesma. As escolhas são as chaves do futuro. Há responsáveis por elas? Sou o único responsável? Devo dividir os eventuais méritos ou deméritos? Olho para trás... Lá está ela, observando-me à frente, cada vez mais distante. Criança, criança... Saudade de você! Visite: www.letrasdocelso.blogspot.com Twitter

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Opinião

Renegociação eleitoreira O Estado de S.Paulo Está muito longe de ser mera coincidência o fato de o governo federal ter acertado com o Congresso uma fórmula para aliviar a dívida de Estados e de municípios no momento em que o prefeito paulistano, Fernando Haddad, precisa urgentemente de recursos financeiros. Só com mais dinheiro Haddad, que é do mesmo partido da presidente Dilma Rousseff, poderá mostrar alguma realização no próximo ano - quando, não custa recordar, haverá eleição de presidente da República e de governadores. O alívio dos pagamentos das dívidas estaduais negociadas pela União em 1997 e das prefeituras negociadas a partir de 2001 vinha sendo reivindicado há muito tempo por governadores e prefeitos. Mas, nas condições acertadas, o grande beneficiado será Haddad. A mudança do indexador das dívidas negociadas pela União com os Estados e municípios - do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), da Fundação Getúlio Vargas, para o Índice Nacional de Preços ao C...

U.V.

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Manchetes do dia

Sexta-feira , 11 / 10 / 2013 O Globo "Contracheque vip: Congresso paga a 1.906 servidores supersalários"   Remunerações serão cortadas em outubro por decisão do TCU Presidente do Senado, que anunciou devolução de salários indevidos, volta atrás. Câmara esperou dois meses para fazer corte. Na Câmara e no Senado, um grupo de 1.906 servidores recebe salários superiores aos pagos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a seus 11 ministros. Apenas na Câmara, 1.366 funcionários faturam mensalmente acima do teto constitucional, de R$ 28.059,29. Na Câmara, a economia será de R$ 70 milhões. Os vencimentos só serão cortados agora porque foram considerados ilegais pelo Tribunal de Contas da União (TCU). O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), porém, recuou da decisão, anunciada em setembro, de cobrar a devolução de cerca de R$ 300 milhões pagos indevidamente. Renan sustenta que o Ministério Público Federal levantou dúvida sobre a necessidade de devolução. O Estado de S. Pau...

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Opinião

O problema dos portos O Estado de S.Paulo Também as licitações de áreas portuárias anunciadas pelo governo como parte do plano de modernização e ampliação do sistema portuário correm o risco de fracasso. É mais um problema que, por não ter conseguido definir um modelo de privatização adequado, o governo enfrenta para fazer avançar seu programa de transferência para o setor privado da responsabilidade pela expansão, melhoria e operação de rodovias, ferrovias, aeroportos e portos. São tantas as divergências entre a proposta do governo para o arrendamento de áreas dos portos que fazem parte do segundo bloco de licitação - entre eles os de Paranaguá, o segundo mais importante do País, e o de São Sebastião - e as expectativas dos envolvidos na questão, como os administradores, os investidores e os usuários, que a consulta pública sobre a questão aberta na semana passada poderá ser encerrada sem que se tenha conseguido estabelecer um modelo aceitável. O tempo para os acertos é curto, pois a ...

U.V.

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Manchetes do dia

Quinta-feira , 10 / 10 / 2013 O Globo "Brasil grande: País volta a ter maior taxa de juro real do mundo"   BC eleva Selic para 9,5% mesmo com inflação menor Para analistas, decisão do Banco Central mira controle do custo de vida em 2014, quando haverá eleições. Em 12 meses, acumulado ficou abaixo de 6%. Apesar do recuo da inflação em 12 meses para 5,86%, abaixo de 6% pela primeira vez este ano, a diretoria do Banco Central decidiu, por unanimidade, subir a taxa básica de juros de 9% para 9,5% ao ano, na quinta alta seguida. Com isso, o Brasil volta a ter o maior juro real (acima da inflação) do mundo, com 3,5%, o que não acontecia desde abril de 2012. Segundo analistas, o objetivo seria controlar a inflação em 2014, ano de eleição. O Estado de S. Paulo "Copom eleva juro e aponta para taxa em dois dígitos"   Selic chega a 9,5% e atinge a maior alta no governo Dilma; IPCA fica dentro da meta pela 1ª vez no ano. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco ...

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Opinião

É preciso dar nome às coisas O Estado de S.Paulo Há muito que as manifestações - iniciadas em junho e que se vêm repetindo periodicamente em várias cidades do País - escaparam ao controle da maioria que sai às ruas para protestar pacificamente. Mas os atos de violência que marcaram os protestos realizados segunda-feira em São Paulo e no Rio de Janeiro mostram que a situação chegou a um ponto em que, se as forças policiais não reagirem com firmeza proporcional ao desafio que lhes está sendo lançado - o que até agora as autoridades hesitam em fazer -, é muito grande o risco de que a desordem tome conta das grandes cidades, com todas as consequências facilmente imagináveis. Nas duas cidades, os acontecimentos seguiram mais ou menos o mesmo roteiro. À grande maioria dos que protestavam contra a proposta de plano de cargos e salários dos professores municipais do Rio - em São Paulo a manifestação foi em apoio a eles - juntaram-se grupos aguerridos que se aproveitam da situação para promover...

U.V.

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Manchetes do dia

Quarta-feira , 09 / 10 / 2013 O Globo "Batalha contra vândalos - SP usa Lei de Segurança e Rio promete endurece"   Casal flagrado em São Paulo foi enquadrado em lei do regime militar No Rio, polícia vai mudar tipificação de baderneiros flagrados em manifestações, que responderão por envolvimento em organização criminosa e estarão sujeitos a pena mínima de três anos de prisão. Em reação aos protestos violentos da véspera, as policias de São Paulo e do Rio decidiram endurecer com os vândalos. Em São Paulo, Humberto Caporalli e Luana Bernardo Lopes, que participaram dos quebra-quebras, foram enquadrados na Lei de Segurança Nacional, promulgada no regime militar, que define como crime “depredar, provocar explosão ou incendiar para manifestar inconformismo político ou manter organizações subversivas". No Rio, os baderneiros passarão a responder por envolvimento em organização criminosa. O Estado de S. Paulo "SP vai usar contra vândalos lei que pune organização cr...

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Opinião

Mais um sonho desfeito O Estado de S.Paulo Além de sua importância para o mercado e para os investidores, a fusão da companhia brasileira de telecomunicações Oi com a Portugal Telecom, que assume a gestão da nova empresa, tem também um significado político de grande relevância. Ela simboliza o fracasso - mais um, entre tantos outros - da política do governo do PT de mobilizar grande volume de recursos públicos, beneficiar grupos empresariais privados por ele escolhidos e modificar regras e normas para formar o que vinha chamando de empresas campeãs nacionais capazes de conquistar espaço no mercado internacional. É mais um sonho de grandeza criado durante o governo Lula que se desvanece na realidade da vida empresarial. A história da Oi e de suas antecessoras é, em boa medida, a história do ativismo e do intervencionismo estatal no setor de telefonia muitas vezes justificados pela necessidade de viabilizar a entrada de empresas privadas em setores antes dominados por estatais, mas també...