segunda-feira, setembro 12, 2016

Pitacos do Zé


Que realidade!

Zé Ronaldo dos Santos
O Velho Bráulio Rocha, diante de uma obra, por mais sem sentido na sua consideração, dizia: “Realização é realização; cada um é cada um”. Só quando algo lhe causava muito admiração, ele exclamava: “Isto sim é que é realização! Bendita a pessoa que fez!”.

Ao me deparar logo cedo com o meu pedaço de gramado cheio de papéis de candidatos, jogados sem nenhuma demonstração de boa educação, penso em qual concepção de política convém comentar, desejando que esses “candidatos a alguma coisa” na vida política da cidade alcancem a necessária crítica e avaliação.

Política, na definição filosófica, não está acessível ao alfabetizado ou ao analfabeto funcional que se negue a fazer um esforço, mas vamos lá:

1º) É a doutrina do direito e da moral, conforme pregou o grego Aristóteles há 2500 anos, na cidade de Atenas. Ou seja, uma investigação do que deve ser o bem e o bem supremo;

2º) É a teoria do Estado, conforme o mesmo autor: “Está claro que existe uma ciência à qual cabe indagar qual deve ser a melhor constituição: qual a mais apta a satisfazer nossos ideais sempre que não haja impedimentos externos; e qual a que se adaptar às diversas condições em que possa ser posta em prática. Como é quase impossível que muitas pessoas possam realizar a melhor forma de governo, o bom legislador e o bom político devem saber qual é a melhor forma de governo em determinadas condições”;

3º) A arte ou a ciência do governo. No nosso caso, na gestão de tudo aquilo que diz respeito ao cidadão, ao governo da cidade, aos negócios públicos que possibilitarão a felicidade ao maior número possível de pessoas;

4º) O estudo dos comportamentos intersubjetivos (contribuição de A. Comte, o pai do positivismo): “Os fenômenos políticos, tanto em consistência  quanto em sucessão, estão sujeitos a leis invariáveis, cujo uso pode permitir influenciar esses mesmos fenômenos”. Ou seja, “há tendências psicológicas constantes, às quais os fenômenos sociais obedecem”. No fundo, o que sofre constante adulteração é o critério da justiça e do bom governo para poder atingir a felicidade.

Agora, não me venham convencer que, pessoas que a cada quatro anos enchem nossos quintais e nossas ruas com papeis, com jingles ridículos etc. estão cônscios do dever político. Pior ainda é quando se imiscui com blá-blá-blá religioso!

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