sábado, fevereiro 28, 2015

Manchetes do dia

Sábado 28 / 02 / 2015

O Globo
"A conta do ajuste - Imposto sobe ate 150% e indústria teme desemprego"

Efeito da desoneração da folha e anulado. Para Levy, foi ‘brincadeira’ de R$ 25 bi

Alíquota para empresas que pagam contribuição previdenciária sobre faturamento aumenta de 1% para 2,5% e de 2% para 4,5%, dependendo do setor. Ministro alega que alívio não evitou demissões nem elevou contratações

Após ter dado, nos últimos anos, um alívio na folha de pagamentos para 56 setores da indústria, que passaram a pagar a contribuição previdenciária pelo faturamento, o governo voltou atrás e elevou a alíquota dessas empresas em até 150%. Os setores que pagavam 1% do faturamento agora arcarão com 2,5%. Segundo especialistas, a medida anula o alívio fiscal para quase todas as empresas antes beneficiadas que, até então, tinham reduzido seus gastos com esse imposto entre 37,7% e 49,2%, o que estimulava o emprego. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, chamou de "grosseira” a desoneração feita antes: "Essa brincadeira nos custa R$ 25 bilhões por ano, e vários estudos demonstram que ela não tem protegido o emprego". Empresários reagiram e disseram que o aumento da carga tributária vai reduzir a competitividade do setor e levar a corte de vagas. Economistas também veem risco ao emprego.

Folha de S.Paulo
"Dilma sobe tributo em 150% e empresas preveem demissões"

Novo ajuste atinge 127 mil firmas; Levy classifica política atual de desonerações de ‘grosseira’

O governo Dilma publicou medida provisória que aumentara a partir de junho o tributo pago a Previdência por empresas de 56 setores. Empresários preveem que esse novo ajuste das contas públicas gerará demissões. 

Em 2011, o governo alterou a forma de cobrança e reduziu a contribuição paga por 127 mil empresas, que empregam 14,4 milhões de pessoas. Elas passaram a pagar alíquotas de 1% ou 2% sobre o seu faturamento.

Agora, o Ministério da Fazenda elevou as alíquotas em até 150% para economizar R$ 5,4 bilhões neste ano. Empresas poderão optar por voltar ao regime anterior: pagar 20% de contribuição sobre a folha de salários.

Para Paulo Skaf, chefe da federação paulista de indústrias, a mudança eleva custos e reduz competitividade. Eduardo Cunha (PMDB), presidente da Câmara, diz que a aprovação da medida no Congresso será difícil.

O ministro Joaquim Levy (Fazenda) classificou a desoneração, vitrine da primeira gestão da petista, de “grosseira” e “brincadeira” que deu errado.

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