A Feira Hippie é extensão da 25 de Março?


Fiovo Frediani inspecionando as obras. Ele pode perder a vista do mar

Luiz Moura
Esta é a semana da faixa existente entre a avenida Iperoig e a praia.
As frustradas intenções de corte da amendoeira centenária existente próxima ao sagrado Cruzeiro que também esteve preste a ser destruído fizeram a alegria da população do centro de Ubatuba.
Não sou contra a existência de uma feira de artesanato, muito pelo contrário, ela tem papel fundamental na divulgação da cultura. Sou sim, totalmente contrário à permanência em frente ao mar, no local onde pretendem construir a cobertura bancada pelo Governo Estadual e pela Prefeitura, do "negócio" em que se transformou a Feira Hippie.
A afirmação de que a existência da feirinha e sua cobertura estão em discussão na comunidade há mais de dois anos é mentirosa. A população do centro clama pelo direito de expressar a sua opinião. Os "donos" do poder não deveriam ter medo de abrir o debate.
Ontem, após a
relocação da "obra", destruíram o jardim próximo à margem do rio Grande. Fica portanto constatada a semelhança existente entre as ações das administrações Eduardo César (PL + PT) e Paulo Ramos, ambos, como demonstrado por suas decisões, partidários da destruição do patrimônio visual existente na praia de Iperoig.
Dá desgosto ouvir os "comerciantes" da feirinha e dos "carrinhos de lanches". Partidários do fisiologismo, apresentam argumentações nauseabundas para ampliar os seus "negócios". Desconhecedores da história de Ubatuba, falam bobagens para defender pontos de vista insustentáveis. Não dão a mínima para os interesses da comunidade. Só pensam no aumento de seus lucros com a ajuda paternalista do poder público. Existem exceções. Poucas, mas existem.
Cada um dos munícipes da foto acima é conhecedor da história de Ubatuba. Eles podem elucidar todas as balelas ditas sobre o local.
Na outra ponta da avenida Iperoig o proprietário do parque Trombini volta a ampliar a área de atuação de seu negócio. Todos se apoderando de áreas públicas para a obtenção de lucro pessoal. O parque Trombini também usa espaços e equipamentos públicos construídos a expensas do erário municipal. O Trombini conseguiu, provisoriamente, a aprovação do poder Judiciário.
Assim fica difícil!
Ainda não pude escrever sobre a "reunião de trabalho" dos funcionários públicos municipais que aconteceu no pátio de obras no dia 16 (sexta-feira) e só faltam 8 (oito) dias para acabar o ano.

Foto: Arquivo UbaWeb

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