sábado, agosto 06, 2016

Física


Opinião

Se não está quebrado...

Hélio Schwartsman
Parece-me inoportuna a ideia, que vai ganhando corpo no Congresso, de votar alguma das PECs que alteram a forma de escolha dos ministros do STF. Não é que o sistema hoje utilizado —pelo qual o presidente da República indica mais ou menos livremente um nome de sua preferência que, depois de sabatinado, é aprovado ou rejeitado pelo Senado— seja perfeito ou não comporte melhorias. Mas, como dizem os norte-americanos, se não está quebrado, não conserte.

O maior perigo do atual modelo, que seria a entronização de ministros próximos demais do governo que os designa, comprometendo a independência da magistratura, foi posto à prova e não se materializou.

Passaram pelo Supremo nos últimos anos vários casos de interesse capital para o PT, como o julgamento do mensalão e decisões relativas ao impeachment de Dilma Rousseff. O PT, por ter permanecido no poder por 13 anos, teve a oportunidade de indicar 8 dos 11 ministros que hoje ocupam a corte. Apesar disso, o STF soube atuar com independência, tendo condenado a penas de prisão figuras importantes da cúpula petista e permitindo que o Legislativo conduzisse o afastamento de Dilma sem grandes interferências. Nos bastidores, o PT chegou a qualificar alguns dos ministros de traidores.

Minha hipótese para explicar o fenômeno está na vitaliciedade. Uma vez nomeado, o ministro só sai morto, aposentado ou por vontade própria. Isso significa que ele só deve satisfações a si mesmo. Num ambiente que cultiva o amor-próprio, como é o da principal corte do Judiciário, a biografia tende a valer do mais que a lealdade. Ocorre aqui algo parecido com o que se passa no mercado, que transforma vícios privados em virtudes públicas. A exemplo da cobiça, que é uma imperfeição na escala individual, mas se converte em eficácia econômica no plano institucional, a vaidade acaba estimulando a independência judicial.

Original aqui

U.V.

Manchetes do dia

Sábado 6 / 08 / 2016

O Globo
"Mas que beleza!"

Festa impecável faz o mundo dançar com o Maracanã

Destaque para as origens do país e respeito às minorias

Temer não foi anunciado e, ao abrir os Jogos, foi vaiado

Depois de uma semana de expectativas e temores, o Rio fez uma festa impecável e inovadora no Maracanã para abrir os 31º Jogos Olímpicos, emocionando e arrancando elogios de espectadores no mundo. Efeitos especiais tomaram o Maracanã para destacar as raízes brasileiras, sua cultura, seus artistas, a diversidade, a tolerância entre os povos e o respeito ao meu ambiente. Num dos muitos momentos inéditos em Olimpíadas, o estádio dançou e cantou com Jorge Ben Jor e “País tropical”. Também as músicas retrataram a diversidade cultural do país, reunindo da bossa nova ao funk. Para driblar o orçamento enxuto, os cenários foram construídos em projeções sobre tapumes no gramado do Maracnã, que começou como um mar, representando a origem da vida, e terminou ao som das baterias de escolas de samba e do espetáculo grandioso com a pira olímpica. O desfile dos atletas refugiados levantou o público. As delegações dos países desfilaram pelo meio do estádio. O presidente interino, Michel Temer, não foi anunciado no início da festa e, ao final, foi vaiado, mas também houve aplausos. O presidente do COI, Thomas Bach, agradeceu a organização e ao povo carioca : “Este é o momento da cidade maravilhosa.” Carlos Arthur Nuzman, do comitê organizador, discursou: “O melhor lugar do mundo é aqui e agora.”      

Folha de S.Paulo
"Jogos começam com Brasil em disputa por 4 medalhas"

Sob o temor de vaias, anúncio da presença de Temer na abertura não foi feito

Após a abertura da Olimpíada, protagonistas da delegação brasileira no judô, ginástica artística, natação e vôlei feminino entram em ação no que é considerado um dia crucial para as pretensões do país na Rio-2016. OBrasil pode ganhar quatro medalhas neste sábado (6). O COB (Comitê Olímpico do Brasil) estabeleceu por objetivo que a delegação termine entre os dez melhores países pelo total de pódios. A meta vai de 23 a 30 láureas. A pressão por uma boa largada é ainda maior porque em Londres-12 o país teve o melhor início de sua história. Terminou o dia com três pódios. Os judocas Sarah Menezes (ouro) e Felipe Kitadai (bronze) competem a partir das 10h deste sábado. Felipe Wu, líder do ranking mundial, tenta ir ao pódio na pistola de 10m. Nathalie Moellhausen compete na prova individual da esgrima. Em meio ao temor de vaias, o anúncio da presença do presidente interino, Michel Temer, não foi realizado na abertura, nesta sexta (5). A cerimônia fez referências a temas como escravidão, aquecimento global e 14 Bis. O hino nacional foi cantado por Paulinho da Viola.     
 
O Estado de S.Paulo
"Brasil faz bonito "

Cerimônia de abertura dos Jogos exalta a diversidade cultural brasileira com história, poesia, funk, preocupação ambiental e criatividade.            
           

sexta-feira, agosto 05, 2016

Sukhoi - Superjet 100 RJ


Coluna do Celsinho

Brasil 

Celso de Almeida Jr.

Conversei há pouco com uma candidata à vereadora de cidade da região norte do Brasil.

Disse-me que cursou somente até a 5ª série do ensino fundamental.

Perguntei qual o candidato ideal para a prefeitura da mesma cidade.

Respondeu com simplicidade e firmeza:

"Aquele que ganhar para beneficiar a população, não a si mesmo."

"Alguém que não corrompa, pois sempre há alguém disposto a se corromper."

"Aquele que olhe de forma justa para o centro e a periferia, pois todas as regiões merecem atenção."

Foram exatamente estas as palavras.

Expressando-se muito bem, articulada, mostrou indignação com a situação do saneamento básico.

Contou que no seu bairro não há água encanada.

Os moradores usam poços de suas casas ou da escola.

Tratamento de esgotos não há.

O detalhe dessa história é que trata-se de uma capital de estado.

Enquanto ouvia aquela mulher guerreira, sofrida, pensei na festa do Rio de Janeiro, nas Olimpíadas.

Quantos contrastes neste nosso país, não é mesmo?

Há um longo caminho a percorrer.

Nele, obrigatoriamente, as causas mais urgentes do povo brasileiro devem prevalecer.

Visite: www.letrasdocelso.blogspot.com

Física


Opinião

Mercosul fica ao menos mais duas semanas sem chefia

Clóvis Rossi
Os quatro sócios fundadores do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) não conseguiram, em reunião informal realizada nesta quinta-feira (4) em Montevidéu, encontrar uma fórmula para que o bloco possa funcionar mesmo sem ter uma presidência.

A única decisão tomada foi a de convocar uma nova reunião, para a última semana de agosto, prazo necessário para consultas às instâncias superiores de cada país (a reunião desta quinta foi apenas entre técnicos).

O consenso entre os quatro é o de que o impasse não pode se arrastar por muito tempo mais porque a acefalia em que se encontra o bloco equivale, como a Folha já mostrou, a uma greve geral do funcionalismo público, inclusive dos mais altos escalões: significa que nenhuma decisão pode ser tomada nem sequer pode ser convocada uma reunião formal.

Ou, como disse a chanceler argentina Susana Malcorra, em entrevista em Buenos Aires, "o Mercosul está em um momento muito crítico". O bloco, sempre segundo Malcorra, "pretende avançar em muitas frentes, como na negociação com a União Europeia, além de outras possibilidades de acordo", mas, acéfalo como se encontra, nada pode ser feito.

A acefalia se deu porque o Uruguai, presidente de turno até a semana passada, entregou a presidência sem que houvesse acordo com Argentina, Brasil e Paraguai para que a Venezuela assumisse, como lhe correspondia, por ordem alfabética.

Para a transmissão da presidência é preciso consenso, mas só o Uruguai aceita que Caracas assuma.

A Venezuela diz que assumiu automaticamente, mesmo sem a reunião dos chanceleres em que habitualmente se faz a passagem, mas seus sócios não a reconhecem como presidente.

Tanto é assim que Argentina, Brasil e Paraguai já anunciaram que não comparecerão à reunião que a Venezuela convocou para o dia 11, naturalmente em Caracas.

No encontro informal de Montevidéu, a ideia que mais se discutiu foi a de criar uma presidência colegiada, conforme proposta da Argentina, formulada antes da acefalia e logo encampada pelo chanceler José Serra.

Discutiu-se também a possibilidade de ter uma presidência específica para negociações externas, como a que envolve Mercosul e União Europeia.

Mas não houve segurança sobre a base jurídica para essa ou outras alternativas para tirar o bloco da paralisia, com ou sem presidência. "Estamos navegando em águas desconhecidas", justifica o embaixador Paulo Estivallet de Mesquita, o representante brasileiro na reunião de Montevidéu.

Por isso mesmo, decidiu-se marcar nova reunião para dentro de duas semanas ou pouco mais, o que daria tempo para consultas que permitam, eventualmente, estabelecer bases jurídicas sólidas. A única certeza é a de que, em Caracas, o Mercosul não funcionaria, como diz o chanceler Serra, o que significa que a Venezuela não assumirá a presidência.

Original aqui

U.V.

Manchetes do dia

Sexta-feira 5 / 08 / 2016

O Globo
"Impeachment de Dilma avança com aprovação de relatório"

O relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB) pela continuidade do impeachment de Dilma Rousseff foi aprovado ontem com ampla maioria, por 14 votos a 5, na comissão especial do Senado. As regras das duas etapas que restam para selar o destino da presidente afastada foram acertadas em seguida por senadores e o presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski. Defesa e acusação terão direito a seis testemunhas. A votação em plenário está marcada para a próxima terça-feira. E o julgamento final deve ocorrer ainda em agosto.      

Folha de S.Paulo
"Brasil dá início à maior Olimpíada mergulhado no pior da recessão"

O Brasil abre a partir das 20h desta sexta-feira (5) a maior Olimpíada da história dos Jogos no pior momento da recessão no país e em meio à crise política que resultou no afastamento da presidente. 

Ao longo de 19 dias, cerca de 10,5 mil atletas de 205 países disputarão 2.488 medalhas no Rio de Janeiro —os três números são recordes. Mais de 25 mil jornalistas estão credenciados para cobrir o evento. 

Há expectativas contrastantes acerca dos Jogos. O Comitê Olímpico Brasileiro prevê recorde de medalhas. O país é favorito em canoagem, vôlei, futebol, judô, ginástica artística e vela. Já as áreas de segurança e saúde públicas causam preocupação. 

Atentados em série na Europa ligados ao Estado Islâmico levaram a apreensão sobre a capacidade local de garantir segurança no evento. Pela primeira vez, suspeitos de terrorismo foram presos no país. 

A preocupação cresceu após a troca dos responsáveis pelas revistas nas entradas das arenas. Apesar da queda no número de casos no inverno, o vírus da zika também afastou turistas e atletas. 

A escolha do Rio ocorreu em 2009, após três pleitos frustrados. Desde então, regiões da cidade foram recuperadas, mas metas como a despoluição da baía de Guanabara foram abandonadas. Do segundo trimestre de 2014 para cá, a atividade econômica do país caiu 7,5%. 

Em crise, o governo do Rio decretou estado de calamidade pública por não conseguir pagar a servidores e fornecedores da Rio-2016. Coube ao erário bancar 43% dos Jogos —R$ 17 bilhões dos R$ 39 bilhões. 

Indicadores sinalizam que hoje é o pior momento da economia, mas a queda está perto do fim. Aproxima-se também o desfecho da crise política. O presidente interino, Michel Temer (PMDB), pode assumir o cargo em definitivo ainda neste mês, caso Dilma Rousseff (PT) seja cassada pelo Senado.

Manifestações políticas contra o peemedebista estão previstas na abertura, que deve contar com Pelé, Gisele Bündchen e Caetano Veloso.     
 
O Estado de S.Paulo
"Impeachment avança e PT descarta nova eleição"

Comissão do Senado aprova parecer a favor do afastamento definitivo de Dilma; caso vai para o plenário

A Comissão Especial do Impeachment no Senado aprovou, por 14 votos a 5, o relatório de Antonio Anastasia (PSDB-MG) a favor do afastamento definitivo da presidente Dilma Rousseff. A conclusão de que há provas para o julgamento final encerrou uma etapa do processo. Dilma foi afastada em 12 de maio, quando o Senado aceitou pedido de abertura do processo de impeachment. O caso segue agora para apreciação do plenário do Senado, onde o parecer será votado na terça-feira. Já o início do julgamento final deve ser entre 25 e 29 de agosto. Estudada pelo PT, a convocação de plebiscito para realização de nova eleição presidencial foi descartada pelo presidente nacional do partido, Rui Falcão. Para ele, a medida já não é capaz de angariar votos a favor de Dilma.                 
           

quinta-feira, agosto 04, 2016

Física


Opinião

Uma transexual não aceita que sua condição seja vista como transtorno

Contardo Calligaris
Você é acusado de um crime que não cometeu e está na prisão na espera do processo. Há uma alternativa.

Você pode persistir em se declarar inocente, como de fato você é; neste caso, você será julgado, correndo o risco de perder o processo –e, com ele, o que você mais almeja: sua liberdade.

Ou, então, você pode se declarar culpado, admitindo um crime que não cometeu; neste caso, você será liberado porque o Ministério Público, em troca de sua "confissão", garante que sua pena será igual ao tempo que você já passou na prisão até agora.

Não é um dilema fácil. Talvez eu escolhesse o segundo caminho, injusto, inglório e aparentemente vantajoso, desistindo de proclamar minha inocência para sair da prisão já.

De qualquer forma, admiro quem optar por proclamar sua inocência, por arriscada que seja essa escolha.

Uma tocante reportagem de Chico Felitti na Folha de 30/7, apresenta a história de Neon Cunha, 44, transexual.

Cunha, que se sente menina desde os dois anos e meio de idade, pede hoje a retificação de seu registro civil –ou seja, a mudança do nome de batismo e do gênero. A decisão jurídica é dificultada por duas razões.

Primeiro, Cunha não planeja amputar seu sexo anatômico masculino, que não a incomoda. Isso não constitui um caso raro, mas é uma escolha que pode confundir os magistrados.

Segundo, e mais complexo, Cunha recusa o diagnóstico de "disforia de gênero": ela não quer "passar por um processo de patologização". Ela declara: "Eu não tenho essa disforia, nunca tive. Uma mulher pode nascer com um falo e não se incomodar com isso".

Em tese, o diagnóstico de disforia de gênero é uma condição para a Justiça autorizar a retificação do registro civil. Ou seja, para mudar de identidade, é necessário ser diagnosticado como portador de um transtorno que é a tal "disforia de gênero".

A definição da disforia de gênero (302.85 no DSM V, e F64.1 na Classificação Internacional das Doenças –CID) implica em 1) uma incongruência entre o sexo anatômico do indivíduo e o gênero ao qual ele sente pertencer, 2) angústia e desconforto clinicamente significativos, por causa dessa incongruência.

O DSM V, por exemplo, reconhece que, em grande parte, angústia e desconforto têm sua origem nas dificuldades de viver socialmente quando sexo e gênero discordam. Mas, de qualquer forma, por mais que o sofrimento seja causado pela rejeição social, a "disforia de gênero" está na lista dos transtornos mentais.

Agora, Neon Cunha poderia dizer "tudo bem, estou doente, mudem minha identidade", mas ela quer poder ser quem ela é, com registro de identidade feminino, mas sem o carimbo de um desvio patológico. Ela se recusa a deixar que sua condição seja reconhecida como um transtorno listado no DSM ou na CID.

Neon resiste contra a versão mais opressiva do poder contemporâneo: o biopoder, que, no caso, estabelece normas e molda comportamentos invocando "apenas" a pretensa neutralidade da "ciência".

Ora, "The Lancet Psychiatry" acaba de publicar uma pesquisa de campo, de Rebeca Robles e outros, em que os autores se perguntam "se existem provas para sustentar a classificação da incongruência de gênero como uma condição psiquiátrica". Muito parece indicar "que a aflição e a disfunção que numerosos participantes da pesquisa lembram ter experimentado na sua primeira adolescência eram associadas com suas lembranças de rejeição social e violência naquele período da vida, muito mais do que com fatores diretamente relacionados com a incongruência de gênero".

A conclusão da pesquisa é que as dificuldades dos indivíduos transgêneros deveriam ser excluídas da lista dos transtornos mentais e de comportamento.

Sem isso, os indivíduos transgêneros continuarão sofrendo um duplo estigma: o de ser transgênero e o de ter um diagnóstico de transtorno mental. A conclusão dos autores responde à demanda da maioria dos clínicos, para quem as identidades de gênero dos transgêneros não são psicopatológicas, a não ser pelos efeitos de sua exclusão social.

Seria maravilhoso se os magistrados que examinam o pedido de Neon lessem a pesquisa de Robles e, no mesmo número de "The Lancet Psychiatry", o comentário de Griet De Cuypere e Sam Winter (Hospital Universitário de Gante, Bélgica, e da Universidade Curtin, de Perth, Austrália).

Original aqui

U.V.

Manchetes do dia

Quinta-feira 4 / 08 / 2016

O Globo
"Auditoria suspeita de perda de R$ 2 bi no metrô"

Técnicos do TCE encontram indícios de superfaturamento

Relatório aponta ‘ilegalidades graves’, como aumento de gastos com material e serviços e falta de licitação na construção da Linha 4, que liga Ipanema à Barra

Além dos atrasos, a Linha 4 do metrô pode ter custado mais caro do que deveria. Relatório de auditores do Tribunal de Contas do Estado (TCE) afirma que foram encontrados indícios de superfaturamento de R$ 2,3 bilhões de um total de R$ 8,4 bilhões auditados, revelam CHICO OTAVIO e GUSTAVO SCHMITT. A análise do tribunal ainda será submetida à votação dos conselheiros, mas o órgão já mandou notificar o ex-governador Sérgio Cabral, o governador licenciado Pezão e os ex-secretários de Transporte Julio Lopes e Carlos Osorio. O Metrô disse que o TCE já aprovou as contas da obra.      

Folha de S.Paulo
"Rio-2016 cria estratégia para tentar abafar vaias a Temer"

Ao menos 7 protestos devem ocorrer nesta sexta, dia de abertura dos Jogos

A organização da Olimpíada planeja fazer uma operação para abafar vaias contra o presidente interino, Michel Temer (PMDB), na cerimônia de abertura do evento, nesta sexta (5), no Maracanã. A estratégia seria, segundo a Folha apurou, aumentar o som de uma música ou efeito sonoro de fundo em alto volume no estádio. Busca-se evitar que emissoras de TV captem o possível momento constrangedor de Temer. Tradicional, a participação do presidente interino não deve durar mais que dez segundos. Cabe a ele dizer: “Declaro abertos os Jogos do Rio, celebrando a 31ª Olimpíada da era moderna”. Cerca de 45 chefes de Estado e de governo devem ir ao evento, dizem organizadores. A preocupação remete aos xingamentos e vaias contra a presidente Dilma Rousseff na Copa das Confederações, em 2013, e no jogo de estreia da Copa do Mundo, em 2014. Seu antecessor, Lula, foi vaiado no Pan de 2007. O governo Temer deve ser alvo de diversos protestos no primeiro dia dos Jogos. As forças de segurança preveem sete atos espalhados pelo Rio em diferentes horários. Uma das convocações sugere ao público da cerimônia de abertura que grite “fora, Temer” e leve cartazes contra o peemedebista.      
 
O Estado de S.Paulo
"PSDB cobra o fim das ‘bondades’ de Temer"

Tucanos querem reformas e gestão mais austera das contas do governo após impeachment de Dilma

O PSDB pressiona o governo interino de Michel Temer para que deixe de fazer concessões no controle dos gastos públicos após a votação final do impeachment de Dilma Rousseff no Senado. Representantes de todas as alas tucanas defendem reformas econômicas e uma gestão mais austera das contas do governo a partir de setembro. Ontem pela manhã, o senador José Aníbal (PSDB-SP) combinou com o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG), o tom do discurso que fez horas mais tarde no Senado a favor do ajuste fiscal. Aníbal defendeu que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, seja inflexível e evite novas “bondades”, como as concedidas ao Judiciário, ao Tribunal de Contas e ao Ministério Público nos Estados. A insatisfação no PSDB ficou mais evidente após o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEMRJ), ter defendido ao Estado a candidatura de Temer à reeleição em 2018.                
           
 
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