sábado, julho 16, 2016

Só notícias fornecidas pela agência Tainha News


Opinião

Para onde foi a esperança

Gabeira
Não sei se pela distância, vejo cada vez mais a esfera da política como um obstáculo à recuperação econômica sustentável. Temer ainda luta pela estabilidade. Prometeu não ser candidato em 2018. Ainda assim, a lógica política vai empurrando suas decisões para o sentido oposto de uma contenção de gastos necessária para superar a crise.

O socorro ao Rio e ajustes com os Estados já estavam inscritos como grandes problemas pós-impeachment. E ainda inseguro no cargo, Temer não tem condições de vetar o aumento para o funcionalismo.

O governo é frágil também porque a cúpula do PMDB está implicada na Lava Jato. Aliás, se estivesse só implicada, o problema seria menor. Mas ela mostrou ter como sonho de consumo esvaziar a Lava Jato, até pela via do jogo parlamentar.

A eleição na Câmara dos Deputados apresentou muitos nomes, nenhum com condições de conter o apetite dos grupos fisiológicos. A negociação com o Congresso tende a ser mais cara ainda em ano eleitoral.

Todos esses fatores reunidos me levam a esperar, na melhor das hipóteses, um ajuste fiscal meia-bomba, que nos conduza a 2018 sem que os problemas essenciais tenham sido atacados. A tendência é pensar: em 2018, aí, sim, as coisas podem melhorar. Um presidente eleito tem legitimidade para conduzir um processo de mudanças mais ásperas e profundas.

A grande incógnita, de novo, é o Congresso. Surgirá um tipo de governo de coalizão que escape do fracasso dos outros que o antecederam? Ulysses Guimarães quando se criticava o nível da Câmara, respondia: “Esperem a próxima, será pior ainda”.

Mas Ulysses dizia isso com base na experiência de outra fase da democracia. Ou pelo menos não ousou concluir que, de pior a pior, o Congresso acabaria numa crise profunda e o próprio sistema político se desprenderia da realidade do País.

Para realizar as esperanças de sucesso de um presidente legítimo as eleições teriam a enorme tarefa de renovar o Congresso.

A liderança de Eduardo Cunha lançou a Câmara no seu último estágio: a de um balcão de negócios. Ele produzia e distribuía recursos a seu grupo fisiológico nos períodos eleitorais. Era o maior criador de jabutis da história, com emendas inseridas nas medidas provisórias.

Hoje, o agora ex-presidente da Câmara e o presidente do Senado são os alvos principais da Lava Jato no Congresso. Cunha tem conta na Suíça, faz viagens milionárias, incríveis manobras para não ser julgado. E aparece sempre dizendo que é inocente.

De nada adiantavam as evidências, apenas a sua narrativa. Outro dia, lendo um ensaio de Bruno Latour sobre a democracia, ele tomava como ponto de partida aquela ida do Colin Powell à ONU às vésperas da invasão do Iraque. Todo um espetáculo narrativo para demonstrar as armas de destruição em massa, com imagens, mapas. As armas não existiam.

O cinismo não é um traço só da política brasileira. Os franceses cunharam uma expressão para suas expressões vazias: langue de bois.

Mas o que aconteceu no Brasil nos últimos anos pode abalar a profecia de Ulysses. O choque entre as narrativas e as evidências se dá num momento em que o Brasil tem um fluxo mais abundante e rápido das informações. E são evidências inescapáveis, gravações, cheques, delações premiadas. Está tudo aí, disponível a um toque no smartphone.

Outro momento ainda não avaliado: o impacto da transmissão ao vivo do impeachment de Dilma Rousseff. Muitos observadores – estrangeiros inclusos – previram que aquele espetáculo, no mínimo, levaria a sociedade a refletir sobre seus representantes.

Jogar as esperanças para 2018 não significa uma fuga do áspero cotidiano da transição.

A Lava Jato tem um adversário mais sutil que o PT pela frente. E alguns movimentos da Justiça são ambíguos.

A história da prisão de Carlinhos Cachoeira e Cavendish foi uma dança em torno das tornozeleiras eletrônicas. Foram presos, estavam à espera de uma tornozeleira eletrônica, artigo raro num Rio falido.

Finalmente libertados sem tornozeleiras, a desembargadora quer uma escolta da Polícia Federal para vigiá-los em suas prisões domiciliares. O resultado é que se a proposta for aceita teremos pelo menos quatro policiais presos, no lugar de dois bandidos no xadrez. Ou com tornozeleiras.

Mesmo nas esferas mais altas os sinais são ambíguos. O ministro Celso de Mello negou a prisão de condenados após julgamento em segunda instância. Negou em nome de um principio, o de que ninguém deve ser considerado culpado antes de a sentença transitar em julgado.

O problema é ver como esse princípio abstrato se aplica no Brasil de hoje. O Supremo Tribunal está congestionado. Muitas pessoas, com base nesse dado, empurram seus processos, na esperança da prescrição, da impunidade.

A Lava Jato avança num terreno instável, com as surpresas e os vaivéns na Justiça, com a retirada da urgência nos processos de corrupção. A retirada partiu do governo Temer. É a tática mais suave, melíflua, da cúpula do PMDB.

Exceto Cunha, ela jamais vai bater de frente. Jamais um dos seus ideólogos, se é que os tem, vai dizer que o juiz Sergio Moro foi treinado pelo FBI para entregar o pré-sal às “Seis Irmãs”, empresas de petróleo norte-americanas. Mesmo com um pouco mais de sutileza, o PMDB não se aguenta: seus principais líderes não escaparão da Lava Jato, embora os ritmos e meandros do foro privilegiado possam dar-lhes uma sobrevida.

Se as eleições de 2018 não se fizerem já com uma reforma política, certamente seu resultado servirá para impulsioná-la. Acabou uma fase da democracia no País. Com seus líderes e partidos, na maioria esmagadora, rejeitados pela sociedade, as eleições de 2018 abrem o caminho da renovação ou da aventura.

Tudo vai depender uma sociedade que cada vez sabe mais sobre o universo político. Sabe o bastante para desprezá-lo de vez. Ou tentar algo novo.

Original aqui

U.V.

Manchetes do dia

Sábado 16 / 07 / 2016

O Globo
"Tentativa de golpe militar mergulha Turquia na incerteza e no caos"

Presidente Erdogan conclama população às ruas; confrontos têm 17 mortos

Exército justifica ação para proteger democracia, mas governo assegura ainda manter o controle do país

O governo turco sofreu uma tentativa de golpe militar que deflagrou cenas de violência pelas ruas de Ancara e Istambul (foto), onde pelo menos 17 policiais morreram em ataque aéreo contra um quartel das Forças Armadas e uma bomba atingiu a sede do Parlamento. O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, que vem adotando medidas autoritárias contra as liberdades individuais, com perseguição a jornalistas e juízes, disse que a ação foi organizada “por uma minoria no seio do Exército”. Ele conclamou a população para sair às ruas e resistir. Explosões, tiros e informações desencontradas marcaram a madrugada. Militares decretaram a lei marcial, TVs saíram do ar e os principais aeroportos foram fechados. O país ainda lida com informações contraditórias: militares afirmaram ter tomado o poder para proteger a ordem democrática, enquanto o governo afirma manter o controle do país.   

Folha de S.Paulo
"Na Turquia, militares tentam golpe; presidente pede reação"

Tropas fecham acesso à capital Ancara e a Istambul; milhares de manifestantes vão às ruas

As Forças Armadas da Turquia anunciaram ontem que passaram a controlar o país, em um golpe de Estado. Os militares fecharam os acessos a Istambul, principal cidade, e à capital Ancara. O tráfego aéreo foi interrompido nas duas metrópoles, e o comando do golpe anunciou ter assumido o controle de prédios governamentais e de meios de comunicação estatais. Em comunicado lido na televisão estatal, os militares afirmam que agiram devido ao “crescimento do terrorismo e do regime autocrático” de Recep Tayyip Erdogan, há 13 anos no poder. O presidente pediu a seus apoiadores para que saíssem de casa e desafiassem os militares. Mesmo com toque de recolher, milhares de manifestantes contra e a favor de Erdogan foram às ruas. Não estava claro, até a conclusão desta edição, de quem era o controle do país. Em ataque de militares, 17 policiais morreram. Tropas também atiraram contra pessoas nas ruas.      
 
O Estado de S.Paulo
"Tentativa de golpe militar mata 42 na Turquia e assusta potências"

Vizinho de áreas do Estado Islâmico, país com 3 milhões de refugiados sírios está com toque de recolher e lei de exceção

Uma tentativa de golpe militar contra o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, deixou pelo menos 42 mortos na capital do país, Ancara. Milhares de turcos atenderam ao chamado do presidente de tomar as ruas. Opositores do governo, porém, acusam Erdogan de liderar uma farsa, destinada a reforçar seus poderes e justificar violações à Constituição e aos direitos humanos. Ao menos 130 militares foram presos, segundo o Ministério Público da Turquia, e havia relatos de um deputado opositor morto em ataque ao Parlamento. A situação é acompanhada de perto por grandes potências, alarmadas pelo risco de colapso institucional num país com 3 milhões de refugiados sírios e que faz fronteira com territórios controlados pelo Estado Islâmico. Membro da Otan, a Turquia serve de base a operações contra grupos jihadistas no Iraque e Síria. Ontem mesmo, Barack Obama declarou apoio ao “governo eleito democraticamente” no país.             
           

sexta-feira, julho 15, 2016

Grumman P-16 Tracker (S2)


Coluna do Celsinho

Vendedor

Celso de Almeida Jr.

Há algum tempo contratei um serviço.

O vendedor, bastante competente, ouviu com paciência as minhas necessidades.

Com habilidade e informações seguras, convenceu-me das qualidades e solidez de sua empresa.

Continuo satisfeito com as atividades e, anualmente, tenho mantido o contrato.

A renovação recente trouxe-me à memória um texto que o amigo Luiz Bersou certa vez compartilhou comigo.

Fui aos arquivos.

Achei!!!

Decidi reproduzir a síntese de seis pontos que ele listou, na expectativa de contribuir para a reflexão.

Lá vai:

1) Observando a história da construção da riqueza do homem, constatamos uma grande evidência estatística: "Pobre é pobre por que não sabe vender."

2) Sociedades, famílias, empresas e pessoas físicas ganham mais quando sabem vender. Saber vender vem com a história, casos de mais de mil anos, tradições e oportunidades de cada povo.


3) A produção e o produto nem sempre foram sinônimos de riqueza. Veja-se o que aconteceu durante muito tempo com os países produtores de petróleo. Idem com o Brasil nos diversos ciclos econômicos pelos quais passou.


4) Um dos casos mais marcantes de diferença entre sociedade voltada para o comércio e sociedade voltada para a produção está na antiga União Soviética. O centralismo soviético abafou as tradições comerciais de muitos países que tinham tradição comercial, submergida pelo planejamento central de Moscou.


5) Comércio por outro lado sempre foi sinônimo de riqueza. Por conta desta análise, percebemos que o Brasil não tem histórico de qualificação do produto oferecido nos mercados de exportação. Café de Colômbia, banana do Equador e Guatemala, flores da Colômbia e Equador, algodão do Egito, frutas de Israel, carne da Argentina e Austrália, couro da Argentina, Itália e Alemanha, trigo do Canadá, são exemplos de como outros souberam fazer mais com a sua qualidade e capacidade de posicionar produtos. Em geral, nossa visão sempre foi de volume e preço. Dessa filosofia não resultaram, ainda, processos de capitalização que gerem Sistemas Completos de exportação de alto desempenho.


6) O que se quer dizer com Sistemas Completos: I. Elevada capacidade em venda. II. Elevada capacidade de qualidade de entrega. III. Estruturas logísticas coerentes com os objetivos da proposta de alto desempenho. 

Consultor respeitado, Luiz Bersou sabe provocar o debate.

E comprova - com a clareza dos itens acima - que possui admirável capacidade de apontar o bom caminho.

Visite: www.letrasdocelso.blogspot.com

Física


Opinião

Raça e história

Contardo Calligaris
Em 5 de julho, em Baton Rouge, Louisiana, mais de duas testemunhas gravaram a morte (a execução) de Alton Sterling, 37, negro. Foram quatro tiros, disparados por um policial, quase à queima-roupa, enquanto Sterling estava imobilizado, no chão.

No dia seguinte, em Falcon Heights, Minnesota, a morte (a execução) de Philando Castile, 32, negro, foi gravada pela namorada, Diamond Reynolds. Também foram quatro tiros, disparados por um policial. No banco traseiro do carro estava a filha de Reynolds, 4 anos.

No caso de Sterling, a polícia respondia a um chamado que assinalava a presença de um homem negro de camiseta vermelha, o qual teria mostrado sua arma a alguém. Castile e Reynolds foram apenas parados por uma lanterna traseira quebrada.

No dia 7, em Dallas, Texas, Micah Johnson, 25, negro e veterano, matou (executou) cinco policiais brancos (e feriu mais nove), que estavam acompanhando um protesto do movimento Black Lives Matter (vidas negras importam).

Você se lembra do espancamento de Rodney King, em 1991? Para quem não viu na época: https://www.youtube.com/watch?v=sb1WywIpUtY. Em 1992, quando os policiais espancadores foram absolvidos, os protestos fizeram 53 mortes só em Los Angeles, no meio de saques e incêndios. Durante os protestos, Reginald Denny, 36 na época, branco, motorista de caminhão, enveredou pelo caminho "errado" e quase foi morto a pancadas.

Parece simples: vocês matam um dos nossos, nós matamos um de vocês. Mas o que são, como se constituem, no caso, o "nós" e o "vocês"?

Um exemplo. Não tenho nenhuma simpatia por sentimentos nacionalistas. Ao famoso "my country, right or wrong" (meu país, tanto faz que ele tenha razão ou não), prefiro sempre "meu país só se ele tiver mesmo razão". E poderia dizer algo análogo para a família.

Ou seja, só sinto que pertenço a grupos aos quais me ligam histórias, valores e ideais compartilhados. Tento não pertencer a nenhum grupo "naturalmente", só porque nasci aqui ou ali, branco ou preto, homem ou mulher, nesta ou naquela família.

Sei que as identificações coletivas são insidiosas. Às vezes, expulsas racionalmente, elas voltam às escondidas. Alguém é contra a política, as ideias dominantes, a cultura de seu país, e eis que ele se emociona na hora em que escuta as letras bregas do hino nacional.

Entendo, mas não consigo acreditar que isso aconteça comigo e a "raça". Quando respondo à pergunta do Censo, estou designando o que com este "branco"? Uma diferença irrelevante no DNA, se não na aparência? Por que não me identificar com a turma dos olhos castanhos, dos cabelos crespos ou dos pés levemente chatos?

Se tenho a sensação de fazer parte da espécie humana, não é por razões zoológico-classificatórias (ou seja, naturais), mas porque a própria ideia da universalidade da espécie humana tem uma história, que compartilho.

Será que pertenço a uma raça pela tonalidade de minha pele? Duvido: no jogo de talião que evoquei no começo, os brancos e os negros não são realidades biológicas, mas identidades definidas pela história da escravatura nas Américas.

Por mais que o tempo passe, o que há de intragável no nosso passado não se apaga –quando parece esquecido, volta e assombra nosso presente com todos seus fantasmas.

Do ponto de vista da psicologia clínica ou da psicanálise, o problema não é que o racismo teria permitido a escravatura: é que o passado escravagista continua produzindo rebentos monstruosos, que vivem no nosso presente, como o racismo.

Faz tempos que, nos EUA, psicólogos clínicos negros falam da existência de um Transtorno de Escravatura Pós-Traumática. Joy DeGruy, por exemplo, fala de Síndrome de Escravatura Pós-Traumática como "condição (coletiva) que existe como consequência de opressão multigeracional de africanos e de seus descendentes". DeGruy descreve a síndrome como falta de "estima primária" (desamparo, depressão, perspectiva autodestrutiva), propensão à raiva e violência, racismo internalizado.

Só acrescentaria que a Síndrome de Escravatura Pós-Traumática é uma condição que aflige também os descendentes de donos de escravos, os "brancos" –de maneira diferente, mas não menos grave.

Para conferir o site de DeGruy: http://joydegruy.com. 

Original aqui

U.V.

Manchetes do dia

Sexta-feira 15 / 07 / 2016

O Globo
"Terror mata 80 na Riviera Francesa"

Caminhão atingiu multidão que celebrava Dia da Bastilha

Veículo atropelou pessoas por quase dois quilômetros em Nice; havia explosivos e armas a bordo, e motorista foi morto

Oito meses após o maior ataque terrorista na França, em Paris, o país voltou a sofrer, ontem, um atentado de grandes proporções quando um caminhão em alta velocidade atingiu a multidão que comemorava a festa nacional em Nice, na Riviera Francesa. Pelo menos 80 pessoas morreram, entre elas sete crianças, e cerca de cem ficaram feridas quando esperavam o show de queima de fogos. O presidente François Hollande, que estava em Avignon, voltou a Paris e foi para o centro de crises. Mais cedo, ele tinha anunciado para o dia 26 a suspensão do estado de emergência que vigora em todo o país desde os ataques que deixaram 130 mortos em Paris, em novembro passado. Nenhum grupo reivindicou ainda a autoria do ataque.   

Folha de S.Paulo
"Atentado em feriado nacional mata dezenas no sul da França"

Caminhão avançou sobre multidão na cidade de Nice durante celebração da Queda da Bastilha

Um caminhão avançou sobre uma multidão que se reunia para os festejos da Queda da Bastilha, em Nice (sul da França), e matou dezenas de pessoas ontem à noite, no horário local. Segundo o jornal “Le Figaro”, 73 pessoas morreram. Autoridades locais anunciaram ao menos 60 mortes e definiram a ação como atentado terrorista. A Presidência da França não confirmou. O caminhão entrou em área fechada de avenida litorânea, pouco antes da queima de fogos que marca o mais importante feriado francês. Nenhum grupo reivindicou a autoria do ato. Segundo a imprensa francesa, um dos ocupantes do caminhão foi morto e outro estava foragido. Foi informado também que armas e granadas foram encontradas no interior do veículo. O presidente François Hollande reuniu seu gabinete de crise. A França está em estado de emergência desde novembro de 2015, quando atentados terroristas em Paris mataram 130.      
 
O Estado de S.Paulo
"2 km de terror"

Atentado com caminhão em Nice mata pelo menos 80

Veículo avançou contra multidão durante comemoração de data nacional em Nice
Tunisiano que vivia na cidade, motorista foi morto após descer atirando
Há mais de 50 feridos, entre eles um brasileiro
Nenhum grupo assumiu o ataque até a 0h30 de hoje

Pelo menos 80 pessoas morreram num atentado em Nice, no sul da França, por volta das 22h30 de ontem (17h30 de Brasília). Outras 50 ficaram feridas, incluindo um brasileiro que vive na cidade. As vítimas viam a queima de fogos do 14 de Julho, dia da festa nacional do país, quando foram atropeladas por um caminhão na avenida beira-mar. O motorista deixou um rastro de mortos e feridos por 2 km, depois desceu do veículo atirando e acabou morto pela polícia. Ele seria um tunisiano de 31 anos, morador de Nice. No caminhão, foi achada grande quantidade de armas, munição e granadas. Corpos ficaram espalhados pela Promenade des Anglais. Pânico e correria tomaram a região. Autoridades orientaram a população a ficar em casa. Até a 0h30, nenhum grupo terrorista havia reivindicado o atentado. Em 2014, o Estado Islâmico convocou combatentes a atropelar pessoas.             
           

quinta-feira, julho 14, 2016

U.V.

Manchetes do dia

Quinta-feira 14 / 07 / 2016

O Globo
"Aliado de Temer, Rodrigo Maia derrota centrão e presidirá Câmara"

Deputado do DEM do Rio vence Rogério Rosso por larga margem: 285 a 170

Ao fim da votação em segundo turno, plenário grita ‘Fora, Cunha’, dando adeus ao parlamentar afastado que renunciou ao cargo semana passada e inaugurando um novo tempo na Casa

Apoiado pelo governo Temer, por parte da antiga oposição (PSDB, DEM e PPS) e da atual (PT e PCdoB), Rodrigo Maia (DEM-RJ) foi eleito ontem presidente da Câmara, derrotando o centrão, ligado ao ex-presidente e deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). No segundo turno, Rodrigo Maia teve votação acima da esperada, com 285 votos, contra 170 de Rogério Rosso (PSD-DF), do centrão. Ao longo do dia, o Planalto atuou para enfraquecer a candidatura de Marcelo Castro, ex-ministro do governo Dilma, que teve só 70 votos e ficou de fora do segundo turno. Rodrigo já assumiu o cargo para mandato-tampão que será encerrado em 31 de janeiro do ano que vem. O discurso dele, ao assumir, foi de abertura ao diálogo.   

Folha de S.Paulo
"BNDES vai reduzir sua participação em concessão"

Presidente do banco defende atrair capital privado para infraestrutura

A presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos Marques, disse ontem que o banco adotará nova política de financiamento para projetos de infraestrutura a partir do leilão de linhas de transmissão de energia marcado para setembro. A ideia é reduzir a participação estatal e atrair capital privado. No governo da presidente afastada Dilma Rousseff, o BNDES participou com até 80% do financiamento em projetos concedidos ao setor privado. Segundo Maria Silvia, a mudança faz parte da revisão do modelo de concessões e privatizações pelo governo do interino Michel Temer. Para as próximas concessões, ela disse que é preciso melhorar o ambiente regulatório, a avaliação dos resultados de cada projeto e garantir “retorno adequado” ao concessionário. O ministro da Secretaria do Programa de Parceria e Investimento, Moreira Franco, afirmou que as últimas concessões trouxeram poucas empresas ao país, o que seria um indicativo de pouca atratividade. De acordo com Moreira Franco, o conceito de menor tarifa nas concessões pode ser abandonado em favor de um modelo de “preço justo” para remunerar o investimento.      
 
O Estado de S.Paulo
"Rodrigo Maia vence disputa na Câmara e Planalto se fortalece"

Deputado do DEM recebeu 285 votos no segundo turno, desbancou Rogério Rosso e vai presidir a Casa até fevereiro

Com ajuda do Planalto, Rodrigo Maia (DEM-RJ) foi eleito ontem presidente da Câmara para mandato-tampão até fevereiro. Com 285 votos no segundo turno, ele derrotou Rogério Rosso (PSD-DF), do Centrão, bloco ligado a Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Ao ser anunciado o resultado, deputados gritaram “Fora Cunha”. O triunfo de Maia representa vitória dupla para Michel Temer. Mais cedo, o Planalto atuou para esvaziar a candidatura de Marcelo Castro (PMDB-PI), que foi ministro de Dilma Rousseff. No segundo turno, a eleição de Maia – que teve apoio formal de PSDB, DEM e PPS – significou o fortalecimento do governo frente ao Centrão. Também representou a volta do antigo PFL ao cargo que o partido ocupou de 1995 a 1997 com Luís Eduardo Magalhães. “Temos de pacificar esse plenário, temos de dialogar. A maioria precisa dialogar com a minoria”, disse Maia, após a vitória.             
           
 
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