quinta-feira, novembro 10, 2016

Manchetes do dia

Quinta-feira 10/ 11 / 2016

O Globo
"O efeito Trump"

Presidente eleito faz discurso conciliador, mas EUA e aliados mergulham na incerteza

Política econômica ainda é incógnita, e analistas temem guinada protecionista

Apesar do discurso de união nacional feito pelo 45º presidente eleito dos Estados Unidos, o republicano Donald Trump, a memória da campanha agressiva e das promessas polêmicas levou os americanos e seus parceiros mundiais a mergulharem em incertezas diante da falta de experiência e do estilo explosivo do futuro comandante do país. O presidente Barack Obama e a candidata democrata derrotada, Hillary Clinton, também defenderam uma transição amena, mas já no discurso da vitória Trump sinalizou que buscará viabilizar sua agenda conservadora e nacionalista: “Prometo que serei o presidente para todos os Estados Unidos. Vamos renovar o sonho americano.” A onda conservadora que as urnas irradiaram assustou grande parte do mundo, mas foi bem recebida pela extrema-direita europeia. Mesmo com maioria republicana na Câmara e no Senado, Trump não terá, porém, poderes ilimitados. Economistas temem uma guinada protecionista e um revés na globalização, ressaltando a falta de clareza sobre a política econômica que o futuro presidente deverá implementar. As Bolsas globais reagiram com fortes quedas na abertura dos mercados, mas depois reduziram as perdas diante da avaliação de que muitas das propostas do candidato não conseguirão ser postas em prática.    

O Estado de S.Paulo
"Perplexo e inseguro, mundo se questiona: Quais promessas Trump cumprirá?"

Presidente eleito terá maior base no Congresso em 88 anos, mas precisará negociar com o próprio partido para pôr planos em prática

Donald Trump assumirá a Casa Branca em 20 de janeiro com a maior base republicana desde 1928, informa Cláudia Trevisan. Mas precisará negociar com grupos do próprio partido para aprovar pautas como aumento do teto de gastos públicos. Democratas também poderão bloquear ou retardar projetos. Trump venceu com discurso populista e nacionalista, de rejeição da globalização e com compromisso de pôr os interesses americanos em primeiro lugar. “Homens e mulheres esquecidos de nosso país não serão mais esquecidos”, disse, após a vitória que surpreendeu o mundo e abalou mercados internacionais, num dia que começou com choque, mas se acalmou após o discurso conciliador e com pedido de união. Para especialistas, ainda não está claro que promessas Trump cumprirá, mas ele certamente poderá jogar por terra iniciativas de Barack Obama, como a reforma da saúde e o plano contra o aquecimento global. Já para deportar 11 milhões de imigrantes ilegais e separar os Estados Unidos do México por muro deve esbarrar na opinião pública.              

Folha de S. Paulo
"Após vitória inesperada, Donald Trump adota tom moderado e defende união"

Empresário bate Hillary no Colégio Eleitoral, com menos votos populares

45º presidente dos EUA promete parcerias internacionais e afaga rivais

Após meses de agressividade na campanha, o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald John Trump, 70, adotou um tom conciliatório em seu primeiro discurso depois da vitória e procurou atrair adversários em busca de apoio para realizar suas promessas. O republicano elogiou o serviço prestado ao país pela rival democrata, Hillary Diane Rodham Clinton, 69, e acenou à comunidade global com parcerias, em contraste com manifestações isolacionistas na campanha, relatam Marcelo Ninio e Anna Virginia Balloussier.

Mais velho eleito à Casa Branca, o 45º presidente venceu vendendo-se como o forasteiro capaz de desafiar um sistema corrupto. Contrariou projeções e, até a conclusão desta edição, obteve no Colégio eleitoral 290 votos, de 270 necessários, ante 232 da democrata. O resultado será referendado no dia 19 de dezembro. No voto popular, não decisivo para definir o ganhador no sistema indireto, Hillary tinha 200 mil de vantagem até a noite desta quarta — 59,8 milhões (47,7%) a 59,6 milhões (47,5%). Propostas populistas de Trump atraíram eleitores brancos de zonas rurais e operárias em cinco estados com histórico pró-democrata. A ofensiva antiestablishment remeteu ao “brexit”, votação britânica para deixar a união europeia, e repeliu líderes republicanos. O empresário agora conclama rivais a “curarem as feridas da divisão”. 

Republicanos comandarão também a Câmara e o senado, mas o Legislativo e o Judiciário, fortes no país, devem dificultar as iniciativas mais controvertidas, como a deportação em massa de imigrantes ilegais, os cortes de impostos e a revisão de tratados comerciais. Está ameaçada parte do legado do governo Barack Obama, como os subsídios à cobertura médica de 13 milhões de pessoas. O atual presidente elogiou o eleito pela mensagem de união, e Hillary pediu a seguidores aceitação do resultado, mas à noite houve atos anti-Trump em ao menos oito cidades. 

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