domingo, outubro 02, 2016

Manchetes do dia

Domingo 2 / 10 / 2016

O Globo
"Adversário de Crivella no 2º turno continua indefinido"

Ibope e Datafolha mostram que Freixo está numericamente em segundo lugar

Pedro Paulo, Indio da Costa, Bolsonaro e Osorio também brigam para enfrentar o candidato do PRB, que ainda lidera com folga a disputa; institutos apontam cenários divergentes nas simulações para o confronto final

Numa disputa ainda imprevisível para a prefeitura do Rio, os cariocas decidirão hoje quem irá para o segundo turno ao lado de Marcelo Crivella (PRB), que mantém a liderança, de acordo com as pesquisas divulgadas ontem, feitas depois do debate da TV Globo. Marcelo Freixo (PSOL) está numericamente à frente de Pedro Paulo (PMDB) tanto no levantamento do Ibope (14% a 11% dos votos válidos) quanto no do Datafolha (16% a 12%). Nos dois casos, há empate técnico. Segundo o Ibope, Indio da Costa (PSD) e Flávio Bolsonaro (PSC), ambos com 10%, aparecem embolados neste grupo. O Datafolha registrou crescimento de Indio (7% para 11%) e de Osorio, do PSDB (7% para 10%), colocando-os diretamente na briga. Os institutos trouxeram números divergentes para simulações de segundo turno. No Ibope, Crivella lidera com folga em todos os cenários. Já no Datafolha, Crivella está três pontos à frente de Indio, em empate técnico, e cinco à frente de Freixo. 

O Estado de S.Paulo
"São Paulo no centro da disputa"

Um mês após impeachment, eleição redefine quadro de forças políticas

O Brasil que vai às urnas hoje parece outro país quando comparado ao que elegeu seus prefeitos em 2012. Está empobrecido, com 12 milhões de desempregados, e desconfiado dos políticos, desmoralizados pelas revelações da Lava Jato. Com a proibição das doações empresariais, as campanhas foram modestas. Cerca de 70 mil candidatos declararam à Justiça ter chegado ao dia da eleição no vermelho. É nesse cenário confuso, após as grandes manifestações de 2013 e do fim da Era PT no Planalto, que começa a se desenhar o novo jogo de forças da política brasileira, que terá na cidade de São Paulo a vitrine mais importante. Nome forte do PSDB para 2018, o governador Geraldo Alckmin bancou a indicação de João Doria, primeiro colocado nas pesquisas de intenção de voto. Marta Suplicy (PMDB), candidata do presidente Michel Temer, está embolada com Celso Russomanno (PRB) e com o prefeito Fernando Haddad, a surpresa de 2012, que não conta mais com a força da grife PT. Dominante na política brasileira desde 2003, com a eleição de Lula, o PT chega à decisão do primeiro turno com a expectativa de eleger metade dos 635 prefeitos que emplacou há quatro anos.        

Folha de S. Paulo
"Doria dispara; Haddad cresce e empata com Russomanno e Marta"

Datafolha mostra nova subida do tucano em SP e queda de candidatos do PMDB e do PRB; eleição ocorre hoje em 5568 cidades

O candidato a prefeito de São Paulo João Doria (PSDB) atinge 44% das intenções de votos válidos, com larga vantagem sobre os seus adversários, que lutam por um lugar no segundo turno em situação ainda indefinida, mostra levantamento do Datafolha. Empatados tecnicamente estão Celso Russomanno (PRB), Fernando Haddad (PT), ambos com 16%, e Marta Suplicy (PMDB), com 14%. A margem de erro da pesquisa, feita com 4.022 pessoas na sexta (30) e no sábado (1°), é de dois pontos. Doria tinha 19% dos votos válidos no começo de setembro, cresceu para 30% no dia 21, registrou nova alta, para 35%, no início da semana, e agora tem 44%, a seis pontos do que seria uma vitória inédita no primeiro tumo em uma eleição em São Paulo.

Atual prefeito, Haddad está em trajetória ascendente. Foi de 11% para 13% e agora tem 16% dos votos válidos (brancos, nulos e indecisos excluídos). O petista é o mais rejeitado: 45% dos eleitores declararam que não votariam nele de jeito nenhum. Doria, que nas simulações de segundo tumo estava empatado com Russomanno, agora está à frente, com 54% das intenções de voto, ante 25% do candidato do PRB. A pesquisa mostra que o tucano também venceria Haddad e Marta. Menor tempo de campanha em TV e rádio, crise política e veto a doações empresariais marcam esta eleição, disputada por 480 mil candidatos a prefeito e vereador. São 144 milhões de eleitores aptos, em 5568 cidades.  
 

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