terça-feira, outubro 18, 2016

Manchetes do dia

Terça-feira 18 / 10 / 2016

O Globo
"Perícia em 2% dos benefícios recupera R$ 139 milhões"

Dos 10 mil que já passaram por revisão, 85% serão cancelados

Pente-fino encontrou pessoas saudáveis que estavam trabalhando e recebiam do INSS

Com apenas 2% do total de auxílios doença que passarão pelo pente-fino do INSS já revistos, o governo obteve uma economia de R$ 139,3 milhões por ano. Até agora, foram analisados 10.894 benefícios, de um total de 530 mil que terão de passar por perícia.

Houve casos de fraudes explícitas, como o de um trabalhador que ganhava o auxílio-doença graças a uma decisão judicial desde 2006, mas mantinha dois empregos registrados na carteira de trabalho e, na perícia, não teve qualquer problema de saúde constatado. Ao todo, 77,55% benefícios já foram suspensos e outros 6,9% estão com o cancelamento agendado.  

O Estado de S.Paulo
"Empresa de ministro é acusada de vender vacas superfaturadas"

Ex-funcionária de empreiteira liga negócio com família de Picciani a caixa 2

Uma ex-funcionária da Carioca Engenharia, empreiteira investigada na Operação Lava Jato, disse ter comprado “vacas superfaturadas” da Agrobilara Comércio e Participações Ltda. A empresa é controlada por membros da família Picciani, incluindo o ministro do Esporte, Leonardo Picciani, e o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Jorge Picciani, ambos do PMDB. O objetivo seria movimentar dinheiro para o caixa 2 da construtora.

Tania Maria Silva Fontenelle deixou a empresa em 2015 e prestou depoimento em acordo de leniência firmado pela empreiteira com o Ministério Público Federal. Ela disse que “recebia solicitações de acionistas e diretores para providenciar dinheiro em espécie e assim procedia”. No caso da compra das vacas, afirmou que os animais foram efetivamente entregues, mas parte do valor pago foi devolvida em espécie à Carioca Engenharia.          

Folha de S. Paulo
"Juíza inocenta 14 acusados de acidente no metrô de SP"

Para Justiça, desabamento que matou 7 pessoas era imprevisível; Promotoria recorre

A Justiça inocentou os 14 acusados de responsabilidade em acidente nas obras do metrô de São Paulo que deixou sete mortos em 2007. O desabamento na estação Pinheiros abriu uma cratera que engoliu caminhões, maquinários e quem passava por uma rua no entorno. Após a tragédia na zona oeste paulistana, funcionários da estatal e do grupo construtor se tomaram réus.

A obra na linha-4 amarela era de responsabilidade do consórcio formado por Odebrecht (líder da obra), OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez.

Para a juíza Aparecida Angélica Correia, da Ia Vara Criminal de SP, não ficou provado que os técnicos do consórcio e do Metrô tinham condições de evitar o ocorrido.

Medidas de segurança foram adotadas, diz a sentença. “Os acusados não tinham como prever o acidente.” A Promotoria recorreu da sentença. Disse que o entorno da obra não foi isolado quando o desabamento começou. Seis das sete vítimas passavam pela via.

Para o filho de uma delas, a decisão “abre caminho para que uma tragédia dessas volte a acontecer”. 
 

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