terça-feira, setembro 13, 2016

Manchetes do dia

Terça-feira 13 / 09 / 2016

O Globo
"Cunha é cassado e será julgado por Moro"

Réu em dois processos da Lava-Jato, acusado de receber propina de corrupção na Petrobras, o ex-presidente da Câmara e deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) teve o mandato cassado e deixou o plenário sob gritos dos colegas de “Fora, Cunha”. Dos 470 deputados presentes, foram 450 votos pela cassação, apenas dez contra e nove abstenções (o presidente, Rodrigo Maia, não votou). O ex-todo-poderoso dirigente da Câmara perdeu o mandato e os direitos políticos por quebra de decoro, por ter mentido sobre contas na Suíça, depois de 11 longos meses de manobras contra a cassação. Em seu último discurso, continuou negando o dinheiro no exterior e afirmou sofrer retaliação pelo processo de impeachment da ex-presidente Dilma, aberto por ele. “Por mais que o PT chore, esse criminoso governo foi embora e graças à atividade que foi feita por mim!”, disse, acusando depois também a gestão Temer de ficar contra ele. Com a perda do mandato, os processos a que responde no STF irão para o juiz Sérgio Moro, da Lava-Jato, em Curitiba.                    
 
O Estado de S.Paulo
"Cassado por 450 votos a 10, deputado cai atirando no governo"

Peemedebista acusa gestão Temer de ‘aderir à agenda da cassação’, mas nega que vá fazer delação; ele ficará inelegível por pelo menos 10 anos

Trezentos e trinta e seis dias após se tornar alvo de processo de quebra de decoro por mentir que não tinha contas na Suíça, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) teve o mandato cassado por 450 votos a favor, 10 contra e 9 abstenções. Ele não resistiu ao esvaziamento político iniciado em maio, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) ordenou que se afastasse da função, sob acusação de usar o cargo para obstruir investigações contra ele. O peemedebista é o segundo parlamentar a sofrer condenação política na esteira da Operação Lava Jato. Antes dele, o ex-senador Delcídio Amaral também já havia sido cassado. Após o anúncio do resultado ontem no plenário, Cunha culpou o governo Michel Temer. Disse que, ao aderir à eleição de Rodrigo Maia para o comando da Câmara em julho, derrotando seu candidato, Rogério Rosso (PSD-DF), o Planalto se associou ao PT para cassá-lo. Cunha negou que vá fazer delação, mas disse que, no dia em que tiver algo a dizer sobre Temer, vai falar. Também afirmou que publicará um livro com sua história. Sem o mandato de deputado, ele vira ficha-suja e ficará inelegível até pelo menos fevereiro de 2027. O ex-presidente da Câmara deixou o plenário da Casa sob vaias e gritos de “Fora, Cunha”, “Vai para a Papuda”, “Xô, Satanás” e “Bandido”. Nem mesmo o líder de seu partido, Baleia Rossi (PMDB-SP), votou pela absolvição.     

Folha de S. Paulo
"Câmara cassa Eduardo Cunha"

Por 450 votos a 10, peemedebista fica inelegível até 2027 e perde foro após 314 dias de processo; político diz sofrer perseguição

Após 314 dias de processo, a Câmara dos Deputados aprovou na noite desta segunda (12) a cassação do mandato de Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Foram 450 votos a favor —193 a mais do que os 257 necessários— e dez contra. O caso foi marcado por manobras de aliados de Cunha, acusado de mentir em CPI ao negar ter conta no exterior. A Lava Jato revelou, meses depois, a existência de dinheiro vinculado a ele na Suíça e oriundo do petrolão. Ele é acusado de crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Em discurso, Cunha negou ter mentido aos colegas ou cometido crimes e disse “pagar o preço” por ter liderado o processo de impeachment de Dilma Rousseff (PT). Apoiado pelo PMDB e por partidos do “centrão” (PSD, PR, PP, PTB e PRB, entre outros), Cunha aplicou sucessivas derrotas à petista e foi um dos mais poderosos presidentes que a Câmara teve. Ele fica inelegível até janeiro de 2027 e perde o foro privilegiado. As duas ações penais a que responde no Supremo devem migrar para o juiz Sergio Moro. Cunha planeja recorrer. 
 

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