quinta-feira, setembro 01, 2016

Manchetes do dia

Quinta-feira 1 / 09 / 2016

O Globo
"Dilma está fora. E agora, Temer?"

Presidente terá 2 anos e 4 meses para cumprir compromissos:

Aprovar o ajuste fiscal e as reformas da Previdência e trabalhista

Reduzir o desemprego, atrair investimentos e destravar concessões

Enfrentar no Congresso e nas ruas a oposição anunciada por Dilma

Cumprir a promessa de não interferir no caso Eduardo Cunha

Apoiar a Lava-Jato e rechaçar ações que atrapalhem investigações

Administrar a divisão no PMDB e pacificar relação com PSDB e DEM
Num dia em que o país chegou a ter três presidentes, o Senado aprovou ontem o impeachment de Dilma Rousseff por 61 votos a 20, pondo fim a 13 anos de PT no poder. Numa articulação que teve o apoio do presidente do Senado, Renan Calheiros, e provocou protestos duros de PSDB e DEM, porém, os senadores mantiveram os direitos políticos de Dilma, decisão que poderá ser contestada no STF. Temer foi empossado logo em seguida. Antes de viajar para a reunião do G-20 na China, prometeu modernizar a legislação trabalhista, reformar a Previdência e ampliar programas sociais. Antes, disse que não aceitará mais “desaforos” e, a quem o chamar de golpista, responderá que “golpista é você”. Foi uma resposta a Dilma, que voltou a se dizer vítima de um golpe e afirmou que fará oposição incansável ao governo de seu ex-vice, a quem chamou de corrupto. Em São Paulo, manifestantes contra Temer depredaram bancos e até um carro de polícia.                 
 
O Estado de S.Paulo
"Impeachment, promessas e suspeita de acordão"

Temer diz que 'não vai levar ofensa para casa'; manobra no Senado mantém direitos de Dilma e gera crise na base aliada

O Senado cassou ontem, por 61 votos a favor e 20 contra, o mandato conquistado por Dilma Rousseff em 2014. Horas depois, Michel Temer tomou posse como o 37º presidente da República. O segundo impeachment da história do País encerrou 13 anos de PT no poder. Numa outra votação, que provocou polêmica, Dilma manteve o direito de exercer função pública, com 36 votos a seu favor. Autorizada pelo presidente do STF, Ricardo Lewandowski, a votação em separado que reduziu a punição da petisca gerou crise entre tucanos, peemedebistas e Planalto. 

A decisão abriu precedente que pode beneficiar o deputado afastado Eduardo Cunha e futuramente outros parlamentares ameaçados de cassação. Temer terá o desafio de manter uma base forte no Congresso para aprovar projetos necessários ao ajuste das contas públicas e tirar o País da recessão. Ontem, o IBGE divulgou que o PIB do segundo trimestre sofreu a sexta retração consecutiva e recuou 0,6% em relação ao primeiro trimestre. Em sua primeira reunião ministerial, Temer afirmou que adotará a postura do "bateu, levou" e não mais "levar ofensa para casa". Em pronunciamento na TV, disse que é hora de "união" e defendeu reformas trabalhista e previdenciária. À noite, embarcou para a China após passar o cargo ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Dilma disse que foi tirada do poder por "um grupo de corruptos investigados" e prometeu forte oposição.  

Folha de S. Paulo
"Senado destituiu Dilma; Temer pede pacificação"

Por 61 votos a 20, o senado depôs Dilma Vana Rousseff, 68, da Presidência da República. Michel Miguel Elias Temer Lulia, 75, que já exercia o cargo interinamente desde maio, assumiu em definitivo — ele tem mandato até dezembro de 2018. É a segunda vez que um presidente é cassado por impeachment desde a redemocratização, em 1985; a destituição de Fernando Collor de Mello ocorreu em 1992.

O processo foi consumado quase nove meses após o início da tramitação na Câmara e três meses e meio depois do afastamento provisório da petista. Ela foi condenada por crime de responsabilidade em razão de empréstimo e abertura de crédito ilegais, mas não perdeu direito de exercer funções públicas. A defesa recorrerá ao Supremo Tribunal Federal.

A cassação interrompe ciclo de 13 anos de gestão do PT, iniciado com Luiz Inácio Lula da Silva em 2003. O partido deixa o poder abalado, com lideranças em xeque e envolvidas na operação Lava Jato.

Em pronunciamento em cadeia nacional, o paulista Michel Temer disse que “a incerteza chegou ao fim” e que “é hora de unir o país”. Destacou também a importância de retomar o crescimento econômico e de reformar o sistema previdenciário. Na primeira reunião ministerial após a posse, o peemedebista adotou tom duro, dizendo que não vai tolerar ser chamado de golpista; ele afirmou ainda aos ministros que divisões na base aliada no Congresso são “inadmissíveis”. 

O recado sobre infidelidade foi para os aliados que ajudaram a manter os direitos políticos de Dilma — não está claro se ela poderá ocupar cargos eletivos. Essa decisão, tomada em segunda votação admitida por Ricardo Lewandowski, causou polêmica no meio jurídico, pois poderia contrariar a Constituição. A manobra irritou Temer, que não sabia da articulação. 
A eleição de 2018 é ponto de discórdia com o PSDB — se Temer reverter o cenário econômico, aliados aventam a reeleição. O presidente viajou já nesta quarta à China para reunião do G20 (grupo das maiores economias do mundo). 
 

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