quarta-feira, agosto 24, 2016

Manchetes do dia

Quarta-feira 24 / 08 / 2016

O Globo
"Reajuste do STF ameaça dividir aliados de Temer"

PSDB e DEM falam até em retirar apoio caso aumento seja aprovado

Partidos da base aliada, defensores de ajuste fiscal austero, cobraram do Palácio do Planalto decisão firme sobre projeto que beneficia o Judiciário e implica impacto de R$ 5 bilhões ao ano

A decisão do PMDB de apoiar o aumento salarial para ministros do Supremo, que deve custar R$ 5 bilhões ao ano, abalou a base do governo Michel Temer. No PSDB e no DEM, líderes fizeram cobranças públicas e chegaram a falar em abandonar o Planalto, caso não adote uma posição firme contra o aumento. “Não é possível que haja dois governos, um para fazer bondade e outro para ficar com o ônus da decisão”, disse o senador Aécio Neves (PSDB). O líder do DEM, Ronaldo Caiado, foi enfático: “Não vou participar dessa farsa.”              
 
O Estado de S.Paulo
"Ministro do STF defende freio à Lava Jato; procurador reage"

Gilmar Mendes acusa investigadores de deixar vazar delação da OAS; Janot vê ‘cortina de fumaça’

Na mais contundente crítica a procuradores da Lava Jato feita por um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes afirmou que eles devem “calçar as sandálias da humildade” e é preciso “colocar freio” na conduta dos investigadores. Ele atribuiu à Procuradoria o vazamento das tratativas da delação do ex-presidente da OAS Léo Pinheiro, em que o ministro Dias Toffoli foi mencionado. “O resumo da ópera é o seguinte: você não combate crime cometendo crime.” Para ele, “depois esses falsos heróis vão encher o cemitério”. O procurador-geral Rodrigo Janot negou qualquer citação a Toffoli na proposta de delação e chamou de “cortina de fumaça” o debate sobre suposto vazamento. Ele questionou “a quem e por que” a operação “está incomodando tanto”. Janot, que suspendeu as negociações com Pinheiro, vê “quase estelionato delacional” na divulgação de dados não comprovados para prejudicar o acordo. As críticas de Mendes ficaram isoladas na Corte. A maioria dos ministros optou pela discrição. 
 

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