sábado, junho 25, 2016

Manchetes do dia

Sábado 25 / 06 / 2016

O Globo
"Para evitar incertezas, UE quer apressar saída do Reino Unido"

Bolsas desabam e analistas temem freio no crescimento global

Vitória do Brexit leva premier conservador David Cameron a apresentar renúncia e ameaça também liderança do opositor Partido Trabalhista. Decisão afeta as negociações do Mercosul

O terremoto causado pelo referendo em que os britânicos decidiram tirar o Reino Unido da União Europeia (UE), após 43 anos, provocou a renúncia do premier David Cameron, que apoiava a permanência no bloco. Ele vai ficar no cargo até outubro e anunciou que não haverá mudanças imediatas na relação com a UE. Líderes do bloco, porém, pediram que a saída britânica seja acelerada para diminuir as incertezas. (...) No Brasil, a alta do dólar, com a instabilidade nos mercados, pode adiar queda dos juros. E as negociações entre Mercosul e UE devem ser afetadas.

Folha de S.Paulo
"Saída britânica da UE derruba Cameron e espalha incertezas"

Reino Unido perde liderança para conduzir processo de ruptura; separatismo ganha força na Europa

O rompimento do Reino Unido com a União Europeia, decidido em plebiscito, derrubou a principal liderança do país. Pró-permanência, o conservador David Cameron anunciou que renunciará ao cargo de premiê. Fusão dos termos em inglês “saída” e “britânica”, o “Brexit” teve 52% dos votos, ou 17,4 milhões, e espalhou incertezas. Caberá ao novo primeiro- ministro conduzir as negociações do processo da ruptura, que deve durar dois anos. O premiê é o líder do partido majoritário no Parlamento. Boris Johnson, ex-prefeito de Londres, abraçou o “Brexit” e se fortaleceu entre os conservadores. O plebiscito provocou uma onda de pedidos separatistas pela Europa. Escócia e Irlanda do Norte ameaçam deixar o Reino Unido e aderir ao bloco europeu. Há focos em outros países, como Suécia, Suíça e Itália. Em reação ao Brexit, Bolsas caíram e a libra atingiu o menor patamar desde 1985. Houve corrida por moedas mais seguras, como o iene (Japão). Os britânicos derrotados esperam recessão e fuga de capitais. Os vencedores falam em acordos políticos e comerciais promissores, a serem costurados.   
 
O Estado de S.Paulo
"Saída britânica abala economia e põe em risco bloco europeu"

Movimentos podem levar ao esfacelamento do Reino Unido e a referendos em outros países da Europa; primeiro-ministro David Cameron renuncia

O Reino Unido mergulhou numa crise política inédita e de conseqüências imprevisíveis. Causada pelo voto de 17,4 milhões de britânicos (51,9% dos eleitores) a favor da saída da União Europeia, a turbulência abalou o mercado internacional e derrubou as principais bolsas. A de Milão despencou 12,48%, a de Madri, 12,35%, a de Paris, 8,04% e a de Frankfurt, 6,82%. Foi o maior recuo num dia na Europa desde a crise de 2008. No Brasil, o Ibovespa caiu 2,82%. Líder da campanha pela permanência, o primeiro-ministro David Cameron anunciou que deixará o cargo em três meses, abrindo caminho a Boris Johnson, líder dos “eurocéticos”. Na Escócia e Irlanda do Norte, movimentos pró-Europa podem levara o esfacelamento do Reino Unido. A saída causou um efeito dominó: grupos populistas e de extrema direita já reivindicam referendos em outros países, como Holanda, Áustria, Itália, França e Alemanha. Para abrir caminho a reformas no bloco, líderes europeus pressionam Londres a formalizar logo a ruptura. Barack Obama disse que a “relação especial” de EUA e Reino Unido não mudará.           
           

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