sexta-feira, junho 17, 2016

Manchetes do dia

Sexta-feira 17 / 06 / 2016

O Globo
"Henrique Alves é o 3º ministro de Temer a cair em 5 semanas"

Delação de Sérgio Machado, que o acusa de receber propina, indica que Camargo Corrêa omitiu repasses

O ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves (PMDB), pediu demissão. Acusado de participar do petrolão, é o terceiro nome da Esplanada a cair em cinco semanas de gestão do presidente interino, Michel Temer, seu correligionário. Em delação na Lava Jato, Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro (subsidiária da Petrobras), disse ter pago a Alves R$ 1,6 milhão em propina entre 2008 e 2014. O acusado disse que “todas as ilações envolvendo meu nome serão esclarecidas.” Alves declarou não querer constranger o governo e que se defenderá com “serenidade”. Romero Jucá (Planejamento) e Fabiano Silveira (Transparência) foram os outros ministros a se afastarem, após vazamento de áudios com críticas à Lava Jato. A procuradores Machado afirmou que 76% dos recursos que diz ter repassado a políticos, de 2003 a 2014, não foram contabilizados como doação oficial na Justiça Eleitoral. O valor total, de acordo com o delator, passa de R$ 100 milhões. A investigação indica também, pelo cruzamento entre as delações de Machado e da Camargo Corrêa, que a empreiteira omitiu dois pagamentos de suborno. Se isso for comprovado, pode ser punida. A empresa diz colaborar com a Justiça.

Folha de S.Paulo
"Decisão põe Cunha à beira da cassação"

Após oito meses de manobras e bate-bocas, o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou por 11 votos a 9 parecer favorável à cassação do mandato de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente afastado da Casa.

A decisão final do processo caberá ao plenário.

Cunha é acusado de quebra de decoro por omitir, à CPI da Petrobras, a existência de contas no exterior. Segundo a Procuradoria-Geral da República, elas receberam recursos do petrolão.

O advogado do deputado, Marcelo Nobre, afirma que seu cliente não mentiu.

“Não existem provas, o que está acontecendo aqui é linchamento. Cadê a conta? Não existe”, disse ele.

Para o relator do pedido, Marcos Rogério (DEM-RO), não faltam provas no processo. “O caminho do dinheiro é revelador, mostra quem é o dono, quem tem as senhas.”

Tia Eron (PRB-BA), antes considerada por aliados de Cunha como o apoio decisivo para a vitória, votou contra o peemedebista. “Não mandam nessa nega aqui”, disse, em discurso inflamado.

Após a decisão dela, Wladimir Costa (SD-PA) mudou o voto e apoiou a cassação.

O caso vai ao plenário da Casa, em data a ser definida. A cassação depende do apoio de 257 deputados, entre 512.

Cunha disse ser inocente, criticou a parcialidade do Conselho e anunciou que recorrerá da decisão à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.  
 
O Estado de S.Paulo
"Lava Jato derruba 3º ministro e delações preocupam governo"

Citado por Sérgio Machado, Henrique Alves deixa Turismo; delator rebate Temer e reafirma propina

Um dia após a divulgação da delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, Henrique Eduardo Alves (PMDB) pediu demissão do Ministério do Turismo. A informação foi antecipada pela coluna Direto da Fonte. É o terceiro ministro a deixar o governo Michel Temer por causa da Lava Jato. Antes, caíram Romero Jucá (Planejamento) e Fabiano Silveira (Transparência). A saída ocorreu mais em razão de denúncias que estão por vir do que a de Machado em si, que disse ter dado a Alves R$ 1,55 milhão em propina. O receio no Planalto é com as delações de Marcelo Odebrecht, Léo Pinheiro, da OAS, e Fábio Cleto, ex-vice-presidente da Caixa. Ontem, Temer disse que a acusação de Machado de que ele pediu R$ 1,5 milhão em 2012 para campanha de Gabriel Chalita é “irresponsável, leviana, mentirosa e criminosa”.Em nota, Machado rebateu o presidente.        
           

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