quinta-feira, janeiro 14, 2016

Manchetes do dia

Quinta-feira 14 / 01 / 2016

O Globo
"PF indicia Samarco e Vale por desastre"

Empresas e sete técnicos são acusados de crime ambiental

MP abre inquérito para investigar destino de R$ 1 milhão em espécie doado às vítimas e depositado em conta da prefeitura

Mais de dois meses após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), a Polícia Federal indiciou por crimes ambientais as mineradoras Samarco e Vale, a Vogbr e sete funcionários das empresas, entre eles Ricardo Vescovi, diretor-presidente da Samarco. O desastre arrasou o distrito de Bento Rodrigues e deixou 17 mortos, dois desaparecidos e um rastro de destruição no vale do Rio Doce. As empresas contestaram o indiciamento. Em outra frente, o Ministério Público investiga o destino de doações em espécie às vítimas, informa DANDARA TINOCO.   

Folha de S.Paulo
"Ex-OAS, assessor de Wagner licitou obra ganha pela OAS"

Empreiteira venceu projeto de R$ 584 mi quando ministro era governador da BA

Nomeado pelo então governador da Bahia Jaques Wagner em 2014 para a Secretaria de Desenvolvimento Urbano, o ex-diretor da OAS Manuel Ribeiro Filho foi responsável por licitação vencida pela própria empreiteira. A obra viária Linha Vermelha, em Salvador, está orçada em R$ 584 milhões. As ligações de Wagner, atual ministro da Casa Civil, com a empreiteirasão investigadas pela Lava Jato. Mensagens de texto de Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS e condenado a 16 anos por corrupção, indicam que Wagner tratou de doações para a campanha do PT na capital baiana em 2012. Segundo a investigação, um dos interlocutores das doações foi Ribeiro Filho, que na época era diretor da empreiteira, na qual trabalhou até maio de 2013. A OAS doou R$ 1,5 milhão em 2010 à campanha de Wagner e, no ano passado, R$4,2 milhões para a de seu sucessor, Rui Costa (PT). Das cinco maiores obras de infraestrutura iniciadas na gestão Wagner, três foram ou são tocadas pela OAS. Ribeiro Filho negou qualquer influência na licitação da Linha Vermelha. A OAS disse que “nunca indicou profissionais para cargos públicos”. A Casa Civil não se manifestou.    

O Estado de S.Paulo
"Ex-ministro fez lobby por OAS, indicam mensagens"

Carlos Gabas, ex-titular da Previdência, aparece em diálogos intermediando negócios da empreiteira com o DF

Mensagens obtidas pelos investigadores da Lava Jato no celular do ex-presidente da OAS Léo Pinheiro revelam que o ex-ministro da Previdência Carlos Gabas intermediou negócios da empreiteira com o governo do Distrito Federal em 2014, quando o governador era Agnelo Queiroz (PT). As conversas envolvendo Gabas, que é próximo à presidente Dilma Rousseff, ocorreram entre 2012 e 2014, quando era secretário executivo da Previdência. Em uma das mensagens para Gabas, Léo Pinheiro cita “principais pendências” que envolviam as obras do BRT Sul de Brasília. Cinco horas depois, a mensagem foi respondida por um número que a investigação atribui a Gabas. “Ok. Cuido daqui.” O ex-ministro disse que não representa a OAS e seu propósito era “ajudar o DF e o governo do DF”. Ele admitiu ser autor das mensagens, mas afirmou ter apenas encaminhado apelo a Agnelo Queiroz.         
           

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