sábado, outubro 24, 2015

Manchetes do dia

Sábado 24 / 09 / 2015

O Globo
"Arrecadação despenca, e governo já revê rombo"

Déficit fiscal, antes estimado em R$ 50 bi ou R$ 70 bi, será recalculado

Nova meta para 2015, que deveria ter sido enviada ontem ao Congresso, foi adiada para a semana que vem

A arrecadação de impostos pela União despencou em setembro, quando foi de R$ 95,239 bilhões, o pior resultado em cinco anos. Com isso, a pouco mais de dois meses do fim de 2015, o governo decidiu recalcular a estimativa de rombo nas contas públicas para este ano. A mais nova alteração nas metas fiscais, que seria enviada ao Congresso ontem, foi adiada para a semana que vem. O governo chegou a prever R$ 50 bilhões ou R$ 70 bilhões de déficit, caso tenha que regularizar todas as chamadas “pedaladas” fiscais. Agora, já não sabe o tamanho do buraco nas contas. 

Folha de S.Paulo
"Palestras de Lula mínguam após o início da Lava Jato"

Dados constam de apuração sobre supostas irregularidades na relação entre ex-presidente e empreiteiras investigadas

Após a deflagração da Lava Jato, que apura esquema de corrupção na Petrobras, a contratação de palestras do ex-presidente Lula despencou. De março de 2014 a junho de 2015, ele recebeu por uma a cada 75 dias, em média, informa Rubens Valente. De 2011 até então, a média era de uma a cada 18 dias. Os dados constam de um dossiê entregue pelo Instituto Lula à Procuradoria no DF, que investiga supostas irregularidades na relação entre o petista, empreiteiras brasileiras alvos da Lava Jato e governos estrangeiros. Antes da operação, as construtoras bancaram 26 palestras — depois da deflagração, só uma. Documento do Coaf, órgão vinculado ao Ministério da Fazenda, indicou que a empresa de palestras do ex-presidente obteve R$ 27 milhões nos últimos quatro anos. Em nota, a assessoria de imprensa de Lula disse que os eventos caíram, entre outros motivos, por causa da eleição em 2014. 

O Estado de S.Paulo
"'Não adianta esconder bens fora do Brasil', diz Janot"

Em recado a políticos, procurador afirma que 'cooperação permite recuperar valores'

Ao ser questionado sobre as investigações relativas ao deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, mandou recado aos políticos. Sem citar diretamente o presidente da Câmara, afirmou: "Não adianta esconder bens fora do Brasil porque a cooperação internacional intensa permite identificar esses valores e a recuperação desses valores". Janot usou o exemplo da extradição de Henrique Pizzolato e ressaltou que as decisões da Justiça valem além das fronteiras brasileiras, seja para os que fogem para evitar o cumprimento de penas, seja para os que escondem dinheiro e bens no exterior. "Fica também um recado muito claro para as pessoas que cometem ilícitos. E que, se o crime hoje é um crime organizado e que muitas vezes não respeita fronteiras, as decisões judiciais valem também além das fronteiras dos respectivos países nacionais", disse.  
     

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