sexta-feira, setembro 25, 2015

Manchetes do dia

Sexta-feira 25 / 09 / 2015

O Globo
"Dólar bate recorde e cai a R$ 3,99 após BC ameaçar usar reserva"

Cotação da moeda americana chegou a R$ 4,25

Declaração do presidente do Banco Central, que também avisou que a taxa básica de juros deve ficar estável, fez mercado reduzir aposta contra o real

Depois de cinco altas consecutivas, o dólar fechou ontem em forte baixa, de 3,69%, a R$ 3,992. Pela manhã, a moeda americana bateu novo recorde e chegou a R$ 4,249, levando o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, a declarar que poderia usar as reservas cambiai s do país para conter a volatilidade do mercado. Ele também afirmou que a taxa de juros do país ficará estável. Com isso, os investidores diminuíram suas apostas contra o real, e o dólar caiu com força. O Brasil tem o sexto maior volume de reservas cambiais do mundo, com US$ 370 bilhões. Analistas divergem se a forte pressão sobre a moeda brasileira nos últimos dias foi resultado de ação especulativa ou se é mais um reflexo do agravamento da crise política e econômica.


Folha de S.Paulo
"Impasse com PMDB faz presidente adiar reforma ministerial"

Distribuição de pastas a partido aliado é vista no PT como última cartada contra o impeachment

Com dificuldades para agradar às diferentes alas do PMDB, que iniciaram uma queda de braço pelo controle de ministérios importantes, a presidente Dilma viajou sem fazer o anúncio da reforma ministerial. Ficou para a semana que vem, quando ela voltar dos EUA. A distribuição de cargos de peso a peemedebistas é considerada por petistas a última cartada para desmobilizar a deflagração de processo de impeachment contra Dilma patrocinado pelo principal partido de sustentação do governo. O PMDB preside Câmara e Senado. Para o Planalto, entregar ministérios estratégicos ao PMDB, que já controla seis pastas, dará fôlego a Dilma. Eduardo Cunha discorda. “Ocupação ou menos ocupação de cargos jamais vai resolver as divergências de base que existam”, disse o presidente da Câmara.
 

O Estado de S.Paulo
"Divisão do PMDB faz Dilma adiar reforma"

Com apoio de Cunha, parte do PT usa fase de mudança para pedir saída de Levy, Mercadante e Cardozo

A tentativa de Dilma Rousseff de fazer uma reforma ministerial que lhe permita aprovar o ajuste fiscal e barrar pedidos de impeachment sofreu revés ontem e a presidente teve de adiar o anúncio das mudanças para a próxima semana, após viagem a Nova York. O principal entrave está no PMDB, dividido em grupos que não se entendem quanto às indicações a cargos oferecidos pelo Planalto. Outro foco de preocupação são setores do PT, que, com apoio do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aproveitam o momento de mudança no primeiro escalão para pedir a troca dos ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil), Joaquim Levy (Fazenda) e José Eduardo Cardozo (Justiça). Em nota, o Planalto disse que Dilma adiou a reforma porque partidos aliados queriam mais tempo para consultas internas. Nos bastidores, porém, a informação é de que o PMDB na Câmara exige dois ministérios e não aceita incluir na cota nomes ligados ao vice-presidente Michel Temer.
  

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