quarta-feira, setembro 16, 2015

Manchetes do dia

Quarta-feira 16 / 09 / 2015

O Globo
"Em reunião com Dilma, aliados criticam pacote"

Líderes governistas resistem à volta da CPMF e a adiar reajuste de servidor

Presidente da Câmara, Cunha diz que proposta de novo imposto sobre movimentações financeiras só deve ser votada no ano que vem e é ‘insuportável’; parlamentares também reagem a uso de emendas para Saúde e PAC

Empenhada em convencer o Congresso a aprovar o pacote de cortes de despesas e aumento de impostos, com a volta da CPMF, a presidente Dilma ouviu ontem dos líderes aliados que enfrentará dificuldades tanto na Câmara como no Senado. Além da resistência à recriação da CPMF, governistas reclamaram do adiamento do reajuste dos servidores e das propostas de usar emendas parlamentares para financiar projetos na Saúde e no PAC. Dilma anunciou que a reforma ministerial será divulgada até a próxima quarta-feira.


Folha de S.Paulo
"Base se nega a dar apoio a pacote fiscal, e Dilma recua"

Nova CPMF e corte em emendas geram reação negativa

No dia seguinte ao anúncio do novo pacote fiscal, Dilma Rousseff reuniu-se com congressistas aliados para convencê-los a aprová-lo, mas não teve sucesso. A base da presidente criticou a ideia de recriar a CPMF e discorda da perda da autonomia de deputados e senadores na destinação de emendas para obras em seus redutos eleitorais. Efeito da reação negativa, Dilma disse que “o governo não aprova a CPMF, quem aprova é o Congresso”. Para tentar reinstituir o tributo, o Planalto está disposto a reduzir a sua vigência de quatro para dois anos. Além disso, o Planejamento sinalizou que o governo recuará na proposta de usar as emendas parlamentares para cobrir o corte de R$ 3,8 bilhões em obras de infraestrutura. O tom conciliador deve-se à necessidade de apoio no Congresso, de cuja aprovação dependem 15 das 16 medidas propostas pelo governo para o ajuste.


O Estado de S.Paulo
"Base rejeita pacote; Cunha diz que CPMF fica para 2016"

Presidente da Câmara diz ser impossível votar tributo ainda neste ano; corte de emenda é foco de rejeição

A presidente Dilma Rousseff buscou apoio ontem na base aliada para levar adiante no Congresso a recriação da CPMF, mas tanto líderes aliados quanto de oposição criticaram o pacote do Executivo. Segundo o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, será "impossível" votar ainda neste ano o novo tributo, que ele chamou de "insuportável". Um dos focos da rejeição foi o fato de o Planalto tentar "engessar" emendas parlamentares. O governo quer que deputados e senadores destinem à Saúde e a obras do PAC recursos que usam para irrigar suas bases eleitorais. Dilma comandou duas reuniões com parlamentares no Planalto. Os encontros foram tensos e tiveram até bate-boca com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Das 17 medidas anunciadas pelo governo para zerar o déficit orçamentário para 2016, apenas uma não precisa passar pelo Congresso. 

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