terça-feira, agosto 04, 2015

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Terça-feira 04 / 08 / 2015

O Globo
"Nova prisão de Dirceu une Lava-Jato e mensalão"

Petista teria recebido pelo menos R$ 90 milhões em propinas e imóvel para filha

Procuradores acusam o ex-ministro de sistematizar a corrupção na Petrobras já no primeiro governo Lula com o objetivo de financiar campanhas eleitorais e enriquecer; Ministério Público não descarta investigar ex-presidente

Nove meses depois de deixar a cadeia, o ex-ministro José Dirceu foi preso novamente ontem, agora acusado pela Operação Lava-Jato de receber propina de pelo menos R$ 90 milhões e idealizar o esquema que desviou recursos da Petrobras. O juiz Sérgio Moro disse que ele exibiu “profissionalismo na prática do crime”. Segundo o Ministério Público, o petista é responsável por sistematizar a corrupção na empresa já no primeiro governo Lula, quando chefiava a Casa Civil, nos moldes do mensalão, que se destinava à compra de apoio político no Congresso. Para os investigadores, na estatal os objetivos eram outros: financiamento eleitoral e enriquecimento pessoal. O lobista Milton Pascowitch contou ter comprado apartamento para a filha de Dirceu e pagado despesas, como táxi aéreo e reformas de imóveis. A 17ª fase da operação foi batizada de “Pixuleco”, referência ao termo para designar propina atribuído ao ex-tesoureiro do PT João Vaccari. Dirceu, de 69 anos, ficará preso por tempo indeterminado. A Lava-Jato não descarta investigar Lula.

Folha de S.Paulo
"Dirceu é preso na Lava Jato"

Procuradoria afirma que ex-ministro de Lula, condenado no mensalão, instituiu o petrolão e se beneficiou dele

Em nova etapa da Lava Jato,a Polícia Federal prendeu José Dirceu (PT), ex-ministro de Lula, na fase batizada de Pixuleco, como, segundo relato de um delator, o ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto referia-se à propina. Para os investigadores, Dirceu é um dos responsáveis por criar o esquema de corrupção na Petrobras e teve papel de comando nas operações. Condenado no processo do mensalão, ele cumpria prisão domiciliar. “Chegamos a um dos líderes, que instituiu o esquema, permitiu que ele existisse e se beneficiou dele”, afirmou o procurador Carlos Fernando Lima. Além do ex-ministro da Casa Civil, mais sete pessoas foram presas ontem. O juiz Sergio Moro justificou a prisão afirmando que a liberdade de Dirceu representava ameaça à ordem pública. Segundo procuradores, ele recebeu propina de fornecedores da Petrobras mesmo após ser condenado. As acusações contra Dirceu são sustentadas pelo lobista Milton Pascowitch, responsável por aproximara empreiteira Engevix do PT e da estatal. Delator na Lava Jato, ele disse ter repassado R$ 3,8 milhões a Dirceu. A defesa do ex-ministro afirma que os pagamentos foram por serviços de consultoria. Assessores do Planalto e dirigentes petistas dizem que a prisão abala o partido devido ao peso histórico de Dirceu no PT.

O Estado de S.Paulo
"Dirceu é preso na Lava Jato; propina pagou imóvel e táxi aéreo"

Força-tarefa diz que papel de ex-ministro foi de 'instituidor' da corrupção na Petrobras

Ele é acusado de receber R$ 21,3 milhões entre 2009 e 2014
Pagamentos de propina repetem esquema do mensalão
Defesa classifica prisão de 'injusta e desnecessária'

A Polícia Federal prendeu ontem o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e outras oito pessoas na 17ª. fase da Operação Lava Jato. Entre elas, seu irmão e sócio na JD Assessoria, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, o ex-assessor Roberto Marques e o lobista Fernando Antônio de Moura. Segundo os investigadores, Dirceu foi o "instituidor" da corrupção na Petrobras e, para enriquecimento pessoal, repetiu na estatal o esquema do mensalão. Só entre 2009 e 2014, teria recebido R$ 21,3 milhões em pagamentos mensais de empresas e "presentes", como uma reforma de R$ 1,3 milhão em sua casa em Vinhedo, no interior paulista, e fretes de jatinhos. Condenado por corrupção em 2012, ele cumpria pena em regime domiciliar. A operação foi batizada de Pixuleco - termo que, segundo o dono da UTC, Ricardo Pessoa, era usado pelo ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, para designar propina. Para o juiz Sérgio Moro, há "indícios de profissionalismo e habitualidade na prática do crime". A defesa de Dirceu diz que a prisão é injusta e desnecessária.

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