terça-feira, agosto 25, 2015

Manchetes do dia

Terça-feira 25 / 08 / 2015

O Globo
"China deve prolongar crise no Brasil"

Levy diz que país está preparado para turbulências, mas não descarta aumentar impostos

Temor de que a economia chinesa pise no freio derruba mercados. Ações caem 8,5% em Xangai, arrastando Europa e EUA. No mundo, pregões perdem US$ 4,8 trilhões. No Brasil, Bovespa recua 3,03%. Recessão, juros altos e déficit fiscal reduzem blindagem brasileira

O temor de que a economia chinesa vá sofrer um freio mais intenso do que o previsto derrubou os mercados globais. A Bolsa de Xangai caiu 8,5% e arrastou os pregões europeus, que sofreram perdas de mais de 4%. Nos EUA, a Bolsa de Nova York despencou 6,6% na abertura do pregão, e fechou em queda de 3,94%, num dia apelidado de “segunda-feira de pesadelo”. No mundo, evaporaram US$ 4,8 trilhões das Bolsas. Analistas afirmam que a piora no cenário global deve agravar a crise no Brasil, pois ocorre num momento em que o país enfrenta recessão, inflação elevada, juros altos e fragilidade fiscal. A Bovespa fechou em queda de 3,03%, após chegar a cair até 6,5% de manhã. O dólar subiu 1,63%, para R$ 3,552. Em Washington, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que o Brasil “está preparado” para enfrentar turbulências. Mas não descartou aumento de impostos em 2016.

Folha de S.Paulo
"Governo demorou a perceber gravidade da crise, diz Dilma"

Para reduzir gastos, presidente autorizou o corte de dez ministérios e de cargos de confiança

A presidente Dilma Rousseff (PT) ensaiou um mea culpa e afirmou que, se houve erro do governo, foi o de não ter percebido antes das eleições de 2014 que a crise econômica era muito maior do que se esperava. Em entrevista a três jornais brasileiros, a petista afirmou que as dificuldades só ficaram mais claras entre novembro e dezembro. Pressionada a responder à crise, ela autorizou o corte de 10 dos 39 ministérios até setembro e a redução de 1.000 dos cerca de 22 mil cargos de confiança na administração pública federal. O anúncio foi feito sem detalhes sobre quais pastas serão suprimidas ou da economia que isso trará. Na campanha de 2014, a petista havia criticado as propostas de adversários de reduzir ministérios e dito que quem defendia fazê-lo possuía “imensa cegueira tecnocrática”. A presidente também disse que foi surpreendida com o envolvimento de petistas no esquema de desvios na Petrobras e atacou aqueles que, segundo ela, tentam envolver o ex-presidente Lula na Lava Jato. 

O Estado de S.Paulo
"Dilma:'Governo demorou a perceber a gravidade da crise econômica'"

Em entrevista a convite do Planalto, ela prometeu cortar 10 ministérios e mil cargos. Sobre Temer, disse que 'tem sido de extrema lealdade'

A presidente Dilma Rousseff anunciou ontem o corte de dez ministérios, sem especificar quais, a redução de cerca de mil dos 22,5 mil cargos comissionados e a extinção de secretarias ministeriais. Numa entrevista a jornais a convite do Planalto, Dilma justificou a decisão como parte dos movimentos para melhorar a gestão do País. "Vamos passar os ministérios a limpo." Também reconheceu que o governo demorou a perceber a gravidade da situação econômica, especialmente no exterior, e "levou muitos sustos", como a queda dos preços internacionais dos barris de petróleo e das commodities. Sobre a Previdência Social, avisou que não será possível evitar discussões sobre uma reforma. "Nós não queremos a Grécia. Queremos?" Ainda elogiou a atuação do vice-presidente Michel Temer: "Ele tem sido de extrema lealdade comigo. E o resultado da primeira fase de sua articulação foi um sucesso", disse.

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