quinta-feira, julho 30, 2015

Manchetes do dia

Quinta-feira 30 / 07 / 2015

O Globo
"Lava-Jato tem mais seis delatores e 13 novos réus"

Juiz aceita denúncia contra dirigentes da Andrade Gutierrez

Nomes de cinco testemunhas são mantidos em sigilo pela Justiça no Paraná

A Lava-Jato formalizou seis novos acordos de delação premiada nos últimos dias, cinco deles mantidos em sigilo. O consultor Mário Goes, intermediário de pagamento de propinas da corrupção na Petrobras, foi o primeiro desse novo grupo a ser ouvido. Ele confessou que repassava dinheiro de empreiteiras para ex-diretores da estatal por meio de contas na Suíça. O PT seria beneficiário do esquema. Ontem, o juiz Sérgio Moro aceitou a denúncia do Ministério Público contra o presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo, e mais 12 acusados pelos crimes de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.

Folha de S.Paulo
"BC eleva juros a 14,25 % e diz ter encerrado o ciclo de altas"

Autoridade monetária deve manter taxa básica anual nesse patamar para levar inflação ao centro da meta

O Comitê de Política Monetária do Banco Central elevou a taxa básica de juros (Selic) em 0,5 ponto percentual, para 14,25% ao ano, o maior valor desde 2006. Foi o sétimo aumento consecutivo desde a reeleição da presidente Dilma Rousseff. Com a alta, o BC busca inibir o consumo para desacelerar a economia e evitar que os preços subam. A instituição indicou a suspensão do ciclo de altas, mas que será preciso manter a taxa nesse patamar por “período suficientemente prolongado.” O objetivo é trazer a inflação para o centro da meta (4,5%). A prévia do índice oficial (IPCA) atingiu, nos 12 meses terminados em julho, 9,25% — maior patamar desde dezembro de 2003. Para especialistas, o consumidor deve evitar fazer dívidas. A decisão do Copom foi anunciada em um momento em que a atividade econômica aprofunda a recessão e o dólar e o reajuste de tarifas pressionam a inflação. De acordo com analistas, o PIB (Produto Interno Bruto) recuará 1,76% em 2015. Os juros chegam ao mesmo nível de outubro de 2006, mas naquele momento estavam em queda — o BC, com um cenário de inflação contida, dava continuidade ao processo de redução da Selic. O IPCA naquele ano foi de 3,14 %.

O Estado de S.Paulo
"Juro sobe 0,5 ponto, para 14,25%, maior taxa em 9 anos"

BC diz que decisão é necessária para inflação atingir meta em 2016; um dos diretores deixou de votar

O Banco Central elevou a taxa básica de juros em 0,50 ponto porcentual. No sétimo aumento consecutivo, a Selic chegou a 14,25% ao ano, o maior nível desde agosto de 2006. A decisão foi unânime, mas não teve o voto do diretor Tony Volpon, que deixou de participar ontem. Na semana passada, ele disse que votaria de novo pelo aumento dos juros. O Comitê de Política Monetária (Copom) justificou a decisão dizendo que "a manutenção desse patamar da taxa básica de juros, por período suficientemente prolongado, é necessária para a convergência da inflação para a meta no final de 2016". Até a semana passada, parte dos analistas do mercado financeiro esperava alta de 0,25 ponto. Mas as apostas migraram para 0,50 depois da redução da meta de superávit pelo governo e de o diretor de Política Econômica do BC, Luiz Awazu, dizer que é preciso manter a cautela.

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