quarta-feira, março 11, 2015

Manchetes do dia

Quarta-feira 11 / 03 / 2015

O Globo
"Governo cede, negocia com PMDB e faz acordo sobre IR"

Levy se reúne com Renan e aceita reajuste escalonado
Na Câmara, manutenção de regra do mínimo é aprovada

Para evitar nova derrota, o governo cedeu à pressão do Congresso e concordou com proposta de reajuste escalonado da tabela do Imposto de Renda. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, se reuniu com os presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara, Eduardo Cunha, ambos do PMDB e que estão em atrito com o Planalto por causa da Lava Jato. O acordo prevê a correção da tabela do IR com reajustes que variam de 4,5% a 6,5%. Com isso, nova MP será editada hoje, quando o governo deveria ser derrotado na votação do veto da presidente Dilma à correção de 6,5% para toda s as faixas. Na Câmara, o projeto que mantém a atual regra de correção do salário mínimo foi aprovado.

Folha de S.Paulo
"Governo recua e amplia a faixa de isenção do IR"

Após derrota no Congresso, Fazenda aceita correção maior na tabela do imposto

O governo Dilma recuou e fechou acordo com o Congresso sobre a correção na tabela do Imposto de Renda. A presidente quis evitar que seu veto ao reajuste fosse derrubado no Senado, e representasse nova derrota—a medida que taxava empresas foi devolvida ao Executivo. A presidente defendia correção linear de 4,5%, e o Congresso, de 6,5% (por isso o veto). O Planalto resistia à mudança por não querer reduzir sua arrecadação. Pelo acordo, o ajuste da tabela do IR será escalonado, com correção de 6,5% para os salários mais baixos. Dessa forma, a faixa de isenção foi ampliada de R$ 1.787,77 para R$ 1.903,98. Já a fatia de renda mais alta, que paga alíquota de 27,5% do imposto, passará de R$ 4.463,81 para R$ 4.664,68. A mudança começa a valer em abril e será publicada no “Diário Oficial” de hoje. A correção da tabela é mais um capítulo da disputa política entre base aliada e governo, que tenta aprovar seu ajuste fiscal. Mesmo com o recuo, o ministro Joaquim Levy (Fazenda) disse que a União encontrará recursos para a correção sem deixar a meta fiscal de lado.

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