quinta-feira, fevereiro 26, 2015

Manchetes do dia

Quinta-feira 26 / 02 / 2015

O Globo
"Governo atrasa repasses e bloqueia R$ 32 bi do PAC"

Dinheiro para obras já contratadas fica suspenso pelo menos até julho

Retenção ocorre em meio às dificuldades para aprovar o ajuste fiscal; em estados como Rio, São Paulo, Ceará e Bahia, projetos já sofrem as consequências do atraso nas transferências de recursos

Às voltas com a dificuldade para aprovar o ajuste fiscal no Congresso, o governo bloqueou ontem R$ 32,6 bilhões de despesas contratadas para empreendimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Agora, só em julho o Planalto decidirá se mantém ou não o bloqueio, que atinge obras ainda não iniciadas mas com orçamento já empenhado. Além disso, a União tem atrasado repasses para projetos de infraestrutura, muitos deles do PAC, e há redução no ritmo de trabalho nos canteiros e demissões no Rio, em São Paulo, no Ceará e na Bahia.

Folha de S.Paulo
"Governo tenta evitar queda no crédito do país"

Presidente Dilma teme que crise econômica e redução da nota da Petrobras afastem investidores

Sob um ceticismo crescente quanto às promessas de ajuste fiscal, o governo Dilma busca agora evitar que a perda do selo de investimento seguro da Petrobras contamine a avaliação da dívida pública, e o Brasil perca a nota de bom pagador. Agravada por tensões políticas e sociais como a greve dos caminhoneiros, a paralisia econômica marcou os primeiros resultados da arrecadação tributária do novo mandato da petista. Em janeiro, houve queda de 5,4% em relação a um ano. O índice de confiança do consumidor da FGV atingiu a baixa histórica de 85,4 pontos, 9, 3 abaixo da mínima durante a crise de 2008 e 2009. Em outro sinal de instabilidade, o dólar permanece em patamar elevado, com alta de 8, 7% no ano. O mercado teme que a situação piore com o ciclo vicioso de cortes de gastos públicos e aumento de tributos e com um possível socorro com verba do Tesouro, o que dificultaria manter o país entre as melhores avaliações das agências de risco. Após o rebaixamento pela agência Moody’s, o valor das ações mais negociadas da Petrobras recuou quase 5% em um dia. A presidente Dilma classificou a nota mais baixa como “falta de conhecimento direito” sobre a empresa. 

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