sábado, agosto 23, 2014

Dominique


Opinião

O PT quer pautar a imprensa

O ESTADO DE S.PAULO
A direção do Partido dos Trabalhadores (PT) entrou na Justiça Eleitoral para obrigar a Rede Globo a ampliar a cobertura das atividades de campanha de Alexandre Padilha, candidato do partido ao governo do Estado de São Paulo. Ao pretender determinar o que uma emissora de TV deve mostrar a seus telespectadores, os petistas reafirmam sua visão autoritária a respeito do trabalho da imprensa e seu desprezo pelo jornalismo independente.

A tarefa de informar bem seus leitores, ouvintes e telespectadores obriga as empresas jornalísticas a estabelecer critérios de seleção de informações, para entregar a seu público as notícias que terão relevância em sua vida, deixando de lado as que, a seu juízo, têm menor importância. Assim, cada redação define quais acontecimentos serão dignos de cobertura extensiva e quais merecerão espaço menor. Tais parâmetros, que integram o bê-á-bá do jornalismo, podem mudar de veículo para veículo, mas há algo que, em democracias, não mudará nunca: o princípio de que as empresas jornalísticas devem ter ampla liberdade para adotar os padrões de seleção de informações que melhor atendam seu público.

É justamente nessa liberdade, central para o exercício do jornalismo independente, que o PT pretende interferir, em defesa de uma suposta "isonomia" de tratamento para todos os candidatos ao governo paulista. Tal exigência de igualdade, da maneira como está sendo enunciada pelos petistas, serve apenas para ferir a autonomia que um veículo deve ter para determinar o que é digno de ser publicado e o que não é.

A Rede Globo entendeu que deveria dar mais espaço em seus telejornais aos candidatos ao governo paulista com mais de 6% de intenções de voto. Com isso, recebem destaque diário apenas os dois primeiros colocados, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e Paulo Skaf (PMDB). Na última pesquisa do Ibope, Padilha, o candidato petista, surge em terceiro lugar, com 5% das menções. É o mais bem colocado entre os "nanicos" - está à frente de outros três candidatos que dispõem de 1% cada - e por isso aparece com frequência menor no noticiário da emissora.

No entender dos petistas, porém, a Globo estabeleceu parâmetros sob medida para, deliberadamente, sonegar de seus telespectadores o noticiário sobre a campanha de Padilha. Em carta à emissora, o presidente estadual do PT e coordenador da campanha petista, Emidio de Souza, disse que "não cabe a um veículo de comunicação definir critérios" para a veiculação de informações sobre a eleição. Para questionar as escolhas da Globo, Emidio diz que, pela margem de erro da pesquisa, de três pontos porcentuais, Padilha pode estar com 8% - acima, portanto, do piso estabelecido pela emissora. Por essa lógica, porém, o petista pode estar com 2%, em empate técnico com os outros "nanicos".

O aspecto relevante nessa polêmica, no entanto, não são alguns pontos porcentuais para mais ou para menos, e sim a reafirmação da vocação autoritária do PT e de sua hostilidade contra a imprensa livre. Em nota sobre sua petição à Justiça Eleitoral, o partido chega a exigir que a Globo "abra espaço diariamente em sua programação normal para todos os candidatos" ou então "que se abstenha de cobrir a agenda de qualquer um deles". Trata-se de uma tentativa grosseira de pautar uma emissora de TV.

Ainda que arrogante, no entanto, a manifestação petista não se compara às grosserias do ex-presidente Lula, que qualificou como "sacanagem" os critérios da Globo para a cobertura eleitoral em São Paulo. "Já fui vítima de todas as sacanagens que vocês possam imaginar, mas tem coisa que vai ficando insuportável", disse Lula num evento de campanha no início de agosto. "Em São Paulo, a sacanagem é tamanha que eles decidiram que só vão colocar os candidatos acima de 10% (sic) para tirar o Padilha da televisão. Cada jogo, em cada eleição, é uma sacanagem."

Como aquele que jamais se constrangeu ao fazer propaganda eleitoral fora de hora nem a colocar a máquina do Estado a serviço de seus candidatos, Lula deveria saber o que, de fato, é "sacanagem".

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U.V.

Manchetes do dia

Sábado, 23 / 08 / 2014

O Globo
"Ex-diretor da Petrobras aceita delação premiada"

Preso, Paulo Roberto Costa quer falar de corrupção na estatal em troca de redução de pena

Proposta foi apresentada horas após a Polícia Federal fazer busca e apreensão em casas e empresas de parentes do acusado, que está detido no Paraná; doleiro Alberto Youssef também pretende se oferecer para depor

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso na Operação Lava-Jato da Polícia Federal, decidiu fazer um acordo de delação premiada e contar o que sabe sobre a corrupção na estatal. A decisão foi anunciada horas depois de uma operação da PF em casas e empresas de filhas e genros de Costa, no Rio. O pedido formal de delação premiada será encaminhado ao juiz do caso, Sérgio Moro, e ao Ministério Público Federal, que ainda terão de aceitar o acordo. Preso no Paraná, Costa teria dito que, se contasse tudo o que sabe, não haveria eleições este ano. O doleiro Alberto Youssef, outro preso durante a Operação Lava-Jato, também pretende negociar o mesmo benefício.   

Folha de S. Paulo
"BC vê falta de "espírito animal’ nos empresários"

Para diretor do Banco Central, pouca disposição de investir trava economia

O diretor de Assuntos Internacionais do BC, Luiz Awazu, disse que a falta de “espírito animal” dos empresários impede um maior crescimento econômico. Em evento da Fiesp, Awazu citou a expressão cunhada pelo economista John Keynes para descrever a disposição que guia o homem de negócios a empreender. Para o diretor do BC, cotado para assumir a instituição num eventual segundo mandato da presidente Dilma (PT), as economias estão contidas, apesar de todo o estímulo financeiro ofertado pelos bancos centrais após a crise global de 2008. Segundo executivos que acompanharam a palestra, as palavras de Awazu soaram como autocrítica dos reguladores e reprimenda ao pessimismo empresarial. Para empresários, a falta de “espírito animal” no Brasil se explica porque indicadores não apontam para uma aceleração da economia. A maior preocupação é com o real sobrevalorizado, que favorece a importação em vez da produção local. Em eventos recentes em que representantes do governo buscaram aproximação com industriais, a gestão Dilma foi alvo de críticas e protestos.

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sexta-feira, agosto 22, 2014

Aqueles olhos verdes...


Coluna do Celsinho

Novo formato

Celso de Almeida Jr.

O horário eleitoral gratuito, na televisão e no rádio, mereceria uma nova abordagem.

Um novo formato.

Um modelo que permitisse revelar o candidato em sua essência.

Talvez, valendo-se de debates.

Do jeito que está, continua muito chato.

Candidato com mais tempo, surfa na produção

Os demais, pouco podem fazer.

Entra eleição, sai eleição, nada acontece visando aperfeiçoar o modelo.

Curioso...

A Justiça Eleitoral brasileira avançou em muitos aspectos.

Somos uma democracia respeitada.

Falta, porém, lançar mão de nossa criatividade para tornar o horário eleitoral gratuito mais eficaz.

Mais esclarecedor.

É preciso melhorá-lo.

Ou esquecê-lo de vez.

Visite: www.letrasdocelso.blogspot.com

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Dominique


Opinião

As doações de Graça

O ESTADO DE S.PAULO
Em 20 de março passado, um dia depois de o Estado divulgar a nota de próprio punho que lhe encaminhou a presidente Dilma Rousseff, sobre o seu papel na compra da primeira metade da Refinaria de Pasadena em 2006, a atual presidente da Petrobrás, Graça Foster, à época diretora de Gás e Energia, doou aos filhos Flávia e Colin, com cláusula de usufruto, uma casa na Ilha do Governador e um apartamento no centro do Rio de Janeiro. Dilma alegou que, na chefia do Conselho de Administração da empresa, aprovara o fechamento do negócio com base, apenas, em um resumo executivo "técnica e juridicamente falho".

Três semanas depois, em 9 de abril, Graça pôs no nome do filho um terceiro imóvel, em Búzios. Em 10 de junho, por sua vez, o ex-diretor da estatal Nestor Cerveró - o autor do parecer verberado por Dilma - cedeu aos herdeiros três propriedades no bairro de Ipanema. Ele tinha sido demitido de uma diretoria da BR Distribuidora dois dias depois da divulgação da nota da presidente da República. A revelação das transferências no site do jornal O Globo, na tarde de terça-feira, produziu um efeito imediato: travou mais uma vez a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), que então estava para ser tomada sobre a eventual inclusão de ambos entre os 11 executivos e ex-diretores da Petrobrás cujos bens foram bloqueados em julho último por iniciativa do relator da matéria, ministro José Jorge.

A intenção foi assegurar à empresa a recuperação de pelo menos parte do rombo de US$ 792 milhões que sofreu em Pasadena, caso se comprove a responsabilidade dos envolvidos. Graça é citada por ter prejudicado a Petrobrás, ao retardar o cumprimento da decisão arbitral nos Estados Unidos favorável ao grupo belga a que se associara. O adiamento custou à petroleira US$ 92,3 milhões. Estranho participante das sessões do TCU - como se entre as suas atribuições estivesse a de defender funcionários de uma companhia controlada pelo governo -, o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, parecia seguro de que a maioria do colegiado rejeitaria o pedido do relator no caso de Graça. Tanto que insistiu no prosseguimento dos trabalhos mesmo depois do impacto provocado pela notícia das doações, que levou o relator a suspender a votação de seu parecer até a averiguação dos fatos.

Segundo Jorge, confirmadas as transferências, terá ocorrido uma "burla gravíssima do processo de apuração de irregularidade". A rigor, o que há a averiguar, em relação a Graça, não são as doações - que ela reconhece -, mas quando e por que tomou a decisão de fazê-las. Ou imediatamente em seguida à confissão de Dilma, em março último, ou ainda em junho do ano passado, conforme nota da Petrobrás. Na primeira hipótese, pode-se supor que ela tenha pressentido que a manifestação da presidente aceleraria as investigações do TCU, iniciadas em março de 2013, com riscos até então não vislumbrados para si e, quem sabe, para o seu patrimônio.

Na segunda hipótese, a motivação de Graça poderia ser atribuída à abertura do processo no TCU - cerca de três meses antes que ela começasse a providenciar, de acordo com a empresa, "a documentação necessária", por sinal descrita na nota, para formalizar em cartório as doações. O texto nega "veementemente" que Graça "tenha feito qualquer movimentação patrimonial com intuito de burlar a decisão do TCU" do bloqueio de bens e assinala que "doações de bens são atos legítimos, previstos em lei e objetivam evitar futuros conflitos entre herdeiros". De todo modo, o fato é que a sua revelação devolve o escândalo de Pasadena ao centro das atenções - desta vez com a campanha eleitoral em andamento.

Ecoando o ministro José Jorge, o senador petebista Gim Argello, que preside a CPI mista da Petrobrás, considerou o caso "gravíssimo". A oposição quer verificar se as doações foram aquelas mesmas e se configuram fraude. Já para o advogado-geral Adams, não houve "fuga patrimonial" porque Graça não pôs os seus bens em nome de laranjas, para impedir que venham a ser recuperados. Mas não deixou de admitir que, se ficasse provado que a presidente da Petrobrás tentou se desfazer de bens por motivos escusos, as doações poderiam ser revertidas.

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U.V.

Manchetes do dia

Sexta-feira, 22 / 08 / 2014

O Globo
"Dilma defende Graça e direito de pressionar TCU"

Tribunal investiga em cartórios as transferências de bens para filhos

'O fato é grave se comprovado. Criou um impacto negativo grande no tribunal', diz Nardes

Um dia após O Globo revelar que a presidente da Petrobras, Graça Foster, e o ex-diretor da estatal Nestor Cerveró doaram imóveis aos filhos depois do escândalo da refinaria de Pasadena, a presidente Dilma saiu em defesa de Graça e acusou a oposição de usar a Petrobras "como arma política". Questionada sobre o fato de ministros de seu governo terem feito pressão sobre o TCU para evitar o bloqueio dos bens de Graça, Dilma defendeu os auxiliares: "É de todo interesse da União defender a Petrobras". O presidente do TCU, Augusto Nardes, pediu as certidões aos cartórios para avaliar se houve dissimulação de patrimônio.  

Folha de S. Paulo
"Marina acena ao mercado com lei para BC autônomo"

Coordenadora do programa de governo do PSB diz que a candidata reafirmará compromisso de Campos

A coordenadora do programa de governo de Marina Silva (PSB), Maria Alice Setubal, conhecida como Neca, disse que a candidata à presidência reafirmará os compromissos feitos por Eduardo Campos a respeito de conceder autonomia, por lei, ao Banco Central. Segundo Neca, apesar de não ser a posição de Marina, ela concordou. "Existiam diferenças, e o programa reflete o que é de consenso." Em entrevista a Fernando Rodrigues, a coordenadora afirmou que ao longo da campanha mais economistas "estarão se aproximando" e terão mais o perfil de "operadores" do mercado. Essa é uma tentativa de Marina Silva se qualificar mais como uma candidata confiável aos olhos do mercado financeiro e do empresariado. (...) Acionista do banco Itaú, Neca, 63, disse que a meta de inflação num eventual governo marina permanecerá em 4,5%, mas que será perseguida uma política para fixar em 3% a partir de 2019.

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quinta-feira, agosto 21, 2014

Dominique


Opinião

O vice e a vida real

O ESTADO DE S.PAULO
Já que a personagem "dos sonhos" do PSB para compor a chapa com Marina Silva - Renata Campos, a viúva do ex-governador pernambucano - recusou a indicação, o partido escolheu um político que definitivamente não é o sonho da candidata. O gaúcho Beto Albuquerque, no seu quarto mandato de deputado federal, tem com o agronegócio ligações e afinidades que o situam do outro lado da divisa do movimento ambientalista.

Não bastasse ter feito carreira nos redutos ruralistas, Albuquerque foi um dos parlamentares que mais se empenharam para que o então presidente Lula assinasse a medida provisória liberando a soja transgênica no País. Naquele ano de 2003, no comando do Ministério do Meio Ambiente, Marina moveu céus e terras para bloquear a iniciativa. Lula se decidiu por influência do à época titular da Casa Civil, José Dirceu, e depois de se informar com especialistas sobre o que era, afinal, a biotecnologia e seu potencial para a economia brasileira. Ainda assim, a senadora pelo Acre permaneceu no governo petista até romper com Dilma Rousseff cinco anos depois.

As diferenças entre Marina e Albuquerque não estiveram circunscritas ao campo das ideias e das políticas envolvendo o setor rural. A convergência de interesses entre ele, os ruralistas e outras áreas de atividade que frequentam os pesadelos dos ecologistas puros e duros já seria suficiente para que o considerassem um representante típico dos predadores dos recursos naturais, com vultosas culpas em cartório pelas mudanças climáticas em curso no planeta. Na campanha de 2010, metade dos recursos amealhados por Albuquerque veio de empresas sementeiras, cerealistas e do ramo de celulose. Completaram a lista dos seus grandes financiadores fabricantes de agrotóxicos, armas e bebidas.

Para os marineiros, trata-se de um pecado mortal. O estatuto da Rede Sustentabilidade, que eles não lograram transformar em partido no ano passado, proíbe explicitamente a aceitação, que dirá a procura, de auxílio financeiro desses setores. Nem por isso Marina deve ser "culpada por associação"; tampouco se trata de expô-la como incoerente. De mais a mais, como escreveu o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, no livro Em busca da política, de 1999, que Marina leu durante um trecho do voo que a levava para Recife, onde o corpo de Eduardo Campos era velado, "as crenças não precisam ser coerentes para que se acredite nelas".

A questão suscitada pela chapa homologada ontem pelo PSB, improvável em outras circunstâncias, é a do que pode acontecer com as crenças quando migram dos movimentos e grupos de pressão a que deram origem para o escarpado território da política. O atrito entre a convicção e o cálculo não só é inescapável, como muitas vezes obriga os políticos doutrinários - a começar dos que fazem praça de serem "novos" - a malabarismos de toda ordem para justificar aquelas de suas decisões ditadas pela servidão da busca do poder, apartadas dos valores em nome dos quais se haviam engajado. O caso extremo entre nós é o daquele partido que surgiu para dar combate "a tudo isso que está aí" e acabou amancebado com o seu símbolo por excelência, José Sarney.

O primeiro inimigo da moral na política é o moralismo - que, no caso, consistiria em condenar Marina por embarcar no PSB, que não é necessariamente mais aprumado do que o PV do qual se desligou depois das eleições de 2010, sem abrir mão da prioridade de armar a sua Rede. Mas, tendo sido alçada pelo imponderável ao lugar de Eduardo Campos na disputa pelo Planalto, é eticamente duvidoso - já que aceitou substituí-lo - ela querer escolher entre os 14 palanques estaduais que o partido ajudou a montar a quais subirá e de quais passará ao largo. "A gente aceita o que eles decidirem", dizia sensatamente o primeiro-marineiro Walter Feldman, quando o PSB, despertado do sonho de ter Renata como vice de Marina, se fixou em Beto Albuquerque, filiado ao partido desde 1986, líder de sua bancada na Câmara e um dos principais articuladores da candidatura do pernambucano.

A Marina sonhática da Rede Sustentabilidade não faria causa comum com o político filorruralista. 

A Marina do PSB tem de lhe dar o braço. É a vida real.

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U.V.

Manchetes do dia

Quinta-feira, 21 / 08 / 2014

O Globo
"Graça e Cerveró passaram imóveis para parentes"

Escândalos na Petrobras

Doações ocorreram após denúncia de irregularidades na refinaria de Pasadena

TCU adia decisão sobre bloqueio de bens da presidente da estatal para investigar o caso; ministro relator diz que, se confirmada, revelação é grave por que ‘configura uma burla ao processo de apuração ’

Após o site do GLOBO revelar ontem que a presidente da Petrobras , Graça Foster , e o ex-diretor Nestor Cerveró doaram três imóveis cada aos filhos depois da divulgação do escândalo de Pasadena, o Tribunal de Contas da União suspendeu a votação sobre o bloqueio dos bens de Graça, que já estava em andamento. Para o relator, José Jorge, a denúncia é gravíssima porque configuraria tentativa de burlar a investigação. A Petrobras negou que Graça tenha tido a intenção de burlar decisão do TCU e disse que ela pode comprovar que decidira transferir os bens em 2013. O advogado de Cerveró negou que o objetivo dele fosse dissimular patrimônio. 

Folha de S. Paulo
"Dilma lança novo pacote de estímulo ao crédito"

Governo tenta impedir que economia travada afete a campanha à reeleição

Com a economia em crise e o risco de um quadro de recessão durante a campanha eleitoral, o governo Dilma Rousseff lançou novo pacote de estímulo ao crédito. As medidas, anunciadas por BC e Fazenda, incluem injeção de dinheiro no sistema bancário, redução dos controles para concessão de empréstimos e normas voltadas para o financiamento de imóveis e veículos. Pelos cálculos oficiais, a oferta de crédito pode ser elevada em R$ 25 bilhões. O objetivo do Planalto é mostrar que não está parado ante a retração na economia, que pode afetar a imagem da presidente Dilma, candidata do PT à reeleição.

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quarta-feira, agosto 20, 2014

Dominique


Opinião

O retrato da educação na AL

O ESTADO DE S.PAULO
Realizado com base na observação diária do comportamento em sala de aula de mais de 15 mil professores em 3 mil escolas públicas da América Latina (AL) e do Caribe, relatório do Banco Mundial sobre o ensino básico na região mostra uma ominosa contradição. Revela que, apesar dos investimentos feitos na última década, e que levaram à universalização da oferta de vagas no ensino fundamental e ao aumento dos índices de escolaridade do ensino médio, os países da região - com exceção do Chile - não têm conseguido melhorar a capacidade de aprendizagem dos estudantes em matérias fundamentais, como matemática e leitura, disciplinas consideradas vitais pelo Banco Mundial para que as novas gerações possam desenvolver pensamento crítico e ampliar as habilidades cognitivas.

A consequência é que a ineficiência do sistema educacional se tornou o principal gargalo do desenvolvimento econômico e social dos países latino-americanos e caribenhos, levando-os a se distanciar cada vez mais dos países do Leste Asiático. O estudo foi feito com o objetivo de estimular os governos da região a reformularem suas políticas educacionais, adotando novos critérios para a seleção de docentes para o magistério público.

Como o ensino básico na América Latina e no Caribe está num nível de qualidade abaixo dos padrões necessários a uma economia competitiva e capaz de ocupar espaços maiores no mercado mundial, os países dessa região carecem de capital humano para poder diversificar a produção, aumentar as exportações de maior valor agregado e assegurar crescimento sustentável.

Segundo o relatório, a maioria dos professores de educação básica na região tem baixo domínio técnico das disciplinas que ensinam, adota práticas pedagógicas ineficazes, faz uso limitado das novas tecnologias da informação, não consegue manter os alunos interessados nas aulas e dedica apenas 65% de sua carga horária para atividades didáticas. O tempo restante é gasto com atividades administrativas. O resultado é a perda de um dia inteiro de instrução por semana, comprometendo a alfabetização e o aprendizado de matemática. "Alunos com professor fraco dominam 50% ou menos do currículo para a série em que estão. Alunos com um bom professor têm um ganho médio de um ano. E estudantes com professores excelentes avançam uma série ou mais", afirma o relatório, depois de enfatizar que "tempo de instrução é o recurso mais caro de uma escola".

O estudo aponta ainda que a América Latina e o Caribe têm 7 milhões de professores de ensino básico. A maioria está envelhecendo e, por causa dos baixos salários, as autoridades educacionais não conseguem contratar jovens preparados para substituir os que se aposentam, especialmente nas disciplinas de matemática, ciências e línguas estrangeiras. "A América Latina não está atraindo pessoas de alto calibre de que precisa para construir sistemas educacionais de classe mundial. Os países da região parecem estar presos numa armadilha, com baixos padrões para o ingresso no magistério, candidatos de baixa qualidade, salários baixos e com pouco profissionalismo em sala de aula e resultados educacionais deficientes", afirma o relatório. O cenário é diametralmente oposto ao dos países bem-sucedidos nos rankings internacionais de avaliação escolar, como Finlândia, Cingapura e Coreia do Sul. Garantindo bons salários e boas condições de trabalho, esses países têm conseguido recrutar jovens talentosos para o magistério público.

Por causa das especificidades dos países latino-americanos e caribenhos, as estratégias recomendadas pelo Banco Mundial para que melhorem a qualidade do ensino básico são diversificadas. O denominador comum está no aumento de rigor nos critérios de recrutamento dos professores. "A seleção é a pedra angular das reformas educacionais", conclui o relatório, depois de fazer uma observação importante: quanto maiores forem os incentivos para motivar os docentes a ampliar seu desempenho pedagógico, mais atraente será a profissão e melhores serão os candidatos ao magistério público.

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U.V.

Manchetes do dia

Quarta-feira, 20 / 08 / 2014

O Globo
"Com vice do PSB gaúcho, Marina entra na campanha"

Beto Albuquerque diz que não há necessidade de 'carta-compromisso'

Com aval de viúva e de aliados de Eduardo Campos em Pernambuco, deputado federal afirma que terá a missão de 'representar o pensamento e o legado' do candidato morto em acidente aéreo semana passada

Um dia antes da reunião que formalizará hoje a candidatura de Marina Silva à Presidência, o PSB escolheu o deputado federal gaúcho Beto Albuquerque para vice na chapa, com o aval da família e de aliados de Eduardo Campos, morto em acidente aéreo semana passada. Após reunião com líderes do PSB em Recife, Albuquerque afirmou que não será necessária uma "carta compromisso" de Marina para assegurar que serão mantidos os projetos defendidos por Campos e as alianças estaduais. Para o vice, o programa de governo, que ainda não foi divulgado, já será suficiente. A reunião da Executiva Nacional do PSB será hoje e Marina entrará em campanha, mas haverá também um lançamento oficial no Recife, no fim de semana, para demonstrar que o partido está unido.

Folha de S. Paulo
"Ex-médico condenado por 48 estupros é preso no Paraguai"

Localizado em Assunção, Roger Abdelmassih foi condenado a 278 anos de prisão por abuso sexual

Foragido desde janeiro de 2011, o ex-médico Roger Abdelmassih, 70, foi preso em Assunção numa ação conjunta entre a Polícia Federal brasileira e autoridades do Paraguai. Fugitivo mais procurado pelo governo do Estado de São Paulo, ele estava na lista da Interpol.

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terça-feira, agosto 19, 2014

Dominique


Opinião

A nova equação eleitoral

O ESTADO DE S.PAULO
A primeira das 20 sessões de propaganda para a Presidência da República no rádio e na TV - duas vezes ao dia, três vezes por semana, até 2 de outubro - começa ainda sob o impacto do desastre aéreo que na quarta-feira matou o candidato Eduardo Campos, do PSB. A ele caberia, por sorteio, iniciar o ciclo. A fração de 2 minutos e 3 segundos a que teria direito, no bloco de 25 minutos, provavelmente o mostrará hoje quando dizia as palavras com que passou à história, nos instantes finais da entrevista que dava ao Jornal Nacional (JN), na véspera da tragédia, e que viriam a dominar o seu cortejo fúnebre, acompanhado por mais de 100 mil pessoas, domingo, no Recife: "Não vamos desistir do Brasil".

Se não por decoro, pelas regras do jogo eleitoral, a sua até então companheira de chapa, Marina Silva, não poderá se apresentar desde já como a sua substituta. Nem herdeira, como decerto haverão de preferir os correligionários do ex-governador de Pernambuco, para mantê-la vinculada às suas propostas (nem sempre coincidentes com as dela) e, mais ainda, aos compromissos eleitorais assumidos pelo partido nos Estados (no Rio e em São Paulo, contra a sua vontade). 

Formalmente, a ex-senadora só poderá assumir a candidatura da coligação liderada pelo PSB depois de ter o seu nome homologado amanhã pela executiva nacional da legenda e avalizado pela maioria das quatro siglas aliadas, no prazo legal de 10 dias. Na reunião, a cúpula do partido deverá escolher também o nome do vice de Marina.

Isso significa que, na melhor das hipóteses, apenas no dia seguinte ela poderá se dirigir ao eleitorado como aspirante ao Planalto, encarnando a "terceira via" preconizada por Campos para interromper duas décadas de governos ou do PSDB ou do PT. Dos candidatos que contam, Marina é quem menos tem o que apostar no período oficial de propaganda. Tudo computado, contará com apenas 82 minutos, ante 183 de Aécio Neves e 456 de Dilma Rousseff. Mas, em 2010, quando dispunha só de 1 minuto e 23 segundos em cada entrada, a penúria de tempo na mídia de massa foi mais do que compensada pelo boca a boca de seus entusiásticos seguidores e o aluvião de mensagens em seu favor nas redes sociais. Marina obteve surpreendentes 19,6 milhões de votos (ou perto de 18% dos sufrágios válidos), o que a levou ao terceiro lugar na disputa.

Agora, trazida à liça pela força do acaso - ou, segundo ela, pela Providência Divina, a que atribui a sua decisão de não viajar com o titular da chapa no voo afinal acidentado -, Marina já mudou a equação sucessória. Pesquisa do Datafolha realizada nos dois dias seguintes ao acidente deu-lhe 21% das intenções de voto, em empate técnico com Aécio (20%). Ele e Dilma (36%) mantiveram as mesmas posições da sondagem anterior, com 8% para Campos. Nas simulações de segundo turno, a esta altura inevitável, Marina bate Dilma por 47 pontos a 43, no limite da margem de erro. As futuras sondagens dirão se esses números traduzem a emoção do momento ou se exprimem uma migração efetiva dos eleitores até então indecisos ou propensos a invalidar o seu voto: esse contingente, que somava 27% há um mês, caiu para 17%.

Inevitavelmente no centro das atenções do público que acompanhar o início do horário de propaganda, Marina terá de dizer a que vem, já não representando apenas "o novo", como há quatro anos, nem tampouco centrada na causa ambiental. Pelo menos os eleitores que descobriram as ideias do candidato do PSB na entrevista ao JN terão a natural curiosidade de saber o que a aproxima e o que a diferencia do político a quem se aliou no ano passado, quando fracassou em registrar como partido o movimento Rede Sustentabilidade. Marina também terá de se voltar para as questões terrenas dos brasileiros, deixando em casa o misticismo que a levou a dizer, no velório de Campos, que "essas coisas acontecem em nome de algo maior".

O papel do horário eleitoral na definição do voto é discutível, de todo modo. Sem dúvida desperta o público para o pleito, mas não parece decisivo para o seu resultado. Nas quatro últimas eleições presidenciais, ganhou o candidato que já liderava as pesquisas quando começou a temporada. Marina mudará a escrita?

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U.V.

Manchetes do dia

Terça-feira, 19 / 08 / 2014

O Globo
"PSB e Marina buscam vice, PT e PSDB preveem 2º turno"

‘Terei de participar por dois’, diz viúva de Campos sobre eleição em Pernambuco

Horário eleitoral começa hoje, com novo cenário. Datafolha mostra ex-senadora com 21% e Aécio com 20%. Dilma lidera com 36%. Tucanos e petistas avaliam que percentual da candidata do PSB está inflado pela comoção

Com a entrada de Marina Silva na disputa presidencial e a divulgação da primeira pesquisa Datafolha após a morte de Eduardo Campos (PSB), tucanos e petistas já trabalham com a certeza de que haverá segundo turno e começam a mostrar hoje suas estratégias, com o início do horário eleitoral na TV. O PSB ainda procura um vice. Marina, que assumirá a vaga de Campos, apareceu com 21%, empatada tecnicamente com Aécio Neves (PSDB), que tem 20%. Dilma (PT) lidera com 36%. Petistas e tucanos avaliam que o percentual de Marina agora estaria inflado por causa da comoção causada pela morte de Campos. A viúva do ex-governador de Pernambuco, Renata, sinalizou que não pretende ser vice de Marina. E, ao tratar da campanha em Pernambuco, ela não citou a ex-companheira de chapa do marido e afirmou que agora terá “que participar por dois” 

Folha de S. Paulo
"Na TV, Lula prometerá um 2 º governo Dilma ‘melhor’"

Petista pedirá voto ‘sem medo’ na presidente em estreia de programa eleitoral

No primeiro programa eleitoral para a TV da campanha da petista Dilma Rousseff, que vai ao ar nesta terça (19), o ex-presidente Lula vai pedir que os eleitores votem “sem medo” na candidata do PT e dirá que ela fará um segundo mandato “melhor” que o primeiro. Lula dirá que ninguém vai se arrepender ao dar mais quatro anos de mandato para a presidente. O programa exibirá depoimento do petista em homenagem a Eduardo Campos, morto na semana passada, onde dirá que tinha relação de pai e filho com o ex-governador de PE.

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segunda-feira, agosto 18, 2014

Pitacos do Zé


Era uma boa praia

José Ronaldo dos Santos
A imagem é de uma das entradas da praia do Perequê-mirim, em Ubatuba. No primeiro plano  está uma placa que poucos sabem o significado. Trata-se de um marketing dos jesuítas, dos parceiros do padre José de Anchieta, querendo dizer que a praia faz parte dos “Passos de Anchieta”, podendo ser incluída como lugar de turismo religioso-cultural. Já a segunda placa, vermelha há muito tempo, é alerta de que aquela maravilha de cenário é imprópria para banho, tem alta concentração de coliformes fecais, podendo causar sérias doenças etc. Porém, o que está sendo feito para reverter esse quadro, sabendo que essa era uma boa praia até meados da década de 1980? Quem imaginaria que, o lugar onde pescamos, nadamos e mergulhamos se tornaria um receptáculo desse? O finado Santinho Barreto bem que dizia, ao ver as casas se multiplicando perto dos rios: “Cada fossa já tem uma manilha que segue para o rio. Cada rio segue para a praia. Então, logo a praia será uma privada. Até lá eu não estarei vivo para ver”.

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Dominique


Opinião

A Caixa espremida

O ESTADO DE S.PAULO
O governo decidiu usar e abusar da Caixa - o principal banco executor das políticas sociais - para remendar as contas públicas em frangalhos e consertar problemas criados por sua política desastrosa. A história inclui a cobrança de dividendos crescentes e pressões para participação no socorro às distribuidoras de eletricidade. Além disso, desde o ano passado o Tesouro tem atrasado repasses para programas como o Bolsa Família e o seguro-desemprego. A Caixa usa recursos próprios para atender os beneficiários. 

Quando o dinheiro é finalmente liberado pelo governo central, chega depreciado pela inflação e sem juros. É como se o Ministério da Fazenda dispusesse de um cheque especial sem limite e sem custo para emergências. Essas emergências se vêm tornando cada vez mais frequentes.

Com o atraso nos pagamentos o Tesouro melhora a aparência de suas contas, pelo menos por algum tempo. A contabilidade criativa, usada principalmente para maquiar as finanças públicas no fim do ano, inclui, entre outros itens, o adiamento de vários tipos de repasses. Embora o grande objetivo seja o fechamento do balanço fiscal em dezembro, os truques aparecem durante todo o ano.

O governo continua gastando demais. Ao mesmo tempo, a arrecadação tem sido afetada por incentivos fiscais ao consumo e pelo baixo crescimento econômico. O Tesouro tem recorrido a receitas especiais e a atrasos de pagamentos para tentar obter, pelo menos formalmente, o resultado fiscal prometido. Para 2014, o objetivo é um superávit primário - dinheiro para pagar juros - de R$ 80,8 bilhões para o governo central.

Pressionada pelo Banco Central (BC) a explicar a "discrepância" em suas contas, a diretoria da Caixa recorreu à Advocacia-Geral da União (AGU) para mediar o conflito com o Tesouro. Uma câmara de conciliação foi criada para cuidar do problema, com participação da Caixa, do Tesouro e do BC. "Os trabalhos da câmara podem evoluir para um parecer técnico", informou ao Estado o chefe da AGU, Luiz Inácio Adams.

Se esse parecer for baseado exclusivamente nos termos do contrato entre o Tesouro e a Caixa, o problema permanecerá. Para uma solução, será preciso levar em conta as condições financeiras da prestação do serviço, mas ninguém avançou nesse tipo de detalhe. Por meio de sua assessoria, a Secretaria do Tesouro disse desconhecer qualquer proposta da Caixa para alteração do contrato.

A natureza do problema, no entanto, é bastante clara. Os termos do acordo entre as duas partes seriam muito menos importantes em outra circunstância. O Tesouro está em muito má situação e o governo está perdido no emaranhado de erros da política econômica. Para reforçar a receita fiscal, o governo tem pressionado a Caixa para entregar dividendos maiores que os combinados para este ano. A ideia inicial era entregar apenas metade do ganho disponível, mas o Ministério da Fazenda resolveu mudar o jogo. Agora se espera da Caixa uma contribuição de cerca de R$ 5 bilhões.

Dividendos maiores que os do ano passado já reforçaram as contas do Tesouro no primeiro semestre e o jogo deve continuar. Além disso, o governo espera recolher uns R$ 18 bilhões de pagamentos do novo Refis, o refinanciamento de dívidas tributárias, e mais algum dinheiro de bônus de concessões.

Pressionada para aumentar os dividendos pagos ao Tesouro, a Caixa foi mobilizada também para o socorro às distribuidoras de energia. Determinada há mais de um ano pela presidente Dilma Rousseff, a diminuição das tarifas de eletricidade prejudicou as companhias do setor. Danosa mesmo em circunstâncias normais, essa política foi especialmente custosa porque as empresas tiveram de comprar eletricidade - mais cara - de centrais térmicas. A redução das contas de luz foi duplamente errada: distorceu os preços e estimulou o consumo em fase de restrição de oferta.

A Caixa deve participar com R$ 750 milhões do novo financiamento, de R$ 6,5 bilhões, articulado pelo governo. Um empréstimo de R$ 11,2 bilhões mobilizado em abril já se esgotou e o novo será mais caro. Populismo, voluntarismo e incompetência têm custos altos.

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U.V.

Manchetes do dia

Segunda-feira, 18 / 08 / 2014

O Globo
"PSB quer que Marina atue em todos os estados"

Com enterro de Campos, partido abre consulta oficial e espera decisão da viúva para anunciar vice

Funeral reuniu 160 mil pessoas no Recife e contou com a presença de políticos de todos os partidos, entre eles Dilma, Aécio e Lula

Numa cerimônia marcada pela comoção e acompanhada por aproximadamente 160 mil pessoas, o ex-candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, foi enterrado ontem no Recife ao lado do túmulo do avô, o ex-governador Miguel Arraes. Já decidido pela candidatura da ex-senadora Marina Silva, o PSB quer que ela atue politicamente em todos os estados e reveja a decisão de não deixar sua imagem aparecer em material de campanha onde a Rede rejeitava alianças feitas pelos socialistas, caso de São Paulo. Com o enterro, o PSB abriu oficialmente a consulta para indicar quem sucederá a Campos e ouvirá hoje a palavra da viúva, Renata, para saber se ela tem intenção de ser vice ou sugerir algum nome para a vaga. 

Folha de S. Paulo
"Marina empata com Aécio no 1° turno e com Dilma no 2°"

Pesquisa Datafolha foi feita após morte de Eduardo Campos; avaliação do governo federal melhorou

Na primeira pesquisa após a morte de Eduardo Campos (PSB), Marina Silva (PSB) entra na disputa pela Presidência com 21% das intenções de voto. Ela deve ser confirmada na quarta-feira como substituta do ex-governador de Pernambuco. Segundo o Datafolha, Marina está tecnicamente empatada com o senador Aécio Neves (PSDB) que tem 20%. A margem de erro é de dois pontos percentuais. A presidente Dilma Rousseff (PT) mantém a liderança, com 36% das preferências. Com a ex-ministra do Meio Ambiente no páreo, a eleição seria decidida só no segundo turno. Na simulação que enfrenta Dilma, Marina tem 47% dos votos, contra 43% da presidente, situação de empate no limite da margem de erro.

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domingo, agosto 17, 2014

Dominique


Opinião

Sobre credibilidade

O ESTADO DE S.PAULO
O que define a importância de um veículo de comunicação, daquilo que podemos chamar genericamente de Imprensa - inclusive com sua extensão na internet -, importância essa traduzida em quantidade e qualidade de leitores, ouvintes e telespectadores? A resposta é simples e óbvia: credibilidade. A mídia impressa e a programação jornalística de emissoras de rádio e de televisão só conquistam leitores, ouvintes e telespectadores na medida em que esse público acredita que lhe estão sendo oferecidas notícias e informações corretas e opiniões relevantes e úteis.

A credibilidade de um veículo de comunicação resulta da avaliação feita pelo público de sua capacidade de apurar e de divulgar notícias com isenção e objetividade, prestar informação precisa e confiável sobre assuntos de interesse e oferecer opinião fundamentada sobre questões relevantes, sejam opiniões divergentes que ajudem a esclarecer temas controversos, seja a opinião própria do órgão de comunicação, esta claramente exposta em espaço editorial claramente definido.

Cumpridos todos esses requisitos que a habilitam - com seu trabalho de noticiar, informar e opinar - a exercer algum tipo de influência sobre a opinião pública, a Imprensa passa a ser um estorvo para os poderosos mais preocupados com o poder do que com qualquer outra coisa. E é exatamente nesse momento que ela cumpre, em toda sua amplitude, o papel talvez mais importante que lhe cabe numa sociedade democrática: fiscalizar o poder público, cobrar-lhe promessas, denunciar malfeitos, alertar sobre ameaças ao bem comum. Possibilitar, enfim, que o eleitor saiba o que está sendo feito com seu voto, que o cidadão conheça o que está sendo feito em seu nome e com o seu dinheiro.

É por essa razão que, para ter credibilidade, a Imprensa deve, por princípio, manter uma postura de distanciamento crítico dos poderosos. Mesmo que haja alinhamento ideológico ou programático com os governantes de turno, a sociedade espera que os veículos de comunicação estejam permanentemente dispostos a apurar e a denunciar eventuais desvios de rota ou de conduta. Fora disso, o que existe é Imprensa "chapa branca", cuja credibilidade se esgota nos limites dos interesses políticos dos governantes.

Não é sem razão, portanto, que, no momento em que as eleições passam a apresentar uma ameaça ao projeto de poder do lulopetismo e a Imprensa, além de cumprir seu papel fiscalizador, ecoa o sentimento nacional de frustração diante da marcha à ré geral que o atual governo impôs ao País, o comando da campanha reeleitoral de Dilma Rousseff reforça a decisão estratégica de concentrar seus ataques na "mídia derrotista e pessimista" que se recusa a alardear as realizações da era petista. Por intermédio do Instituto Lula, foi lançado um novo site, "O Brasil da Mudança", que oferece a todos os brasileiros a oportunidade de fazer uma incursão pelo universo onírico dos 12 anos de reinado de Lula e de sua criatura.

No evento em que, em Brasília, ambos anunciaram o novo site que, segundo Dilma, "vai ajudar a gente a enfrentar o derrotismo e o pessimismo" da mídia, Lula fez blague e as habituais referências debochadas à Imprensa: "Não é para pedir que falem bem. A gente só quer, pelo menos, que as pessoas sejam honestas no tratamento da cobertura". Ou seja, que a mídia em geral se comporte exatamente como as emissoras de rádio e de televisão oficiais, nas quais o noticiário, pago com recursos públicos, é tão honesto que tem uma credibilidade perto de zero, como demonstram os índices insignificantes de audiência de que desfrutam.

Esse é um problema para o qual o PT tem solução: a "democratização da mídia". Nenhum petista, nem mesmo Franklin Martins, o maior defensor da ideia, se deu ao trabalho de explicar o que entende exatamente por mídia "democrática". Mas dá para imaginar do que se trata, a partir da veneração de petistas pelo modelo cubano, no qual a imprensa é monopólio estatal, e seu reverente entusiasmo pelos regimes bolivarianos, que sufocam a liberdade de expressão.

Menos mal que Dilma se mantém firme na decisão, tomada logo após sua posse no governo, de engavetar o projeto urdido por Martins sob o olhar complacente de Lula, de quem era ministro de Comunicação Social.

Original aqui

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U.V.

Manchetes do dia

Domingo, 17 / 08 / 2014

O Globo
"Morte de Campos impõe compromisso, diz Marina"

Carta firmará pacto com PSB para manter projeto político e alianças estaduais

Vice será nome forte do partido; deputado Beto Albuquerque hoje é o mais cotado para o posto

Ao desembarcar em Recife para o velório de Eduardo Cantpos, a ex-senadora Marina Silva sinalizou pela primeira vez publicamente que aceita assumir a candidatura à Presidência. "Tenho senso de responsabilidade e com-profnisso com o que a perda de Eduardo nos impõe. Penso que existe uma providência divina em relação a mim, ao Miguel, a Renata e ao Mo-lina” disse ela, referindo-se a familiares de Campos. Para legitimar o nome de Marina diante do público externo e da Eiitiância, o PSB prepara lima carta em que divulgará compromissos de Campos que serão honrados por Marina, o nome preferido da cúpula do partido para assumir u posto de viceé o do deputado federal Beto Albuquerque (RS).

Folha de S. Paulo
"Turma do PT teme Marina no 2º turno e prefere Aécio"

Integrantes do governo federal e do comitê de campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) preferem um confronto com o senador Aécio Neves (PSDB) num eventual segundo turno pelo Palácio do Planalto.


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