sábado, julho 12, 2014

Dominique


Opinião

Fechando a tampa

Nelson Motta, O Globo
Para qualquer brasileiro louco por futebol, era como estar em Nova York no 11 de Setembro, com o espetáculo de horror e grandiosidade da História diante dos nossos olhos, em tempo real. Apesar de tudo, foi um privilégio testemunhar o melhor do pior, sem mortos nem feridos: só humilhados.

Em qualquer clube-empresa, uma derrota dessas derrubaria toda a diretoria e até a presidência, por pressão dos acionistas. Mas os que escolheram a comissão técnica, os arquitetos do fracasso, como o presidente da CBF, José Maria Marin, dizem que o nosso futebol precisa de grandes mudanças, fingindo que não sabem que são eles a raiz dos problemas que nos levaram a essa humilhação histórica. Só falta culparem a imprensa golpista… rsrs.

Se essa sucessão de arrogâncias, negociatas, cinismos e incompetências que resultaram nessa épica derrota do futebol brasileiro — não de um time, mas como um todo — não for motivo para uma CPI suprapartidária, o que seria? Se 70% dos brasileiros exigem mudanças na política e na economia, imaginem no futebol. Mas com a “bancada da bola” investigando, em vez de ser investigada, nem esse, que seria o maior legado da Copa, teremos.

Se, como filosofava Neném Prancha, “pênalti é tão importante que deveria ser batido pelo presidente do clube”, a escolha do técnico da seleção brasileira deveria ser feita em eleições diretas por todos os brasileiros maiores de 14 anos. E não por um cartola eleito por outros cartolas que dominam federações estaduais como políticos dominam currais e que vivem de vampirizar a paixão popular. Agora o sangue ferveu.

Mas Deus teve compaixão por Neymar e Thiago Silva, poupando-os de sofrer o vexame de corpo presente. E também por Lula, que não foi ao estádio para não ser vaiado e escapou do pior: ser acusado de pé-frio. E por nós, que escapamos de levar uma “zapatada” da Argentina na final no Maracanã. Deus é mesmo brasileiro.

Como sabem os grandes artistas, políticos, empresários e atletas vitoriosos, o sucesso não ensina nada, só infla o ego e subestima os limites, é nos fracassos que se aprendem as lições que levam a conquistas maiores.

Nelson Motta é jornalista

Original aqui

Twitter

U.V.

Manchetes do dia

Sábado, 12 / 07 / 2014

Correio Braziliense
"Van Gaal de ideia nova"

Técnico que desprezava o terceiro lugar agora quer vencer e voltar invicto para casa

Louis van Gaal mudou de ideia. Depois de dizer que a disputa do terceiro lugar não deveria ocorrer, logo após a derrota nos pênaltis para a Argentina, o técnico holandês achou um motivo para querer vencer a Seleção Brasileira hoje à tarde. Ontem, em entrevista coletiva no Mané Garrincha, ele destacou o novo objetivo da Laranja Mecânica: “Podemos entrar para a história. Não perdemos nenhuma partida e nem queremos voltar derrotados para a Holanda. Estou focado no Brasil, quero o terceiro lugar”.

Folha de S. Paulo
"No adeus, Felipão tenta evitar marca de 40 anos"

Luiz Felipe Scolari vai encerrar "a fase atual" do seu trabalho na CBF após o final do jogo contra a Holanda, neste sábado (12), no Mané Garrincha, em Brasília

O duelo, que definirá o terceiro lugar do torneio, servirá também para evitar outra marca negativa da seleção nacional nesta Copa. Se os brasileiros forem derrotados no estádio Mané Garrincha, será o pior aproveitamento de pontos do Brasil em 40 anos em Mundiais. Apesar do tom de despedida, Felipão não descartou nesta sexta (11) permanecer no cargo depois de uma reunião com os cartolas da entidade nos próximos dias. "Encerra amanhã [hoje] a primeira etapa do meu trabalho. Depois, vou apresentar meu relatório, e o presidente [José Maria Marin] e Marco Polo [Del Nero, presidente eleito da CBF] vão conversar e veremos o que vai acontecer", disse o treinador, que comandou na terça-feira o time na mais dura derrota da centenária história da seleção brasileira.

Twitter  

sexta-feira, julho 11, 2014

Traje de gala


Coluna do Celsinho

Três centos

Celso de Almeida Jr.

Com o texto de hoje, completo, às sextas-feiras, trezentas publicações no Ubatuba Víbora.

Três vezes cem.

Poxa!

Bastante né?

Pensando melhor, é pouco, se comparado ao trabalho de um jornalista com a tarefa diária de escrever.

O meu caso, porém, é outro.

Escrevo uma vez por semana, tema livre, tranquilão.

Nesta, em especial, marcada pelos 7 gols a 1 da Alemanha sobre o Brasil, faltou vontade para escrever.

Despertei do estado anestésico - induzido pela mídia - lembrando que a goleada revelou o quanto estávamos despreparados para aquela situação.

Lembrei dos tempos quando eu jogava bola na rua Cunhambebe.

Moleque, time fraquinho, geralmente fechava-se na defesa.

Vinham os grandões nos atropelando mas resistíamos, valentes.

Claro que já perdemos de 10 a zero.

Mas, na maioria das vezes, a retranca era a saída honrosa para terminar num 3x0.

Ué???

Garotos, sem comissão técnica, têm esta postura, instintivamente.

A seleção pentacampeã não???

Dá pra entender?

É melhor seguir em frente.

Que venha a 301ª sexta-feira.

Sem taça na raça.

Visite: www.letrasdocelso.blogspot.com

Twitter

Dominique


Opinião

Muita inflação pela frente

O ESTADO DE S.PAULO
As bolas de cristal do mercado financeiro continuam errando para menos nas projeções de inflação. Se há algum jogo especulativo nessas previsões, deve estar funcionando ao contrário - e isso já ocorre há um bom tempo. Com 6,52% até junho, a alta de preços acumulada em 12 meses furou com um mês de antecedência o limite da margem de tolerância, de 6,5%. Pelas contas oficiais, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,4% no mês passado, pouco acima da mediana das projeções do mercado, de 0,33%. Por essas estimativas, ainda haverá um recuo neste mês, para 0,25%, e em seguida uma nova aceleração - de 0,30%, em agosto, até 0,64%, em dezembro. Esses números integram a série coletada na sexta-feira 27 de junho, antes de conhecido, portanto, o último dado. O resultado final do ano será de 6,48%, de acordo com a mesma série, atualizada semanalmente pelo Banco Central (BC). Na avaliação do governo, complacente com a alta de preços e com a própria política, a inflação ainda estará dentro da meta - embora a meta oficial, em sentido próprio, seja de 4,5%.

De acordo com aquelas projeções, a inflação acumulada em 12 meses ficará sempre acima do limite até novembro. O pico, de 6,80%, está previsto para setembro. Apesar do recuo dos preços por atacado e, especialmente, da acomodação dos preços dos alimentos, economistas do mercado têm mantido a expectativa de recrudescimento da inflação a partir de agosto. Pode parecer estranho, até porque uma parte dos aumentos de junho foi classificada como "inflação da Copa". Esse é o caso das tarifas aéreas e das diárias de hotéis. Esses aumentos serão provavelmente anulados nos próximos meses, ou, como se diz no jargão obviamente impreciso dos especialistas, "devolvidos".

Para o pessoal das instituições financeiras e das consultorias, o recuo das taxas mensais, iniciado há algumas semanas, é, portanto, apenas uma trégua. Essa trégua talvez seja explicável, em parte, pelas nove altas de juros a partir de abril do ano passado. Mas nem o BC aposta com muita firmeza em efeitos a curto prazo. Por isso, mantém projeções de inflação acima de 5% ao ano até junho de 2016. Suas projeções conhecidas publicamente acabam aí.

Há mais de uma razão para projetar uma nova intensificação da alta geral de preços nos próximos meses. Uma delas é o reajuste previsto de vários preços administrados ou meramente controlados pelo governo, como o da energia elétrica. Também tarifas de transporte coletivo e preços de combustíveis poderão subir. As contas de eletricidade já começaram a subir, mas as companhias do setor continuam à espera de mais aumentos. A presidente da Petrobrás, Graça Foster, insiste em cobrar reajustes, até porque a empresa precisará de caixa para pagar pelos novos campos de petróleo recebidos do governo sem licitação. A estatal precisará, de fato, de muito mais dinheiro para enfrentar os investimentos previstos - ou prometidos - para os próximos anos.

Mas há razões bem mais importantes para a expectativa de muito desarranjo nos preços, tanto no segundo semestre quanto no próximo ano. A mais importante é o mau estado das contas públicas. O governo poderá maquiar seu balanço e tentar disfarçar o fracasso em relação à meta fiscal definida para o ano, mas isso de nenhum modo reduzirá as pressões inflacionárias. A gastança continuará, reforçada pelos interesses eleitorais, e incentivos setoriais financiados pelo Tesouro serão mantidos - sem efeito duradouro sobre a economia. Algumas indústrias poderão elevar ou manter suas vendas. Será muito otimismo, no entanto, esperar maiores investimentos como consequência dessa política.

Além disso, nada indica, pelo menos até o fim do ano, novas altas de juros, mesmo com o recrudescimento da inflação. Alguns analistas já duvidam até de um aperto fiscal e monetário mais sério no próximo ano. Um ajuste mais forte na fase inicial poderá facilitar nos anos seguintes o trabalho do governo eleito, mas falta saber, em primeiro lugar, se haverá disposição - ou condições políticas - para uma política severa em 2015. Tudo parece reforçar, portanto, a expectativa de inflação elevada ainda por muito tempo.

Original aqui

Twitter

U.V.

Manchetes do dia

Sexta-feira, 11 / 07 / 2014

Correio Braziliense
"Após vexame, governo quer intervir no futebol"

Ministro afirma que na ditadura houve pressão para que o regime se afastasse do esporte. Mas agora, diz, é diferente. "Necessitamos de uma reforma na lei que dê ao Estado a atribuição de regular", defende Rebelo.


Folha de S. Paulo
"Para Dilma, futebol tem de mudar; Aécio critica uso da Copa"

Presidente cobra renovação do esporte nacional após derrota; tucano ataca tentativa de apropriação política do Mundial

Numa tentativa de dissipar o pessimismo após a derrota da seleção na Copa, a presidente Dilma Rousseff (PT) defendeu uma "renovação" do futebol no país. À CNN ela disse não crer que a eliminação do time resulte em piora do humor nacional e afirmou ser vital evitar a ida de atletas para o exterior. "Estamos abrindo mão de nossa principal atração". Principal rival da presidente em outubro, o candidato do PSDB, Aécio Neves, afirmou que o governo "pagará o preço" e vai se "frustrar" pela tentativa de se apropriar politicamente da organização do Mundial. O ministro Gilberto Carvalho chamou de "desprezível" a fala de Aécio. "Vai se dar mal quem acha que uma derrota muda a eleição".

Twitter  

quinta-feira, julho 10, 2014

Dominique


Opinião

Deixem o Brasil fora disso

O ESTADO DE S.PAULO
Sob o impacto da estonteante goleada de 7 a 1 que a seleção alemã infligiu ao time nacional, não faltou quem se pusesse a atribuir o vexame às mazelas brasileiras, de que o resultado seria espelho fiel. Associou-se a catástrofe no Mineirão, por exemplo, ao "atraso civilizatório" do País, numa referência implícita aos padrões superlativos da Alemanha em praticamente todos os campos. Chegou-se a lembrar que, no cômputo de Prêmios Nobel conquistados, a grande nação europeia esmaga o Brasil por 103 a 0. A reação é compreensível, mas nem por isso menos equivocada.

É da condição humana, desde sempre, encontrar um sentido para fatos e situações que desafiam a lógica, o senso comum e as expectativas baseadas em experiências recorrentes. Daí, entre inumeráveis outras consequências, nascem as teorias conspiratórias, que imputam ações e acontecimentos adversos ou desconcertantes a planos urdidos nas sombras por quem quer que deles pretenda tirar proveito. A isso se chama em ciência "relação espúria". Nela, eventos tidos como causas e efeitos ou não se conectam de forma alguma ou, quando sim, só depois de passar por um sem-fim de elos, como os de uma quilométrica corrente.

Uma de suas manifestações mais comuns é a chamada "sociologia de botequim" - a confecção de teorias tão fáceis quanto mambembes sobre fenômenos sociais incomuns ou perturbadores. No caso do baque de Belo Horizonte, o mais certo, talvez, seja falar em sociologia de velório. Enlutados e inconformados com a perda repentina, absurda, do parente ou amigo próximo, alguns dos presentes tentam aquietar o seu pesar dando ao passamento razões que a medicina teria mais razões ainda para recusar. Tamanha a envergadura do colapso da seleção que muitos não conseguem explicá-la pelo que se passou, ou deixou de se passar, no gramado.

Para esses, o futebol - nisso incluído não só o jogo tal qual se desenrolou, mas ainda a qualidade dos times, o preparo de cada um, as táticas adotadas pelos respectivos treinadores, o seu grau de competência e tudo o mais que transcorre nos bastidores dessa multimilionária atividade - não dá conta do ocorrido. É preciso, afirmam, olhar em volta. Simples assim: sendo o Brasil um poço de problemas, nada mais natural que neles tenha se afogado o escrete ao enfrentar a representação de um país que teria resolvido todos os seus. O corolário consolador é que o naufrágio, quem sabe, sirva de choque de realidade para a superação das nossas piores carências.

Há, porém, um "pequeno detalhe": não foi o Brasil quem tomou uma sova histórica anteontem, mas os 11 jogadores escalados por um técnico que, assim como eles, trabalha sob contrato para uma entidade privada, a CBF, que, por sua vez, existe para dar lucro tanto quanto as suas congêneres do mundo inteiro, reunidas todas na famigerada federação da famiglia Blatter, a Fifa. Além disso - e à parte a manifesta superioridade tática do adversário - o desfecho foi literalmente excepcional. A sua causa evidente foi outra raridade, pelo menos em jogos entre seleções da primeira liga mundial: os 4 gols alemães em 6 minutos que entorpeceram o time de Luiz Felipe Scolari.

A chance de isso se repetir, joguem os selecionados dos dois países quantas vezes possam até o fim dos tempos, é ínfima. No acumulado desde 1963, os canarinhos colecionaram 12 vitórias em 22 embates, ante 5 dos rubro-negros e igual número de empates. Isso posto, o que diriam os que culpam os males do País pelos aberrantes 7 a 1 se a esquadra de Joachim Loew não tivesse ido além de uma vitória por 2 ou 3 gols de diferença? Uma coisa, portanto, é a ilógica que torna o futebol fascinante, como observa o técnico argentino Alejandro Sabella. Outra, o Brasil. De mais a mais, em matéria de más notícias, o governo já se incumbe de atingir os brasileiros com uma sequência interminável.

Para a vida real da população, a derrota diante dos alemães, conquanto "humilhante", como a imprensa do mundo inteiro se apressou a qualificá-la, é de uma irrelevância atroz perto de outro resultado dessa funesta terça-feira. A inflação em 12 meses, medida pelo IPCA, chegou a 6,52%, arrebentando o teto da média estipulada pelo governo. Goleada é isso.

Original aqui

Twitter

U.V.

Manchetes do dia

Quinta-feira, 10 / 07 / 2014

Correio Braziliense
"Do baile alemão ao tango argentino"

Um dia depois do humilhante 7x1, o vexame brasileiro ganhou contornos ainda mais dramáticos. A final da Copa será decidida domingo, no Maracanã, entre os algozes alemães do Mineiratzen e o maior rival canarinho de todos os tempos, a Argentina, que buscará a glória máxima: a conquista do tri mundial em solo verde e amarelo.   

Folha de S. Paulo
"'O trabalho não foi de todo ruim', diz Felipão"

Após revés histórico, técnico afirma que derrota decorreu de '6 minutos de pane geral'

Um dia após sofrer o maior revés de sua história, Luiz Felipe Scolari disse que o trabalho "não foi de todo ruim", e que o time sofreu "seis minutos de pane geral" nos 7 a 1 para a Alemanha. "Se pudesse responder o que aconteceu nos seis minutos, responderia, mas não sei". Em entrevista em Teresópolis, o treinador defendeu seu trabalho na seleção brasileira, apresentou o retrospecto da equipe desde que assumiu (19 vitórias, seis empates e três derrotas) e lembrou que esta foi a primeira vez que o Brasil chegou à semifinal da Copa desde 2002. (...) O agente de Neymar, Wagner Ribeiro, chamou o técnico de "prepotente, arrogante, muito fraco". Para ele, o time "não tem padrão tático" e "parecia o jaboticabal" ante a Alemanha.

Twitter  

quarta-feira, julho 09, 2014

Dominique


Opinião

'Dilmar' tropeça na bola

O ESTADO DE S.PAULO
Depois da partida de sexta-feira, em que o Brasil venceu a Colômbia e perdeu Neymar, a equipe da presidente Dilma Rousseff programou para daí a três dias um bate-papo entre ela e internautas sobre um único e óbvio assunto: a Copa. Tanto se tratava de uma jogada eleitoral que a primeira ideia foi usar a página que o PT administra na rede social em nome da candidata. Aí, abandonando-se ao cinismo, resolveram dar um tom "institucional" à marquetagem, transferindo a conversa para a página oficial da Presidência da República.

Foi tudo confeccionado para parecer uma interlocução natural entre a dirigente do País e cidadãos-torcedores, na véspera da penúltima das sete etapas que a seleção precisa superar para chegar ao hexa. Mas a manobra apenas serviu de escada para Dilma subir o tom dos ataques aos seus críticos, apropriar-se do bom andamento do Campeonato, como se fosse mais uma das incontáveis realizações fictícias do seu governo, e forçar uma identificação, para brasileiro ver, com o craque excluído das finais. "Dilmar" não se limitou a soltar o verbo fácil e ensaiado dos elogios ao ídolo "guerreiro" e da comunhão com a sua dor ao ser atingido, que "feriu o coração de todos os brasileiros".

Mandando às favas o senso de ridículo que manda o respeito que se lhe atribua, colocou na internet uma foto em que aparece apoiando o braço esquerdo sobre o punho do direito, numa simulação patética do "É tóis". Trata-se do divertido gesto que Neymar inventou para ilustrar a sua versão do dito "É nóis", que se tornou uma das marcas desse jovem sempre criativo dentro e fora das quatro linhas. Bem que a presidente, ela mesma, avisou há pouco mais de um ano: "Podemos fazer o diabo quando é hora de eleição". Infernal, festejou a "belezura" que enxerga no torneio apenas para distribuir caneladas, chamando os adversários, grosseiramente, de "urubus".

Ela os culpa pelo "indevido pessimismo" que antecedeu a Copa. Indevido por quê? A imprensa - a ré que ela se guardou de nominar - deu margem, sim, a fundamentadas dúvidas sobre o preparo do País para acolher o mais popular evento esportivo do mundo, ao descobrir, divulgar e debater os muitos malfeitos (em todos os sentidos do termo) que precederam a competição. Não fez mais do que o seu dever. Se isso ressoou no Planalto como oposicionismo, nada mais adequado, também. "Jornalismo é oposição", dizia o genial Millôr Fernandes (1923-2012). "O resto é armazém de secos e molhados." Se, afinal, tudo acabou bem - descontado o viaduto que desabou em Belo Horizonte, matando dois -, tanto melhor. Mas não foi por obra e graça da presidente.

Esperta, Sua Excelência. Em dado momento do chat, para desdenhar das críticas, ela equiparou as previsões pessimistas em relação à Copa às que cercam, com mais razão ainda, o desempenho da economia este ano. A taxa do PIB em 12 meses mal supera 1%. Ninguém com a cabeça minimamente no lugar aposta numa metamorfose que redima os desastres da política econômica. Mas - e aí reside a esperteza dilmista - o resultado final do ano só será conhecido em começos de 2015. A essa altura, a presidente ou terá sido reeleita ou terá deixado o Planalto. Em qualquer hipótese, não haverá quem perca o seu tempo lhe cobrando o despropósito de agora.

Bem pensadas as coisas, o empenho da candidata em tirar proveito eleitoral da festa esportiva, para não falar do que fará se a seleção for campeã, parece ignorar dois fatos básicos. De um lado, se é verdade que aumentou a adesão popular à realização do evento no Brasil - ajudando a presidente a subir três pontos na mais recente pesquisa -, é verdade também que, na casa de 63%, o apoio à Copa seria notável nos Estados Unidos, digamos, mas está aquém do que se poderia esperar no país do futebol, na pátria em chuteiras. De outro lado, não há relação previsível entre o desfecho do Campeonato e o da disputa nas urnas. O Brasil pode ganhar, e Dilma perder. Ou vice-versa. Seja lá o que se possa supor a respeito está confinado ao rarefeito espaço das probabilidades.

Oitenta e quatro dias separam a final do próximo domingo e a votação no primeiro domingo de outubro. Esses são, metaforicamente, os 90 minutos decisivos.

Original aqui

Twitter

U.V.

Manchetes do dia

Quarta-feira, 09 / 07 / 2014

Correio Braziliense
"Um vexame para a eternidade"

Há quem diga que o futebol explica a vida. Eu sou um deles. E, se você concorda comigo, terá que admitir que ontem morremos. E não foi morte morrida. Foi morte matada mesmo, meu caro João Cabral de Melo Neto. De tão dolorida que não se entende. Não morremos para sempre, é verdade, mas morremos.   

Folha de S. Paulo
"Seleção sofre a pior derrota da história"

Alemanha faz 7 a 1, esmaga Brasil e está na final da Copa
País revive trauma de 1950 como anfitrião
Scolari assume responsabilidade por vexame, o maior em 100 anos

Pela segunda vez, o Brasil perdeu a chance de tornar-se campeão mundial de futebol em seu país. Se em 1950 o 2 a 1 para o Uruguai teve contornos trágicos, a eliminação de 2014 foi marcada pela humilhação. A seleção conheceu a maior derrota de sua trajetória centenária e o pior revés de um anfitrião de Mundiais.

Twitter  

terça-feira, julho 08, 2014

Dominique


Opinião

A direita avança

José Casado - O Globo
Com chance de votação recorde, grupos de centro-direita negociam candidatura à presidência da Câmara, o terceiro posto na linha sucessória da República

Está em ascensão uma tendência política tradicionalista em questões morais e sociais, defensora da liberdade individual e do livre mercado. Pode emergir das urnas em outubro sob a bandeira da renovação da democracia cristã, hoje dispersa na geleia partidária brasileira.

Desde o início da disputa presidencial as pesquisas destacam uma organização gestada na harmonia ecumênica entre protestantes e católicos, o Partido Social Cristão. Ele conseguiu escavar e preservar uma trincheira no instável terreno da centro-direita.

O PSC surgiu no pós-ditadura, na coligação de forças que derrotou Lula e levou Fernando Collor de Mello à Presidência, em 1989. Disputou a eleição de 1994 quando outro Fernando, o Henrique Cardoso, surfou na estabilidade da moeda, o Real, epílogo de duas décadas de agonia inflacionária. Na época o candidato do PSC, um militar, obteve 0,38% dos votos.

Agora o partido apresenta um pastor evangélico, a bordo de um roteiro conservador, moldado no ideário da moral cristã e de princípios caros ao liberalismo na política e na economia.

Com um tom populista, e cautelosamente contido na fronteira da laicidade, o candidato do PSC Everaldo Pereira prega contra o aborto e o controle da natalidade com o mesmo fervor com que defende a “assistência psicológica” aos homossexuais. Flerta com o “Estado mínimo” e faz o elogio do livre mercado com vigor similar à proposta de relações diretas com as massas, espelhando-se na experiência do Cheque Cidadão — o controvertido programa assistencialista do qual foi um dos operadores no governo Garotinho, no Rio do fim dos anos 90.

Sua desenvoltura levou a centro-direita alinhada ao PSC a um desempenho inédito: 4% nas pesquisas dos últimos dois meses. Se confirmado nas urnas, multiplicaria por onze a preferência alcançada na disputa de 20 anos atrás. Equivale a seis milhões de votos no universo de 142 milhões de eleitores.

Esse volume ajudaria a conduzir a eleição ao segundo turno. O Datafolha atribui 38% a Dilma Rousseff. É igual à soma dos índices de oito dos seus adversários: 33% divididos entre Aécio Neves (PSDB), Eduardo Campos (PSB) e Everaldo Pereira (PSC) e mais 5% entre José Maria, do PSTU; Eduardo Jorge, do PV; Luciana Genro, do PSOL; e Mauro Iasi, do PCB.

A perspectiva aberta já fomenta apostas no mercado futuro do Congresso. Abriu-se uma negociação entre alas partidárias distintas, porém complementares como dois lados da mesma moeda. O objetivo é reeleger no Rio o deputado Eduardo Cunha, atual líder do PMDB na Câmara. Em seguida, levá-lo à disputa pela presidência da Câmara — terceiro posto na linha sucessória da República.

A despeito de indivíduos e interesses obscurantistas no jogo eleitoral, o que as pesquisas mostram é a receptividade de parte do eleitorado ao projeto liberal-conservador. Refletem a fermentação em torno de ideias afinadas com o liberalismo econômico e o conservadorismo clássico, mesmo com mofo residual da Guerra Fria.

É saudável para a democracia. E, talvez por isso, a centro-direita tenha virado atração nas livrarias. Editoras nacionais contabilizam recordes sucessivos na impressão de autores locais, com vendas de até cem mil exemplares por título.

Original aqui

Twitter

U.V.

Manchetes do dia

Terça-feira, 08 / 07 / 2014

Correio Braziliense
"Brasil na cabeça"

Ninguém duvida. Neymar é fora de série. Da mesma estirpe de um Pelé e de um Garrincha, ele desequilibra. A joelhada que o tirou da Copa comoveu o país. De tal forma que seu nome virou grito de guerra da torcida. E uma máscara do craque será distribuída no Mineirão, como parte de uma campanha publicitária.  

Folha de S. Paulo
"Suspeito de chefiar máfia de ingressos é preso no Rio"

Raymond Whelan é diretor de empresa associada à Fifa; ele nega a acusação

A Polícia Civil do Rio prendeu o britânico Raymond Whelan, diretor-executivo da Match Services, empresa associada à Fifa e única autorizada pela entidade a vender ingressos com pacotes de hospedagem para a Copa. Whelan é acusado de ser o chefe da quadrilha de venda ilegal de bilhetes do Mundial. Ele nega. Outras 11 pessoas já foram presas, suspeitas de integrar o esquema. (...). A Fifa diz estar "colaborando plenamente com as autoridades" e prometeu "fornecer todos os detalhes" para a apuração. A Match afirmou que cancelará os bilhetes comprados pela empresa de Fofana, a Atlanta Sportif, para as semifinais e final da Copa.

Twitter  

segunda-feira, julho 07, 2014

Corujas


Pitacos do Zé

O que dirão alguns

José Ronaldo Santos
Reflita no que está acontecendo na rotina escolar na nossa cidade (Ubatuba-SP): a Secretaria de Estado da Educação (SEE –SP) decretou férias durante a Copa do Mundo de Futebol, as escolas particulares estão em férias durante o mês de julho. A rede municipal, somente na segunda quinzena de julho dará férias aos seus alunos, quando os seus colegas da rede estadual estiverem voltando às aulas.

Nesse contexto, aproveitando do civismo futebolístico, resolvi pinçar um fragmento do escritor Demétrio Sena, de Magé (RJ) para pensar outro aspecto da educação formal (aquela que acontece na escola, a partir dos estudos sistematizados na nossa realidade).

“Não conheço nada, além da educação formal, que seja mais educativo do que o esporte. O esporte educa bem mais do que a própria arte, se compararmos o exemplo pessoal obrigatório do esportista com o do artista. O artista, por exemplo, se for sedentário, fumante, promíscuo, viciado em droga ou álcool, continuará artista. O atleta, não. Se ele quiser ser e permanecer atleta, não poderá jamais, ser um exemplo negativo em nenhum destes aspectos”. 

Como bem disse o autor, a educação formal está em primeiro lugar. É dela e da primeira educação (familiar) que vão despontar o esportista feliz, o artista realizado e o cidadão que não é de papel. Na base dessa educação formal estão muitos professores se dedicando na medida do possível. Eles exercem um papel importante, mesmo nas muitas adversidades. Uma destas é uma ideologia que se alastra como mofo na umidade: de se resolver na vida sem fazer esforço. Assim, está cada vez mais difícil desenvolver a educação formal. Uma boa parcela dos alunos chega à adolescência convictos de que a assistência social, a esmola e o apenas passar pela escola já está bom demais. Falam no vazio os mestres que apresentam questões ambientais, de cidadania etc. E aí, para atender “forças ocultas”, quase um terço desses “novos cidadãos”, conforme pesquisa, conclui o Ensino Médio como analfabetos funcionais. Chega o período de férias (ou recesso escolar). Que bom!

Que bom? Coloque-se no lugar de alguém que trabalha, no mínimo, em duas redes de ensino. Esse não terá férias, não poderá sair com a família para um passeio. Tudo isso porque as redes de ensino (estadual, municipal e particular) estão num descompasso. “Atípico”, dirão alguns. 

Em tempo 1: Isso também pode estar ocorrendo com os profissionais da educação e pode estar afetando as famílias em outras cidades.

Em tempo 2: Talvez a solução seja a esperada por tantos pais pobres: dar nome de jogador ou de artista famoso ao recém-nascido e esperar a mesma sorte.

Twitter

Dominique


Opinião

O drama da violência

O ESTADO DE S.PAULO
A mais recente versão do Mapa da Violência no Brasil, que consolida dados de 1980 a 2012 e ao mesmo tempo refaz os cálculos referentes aos jovens, traça um quadro dramático do problema, principalmente quanto a essa parcela da população. Esse trabalho, que já se tornou uma referência para os estudiosos da questão, oferece importantes subsídios para as autoridades da área de segurança pública, tanto dos Estados como da União, em seu esforço para reduzir os índices das várias formas de violência, que continuam muito elevados.

O índice de mortalidade da população em geral caiu de 631 por 100 mil habitantes, em 1980, para 608, em 2012, de acordo com o trabalho coordenado pelo sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz. Mas esse pequeno avanço não deve ser motivo para comemoração. Primeiro, porque os números absolutos são desanimadores. Naquele período 1.202.245 pessoas foram vítimas de homicídio; 1.041.335, de acidentes de trânsito; e 216.211 se suicidaram, o que dá um total de 2.459.791. A segunda razão, não menos importante, é que a taxa de mortalidade juvenil cresceu, passando de 146 por 100 mil jovens para 149.

Todos os cálculos da série histórica referentes aos jovens foram refeitos para o Mapa da Violência 2014. A definição de faixa etária de juventude foi mudada. A adotada anteriormente era a das Nações Unidas, que considera como juventude a fase da vida humana que vai dos 15 anos aos 24 anos. Ela foi substituída pela que estabelece a Lei 12.852, do Estatuto da Juventude, aprovada em agosto de 2013 - de 15 a 29 anos. E, além das três causas de morte - homicídios, suicídios e acidentes de trânsito -, foi introduzido um novo item, no estudo sobre os jovens, referente a questões de raça e de cor.

No que diz respeito aos homicídios, a diferença entre a juventude e o restante da população é muito grande. A taxa da primeira passa de 19,6, em 1980, para 57,6 por 100 mil jovens, em 2012, um aumento de 194%. A taxa do restante da população foi de 8,5 para 18,8 por 100 mil habitantes, com crescimento de 120%. Em 2012, a taxa de homicídios de jovens é mais do que três vezes a do resto da população.

Dois outros dados completam o quadro que mostra que o problema dos jovens é especialmente grave na situação geral da violência no País. O número de vítimas de homicídio é relativamente pequeno até os 12 anos - 85 em 2013. O número cresce rapidamente a partir dos 13 anos. O pico é atingido aos 20 anos, com 2.473 vítimas, e a partir daí cai lentamente.

Outro aspecto do problema que chama a atenção é o das causas de mortes de jovens. Observa Waiselfisz que estudos feitos em São Paulo e no Rio de Janeiro apontam que, seis décadas atrás, as principais causas de mortes entre eles eram epidemias e doenças infecciosas, agora substituídas por homicídios e acidentes de trânsito.
Com relação a estes últimos, a situação se agrava mais no começo do século. A taxa da morte de jovens cresce 27,4% entre 2000 e 2007, bem acima do índice do resto da população, de 11,1%. Isso se deve, em grande parte, à difusão do uso da motocicleta, principalmente entre os jovens, e o grande número de acidentes com esse veículo, com destaque para as grandes cidades.

A tudo isso se deve acrescentar outro problema bem conhecido, de que não trata o Mapa - a cooptação de jovens carentes pelo tráfico de drogas.

Outra contribuição do Mapa da Violência 2014 é fornecer dados sobre a já conhecida interiorização da violência, sua evolução e situação atual. Entre 1980 e 1996, o aumento dos homicídios no interior (69,1%) ficou bem abaixo do das capitais (121%), situação que muda rapidamente entre 1996 e 2003. A taxa nas capitais praticamente se estabiliza, com 0,9%, e cresce 30,4% no interior. Entre 2003 e 2012, há uma redução de 16,4% nas capitais e um aumento de 35,7% no interior.

Não faltam, como se vê, informações confiáveis sobre a grave situação da violência no País, tanto em suas diversas manifestações como na indicação dos grupos mais afetados por ela. O que falta é um empenho maior dos Estados e da União para mudá-la.

Original aqui

Twitter

U.V.

Manchetes do dia

Segunda-feira, 07 / 07 / 2014

Correio Braziliense
"Os dilemas da seleção a dois passos do hexa"

Dois dias após a traumática saída de Neymar da Copa, a Seleção caiu na real. Ontem, no primeiro treino dos titulares após a classificação às semifinais, o técnico Luiz Felipe Scolari começou a montar o quebra-cabeça para jogar sem o camisa 10 - algo que ainda não aconteceu desde que ele assumiu o comando do time. 

Folha de S. Paulo
"Só de juros, arenas da Copa vão custar dois Itaquerões"

Mesmo com taxa abaixo do mercado, empréstimos de R$ 4,3 bi usados por 11 estádios geraram R$ 2,4 bi de ágio

Estados, empresas e clubes começam a pagar, após o fim da Copa, no domingo, a maior parte da conta dos estádios, de R$ 6,7 bilhões. Só de juros, são R$ 2,4 bilhões, segundo estimativa feita a pedido da Folha por Jorge Augustowski, da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade. Com esse dinheiro, seria possível construir duas arenas como Itaquerão, estádio paulista padrão Fifa.

Twitter  

domingo, julho 06, 2014

Dominique


Opinião

As elites vermelhas 

Nelson Motta
Como um Felipão atordoado, Lula volta ao velho ‘nós contra eles’, que o derrotou três vezes e o obrigou a fazer a ‘Carta aos brasileiros’ para ganhar a eleição 

Lula inventou uma bizarra luta de classes, em que não são os pobres que odeiam os ricos por sua opressão, exploração e privilégios, são os ricos que não suportam que os pobres comam, tenham um teto e, suprema afronta, viajem de avião pagando em dez vezes. E não se contentam em explorá-los e desprezá-los, amam odiá-los, logo eles, que vão consumir os bens e serviços que os ricos produzem para ficarem ainda mais ricos. Isso não é coisa de rico, é de burro, e Lula, rico, de burro não tem nada.

Com o país vivendo uma era de prosperidade desde o Plano Real, os três governos petistas não só tiraram milhões da miséria e alçaram milhões da pobreza à classe média, como criaram uma nova classe de ricos, ocupando milhares de cargos no governo, nas estatais, nos estados e nas prefeituras. É o pleno emprego, partidário.

Apenas com os altos salários e vantagens, sem falar nas infinitas possibilidades de intermediações, roubos e achaques, são legiões de novos ricos que formam uma “elite vermelha” — que ama os pobres, mas adora o luxo porque ninguém é de ferro, e não xinga presidentes, a não ser Sarney, Collor e FH. Nos anos 60, havia a “esquerda festiva”, mas hoje a esquerda é profissional. É o povo no poder… rsrs.

Pior do que ser pobre, que pode ficar rico, é ser burro, que não vira inteligente, ou fanático, para acreditar nisso. Mesmo rico e inteligente, Lula não está percebendo que velhos truques não estão mais funcionando — e está difícil criar novos bordões e bravatas. Essa de odiar os pobres não colou, porque os ricos agora “é nóis”. Como um Felipão atordoado, Lula volta ao velho “nós contra eles”, que o derrotou três vezes e o obrigou a fazer a “Carta aos brasileiros” para ganhar a eleição.

Doze anos de governos de um partido, até de bons governos, de qualquer partido, produzem profundo e inevitável desgaste e provocam desejos de mudança no eleitorado que progrediu nesse tempo, que está mais informado e exigente, e quer mais e melhor. Mas quando um governo é mal avaliado, com crescimento baixo e inflação alta, vítima de seus próprios erros...

É o eles contra eles.

Original aqui

Twitter

U.V.

Manchetes do dia

Domingo, 06 / 07 / 2014

Correio Braziliense
"Candidatos à Presidência dão início a uma disputa que promete ser acirrada"

Apesar da polarização entre PT e PSDB, o PSB aposta em índices promissores


A uma semana da final da Copa do Mundo no Maracanã, os candidatos a presidente em outubro estão autorizados, a partir de hoje, a iniciar a campanha rumo ao Planalto. Vencida a fase das convenções partidárias e do registro das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), está dado ao pontapé para uma corrida que promete ser a maior dos últimos tempos. E, possivelmente, a mais cara, apesar dos esforços para diminuir o valor das campanhas presidenciais.

Folha de S. Paulo
"Capital puxa 'epidemia' de roubos; Estado bate recorde"

A explosão de roubos na capital e região metropolitana levou o Estado de São Paulo a bater, em maio, o recorde desse tipo de crime

Nunca se roubou tanto em um único mês desde 2001, ano em que o crime começou a ser contabilizado com a atual metodologia. Foram mais de 28 mil assaltos registrados em maio no Estado, 9.000 a mais do que a média mensal de todos os anos anteriores -a estatística exclui roubos de veículos e a bancos, contabilizados à parte pelo governo. O número de casos por dia passou de 637, entre 2001 e 2013, para 914. Especialistas dizem que o crescimento está ligado a falhas no policiamento.

Twitter  
 
Free counter and web stats