sábado, junho 07, 2014

Dominique


Opinião

Mesmo com desempenho abaixo do ideal, Felipão rechaça mudanças: ‘Sou eu quem escalo’

Seleção teve dificuldades para vencer a defesa da Sérvia. Equipe que começou jogando deve ser mantida contra a Croácia

O Globo
SÃO PAULO - As dificuldades enfrentadas pela seleção brasileira, na vitória por 1 a 0 sobre a Sérvia, na tarde desta sexta-feira no Morumbi, não foram surpresa para o técnico Luiz Felipe Scolari. Os problemas enfrentados pela equipe brasileira, principalmente no primeiro tempo, não mudaram a cabeça do treinador: o time que vai jogar na estreia da Copa do Mundo, contra a Croácia, na próxima quinta-feira, deve ser o mesmo, indicou o treinador:

— Continuo pensando da mesma forma que pensava antes do jogo. Não ligo para o que os outros dizem sobre quem está bem ou mal. Sou eu que escalo a seleção. Sou pago para isso — afirmou Felipão, um pouco irritado com os questionamentos sobre uma possível mudança na equipe. — Foi um jogo bem jogado pelas duas equipes. A equipe deles é muito boa e não se classificou para a Copa por detalhes. É um time muito alto, que nos dificultou bastante.

Os questionamentos sobre o desempenho de alguns jogadores recaem, principalmente, sobre a atuação de Oscar. O camisa 11 não se destacou nos primeiros treinamentos na Granja Comary. Com isso, passou a ser especulada a entrada de Willian no time titular. Durante os 45 minutos em que ficou em campo contra a Sérvia, Oscar não teve boa atuação, assim como todo o time.

— Não esqueçam que nós jogamos contra seleções que estão jogando com 11 atrás. A Sérvia jogou com os dois atacantes praticamente como se fossem volantes no primeiro tempo. E, ainda assim, conseguiu criar boas chances. Estamos jogando com um espaço de 60 metros. Isso dificulta o desempenho. Mas estamos sempre buscando alternativas para enfrentar isso — concluiu Felipão.

Após a partida, os jogadores receberam folga. Eles se reapresentarão no próximo domingo, na Granja Comary, para a última semana de treinamentos.

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U.V.

Manchetes do dia

Sábado, 07 / 06 / 2014

Correio Braziliense
"Invasão estrangeira a caminho de Brasília"

A capital da República será a terceira cidade sede da Copa que mais receberá torcedores de outros países e a preferida dos brasileiros que viajarão durante o Mundial. A conclusão é de pesquisa do Ministério do Esporte.


Folha de S. Paulo
"Negociação não avança, e greve no Metrô continua"

Tropa de Choque usa bombas e balas de borracha para dispersar piquete na estação Ana Rosa

No segundo dia da greve do Metrô de São Paulo, a Tropa de Choque usou bombas de gás e balas de borracha para dispersar um piquete na estação Ana Rosa, onde grevistas tentavam impedir a entrada de funcionários contrários à paralisação. O comandante-geral da Polícia Militar, Benedito Meira, disse que a tropa foi acionada porque “a cidade não pode ficar à mercê de meia dúzia de grevistas”. O Sindicato dos Metroviários afirmou que a ação dos policiais foi “lamentável”. Um grevista foi detido por desacato e, depois, liberado. Os metroviários também fizeram piquetes em pelo menos outras duas estações:Bresser-Mooca, na zona leste, e Jabaquara, na zona sul. Sem acordo, a greve continuará neste sábado (7). Em audiência de conciliação, houve tenso debate entre os dois lados — o Metrô oferece aumento salarial de 8,7%, e a categoria reivindica ao menos 10%. Neste domingo (8), a Justiça do Trabalho deve decidir se a paralisação é ou não abusiva. Ao longo do dia, as linhas 1-azul, 2-verde e 3-vermelha funcionaram parcialmente. As demais operaram.O trânsito voltou a ser caótico. Às 10h30, a CET registrou 252 km de congestionamento — além da greve, houve protestos pela cidade.  

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sexta-feira, junho 06, 2014

Rede Ferroviária Ubatubana


Coluna do Celsinho

Outros olhos

Celso de Almeida Jr.

Um amigo acaba de voltar do Amapá.

Extremo norte do Brasil.

Relatou as limitações daquele Estado.

Visitou cidades de acesso precaríssimo.

Testemunhou a decepção dos moradores com a maior parte da classe política.

Viu, em localidade pequena, uma rodoviária superdimensionada, que seria adequada para um município com um número de habitantes 20 vezes maior.

José Sarney é Senador pelo Amapá.

O atraso em saneamento, educação, transporte, saúde e infraestrutura é visível por lá.

Voltou diferente, o amigo viajante.

Confessou que está vendo Ubatuba com outros olhos.

Está menos crítico com a nossa realidade.

Preciso conhecer o Amapá.

Visite: www.letrasdocelso.blogspot.com

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Dominique


Opinião

Gato por lebre

Sandro Vaia
Entre uma greve de metrô e uma manifestação contra a Copa, entre um gol de Neymar e um berro de Felipão, a presidente Dilma, depois de dizer que os turistas não levam aeroportos nem estádios para casa, assinou no meio de uma pilha de decretos um especial: o 8.243, que praticamente joga para escanteio a democracia representativa, substituindo-a por uma peculiar democracia direta feita sob medida para que todos os caminhos levem a Roma.

Entenda-se como Roma, no caso, o governo, que o PT sonha em tornar intransferível.

Por causa do ruidoso silêncio em que o governo baixou o decreto, ele demorou a ser notado, tanto pela imprensa como pelos pré -candidatos de oposição, e até mesmo pelas suas principais vítimas, os legisladores, cuja condição de representantes do povo o decreto minimiza, criando instâncias acima deles formadas por ativistas de “movimentos sociais”.

Nove partidos representados no Congresso Nacional, que têm um total de 229 deputados, pretendem derrubar o decreto pelo voto e pediram regime de urgência para tramitação. Eles precisam de 257 votos - metade mais um. Mas o presidente da Casa, Henrique Alves, do PMDB, diz que não coloca na ordem do dia “porque não quero”.

O primeiro alerta veio da parte da imprensa tradicional que ainda se preocupa com a institucionalidade da democracia.Em editorial, o Estadão alertou:

"O Decreto nº 8.243 é um conjunto de barbaridades jurídicas, ainda que possa parecer, numa leitura desatenta, uma resposta aos difusos anseios da rua. Na verdade é puro oportunismo para colocar em prática as velhas pretensões do PT a respeito do que membros desse partido entendam que seja uma democracia".

O jurista Ives Gandra foi direto:

"Quando eles falam de participação da sociedade, todos nós sabemos que essas comissões serão de grupos articulados, como os movimentos dos Sem Terra e dos Sem Teto que têm mentalidade favorável à Cuba, à Venezuela". Para Gandra, o decreto tenta "alijar o Congresso".

O governo foi oportunista e pegou carona na crise de representatividade que levou milhões às ruas na Europa, no Oriente Médio, na Ásia e na América para baixar um decreto que cria formas de participação “da sociedade civil”, mas aplicou o truque de definir “sociedade civil” como “movimentos sociais” estruturados ou não, quando até as pedras da rua sabem quem controla esses “movimentos sociais”, que formarão os conselhos que já nascerão devidamente aparelhados.

O jornalista Fernão Lara Mesquita fez em seu blog (vespeiro.com) um ponto-a-ponto mostrando as ameaças de cada artigo e parágrafo do decreto à democracia,e o escritor e professor Augusto de Franco, (http://net-hcw.ning.com ou em sua página no Facebook) criador da Escola de Redes, também está dissecando o decreto ditatorial do ponto de vista do novo ambiente de interação democrática criada pelas redes sociais.

O decreto 8.243 tenta passar gato por lebre.

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U.V.

Manchetes do dia

Sexta-feira, 06 / 06 / 2014

Correio Braziliense
"Um teste para a Copa"

Comitiva da Fifa fica três horas presa em engarrafamento provocado por greve em São Paulo

Hoje, sem-teto ameaçam fechar o acesso ao Morumbi, onde o Brasil joga às 16h contra a Sérvia. A uma semana do início do Mundial, tropas do Exército fazem treinamento nas ruas de Brasília. O amistoso contra a Sérvia, hoje, o último que a Seleção Brasileira disputará antes da estreia na Copa do Mundo, será cercado de expectativa também fora do campo. É que sem-teto anunciaram protesto com a intenção de bloquear o acesso ao estádio do Morumbi. Além disso, metroviários decidiram manter a greve iniciada ontem e que tumultuou São Paulo. "Lamentável", reagiu a presidente Dilma. Em operações de segurança, no DF, o Exército visitou o Mané Garrincha e trajetos por onde passarão jogadores e chefes de Estado durante a competição. 

Folha de S. Paulo
"Após dia de caos, greve do Metrô continua"

A greve dos funcionários do Metrô de São Paulo levou o paulistano a enfrentar ônibus lotados, filas em táxis e trânsito recorde. Sem acordo salarial, a paralisação será mantida nesta sexta (6)

Cerca de 3 milhões de pessoas foram atingidas. Até as 7h, as linhas 1-azul, 2-verde e 3-vermelha não operaram. Mais tarde, supervisores assumiram os trens, e parte das estações foi aberta. A 5-lilás teve atraso, mas depois operou normalmente. A linha 4-amarela, privatizada, não foi afetada. O congestionamento da manhã chegou a 209 km, o maior do ano para o horário. O governador Alckmin (PSDB) disse que a greve é feita por “um pequeno grupo, muito político”. O governo pediu à Justiça que decrete o ato ilegal e defina o reajuste a ser dado à categoria. Os grevistas reivindicam 12,2% de aumento; o Metrô ofereceu 8,7%. O rodízio continua suspenso nesta sexta (6). Além da greve dos metroviários, haverá um protesto da Força Sindical.

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quinta-feira, junho 05, 2014

Dominique


Opinião

O 'mistério' desfeito

O Estado de S. Paulo
Não conseguindo tapar o sol com peneira, mas tentando achar uma sombra para se proteger dos seus raios, nos últimos tempos a presidente Dilma Rousseff e o seu padrinho, Luiz Inácio Lula da Silva, deram de tratar como um mistério insondável a "difusa inquietação" dos brasileiros com tudo e mais alguma coisa. É bem verdade, concedem, que o País não está no melhor dos mundos. Mas, apressam-se a reparar, o mundo lá fora também não está uma maravilha, principalmente o chamado Primeiro Mundo, cujos problemas econômicos, aliás, são a causa de nossa menos que perfeita situação.

Fechando o círculo, alegam que, ainda assim, as coisas estão de longe melhores do que eram antes de serem eleitos e de resgatarem da pobreza milhões de brasileiros. Em suma, o pessimismo que paira sobre o País como uma nuvem disforme não tem causas reais, objetivas, mensuráveis. Vai ver, acusa Lula, é coisa insuflada pela mídia, no seu papel de partido de oposição e no afã de ver o relógio da história andar para trás, com a tomada do poder pelas forças que pregam abertamente a adoção de "medidas impopulares". Pena que os descontentes os desmintam quando se lhes pede para dizer o que pensam, sem lhes perguntar como votariam se a eleição fosse hoje.

Foi o que fez o respeitado Pew Research Center, um dos principais institutos de pesquisa dos Estados Unidos, que a partir de 2010 tem tomado o pulso das populações de 82 países, entre eles o Brasil. A mais recente sondagem que a entidade realizou no País ouviu 1.003 pessoas entre 10 e 30 de abril. O resultado espantou os próprios patrocinadores do levantamento. "O nível de frustração expressado pelos brasileiros em relação à direção de seu país, sua economia e seus líderes não tem paralelo em anos recentes", afirma o Pew. Foi como se o Brasil tivesse passado por uma crise ou ruptura institucional, a exemplo do Egito, comenta Juliana Horowitz, a responsável pelo trabalho.

O núcleo da mudança, que dá origem à comparação, foi a multiplicação dos insatisfeitos com a situação do Brasil. No ano passado, eram 55% dos entrevistados, praticamente o mesmo índice de 2012 (nos primeiros meses do governo Dilma, eram 46%). São agora 72%, grosso modo 3 em 4 brasileiros. De "difuso", o descontentamento não tem nada. As pessoas estão zangadas - e sabem perfeitamente com o que. Com o estado "ruim" da economia, para começar, responderam 67% (ante 36% em abril de 2013). Ou, trocando em miúdos, com a inflação. A carestia foi citada como o maior problema do País por 85% dos ouvidos - superando a criminalidade e o atendimento médico (83%). E surpreendentes 72% destacaram a falta de empregos.

Como seria de esperar, o desempenho da presidente em relação aos problemas econômicos do País foi reprovado por 63% dos entrevistados. Mas, como talvez não fosse de esperar, ainda pior é a avaliação de seus atos diante de oito outros problemas-chave. Em face da corrupção, por exemplo, Dilma foi criticada por 86% da amostra. Ela também foi reprovada no quesito "preparação para a Copa do Mundo", por 2 em cada 3 entrevistados. O público condena a própria "Copa das Copas" que a presidente prevê com temerário otimismo. O torneio é "ruim" para o Brasil, julgam 61% das pessoas, porque "tira dinheiro dos serviços públicos". Metade desse contingente (32%) discorda, porque a Copa "cria empregos". No "país do futebol" é pouco torcedor.

Chama ainda a atenção a queda muito acima da média da instituição "governo nacional", em comparação com outras oito. A parcela dos que o reprovam disparou de 47% em 2011 para 75% agora. Não está claro se essa variação foi alimentada pelos protestos do ano passado, mas a pesquisa mostra uma nítida divisão de opiniões sobre as manifestações (48% contra, 47% a favor). Divididos também estão os brasileiros em relação à presidente: 51% disseram ter uma opinião favorável sobre ela; 49%, o contrário. (A margem de erro do levantamento é de 3,8 pontos.) Diante das razões da insatisfação dos brasileiros, é um alento para a candidata. Aécio Neves é bem visto só por 27% e Eduardo Campos, por 24%. Eles vão ter de tornar mais conhecidos os seus presumíveis atributos.

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U.V.

Manchetes do dia

Quinta-feira, 05/ 06 / 2014

Correio Braziliense
"Governo dá incentivo para bancos financiarem carros"

A medida anunciada pelo Ministério da Fazenda reduz de 6% para zero o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) incidente em empréstimos de mais de 160 dias tomados no exterior. Com a decisão, o Planalto espera resolver dois problemas. Um é conter a alta do dólar, ao estimular a entrada da moeda americana no mercado. O outro é acabar com a escassez de recursos para o Financiamento de veículos, ao permitir que bancos pequenos captem dinheiro barato lá fora e destinem a essa modalidade de crédito. Como grandes instituições bancárias estão se recusando a financiar automóveis, devido a aumento na inadimplência, as vendas caíram, apesar das promoções, e houve redução na produção das montadoras. 


Folha de S. Paulo
"Metrô decide parar; Justiça veta greve na hora do ‘rush’"

Funcionários prometem descumprir decisão de manter operação no horário de pico. Funcionários do Metrô de São Paulo decidiram fazer greve por tempo indeterminado e prometem descumprir decisão judicial que obriga que 100% do serviço funcione na hora do “rush” — das 6h às 9h e das 16h às 19h. Nos demais horários, o metrô teria, por ordem da Justiça, de operar com ao menos 70% da capacidade. Haverá multa diária de R$ 100 mil se a decisão for violada. A linha 4ª amarela, privatizada, operará normalmente. A categoria rejeitou proposta de reajuste salarial de 8,7% — os metroviários exigem aumento superior a 10%. O último dissídio foi em maio de 2013. Uma assembleia nesta quinta (5) discutirá a continuidade da greve. Funcionários da CET também decidiram parar hoje, a sete dias do início da Copa. A prefeitura suspendeu o rodízio e diz que reforçará a frota de ônibus.


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quarta-feira, junho 04, 2014

Dominique


Opinião

Peso incômodo

O Estado de S.Paulo
Depois de ouvido por 19 integrantes da Executiva Estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), o deputado estadual Luiz Moura teve sua filiação partidária suspensa e não poderá se candidatar à cadeira que ocupa na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Ele foi flagrado por investigadores da Polícia Civil paulista que, no curso de uma investigação sobre queima de ônibus na capital, invadiram uma reunião de representantes de cooperativas de coletivos. Segundo as autoridades, participavam do encontro pelo menos nove suspeitos de integrar a quadrilha Primeiro Comando da Capital (PCC) e um foragido da Justiça acusado de ter participado do assalto ao Banco Central em Fortaleza.

Segundo o presidente estadual do PT em São Paulo, Emídio de Souza, a ordem no PT é não deixar mais "margem" aos ataques da oposição. "Somos o partido que mais combateu a corrupção no País", disse. "O PT não tem tolerância com coisa malfeita. Se envolver filiado nosso, não temos complacência com ninguém. Somos um partido, queremos um país melhor e temos de dar exemplo dentro de casa do país que queremos construir", completou.

Conforme reportagem do Estado, "a suspensão faz parte da nova orientação dada pela cúpula para casos que ponham em risco a imagem da sigla, principalmente em ano eleitoral". A providência seguiu os trâmites obedecidos no caso do deputado federal André Vargas (PR), que foi instado a renunciar a sua cadeira na Câmara Federal, mas, não tendo aceitado a sugestão da direção nacional petista, teve sua filiação suspensa e, como Luiz Moura, ficou sem partido. Vargas, que era vice-presidente da Câmara, é um dos parlamentares envolvidos no esquema protagonizado pelo doleiro Alberto Youssef, acusado pela Polícia Federal (PF), na Operação Lava Jato, de haver "lavado" R$ 10 bilhões de reais. "É a nova direção e nova situação. Não dá para o PT conviver com este tipo de coisa", disse um dirigente petista em São Paulo citado, mas não identificado, na reportagem.

Apesar de aparentemente branda, a punição aplicada pelo partido aos dois parlamentares acusados de crimes graves é efetiva. A renúncia aos mandatos os afastaria dos trabalhos parlamentares por apenas seis meses, pois eles teriam oportunidade de disputar e quase certamente conquistar mais um mandato de quatro anos. Já a suspensão da filiação, de acordo com a legislação vigente, os retirará do próximo pleito. E também livra seus companheiros do ônus de tentar justificar o injustificável em ambos os casos em disputas eleitorais difíceis como serão as de seus candidatos à Presidência, ao governo do Paraná e também ao segundo cargo mais ambicionado pelos líderes petistas: o desejado e nunca conquistado Palácio dos Bandeirantes. A adoção da "tolerância zero" nesses casos retira do caminho de Dilma Rousseff, de Gleisi Hofmann e de Alexandre Padilha dois obstáculos de significativas dimensões a superar na campanha. De acordo com os repórteres do Estado Bruno Ribeiro, Ricardo Galhardo e Daiene Cardoso, "a decisão teve o aval de todas as correntes do partido e ocorreu após consulta ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva".

Oxalá essa nova postura seja adotada como definitiva no futuro, não sendo apenas uma decisão pragmática para aliviar o ônus de seus candidatos em eleições. Afinal, a atitude saneadora da elite petista não é coerente com a leniência que a levou a conviver com alguém com a folha corrida de seu militante. Pois foi essa mesma direção partidária que agora o condena que aceitou a filiação no PT de Luiz Moura, que assaltou supermercados no Paraná e em Santa Catarina, foi condenado, preso e não cumpriu toda a pena que deveria ter cumprido porque fugiu da cadeia. Ainda assim, teve a petulância de se declarar "ficha-limpa" em discurso de defesa ante um plenário de colegas que não ousaram contestá-lo. Durante seus três anos e meio na Assembleia, os companheiros de partido conviveram e foram coniventes não só com seu passado, mas também com as atividades que passou a desenvolver. Negligência e complacência levaram o problema que ele criou ao ponto a que chegou.

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U.V.

Manchetes do dia

Quarta-feira, 04/ 06 / 2014

Correio Braziliense
"De robôs a armamento pesado: PM investe forte para conter atos contra Copa"

A PM usará plataformas de observação, robôs antibombas e centrais de monitoramento para conter os atos realizados durante o Mundial. Exoesqueleto, tasers e bombas de gás também fazem parte da lista de equipamentos

Os últimos confrontos entre manifestantes e forças de segurança de Brasília fizeram a Polícia Militar investir pesado em equipamentos de prevenção e contenção de tumultos. Acostumada a reprimir protestos com gás de pimenta, bombas de efeito moral e tiros de bala de borracha, a mais eficiente arma da tropa para as próximas mobilizações de massa será a tecnologia.

O Estado de S. Paulo
"Ganso quer São Paulo com a 'mesma intensidade' em volta"

Meia celebra fim da etapa pré-Copa do Brasileirão entre os quatro primeiros colocados, mas pede cautela para manter campanha

Ao vencer o Atlético-MG por 2 a 1, no último sábado, no Morumbi, o São Paulo conseguiu terminar em quarto lugar esse estágio inicial do Campeonato Brasileiro que antecedeu a parada da competição para a disputa da Copa do Mundo. Assim, a equipe comandada pelo técnico Muricy Ramalho se colocou naturalmente entre os candidatos ao título do torneio.

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terça-feira, junho 03, 2014

Ladies...


Pitacos do Zé

E por falar em cidadania (LVII)

José Ronaldo dos Santos
O meu pai está internado na Santa Casa de Ubatuba, sendo bem acompanhado pelo Doutor Rodrigo Pozo. Está medicado, com a equipe de enfermagem se dedicando muito. Todos estão de parabéns! O movimento por ali parece não diminuir nunca.

Estando por ali, a funcionária vem conversar. Fala de algo que a angustia:

“Você acha que um vereador pode entrar a qualquer momento no hospital, como se estivesse acima da lei? Foi o que aconteceu: ele,......., passou e foi entrando. Eu, estando na porta, perguntei-lhe sobre qual era o paciente e que ainda não era hora de visitas. Ele nem quis saber. Foi dizendo que era vereador, que não precisava esperar nada e que podia ver todos os pacientes. E assim fez. Eu não sei o que fazer. Imagine a pessoa entrando de quarto em quarto, apertando a mão de seu eleitor, contrariando regras básicas de higiene”.

Eu, apesar de achar um absurdo, só pude lhe recomendar em procurar a chefia e narrar o ocorrido. Isso não pode voltar a acontecer. É, no mínimo, abuso de autoridade.

Em tempo: amanhã, 4 de junho, é dia de doação de sangue. Compareça e doe.

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Dominique


Opinião

Ameaça real e presente

O Estado de S. Paulo
Preparando-se para criar "o caos" nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo, principalmente naquelas onde as suas ações terão o máximo de visibilidade, os black blocs não disfarçam a sua torcida para terem nas ruas, fazendo o mesmo durante o torneio, os delinquentes profissionais do Primeiro Comando da Capital (PCC). A maior organização criminosa do País, que levou terror e pânico a São Paulo em maio de 2006, ao desencadear uma série de ataques contra as forças de segurança do Estado, controla os presídios paulistas, de onde dá ordens aos seus cúmplices em liberdade.

É de levar a sério a possibilidade dessa união de forças entre a formidável quadrilha e os neoanarquistas cujas máscaras, provocações e, afinal, atos de vandalismo roubaram a cena das manifestações em âmbito nacional de junho do ano passado. A dezena e meia de membros do núcleo do movimento - desconhecidos da polícia, por sinal - que o repórter Lourival Sant'Anna, do Estado, conseguiu localizar e entrevistar, sob anonimato, nega ter se aliado à facção. Mas, como confessa tranquilamente o mais veterano deles, de 34 anos, formado em história pela USP, "não somos contra o PCC". Já é um começo.

A sua fantasia assumida é que os quadrilheiros também aproveitem a Copa para dar, com muito mais meios, logística e experiência do que eles, a sua contribuição para o "estouro" que pretendem provocar, com o intento de mandar "um recado" para o Estado a que acusam de infligir padecimentos de toda ordem à população das periferias. Mas decerto não lhes faltará vontade para ir além, tomando ou recebendo de bom grado eventuais iniciativas de coordenação das respectivas ações. Agindo cada qual por si ou em parceria, a sua capacidade de conflagrar o Brasil da Copa configura uma ameaça real e presente.

Não vai aí nenhum alarmismo. Black blocs contam que o pessoal do PCC na Penitenciária do Tremembé, no Vale do Paraíba, recebeu da melhor forma dois companheiros para lá levados depois de serem presos numa manifestação. "Colocaram colchões para eles", detalham, agradecidos. "Os 'torres' (líderes, no jargão do PCC) respeitam o que fazemos por causa do nosso idealismo", vangloria-se o veterano black bloc. "Eles fazem por lucro, e a gente, contra o sistema", teoriza o ativista. "Não nos arriscamos por dinheiro, mas para que a mãe deles também seja atendida pelo SUS."

Em nome da redenção das vítimas do Estado a serviço do capitalismo, os anarquistas europeus do século 19 - como aqueles que jogavam bombas nos cafés parisienses aos gritos de "não existem inocentes" - já pregavam uma frente comum com o "lumpemproletariado", como Marx se referia à escória de marginais e marginalizados da sociedade. Faz sentido: se a ordem é dar o troco à violência estatal na mesma moeda, nada deve separar os seus praticantes. "Não existe o errado e o certo", diz um black bloc, para justificar os seus métodos. Emenda outro: "A manifestação não pode ser pacífica, sendo que é resposta à repressão".

Uma greve selvagem, como a dos motoristas de ônibus que infernizaram a vida de milhões de paulistanos dos quais os blocs se dizem defensores, é tão legítima para eles como a depredação de agências bancárias (e bancas de jornais), saques em lojas, queima de veículos e ataques a policiais. A legitimidade de que se consideram portadores teria nascido da convicção de que o protesto pacífico e a mudança por meio da pressão sobre as instituições políticas estão fadados ao fracasso. Se assim fosse, para invocar um exemplo extremo, a ditadura militar teria sido derrubada pelo radicalismo armado - que, aliás, só serviu para prolongá-la - e não pela resistência e mobilização das lideranças civis do País.

O mórbido prazer do exercício do vandalismo e a não menos animadora expectativa de vingança por violências sofridas marcham juntos. Na noite de 13 de junho passado, é oportuno lembrar, a PM desbaratou com brutalidade uma passeata pacífica no centro de São Paulo contra as tarifas de ônibus. Foi o detonador dos movimentos que galvanizaram em seguida o País. Até agora nenhum policial foi punido pelas agressões. Cinco dias depois, a PM se omitiu quando black blocs atacaram a sede da Prefeitura.

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U.V.

Manchetes do dia

Terça-feira, 03/ 06 / 2014

Correio Braziliense
"Corte de apadrinhados fica apenas no discurso"

Levantamento mostra que o número de funcionários terceirizados e comissionados continua a crescer no Legislativo, contrariando a promessa de redução de 25% nesse contingente feita pelo presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), ao tomar posse no cargo em janeiro do ano passado. Em setembro de 2013, no Senado, eles já eram maioria: 3.228 ante 3.037 efetivos. De lá para cá, a diferença aumentou: 3.252 contra 2.962. Na Câmara, é ainda maior: 11.817 contra apenas 3.344 servidores concursados. O diretor da ONG Contas Abertas, Gil Castello Branco, critica a opção pelos apadrinhados. "O Congresso está indo na contramão do que seria uma administração moderna, com um efetivo estável, concursado, treinado e motivado”, diz.

Folha de São Paulo
"A 10 dias da Copa, aeroportos de 11 sedes têm falhas"

Há obras inacabadas, e Infraero reconhece que em três locais só será possível terminá-las após a competição

A dez dias da Copa, aeroportos de 11 das 12 cidades-sedes apresentam falhas. Em boa parte deles, o cenário é de barulho, poeira, vaivém de operários e tapumes para cobrir obras inacabadas. A Infraero reconhece que em ao menos três deles — Confins (na região metropolitana de Belo Horizonte), e nas capitais Manaus e Recife — as obras ficarão prontas somente depois do Mundial. A área de alimentação não foi concluída em MG. Obras cercam calçadas do estacionamento ao terminal. Em Manaus, o aeroporto foi ampliado e continua com reformas de última hora. A nova área de check-in funciona cercada por tapumes. O novo estacionamento ainda é um canteiro de obras. No Recife, a passarela que faz a ligação com o metrô ainda não está pronta. Nesses três aeroportos, a Infraero informa que os trabalhos serão interrompidos na Copa para atenuar o desconforto aos passageiros. Outras sedes apresentam improviso e falhas no acabamento. Há erros de sinalização, falta acesso à internet e locais de embarque e desembarque não são definitivos. Em Brasília, as obras diretamente ligadas ao Mundial estão prontas. 

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segunda-feira, junho 02, 2014

Dominique


Opinião

O monstro burocrático

O Estado de S.Paulo
Manter a atividade empresarial - e expandi-la, se possível - sob o peso da excessiva burocracia que dificulta a vida das empresas e dos cidadãos continua sendo um ato de coragem e persistência. Embora já tenham sido bem piores para os brasileiros em geral, muitas exigências burocráticas ainda dificultam as atividades do empreendedor disposto a inovar e crescer, como mostrou reportagem publicada pelo caderno Estadão PME (28/5). O peso exagerado da burocracia continua a tolher o crescimento.

A persistência desses problemas, que empurram o Brasil para os últimos lugares nas classificações dos países que mais favorecem a atividade produtiva, é uma prova da resistência das autoridades e também dos legisladores à modernização e simplificação das normas. Preso a mentalidades antigas, moldadas pela desconfiança que gera o excesso de controle e fiscalização e também a punição excessiva, o setor público não favorece o progresso.

Desestimulados, por exigências às vezes absurdas, a desenvolver a produção no País, empreendedores brasileiros passam a produzir em outros países, para fugir dos custos excessivos que lhes reduzem a competitividade.

Outros, para tentar cumprir com rigor as exigências legais, sobretudo as tributárias - o que nem sempre conseguem, dadas as frequentes mudanças na legislação -, mantêm imensos arquivos de licenças, comprovantes e outros documentos exigidos por lei.

Depois de pesquisar a cadeia de impostos, as exigências formais para a certificação da atividade de sua empresa, os testes exigidos para o licenciamento de seu produto - um cão de pelúcia que interage com o dono por meio de comando de voz -, o empreendedor Marco Carvalho constatou que era tudo tão complicado que o melhor era produzir em outro país. Abriu uma fábrica na Inglaterra; o braço brasileiro da empresa tornou-se uma distribuidora.

A empreendedora Cláudia de Araújo Carvalho, dona de uma fábrica de cosméticos que produz para diferentes marcas, tem uma coleção de pastas de licenças, documentos e comprovantes de pagamento de impostos. Mas nem com todo esse controle sobre as exigências burocráticas sua empresa conseguiu escapar de uma multa: faltava uma licença municipal, instituída em 2008. A situação foi regularizada depois que a empresa tomou conhecimento dessa exigência adicional.

Estudos internacionais - como o relatório Doing Business publicado pelo Banco Mundial, com a colaboração de instituições de pesquisa de diversos países - colocam o Brasil nos últimos lugares entre cerca de 150 países no que se refere ao custo de administração dos tributos.

Estima-se que uma empresa brasileira gasta em média 2,6 mil horas de trabalho por ano para manter-se em dia com suas obrigações tributárias. Na América Latina, que está longe de ser um modelo de ambiente favorável aos negócios, o gasto médio é bem menor, de 367 horas anuais.

A abertura de uma empresa no Brasil, a despeito das simplificações ocorridas nos últimos anos, continua a ser uma novela na maior parte das regiões. Há 13 procedimentos diferentes que exigem o comparecimento do interessado a diferentes órgãos públicos, o que consome tempo de trabalho e retarda o processo. São necessários registros nos órgãos tributários dos três níveis de governo, obtenção de licença ambiental, autorização do Corpo de Bombeiros e da Vigilância Sanitária, além do alvará de funcionamento.

Procedimentos eletrônicos unificaram o processo em algumas de suas etapas em nível nacional, facilitando a vida do interessado, mas a não adesão de alguns governos estaduais e prefeituras a esse modelo limita o alcance da modernização.

Mas o problema não é apenas de procedimentos. Há um número excessivo de leis, algumas complexas demais, e todas sujeitas a mudanças frequentes e com penalidades em muitos casos excessivamente duras. Tudo isso impõe custos adicionais à atividade produtiva, o que limita a capacidade de investimento e a competitividade. De um lado, a burocracia desestimula o crescimento, de outro, estimula a corrupção e a informalidade.

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U.V.

Manchetes do dia

Segunda-feira, 02/ 06 / 2014

Correio Braziliense
"Droga medicinal"

Morre criança que precisava de canabidiol

Gustavo chegou a tomar CBD, que contém substância encontrada na maconha, para controlar crises convulsivas, mas por pouco tempo. Família estava em Brasília para pressionar pela liberação do remédio.

Folha de São Paulo
"Na USP, 6 em cada 10 alunos poderiam pagar mensalidade"

Em crise, universidade arrecadaria 44% do total que recebe do Estado se adotasse modelo com cobrança e concessão de bolsa

Se a Universidade de São Paulo passasse a cobrar pelos cursos, seis em cada dez alunos da graduação teriam condições econômicas para pagar mensalidade de R$ 2.600, segundo critérios do Prouni (programa federal de bolsas).A USP enfrenta crise orçamentária, em que só a folha salarial excede o repasse do Estado à instituição. Caso adotasse modelo combinado de cobrança e concessão de bolsas de acordo com a renda familiar, a arrecadação anual chegaria a R$ 1,8 bilhão. O valor representa 44% do subsídio de R$ 4,1 bilhões recebido pela USP em 2013 do governo paulista. Os cálculos foram feitos com base em dados dos calouros do vestibular de 2013.Segundo a USP, 34% dos alunos são de famílias com renda mensal acima de dez salários mínimos (R$ 7.240). Pelo Prouni, eles não têm direito a bolsa e desconto. Outros 30%, com renda de cinco a dez salários, poderiam ter bolsa de 50%. Acadêmicos divergem sobre cobrança em instituições públicas, que é proibida por lei. 

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domingo, junho 01, 2014

Dominique


Opinião

O pibinho, os gringos e a conspiração de São Pedro

Rolf Kuntz
Com o desastre econômico do primeiro trimestre, uma expansão miserável de 0,2% combinada com inflação alta e enorme rombo comercial, a presidente-gerente Dilma Rousseff completou três anos e três meses de fracasso econômico registrado oficialmente. O fracasso continua, como confirmam vários indicadores parciais, e continuará nos próximos meses, porque a indústria permanece emperrada e o ambiente econômico é de baixa produtividade. Mas o ministro da Fazenda, Guido Mantega, parece desconhecer a história dos últimos três anos e um quarto. Em criativa entrevista, ele atribuiu o baixo crescimento brasileiro no primeiro trimestre a fatores externos e a problemas ocasionais. A lista inclui a instabilidade cambial, a recuperação ainda lenta das economias do mundo rico e a inflação elevada principalmente por causa dos alimentos. Culpa dos gringos, portanto, e isso vale igualmente para o judeu Simão, também conhecido como São Pedro, supervisor e distribuidor das chuvas e trovoadas.

No triste cenário das contas nacionais divulgadas nesta sexta-feira, só se salva a produção agropecuária, com crescimento de 3,6% no trimestre e de 4,8% no acumulado de um ano. Os detalhes mais feios são o investimento em queda e o péssimo desempenho da indústria. Em sua pitoresca entrevista, o ministro da Fazenda atribuiu o baixo investimento à situação dos estoques e ao leve recuo - queda de 0,1% - do consumo das famílias, causado em grande parte pela alta do custo da alimentação. A explicação pode ser instigante, mas deixa em total escuridão o fiasco econômico dos últimos anos, quando o consumo, tanto das famílias quanto do governo, cresceu rapidamente.

O investimento em máquinas, equipamentos, construções civis e obras públicas - a chamada formação bruta de capital fixo - caiu, como proporção do produto interno bruto (PIB), durante toda a gestão da presidente Dilma Rousseff.

No primeiro trimestre de 2011, quando o governo estava recém-instalado, essa proporção chegou a 19,5%. Caiu seguidamente a partir daí, até 17,7% nos primeiros três meses de 2014. Durante esse período o consumo das famílias aumentou velozmente, sustentado pela expansão da renda e do crédito, mas nem por isso os empresários investiram muito mais.

Além disso, o governo foi incapaz de ir muito além da retórica e das bravatas quando se tratou de executar as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Nem as obras da Copa avançaram no ritmo necessário, apesar do risco de um papelão internacional.

A estagnação da indústria reflete o baixo nível de investimentos, tanto privados quanto públicos, e a consequente perda de poder de competição. Por três trimestres consecutivos a produção industrial tem sido menor que nos três meses anteriores. Encolheu 0,1% no período julho-setembro, diminuiu 0,2% no trimestre final de 2013 e 0,8% no primeiro deste ano. Não há como culpar as potências estrangeiras ou celestiais por esse desempenho.

O conjunto da economia brasileira é cada vez menos produtivo, embora alguns segmentos, como o agronegócio, e algumas empresas importantes, como a Embraer, continuem sendo exemplos internacionais de competitividade.

O baixo crescimento do PIB, apenas 0,2% no trimestre e 2,5% em 12 meses, reflete essa perda de vigor, associada tanto à insuficiência do investimento em capital fixo quanto à escassez crescente de pessoal qualificado. Não por acaso, o País apareceu em 54.º lugar, numa lista de 60 países, na última classificação de competitividade elaborada pelo International Institute for Management Development (IMD), da Suíça.

O baixo desempenho da economia, especialmente da indústria, tem tudo a ver com a piora das contas externas. O efeito mais evidente é a erosão do saldo comercial. No primeiro trimestre, período de referência das contas nacionais atualizadas, o País acumulou um déficit de US$ 6,1 bilhões no comércio de mercadorias. O resultado melhorou um pouco desde abril, mas na penúltima semana de maio o buraco ainda era de US$ 5,9 bilhões. O Banco Central (BC) continua projetando um saldo de US$ 8 bilhões para o ano, muito pequeno para as necessidades brasileiras. No mercado, a mediana das projeções coletadas em 23 de maio na pesquisa semanal do BC indicava um superávit de apenas US$ 3 bilhões.

Estranhamente, os deuses parecem ter poupado outros países dos males atribuídos pelo ministro da Fazenda ao quadro externo. Outras economias continuaram crescendo mais que a brasileira e com inflação menor, apesar de sujeitas à instabilidade dos mercados financeiros e a outros problemas internacionais. A inflação no Brasil tem permanecido muito acima da meta oficial, 4,5%, e a maior parte das projeções ainda aponta um resultado final em torno de 6% para 2o14. Até agora, o recuo de alguns preços no atacado pouco afetou o varejo e os consumidores continuam sujeitos a taxas mensais de inflação superiores a 0,5%. O ritmo poderá diminuir nos próximos meses, mas, por enquanto, as estimativas indicam um repique nos quatro ou cinco meses finais de 2014.

O aperto monetário, interrompido pelo BC na quarta-feira, pode ter produzido algum efeito, mas o desajuste das contas do governo ainda alimenta um excesso de demanda. Na quinta-feira o Tesouro anunciou um superávit primário de R$ 26,7 bilhões nos primeiros quatro meses. Quase um terço desse total, R$ 9,2 bilhões, ou 31%, correspondeu a receita de concessões e dividendos. As concessões renderam 207,4% mais que no período de janeiro a abril do ano passado. Os dividendos foram 716,4% maiores que os do primeiro quadrimestre de 2013. Chamar isso de arrecadação normal e recorrente sem ficar corado vale pelo menos um Oscar de ator coadjuvante. A economia vai mal, mas a arte cênica brasileira ainda será reconhecida. Há mais valores entre o céu e a terra do sonham os críticos da política econômica.

JORNALISTA

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U.V.

Manchetes do dia

Domingo, 01/ 06 / 2014

Correio Braziliense
"Fifa colocará ingressos à venda para todos os jogos na quarta-feira"

A comercialização será feita exclusivamente pelo site da entidade

Quem ainda não conseguiu garantir entrada para a Copa do Mundo terá mais uma chance a partir de quarta-feira. “Uma quantidade bem limitada de ingressos para todos os 64 jogos” ficará à disposição dos torcedores, exclusivamente pelo site oficial da Fifa (www.fifa.com), segundo comunicado da entidade. O horário de início das vendas ainda não foi definido.

Folha de São Paulo
"Petrobras aprovou refinaria fazendo conta de padeiro, diz ex-diretor"

A Petrobras decidiu construir a refinaria Abreu e Lima (PE) sem ter um projeto definido

Com custo inicial estimado em US$ 2,5 bilhões (R$ 5,6 bilhões), Abreu e Lima deverá custar US$ 18,5 bilhões (R$ 41,5 bilhões) quando ficar pronta, em 2015. A Petrobras errou, diz Paulo Roberto Costa, 60. "Divuldou  o valor deUS$ 2,5 bilhões sem saber quanto a refinaria iria custar, sem um projeto".

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