sábado, julho 13, 2013

Pitacos do Zé


E por falar em civilidade... (XXXVIII)
 
José Ronaldo dos Santos
Eu teria medo de morar debaixo desse morro, no Ipiranguinha (Ubatuba), onde voltaram a tirar terra. Será que a fiscalização está sendo eficiente? Não deveria a empresa apresentar um projeto também para a comunidade mais próxima, que corre riscos sérios? Depois, em caso de desastres, a quem recorrer ou cobrar indenizações? 


É triste a sensação que o nosso lugar é Terra de Ninguém, onde tudo pode.

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Opinião

As regras para o pré-sal

O Estado de S.Paulo
Só oito anos depois de encontrados os primeiros indícios de existência de petróleo na camada de pré-sal da Bacia de Santos e seis anos depois de concluídas as análises que indicaram volumes recuperáveis entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris de petróleo e de gás natural, o governo está conseguindo apresentar à consulta pública as regras para a exploração do óleo dessa área. E agora cobra de todos a pressa que nunca teve. Pior: às regras leoninas - por causa da esmagadora participação do Estado - do regime de partilha que será aplicado à exploração do pré-sal, a minuta do edital do leilão da área de Libra, marcado para 21 de outubro, acrescenta outras que reduzem ainda mais o campo de atuação do capital privado. Ainda assim, a diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Magda Chambriard, acredita que o leilão atrairá muitas empresas. O País torce para que ela esteja certa.

Os interessados disporão apenas de dez dias corridos para analisar o pré-edital colocado em consulta pública pela ANP desde quarta-feira (10/7) e apresentar as sugestões de alterações. É muito pouco tempo para isso. De acordo com o cronograma da ANP, a versão final do edital deverá ser publicada em 23 de agosto. Dessa data até 9 de setembro, as empresas interessadas deverão apresentar a documentação que as habilitará a participar do leilão em outubro.

O prazo não é curto apenas na fase que antecede o leilão. Poderá ser também para as etapas seguintes, a serem cumpridas ao longo dos 35 anos do contrato. O edital prevê quatro anos para a fase de exploração e cinco para a de desenvolvimento do projeto. Restam, na melhor das hipóteses, 26 anos para a efetiva produção de petróleo. Se houver atrasos nas etapas anteriores, o que não é raro em projetos desse porte, menor será o tempo de produção, ou seja, menor será o prazo de que os investidores privados terão para recuperar seu investimento e auferir o lucro esperado e legítimo. Não haverá a possibilidade de prorrogação do contrato.

Além do prazo relativamente curto para o retorno do investimento, o que também deverá comprimir os resultados do projeto para os investidores é a participação mínima de 75% do governo nas receitas da produção de Libra, que tem reservas estimadas entre 8 bilhões e 12 bilhões de barris de petróleo. Essa fatia inclui os R$ 15 bilhões a título de bônus de assinatura a serem pagos pela empresa ou consórcio que vencer o leilão, os tributos decorrentes da atividade (Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) e o excedente em óleo que será entregue à União, no porcentual mínimo de 41,65%.

A oferta de excedente em óleo para a União é o critério que definirá o vencedor do leilão. A fatia mínima foi fixada tendo como base o preço do barril de petróleo entre US$ 100,01 e US$ 120. O porcentual a ser entregue para a União variará de acordo com o preço do óleo e com a produtividade dos poços. Esta é uma das novidades do pré-edital.

O governo e a Petrobrás - com participação mínima de 30% no consórcio já assegurada na legislação do pré-sal - terão poder nas principais decisões do consórcio, como investimentos, locais a serem perfurados e número de plataformas. Por meio da Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), o governo disporá de 50% dos votos do comitê técnico, com poder de veto. A Petrobrás terá no mínimo 15%.

Sobram 35% dos votos para os sócios privados. Estes "não poderão decidir nada", observou para o Estado o geólogo e consultor de petróleo John Forman. Que farão os investidores se, em determinado momento, o governo decidir contratar plataformas no Brasil, mesmo sendo mais caras e não atendendo inteiramente às especificações e exigências técnicas? Outro ponto apontado como problemático para os investidores é a limitação da retirada, pelo consórcio, a no máximo 50% das receitas nos primeiros dois anos de produção; depois, o limite baixará para 30%.

Há, entre os analistas, o temor de que as regras anunciadas não assegurem a remuneração do investimento no prazo de duração do contrato.

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U.V.

Manchetes do dia

Sábado, 13 / 07 / 2013

O Globo
"'Invasão' americana: Cúpula do Mercosul cobra explicação por espionagem"

Bloco chama para consulta embaixadores em países que vetaram avião de Morales

Diante da reação regional, EUA já estariam dispostos a revisar monitoramento de informações no exterior. Os presidentes do Mercosul condenaram de forma contundente a espionagem cibernética americana em países do bloco, revelada pelo GLOBO com base em documentos vazados pelo ex-técnico da CIA Edward Snowden. Reunidos em Montevidéu, os mandatários também reagiram com firmeza ao incidente em que países europeus fecharam seu espaço aéreo ao avião do presidente boliviano, Evo Morales, por suspeitarem da presença de Snowden a bordo. Os embaixadores em Itália, França, Portugal e Espanha serão chamados para consulta, e os governos exigirão um pedido de desculpas. A forte reação regional à espionagem já leva os EUA a cogitarem a revisão do monitoramento de informações no exterior, como informa Merval Pereira.


O Estado de São Paulo
"Uso de aviões da FAB por autoridades cresce em 2013"

Em média, 9 pedidos foram feitos por dia no lõ semestre; senador pediu explicações

Dados da Aeronáutica, obtidos pelo Estado, mostram que 9 autoridades federais decolaram diariamente, em média, a bordo de jatinhos oficiais no primeiro semestre de 2013, informa Fábio Fabrini. A Força Aérea Brasileira (FAB) atendeu a 1.664 solicitações de voo no período. De janeiro a junho de 2013, a média diária de solicitações foi maior que no mesmo período de 2011 (6,6) e 2012 (8), embora a presidente Dilma Rousseff tivesse pedido parcimônia no uso das aeronaves. O pedido de explicações foi feito pelo senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) após três autoridades devolverem recursos por uso supostamente indevido dos aviões. A Aeronáutica já adiantou que a relação de eventuais convidados em cada viagem não será revelada. A justificativa é que a lista de passageiros é descartada após a chegada ao destino.


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sexta-feira, julho 12, 2013

Eu na praia

Aeroporto de Congonhas - 1953

Coluna do Celsinho

Riscos e intenções

Celso de Almeida Jr.

Por calçada escolhida, a caminhada cotidiana.

Acostumei com a rota.

Existia um estímulo especial.

Numa velha janela, um sorriso muito mais antigo sempre esperava o meu Bom Dia!

A saudação voltava num sussurro.

Nenhuma outra palavra.

Nunca.

Nestes dias, uma curiosa vontade.

Peguei uma flor solitária e segui.

Pela primeira vez, a janela fechada.

Deixei o mimo ali.

Uma vizinha, novinha, alertou que a senhora da janela nos deixou.

Foi de repente, dormindo.

Peguei a flor, entreguei para a moça e repeti o Bom Dia!

Ela, encabulada, agradeceu, mas alertou: sou casada...

Respondi que era apenas um gesto generoso, sem segundas intenções.

Segui adiante.

Precavido, optei por novas calçadas.

Visite: www.letrasdocelso.blogspot.com

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Opinião

Na área de energia, mudanças animadoras

WASHINGTON NOVAES *
Com o panorama nacional na área de energia ainda parecendo confuso e contraditório, em razão de omissões e ações discutíveis de órgãos reguladores federais, felizmente surgem informações alentadoras, principalmente em setores das chamadas energias "alternativas", dentro e fora do País.

Pode-se começar pela notícia de que o governo federal decidiu (Folha de S.Paulo, 5/7) incluir usinas eólicas no leilão de novas fontes que fará em outubro - depois de o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) haver declarado que não poderia incluí-las porque certamente ganhariam e não dariam oportunidade a outras fontes (Estado, 26/5). Elas serão entregues em três anos, para se somarem à fração da matriz energética que já representam. Outra boa notícia é de que o governo resolveu (Agência Brasil, 3/7) desligar todas as usinas termoelétricas a óleo combustível e diesel, ligadas desde outubro de 2012 (34 no total), com a alegação de que o nível dos reservatórios das hidrelétricas estava "muito baixo". A economia será de R$ 1,4 bilhão por mês. Mas permanecerão outras usinas, inclusive a carvão.

Também alvissareira é a informação (EcoD, 3/7) de que estudos do Ministério de Minas e Energia preveem que o custo de usinas movidas a energia solar "deve cair" quase 50% até 2018 - a ponto de os leilões a partir de 2016 já incluírem esse tipo de usina, assim como as que queimam resíduos sólidos (estas, discutíveis). Até de outros cantos vêm boas notícias, como a do Instituto Socioambiental de que os 10 mil moradores de 90 comunidades da área Raposa-Serra do Sol, em Roraima, vão instalar três torres para medir a intensidade de ventos e a possibilidade de terem usinas eólicas. As perspectivas são tão boas que uma grande empresa vai instalar aqui (Estado, 29/6) uma fábrica de aerogeradores, tendo em vista a expansão prevista, para 5.500 MW até 2017.

Mas nem de todas as controvérsias nossas autoridades do setor desistem: vão leiloar usinas térmicas a carvão, gás natural e biomassas em agosto. E o pretexto é o habitual: "demora" (ou incompletude?) dos estudos de impactos ambientais. Nem de novas usinas nucleares - tanto que a Eletronuclear vai responder ao pedido de impugnação de construtoras na área de Angra 3, prevista para operar em 2018. Mas a direção da Empresa de Pesquisas Energéticas descarta a possibilidade de outras usinas nucleares em curto prazo (O Globo, 5/7).

O alto potencial de usinas solares e eólicas pode ser visto, por exemplo, no levantamento da Secretaria de Energia do Estado de São Paulo, onde está dito que a irradiação solar em qualquer região brasileira supera os valores encontrados na maioria dos países europeus e é semelhante à das "grandes áreas referenciais do Nordeste brasileiro" - além de possibilitar custos reduzidos de transmissão e distribuição. Uma "oportunidade incontornável", escreve ali o secretário José Aníbal. Cada metro cúbico pode gerar, em um ano, energia equivalente à de 56 metros quadrados de área inundada por reservatórios de hidrelétricas, 66 litros de diesel, 55 quilos de gás. O plano paulista é ter 1.000 MW de usinas solares até 2020. O potencial é tão alto que, segundo o estudo, 0,01% da radiação solar total equivale a toda a energia consumida no mundo.

Mas não é só a energia solar. O Atlas Eólico paulista prevê chegar a 2020 com 69% de energia "limpa" no Estado, incluindo o aproveitamento da energia dos ventos. Com estes a velocidade média superior a 6,5 metros por segundo, há várias regiões favoráveis no Estado, principalmente nas regiões de montanhas da Serra do Mar, no sul do Estado, e no entorno de Jaú. Com altitudes favoráveis, acima de 100 metros, há outras áreas onde os ventos chegam a 7 e 8 metros por segundo. Ao todo, o potencial do Estado nessa área é de 4.734 MW.

O mundo vai-se transformando nessas direções. Na Inglaterra, no estuário do Rio Tâmisa, está sendo implantada a maior usina eólica offshore, com 175 turbinas e potência de 630 MW, que poderá subir para 870 MW. Suas pás de mais de 120 metros ficarão 480 metros acima do mar. Lancaster, na Califórnia, quer ser a "capital da energia fotovoltaica", com painéis solares em todos os telhados de casas e estacionamentos de veículos. Los Angeles quer instalar painéis solares nos telhados de 30 mil casas e pagar aos investidores pela energia que sobrar e for para a rede de distribuição. E os Estados Unidos já têm 8 usinas eólicas e 24 solares. A Europa instalou 124 solares e 33 eólicas em uma década. A China quer chegar com as alternativas a 40% da matriz em cinco anos. Já é o país líder nessa área, seguido dos Estados Unidos. E já há até conflitos comerciais entre a China e a Alemanha (Estado, 7/6), porque o país europeu sobretaxou a compra de equipamentos chineses nesse setor.

A França, por sua vez, aprovou resolução nacional que obriga edifícios não residenciais a apagar suas luzes durante a noite e evitar a emissão de 250 mil toneladas de carbono na geração de energia. Uma das poucas exceções é a Torre Eiffel (CicloVivo, 7/7).

Por aqui, ainda estamos na promessa do governo federal de reduzir o consumo de energia em 17% até 2020. Porque continuamos a importar gás natural para geração de energia (mais 77% este ano), petróleo e derivados (mais 11%). O déficit na conta dessa área é de US$ 11 bilhões, segundo a jornalista Miriam Leitão (9/6). E parte do gás se destina a termoelétricas.

Mas com tecnologias já disponíveis poderíamos atender a 10% da demanda total com energia eólica e solar. O potencial inexplorado é de 340 GW, três vezes mais que a capacidade total instalada (professor Heitor Scalambrini Costa, da Universidade Federal de Pernambuco, 25/6).

Ainda que o cenário pareça sombrio em certos momentos, a mudança está ocorrendo - para melhor.

* WASHINGTON NOVAES É JORNALISTA. E-MAIL: WLRNOVAES@UOL.COM.BR.

Original aqui

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U.V.

Manchetes do dia

Sexta-feira, 12 / 07 / 2013

O Globo
"A volta dos sindicatos: Novos protestos fecham estradas e ruas pelo país"

Atos de Centrais mobilizaram menos que manifestações de jovens no mês passado

No Rio, passeata convocada por sindicalistas reúne cerca de cinco mil pessoas e termina em confronto entre PMs e radicais mascarados no Centro, onde bancos não abriram, e nas imediações do Palácio Guanabara. A mobilização das centrais sindicais causou a interdição de trechos de rodovias federais em 18 estados, mas levou às ruas muito menos gente que as manifestações organizadas pelas redes sociais, em junho. Houve atos em 22 estados e no Distrito Federal. Em São Paulo, a marcha reuniu dez mil pessoas na Avenida Paulista. Em junho, 100 mil saíram às ruas apenas em um dia na capital paulista. No Rio, foram cerca de cinco mil pessoas, contra 300 mil em 20 de junho. A passeata, pacífica no Centro, acabou em confronto entre PMs e um grupo de mascarados. Também houve confronto em frente ao Palácio Guanabara, sede do governo do estado. O principal alvo dos protestos foi a equipe econômica de Dilma, criticada até pela CUT, ligada ao PT.


O Estado de São Paulo
"Protestos têm baixa adesão e centrais poupam Dilma"

Ato com pauta trabalhista foi mais expressivo em capitais onde transporte parou; no Rio, houve confronto

Organizado por nove centrais sindicais em todo o País, o Dia Nacional de Lutas levou manifestantes novamente às ruas ontem em 26 capitais e no Distrito Federal, mas em proporções bem menores que os protestos iniciados no dia 6 de junho. Os presidentes das centrais cumpriram acordo e evitaram ataques diretos ao governo Dilma Rousseff. Eles fugiram de temas polêmicos, como plebiscito e reforma política. Nas entrevistas, porém, não escondiam suas diferenças. Com o foco em pautas trabalhistas - fim do fator previdenciário, redução de jornada de trabalho e contra a terceirização de profissionais -, as manifestações tiveram maior visibilidade nas cidades em que houve paralisação dos serviços de transporte, como em Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG) e Vitória (ES). A cidade de São Paulo saiu da rotina e a quinta-feira pareceu domingo. Ao longo do dia, atos fecharam grandes vias da capital, mas quase não houve congestionamentos.


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quinta-feira, julho 11, 2013

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Opinião

Um dia difícil

O Estado de S.Paulo
Na esteira da vaga de protestos que começaram tendo como objetivo a redução da tarifa e a melhoria do transporte público e sacudiram o País, as centrais sindicais e alguns movimentos sociais promovem hoje uma série de manifestações que têm tudo para causar sérios transtornos nas grandes cidades, a começar por São Paulo, e nas principais rodovias. O Dia Nacional de Lutas aproveita-se espertamente da simpatia que aqueles protestos suscitaram na população, mas nada tem a ver com eles, porque lhe falta espontaneidade e sobra politização.

Os paulistanos que se preparem, pois, se tudo correr como previsto pelos organizadores das manifestações - em especial a Força Sindical, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e movimentos sociais como o MST, dos ditos sem-terra -, vão viver um dia difícil. Passeatas - das quais participarão várias categorias profissionais que estarão em greve - devem paralisar, sabe-se lá por quanto tempo, vias importantes como as Marginais do Tietê e do Pinheiros e as Avenidas Paulista e Radial Leste. Como se isso não bastasse, serão também bloqueadas rodovias como Anchieta, Castelo Branco, Raposo Tavares, Fernão Dias, Dutra e Mogi-Bertioga.

Não se trata, portanto, como nas greves gerais ao estilo tradicional, de os trabalhadores cruzarem os braços e se manifestarem em locais bem determinados para defender suas reivindicações.

O que se pretende vai muito além disso, pois salta aos olhos que, com tudo que está planejado, a vida de toda a população da Grande São Paulo e de importantes regiões do interior será afetada. E o mesmo pode se repetir no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Fortaleza, Recife e outras grandes cidades.

É o que indicam a banalização das manifestações e o comportamento da polícia, que em geral tem agido com excessiva cautela. Hoje, bastam algumas dezenas de pessoas, defendendo interesses muito específicos e limitados, para interromper a circulação numa via importante. Um dos exemplos desses casos, que se vão multiplicando rapidamente, é o que aconteceu na Fernão Dias, na volta do feriado do 9 de Julho. Um grupo de cerca de 50 pessoas fechou a rodovia, na altura do quilômetro 7, no município de Vargem, em São Paulo, entre 15h40 e 17 horas, o que bastou para provocar um congestionamento de 10 km. Tudo isso para pedir a isenção do pedágio de R$ 1,40 para quem mora na cidade.

Na maior parte dos casos, a polícia, em São Paulo e em outros Estados, tem apenas assistido às manifestações, com exceção das promovidas recentemente pelos caminhoneiros, quando os governos federal e estaduais decidiram agir com rigor para a situação não escapar inteiramente ao controle. Depois de alguns excessos cometidos no início dos protestos dos jovens contra o aumento da tarifa de transporte público, a polícia partiu para o extremo oposto, em especial quando as manifestações ocorrem nas cidades.

Já está na hora de as autoridades voltarem a seguir o bom e velho princípio de equilíbrio - "nem tanto ao mar nem tanto à terra". O que se espera da polícia não é reprimir com violência as manifestações - um direito democrático -, mas agir com todo o rigor necessário para evitar, tanto os excessos e os atos de vandalismo que têm marcado muitas delas como a paralisação de vias urbanas importantes e rodovias.

Um rigor tanto mais necessário quanto não se está, no caso do Dia Nacional de Lutas, diante de jovens inexperientes, mas de experimentados líderes sindicais, que por isso mesmo deveriam evitar decisões irresponsáveis que têm tudo para tumultuar a vida nas grandes cidades e a circulação em algumas das mais importantes rodovias do País.

A população não pode ser usada por eles como refém para obter reivindicações que vão da redução da jornada de trabalho e o fim do fator previdenciários à reforma agrária, sejam elas justas ou não.

Ela também não deve sofrer as consequências das divergências entre a CUT e o PT, que a inspira, que querem usar as manifestações para defender o plebiscito; e a Força Sindical, que, em resposta, ameaça propor um "Fora Dilma".

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U.V.

Manchetes do dia

Quinta-feira, 11 / 07 / 2013

O Globo
"Um dia após o outro: Senado recua e proíbe parente como suplente"

Aprovada também PEC que facilita apresentação de projetos de iniciativa popular

Diante da repercussão negativa da votação na véspera, que mantivera o nepotismo, senadores aprovam novo projeto e agora proíbem, por unanimidade, a indicação de pais, filhos e irmãos para a suplência. Menos de 24 horas depois de derrubarem a proposta de emenda constitucional que os proibia de escolher parentes como suplentes, os senadores aprovaram por unanimidade outra PEC, que agora proíbe o nepotismo e reduz de dois para um o número de suplentes. Mas o texto mantém o direito de "herdar" o mandato dos titulares em caso de vacância definitiva. A única abstenção foi de Edison Lobão Filho, suplente de seu pai, o ministro Edison Lobão (Minas e Energia). Ele é o único parente entre os atuais. Foi aprovada ainda PEC que facilita apresentação de projetos de iniciativa popular, reduzindo à metade número de assinaturas necessárias para o início da tramitação. A coleta de assinaturas poderá ser feita pela internet.


O Estado de São Paulo
"Senado recua e aprova regra que limita suplentes"

Texto, que agora segue para a Câmara, acaba com a figura do segundo suplente e proíbe parentes na chapa

O Senado aprovou emenda constitucional que acaba com a figura do segundo suplente de senador e proíbe parentes na chapa. A proposta havia sido derrubada na terça-feira, com amplo apoio dos atuais suplentes, mas a repercussão foi negativa. Ontem, os senadores votaram novo texto, no qual foi retirada a possibilidade de eleição de um novo senador nos casos de afastamento definitivo do titular, o que serviu para acalmar os suplentes que hoje exercem mandato. Com isso, o primeiro suplente permanecerá no cargo até o final do mandato do titular. A proposta manteve a restrição de se colocar na chapa cônjuge ou parentes consanguíneos até o segundo grau. O projeto, que agora seguirá para a Câmara, foi aprovado por 60 votos a favor, apenas um contra - do senador Pedro Simon (PMDB-RS), que pediu para retificar o voto - é uma abstenção.


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quarta-feira, julho 10, 2013

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Opinião

Demagogia no setor de Saúde 

O Estado de S.Paulo
São demagógicas as medidas anunciadas pela presidente Dilma Rousseff para melhorar a saúde no País, por meio do pretendido aumento da oferta de médicos, tanto brasileiros como estrangeiros.

Na verdade, elas beiram a irresponsabilidade, na medida em que não apenas deixam de lado os problemas mais graves do setor - ou seja, nada resolvem, apesar do estardalhaço -, como ainda poderão produzir efeitos ao mesmo tempo desastrosos e duradouros, por causa das mudanças que introduzem nos cursos de medicina e nas relações de trabalho dos futuros médicos, em seu início de carreira.

A duração já longa do curso de medicina passará de 6 para 8 anos, a partir de 2015. Considerando o tempo necessário para especialização, a formação de um médico vai durar pelo menos 10 anos. Concluídos os 6 anos do curso, os estudantes passarão a um segundo ciclo, durante o qual terão de trabalhar por 2 anos, com registro provisório, no Sistema Único de Saúde (SUS). Nesse período, receberão uma bolsa do Ministério da Saúde, cujo valor ainda não foi definido, mas que deve ficar entre o que é pago para residências médicas (R$ 2,9 mil mensais) e o que recebem profissionais inscritos no Programa de Valorização dos Profissionais na Atenção Básica (R$ 8 mil). No primeiro ano trabalharão na rede de atenção básica e no segundo, nos serviços de urgência e emergência.

O governo quer aumentar o número de médicos na rede pública e melhorar a formação dos novos profissionais. No primeiro caso, deverão também ser abertas 11.447 novas vagas para graduação e mais 12.376 postos de especialização, em áreas prioritárias, até 2017. Sem falar na contratação de médicos estrangeiros para atuar, com registro provisório, em pontos críticos no interior do País.

Quanto ao segundo caso, esta não parece a forma mais adequada de aprimorar o ensino. Tudo indica que essa parte só entrou no programa para torná-lo mais palatável. Não por acaso seu nome é Mais (e não Melhores) Médicos.

Esse programa levanta questões da maior seriedade, às quais todos os que têm uma parcela de responsabilidade nos problemas da saúde devem estar atentos. Em primeiro lugar, o trabalho compulsório dos estudantes que concluem o sexto ano de medicina - em faculdades públicas e particulares - no SUS é um ato de força inaceitável.

É uma forma de retorno ao regime de servidão, disfarçada com belas palavras e boas intenções. Quem diria que chegaríamos a tanto a esta altura da História e sob um governo que se diz progressista. A alegação de que existe algo semelhante na Grã-Bretanha não convence. A começar pelo fato de a situação ser lá completamente diferente. Nada comparável ao que existe aqui. Esse país tem um dos melhores sistemas de saúde pública do mundo e não chegou lá por usar mão de obra servil.

Em segundo lugar, o que o governo está tentando fazer com o Mais Médicos é transferir a solução dos problemas da saúde no Brasil - que lhe cabe - para os jovens médicos. Em terceiro lugar, erra até mesmo na identificação desses problemas.

Um deles, talvez o mais grave - e que vem de longe -, é o da tabela de procedimentos do SUS, que cobre apenas 60% dos custos. Como os outros 40% não caem do céu, isto criou uma situação insustentável, que ameaça levar ao colapso o sistema de saúde pública a curto prazo. Outro é a incapacidade das redes de hospitais e de laboratórios - tanto públicas como privadas - de atender à demanda. Estudo feito pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) indica que, apenas no SUS, houve uma redução de 41 mil leitos hospitalares entre 2005 e 2012.

Esses, sim, são os grandes problemas da saúde. Se eles não forem atacados e resolvidos logo - e até agora o governo não anunciou medida séria nesse sentido -, para quais hospitais o programa Mais Médicos enviará os pacientes? Acrescente-se, finalmente, que tal programa levanta questões legais que poderão levar a longa batalha judicial.

Quem resumiu bem esse caso foi o presidente do CFM, Roberto d'Ávila: "As medidas são paliativas, midiáticas e eleitoreiras".

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U.V.

Manchetes do dia

Quarta-feira, 10 / 07 / 2013

O Globo
"Depois das ruas: Líderes enterram plebiscito e criam grupo para reforma"

Deputados concluíram que não há tempo hábil para consulta que valha para 2014

PT foi contrário e vai tentar obter assinaturas para decreto legislativo sobre realização do plebiscito. Câmara terá comissão para apresentar, em 90 dias, proposta que poderá ser submetida a referendo ano que vem. A proposta de um plebiscito sobre reforma política com validade para a eleição de 2014, apresentada pela presidente Dilma Rousseff, foi sepultada ontem pela maioria dos líderes partidários da Câmara. Os deputados concluíram que não há tempo para a consulta, e decidiram criar mais um grupo de trabalho para discutir e votar, em 90 dias, projeto de reforma que poderá ser submetido a referendo ano que vem. O PT discordou e disse que irá coletar assinaturas para apresentar decreto legislativo sobre a realização do plebiscito ainda este ano. O PSDB, por sua vez, aprovou proposta de reforma política que acaba com a reeleição para cargos executivos, ideia que introduziu no país há 16 anos. 


O Estado de São Paulo
"Líderes partidários isolam PT e plebiscito não sai do papel"

Em meio a diálogo difícil, parlamentares criam grupo para fazer reforma política que seria aplicada só em 2016

A Câmara dos Deputados enterrou de vez ontem a proposta da presidente Dilma Rousseff de realizar um plebiscito sobre mudanças no sistema político que pudessem valer já nas eleições do ano que vem. Os petistas ficaram isolados e os líderes dos partidos resolveram criar um grupo de trabalho, a ser presidido pelo deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), para criar um projeto de reforma. A ideia é que, se as mudanças forem aprovadas pelo Parlamento, sejam submetidas a um referendo popular na eleições de 2014, passando a valer só em 2016. O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB- RN), definiu o plebiscito como “inviável”. Os parlamentares, no entanto, reconhecem que são pequenas as chances de um acordo que viabilize a aprovação de uma reforma política. O líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), um dos que mais resistiram à consulta imediata, afirmou que a ideia do plebiscito poderá ser retomada caso o Congresso não chegue a um acordo. O PT, com o apoio do PC do B e do PDT, ainda tenta conseguir assinaturas para manter vivo o plebiscito, mas deve sofrer muita resistência dos demais partidos.


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terça-feira, julho 09, 2013

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Opinião

É o caso de gastar mais e melhor

O Estado de S.Paulo
O Brasil investe em educação pública 5,8% do PIB, proporção um pouco superior à que gastam países cuja boa qualidade do ensino é notória, como Estados Unidos (5,5%), Espanha (5%) e Coreia do Sul (4,9%). Conforme a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), nos últimos dez anos o País elevou expressivamente despesas diretas municipais, estaduais e federais com escolas públicas (97% do total) e subsídios às famílias no ensino privado (7%). Mas os três níveis de poder público investem escassos US$ 2.653 por aluno, menos de um terço da média dos dispêndios dos membros da OCDE, que é de US$ 8.332.

Essa média, aliás, é enganosa. Pois União, Estados e municípios brasileiros empregaram ínfimos US$ 2.653 por aluno dos ensinos básico e médio e US$ 13.137 por cada estudante universitário - cinco vezes mais. Ou seja: no ensino básico, o Brasil está quase na lanterna em relação aos 34 membros da OCDE, cuja média, de US$ 8.412, é mais de três vezes a nossa. E apenas 12 países desenvolvidos gastam mais do que o Brasil em ensino superior, setor no qual ficou acima da média, que é de US$ 11.382. Estas distorções tornam relativa a constatação de que as despesas públicas com educação subiram entre 2008 e 2013, em média, 82% nas capitais brasileiras, 70% nos Estados e 122% na União, em termos nominais. Ou seja, sem levar em conta a inflação, que, no período, foi menor - de 39,6%, computada a alta prevista pelo mercado, de 5,8%, em 2013.

Mas o pior é que, mesmo gastando bem mais do que a inflação corroeu o valor de compra da moeda, o Estado brasileiro não teve a apresentar nestes mesmos cinco anos uma melhora à altura no desempenho dos escolares. No Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), exame que avalia habilidades de leitura, matemática e ciências, aplicado pela mesma OCDE, o Brasil atingiu média de 401 pontos em 2009, 33 pontos a mais do que em 2000. Mas, ainda que o aumento tenha sido maior do que o de muitos outros países, o País segue em 53.º lugar num ranking de 65 governos - abaixo do Chile, que investe 4,1% do PIB em educação, e do México (5,3%).

Atendendo ao clamor das recentes manifestações de rua por mais investimentos em educação e saúde, setores sociais prioritários, o governo federal pediu e o Congresso autorizou um bom aporte de recursos públicos. A Câmara aprovou a destinação dos royalties do pré-sal para as duas áreas. E o Senado comprometeu-se a votar antes do recesso parlamentar, em meados deste mês, o Plano Nacional de Educação (PNE), que estabelece a destinação de 10% do PIB para a educação, o que representa quase o dobro das atuais verbas. Presidente e parlamentares atenderam assim a uma das principais reivindicações das ruas. Mas os números frios da OCDE mostram que isso está longe de ser suficiente.

A comparação entre os atuais gastos públicos e desempenho dos estudantes brasileiros comprova a constatação geral de que o governo gasta muito mal. Para resolver essa equação, não basta desembolsar ainda mais. Urge é empregar de forma mais eficiente os recursos. Economistas e especialistas em educação têm batido na tecla de que isso só acontecerá se forem adotadas algumas mudanças estruturais que têm ficado à margem da gestão pública brasileira na educação. São elas: valorização da carreira do professor, redefinição das etapas de ensino e fixação de metas de desempenho com bonificação de bons professores e escolas, entre outras.

"Ou o financiamento vem acompanhado de reformulação ou podemos desperdiçar os investimentos a mais", alertou Priscila Cruz, diretora executiva da organização Todos pela Educação. De acordo com o professor da Universidade Federal de Goiás Nelson Cardoso Amaral, a capacidade de aprendizado do aluno também depende da melhora do perfil socioeconômico da população e de investimento em infraestrutura para equipar escolas com bibliotecas, quadras esportivas e laboratórios. Ou seja: será preciso gastar cada vez mais e melhor.

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U.V.

Manchetes do dia

Terça-feira, 09 / 07 / 2013

O Globo
"Invasão' americana: Brasil vai à ONU contra espionagem dos EUA"

‘Não concordamos, de forma alguma, com interferência desta ordem’, diz Dilma

Presidente afirma que comprovação de atividade ilegal configurará violação da soberania brasileira e dos direitos humanos. Embaixador americano assegura a ministro das Comunicações que Brasil não é alvo de monitoramento. Após as denúncias de espionagem dos EUA a e-mails e ligações telefônicas no Brasil, reveladas pelo ex-técnico da CIA Edward Snowden e publicadas pelo GLOBO, a presidente Dilma Rousseff anunciou que vai recorrer à Comissão de Direitos Humanos da ONU: "Não concordamos, de maneira alguma, com interferência desta ordem." O embaixador dos EUA, Thomas Shannon, começou um périplo para dar explicações e garantiu ao ministro Paulo Bernardo, das Comunicações, que o Brasil não é alvo de espionagem. A Anatel abriu investigação para apurar se as empresas quebraram sigilo de dados.


O Estado de São Paulo
"Estudante de Medicina terá de atuar no SUS; médicos reagem"

Dilma anuncia pacote que amplia curso de 6 para 8 anos e prevê o recrutamento de estrangeiros

Após citar pesquisas que indicam o setor da Saúde como um dos mais problemáticos do País, a presidente Dilma Rousseff apresentou ontem o programa Mais Médicos, que deve ampliar a duração do curso de Medicina de 6 para 8 anos e criar 2 anos de trabalho compulsório no Sistema Único de Saúde (SUS) antes que o estudante obtenha o diploma. A ideia é aumentar a oferta de médicos e melhorar a formação dos profissionais. Definida por medida provisória, a ampliação deverá ser regulamentada em 180 dias e entrar em vigor em 2015. Na Saúde, os gastos devem chegar a R$ 45,7 bilhões até 2020. O programa inclui ainda o recrutamento de médicos estrangeiros para trabalhar em áreas prioritárias, a abertura de 11.447 novas vagas para graduação e outros 12.376 postos de especialização em áreas consideradas prioritárias até 2017. A exigência valerá tanto para instituições da rede pública quanto privada de ensino superior. Entidades profissionais, como o Conselho Federal de Medicina (CFM), estudam as possíveis ilegalidades das medidas.


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segunda-feira, julho 08, 2013

Ninja

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Opinião

A asfixia da Petrobrás

O Estado de S.Paulo
Com menos dinheiro em caixa, com a dívida crescendo e submetida pelo governo a uma política de preços de combustíveis que lhe aumenta as dificuldades, a Petrobrás está estrangulada financeiramente. Essa situação coloca em dúvida sua capacidade de executar o ambicioso plano de investimentos até 2017, que prevê aplicações de US$ 236,7 bilhões, sobretudo em exploração e produção na área do pré-sal. Em relatório sobre as finanças da estatal, o Tribunal de Contas da União (TCU) aponta as consequências do uso da empresa como instrumento da política do governo para estimular o consumo de gasolina e evitar a aceleração da inflação, e confirma que ela terá grandes dificuldades para alcançar suas metas operacionais dos próximos anos.

No fim do ano passado, a disponibilidade de caixa da Petrobrás era menor do que em 2011 e, para realizar seus investimentos, a empresa teve de aumentar sua dívida em R$ 40,8 bilhões. A dívida já corresponde a 57% do valor patrimonial da empresa e cresce mais depressa do que a geração de recursos. A disponibilidade de caixa, que era de R$ 35,7 bilhões no fim de 2011, caiu para R$ 27,6 bilhões no fim do ano passado.

"Nesse cenário de expansão de despesas de capital, uma redução na geração de caixa da empresa pode representar risco à capacidade de financiar os projetos", alerta o TCU.

Durante anos a Petrobrás foi utilizada politicamente pelo governo do PT para acomodar aliados ou para ações de interesse do governo. A empresa foi obrigada a assumir projetos que não tinham o necessário respaldo econômico-financeiro, como o de parceria - até hoje apenas no papel - com a PDVSA do governo bolivariano chefiado por Hugo Chávez para a construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Projetos de expansão da capacidade de refino anunciados em grandes atos políticos ainda não saíram do papel.

Mesmo submetida a uma política de preços que lhe conteve as receitas, a Petrobrás assumiu um gigantesco programa de investimentos no pré-sal, que implicou pesadas transferências do Tesouro, mas ainda não comprovou na prática sua viabilidade. Concentrada na atividade de exploração e produção, a empresa deixou de investir em manutenção e em expansão de sua capacidade de refino, para atender à demanda doméstica crescente e fortemente estimulada pelo governo.

Algumas das graves consequências dessas práticas foram apontadas pelo ministro José Jorge, no relatório do TCU sobre as contas do governo Dilma de 2012. Por não ter expandido sua capacidade de refino para atender ao aumento da demanda interna, a Petrobrás passou a importar combustíveis. Assim, de exportador de óleo cru e combustíveis, com um superávit de US$ 2 bilhões em 2007, o Brasil tornou-se importador, com o registro de um déficit de US$ 3 bilhões no ano passado.

A Petrobrás paga em dólares, a preços internacionais, o combustível importado e o vende em reais no mercado interno, a preços artificialmente contidos pelo governo. Ao mesmo tempo, o governo estimulou o consumo de combustíveis, comprimindo seu preço e reduzindo a tributação - o que teve efeito direto sobre o consumo do etanol e desestabilizou o setor - e fez crescer a venda de veículos, também com a redução da tributação. A demanda de gasolina nas bombas cresceu 58% entre 2008 e 2012.

No ano passado, o preço do combustível vendido pela empresa foi reajustado, mas a redução da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), o imposto da gasolina, evitou que o reajuste chegasse ao consumidor. Ou seja, manteve-se o estímulo ao consumo. Quanto mais vende gasolina, mais a Petrobrás perde.

Nada indica mudanças significativas na situação operacional e financeira da Petrobrás neste ano, pois não há previsão de aumento significativo de sua capacidade de refino, o que tende a produzir resultados iguais ou piores do que os de 2012.

A autossuficiência do País em petróleo e derivados, que chegou a ser anunciada pelo governo em 2006, continua distante.

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U.V.

Manchetes do dia

Segunda-feira, 08 / 07 / 2013

O Globo
"Exclusivo - Brasília abrigou base dos EUA de espionagem por satélite"

Equipes das agências NSA e CIA trabalharam juntas para coleta de dados no país

Governo Dilma cobra explicação de americanos sobre monitoramento de e-mails e telefonemas de brasileiros e vai propor à ONU medidas de regulação internacional da internet para evitar abusos. PF e Anatel investigarão a suposta colaboração de empresas nas interceptações. Equipes da Agência de Segurança Nacional (NSA) e da Agência Central de Inteligência (CIA) trabalharam em conjunto em Brasília, onde funcionou uma das 16 bases que os EUA mantiveram para a coleta de informações através de satélites, informam Roberto Kaz e José Casado. Documentos da NSA, de 2002, vazados pelo ex-agente da CIA Edward Snowden, aos quais O GLOBO teve acesso, revelam o padrão de monitoramento em escritórios estrangeiros, dentro e fora dos EUA. Não se sabe se a base de espionagem, a equipe conjunta e as práticas se mantêm. A presidente Dilma Rousseff se reuniu com ministros na manhã de ontem e determinou que fossem pedidas explicações aos EUA sobre a revelação do GLOBO de que os EUA monitoraram milhões de e-mails e telefonemas de cidadãos brasileiros. A Polícia Federal e a Anatel vão investigar se empresas brasileiras colaboraram com a espionagem. "Se isso realmente ocorreu, configura crime contra a legislação brasileira e a Constituição. Se tiver empresa brasileira mancomunada com empresas estrangeiras para quebrar sigilo telefônico e de dados, é um absurdo", disse o ministro Paulo Bernardo (Comunicações). O governo brasileiro também vai propor à ONU a criação de uma regulação internacional para evitar abusos e prometeu agir para acelerar a tramitação do marco civil da internet no Congresso.


O Estado de São Paulo
"Planalto reage a espionagem de brasileiros pelos EUA"

Presidente mantém reunião com assessores para definir resposta à operação de vigilância americana

A presidente Dilma Rousseff convocou ontem uma reunião com assessores para articular uma resposta ao governo dos EUA, depois que o jornal O Globo revelou detalhes sobre como Washington monitorou telefonemas e e-mails de empresas e cidadãos brasileiros “de interesse”. De acordo com declarações do ministro de Comunicações Paulo Bernardo ao Estado, o governo já acompanhava o caso de espionagem da Agência de Segurança Nacional dos EUA no exterior. “Agora a história muda de patamar”, disse. A Polícia Federal pode entrar na investigação e o chanceler Antonio Patriota afirmou que interpelará Washington sobre o caso. 


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domingo, julho 07, 2013

Foto psicografada

Sidney Borges em 1274

Coluna do Mirisola

Volte sempre

Mirisola, ao escrever sobre a morte do amigo Paulinho, surpreende-se e especula se é o mestre da ante-sala. Pondera se somos o resultado de uma coisa alheia ou se estamos realmente vivos

MARCELO MIRISOLA
Admitir que um amigo como Paulinho morreu é algo mais comprometedor do que apagar parte da memória, é apagar nosso itinerário, a rotina, as rondas e os bares que continuam existindo no mesmo lugar, apesar do sumiço. Admitir a morte de um amigo tão próximo significa também riscar do mapa os outros amigos que dividíamos nem sempre em pacífica convivência, fica esquisito. Falta o acordo, e falta o desacordo. A conta não fecha; admitir que um cara como Paulo de Tharso não mais existe é, entre milhares de outras coisas, acreditar na piada que ele sempre contava: “estou morrendo”. A graça da piada era ridicularizar a ameaça dele, e aí o puto morre e estraga a própria piada.

Inadmissível.

A morte consta, mas não fecha. Como assim morreu? Admitir a morte de um cara tão presente como Paulinho é  a mesma coisa que dizer que ele não existiu e que não só eu, mas todos os que privaram de sua amizade, jamais existiram. De certa forma, é a mesma coisa que admitir que também estamos mortos, ou, numa hipótese mais excêntrica, reconhecer a morte de um amigo tão presente, é algo mais grave do que eliminar a hipótese de que ele tenha existido, ou seja, é  eliminar a hipótese de que – ainda – estamos vivos.

Nesse caso, admitir que não estou/não estamos vivos é diferente e muito mais grave do que admitir a hipótese de que Paulinho está morto (ou a hipótese de que todos estamos mortos). Uma vez que a primeira injunção anula e compromete  aquilo que viria em seguida, a suposta morte do amigo. Vale dizer: se Paulinho morreu, eu simplesmente não conseguiria levar esse raciocínio adiante. Façam as contas, é matemática pura.

Ora, se eu, aqui e agora, uso meu laptop para discorrer sobre o amigo morto, não existe a possibilidade de ele deixar de ser sujeito e ao mesmo tempo objeto do que escrevo, logo estamos vivos. Porque também sou sujeito e objeto do que escrevo. Pense bem, amigo zumbi paulistano: se voce quiser traçar um belo sanduíche de pernil, basta ir até o Estadão e pagar dez reais,  isto é, somos aquilo que pensamos ser aqui e agora desde que tenhamos dez reais no bolso e consigamos acreditar que, entre outras coisas, estamos vivos -  o mesmo raciocínio (repito) vale para o entorno, para os bares, os amigos, as mulheres que nos abandonaram e o pão na chapa, vale a mesma coisa para o último número do trapezista antes de despencar em vertiginosa queda, para o choro falso do palhaço e pro abraço de despedida. Porra, Paulo!

Ando com a pulga atrás da orelha. Paulinho não foi o primeiro a ter a derradeira conversa comigo. Tomamos um Mosteiro horroroso no Marajá, e por volta das 23 horas o deixei na porta de casa. A última coisa que me disse foi: “Você faz falta, volte sempre”. Aqui estou. Aliás, já é o terceiro que involuntariamente encaminho pro outro lado. Talvez daí o vínculo que me permite especular, e desacreditar na morte: logo eu o mestre da ante-sala?

No dia seguinte ele estava dentro de um caixão, no palco do teatro, foi bonito, triste, inacreditável.

Bem, eu dizia: ou admitimos que estamos vivos nessa condição, digamos, de suspensão, ou admitimos que somos resultado de uma coisa alheia que anima nossas carcaças, quase independentemente de nossos desejos.

Confesso que estou mais inclinado a admitir o alheio.  Se for pelo alheio, a imagem que me reflete no espelho é o meu fantasma. Se voce quiser estender esse raciocínio ao entorno, verá que tudo não passa de uma ficção precária: as notícias que você lê nos jornais, o bom dia que você dá ao porteiro do seu prédio – seu voto, o orgasmo da mulher amada e o velório do amigo querido. Tudo é ficção, menos o mensalão.

A diferença é que algumas ficções são assumidamente irreais e, outras, paródias de realidades fugidias e igualmente intangíveis . Todavia, o fato de algumas ficções serem assumidamente irreais não as qualificam como melhores e/ou superiores às outras – pretensamente documentais.

A vida e a morte giram nesse diapasão: o atestado de óbito nada mais é que um RG endereçado aos tais “entes queridos”. A morte é deles, e não de quem morreu. Creio, portanto, que é o talento do ilusionista que faz toda diferença. Quando o mágico consegue conciliar ou misturar esses dois elementos, vida e morte, o iludido transcende às condições de crédito e descrédito. Sugiro um teste. Aqui no Rio de Janeiro existe um Arco. Uma espécie de túnel do tempo. Localizado à margem da Praça XV, do lado oposto ao Paço Imperial.

O Arco do Telles. Faz uns três anos, eu, Edinho e o falecido (?) Paulo de Tharso adentramos nesse local. Antes disso, passamos numa charutaria e o xarope, aqui denominado falecido, tomou três doses de conhaque, comprou uma bengala inútil, cantou a mocinha do caixa e – pra fazer valer a praxe – azucrinou as idéias do Edinho. Como assim? Morreu?
Ao teste. Fiz o mesmo percurso semana retrasada, dessa vez acompanhado por mr.Lee. Foi ele quem tirou essa foto.

A foto tirada pelo mr. Lee no percurso feito antes com o Paulinho
O sujeito à esquerda, que pisa na própria sombra é o meu fantasma. Porém um fantasma feito de carne e osso, e mais uma carequinha revelada pelo exímio fotógrafo, mr. Lee. Essa mesma massaroca esteve em Montevideo faz um ano e meio. O alheio o manipulou. Tanto no Uruguay como no Rio de Janeiro tive um pressentimento que estranhamente coincidiu com aquilo que sinto aqui e agora.

Nem sempre acontece isso, algo ou a força que me animava nas duas ocasiões me dizia o seguinte (tomem como um disparate): “No  ventre de outras mulheres achei suas mentiras. Quem mente para elas agora sou eu. Sem querer, uso do seu repertório e trago você para mais perto de mim. Pode enganar a quem quiser, você bem sabe, meu amor, que sua trapaça engana somente aquele que finge amá-la, Kensington 1712″.

Kensington, 1712?  Pirou? O que o ventre da mulher mentirosa tem a ver com o distrito londrino e com as calças?  Aparentemente nada. Em comum, apenas o eco do mágico manipulador. Mas digamos que, semana retrasada, no Rio de Janeiro, eu era o responsável pelo sopro de vida que conduzia a massaroca de carne noite adentro. O Arco do Telles é um ventre. Ora, eu quem animava o fantasma de carne e osso. A foto me entrega, a partir da carequinha. Todavia, no Uruguay, em Ciudad Vieja, o manipulador era o alheio – por pouco não me despeço de mim mesmo, e emborco sem ter conhecimento de minha calvice.

- Por supuesto, mr.Lee, usted também é um fantasma, pode acreditar que sim.

E digo mais uma coisa: talvez, daqui alguns anos, eu seja parido em Kensington de um ventre disparatado, mentiroso e corrompido. A única chatice é ter de esperar chegar o ano de 1712, que parece tão distante. Talvez nesse dia eu morra para o mundo e renasça para a vida eterna. Talvez eu seja engolido. Talvez tope com Paulinho ao dobrar a esquina iluminada da foto, à esquerda – estão vendo? – logo depois do saco de lixo. Da próxima vez portador de uma vasta cabeleira, e quiçá menos infeliz. Quem sabe, mr. Lee?

Publicado originalmente no "congressoemfoco"

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Opinião

O raro silêncio de Lula

O Estado de S.Paulo
Habitualmente muito loquaz e atento a todas as oportunidades para exercitar a vanglória e malhar os adversários, Luiz Inácio Lula da Silva está mudo desde o início das manifestações de rua que há semanas tomaram conta do País. Nos últimos dias, uma oportuna viagem à África tirou-o de circulação.

Enquanto isso, multiplicam-se as evidências de que, pelo menos para parte significativa dos quadros do PT, inclusive alguns solidamente instalados no Palácio do Planalto, todos de olho em 2014, o "volta Lula", mais do que um apelo nostálgico, é a última esperança de sobrevivência do tão acalentado projeto de perpetuação no poder.

Lula tem reafirmado que Dilma é sua candidata, portanto, a candidata do PT nas eleições presidenciais do ano que vem. De fato, pelo menos até um mês atrás tudo levava a crer que o encaminhamento natural dos acontecimentos levaria à reeleição de Dilma.

Seria muito difícil explicar politicamente a não candidatura da presidente, mesmo que para ceder o lugar ao seu mentor. A não ser, é claro, que surgisse um inquestionável motivo de força maior. E essa força maior seria a ameaça iminente à hegemonia político-eleitoral do PT.

Pois a "força maior" está nas ruas. Apesar de o marqueteiro oficial João Santana garantir que em quatro meses Dilma terá recuperado o prestígio que despencou nas últimas semanas, os petistas já colocaram as barbas de molho.

Não os tranquiliza nem o argumento de que Lula conseguiu dar a volta por cima e se reeleger, após o escândalo do mensalão, em 2005, que lhe havia custado uma forte queda nos índices de aprovação popular.

Ocorre que Dilma, ao contrário de seu criador, não tem o menor carisma. E em 2006 o País surfava na onda da estabilidade monetária, crescimento econômico e avanços sociais. Um panorama muito diferente daquele em que está hoje mergulhado em razão, entre muitas outras, da crônica incompetência do governo lulopetista.

Antes mesmo do início das manifestações populares, o "volta Lula" já estava nas ruas. Ainda em abril, antes da aprovação pelo Congresso da MP dos Portos, que Dilma Rousseff sancionou em 5 de maio, um grupo de aproximadamente 200 militantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), o braço sindical do PT, marcava sua posição em ato público na Avenida Paulista, ao coro vibrante de "Volta Lula!". Era a expressão de um sentimento que já então se percebia, embora tímido e discreto, nos círculos lulopetistas Brasil afora.

Na quarta-feira passada, em dois ambientes diferentes e em contextos distintos, duas personagens próximas de Lula vocalizaram o mesmo desejo. O cientista político André Singer, antigo porta-voz de Lula na Presidência, respondeu a uma indagação, durante debate na USP, com a afirmação de que, em consequência da queda da popularidade de Dilma, o nome de Lula, como candidato em 2014, "está colocado". Singer fez a ressalva de que não estava em condições de afirmar se Lula está ou não disposto ou decidido a ser candidato. E, dizemos nós, muito provavelmente não está.

Por sua vez, o deputado federal Devanir Ribeiro (PT-SP), cuja devoção a Lula se consubstanciou na tentativa de propor um terceiro mandato consecutivo para o então presidente, que cumpria o segundo, foi bem mais explícito. Depois de criticar abertamente a presidente, afirmando que "o que falta no governo Dilma é gestão", Ribeiro foi categórico: "Já está na hora de o Lula voltar".

É claro que, mesmo a conveniente distância, Lula está perfeitamente a par das manifestações desse queremismo. Que, aliás, é muito compreensível, uma vez que, diante dos últimos acontecimentos, a companheirada vislumbra uma luz no fim do túnel e a identifica como a de uma locomotiva sem freio que ameaça atropelá-los.

Mas Lula dificilmente mete a mão em cumbuca. E não foi por outra razão que, diante do clamor da massa que perdeu a paciência com o governo, ele enfiou a viola no saco e foi cuidar de sua vida em outras paragens. Afinal, a coisa está feia. E ninguém mais do que ele é o culpado pelo que está aí.

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U.V.

Manchetes do dia

Domingo, 07 / 07 / 2013

O Globo
"EUA espionaram milhões de e-mails e ligações de brasileiros"

País aparece em destaque como alvo na vigilância de dados e é o mais monitorado da América Latina

A Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos vigiou telefonemas e correspondências eletrônica de pessoas e empresas usando pelo menos três programas de computação, conforme documentos revelados pelo ex-técnico Edward Snowden, caçado pelo governo Obama. Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA) espionou, na última década, cidadãos e empresas no Brasil, segundo documentos coletados pelo ex-técnico Edward Snowden, aos quais O GLOBO teve acesso. Telefonemas e e-mails foram rastreados através de pelo menos três programas. O Brasil aparece com destaque em mapas da NSA, como alvo importante no tráfego de telefonia e dados, ao lado de países como China, Rússia, Irã e Paquistão. O volume de informações monitoradas é gigantesco: só no mês de janeiro deste ano, a NÍ3A rastreou 2,3 bilhões de dados nos EUA, e o Brasil ficou apenas um nível abaixo na escala de monitoramento. De acordo com os dados vazados por Snowden, que revelou ao mundo a rede secreta de vigilância aos cidadãos, o Brasil é, de longe, o país mais espionado da América Latina, informam Glenn Greenwald, Roberto Kaz e José Casado. O governo americano segue hábitos de navegação na internet de pessoas e empresas consideradas "de interesse” A agência armazena todo tipo de registros, seja número discado, tronco e ramal usados, duração, data, hora, localização do remetente e do destinatário, bem como endereços de IP e sites visitados. E faz o mesmo com quem estiver na outra ponta da linha, ou em outra tela de computador.


O Estado de São Paulo
"Dilma vê risco de desmanche da base em ano pré-eleitoral"

Presidente administra crise com PMDB; Planalto já conta com saída do PSB e PSC da base no Congresso

No momento em que a presidente Dilma Rousseff amarga queda de popularidade após a série de manifestações no País, partidos da base ameaçam desembarcar da aliança, em ano pré-eleitoral. Eleita em 2010 por uma chapa de dez partidos, Dilma conseguiu mais adesões e formou a maior base de apoio no Congresso desde a Constituinte. Agora, a aliança para o próximo pleito - essencial por causa da divisão da propaganda de TV - já tinha duas sinalizações de baixa antes da atual crise: PSB e PSC devem ter candidaturas próprias, com o governador Eduardo Campos (PE) e com o pastor Everaldo Pereira, respectivamente. Outros partidos podem seguir o mesmo caminho, como PP, PSD e PR. Mas a maior preocupação é com 0 PMDB, parceiro que indicou o vice Mi- chel Temer. A desarticulação ao apresentar a proposta do plebiscito - sem discussão com a base - desestabilizou a relação com 0 Congresso e expôs dificuldade no relacionamento com os presidentes do Senado, Renan Calheiros (AL), e da Câmara, Eduardo Alves (RN), ambos do PMDB.


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