sábado, abril 20, 2013

Ubatuba em foco


Secretaria de Obras inicia projeto de recuperação das ruas em Ubatuba

PMU
Desde o início do novo governo, a secretaria de obras foi uma das que mais sofreu por conta do sucateamento da máquina pública. Em 01 de janeiro, a secretaria estava sem material para recuperação de ruas pavimentadas e nem maquinário para nivelar as ruas de terra.

No entanto, a atual administração não vem poupando esforços para reverter à situação e até o momento já foram consertadas 2 máquinas tipo patrol, 2 pás carregadeiras, 1 retro escavadeira e 2 caminhões, e ainda temos mais 8 máquinas que já estão sendo consertadas (2 patrol, 2 retroescavadeira, 3 caminhões e 1 rolo compressor).

Segundo o Secretário de Obras Mauro Sérgio Bezerra, a falta de maquinário, material e previsão orçamentária impediram que fosse realizada uma ação imediata, pois a compra de material precisou passar por processos licitatórios. Além disso, ele ressalta que as chuvas intensas que atingiram a cidade desde o começo de ano, também colaboraram para o agravamento dos problemas de infraestrutura nos bairros.

Com o recebimento do novo material asfáltico, a prefeitura já deu inicio ao projeto de recuperação das ruas em toda cidade. Um cronograma especial de ação foi elaborado, privilegiando inicialmente as ruas mais prejudicadas, que servem de passagem as linhas de ônibus. A estrada de acesso ao bairro da Fortaleza, que estava quase interditada, já foi totalmente recuperada. As ruas de terra, também foram incluídas no cronograma e a partir da próxima segunda (22) as ações serão intensificadas.

O secretário Mauro Bezerra ressalta que além da atuação para recuperar as ruas neste início de ano, foram cadastrados dois grandes projetos no PAC do Governo Federal, que juntos somam mais de 30 milhões em investimentos, para asfaltamento destas ruas no município. “Estamos nos esforçando para resolver as situações urgentes e emergentes, mas também estamos atentos ao trabalho que trará resultado definitivo para este problema de infraestrutura urbana. Hoje vamos tapar os buracos que nos deixaram, mas o nosso projeto é para mudar as vias de Ubatuba definitivamente”, completou Mauro Bezerra.

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Opinião

Crescendo menos

O Estado de S.Paulo
Mais do que confirmar o que o governo Dilma tenta negar - que o desempenho da economia brasileira continuará sendo pior do que o dos demais países emergentes e também do resto do mundo -, o Panorama da Economia Mundial com as novas projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) para 2013 adverte para a persistência de gargalos que reduzem o potencial de crescimento do Brasil.

O FMI reviu para baixo suas projeções para o desempenho da economia mundial neste ano, mas a revisão dos dados referentes à economia brasileira foi mais significativa do que as revisões dos dados do resto dos países, inclusive os emergentes. Inicialmente previsto em 3,5%, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2013 agora é estimado em 3%. Ainda é, reconheça-se, um número bem melhor do que o registrado em 2012, quando o PIB brasileiro cresceu apenas 0,9%, mas ruim se comparado com o do resto do mundo. Em média, a economia mundial deverá crescer 3,3%, de acordo com as novas projeções do Fundo Monetário Internacional.

Países aos quais o Brasil tem sido comparado por analistas e investidores internacionais terão desempenho melhor. O FMI espera que, em 2013, a China cresça 8%; a Índia; 5,7%; e a Rússia e o México, 3,4%.

A recente aceleração dos preços no Brasil não parece preocupar o Fundo. Apesar de, em março, a inflação brasileira ter rompido o limite superior da margem de tolerância da meta deste ano, o FMI acredita que a alta média dos preços ao consumidor fique em cerca de 5,5% em 2013 e, no próximo ano, alcance 4,5%, centro da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional.

O que preocupa o Fundo, entre outras dificuldades, são os gargalos da infraestrutura, que podem comprometer o crescimento futuro. Esse problema foi apontado pela diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo. "O fornecimento e o escoamento de mercadorias é limitado por gargalos em quase todo o território", disse ela, referindo-se à situação dos portos, aeroportos, rodovias e ferrovias no Brasil. "Aprimorar a infraestrutura poderia melhorar muito a situação do País, e é isso que sugerimos que seja priorizado."

Além da infraestrutura, o chefe da divisão de pesquisa do Fundo, Thomas Helbing, citou outro gargalo que pode tolher o crescimento brasileiro. É o que se localiza no mercado de trabalho. Há um lado positivo da evolução do mercado de trabalho no Brasil nos últimos anos, com o aumento do número de trabalhadores contratados. Isso contribuiu para o aumento da renda real média da população, estimulou o consumo e evitou que o desempenho da economia fosse pior do que o registrado nos dois últimos anos.

Mas um número crescente de empresas começa a enfrentar escassez de mão de obra preparada e treinada para o desempenho de funções mais complexas, que exigem maior domínio de técnicas e maior conhecimento. As políticas públicas na área da educação anunciadas até agora não tiveram o efeito de suprir a demanda desses profissionais na velocidade exigida pelo mercado.

Além do impacto de fatores externos, as economias sul-americanas foram afetadas também por fatores internos, em geral de responsabilidade dos governos - e isso foi particularmente visível no Brasil. "Grandes estímulos falharam em impulsionar o investimento privado", observou o FMI, referindo-se aos generosos incentivos concedidos pelo governo Dilma e que até agora não resultaram em investimentos nem em crescimento. A relativa estagnação brasileira afetou o desempenho da Argentina e do Uruguai.

Quanto à estabilidade da economia brasileira, o vice-diretor de assuntos fiscais do FMI, Philip Gerson, observou que, como a dívida pública bruta ainda é superior a dois terços do PIB, o governo deveria cumprir a meta cheia do superávit primário - necessário para honrar os compromissos decorrentes da dívida -, que está fixada em 3,1% do Produto Interno Bruto. O governo Dilma, no entanto, vem reduzindo essa meta na prática, por meio de artifícios orçamentários e contábeis, e com isso gera desconfianças sobre sua política fiscal.

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Manchetes do dia

Sábado, 20 / 04 / 2013

O Globo
"23 horas de perseguição: Com Boston sitiada, FBI mata um suspeito e prende o irmão"

Caçada a jovens muçulmanos, de origem chechena, mobiliza os EUA

Família se surpreende com o envolvimento dos dois, que moravam há cerca de dez anos no país e estavam legalizados. O mais velho dizia não entender os americanos. Um forte aparato policial e militar sitiou toda a região de Boston, transformando-a numa metrópole-fantasma, para caçar a dupla suspeita de ser a maior ameaça terrorista ao país desde o 11 de Setembro: os irmãos Tamerlan e Dzhokar Tsarnaev, muçulmanos de origem chechena, acusados do atentado na Maratona de Boston. No cerco, que começou na noite de quinta-feira, Tamerlan, de 26 anos, foi morto durante um tiroteio, segundo a polícia. Após quase 23 horas de perseguição, seu irmão Dzhokar foi capturado no interior de um barco no quintal de uma casa na cidade de Watertown e levado para um hospital. Os irmãos moravam há cerca de dez anos nos EUA, e estavam legalizados. Tamerlan lutava boxe, dizia não ter amigos americanos e abandonara o curso de engenharia. Seu irmão, que trabalhou como salva-vidas, iniciava a faculdade de medicina e era descrito como alegre. O suposto envolvimento no atentado surpreendeu a família. Os pais, na Rússia, disseram que houve armação do FBI. Já o tio, segundo quem Tamerlan telefonou e pediu desculpas, se disse envergonhado.


O Estado de São Paulo
"Maduro assume presidência e propõe diálogo à oposição"

Presidente da Venezuela pediu ajuda a investidores brasileiros; conselho eleitoral auditará mais 46% das urnas.

Nicolás Maduro tomou posse ontem como presidente da Venezuela em cerimônia repleta de referências a seu mentor, Hugo Chávez, relata o enviado Felipe Corazza. Maduro pediu ajuda a investidores internacionais, citando particularmente o Brasil, para tentar melhorar a fragilizada economia local, um dos maiores problemas que enfrentará. O novo presidente voltou a acusar os opositores de planejar um golpe. Ele, no entanto, propôs o diálogo a Henrique Capriles, candidato da oposição, que contesta o resultado das eleições de domingo. A presidente Dilma Rousseff assistiu ao ato de posse, realizado na Assembleia Nacional, em Caracas. Dilma falou à imprensa na chegada à cidade e comentou a reunião da Unasul que reconheceu Maduro como presidente. A presidente elogiou o documento final do encontro que, segundo ela, “reitera os compromissos da Unasul com os processos democráticos”.


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sexta-feira, abril 19, 2013

De olho em você. Cautela!

Coluna do Celsinho

NINJA 2013

Celso de Almeida Jr.

Nesta sexta-feira, 19 de abril, começa a programação de 2013 do Núcleo Infantojuvenil de Aviação - NINJA.

Nos meses iniciais, o foco será simulação de voo em computador, com aulas em duplas, sob a orientação de um instrutor.

O NINJA atende estudantes das redes pública e particular e os detalhes do projeto estão disponíveis em www.ninja-brasil.blogspot.com

Os alunos têm contato com teoria de voo, regulamentos de tráfego aéreo, meteorologia, conhecimentos técnicos e navegação aérea, numa linguagem ajustada para as suas idades.

Tenho a grande satisfação de integrar o grupo que apoia esta ideia, contribuindo para despertar vocações e revelar talentos.

Certamente, no futuro, boa parte destes jovens formará a base de uma escola de aviação civil sediada em Ubatuba, colhendo uma nova perspectiva profissional.

Estamos nos empenhando para isso, atentos à necessidade da sociedade civil organizada construir ambientes que valorizem a ciência e a tecnologia.

As atividades do Núcleo Infantojuvenil de Aviação - NINJA - acontecem na Sala Gastão Madeira, instalada no Colégio Dominique, no Jardim Carolina.

Novos interessados devem verificar os horários disponíveis contatando: ninja.aero@gmail.com

Ajude a divulgar!

Incentive a participação!

Visite: www.letrasdocelso.blogspot.com

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Opinião

Os objetivos do planeta e as fantasias políticas

Washington Novaes
Com vários pronunciamentos, dirigentes da ONU assinalaram no início deste mês que já estamos a menos de mil dias do final de 2015, prazo para que se cumpram os chamados Objetivos do Milênio, dos quais ainda estamos bastante distantes - basta lembrar, como alguns deles fizeram e foi mencionado aqui na semana passada, que neste mundo de 7 bilhões de habitantes, embora 6 bilhões possuam telefones celulares, 2,5 bilhões não têm em suas casas instalações sanitárias adequadas e mais de 1 bilhão defecam ao ar livre. Não significa que não tenha havido progressos expressivos também: desde 1990 caíram pela metade os índices de extrema pobreza, assim como diminuíram a mortalidade infantil e materna; aumentou em 2 bilhões o número de pessoas com acesso a água potável; atingiram-se recordes nas matrículas escolares, tanto de meninos como de meninas. Mas ainda há muito a fazer, já que 40% da humanidade vive com menos de US$ 2,00 (R$ 4,00 por dia) e são graves muitos dos problemas de saúde.

No Brasil também há muito a fazer. Ainda temos 13,8 milhões de famílias vivendo com a renda mensal de R$ 70 por pessoa (US$ 1,25 por dia), inferior ao nível mínimo estabelecido pela ONU (Estado, 1.º/4). Pior ainda, o governo ainda não consegue localizar 700 mil famílias que nem a Bolsa-Família recebem. E mesmo esta não é suficiente sequer para comprar a dieta mínima proposta pelo Guia Alimentar para a População Brasileira (Ministério da Saúde), que custaria R$ 3,43 por dia, ou R$ 103,10 mensais (Folha de S.Paulo, 10/3). Também há progressos claros em vários setores (Estado, 24/2): entre 2000 e 2010, o analfabetismo de pessoas com mais de 15 anos de idade caiu no País de 13,6% para 9,6%; a mortalidade infantil, de 21,3 crianças por 10 mil nascidas vivas para 13,8. Mas avançou-se pouco no saneamento básico, de 61,9% das residências para 65,1%. E menos ainda na questão da concentração da renda, já que a parcela mais rica, 1%, detém 17% da renda.

Também na área da saúde continuam fortes as advertências da ONU, seja para a morte de crianças por doenças transmitidas pela água, seja para as mortes provocadas pelo fumo. E com novos avisos, pedindo atenção principalmente para um novo tipo de vírus transmitido por aves confinadas. Na China, onde entre 2003 e 2011 foram abatidos 400 milhões de aves, a preocupação é muito forte. A malária continua no centro das atenções. Assim como, no Brasil, a dengue, já em níveis inéditos.

Provavelmente a preocupação dos dirigentes da ONU terá aumentado nas últimas semanas, principalmente com a notícia de que o Canadá se está retirando da convenção sobre a desertificação - tema agudo, já que a cada ano aumentam em algumas dezenas de milhares de quilômetros as áreas desertas no mundo e comprometem os esforços para reduzir a fome. No próprio Canadá não se esconde o temor de que esse "mau passo" seja apenas o que antecede a retirada do país da Convenção do Clima, seguido de outros países. O Canadá já se afastou do Protocolo de Kyoto e agora quer avançar na exploração de petróleo em areias betuminosas, construir oleoduto para as retiradas da região ártica.

E isso tudo pode ser um péssimo exemplo, na hora em que o secretário-geral do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), Rajendra Pachauri, afirma em Calcutá (Ians, 6/4) que a elevação do nível dos oceanos "ameaça a sobrevivência de cidades como Xangai (23 milhões de pessoas), Daca, a capital de Bangladesh (12,8 milhões, às margens do Rio Buriganga e de seu delta, no oceano) e Calcutá, na Índia (mais de 5 milhões de habitantes). Segundo Pachauri, a elevação, até o final deste século, pode significar alguns metros.

As palavras de Pachauri encontram eco nas de Nicholas Stern, ex-economista-chefe do Banco Mundial e hoje consultor do governo britânico, figura respeitada. Stern acha que seus temores expressados há sete anos foram ultrapassados. Agora pensa que o aumento da temperatura terrestre tem 50% de possibilidades de subir 5 graus Celsius até o fim do século - quando o IPCC adverte que um aumento acima de 2 graus em meados do século terá consequências muito graves.

Uma terceira voz nessa direção é de Jim Yong King, do Banco Mundial, segundo quem (2/4) "o clima ameaça a economia mundial, o desenvolvimento e o combate à pobreza". A seu ver, uma das estratégias mais eficazes na direção contrária seria suprimir US$ 1,9 trilhão por ano de subsídios para o consumo de petróleo e carvão. Suas palavras são acompanhadas pelo Institute for Environment and Development (4/4), para o qual a questão climática pode agravar a fome no mundo - com a população em alta, preços tendendo a ser mais maiores e as safras, mais incertas.

São muitas vozes. O governo da Austrália alerta sua população para a insustentabilidade que avança em certas regiões do país. Um órgão conceituado como a National Oceanic and Atmospheric Administration, dos EUA, prognostica aumento muito forte de chuvas e nevascas no país até o fim do século, com consequências graves em muitas áreas, inclusive da produção agrícola (latimes, 5/4). Já o jornal The New York Times chama a atenção (4/4) para estudo da Universidade de Ohio em que os cientistas demonstram que os gelos dos Andes peruanos, que levaram 1.600 anos para se formar, derreteram em 25 anos.

Como levar políticos e administradores a pôr os interesses planetários acima de suas preocupações miúdas? Há quem esteja pensando que o jeito é torcer para que avance e se dissemine estudo de pesquisadores japoneses (Estado, 5/4) segundo o qual é possível "identificar as imagens que passam pela cabeça de uma pessoa adormecida". Sabendo o que se passa na cabeça dos políticos, talvez eles tenham medo e então se possam mudar os rumos. Utopias, mas não custa sonhá-las exatamente a partir de sonhos.

Washington Novaes é jornalista. E-mail: wlrnovaes@uol.com.br.

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Manchetes do dia

Sexta-feira, 19 / 04 / 2013

O Globo
"Atentados em Boston: FBI exibe imagens de suspeitos e pede ajuda"

Polícia apela à população para identificar dois homens filmados durante a corrida.

Em vídeo um deles deixa uma mochila no local onde ocorreu a primeira explosão. Obama participa de cerimônia religiosa em Boston e garante que os terroristas serão encontrados: 'Vocês vão encarar a Justiça'. Três dias após o atentado na Maratona de Boston, o FBI apresentou ontem fotos e vídeos de dois homens que seriam os responsáveis pelo ataque, mas, para identificá-los, fez um apelo dramático aos americanos: "Alguém conhece esses indivíduos, como amigos, vizinhos, colegas de trabalho ou mesmo parentes. Apesar de ser difícil, a nação conta com que os que tenham essas informações se apresentem e as entreguem para nós", disse Richard DesLauriers, agente especial em Boston. Até agora, os dois são apenas "suspeito 1" e "suspeito 2”, vistos num vídeo disponível no site do FBI. O presidente Obama foi a Boston e alertou: "Nós vamos encontrá-los. E, sim, vocês vão encarar a Justiça."


O Estado de São Paulo
"Marina e tucanos tentam barrar limite a novo partido"

Proposta, aprovada após pressão do Planalto, dificultará candidaturas da ex-senadora e de Campos

A ex-senadora Marina Silva articula-se, com o apoio de tucanos, para convencer colegas de Parlamento a barrar o projeto de lei que restringe o acesso de novas siglas à propaganda na TV e ao fundo partidário. A proposta foi aprovada pela Câmara na noite de quarta-feira, depois de forte pressão do Planalto. A oposição interpreta que, caso passe no Senado, o projeto dificultará as candidaturas de Marina e do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), à Presidência. Os partidos afetados também vão recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a medida, antes mesmo de ela chegar ao Senado. O gesto, porém, é mais político, pois o Supremo resiste a interferir em propostas ainda não aprovadas pelo Congresso. O líder petista no Senado, Wellington Dias (PI), criticou a urgência com que se deu a tramitação. “Qualquer mudança vai ser contaminada pela discussão de 2014, que está próxima.”


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quinta-feira, abril 18, 2013

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Opinião

Boca livre cultural

Nelson Motta - O Estado de S.Paulo
"O Conselheiro come" é o titulo de uma crônica antológica de João Ubaldo Ribeiro sobre um escritor que não consegue trabalhar para atender aos pedidos de entrevistas, depoimentos, prefácios, teses de mestrado e avaliações de textos, que lhe consomem muito tempo e esforço sem lhe render um tostão ou qualquer benefício. O título é uma citação da esposa do Conselheiro Ruy Barbosa, tentando explicar aos solicitantes que o marido precisava ganhar algum dinheiro com seu trabalho para pagar suas contas.

Assim como o Conselheiro e João Ubaldo, no Brasil, muitos profissionais bem-sucedidos de diversas categorias são assediados por amigos, conhecidos ou estranhos para trabalhar para eles, de graça por supuesto. Alguns são pressionado a ouvir discos e a ler livros, crônicas, peças de teatro, teses de mestrado e, pior que tudo, poemas, que não gostariam de ler nem muito bem pagos.

Os verdadeiros amigos entendem eventuais recusas, os profissionais compreendem os motivos, mas muitos não têm noção, esperam que você pare tudo que está fazendo para ajudá-los no trabalho de conclusão de curso.

De tanto atender a pedidos para depoimentos em vários documentários, de Paulo Francis à bossa nova, de Wilson Simonal aos Mutantes, de Raul Seixas a Cartola, dos Dzi Croquettes a Tim Maia, acabei merecendo uma gozação do crítico de cinema André Miranda como "o ator de documentários em maior atividade no momento".

Achei muito engraçado e oportuno, porque passou a me servir de álibi infalível para recusar novos depoimentos sobre os mais diversos temas: "Não dá, já fiz tantos que estou ficando ridículo como 'ator de documentários', vou queimar o teu filme, tenta o João Ubaldo". Valeu, André.

O pior é o tempo perdido, que poderia ser gasto descansando, trabalhando ou se divertindo com sua família e seus amigos, dado de graça para um estranho. E os jornalistas que pedem para escrever um depoimento sobre João Gilberto? Ou uma lista dos 100 maiores discos da MPB, comentados. Querem que você faça o trabalho deles. E nem imaginam o tempo e o esforço que me custam para escrever uma pequena crônica como esta.

Original aqui
 

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Manchetes do dia

Quinta-feira, 18 / 04 / 2013

O Globo
"Quase dois anos depois... Para conter inflação, BC volta a subir juros"

Diretores elevam taxa em 0,25 ponto, para 7,5% ao ano, numa decisão polêmica

Alta generalizada de preços levou Copom a subir a Selic pela primeira vez desde julho de 2011. Para driblar uma inflação resistente e generalizada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central subiu a taxa básica de juros em 0,25 ponto, para 7,5% ao ano. A primeira alta em quase dois anos, no entanto, não foi unânime: seis diretores aprovaram o aumento, mas dois queriam manutenção. A alta de juros, que contou com o apoio da presidente Dilma em declarações recentes, não teve consenso no mercado. Alguns especialistas defendiam que a taxa subisse pelo menos 0,5 ponto. "O BC tenta satisfazer a opinião pública e não frear a inflação" disse Armando Castelar, da FGV.


O Estado de São Paulo
"Juro sobe 0,25 ponto e BC fala em ‘cautela’ no ajuste"

Por 6 votos a favor e 2 contrários, Selic passou para 7,5% ao ano; mercado já prevê nova alta em maio.

O Banco Central elevou a taxa básica de juros (Selic) em 0,25 ponto porcentual, para 7,5% ao ano, e indicou que a alta pode continuar diante de um “nível elevado” de inflação. Em comunicado, o BC fala em “cautela”, o que foi interpretado como disposição para realizar ajustes graduais nas próximas sessões do Comitê de Política Monetária (Copom). O aumento, o primeiro desde julho de 2011, foi menor do que o esperado pelo mercado, que previa elevação da Selic para 7,75%. Dois dos oito membros do Copom votaram pela manutenção da taxa de juros. A decisão ocorre uma semana depois de a inflação acumulada chegar a 6,59% em março, acima do teto da meta, e depois de a presidente Dilma Rousseff sinalizar que os juros poderiam subir para atacar a alta de preços. A previsão é de novo aumento em maio e que a Selic feche o ano em 8,5%.


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quarta-feira, abril 17, 2013

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Opinião

Matança na maratona

O Estado de S.Paulo
Nenhuma organização terrorista internacional ou grupo fanático americano assumiu a autoria da carnificina de Boston - onde a explosão de duas bombas matou 3 pessoas e feriu mais de 170 na reta de chegada da maratona que a cidade promove há 117 anos no feriado local do Dia do Patriota. Estarrecidos diante do pior ataque em seu território desde o bárbaro ultraje do 11 de Setembro, os Estados Unidos amanheceram ontem não menos perplexos do que se recolheram na véspera em relação à identidade dos perpetradores. Em regra, os movimentos a que eles pertencem alardeiam as suas odiosas façanhas contra o "Grande Satã", como os extremistas islâmicos se referem aos EUA.

O silêncio tende a corroborar a avaliação inicial de que o atentado não foi obra de um ou de diversos suicidas, a exemplo daqueles que lançaram aviões sequestrados - dois deles em Boston, por sinal - sobre as Torres Gêmeas de Nova York e o Pentágono, em Washington, há 12 anos. Pelo menos ao que se divulgou, nada mudou desde que o presidente Barack Obama se dirigiu aos seus concidadãos no fim da tarde de anteontem para dizer que o governo ainda não sabia "quem e por que" havia cometido a infâmia, pedir à população que não tirasse "conclusões apressadas" e prometer que os culpados serão descobertos e sentirão "todo o peso da Justiça". Provavelmente porque, nos EUA, o substantivo terrorismo é associado de imediato ao adjetivo muçulmano, ele se guardou de usá-lo. Em 1995, afinal, um americano matou a bomba 168 e feriu mais de 500 em Oklahoma City.

Mas quem quer que tenha concebido ou executado o crime nefando de anteontem só pode ser chamado de terrorista - e conhecedor da matéria. Começa pela escolha da ocasião, a mais tradicional competição do gênero no mundo, para a qual se inscreveram, desta vez, nada menos de 27 mil homens e mulheres de numerosos países, acompanhados, como sempre, por multidões festivas que reúnem de crianças de colo a idosos. A expertise aparece também na escolha do local, entre prédios situados no trecho final da corrida de 42 quilômetros, onde a aglomeração é obviamente mais compacta. E numa rua do centro da cidade, margeada por edifícios, o que amplifica o impacto de uma explosão, pelo deslocamento de ar e difusão de estilhaços.

Os profissionais provocaram duas detonações, com 15 segundos de intervalo, a menos de 100 metros uma da outra, quando muitos maratonistas ainda se esfalfavam para completar o percurso, alheios a tudo mais. O plano, portanto, era matar e ferir o máximo de vítimas indefesas - e de fato, não foram poucos os sobreviventes que perderam as pernas. Tanto os assassinos sabiam o que faziam que não descuidaram do rescaldo da emboscada, deixando armadas nas proximidades pelo menos duas outras bombas, felizmente desativadas a tempo. A intenção era de que rebentassem quando as equipes de socorro estivessem em pleno trabalho, em meio ao caos.

O terrorismo não pode ser erradicado, ao contrário do que propunha o então presidente Bush com a sua insensata, custosa e, afinal, contraproducente "guerra ao terror global". O desafio dos governos é reduzir a incidência do morticínio indiscriminado, sem transformar os seus países em réplicas de Estados policiais. Informação ou inteligência, como se queira, é a forma mais eficaz de prevenção - quando funciona. Aparentemente, as agências de segurança americanas não encontraram indícios do preparo da chacina de Boston. A sorte, e nada mais, ajudou o país em duas ocasiões conhecidas.

A primeira, no Natal de 2009, quando falhou o explosivo que um nigeriano suicida conseguiu, por incrível que pareça, levar a bordo de um voo da Delta de Amsterdam a Detroit - e isso depois de o seu pai ter alertado diplomatas americanos, além de um agente da CIA, para a conversão do filho ao islamismo radical e sua mudança para o Iêmen, base da Al-Qaeda da Península Arábica. A segunda ocasião foi em maio do ano seguinte, quando dois vendedores ambulantes chamaram a atenção da polícia para um veículo do qual saía fumaça em Times Square, no coração de Nova York: era um carro-bomba armado por um paquistanês treinado em terrorismo, que residia nos EUA. Desta vez, os fados não ajudaram.

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Manchetes do dia

Quarta-feira, 17 / 04 / 2013

O Globo
"Estado de alerta: EUA ainda sem explicação para o novo atentado"
 

Obama diz não saber se bombas em panela de pressão são de origem doméstica ou estrangeira

Dos 176 feridos, há 17 internados em estado grave e pelo menos 10 tiveram algum membro amputado. O governo americano ainda busca explicações sobre o atentado que matou três pessoas e feriu 176 durante a Maratona de Boston e promove uma caçada aos terroristas, que detonaram duas bombas em panelas de pressão. O FBI pediu à população que envie fotos e vídeos. "Não sabemos quem fez o ataque ou o motivo: se foi executado por uma organização terrorista estrangeira ou nacional ou se foi um ato de um indivíduo vil" disse Obama. No dia seguinte à tragédia, 12 quarteirões continuavam bloqueados, e Boston parecia uma cidade-fantasma, relata Isabel De Luca.


O Estado de São Paulo
"Após 7 mortes, Venezuela fala em golpe de Estado"

Presidente eleito, Nicolás Maduro denunciou envolvimento de militares em plano para desestabilizar o país

Sete pessoas morreram e 61 ficaram feridas em protestos que tomaram a Venezuela após as eleições presidenciais, realizadas no domingo. Entre a noite de segunda-feira e a madrugada de ontem, milhares ocuparam as ruas de Caracas e entraram em confronto com a polícia. Eles pedem a recontagem dos votos após vitória por apenas 1,7 ponto porcentual do chavista Nicolás Maduro. O governo proibiu a realização de um a marcha da oposição, marcada para hoje, denunciou o envolvimento de militares e acusou os EUA de participar da organização dos protestos. O presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, falou que está em curso no país uma tentativa de golpe de Estado. O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, pediu “calma e moderação” a chavistas e opositores.


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terça-feira, abril 16, 2013

Pitacos do Zé


Esporte é vida

José Ronaldo dos Santos
Alguém muito inspirado escreveu o seguinte: “Para melhorarmos o meio é necessário que todos acreditem no êxito”.  Junto à frase havia a imagem de um espaço descoberto, em ruínas, parecendo ter sido um dia uma sala de aula, pois numa parede se via fragmentos de uma lousa. Diante dela, um homem em pé, usando uma vareta, parecia indicar algo grafado no exíguo espaço. Um grupo de cinquenta crianças, todas negras, sentadas no chão, prestavam atenção à explicação, à aula. Acho que era algum lugar da savana africana.

No dia 14/4 (sábado), acompanhei o meu filho a mais uma etapa estadual de karatê. Local: Ibirapuera, na capital paulista. Saímos antes das três horas da manhã para poder chegar no horário previsto para o início (oito horas). O local estava lotado, com delegações de diversos pontos do Estado. A Academia Nunes de Ubatuba estava representada por dois atletas: Estevan e Edinho.

Por que escrevo isto? Porque havia a possibilidade de mais pessoas terem ido, mas não o fizeram por questões financeiras. Muitas medalhas poderiam ter vindo com a nossa delegação. Não descarto também a falta de incentivo dos pais e das autoridades que se dizem representar os interesses desportivos da nossa cidade. Pergunto: Como podemos querer que os jovens, sobretudo eles, tomem rumos mais sadios se não nos predispomos a apoiá-los? E o que dizer daquela multidão hipócrita a repetir, sobretudo em palanques, que “esporte é vida”? É lógico que é apenas um recurso de retórica! Quem acredita no êxito faz de tudo para melhorar o meio.

No evento de sábado, durante as apresentações dos atletas das dezenas de organizações (academias, associações, clubes etc.), eu escutei (e vi nos uniformes!) os nomes de algumas prefeituras, inclusive da Secretaria de Esportes de Caraguatatuba, a nossa cidade vizinha. Pensei na hora: “Por que a nossa cidade não dá novo rumo, outra atenção aos esportes? O que o novo secretário pode fazer para que os nossos desportistas se projetem, deem destaque para a nossa cidade nas muitas participações por este mundo afora?  Será que os empresários locais também são incapazes de rever alguns de seus conceitos, de se mostrarem como cidadãos que conseguem ver mais além do que os lucros e os empregos que geram?”.

O que está faltando pode ser um monte de coisas, inclusive a disposições dos genitores para serem pais presentes na vida dos filhos. Porém, a Secretaria de Esportes, devidamente mantida por nossos impostos, não deve se omitir da educação, da formação e da projeção do município pelos esportes. Ela é parte da política (tudo aquilo que diz respeito aos cidadãos e ao governo da cidade, aos negócios públicos). Os meios para o sucesso de nossos jovens pode não ser nada complicado se mais gente acreditar no êxito, nos esportes como alternativa saudável.

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Borboletas

Grafei barboletas, tem mais charme, dona Lazinha me deu zero.

Colunistas

EUA: dez anos apagando o Iraque

No primeiro artigo de uma série sobre a invasão norte-americana, Márcia Denser faz uma síntese do pensamento de Naomi Klein sobre o “capitalismo de desastre”, que arrasou o Iraque e seu povo

Márcia Denser
Por ocasião dos dez anos da ocupação americana no Iraque, este não será uma espécie de resumo tampouco um balanço superficial da efeméride, mas uma quase-síntese do pensamento de Naomi Klein, esta brilhante pesquisadora e ativista canadense, condensado em um dos mais importantes capítulos do seu livro A Doutrina do Choque – a ascensão do capitalismo de desastre (Rio, Nova Fronteira, 2008) onde faz um relato, dos mais completos e fundamentados, das motivações profundas – dos norte-americanos – e das não menos fundas e arrasadoras consequências – para o Iraque e seu povo – desta invasão.

Sem contar que ela esteve lá, em 2004, acompanhando como tudo começou.

Naomi abre o texto afirmando que o direito à busca do lucro ilimitado sempre esteve no coração da ideologia neoconservadora. Diante da Guerra ao Terror, a perseguição de tais objetivos corporativistas se acirrou, tornando-se aquela um excelente pretexto (ou “janela de oportunidade”). Sem dúvida, os falcões de Washington estão comprometidos com o papel imperial dos EUA no mundo e com Israel no Oriente Médio. É impossível separar esse projeto militar – guerra interminável no exterior e Estado de segurança no plano doméstico – dos interesses com o complexo do capitalismo de desastre, que construiu uma indústria trilionária.

Aliás, nos campos de batalha do Iraque, essa fusão entre objetivos políticos e lucrativos ficou mais clara do que em qualquer outro lugar do planeta.

Em março de 2004, Naomi esteve em Bagdá e viu que as coisas não estavam indo nada bem, já no hotel. Preocupada com os planos de privatização da economia iraquiana pós-invasão, obteve a seguinte resposta: “Ninguém aqui está preocupado com privatização, a sobrevivência é tudo o que nos preocupa!”. Ao que ela respondeu que a venda daquele país para a Bechtel e a ExxonMobil já estava sendo implementada pelo enviado especial da Casa Branca ao Iraque, a autoridade provisória de coalizão (CPA – Coalition Provisional Authority), L.Paul Bremer III.

Durante meses, ela cobrira o leilão dos ativos estatais iraquianos em eventos comerciais realizados em salões de hotéis, onde vendedores com coletes à prova de bala garantiam:

“O melhor momento para investir é quando ainda há sangue no chão!” (sic).

Mas, voltando à Bagdá em 2004, Naomi explica: realmente não era surpreendente ter dificuldade em encontrar pessoas interessados na economia iraquiana. Os arquitetos daquela invasão acreditavam piamente na doutrina do choquesabiam que enquanto os iraquianos estavam consumidos pelas bombas e outras exigências do cotidiano da guerra, como a falta de água, comunicações, transportes e alimentos, o país podia ser leiloado na surdina, discretamente e quando os resultados fossem anunciados seriam un fait accomply.

A “doutrina do choque” consiste no fato de que a violência extrema acaba nos impedindo de perceber os interesses que estão por trás. E as explicações para a guerra podem ser resumidas a três palavras: Petróleo, Israel e Halliburton. Mas a invasão do Iraque foi justificada oficialmente para o distinto público com base no medo das armas de destruição em massa que poderiam estar nas mãos de Saddam Hussein. Uma balela, que, logo a seguir, foi descoberta.

Outra justificação oficiosa: o déficit regional de democracia de livre mercado. Aliás, a onda de livre mercado até então havia se desviado dessa região por várias razões. Os países mais ricos – Kuwait, Arábia Saudita, Emirados Árabes – eram tão pródigos em dinheiro do petróleo que conseguiram evitar o endividamento e as garras do FMI. Opostamente, o Iraque tinha uma grande dívida, acumulada desde a guerra do Irã, mas, assim que começou a era da globalização, a primeira Guerra do Golfo acabou, o Iraque foi colocado sob rígidas sanções: não apenas o “livre comércio” seria proibido, como não havia nenhum comércio legal. Na medida em que o mundo árabe inteiro não poderia ser conquistado de uma só vez, um primeiro país serviria como catalisador, e o escolhido foi o Iraque. Dentro dessa lógica – lutar contra o terrorismo, expandir a fronteira capitalista e realizar eleições se embalou num único pacote.

George W.Bush simplificou essa agenda numa única frase: “espalhar a liberdade numa região problemática”. Porém, trata-se daquele “tipo diferente de liberdade”, a mesma que foi oferecida ao Chile em l973 e à Rússia nos anos 90 – a liberdade para as multinacionais do Ocidente se apropriarem dos Estados recém-privatizados – esse era o núcleo da teoria modelo.

Thomas Friedman estava seguro quanto ao significado da escolha do Iraque como modelo: “Não estamos fazendo o trabalho de construção de uma nação no Iraque. Nós estamos CRIANDO uma nação a partir do zero!” – como se a procura por uma grande nação árabe, rica em petróleo, para criar do zero, fosse uma coisa natural, e até nobre, a se fazer no século XXI.

Vamos deixar bem claro: o Iraque não era um espaço vazio no mapa; era e continua sendo uma cultura tão antiga quanto a civilização humana, com feroz orgulho antiimperialista, forte nacionalismo árabe, crenças profundamente enraizadas e grande parte da população masculina adulta possuidora de treinamento militar.

Se a “criação de uma nação” ia acontecer no Iraque, o que seria da nação que JÁ EXISTIA ALI? Simples. Simplesmente era que grande parte do país deveria desaparecer a fim de limpar o terreno para o grande experimento – uma ideia que continha, em seu cerne, a certeza duma violência colonialista extraordinária.

Nas análises acerca da guerra do Iraque, a conclusão é de que a invasão foi um “sucesso”, mas a ocupação, um fracasso. O que esta afirmação esquece é que invasão e ocupação são os dois lados da mesma moeda duma estratégia unificada – o bombardeio inicial foi destinado a limpar a tela sobre a qual a “nação-modelo” seria construída.

Na próxima coluna, teremos: “A guerra como tortura em massa”

Me aguardem.

Publicado originalmente no "congressoemfoco"

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Opinião

A crise dos institutos técnicos

O Estado de S.Paulo
Três meses depois do início do ano letivo, vários institutos técnicos federais continuam sem professores para lecionar determinadas disciplinas. Alguns institutos estão deixando de oferecer cerca de 200 aulas por dia e em vários cursos o currículo já está comprometido. Em São Paulo, uma das unidades mais prejudicadas é o Instituto Federal de São Paulo (IFSP), que foi criado em 1909 como Escola de Aprendizes Artífices. Com 6,5 mil alunos, o IFSP chegou a obter, em 2009, a nota mais alta entre as escolas públicas no Exame Nacional do Ensino Médio.

A crise dos institutos técnicos federais foi retratada recentemente por um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU). O documento mostra que faltam 7.966 professores em toda a rede. Segundo os auditores do TCU, a contratação de professores para preencher essas vagas é muito lenta, o que prejudica o atendimento em laboratórios.

Os auditores também constataram que o currículo de muitos cursos está desconectado da realidade social e econômica das cidades em que estão instalados. E afirmam que mais de 60% dos formandos criticam a qualidade das aulas, além de reclamar da falta de professores.

Como os salários pagos são baixos e o MEC só tem aberto concurso para professores substitutos, não há candidatos interessados em lecionar nos institutos técnicos federais. "Houve concurso que já abri quatro vezes. Simplesmente não aparecem candidatos", diz o diretor-geral do Instituto Federal de São Paulo, Carlos Alberto Vieira. Os professores substitutos ganham R$ 4.650. Os professores dão preferência às universidades federais, que pagam cerca de R$ 6.041.

A falta de docentes nos institutos técnicos federais mostra que a presidente Dilma Rousseff não está conseguindo cumprir a promessa de fazer da educação uma das prioridades de sua gestão.

No início de seu mandato, ela lançou o Ciência sem Fronteiras - um programa que oferece bolsas de estudo para que universitários possam estudar no exterior. Também investiu na expansão da rede de institutos federais, mobilizando Ministérios, Estados e municípios para agilizar a implementação do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego. Atualmente, a rede conta com 365 institutos. A construção de outros 88 deve ser concluída em dezembro e mais 120 devem ser inaugurados em 2014.

Por preparar jovens para o mercado de trabalho e amenizar o problema da escassez de mão de obra qualificada, iniciativas como essas seriam bem-vindas, caso fossem implementadas de forma responsável, com base em consistentes projetos pedagógicos.

Mas, por causa dos interesses eleitorais do governo, esses programas têm sido implementados de modo açodado. Além da falta de docentes, os novos cursos têm carga horária considerada insuficiente, não integram de modo adequado o currículo do ensino médio regular com disciplinas técnicas e aceitam alunos com baixa escolaridade.

"Poderemos ter surpresas na avaliação final do programa quanto à real eficiência pedagógica e social dessas iniciativas", diz Gabriel Grabowski, ex-superintendente Estadual de Educação Profissional do Rio Grande do Sul e consultor da Unesco. "O mercado de trabalho valoriza o profissional especializado. Logo, quanto melhor é o currículo do curso técnico, maior é o retorno em termos de remuneração", afirma Naércio Menezes Filho, professor do Insper.

Para o secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Marco Antonio Oliveira, "a rede de institutos técnicos federais está passando pela maior expansão de sua história" - e a falta de professores "é resultado disso", explica. Segundo Oliveira, para este ano está planejada a contratação de 8 mil docentes, para acabar com o déficit apontado pelo TCU, e de 6 mil servidores técnicos.

Esses problemas são fruto de uma decisão equivocada do governo Dilma. Porque quer fazer da educação uma bandeira para a campanha pela reeleição, ela estimulou a expansão da rede federal de institutos técnicos sem o planejamento adequado. Ampliar a rede é fácil - o desafio é fazê-la funcionar como deve.

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Manchetes do dia

Terça-feira, 16 / 04 / 2013

O Globo
"A volta do terror: 15 segundos de horror"

Explosões violentas durante a Maratona de Boston fazem EUA reviverem trauma do 11 de Setembro

Sem falar em atentado e explicar a motivação do ataque, Obama ordena reforço de segurança em todo o país, põe principais cidades em alerta e promete punição para os responsáveis pela tragédia, que matou três pessoas e feriu mais de 100. Num intervalo de apenas 15 segundos, duas bombas explodiram na linha de chegada da Maratona de Boston e fizeram os americanos reviver o trauma do terror, quase 12 anos após o 11 de Setembro. Três pessoas morreram, entre elas um menino de 8 anos, e mais de cem ficaram feridas. O impacto das explosões arrancou pernas de corredores, espalhou pânico e desespero entre maratonistas e espectadores. O FBI assumiu o caso, classificado como ato de terror pela Casa Branca. O presidente Barack Obama não falou em atentado e disse que não tinha explicações para o ataque, mas disse que o governo vai à caça dos responsáveis. Ele ordenou o reforço na segurança e pôs as principais cidades do país em estado de alerta. Menos de uma hora após as explosões, seis metrópoles aumentaram o efetivo policial nas ruas e os níveis de patrulhamento e segurança de instalações essenciais, como linhas de metrô e geradoras de energia, de zonas turísticas e de prédios públicos.

Testemunhas: Brasileiros perto da tragédia

Cento e trinta e um brasileiros estavam entre os 25 mil participantes da Maratona de Boston, a mais antiga e tradicional prova do gênero, realizada desde 1897. Alguns escaparam por pouco da tragédia.


O Estado de São Paulo
"Ataque em Boston mata 2 e fere 115; EUA elevam alerta"

Duas bombas explodiram na linha de chegada de maratona e 2 foram desativadas; FBI fala em terrorismo

Um ataque terrorista com ao menos duas bombas deixou dois mortos e 115 feridos ontem durante a Maratona de Boston, uma das mais tradicionais do mundo. A autoria não era conhecida até o início da noite e ninguém havia sido preso. As bombas foram detonadas em intervalos de 15 segundos, perto da linha de chegada. Outros dois explosivos foram desarmados. Parte do espaço aéreo da cidade foi fechada e os sinais de telefones celulares, bloqueados, para evitar possível detonação por controle remoto. Um incêndio na Biblioteca JFK, que reúne o acervo do presidente John Kennedy, 1 hora depois das explosões, era investigado. Espectadores mutilados e com fraturas expostas eram levados para tendas montadas para atender os corredores. O ataque fez com que a segurança fosse reforçada em hotéis e pontos turísticos de Nova York. Em Washington, a Avenida Pensilvânia, onde fica a Casa Branca, foi fechada para pedestres. Cerca de 27 mil corredores participam da prova, que atrai 500 mil espectadores.


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segunda-feira, abril 15, 2013

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Opinião

O fim de um privilégio

O Estado de S.Paulo
Um debate iniciado em março do ano passado no Supremo Tribunal Federal (STF) terminou na última quarta-feira com uma decisão sensata. Por 7 votos a 4, em sessão administrativa, a Corte derrubou a reprovável norma adotada em 2010, pelo seu então presidente, Cezar Peluso, segundo a qual os nomes dos investigados em inquéritos e dos réus em processos criminais ali instaurados passaram a ser mantidos em sigilo - ficando a sua identificação nos autos restrita às iniciais, mesmo quando a ação não corresse em segredo de Justiça.

A regra parece ter se originado da divulgação da abertura de inquérito contra o presidente do Banco Central à época, Henrique Meirelles. O caso foi arquivado, mas Peluso teria entendido que o episódio prejudicou a imagem da instituição no País e no exterior. O STF, como se sabe, apenas dá início a ações penais que digam respeito a autoridades detentoras do chamado foro privilegiado - notadamente, parlamentares federais, ministros de Estado ou a eles equiparados, presidentes da República e seus vices.

A omissão das identidades impedia que se conhecesse a possível ficha processual dos detentores daqueles cargos, porque excluía do rol dos processos aqueles em que somente as iniciais dos envolvidos constavam dos autos. Só em caso de condenação - uma raridade na história do tribunal - os nomes seriam dados a conhecer por extenso. A regra de ouro da publicidade dos atos dos Três Poderes ficou gravemente prejudicada, já não bastasse o uso abusivo do instituto do segredo de Justiça, originalmente restrito a processos nas Varas da Família para proteger os filhos de casais em litígio.

Ou, como lembrou o ministro Marco Aurélio Mello, um dos primeiros a se opor à medida, "a divulgação das iniciais pode ser prejudicial ao próprio envolvido, porque se passa a ver chifre em cabeça de cavalo, imaginar coisa pior". Além dele, votaram contra o sigilo os seus colegas Joaquim Barbosa, presidente da Corte, Celso de Mello, Cármen Lúcia, Rosa Weber, Teori Zavascki e Carlos Ayres Britto (que se manifestara no ano passado, antes de se aposentar). Pela manutenção da norma, votaram os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Luiz Fux e Ricardo Lewandowski.

Na acalorada sessão de hora e meia, Fux foi o mais encarniçado defensor do uso mandatório das iniciais quando um inquérito é protocolado no STF. Mais adiante, distribuída a matéria, caberia ao ministro incumbido de ser o seu relator decidir se a identidade do suspeito deve ou não ser revelada. Ainda assim, assinalou, "a regra geral, tendo em vista que no inquérito não há acusação substanciosa, é autuar com as iniciais". De agora em diante será o inverso: inicialmente, constará o nome inteiro do inquirido, podendo o relator determinar o sigilo.

A principal voz pela extinção do anonimato foi a de Joaquim Barbosa. Desde que assumiu a presidência do colegiado, em novembro último, ele foi explícito em suas objeções ao sistema introduzido por Peluso. Na semana passada, manifestou o seu ponto de vista em plenário. Na sessão decisiva, lançou mão de um argumento simples - e irrefutável. Visto que a norma em todas as demais instâncias do Judiciário é a divulgação dos nomes, com a manutenção do registro pelas iniciais no STF "estaríamos estabelecendo um privilégio que só vale para pessoas que detêm prerrogativa de foro" - o que, em si, já distingue os beneficiados das pessoas comuns na esfera judicial.

De mais a mais, se os desiguais devem ser tratados desigualmente em determinadas circunstâncias, como é o caso do direito ao foro especial, não se pode perder de vista que, em relação aos detentores de cargos públicos, o princípio da publicidade - ou seja, o direito da sociedade de conhecer o que fazem e o que se passa com eles por força de sua própria condição - prevalece sobre o princípio da privacidade, que se aplica aos cidadãos em geral (e às autoridades, mas apenas no que toca à sua vida pessoal). É verdade que a reputação de uma figura pública pode ser indevidamente atingida, mas o mesmo vale para todos os envolvidos, com nome e sobrenome, em processos de grande notoriedade dos quais saiam absolvidos.

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Manchetes do dia

Segunda-feira, 15 / 04 / 2013

O Globo
"Governo investigará fraude no Minha Casa Minha Vida"

Ministério das Cidades abre sindicância, e deputados pedem apuração rigorosa

CGU também será acionada para verificar atuação de ex-servidores em contratos irregulares. O Ministério das Cidades anunciou ontem a instauração de sindicância para investigar o uso de empresas de fachada por ex-servidores da pasta com o objetivo de fraudar o Minha Casa Minha Vida, principal programa habitacional do país. O caso foi revelado ontem pelo GLOBO. Em outra frente, a Controladoria Geral da União (CGU) vai atuar para descobrir como empresas do mesmo grupo repassam dinheiro público, fazem as obras e ainda fiscalizam a construção de habitações populares em cidades com até 50 mil habitantes. Deputados governistas e de oposição pediram apuração rigorosa do caso.


O Estado de São Paulo
"Estatal de aeroportos terá aporte bilionário"

Após privatização de aeroportos, Infraero recebe R$ 1,7 bilhão do governo e pede mais recursos

A Infraero, estatal que administra os aeroportos,vai receber um aporte de capital de R$ 1,7 bilhão do governo federal nos próximos meses. Mas, como esses recursos não serão suficientes para bancar seu programa de investimentos, a estatal pretende pedir mais recursos ao Tesouro Nacional. “Vamos precisar de outro repasse até o fim do ano”, disse Gustavo do Vale, presidente da Infraero, em entrevista ao Estado. A recente privatização de aeroportos transformou a Infraero em sócia minoritária, com 49% do capital, dos terminais de Guarulhos (São Paulo), Viracopos (Campinas) e Brasília (Distrito Federal). Com isso, ela perdeu parte da receita de alguns de seus aeroportos mais rentáveis. Para driblar as dificuldades de caixa, a estatal decidiu apostar em negócios que eram pouco relevantes para ela, como restaurantes, lanchonetes e estacionamentos. A empresa concedeu à iniciativa privada projetos de hotéis em sete aeroportos e está aumentando os estacionamentos. “Não éramos um poço de eficiência do ponto de vista comercial”, diz Vale. “Agora não dá mais para ser assim.”


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domingo, abril 14, 2013

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Opinião

Entre a boa intenção e a realidade

O Estado de S.Paulo
A Emenda Constitucional n.º 59, aprovada em 2009, tornou a "educação básica obrigatória e gratuita dos 4 aos 17 anos de idade", o que engloba a pré-escola, o ensino fundamental e o médio. Antes, essa exigência se limitava ao fundamental. Nada mais natural, portanto, que o Congresso tenha aprovado lei, sancionada pela presidente Dilma Rousseff, estabelecendo ser um dever dos pais e responsáveis matricular as crianças na pré-escola a partir dos 4 anos. A pré-escola deverá ter carga horária mínima de 800 horas por ano de, no mínimo, 200 dias letivos.

Ninguém discute que a intenção é a melhor possível. E não só porque os especialistas ressaltam a importância da medida para a educação das crianças. É também porque a creche é um lugar seguro para as mães deixarem seus filhos para poder trabalhar fora, especialmente nas grandes cidades. E um grande número de famílias depende da renda das mães. Mas salta aos olhos o irrealismo de aplicá-la a partir de 2016, como pretende o governo, tendo em vista o enorme déficit de vagas em creches existente em todo o País.

Diz o Ministério da Educação que até 2016 municípios - de quem é a responsabilidade pela pré-escola - e Estados deverão tomar as medidas necessárias para garantir a oferta de vagas para crianças e jovens entre 4 e 17 anos. Falar é fácil. Fazer é outra coisa, como mostra a própria experiência muito recente da presidente Dilma. Todos ainda se recordam que durante sua campanha eleitoral ela garantiu que construiria 6.427 creches em quatro anos. Não era apenas o fato de que isso significava inaugurar cinco delas por dia que mostrava a enorme dificuldade de transformar a promessa em realidade. Era também o fato - igualmente importante - de que isso não dependia apenas do governo federal, mas principalmente dos municípios. O resultado foi que, ao se completar dois anos de seu mandato, só 10 daquelas creches haviam sido entregues.

Mesmo que as 6.427 creches estivessem sendo construídas num ritmo que garantisse a entrega de todas elas até o fim do mandato de Dilma, em 2014, isto estaria longe de resolver o problema, porque o déficit desses estabelecimentos em todo o País é estimado em cerca de 20 mil. Isso é consequência de um enorme atraso acumulado ao longo das últimas décadas. O exemplo da cidade de São Paulo é bem ilustrativo.

Entra governo e sai governo, o déficit de vagas em creches na capital paulista oscila em torno de 100 mil. Atualmente, há 94 mil crianças cadastradas à espera de vagas. Mas, como há famílias que já se cansaram de buscar um lugar, estima-se que o déficit real ultrapasse os 100 mil. Todos os prefeitos que se sucederam nas últimas décadas construíram creches, só que muito abaixo, tanto da necessidade no momento em que fizeram suas promessas como do crescimento da demanda a partir de então. É isso que explica o déficit crônico em torno daquele número.

É muito duvidoso - para dizer o mínimo - que, com esse histórico, São Paulo consiga cumprir a nova lei até 2016. Se isso acontece com a cidade mais rica do País, é ingenuidade imaginar que a situação das demais seja muito diferente. E os milhares de pequenas cidades - a lei vale para todas - terão condições de, num prazo de apenas três anos, oferecer vagas em creches para que os pais das crianças cumpram o dever de colocá-las nesses estabelecimentos?

Há outro aspecto do problema a considerar. Mesmo que fosse possível construir até 2016 todas as creches necessárias, e ainda que elas tivessem dinheiro para honrar esse acréscimo em sua folha de pagamento, onde as prefeituras iriam encontrar o pessoal - professores e auxiliares - para fazê-las funcionar? Não consta que essa mão de obra esteja sobrando no mercado. Sem falar, é claro, dos recursos para merenda. Uma creche não é só um prédio. É tudo isso. Na verdade, ele é a parte menos custosa.

Para tornar essa lei realidade é preciso mais tempo e muito mais dinheiro do que parecem dispostos e em condições de gastar os governos federal, estaduais e municipais.

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Manchetes do dia

Domingo, 14 / 04 / 2013

O Globo
"Moradias Populares"

Ex-servidores fraudaram Minha Casa Minha Vida

Grupo criou esquema utilizando construtoras de fachada para obter contratos. Empresas registradas no mesmo endereço, numa modesta casa em São Paulo, conseguiam executar obras com recursos do Ministério das Cidades. Um grupo de ex-funcionários do Ministério das Cidades criou uma rede de empresas de fachada, algumas registradas no mesmo endereço, para abocanhar contratos de construção de casas populares do programa Minha Casa, Minha Vida.


O Estado de São Paulo
"‘Inflação não precisa de tiro de canhão’, diz Mantega"

Em entrevista ao ‘Estado’, ministro diz que taxas de juros mudaram de patamar e a inflação está controlada

A poucos dias da reunião do Copom, em que a expectativa é de aumento da taxa de juros, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou a Raquel Landim e João Villaerde que a inflação está sob controle e não precisará ser debelada com um “tiro de canhão”. Vamos cumprir a meta neste ano”, disse. De acordo com ele, que não quis fazer previsão sobre aumento de juros, a “política monetária está mais eficiente e a economia já desindexou um pouco”. Um dos principais defensores do câmbio desvalorizado, o ministro admite que o governo promoveu uma depreciação do real, que elevou em até 0,5 ponto porcentual o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Mantega promete restringir os pacotes para estimular a economia. Já são 15, desde 2011, as medidas de desonerações fiscais. E afirma: “Os investimentos vão bombar” em 2014.


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