sábado, abril 06, 2013

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Opinião

Ameaça ao Tesouro

O Estado de S.Paulo
Perigo à vista para a economia nacional e para a maioria dos contribuintes. Ganha força no Congresso o movimento pela adoção do orçamento impositivo, já em vigor, há muito tempo, em países onde os parlamentares levam mais a sério as finanças públicas. O grande objetivo dos defensores da mudança é tornar obrigatória a liberação de recursos para os gastos orçamentários incluídos por meio de emendas individuais. Por enquanto, o assunto passou pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, onde foram aprovadas - isto é, consideradas admissíveis - 16 propostas de alteração constitucional. A aprovação, defendida pelo presidente da Câmara, Henrique Alves, foi simbólica, com aval de quase todos os partidos. Boa parte do PT resistiu, sem sucesso. O deputado Ricardo Berzoini, presidente do partido na época do dossiê dos aloprados, apoia a mudança. Uma das emendas torna crime de responsabilidade o descumprimento de qualquer parte do orçamento. "É uma aberração", disse o deputado Alessandro Molon (PT-RJ).

O orçamento brasileiro é um dos mais engessados do mundo, mas o governo tem arbítrio pelo menos sobre uma parte das despesas discricionárias. Isso inclui as emendas de parlamentares, em geral paroquianas e concebidas para atender clientelas eleitorais. Algumas podem ter alguma utilidade, mas boa parte dos parlamentares, no Congresso, dá pouca ou nenhuma atenção a questões de interesse nacional. Brasília está cheia de vereadores com mandato federal. Nem é preciso, para avaliar a qualidade dessas emendas, lembrar os muitos casos de malandragem, com verbas destinadas a compras superfaturadas e a organizações dirigidas por laranjas.

Mas a decisão do governo de atender os parlamentares ou de manter seus projetos na geladeira depende também, e com muita frequência, de considerações de outro tipo. No sistema brasileiro, o arbítrio sobre a liberação dessas verbas aumenta perigosamente o poder de barganha do Executivo e, especialmente, de mobilização de apoio para votações importantes e difíceis. O chamado orçamento autorizativo, em vigor no Brasil, é também um importante recurso político à disposição de um Executivo já demais poderoso.

Os defensores do orçamento impositivo poderiam incluir esses dados em sua argumentação, mas não se poderia levá-los a sério. A alegação soaria falsa, no caso da maior parte dos parlamentares. Antes de reclamar um controle maior da política orçamentária, eles deveriam demonstrar maior apreço pela saúde das finanças públicas, maior respeito ao dinheiro do contribuinte e maior empenho na execução das tarefas próprias de congressistas. A evolução das finanças públicas é parte importante da história do Estado moderno e principalmente das democracias mais avançadas. O controle parlamentar do orçamento foi uma conquista de cidadãos empenhados em disciplinar a ação dos reis e, de modo especial, em limitar seu poder de ir à guerra.

A maior parte dos congressistas brasileiros age como se o orçamento público fosse meramente uma fonte de recursos para seus objetivos privados, eleitorais ou de outra ordem. A eficiência no uso correto do dinheiro público é assunto de menor importância. Ainda menor é a preocupação com o equilíbrio e a sustentabilidade das contas oficiais. Tudo se passa, no dia a dia, como se esse tipo de preocupação coubesse apenas ao Executivo e, de modo especial, aos Ministérios da Fazenda e do Planejamento. Fora do Executivo, invoca-se a independência dos Poderes para defender o direito de gastar, embora só haja um Tesouro Nacional.

Mas há argumentos mais simples, e evidentes para todos, contra a adoção do orçamento impositivo. Com frequência, os parlamentares têm deixado de aprovar a proposta orçamentária no prazo, antes do recesso do fim do ano. Mostram escandaloso desprezo a um dos rituais mais importantes da democracia. Esses mesmos parlamentares deixaram acumular mais de 3 mil vetos presidenciais, como se fossem dispensados de votá-los. São, na maior parte, incapazes de respeitar a própria função. Não têm, portanto, autoridade moral para exigir maior controle sobre o dinheiro público.

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Manchetes do dia

Sábado, 06 / 04 / 2013

O Globo
"Escola será obrigatória a partir dos 4 anos"

Mudança, sancionada por Dilma, começa a valer a partir de 2016

Pais não poderão mais deixar filhos fora da escola dos 4 aos 17 anos. Hoje, essa obrigatoriedade vale apenas para crianças entre 6 e 14. Sistemas terão que ofertar vagas. A presidente Dilma Rousseff sancionou ontem no Diário Oficial artigos que alteram a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, a principal do setor. Conforme já estava previsto numa emenda constitucional aprovada em 2009, a faixa etária de matrícula obrigatória foi ampliada de 6 a 14 anos para 4 a 17. Isso significa que passará a ser um dever dos pais — e não mais uma escolha — matricular seus filhos na escola. A lei prevê um prazo até 2016 para que os sistemas se organizem e garantam vagas para todos.


O Estado de São Paulo
"MPF abre inquérito para investigar Lula no mensalão"

Procedimento apura suposto envolvimento em repasses ilegais para o PT

A Procuradoria da República no Distrito Federal instaurou ontem inquérito para apurar suposto envolvimento do ex-presidente Lula no esquema do mensalão, informam Alana Rizzo e Felipe Recondo. A investigação foi aberta para apurar a acusação, feita pelo empresário Marcos Valério, de que Lula negociou o repasse de recursos da ordem de R$ 7 milhões para o PT com o então presidente da Portugal Telecom, Miguel Horta. O dinheiro, de acordo com Valério, serviria para pagamento de despesas de campanha. Esse é o primeiro inquérito aberto formalmente para investigar as denúncias feitas pelo empresário ao Ministério Público, cujo teor foi revelado pelo Estado. Há outros cinco procedimentos preliminares de investigação abertos na Procuradoria da República no Distrito Federal. Horta nega as acusações.


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sexta-feira, abril 05, 2013

Altea (Alicante)


Coluna do Celsinho

Organizando

Celso de Almeida Jr.

 
Com o Celso Teixeira Leite, ontem, presenciei no teatro Mário Covas, em Caraguatatuba, a manifestação da comitiva de Ubatuba no 3º VIP Convention-CVC.

Nosso vice-prefeito, Sérgio Caribé, compartilhou com o público as seguintes informações:

1) O Centro de Convenções, construído junto ao aeroporto Gastão Madeira, estará equipado para funcionar em 6 meses.

2) O Centro do Professorado, Teatro, deverá estar aberto em 3 meses.

3) Nosso aeroporto receberá melhorias, visando incrementar a movimentação de aeronaves.

Representantes das cidades vizinhas também deram o seu recado, reforçando que a união é o melhor caminho para fortalecer o turismo regional.

A sugestão de divulgar a marca Litoral Norte Paulista foi bem recebida.

Ao criar um roteiro conjunto de visitas, prestigiando as características culturais e geográficas da região, as quatro cidades ganham.

O que se percebe é que existe boa vontade para um esforço coletivo.

É preciso, portanto, criar uma agenda de trabalho que garanta a integração da região, valendo-se de projetos eficientes, melhorando as estruturas que já dispomos.

Nesta discussão, questões como transporte regional, atendimento médico, destinação do lixo, atividades turísticas de mar e montanha, são alguns dos temas obrigatórios.

Um calendário de eventos integrado também é ponto indispensável para provar nossa capacidade de organização conjunta.

O momento é oportuno.

Governos começando, novos atores, entusiasmo e desafios que estimulam.

Com um poquinho de boa vontade, não custa acreditar.

Visite: www.letrasdocelso.blogspot.com

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Opinião

As florestas no centro das grandes estratégias

Washington Novaes
É impressionante como boa parte da sociedade e dos meios empresariais - no Brasil e fora daqui - continua a entender que temas como conservação de florestas, biodiversidade e mudanças climáticas nascem da fantasia de "ambientalistas" desocupados e extravagantes. Não levam em conta, na sua visão crítica dos "ambientalistas", os impactos negativos da predação dos ecossistemas, principalmente na área da produção econômica - ainda que sejam cada vez mais frequentes os estudos que alertam para essas consequências.

Quem estiver nessa posição deve prestar atenção às palavras do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, diplomata competente e experimentado, capaz de coordenar a convivência de quase 200 nações, com autoridade sobre departamentos e órgãos científicos, conferências e acordos internacionais. Nas recentes comemorações do Dia Internacional da Água, Ban Ki-moon fez um apelo em favor da redução do desmatamento e da perda de florestas no mundo, pois elas cobrem um terço da superfície do planeta e influem decisivamente em serviços vitais para a sobrevivência humana - fluxos de água, regulação do clima, fertilidade do solo etc. (e esses serviços prestados gratuitamente pela natureza, já foi comentado neste espaço, valeriam três vezes mais que todo o produto bruto mundial se tivessem de ser substituídos por ações e tecnologias humanas).

Segundo o secretário-geral da ONU, 2 bilhões de pessoas dependem de florestas para sua subsistência e sua renda e 750 milhões nelas vivem; ali nasce mais de metade das águas do planeta; nelas está grande parte da diversidade de ecossistemas e metade das espécies terrestres de animais e plantas. Mas além da exploração comercial em busca de madeiras, da derrubada para implantar culturas e pastagens, as florestas sofrem porque 3 bilhões de pessoas ainda usam madeira como combustível. Pelas mesmas razões, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) tomou idêntica posição, lembrando ainda que a perda de florestas afeta a segurança alimentar, principalmente das populações mais pobres, já prejudicadas pelo desperdício de mais de 1 bilhão de toneladas anuais de alimentos.

Deveríamos prestar muita atenção a essas palavras, já que o Brasil tem cerca de 500 milhões de hectares de áreas florestais - embora os "verdes" não venham conseguindo discutir na Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados a redução, com o projeto do novo Código Florestal, de 58% nas áreas de floresta desmatadas a serem recuperadas, conforme pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (Estado, 21/3). Só no Cerrado a expansão das culturas de soja se traduz em 40 mil hectares desmatados ilegalmente (Estado, 13/3). A área a ser recomposta com vegetação cairá de 50 mil para 21 mil hectares em Mato Grosso, no Pará, em Minas Gerais e na Bahia. Não por acaso, a Comissão de Meio Ambiente é presidida pelo maior plantador de soja em Mato Grosso. E o Brasil ainda não ratificou - o governo agora promete para 2014 - as novas exigências da Convenção da Biodiversidade, aprovadas em 2010 em Nagoya, que estabelecem a conservação em 17% das áreas terrestres e 10% das áreas oceânicas.

Também não é casual a revelação de um estudo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul mostrando (Agência Fapesp, 26/3) que o Bioma Pampa - que em certas áreas tem maior diversidade vegetal do que a floresta - já está com 35% de sua superfície ocupada por florestas plantadas de eucaliptos e pinus. Como não é acaso que o desmatamento ilegal na Amazônia, entre agosto de 2012 e fevereiro último, tenha sido de 1.351 quilômetros quadrados, 91% mais que em igual período anterior (Estado, 13/3), segundo o instituto Imazon - mesmo que nesse período 72% da área estivesse encoberta por nuvens e não pudesse ser avaliada com precisão. De acordo com esse instituto, entre 2001 e 2010 a degradação subsequente das áreas florestais atingiu 30% da área desmatada.

Estudo da Academia de Ciências dos EUA, que analisou 292 áreas protegidas no Brasil, mostrou há pouco, mais uma vez, que entre todos os modelos de proteção florestal as áreas indígenas e os parques nacionais são os mais eficazes, melhores que os chamados projetos de "exploração sustentável". Ainda assim, o Serviço Florestal Brasileiro acaba de homologar a concessão de mais duas áreas florestais públicas para esse tipo de "exploração sustentável" por empresas (o autor destas linhas conhece diretamente algumas dessas áreas; numa delas, considerada "exemplar", a empresa foi multada depois pelo Ibama por retirar sete vezes mais madeira do que estava autorizada). Mas alimenta esperanças o acordo da Associação Brasileira de Supermercados de não trabalhar com carnes provenientes de áreas desmatadas.

A agropecuária deveria prestar muita atenção a todas as informações dessa área, uma vez que o desmatamento tem relação direta com mudanças do clima. Um estudo da Global Change Biology mostrou há pouco que na França cresce de ano para ano o impacto do aumento da temperatura sobre o milho, e que ele se vai multiplicar. Na Bahia (Estado, 17/3) a seca de 2012 levou à perda de R$ 1 bilhão na safra de grãos. E um estudo do governo norte-americano demonstrou que o clima mais quente já tem reduzido nas últimas seis décadas em 10% a capacidade dos trabalhadores de resistirem a temperaturas mais altas - e isso pode dobrar até 2050. Não é por acaso, assim, que mudanças climáticas tenham entrado até na estratégia dos órgãos que planejam a segurança dos EUA. A China já vai introduzir uma taxa sobre o carbono emitido por empresas do país. Os EUA já a discutem no Congresso.

Curiosamente, é o Fundo Monetário Internacional (FMI) que aponta uma das raízes do problema: um dos fatores mais fortes na geração de poluentes e de mudanças do clima está nos subsídios que quase todos os países concedem ao consumo de petróleo e seus derivados.

Washington Novaes é jornalista. E-mail: wlrnovaes@uol.com.br.

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Manchetes do dia

Sexta-feira, 05 / 04 / 2013

O Globo
"De olho na inflação: Governo cortará imposto dos planos de saúde"

Objetivo da desoneração é evitar impacto do reajuste das mensalidades nos índices de preços

Equipe econômica negocia com empresas do setor um aumento menor em maio, em troca da redução de tributos de equipamentos hospitalares. Após subir 90%, tomate poderá ter alíquota de importação diminuída. Depois de desonerar a cesta básica e prorrogar o IPI reduzido para carros, o governo mira agora os planos de saúde para tentar segurar a inflação. Como eles serão reajustados no mês que vem, a equipe econômica está preocupada com o impacto nos preços e negocia um aumento menor, em troca de desonerações. Entre as opções, está o corte de impostos de equipamentos hospitalares. Em 2012, o reajuste dos planos chegou a 7,93%. Outra preocupação é a disparada dos preços do tomate: 90% em 12 meses. Remédio aumenta até 6,31%. O governo autorizou reajustes de 2,7% a 6,31% nos remédios com preço controlado. Antes do aval do Ministério da Saúde, distribuidoras já haviam repassado a alta.


O Estado de São Paulo
"Coreia do Norte leva míssil de médio alcance para costa"

Movimento foi detectado pelos sul-coreanos, mas autoridades dizem que arma pode ser usada em testes

O governo sul-coreano confirmou ontem que a Coreia do Norte transportou para a costa leste um míssil de “alcance considerável”, mas sem capacidade de atingir a Ilha de Guam, território americano no Pacífico ameaçado por Pyongyang. O ministro de Defesa sul-coreano, Kim Kwan-jin, acredita que a arma será usada em testes ou treinamento militar. “É possível que eles lancem uma provocação localizada.” O míssil foi transportado após a Coreia do Norte declarar que seu Exército está autorizado a atacar forças americanas com armas nucleares “pequenas, leves e diversificadas”. O embaixador do Brasil em Pyongyang, Roberto Colin, disse que o regime não quer a guerra, mas as armas nucleares são garantia de sobrevivência.


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Pássaros


quinta-feira, abril 04, 2013

Brasil, eternamente igual...

Dengue

Sidney Borges
Tá com tudo e não tá prosa! A dengue voltou. Firme, forte e decidida. Precisamos matar os mosquitos, aniquilar o vetor que transmite a moléstia. 

É o que dizem autoridades políticas, militares e eclesiásticas. Eu emendo perguntando: se não der para matar todos, posso capar os machos a golpes de peixeira? César diria: Delenda est Aedes!

Enganar crédulos é o esporte preferido da nação. Todos os anos repete-se a cantilena. E a dengue continua a avançar.

E vai continuar vitoriosa até que as autoridades que controlam a grana enfiem a mão no ervário e financiem a criação da vacina. 

Evitar focos do mosquito é um paliativo. 

Aqui na Ressaca, bairro incrustrado na Mata Atlântica, onde moro, o mosquito não prospera como em outros logradouros. Batráquios, libélulas e outros predadores fazem o controle. A população do bairro, educada, colabora evitando criadouros em casa.

Mas é impossível evitar o contato com outras regiões da cidade e ficar livre da contaminação. 

Volto a afirmar, sem a vacina a dengue não será erradicada. 

Em pleno século XXI temos de conviver com absurdos como o de ter de sair por aí caçando mosquitos. Para que serve a ciência? Sem dinheiro para financiar pesquisas é de pouca utilidade prática.

Criar vacina dá voto?

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Índice de Popularidade


Região

Epidemia de DENGUE no Litoral Norte

Luiz Carlos Lima
O crescimento da Dengue no Litoral Norte está preocupando muito, Caraguá declarou "estado de emergência", já tem 370 casos confirmados e 700 sob suspeita e esse doente contagioso está ao nosso lado, portanto há que se ter um combate aos focos do mosquito de forma regional, pois há muita circulação de moradores entre os quatro municipios e temos milhares de visitantes vindo até de cidades com altos índices de casos de Dengue.

Na região do Mar Virado, onde a maioria dos moradores tem baixo nivel educacional e cultural para executar voluntariamente as ações de eliminação de focos (não ter em suas casas quaisquer objetos que juntem água e cuidados com a disposição de resíduos (lixo)); mais as condições naturais de termos muitos cursos dágua perto das residências (geografia parecida com a de Caraguá), e finalmente o não emprego preventivo de Ciência & Tecnologia para a eliminação do mosquito vetor: aspersão do Bacilus Tunisiensis; a criação de "Peixe Barrigudinho" para povoar todos os cursos dágua; a criação e infertilização do mosquito macho com Raio X e posterior liberação no ambiente, etc, já que o tratamento com vacina está previsto para 2016.

Na minha opinião, tevíamose focar na eliminação dos mosquitos (da Dengue e outros), com aplicação de Ciência & Tecnologia, já que temos bases de universidades atuando no município: biológicamente com o referido bacilo e ajudar a proliferação de Libélulas, predador natural das larvas, junto com o peixe Barrigudinho; o emprego do Raio X; mais o imprescindível aumento do nível de Educação e Cultura dos Moradores (os bons resultados de uma comunidade, são consequencias de atitudes de Cidadãos com boa Educação e Cultura),  mas na cúpula do governo municipal tem-se o conceito que o Cidadão comum que fala em Ciência & Tecnologia "quer aparecer" (e fazem tudo para desacreditá-lo); mas todas as ações tem que ser executadas/coordenadas pelos órgãos responsáveis dos governos: municipal, estadual e federal.

Já passou da hora de nos reunirmos e discutir o assunto na Associação de Turismo do Mar Virado, incentivando todos os moradores a participar e fazer pressão junto aos responsáveis por soluções e bons resultados!!!

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Stina Persson


Pitacos do Zé

E por falar em civilidade... (XXXV)

José Ronaldo dos Santos
Eu sei que o antecessor de prefeito Moromizato deixou a cidade num estado lastimável, com equipamentos danificados etc. Porém, ninguém disse nada ainda em que pé anda as apurações, nem as obras básicas necessárias estão aparecendo. Quem deveria roçar a beira da rodovia, tapar buraco nas ruas e ciclovias, fiscalizar obras irregulares, fazer parcerias para dinamizar alguns espaços que temos etc?

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Opinião

Chávez, o passarinho

O Estado de S.Paulo
Hugo Chávez reencarnou num passarinho. A notícia foi dada pelo sucessor do caudilho venezuelano, o presidente postiço Nicolás Maduro, no início oficial da campanha para a eleição do próximo dia 14. Maduro disse que estava numa capelinha de madeira, rezando, quando entrou um "passarinho pequenininho", que deu três voltas sobre sua cabeça e pousou numa viga, momento em que começou a assoviar. Maduro, claro, assoviou de volta, porque, entre outras qualidades fantásticas, ele entende a linguagem dos bichos, e percebeu que se tratava de Chávez emplumado. "Eu senti o espírito dele. Eu o senti como uma bênção, dizendo-nos: 'Hoje começa a batalha. Rumo à vitória'. Eu o senti na minha alma", declarou Maduro, levando a campanha eleitoral de vez para o terreno do outro mundo, um caminho sem volta desde a morte de Chávez. Não se trata, pois, da eleição de um presidente, mas da unção do filho de Deus na Venezuela - e, nesse caso, seu opositor, Henrique Capriles, só pode ser o diabo.

Maduro está presidente da Venezuela apenas por obra e graça dos desejos do falecido caudilho e das desavergonhadas manobras governistas para rasgar a Constituição que eles juram respeitar. Foi a única maneira de estabelecer um mínimo de ordem nas hostes chavistas após a morte de seu líder, evitando, ao menos por ora, um conflito entre correligionários. De discreto assessor internacional do presidente, mais conhecido fora do que dentro do país, Maduro saltou para o estrelato bolivariano quando Chávez agonizava. Sem o carisma ou a capacidade de liderança de seu mentor, ele tem a responsabilidade de manter a coesão do movimento chavista, enfrentando a crescente desconfiança da base - que certamente vai se empenhar para elegê-lo, porque se trata de uma ordem do caudilho, mas que não lhe garante apoio incondicional depois disso. Com a Venezuela mergulhada em profunda crise econômica, uma desarrumação política entre os chavistas pode tornar o país definitivamente ingovernável.

Por essa razão, Maduro precisa ver Chávez até nos passarinhos que pousam nas igrejas. A beatificação do falecido, como se sabe, começou logo depois de sua morte, mas, à medida que o tempo passa, os hagiógrafos estão perdendo qualquer pudor. Num comunicado interno da PDVSA, a estatal de petróleo que é o esteio do "socialismo do século 21", os funcionários ficaram sabendo que Chávez havia se transformado em Cristo, pois "padeceu por seu povo, consumiu-se a seu serviço, sofreu de seu próprio calvário, foi assassinado por um império, morreu jovem...". Ou seja, "preenche todos os requisitos para ser um Cristo, pois, ademais, fez milagres em vida". E o texto termina com uma exortação: "Oremos por Chávezcristo!".

Como entidade divina, portanto, Chávez é onipresente, e as leis terrenas não se aplicam a seus apóstolos. A campanha eleitoral não poderia começar antes de 2 de abril, mas o chavismo já está no palanque desde a morte do caudilho, há um mês, ocupando os principais canais de TV, primeiro com o interminável funeral de Chávez, depois com as redes obrigatórias e com a transmissão integral de longos eventos públicos oficiais. Como é apenas um mortal, Capriles que se vire com os dez dias de campanha a que tem direito, durante os quais enfrentará o rolo compressor a serviço do governo - incluindo o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, dizendo falar "em nome do Mercosul", interpretou a eleição de Maduro como um "sonho de Chávez".

Se havia necessidade de alguma prova adicional de que há na Venezuela de hoje uma brutal regressão da democracia, a despeito do que pensam os simpatizantes do chavismo no governo brasileiro, agora não há mais. Maduro, ou quem quer que os chavistas imponham ao país no futuro previsível, estará empenhado em impedir que seu poder seja contestado, lastreando-o não em elementos mundanos, como o respeito às instituições democráticas e às liberdades civis, e sim no mistério do "Chávezcristo".

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Manchetes do dia

Quinta-feira, 04 / 04 / 2013

O Globo
"Ajustes no nova lei: Dívida de INSS de domésticas pode ser anistiada"

Congresso estuda ainda reduzir multa por demissão sem justa causa

Empregadores em atraso com a Previdência teriam alívio de encargos, além do parcelamento do débito, para legalizar situação de trabalhadores. Depois do Supersimples, proposto pelo Congresso para unificar o recolhimento de INSS e FGTS de trabalhadores domésticos, está em estudo de Refis para incentivar os empregadores que têm dívidas antigas junto à Previdência a acertarem suas contas. O senador Romero Jucá (PMDB-RR), relator da comissão mista que regulamentará os novos direitos de domésticos, quer aprovar o parcelamento dos débitos antigos, dando isenção de multa e desconto de 60% dos juros. Os débitos seriam parcelados em até 120 meses. Outra medida em análise é reduzir a multa do FGTS na demissão sem justa causa de 40% para 5%.


O Estado de São Paulo
"Dilma deve criar sua 5ª estatal, para cuidar de portos"

Ao mesmo tempo, será concluída a privatização do Instituto de Resseguros

A presidente Dilma Rousseff prepara a criação de mais uma estatal, a quinta em menos de 3 anos de governo - o mesmo número alcançado pelo ex-presidente Lula em 8 anos de mandato, revela Fábio Fabrini. A empresa vai cuidar de portos fluviais, hidrovias e eclusas, assumindo, nessa área, atribuições do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), e seria vinculada ao Ministério dos Transportes e à Secretaria de Portos. De acordo com o ex-ministro Paulo Sérgio Passos, o objetivo do governo é tirar a estatal do papel ainda neste ano, mas a continuidade do projeto depende do atual titular da pasta, César Borges, que assumiu ontem. Ao mesmo tempo, Dilma deve autorizar, na próxima semana, a privatização do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB), concluindo processo iniciado há 15 anos. O governo detém 100% das ações ordinárias da empresa e passará a ter 49% da participação, dividida entre Tesouro e Banco do Brasil.


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quarta-feira, abril 03, 2013

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Opinião

Falta de armazéns

O Estado de S.Paulo
No amplo programa que promete executar para modernizar a infraestrutura logística do País, o governo parece ter relegado a segundo plano a necessidade de aumentar substancialmente a capacidade de estocagem de grãos. Isso não resolveria a situação caótica que se observa no escoamento da supersafra 2012/2013, mas poderia amenizar o congestionamento de estradas e portos, além de permitir a obtenção de melhores preços pelos produtores agrícolas. Como assinalam os especialistas, os investimentos em ferrovias, rodovias e portos vão levar alguns anos para começar a surtir efeitos, enquanto a construção de silos e armazéns poderia amenizar sensivelmente os problemas a curto e a médio prazos, a um custo relativamente baixo.

Enquanto se preveem investimentos de R$ 133 bilhões em ferrovias, por exemplo, calcula-se que com R$ 15 bilhões se poderia zerar o déficit de 35 milhões a 40 milhões de toneladas na capacidade de estocagem de grãos. Segundo a Conab, existem hoje em operação no País 176 armazéns públicos e privados, com capacidade para estocar, no máximo, 145 milhões de toneladas de grãos, enquanto devem ser produzidos este ano de 180 milhões a 185 milhões de toneladas de grãos, 14 milhões a mais que na safra anterior.

Sem instalações adequadas para estocagem, alguns produtores levam sacos de grãos colhidos para a beira das estradas, onde são cobertos com lona e empilhados e ficam à espera de caminhões que possam transportá-los aos portos. Esses veículos se tornam silos ambulantes, sendo grandes as perdas por vazamentos ou furos em sacos ou deterioração pela ação do tempo, o que resulta em preços mais baixos. Quando o produto não está de acordo com os padrões de qualidade exigidos, os compradores, especialmente as tradings, descontam a parte danificada do preço a pagar.

O Ministério da Agricultura e Abastecimento tem sido alertado para esse problema, mas prefere não se pronunciar, embora haja a expectativa de que venha a ser lançado um plano para financiar a construção de armazéns, silos e de equipamentos. "Este é um pleito antigo dos produtores", afirma Cid Sanches, gerente de Planejamento da Associação de Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso. Com mais armazenagem, diz ele, "a produção poderia ficar um tempo maior na mão dos agricultores ou das cooperativas".

Sob esse aspecto, o País está em uma posição muito inferior à de outros produtores e exportadores mundiais de grãos. No Brasil, apenas 15% da safra é armazenada pelo produtor, proporção que sobe para 35% na Argentina, 65% nos EUA e 85% no Canadá.

Isso torna o produtor nacional mais dependente de armazéns públicos. Em média, a capacidade de armazenagem do País é de 80% em condições normais, ficando bem abaixo do nível recomendado pela FAO, de 1,2 vez a produção anual, para poder suportar uma supersafra como a atual e funcionar como instrumento de controle da oferta. Além disso, a capacidade nacional de estocagem está mal distribuída. No Centro-Oeste, de onde se origina a maior parte da produção, a capacidade é, em média, de 67%. É ainda preciso levar em conta que muitos armazéns se localizam em pontos distantes das áreas de produção.

Nessas circunstâncias, o produtor nacional não tem meios para dosar as suas vendas e se vê obrigado a desovar a produção às pressas, o que cria um gargalo no transporte. Considere-se ainda que os portos mais importantes ficam nas Regiões Sudeste e Sul. Tudo isso afeta a produtividade e a competitividade. Não tendo como segurar a safra, a maioria dos produtores não pode vender na ocasião em que as cotações lhe são mais propícias.

Nem tudo depende de investimentos do governo em mais armazéns públicos. Produtores mais capitalizados têm investido em estruturas de armazenagem e equipamentos - um total de R$ 7 bilhões a R$ 8 bilhões nos últimos cinco anos, segundo a Abimaq. Tais investimentos poderiam ser bem maiores com condições de financiamento mais atraentes.

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Manchetes do dia

Quarta-feira, 03 / 04 / 2013

O Globo
"Encargos de domésticas serão simplificados"

Congresso quer unificar contribuições do empregador ao INSS e ao FGTS

Objetivo é criar um 'Supersimples' para a categoria. Com a promulgação das novas regras, já estão em vigor a jornada de oito horas e 44 semanais, além da hora extra, que beneficiam quase sete milhões de empregadas. Após promulgar ontem a nova lei das empregadas domésticas, o Congresso Nacional decidiu simplificar os encargos da categoria. Comissão formada por senadores e deputados quer criar um regime simplificado para unificar as contribuições dos empregadores ao INSS e ao FGTS, uma espécie de "Supersimples das Domésticas". Hoje, as contribuições são pagas em guias separadas. Segundo o presidente da comissão, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), o novo regime deve incluir uma contribuição previdenciária menor para o empregador. Técnicos do governo defendem que a alíquota caia de 12% para 8%, como forma de aliviar o impacto do aumento de custos para os patrões com a aprovação das novas regras. A partir de hoje, começam a valer a jornada de trabalho de oito horas e 44 semanais, além da hora extra, beneficiando quase sete milhões de domésticas.


O Estado de São Paulo
"Indústria tem pior mês em 4 anos e anula ganho de janeiro"

No Senado, o presidente do BC, Alexandre Tombini, disse que a inflação deve cair, mas ainda apresenta risco

Após um início de ano vigoroso, a indústria decepcionou em fevereiro e a produção caiu 2,5%, segundo pesquisa divulgada ontem pelo IBGE. A queda foi a pior desde dezembro de 2008 e praticamente anulou o crescimento de janeiro, de 2,6%. A retração foi puxada pela menor produção de automóveis, mas as perdas foram disseminadas, atingindo 15 de 27 setores. Bens de capital, no entanto, avançaram pelo segundo mês consecutivo, o que pode indicar retomada de investimentos. A fraqueza da produção industrial teve reflexos na Bovespa, que abandonou o patamar de 55 mil pontos e registrou queda de 1,81%. No Senado, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, disse acreditar que a inflação cairá no segundo semestre, após um efeito “estatístico” no início do ano. Para ele, os altos índices inflacionários de 2012 vêm contaminando o IPCA, que deve ultrapassar o teto da meta de 6,5% no primeiro semestre.


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terça-feira, abril 02, 2013

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Opinião

A escalada de Pyongyang

O Estado de S.Paulo
O pior da nova sequência de ataques verbais da Coreia do Norte ao vizinho do Sul e aos Estados Unidos é a incerteza da comunidade internacional, a começar da China, sobre o que quer, afinal, a dinastia comunista de Pyongyang. Segundo a teoria corrente, Kim Jong-un - aos 30 anos o mais jovem descendente da linhagem inaugurada pelo fundador do regime, Kim Il-sung, em 1948 - teria ao menos três motivos para ameaçar os inimigos do país com o fogo dos infernos.

O primeiro seria o imperativo de se mostrar à altura da herança recebida do pai Kim Jong-il, morto em fins de 2011, perante a elite militar que controla o Estado e se confunde com a cúpula do partido único, chamado dos Trabalhadores (PT). Tanto que, pouco depois de ungi-lo seu sucessor, Jong-il conferiu-lhe a patente de general de quatro estrelas. No aparato norte-coreano de poder, nunca alguém fez carreira defendendo posições conciliadoras, que dirá pacifistas.

O segundo motivo do agudo surto de beligerância do Kim de turno também se relacionaria com uma tradição. Desde 1953, quando um armistício - agora declarado caduco por Pyongyang - pôs fim a três anos de guerra com os EUA e a Coreia do Sul, toda vez que um novo chefe de governo assume em Seul, o Norte testa a sua firmeza, bombardeando-o com uma barragem de provocações. Não seria diferente com a primeira presidente sul-coreana, a conservadora Park Geun-hye, empossada há pouco mais de um mês.

A terceira razão para o Norte arreganhar os dentes seria o inédito envolvimento do seu aliado histórico, a China, na decisão do Conselho de Segurança da ONU de aprovar uma nova rodada de sanções em represália ao terceiro (e bem-sucedido) teste nuclear de Pyongyang. Pouco antes, o colegiado punira o já isolado regime pelo lançamento de um míssil balístico, a pretexto de colocar um satélite em órbita. Destinava-se a mostrar aos EUA que pode atingir porções de seu território, sem falar nas suas bases no Japão e no Pacífico Sul.

Nesse quadro, tudo que faltava para acionar a artilharia verbal norte-coreana era o início de exercícios militares conjuntos dos EUA com as forças do Sul. Bombardeiros americanos B-2, que passam despercebidos pelos radares inimigos e são capazes de transportar armas atômicas, lançaram bombas falsas sobre uma desabitada ilha sul-coreana. No último domingo, caças F-22 da mesma família decolaram de suas bases no Japão para participar das manobras.

Kim Jong-un, que já havia ordenado o preparo de um ataque de mísseis a alvos americanos, declarado o país em estado de guerra com o Sul e cortado a última linha telefônica entre ambos, fez saber no mesmo dia que não apenas não abandonará, mas ampliará o programa nuclear militar norte-coreano. Uma nota oficial, divulgada em seguida a uma reunião do comitê central do PT de Pyongyang, a primeira desde 2010, equiparou o armamento atômico à "vida nacional", não negociável "nem por bilhões de dólares".

A enfática manifestação sepulta, como se ainda fosse preciso fazê-lo, a vã esperança de um entendimento pelo qual a Coreia do Norte trocaria a sua nuclearização pelo firme compromisso de Washington de desistir de um eventual ataque preventivo ao país, no quadro de um acordo de paz entre as partes. Este incluiria decerto a retomada das remessas americanas de "pratos de lentilhas" - a política de socorro alimentar inaugurada pelo presidente Bill Clinton e seguida por George W. Bush, que de nada serviu para atenuar a paranoia de Pyongyang, entrelaçada com a sua ambição de infligir ao "imperialismo" uma derrota histórica.

A lógica do regime escapa à argúcia dos melhores analistas. Aos olhos não só ocidentais, como chineses e russos, parece impossível que os seus condutores ignorem as consequências fatais de um ataque ao Sul ou a bases americanas na região. Embora possam ser devastadores, eventuais ataques da artilharia norte-coreana desencadearão represálias às quais o último Estado stalinista do mundo não terá como sobreviver - ainda que para Kim Jong-un os 25 milhões de compatriotas não passem de "carne para canhão".

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Manchetes do dia

Terça-feira, 02 / 04 / 2013

O Globo
"Inflação sob pressão - Remédio já é distribuído com reajuste de até 6,3%"

Empresas não esperam portaria do governo e apressam repasse ao varejo

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, garante que nenhuma categoria de medicamento pode ter alta superior ao índice do custo de vida. Distribuidoras utilizaram portaria de março como base para subir os preços. Mesmo sem o aval do Ministério da Saúde, as distribuidoras de medicamentos se anteciparam e começaram a reajustar ontem os preços em até 6,3%. O consumidor já deve sentir os efeitos desses aumentos no bolso esta semana. Mas a resolução com os percentuais só deverá ser publicada nos próximos dias no Diário Oficial. Para calcular o aumento, as empresas usaram como base uma portaria de 12 de março com regras gerais para o reajuste. "Não teremos alta acima da inflação para nenhuma categoria. E a maior parte dos medicamentos terá aumento autorizado abaixo do que foi o IPCA”, garantiu o ministro Alexandre Padilha. O Ministério, no entanto, informou que os laboratórios ainda não estão autorizados a elevar os preços.


O Estado de São Paulo
"MPF abre 6 investigações após denúncias de Valério"

Procuradores vão analisar depoimento do operador do mensalão; se houver crime, pode ser aberto inquérito

A Procuradoria da República no Distrito Federal abriu seis procedimentos para investigar de forma preliminar acusações feitas pelo empresário Marcos Valério em depoimento ao Ministério Público Federal em setembro de 2012, informam Alana Rizzo e Felipe Recondo. Os procuradores concluíram pela existência de oito fatos tipificados, em tese, como crimes que exigem mais investigação - dois já estão em apuração em inquéritos do MPF. O procurador responsável pelo caso poderá pedir a abertura de inquérito se considerar haver indícios de prática de crime. Nas acusações, reveladas pelo Estado em dezembro,Valério implica o ex-presidente Lula no esquema do mensalão. Ele afirmou que o petista teria dado aval a empréstimos bancários que serviriam para pagamento de deputados e de despesas pessoais de Lula. O advogado de Marcos Valério não comentou a abertura dos procedimentos.


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segunda-feira, abril 01, 2013

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Opinião

Vá reclamar com o bispo

O Estado de S.Paulo
Os crônicos problemas da telefonia no Brasil estão gerando situações esdrúxulas. Incapazes de fornecer serviços decentes, compatíveis com os preços que cobram e com os lucros que auferem, essas empresas também não cumprem a obrigação de atender a legião de clientes que têm queixas a fazer.

Resultado: os consumidores insatisfeitos têm pedido ajuda à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O volume de reclamações à Anatel é tão grande que a agência teve de ampliar seu call center, ao custo de R$ 17 milhões anuais, bancado com dinheiro público.

Conforme informou o jornal Valor (27/3), a Anatel promete cobrar essa conta das operadoras. "Não é correto que o contribuinte arque com os custos dos problemas que as próprias operadoras geraram", disse o presidente da agência, João Rezende. Nada mais justo. No entanto, a responsabilidade pelo descaso das operadoras em relação a seus clientes é também da Anatel, que foi incapaz, até agora, de fazê-las cumprir suas obrigações, a despeito de todo o barulho midiático gerado por multas, advertências e suspensão de serviços.

Os serviços de telefonia lideram as reclamações dos consumidores contra empresas. A primeira do ranking do ano passado, a Oi, chegou a receber cerca de 120 mil queixas. Em julho de 2012, a Anatel tomou a providência de impedir que a Oi, a Tim e a Claro, as três principais operadoras de celular do País e recordistas de reclamações, continuassem a vender seus pacotes de internet e de telefonia móvel em diversos Estados. Elas só puderam voltar ao mercado depois de se comprometerem a resolver os problemas que infernizam a vida dos clientes, como ligações que caem constantemente e a lentidão das conexões de banda larga. O mesmo aconteceu com a Vivo em 2009.

Ao recorrerem à Anatel, porém, os clientes mostram que as operadoras não tomaram jeito nem se intimidaram com as punições. Já são 30 mil queixas por dia na agência, um crescimento de 67% desde julho do ano passado, justamente quando a Anatel decidiu apertar um pouco as empresas. A partir desse momento, a agência passou a ser vista pelos consumidores como um canal para suas reclamações, não só sobre a qualidade do serviço, mas sobre a cobrança indevida de tarifas e a inclusão em pacotes que não foram contratados.

Além de ampliar seu call center, porém, a Anatel deveria fiscalizar com muito mais rigor, de modo a obrigar as empresas a melhorar a qualidade dos serviços e a fazer os investimentos que prometeram, de modo a justificar seus imensos ganhos. O principal nó do setor é a baixa qualidade da transmissão de dados 3G. A Anatel reconhece que há dificuldade de conexão nos horários de pico e que a velocidade e a estabilidade da transmissão estão muito abaixo das metas estabelecidas. Entre outros problemas, as antenas no Brasil têm capacidade dez vezes inferior às usadas nos Estados Unidos. Assim, parece precipitado falar em tecnologia 4G, já em uso nos Estados Unidos e na Europa e prometida para a Copa de 2014 no Brasil, se nem o serviço móvel 3G está plenamente desenvolvido no País.

Além disso, os consumidores foram estimulados a ter mais de um número de celular, ao adquirir planos de baixo custo, e isso sobrecarrega as redes. No final de 2012, a Anatel chegou a suspender algumas promoções das operadoras por temor de que o sistema não suportasse o tráfego de dados.

A Anatel afirma que está estudando maneiras de aprimorar o sistema de cobrança de multas, para reduzir a impunidade, e as empresas dizem que estão investindo bilhões de reais para melhorar os serviços. Promessas semelhantes foram feitas no passado, mas nada mudou, a julgar pela revolta dos consumidores.

Já são 260 milhões de celulares no Brasil, ou 132 aparelhos para cada 100 pessoas. Nenhum empreendimento dessa magnitude está livre de problemas, mas o que se espera é um comprometimento real das empresas e, principalmente, do governo para que os clientes das operadoras recebam exatamente o serviço pelo qual pagaram, nem mais nem menos.

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Manchetes do dia

Segunda-feira, 01 / 04 / 2013

O Globo
"Fim da regalia - CNJ ordena que cartório biônico tenha concurso"

Tribunais terão 90 dias para organizar troca de 2.209 tabeliães

Cargos são ocupados irregularmente por parentes e indicados de titulares, o que contraria determinação constitucional. O corregedor nacional do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Francisco Falcão, deu prazo de três meses para que os Tribunais de Justiça de 13 estados e do Distrito Federal preparem concurso para substituir os titulares de 2.209 cartórios privados, ocupados por tabeliães que herdaram o cargo, geralmente de parentes, informa Chico Otavio. A Constituição de 1988 estabeleceu a exigência de concurso público, mas manobras jurídicas mantêm a irregularidade. Como O Globo revelou ontem, esses cartórios biônicos faturam alto e pecam pela falta de transparência. Não informam, por exemplo, o faturamento anual e nem abrem os livros de atos, alegando direito à privacidade. Eles representam 16,5% de todos os cartórios privados brasileiros.


O Estado de São Paulo
"Inflação é maior para quem ganha até 2,5 salários"

Alta de alimentos impacta mais consumidor de baixa renda do que a média da população, informa FGV

O Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC - C1), indicador que mede a inflação entre a população com renda até 2,5 salários mínimos calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), foi de 6,94% em fevereiro, superior ao da média dos brasileiros, de 6,04%. A alta foi puxada pela disparada de preços dos alimentos adquiridos por esses consumidores, que subiram mais do que os da média da população nos últimos 12 meses. Em fevereiro, a inflação dos alimentos foi de 13,94% no IPC-C1, ante 12,29% da inflação geral, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Disponibilidade Interna (IPC - DI). A previsão é de que a desoneração de parte da cesta básica, adotada pelo governo em março, represente um alívio para esse consumidor de baixa renda. A desaceleração, porém, deve ser lenta, de acordo com especialistas, e não ocorrerá em menor de três meses.


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domingo, março 31, 2013

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Opinião

Pior que o caso do pastor

O Estado de S.Paulo
Com o noticiário do Congresso concentrado no escândalo Feliciano - a entrega da presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara ao deputado evangélico Marco Feliciano, do Partido Social Cristão (PSC), que deu motivos para ser considerado racista e homofóbico, e que insiste em permanecer no cargo, apesar dos incessantes protestos de que é alvo - a imprensa deu escasso destaque a uma aberração ainda maior. Na mesma quarta-feira em que o mau pastor mandou prender um manifestante, retirar os demais do plenário da comissão para, enfim, justificar a truculência com a alegação de que "democracia é isso", a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa aprovou uma proposta que agride um dos princípios basilares da República brasileira: o caráter laico do Estado.

De autoria do tucano João Campos, de Goiás, membro da suprapartidária bancada evangélica, o projeto estende às organizações religiosas a prerrogativa de contestar a constitucionalidade das leis no Supremo Tribunal Federal (STF). Pela Constituição, podem propor ações dessa natureza o presidente da República, as Mesas do Senado, Câmara e Assembleias Legislativas, governadores, o procurador-geral da República, a OAB, partidos com representação no Congresso, confederações sindicais e entidades de classe de âmbito nacional. O leque de agentes públicos e privados aptos a entrar no STF com as chamadas Ações Diretas de Constitucionalidade (Adin) é, portanto, suficientemente amplo para representar legitimamente as múltiplas correntes da população insatisfeitas com essa ou aquela norma legal - preservada a separação entre Estado e igreja.

Exemplo disso foi a liberação das pesquisas com células-tronco embrionárias no bojo da Lei de Biossegurança aprovada pelo Congresso depois de intensos debates e plena participação da sociedade e sancionada pelo então presidente Lula em março de 2005. A Igreja Católica, por intermédio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que se bateu com veemência contra a medida, assim como fizeram outras denominações religiosas, contornou o impedimento constitucional de bater, ela própria, às portas do Supremo Tribunal. Não lhe foi difícil encontrar a alternativa na pessoa do procurador-geral da República, à época, o católico praticante Cláudio Fonteles. Admitida a Adin, a CNBB teve todas as oportunidades de sustentar os seus pontos de vista no curso do histórico julgamento - que concluiu pela constitucionalidade da lei.

Argumenta Campos, o autor do projeto acolhido pela CCJ, que as associações religiosas deveriam ter o direito de pedir à Justiça que invalide dispositivos legais que, no seu entender, poderiam interferir na liberdade religiosa e de culto, assegurada na Carta. Seria o caso de eventual legislação que torne crime a homofobia. Em alguns cultos evangélicos, como se sabe, o homossexualismo é verberado como uma das mais repulsivas ofensas às leis divinas. Nem sempre são nítidos os limites entre essa pregação e o incitamento do ódio aos gays. O pastor Feliciano, por exemplo, escreveu certa vez que "a podridão dos sentimentos dos homoafetivos levam (sic) ao ódio, ao crime, à rejeição". O problema, de toda forma, é a barreira infranqueável que impede o contágio do Estado pelas religiões organizadas e vice-versa.

Do mesmo modo que não se pode aceitar com naturalidade que um parlamentar com as opiniões de Feliciano conduza um órgão destinado a proteger, entre outras, as vítimas da discriminação e do preconceito, é inconcebível que se considere natural que entidades confessionais possam ser incluídas entre aquelas apropriadamente credenciadas para questionar no STF a adequação das leis à Constituição. Delas, convém lembrar, fazem parte as legendas com assento no Congresso - como o PSC de Feliciano. Felizmente, o projeto de emenda constitucional aprovado na CCJ tem ainda um longo percurso pela frente. Será submetido à Comissão Especial da Câmara e, eventualmente, ao plenário da Casa, em duas votações com quórum qualificado. Passando, enfrentará o mesmo rito no Senado. Tempo bastante e instâncias suficientes de decisão para que tenha o merecido destino - o arquivamento.

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Manchetes do dia

Domingo, 31 / 03 / 2013

O Globo
"Cartórios privados omitem faturamento bilionário"

Fiscalização precária dá margem a fraudes, preços abusivos e serviços deficientes

Registros de tribunais mostram que, apenas no Rio e em São Paulo, negócio movimenta R$ 5 bilhões. O Brasil possui 13.355 cartórios privados, mas pouco sabe sobre eles. Apesar de prestarem serviço público, esses estabelecimentos resistem a revelar seu faturamento, informa Chico Otavio. Um levantamento feito pelo GLOBO com base em repases obrigatórios registrados em alguns estados indica que, só no Rio e em São Paulo, eles movimentam quase R$ 5 bilhões. A fiscalização precária incentiva fraudes. No Piauí, um juiz investiga quadrilhas que forjam títulos de propriedade. Os preços são muitas vezes abusivos e arbitrários. Um mesmo serviço de casamento que custa R$ 291 no Rio Grande do Norte sai por R$ 42 no Rio Grande do Sul. 


O Estado de São Paulo
"Estados empregam 105 mil funcionários sem concurso"

IBGE mostra que PSDB lidera o número de contratações e PT tem maior relação de funcionários por habitante.

Os governadores empregam 105,5 mil funcionários sem concurso público na administração direta e indireta, segundo a primeira pesquisa do IBGE sobre a estrutura burocrática dos Estados, informam Daniel Ramatti e José Roberto de Toledo. Destes, mais de 74 mil estão na administração direta. O Estado recordista é Goiás, do governador Marconi Perillo (PSDB), com cerca de 10 mil funcionários, seguido da Bahia, de Jaques Wagner (PT), com pouco mais de 9 mil, Rondônia, de Confúcio Moura (PMDB), tem a mais alta relação entre servidor e população. São mais de 900 por 100 mil habitantes. O PSDB é o partido cujos governadores mais contratam sem concurso. São 37,6 mil cargos em oito Estados. O PT tem o maior relação entre cargos e população, 75 para cada 100 mil. Neste critério, os tucanos caem para o quinto lugar. Os governos contestam os dados que forneceram.


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