sábado, fevereiro 09, 2013

Moto perpétuo

Pitacos do Zé

Tempo de orgia

José Ronaldo dos Santos
Quando criança, graças à moral dos pregadores que passavam pelo espaço caiçara, o carnaval era diversão para de se evitada, “tempo de orgia”.
  
A nossa vizinha, a dona Aparecida, uma evangélica recém-convertida, piorava ainda mais as coisas. Nomeava de “Cocheira” o local, o clube do Anchieta Futebol Clube, no Perequê-mirim, onde uns tocadores locais arrebentavam os instrumentos nas marchinhas de outros tempos. Era um termo depreciativo, onde frequentavam “as vacas, essas mulheres que não têm vergonha na cara”. Mesmo assim nós não perdíamos os matinés, se enrolando em serpentinas e confetes. A mamãe ia, discretamente, olhar a nossa diversão. Afinal, não queria se indispor com a vizinha.
  
Os mascarados eram atração especial nos dias de carnaval. Tratava-se de adolescentes e jovens do bairro que saíam em grupos com varas, dispostos a correrem atrás das demais crianças e descerem a guasca, provocando choro. A gente provocava muito eles, principalmente quando eram reconhecidos e todos passavam a gritar seus nomes. Depois de darem um show, se retiravam para algum lugar no mato onde se desvestiam e davam um jeito de não deixar pistas.
  
Era tempo de carnaval, da festa da carne. Depois, ao chegar a quarta-feira de Cinzas, as testas ficavam marcadas e... era tempo de penitência aos católicos!
  
Com o passar dos tempos, das leituras e reflexões, foi aparecendo a verdade: a festa da carne, dos prazeres, era muito mais antiga que eu imaginava. Vinha dos pagãos, dos discriminados pelo cristianismo. Desde os primórdios os homens sentem que precisam se divertir e extravasar seus sentimentos contidos pelas tarefas de rotina. Assim garantiram um ritual que cresceu e teve de ser considerado até pelo pessoal do calendário cristão.
  
Ambos, o Carnaval (tempo de diversão e de prazer), uma paixão de muitos milênios, e, o Natal (dia do nascimento do sol), foram incorporados ao calendário oficial, gregoriano. Só tomando essas medidas, era possível converter os povos pagãos, devassos, adoradores de outras divindades da Antiga Europa. A ideologia nova, imposta pelo imperador romano, conseguiu trabalhar as mentes, redirecionar toda  paixão popular para um calendário litúrgico que deveria ser seguido à risca.
  
Hoje, as linhas religiosas fundamentalistas ainda continuam ativas. Coitada da finada dona Aparecida que nem queria olhar para o outro lado da rua, onde ficava a “Cocheira”, um ponto de união da praia do Perequê-mirim! Agora, se não estou enganado, por falta de lugares assim, a juventude crescida na hipocrisia fundamentalista, está desorientada e preferindo se drogar. Que pena!

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Caravaggio


Colunistas

Minha amiga Ohana (in memorian)

“Desde o primeiro momento, nasceu entre ambas aquela cumplicidade, aquele ‘dejá-vu’ tão raro e imponderável que une dois amigos de uma vez por todas e para sempre”

Márcia Denser
Trabalhamos juntas cerca de 16 anos no Centro Cultural, eu me aposentei em 2010 e ela morreu no final de 2012, em Floripa, ao visitar uma irmã pelo Natal e lá mesmo foi cremada.

Se eu disser que o tempo da nossa amizade durou os 16 anos supracitados, estaria apenas falando cronologicamente, mas minha amizade com Ohana (não se chamava Ohana, mas este era o nome com o qual ela queria ser chamada, lembrada, seu grito de guerra, seu selo pessoal e intransferível) transcendia o tempo e as contingências duma relação cotidiana de trabalho.

Sem contar que tanto Paris e o próprio Centro Cultural são um mix de Circo e Festa Permanente onde “o espetáculo não pode parar” e onde se vive meio mascarado e por aí vai. Tudo a ver comigo, Ohana, figurinhas, seres caóticos, poetinhas & Cia bela.

Aliás, Ohana era uma espécie do que os escritores (o velho Riders Digest e o tesouro nacional de lugares comuns e frases feitas) chamam de “Meu Tipo Inesquecível”.

Bela, mas duma beleza especial, estranha, ruiva, agressiva. Ou “enfrentativa” – se eu quisesse usar a gíria queer. Sim, porque, acima de tudo, ela também era – talvez pela voz – rouca e grossa –,  o jeito “meio estúpido de ser e fazer as coisas”, o carregado sotaque carioca, as expressões teatrais, as piadas de bastidores –  A Musa Gay par excellence.

Olhando assim de fora, ela chegava a confundir-se com uma drag-queen.

Imagine-se, Ohana, superfeminina, precisamente encarnava essa espécie de Estereótipo da Mulher do qual qualquer anima-gay desocupada dá seu testemunho involuntário. Assim como Mae West, Marilyn Monroe, Rita Haywoorth, Lisa Minelli, Marlene Dietrich, Bárbara Streisand (pela voz & gosto musical), etc.etc.etc. E Priscila, a Rainha do Deserto, é claro.

Mas, como ninguém, Ohana sabia tanto ser engraçada quanto dar colo, oferecer aquele ombro amigo permanentemente ao nosso dispor. Quer dizer…SE você fosse um dos eleitos, of course.

E eu era.

Desde o primeiro momento, nasceu entre ambas aquela cumplicidade, aquele “dejá-vu” tão raro e imponderável que une dois amigos de uma vez por todas e para sempre.

Algo como um vínculo indissolúvel, incondicional e tão inexplicável como certos amores à primeira vista. Com a diferença que, na condição de amizade, este é permanente.

Não tenho palavras pra descrever minha dor (outro clichê em que jamais, como escritora, eu deveria incorrer mas agora já foi, saiu sem mais aquela), do quanto me pesa tua ausência, agora definitiva, Ohana, porque afinal, quem irá o ocupar o mesmo buraco de ar? Hem?

Que mais se não encerrar com uma derradeira frase de efeito que era tão tua? Ou seja, que tua morte foi a verdadeira “maldição da cadela asteca”? Que pros amigos e os bons entendedores essa frase é o bastante mas não o suficiente pra te definir.

Inesquecível Ohana.

Publicado originalmente no "congressoemfoco"

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Opinião

Inflação preocupante

O Estado de S.Paulo
Com os preços em disparada, o ano começou mal para as famílias brasileiras e com sinais agourentos para o governo da presidente Dilma Rousseff. Nenhum outro país emergente vem enfrentando, como o Brasil, a combinação de custo de vida em alta e produção estagnada, uma das grandes marcas da economia nacional nos últimos dois anos. As perspectivas de expansão da atividade parecem melhores em 2013 do que no biênio anterior, mas as pressões inflacionárias continuam preocupantes, embora as autoridades apostem, pelo menos oficialmente, numa melhora gradual do quadro. A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 0,79% em dezembro para 0,86% em janeiro e atingiu a maior variação mensal desde abril de 2005, segundo informou na quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta acumulada em 12 meses chegou a 6,15% e continuou a distanciar-se da meta fixada pelas autoridades de 4,5%. Não há ainda sinal, no entanto, de uma política anti-inflacionária mais firme que a adotada a partir de agosto de 2011, quando o Banco Central (BC) passou a reduzir os juros.

A hipótese de um aumento de juros já foi considerada nos mercados, depois de o presidente do BC, Alexandre Tombini, descrever o quadro atual como desconfortável, mas ainda é tratada como improvável. Os dirigentes do BC reafirmaram no fim de janeiro, na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a expectativa de uma acomodação dos preços ao longo de 2013. Reiteraram também a disposição de manter a atual política por um "período suficientemente prolongado".

Esse é um jogo de alto risco. A experiência já desmentiu no ano passado algumas das previsões mais importantes do Copom. A inflação, segundo o pessoal do BC, vinha sendo impulsionada principalmente pelos preços internacionais dos produtos agrícolas. A crise global derrubaria esses preços. Oscilaram, de fato, mas voltaram a subir. O governo cumpriria a meta fiscal e isso também ajudaria a conter as pressões inflacionárias. Também essa projeção foi errada. No fim do ano, o Ministério da Fazenda recorreu a uma porção de truques para maquiar o resultado das contas públicas. Além de tudo, outros fatores, além dos preços internacionais das commodities, alimentaram fortemente a inflação. Os fatos, portando, desmentiram tanto o diagnóstico quanto os prognósticos oficiais.

Os fatos continuam desmentindo a avaliação oficial dos técnicos e dirigentes do BC. A alta dos preços das matérias-primas é apenas um dos componentes do quadro. Os números mostram um cenário mais complexo e um problema bem mais grave. Em dezembro, aumentos de preços foram registrados em 70% dos itens componentes do IPCA. Bastaria isso para desmentir a tese de uma inflação associada a uma classe única de fatores. Em janeiro esse indicador de difusão chegou a 75%, denunciando um alastramento ainda mais amplo.

É fácil entender esse quadro quando se levam em conta o alto nível de emprego, a expansão da massa de rendimentos, o rápido aumento do crédito e a expansão do gasto público, apesar das dificuldades orçamentárias em fase de estagnação econômica. Curiosamente, o próprio Copom, em sua última ata, menciona "a maior dispersão" dos aumentos de preços ao consumidor, a "estreita margem de ociosidade no mercado de trabalho", as perspectivas de uma demanda interna ainda robusta e, afinal, a "posição expansionista das contas públicas".

Alguns desses fatores haviam sido apontados em documentos anteriores do Copom. No entanto, as decisões sobre a política monetária foram tomadas, ao longo do ano, como se esses problemas devessem esgotar-se nos meses seguintes, sem deixar marcas no sistema de preços. Esse otimismo, até agora contrariado pelos fatos, parece manter-se. O governo continua confiando em medidas tópicas, destinadas a conter este ou aquele preço (da eletricidade, por exemplo), como remédios contra a inflação. Que um governo com inclinações populistas faça isso é até compreensível. Chocante, mesmo, é a passividade do BC.

Original aqui

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Manchetes do dia

Sábado, 09 / 02 / 2013

O Globo
"Oficiais da PM fizeram guarda ilegal para Liesa" 

Empresa que fez segurança no Sambódromo é de coronel da reserva

Proteção é proibida pelo governo do estado; Liga é suspeita de ligação com o jogo do bicho. Agentes da Corregedoria da Polícia Civil cumpriram mandados de busca e apreensão na sala do presidente da Liga Independente das Escolas de Samba, Jorge Castanheira, e recolheram evidências de que oficiais da PM — entre eles seis coronéis, cinco majores e um capitão — atuaram na segurança do Sambódromo ano passado, apesar da proibição do governo. Também foram encontrados indícios de ligação da Liesa com o jogo do bicho. A empresa de segurança é do coronel da reserva Celso Pereira de Oliveira. Ontem, os cariocas obedeceram ao pedido da prefeitura e foram para o Centro sem carro, o que evitou o caos no trânsito. 


O Estado de São Paulo
"TCU vê irregularidades e veta R$ 800 milhões a tribunais" 

Auditoria questiona benefícios de magistrados e servidores da Justiça do Trabalho; R$ 1,5 bilhão já foi pago

O Tribunal de Contas da União (TCU) mandou suspender o pagamento de R$ 818,9 milhões em dívidas dos Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs) com servidores. Uma auditoria confirmou irregularidades na concessão de benefícios pelos tribunais, revela Fábio Fabrini. Já foi pago R$ 1,5 bilhão, com base em cálculos equivocados, segundo o TCU. Só em dois benefícios exclusivos para magistrados foram gastos R$ 957 milhões. Por ordem do TCU, o Conselho Superior de Justiça calcula quanto foi desembolsado a mais em cada TRT para futuro ressarcimento. O pente-fino pode revelar outras irregularidades, já que os montantes calculados até agora excluem outros benefícios. O conselho já admite que o passivo reconhecido, de R$ 2,4 bilhões, corresponde ao dobro do devido: R$ 1,2 bilhão.

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sexta-feira, fevereiro 08, 2013

URSS

Tupolev ANT-20, o maior avião dos anos 30.

Coluna do Celsinho

Projeção

Celso de Almeida Jr.

Madrugada.

Chegando em Ubatuba.

Véspera de carnaval.

Da janela do ônibus, a praia Grande.

Carrinhos de lanche, tendas, cartazes.

Sem disfarces, ar de desleixo.

Avanço pelas Estufas.

Mato, lama, a mesma impressão de descuido.

Da rodoviária, caminho até em casa.

Calçadas irregulares, ruas esburacadas.

Cachorros sem rumo.

Garrafas jogadas.

Abro o portão.

Mais alguns passos.

O banho, a cama.

Olhos fechados.

Visões em pensamento.

Limpeza.

Equilíbrio.

Bom gosto.

Zelo.

É possível.

Dará trabalho.

Visite: www.letrasdocelso.blogspot.com

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Caravaggio


Brasil

Sobre a tragédia de Santa Maria
Editorial do NEWLETTERS do SASP

Consternados ainda com a tragédia de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, e mesmo sem um laudo pericial, podemos adiantar que um dos principais fatores é o desrespeito à formação profissional.

Qualquer um se sente capacitado em projetar e construir, a vida é construída por palpites. E o mais preocupante é que o próprio poder público a quem cabe fiscalizar, não prioriza os investimentos para garantir profissionais capacitados para atender a demanda que uma cidade tem.

Nossa memória traz logo dados que levantamos quando participamos da Campanha Nacional dos Planos Diretores Participativos em 2005 e 2006. Praticamente a metade dos municípios paulistas não tinha nos seus quadros de funcionários arquitetos.

Esse número foi confirmado quando o CAU - Conselho de Arquitetura e Urbanismo divulgou os primeiros resultados dos cruzamentos de dados recolhidos no cadastramento de profissionais de Arquitetura e Urbanismo.

Mais de 30% dos municípios paulistas e brasileiros não têm sequer um arquiteto e urbanista residindo no seu território que dirá trabalhando na Prefeitura. Isto ocorre em São Paulo, imaginem no resto do País.
Diante deste novo caso de descaso na cidade de Santa Maria, podemos questionar quem são os "técnicos" que fazem e que aprovavam os projetos nessa cidade? E quem fiscaliza? Tinham atribuição profissional para fazer isso? Temos dois Conselhos para atuar nessa fiscalização, alem do Corpo de Bombeiros, que não fiscaliza, só aprova.

Reconhecemos que as entidades locais de arquitetos e urbanistas foram ágeis. O Conselho dos Arquitetos e Urbanistas do Rio Grande do Sul divulgou logo um comunicado informando as providências tomadas e de imediato se deslocaram até Santa Maria logo pela manhã de domingo para verificar a situação junto aos órgãos públicos que pudessem envolver os profissionais arquitetos e urbanistas da cidade.

E lá conseguiram verificar que não existia RRT (Registro de Responsabilidade Técnica) de Arquiteto e Urbanista. O SAERGS – Sindicato dos Arquitetos do Rio Grande do Sul, filiado à FNA - Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas, também prontamente divulgou comunicado informando sobre como proceder para obter informações oficiais e como colaborar doando sangue e prestando solidariedade.

Entendemos que os colegas arquitetos e urbanistas que têm na sua atuação uma forte vocação social se comportaram conscientemente dentro do que estava ao alcance deles para atender a demanda da sociedade. Infelizmente, precisou uma tragédia para se retomar publicamente uma discussão tão presente no dia a dia do SASP e da FNA e histórica entre as entidades de arquitetos.

Destinar recursos públicos para a contratação de um profissional arquiteto e urbanista não é despesa. É, sim, investir na construção de cidades com qualidade e segurança. Profissionais que estão capacitados para não só projetar e construir espaços bonitos e seguros, mas também contribuir na elaboração da legislação e controle do espaço urbano.

Cabe aos governantes, responsáveis pelos executivos municipais, entenderem a importância da profissão e a nós, direção das entidades, a responsabilidade de não deixar cair no esquecimento o ocorrido, conscientizando e cobrando dos gestores públicos o exercício do nosso real papel que é atender a sociedade.

Daniel Amor, Presidente do SASP e Conselheiro do CAU BR

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Opinião

Recuo em termos

O Estado de S.Paulo
Se em política as coisas fossem o que parecem, seria o caso de saudar a conversão do novo presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, à sensatez no caso da perda dos mandatos dos quatro de seus pares condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo do mensalão. Em dezembro passado, a maioria da Corte decidiu que, encerrado definitivamente o julgamento, com a publicação do acórdão com os votos dos magistrados em relação a cada réu e o exame dos eventuais recursos que só podem ser interpostos depois dessa etapa, se forem mantidas as sentenças proferidas contra os mensaleiros, os deputados José Genoino e João Paulo Cunha, do PT, Valdemar Costa Neto, do PR, e Pedro Henry, do PP, perderão automaticamente os seus mandatos em razão das penas que lhes foram aplicadas.

Nem poderia ser de outro modo. Primeiro, porque assim determina a Constituição. Segundo porque seria o cúmulo do absurdo que políticos condenados, respectivamente, a 6 anos e 11 meses; 9 anos e 4 meses; 7 anos e 10 meses; e 7 anos e 2 meses, além do pagamento de multas, pudessem conservar atrás das grades a sua condição de parlamentares - quem sabe com o distintivo de congressistas alfinetado à roupa. Ou, ainda mais grotesco, frequentassem de dia o Congresso e voltassem à noite à prisão, colônia ou albergue onde cumpririam pena em regime semiaberto. Imediatamente, o então titular da Câmara, o petista Marco Maia - apoiado, entre outros, por Henrique Alves, o futuro sucessor, então líder da bancada do PMDB na Casa - declarou que o STF não pode determinar a perda dos mandatos, porque a decisão incumbiria ao plenário, em votação secreta.

Empossado, Alves manteve a posição corporativa alegando que, tendo sido os parlamentares "abençoados pelo voto popular", seria "lógico" que a palavra final sobre o destino dos colegas condenados coubesse não à Justiça, mas aos demais políticos. Isso foi na segunda-feira. Dois dias depois, à saída de uma visita protocolar ao presidente do Supremo e relator do caso do mensalão, Joaquim Barbosa, Alves se desdisse por completo. Para espanto dos jornalistas, afirmou que "não há hipótese de (ele) não cumprir a decisão do STF". E foi além: "Nós só vamos fazer aquilo que o nosso regimento determina: finalizar o processo. Coisas de formalidade legal e ponto. Não há nenhuma possibilidade de confrontarmos com o mérito, questionar a decisão do Supremo".

Ao pé da letra isso significa que a Mesa da Câmara, quando informada oficialmente da decisão transitada em julgado, deverá declarar a extinção dos mandatos dos mensaleiros e convocar de imediato os seus suplentes. A Câmara, comparou o jurista Joaquim Falcão, em artigo na Folha de S.Paulo, está na situação do juiz que recebe um pedido de divórcio: ele é obrigado a cumprir a vontade do casal. "Assim também a Câmara", escreveu. "É obrigada a declarar perda de mandato dos deputados condenados no mensalão. (…) Não tem nem a escolha de não exercitar esse poder." Mas não é bem assim que Alves pretende "finalizar o processo". Segundo ele, a Mesa deverá encaminhar o ofício do STF à Corregedoria da Casa, que avaliará se a Corte respeitou o direito de defesa dos réus. Ou seja, os políticos julgarão a conduta do Supremo! E se acharem que os acusados não puderam se defender plenamente?

Como se isso fosse pouco, Alves admite a hipótese, defendida, entre outros, pelo primeiro-vice-presidente da Mesa, o petista André Vargas, de que também o Conselho de Ética teria de ser ouvido - não por outro motivo o PT pleiteia o comando do órgão, cujo titular é escolhido pelo próprio Alves, como presidente da Câmara. E o plenário daria a última palavra. Resta claro, portanto, que o astucioso peemedebista, no exercício do seu 11.º mandato consecutivo, não está integralmente comprometido com o acatamento da decisão do STF, como declarou com todas as letras no seu volte-face. O que ele quer, por ora, é tirar o assunto de pauta, sem se antagonizar nem com a Justiça nem com os aliados dos mensaleiros. Alves torce para que o julgamento não chegue tão cedo ao epílogo. E, quando chegar, não terá pressa para fazer a sua parte.

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Manchetes do dia

Sexta-feira, 08 / 02 / 2013

O Globo
"Com 82 ruas fechadas, Rio abre hoje o carnaval" 

Tráfego de carros no Centro tem que cair 45% para se evitar o nó no trânsito

Nada menos que 820 vagas de estacionamento foram subtraídas com as interdições de ruas na região, deixando cerca de 1.500 carros sem espaço. Para piorar, o movimento de saída para o feriadão será intenso. Nunca o carnaval do Rio de Janeiro declarou uma guerra tão explícita ao uso de carros no Centro da cidade durante a folia. A abertura hoje do carnaval carioca, com o desfile de nove escolas da Série A – o antigo Grupo de Acesso –, provocou o fechamento de 40 ruas no entorno do Sambódromo e outras vias principais do Centro. Com interdições em mais 42 ruas da cidade para a passagem de blocos, os cariocas vão ter que apostar no planejamento e no transporte de massa para evitar ficar presos no trânsito. E há outros agravantes: como a sexta-feira antes do carnaval concentra um grande movimento de saída do Rio, e também um tráfego intenso de ônibus em direção à Rodoviária Novo Rio, as autoridades temem o caos na região caso os cariocas insistam no carro. Nada menos que 820 vagas de estacionamento foram subtraídas com as interdições, deixando sem vaga na região 1.500 carros. Segundo Joaquim Dinis, diretor de operações da CET-Rio, é necessário reduzir o fluxo de veículos em pelo menos 45% para que não seja dado um nó no tráfego. 


O Estado de São Paulo
"Inflação é a maior em 8 anos e mercado prevê alta de juro" 

Índice subiu 0,86% em janeiro, puxado pelo aumento de preços dos alimentos; especulação fez dólar cair

A inflação oficial subiu 0,86% em janeiro, maior alta desde abril de 2005. O acumulado de 12 meses alcançou 6,15%, distanciando-se do centro da meta estipulada pelo governo, de 4,5%. Os números, divulgados ontem pelo IBGE, repercutiram no mercado, aumentando as apostas em uma elevação da taxa básica de juros de que o Banco Central use o câmbio contra a inflação fez com que os contratos de juros fechassem em alta no mercado futuro. O dólar caiu 0,85%, cotado a R$ 1,9720, menor patamar desde 11 de maio de 2012. Os itens que mais pesaram na inflação foram alimentos, com alta de 1,99%, seguidos pelos bens duráveis. Os dados mostram uma inflação resistente e se expandindo por vários setores. Com esse cenário, só os investimentos mais sofisticados tiveram rendimento superior à variação da inflação de janeiro. Já o desempenho de aplicações mais populares, entre elas fundos de renda fixa e a poupança (tanto a velha como a nova), ficou bem abaixo da inflação.

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quinta-feira, fevereiro 07, 2013

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Opinião

Um pouco mais do mesmo

O Estado de S.Paulo
De onde nada se espera é que não vem nada mesmo. Depois de ter prometido, contra todas as evidências, que o Congresso Nacional votaria na última terça-feira o Orçamento da União para este ano, o novo presidente do Senado, Renan Calheiros, anunciou, depois de reunião com as lideranças da base aliada, que a votação estava adiada para depois do carnaval. Não vai fazer muita diferença. Como não se cansam de demonstrar os próprios parlamentares, esse negócio de lei é muito relativo. Quando o Congresso deixou de cumprir seu dever de votar o Orçamento em dezembro, o Palácio do Planalto baixou uma medida provisória garantindo recursos para usar neste início de ano. Se precisar, recorrerá a outras. E os nobres parlamentares - só a maioria, vá lá - continuarão mais preocupados com o que verdadeiramente lhes interessa: cuidar de seus próprios interesses.

Era óbvio que a votação prometida por Calheiros logo depois de ser eleito para a presidência do Senado não passava de jogo de cena, pois, apesar das mudanças na direção das duas Casas do Parlamento e nas lideranças de bancada, a situação permanece exatamente a mesma de dezembro, quando dois fatores conjugados provocaram o primeiro adiamento da votação do Orçamento: a insatisfação da base "aliada" com a reticência do governo na liberação dos recursos relativos às emendas parlamentares de 2012 e a incerteza - habilmente manipulada por aqueles a quem interessa pressionar o Planalto - a respeito do trancamento da pauta de votações em função da decisão do STF sobre o destino dos 3.060 vetos presidenciais que estão na fila para serem apreciados pelos congressistas.

O despacho do STF, de autoria do ministro Luiz Fux, foi inicialmente interpretado como destinado a impedir que qualquer outra matéria fosse votada pelo Congresso antes que os vetos fossem submetidos a escrutínio. Depois o próprio ministro Fux esclareceu que seu despacho não trancava a pauta de votações do Congresso, apenas estabelecia que os vetos teriam que ser votados em ordem cronológica. Mas o episódio serviu para acirrar o confronto com o Judiciário no qual os mandachuvas do lulopetismo estão interessados. Então, todos continuaram a pescar em águas turvas, pois é exatamente nesse ambiente que prosperam tanto o balcão de negócios dos "picaretas" quanto o projeto de poder de Lula & Cia.

Renan Calheiros sabia também que seria temerário colocar o Orçamento em votação na terça-feira porque o quórum não estava garantido. Um grande número de deputados deixou Brasília logo após a eleição da Mesa da Câmara, na segunda-feira. Afinal, suas excelências precisavam se preparar para os folguedos do carnaval. Com toda certeza a oposição, que às vezes se mexe, pediria verificação de quórum e submeteria o Congresso ao vexame de assumir que não poderia votar assunto de tanta relevância porque não havia em plenário número suficiente de parlamentares.

Mas o presidente Calheiros, experiente em se livrar de apertos muito piores, saiu pela tangente, exercitando o óbvio e lançando a culpa nos ombros da oposição: "Infelizmente, teremos de votar o Orçamento por consenso, acordo e negociação". Ah, bom! E mais: "O DEM fez questão de partir na frente dizendo que não vai votar o Orçamento antes de apreciar os vetos". Pois é, a enorme bancada do DEM - 4 senadores e 30 deputados - poderia pôr tudo a perder.

O teor e o nível das discussões travadas no gabinete de Renan Calheiros foram revelados por um dos vice-líderes do governo no Senado, Benedito de Lyra (PP-AL), quando deixou a sala por instantes: "O governo tem que ser parceiro do Congresso. É só mão única? Não é possível. A vida do Congresso é de mão dupla". Pois é, dona Dilma, é preciso prestar muita atenção nas lições que certamente seu preceptor já ministrou a respeito do modo como os representantes do povo devem ser bem tratados! Pois, conforme ensina o novo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, do alto de sua experiência de mais de 40 anos de mandato em Brasília, os parlamentares não são simples mortais. São seres muito especiais, "abençoados" pelo sufrágio dos cidadãos.

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Manchetes do dia

Quinta-feira, 07 / 02 / 2013

O Globo
"Presidente da Câmara desiste de desafiar STF" 

Alves agora diz que palavra final sobre cassação de deputados mensaleiros é do tribunal

Até ontem, para atender ao PT, que o ajudou a se eleger, Henrique Eduardo Alves dizia que caberia à Câmara decidir sobre o mandato dos condenados pelo Supremo. O discurso mudou após reunião com Joaquim Barbosa. Após se reunir com o presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, o novo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), mudou de tom e afirmou que não vai se insurgir contra a decisão do tribunal sobre a cassação dos mandatos dos parlamentares condenados pelo mensalão. “Não há hipótese de não se cumprir a decisão do Supremo. Não há confronto”, disse Alves. Até ontem, ele afirmava que a palavra final caberia à Câmara. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, encaminhou ao Ministério Público Federal em Minas as denúncias de Marcos Valério contra Lula. 


O Estado de São Paulo
"Alves se reúne com Barbosa e muda tom sobre mensalão" 

Presidente da Câmara afirmou que possibilidade de desrespeitar decisão do STF sobre deputados é ‘zero’

O presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), afirmou ontem que a possibilidade de a Casa não cumprir determinação do STF sobre a perda de mandato dos quatro deputados condenados no mensalão é “zero”. “Não há a menor possibilidade. Não há hipótese de não cumprir a decisão do Supremo”, disse o peemedebista. “Nós só vamos fazer aquilo que o nosso regimento determina que façamos: finalizar o processo. Não há confronto.” O tom conciliatório foi adotado durante visita ao presidente do Supremo, Joaquim Barbosa. Em sua posse, na terça-feira, Alves havia defendido que a palavra final ficasse com os parlamentares. Os deputados condenados pelo STF são João Paulo Cunha (PT-SP), Valdemar Costa Neto (PR-SP), José Genoino (PT-SP) e Pedro Henry (PP-MT). Agora, a estratégia da nova Mesa Diretora da Câmara é apostar na demora do Supremo em enviar os pedidos de cassação.

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quarta-feira, fevereiro 06, 2013

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Opinião

O desmonte da Petrobrás

O Estado de S.Paulo
Com lucro de R$ 21,18 bilhões em 2012, 36% menor que o do ano anterior e o mais baixo em oito anos, a Petrobrás paga um preço devastador pela sujeição aos interesses político-partidários do Palácio do Planalto. Investimentos mal planejados, orientação ideológica, loteamento de cargos e controle de preços de combustíveis comprometeram a eficiência e a rentabilidade da empresa e a desviaram de seus objetivos principais. Os danos impostos à companhia são parte da herança desastrosa deixada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva à sua sucessora.

Desde o ano passado a nova presidente da estatal, Maria das Graças Foster, vem tentando corrigir seu rumo. Mas a interferência nos preços permanece, os reajustes são insuficientes e a geração de caixa continua prejudicada. Mais dificuldades surgirão neste ano, avisaram ao mercado, nessa terça-feira, dois dos principais dirigentes da Petrobrás. Pelo menos esse dado positivo acompanhou a divulgação das más notícias: a presidente da empresa e o diretor financeiro, Almir Barbassa, falaram sobre a situação e as perspectivas da companhia com uma franqueza incomum durante a maior parte dos últimos dez anos.

Os problemas vão muito além de uma piora temporária das condições financeiras. A produção de petróleo e gás no Brasil, no ano passado, equivalente a 2,35 milhões de barris diários, foi 0,9% menor que a de 2011. Com a parcela produzida no exterior a média diária alcançou 2,59 milhões de barris equivalentes, volume 0,8% inferior ao do ano anterior. A meta de 2,02 milhões de barris diários, fixada para 2012, continuará valendo para este ano, com possibilidade de desvio de 2% para mais ou para menos. Se o desvio ocorrer, advertiu a presidente, será provavelmente para baixo. Não há possibilidade física, deixou claro a presidente, de um aumento de produção.

As previsões para o ano incluem também, segundo Maria das Graças Foster, mais R$ 6 bilhões de baixas correspondentes a poços secos. Além disso, nenhum novo projeto deverá ser iniciado em 2013. A empresa continuará empenhada em realizar os investimentos já programados, mas o total aplicado, de R$ 97,7 bilhões, deverá ser R$ 5 bilhões maior que o anteriormente previsto. A empresa continua analisando a qualidade econômica dos projetos enquadrados em 2012 como "em avaliação". Ao assumir o posto, a nova presidente anunciou no ano passado a intenção de rever os planos e prioridades. Não se anunciou, na ocasião, o abandono de nenhum projeto, mas ficou clara a disposição de submeter o programa da empresa a uma revisão crítica.

Sem perspectiva de maior produção a curto prazo, a empresa terá de continuar importando grandes volumes para atender à demanda crescente de combustíveis. Isso será inevitável mesmo com o aumento da parcela de álcool misturada com a gasolina. A necessidade de maior importação foi uma das causas da redução do lucro no ano passado. O controle de preços foi um complicador a mais. A presidente da empresa reafirmou a intenção de continuar buscando o realinhamento de preços. Mas isso dependerá de como o governo pretenda enfrentar a inflação. Se insistir na manipulação de preços, os problemas da Petrobrás poderão agravar-se.

Com dificuldades de geração de recursos, a companhia foi forçada a aumentar seu endividamento. Com problemas de caixa, a diretoria decidiu pagar dividendos menores aos detentores de ações ordinárias do que aos demais acionistas, explicou Barbassa. Disso resultará uma economia de R$ 3 bilhões para investimentos, acrescentou.

A Petrobrás necessitará de novo aumento de capital, segundo alguns analistas. A presidente da empresa negou essa possibilidade neste ano. Seja como for, o passo mais importante deve ser a consolidação de um novo estilo administrativo, moldado segundo objetivos típicos de uma empresa de energia. A Petrobrás será beneficiada, também, se as suas encomendas de equipamentos e serviços forem decididas com base em critérios empresariais. Não é sua função assumir os custos de uma política industrial. Ter sucesso como uma gigante do petróleo já é um desafio mais que suficiente.

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Manchetes do dia

Quarta-feira, 06 / 02 / 2013

Correio Braziliense
"Petrobras quer gasolina mais cara. Mantega, não" 

Para a empresa o reajuste de 6,6% é insuficiente

Um dia após a Petrobras apresentar o menor lucro em oito anos, a presidente da companhia, Maria das Graças Foster, defende novos aumentos, a fim de restabelecer “saúde no fluxo de caixa”. Na divulgação dos resultados da empresa, Foster disse que haverá mais dificuldades em 2013 e alertou para a necessidade de equiparar o preço do combustível no Brasil comas cotações internacionais. A reivindicação de Foster teve resposta imediata em Brasília. “É inviável pensar em outro reajuste agora, uma vez que acabamos de conceder um aumento à Petrobras”, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega. 


O Estado de São Paulo
"Ações da Petrobras desabam e Graça vê 2013 mais difícil" 

Presidente da empresa diz que reajuste não foi suficiente; valor de mercado é o menor desde a capitalização

A presidente da Petrobras, Graça Foster, fez ontem uma previsão pessimista para os próximos meses: “O ano de 2013 vai ser muito mais difícil”, afirmou. Ela falou um dia depois de a companhia divulgar queda de 36% no lucro e de 2,35% na produção em 2012. Ainda ontem, as ações da empresa caíram 8,29% e a Petrobras encerrou o pregão com o menor valor de mercado desde a megacapitalização de 2010: R$ 224,830 bilhões. Em pouco mais de um mês, a perda chegou a R$ 30 bilhões. De acordo com Graça Foster, um dos motivos para a queda do lucro é a defasagem entre os preços da gasolina. e do diesel importados e os de revenda interna. Como a produção é insuficiente, a empresa tem de comprar combustíveis no exterior. Os recentes reajustes,de 6,6% da gasolina e de 5,4% do diesel, segundo ela, propiciarão “melhoria de caixa”, mas “não o suficiente para dar o conforto da paridade” de preços. O ministro Guido Mantega (Fazenda) afirmou que não é oportuno falar em novo aumento, mas admite que a tendência é acompanhar de perto as cotações internacionais.

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terça-feira, fevereiro 05, 2013

Você acredita?

Ufos, assim como os senadores e deputados brasileiros, têm pouca credibilidade.

Brasil

Eliza está morta

Luiza Nagib Eluf
O Brasil acompanha com atenção o julgamento do goleiro Bruno e de alguns de seus amigos e prováveis comparsas, em Minas Gerais. Todos são acusados do assassinato de Eliza Samudio, de 25 anos, ex-namorada de Bruno. Ele conheceu a moça no começo de 2008, e da relação entre ambos nasceu um menino que o goleiro se recusava a reconhecer como filho, embora fosse dele. Surgiram desavenças entre o casal e Eliza procurou a Delegacia da Mulher para pedir proteção. Segundo ela, Bruno não queria o filho e proferia ameaças. Eliza chegou a ser sequestrada e mantida em cárcere privado durante um dia, quando obrigaram-na a tomar substâncias abortivas. Mesmo assim, a gravidez prosseguiu e a criança nasceu. A Delegada da Mulher de Jacarepaguá determinou que Bruno se afastasse da moça, mas a juíza da Vara de Violência Doméstica do Rio de Janeiro negou-lhe proteção sob o fundamento de inexistência de relação familiar. Assim, a Lei Maria da Penha não foi aplicada. Indignada, Eliza gravou um vídeo, posteriormente exibido em rede de televisão, declarando que estava sem proteção da Justiça e se algo lhe acontecesse o responsável seria Bruno. Eliza entrou com ação judicial de reconhecimento de paternidade e, algum tempo depois, desapareceu. Iniciadas as investigações, logo surgiram indícios de que a moça fora sequestrada, torturada , assassinada e esquartejada. Testemunha presencial, um primo de Bruno de 17 anos que teria participado da execução dos crimes, prestou declarações segundo as quais Eliza fora convencida a viajar para Minas Gerais, onde o goleiro tinha um sítio, sob o pretexto de acertar com ele a pensão alimentícia e a doação de um apartamento onde poderia morar com a criança. No trajeto entre Rio de Janeiro e Contagem, Eliza, que levava o filho consigo, percebeu que havia sido ludibriada. Foi violentamente espancada e os vestígios de seu sangue acabaram encontrados pela Polícia Técnica no carro de Bruno. Ainda segundo o relato da testemunha, Eliza foi mantida em cárcere privado no mencionado sítio e torturada durante alguns dias. Finalmente, mataram-na por asfixia. Seu corpo foi esquartejado e jogado aos cachorros. Os ossos restantes teriam sido “concretados”(sic). O filho de Eliza foi encontrado alguns dias depois da data provável da morte da mãe, em 26 de outubro de 2010, na região metropolitana de Belo Horizonte, em poder de uma ex-namorada de Bruno.

De fato, a Polícia procurou mas não localizou nem vestígios do corpo da moça. Se o relato testemunhal estiver correto, não será mais possível identificar seus restos mortais – os cães foram examinados 21 dias após a provável data da morte e, diante do transcurso de todo esse tempo, já não mais existiam os vestígios procurados. Por sua vez, os ossos, supostamente moídos e misturados a concreto, estão definitivamente ocultados. A defesa do goleiro apegou-se à ausência do corpo e alega que Eliza está viva. Cumprindo seu papel, os advogados tentam convencer a Justiça e a opinião pública de que Eliza viajou para a Bolívia, depois para a Europa.  Um dos defensores chegou a dizer ao juiz do caso, durante uma audiência, que Eliza “a qualquer momento, poderá entrar por aquela porta”...

Ora, Eliza está morta. Foi assassinada cruelmente e o Brasil inteiro sabe disso. Quem é vivo sempre aparece, diz o ditado, e Eliza nunca mais surgirá por alguma porta. Se Leopoldo Heitor, na década de 1960, depois de julgado quatro vezes acabou absolvido da morte de Dana de Teffé porque a polícia não foi capaz de encontrar o corpo da vítima, é certo que nossa Justiça não cometeria outro erro semelhante. O Código de Processo Penal em vigor, ao regulamentar a colheita de provas, admite que não sendo possível o exame de corpo de delito, por haverem desaparecido os vestígios, a prova testemunhal poderá suprir-lhe a falta (art. 167 do CPP). Desta forma, há poucos dias, a Justiça do Estado de Minas Gerais expediu a certidão de óbito de Eliza Samudio, reconhecendo, para todos os fins, que a moça está morta.
Luiza Nagib Eluf, 57, é advogada criminal. É autora de vários livros, dentre os quais “A paixão no banco dos réus”, sobre crimes passionais.

Artigo publicado na Folha de São Paulo em 07 de janeiro de 2013, página A3. Revisado em 29 de janeiro do mesmo ano, para constar a expedição da certidão de óbito que somente foi determinada após a publicação do artigo.

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Opinião

Pessoas e estórias

Fernando Henrique Cardoso
Após os dias tórridos da passagem do ano, São Paulo tornou-se mais amena. As férias escolares, o trânsito menos atormentado, os cinemas mais vazios e a temperatura agradável convidavam ao lazer. Assisti a um filme admirável, Amour, no qual dois atores, Emmanuelle Riva e Jean-Louis Trintignant, dirigidos por Michael Haneke, desenvolvem a trama do relacionamento de um casal de velhos músicos que leva uma vida confortável para os padrões europeus, embora sem serviços domésticos e isolado dos familiares. Além do mais, contratempos na velhice podem ser sofridos. O derrame da senhora não abala a ternura do marido. Mas o cotidiano é duro: ela tem de ir ao banheiro carregada, o marido tem de lhe dar de comer na boca, etc. Diante da piora da saúde da mãe a filha tem dificuldades para entender e lidar com a situação, denotando mais angústia do que afeição e, quiçá, alguma preocupação material com o que possa sobrar. O genro é insuportável e os netos nem aparecem. Resultado: os dois velhos vão se consumindo num mundo que é só deles, entre boas recordações e desespero, até um derradeiro gesto de amor.

São assim as relações humanas. Ambíguas, cambiantes, cheias de paixão e ódio. Mas em cada geração, mesmo na tensão e na discórdia, um entende a linguagem do outro. A vivência das mesmas situações cria referências culturais que acolchoam a razão. Foi sob o impacto emocional de Amour que participei de um jantar com o casal Grécia e Roberto Schwarz, amigos de mais de 50 anos. De tempos em tempos nos vemos, mantendo a amizade, embora no campo político estejamos apartados.

Por coincidência, no dia aprazado para o jantar, José Serra (outro amigo com quem convivo há mais de cinco décadas) marcara um encontro em minha casa. Minhas conversas com Serra são longas, de horas a fio. E raramente terminam no mesmo dia, posto que não seja notívago. Serra chegou indisposto. Imaginei que a conversa seria amarrada. Mas logo, com franqueza suficiente para cada um saber o que o outro pensa, fluiu bem. De repente olhei o relógio e adverti: daqui a pouco chegará o Roberto. Serra permaneceu.

No jantar, num restaurante, começamos a conversa lembrando um amigo comum, Albert Hirschman. O grande intelectual recentemente falecido teve influência enorme sobre todos nós, como pessoa e como intelectual, o que tornava amena a conversa. Ele era uma espécie de renascentista contemporâneo, bricoleur de palavras e ideias, que não apreciava as "grandes teorias", mas que com suas miniaturas lançava luz sobre a história e a natureza dos conflitos sociais e humanos.

Passado o momento de convergências Roberto me perguntou: "Quando vocês (em tese) eram socialistas, o que queriam e no que acreditavam?". Respondi: nosso objetivo era maior igualdade, o meio para isso seria eliminar a apropriação privada dos meios de produção, tudo o mais era secundário, mesmo a liberdade. Pensei comigo: havia variações na esquerda, os trotskistas há muito denunciavam o terror stalinista, embora alguns de seus líderes também o tivessem praticado; a "esquerda democrática", mais liberal, não era comprometida com práticas contra a liberdade.

Fiquei pensando: o que tem a ver esta discussão com os dias atuais? Quem ainda pensa em "controle coletivo" dos meios de produção? Só mesmo os nacional-desenvolvimentistas que amam o capitalismo dirigido e identificam o Estado com o coletivo, mas nem por isso são de esquerda.

Noutro momento, Roberto, mais fiel às teses clássicas da esquerda, comentou: "Você não acha que mesmo sem referência explícita às classes sociais e suas lutas elas existem e é preciso uma teoria que as situe em função da forma contemporânea de acumulação de capital, inclusive na China?". Respondi: acho, sim, mas teria de ser proposta uma nova teoria geral do capital e das relações de produção, pois a globalização alterou muita coisa.

Não parece que a oposição burguesia/proletariado tenha a vigência que teve no passado. A dissolução do conceito de classe nas "categorias de renda" chamadas classes A, B, C, D, ou nesta "nova classe média", dificilmente se sustenta teoricamente, acrescentei. Outra vez, olhando a atualidade, quem, na esquerda, no centro, na direita, ou seja, em qualquer lugar do espectro político vigente, pensa nessas questões? O governo do PT é o primeiro a se jactar da expansão das "novas classes médias" e a comemorar os êxitos do capitalismo, ficando envergonhado quando o "pibinho" parece comprometê-los.

Passando de considerações abstratas para terrenos mais concretos, Serra criticou duramente a desindustrialização em curso, os desmandos na administração pela penetração de interesses políticos e clientelísticos, enfim, a condução do PT. Ao que Roberto redarguiu como era de esperar: "Mas houve avanços sociais inegáveis". E eu acrescentei que começaram no meu governo... "Está bem", disse, "mas ganharam maior dimensão com o PT. Vejam o acesso às universidades com as cotas."

Por fim, xeque-mate: e o mensalão? Ah, mas é a "direita" que se regozija com as condenações, embora sem elas a Justiça estivesse comprometida. Serra, mais incisivo: "E o PT é 'de esquerda'?". Silêncio geral. As categorias com que concordávamos nos inibiam de classificar partidos atuais na escala antiga na qual fôramos formados.

Pode parecer que o desentendimento era geral. Mas, não. Conversávamos como quem vivera uma mesma história política e cultural. Era um diálogo entre pessoas da mesma geração, apesar das discordâncias eventualmente existentes. Será que o tipo de diálogo que tivemos faz sentido para as novas gerações? Ou Fernando Gabeira tem razão: as diferenças contemporâneas são comportamentais (ser ou não evangélico, aceitar ou não o casamento gay, ser "verde" ou "jurássico", etc.)? O diálogo caloroso e, para nós, interessante, que nos levou insensivelmente a recuar no tempo terá algum sentido para as novas gerações ou, para elas, nós seremos "os outros"?

* SOCIÓLOGO,  FOI PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Original aqui

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Manchetes do dia

Terça-feira, 05 / 02 / 2013

O Globo
"Petrobras tem menor lucro em oito anos" 

Importação, preço defasado e queda na produção fazem ganho cair 36% em 2012

Analistas criticam interferência do governo, que segurou preços dos combustíveis para evitar a alta da inflação. Após perda de US$ 32 bi de valor de mercado, estatal cai para o 8º lugar no ranking global das petroleiras. Com os seus preços defasados e o aumento das importações de combustíveis, a Petrobras registrou lucro de R$ 21,18 bilhões em 2012, uma queda de 36% na comparação com os R$ 33,3 bilhões do ano anterior. Influenciado também pelo recuo de 2% na produção, o ganho da estatal foi o menor em oito anos. O resultado foi afetado ainda pela valorização do dólar, que aumentou os custos da companhia. Segundo dados da consultoria Economatica, a intensidade da queda do lucro no ano passado é a maior desde a verificada em 1995 (48,7%), ano seguinte ao lançamento do Plano Real. Para analistas, a interferência do governo nos preços da gasolina e do diesel para segurar a inflação prejudicou a empresa. No quarto trimestre do ano, o lucro subiu 39%, para R$ 7,7 bilhões, acima do esperado.  


O Estado de São Paulo
"Alves defende mandato de condenados no mensalão" 

Eleito com 271 votos, novo presidente da Câmara desafia Judiciário e diz que decisão sobre deputados cabe à Casa

Eleito com 271 votos para presidir a Câmara dos Deputados pelos próximos dois anos, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) defendeu ontem que os parlamentares condenados pelo STF no processo do mensalão não tenham seus mandatos cassados automaticamente. E reafirmou que a decisão cabe à Casa, não ao Supremo. “É lógico que (a palavra final) é da Câmara”, disse. Foram condenados no processo os deputados José Genoino (PT-SP), João Paulo Cunha (PT-SP), Valdemar da Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT). Além de desafiar o Poder Judiciário, Henrique Alves também partiu para o enfrentamento com o Executivo. Ele se comprometeu a aprovar o orçamento impositivo, que obriga a presidente Dilma Rousseff a liberar os recursos de emendas de parlamentares. “Esta Casa é a mais injustiçada dos poderes; é a mais criticada.” O novo presidente da Câmara atribuiu ao “fogo amigo” as acusações de enriquecimento ilícito que pesam contra ele. 

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segunda-feira, fevereiro 04, 2013

Ubatuba em foco


Prefeito se encontra com ministra Ideli Salvatti e pede agilidade na duplicação da BR-101

PMU
Durante o Encontro Nacional com Novos Prefeitos e Prefeitas em Brasília, o Prefeito de Ubatuba, Mauricio (PT), foi recebido pela Ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, Ideli Salvatti, onde entregou em mãos um ofício solicitando agilidade na tramitação do processo de duplicação da rodovia BR-101, que atualmente encontra-se no DNIT de Brasília, em fase de revisão de preços.

Após a conclusão desta etapa, o projeto já poderá ser colocado em licitação pela Superintendência do DNIT em São Paulo. A obra de duplicação da BR 101 foi idealizada pelo falecido deputado Clodovil Hernandes em 2008 e já conta com recursos previstos pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). No trecho entre o trevo da Praia Grande e o trevo do Perequê Açu, a previsão é de duplicação da pista, construção de duas marginais, ciclovias, seis pequenos viadutos, além de um grande complexo viário substituindo o trevo central da cidade e cruzamento com a rodovia Oswaldo Cruz (SP-125).

O prefeito ressaltou que considera a obra muito importante para a cidade. “Com essa obra esperamos reduzir significativamente dois grandes problemas existentes na cidade atualmente. Primeiramente, acabar com os atropelamentos e mortes neste trecho da rodovia, pois serão construídas ciclovias e viadutos e, depois, reduzir os congestionamentos na temporada e feriados, que chegam até a região Centro-Sul”, diz Maurício, destacando que a obra ainda irá melhorar o trânsito urbano do Grande Centro da cidade, ligando os bairros que atualmente são “separados” pela BR 101.

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Brasil

A rendição do Congresso ao chiqueiro da política

Com um terço de seus parlamentares acusados criminalmente, o Congresso de Renan e Henrique dá sinais de preferir a imundície ao asseio das normas impostas pela moralidade pública

Congresso em Foco - Editorial


Nossa opinião: no Congresso, cidadãos sob suspeita abusam da paciência de um povo tolerante demais com políticos bandidos.


Chiqueiro (sentido figurado) – casa ou lugar imundo”

Sintomático que o presidente do Senado, José Sarney, tenha proibido a manifestação contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), convocada por várias entidades e apoiada pelo Congresso em Foco.

Os manifestantes pretendiam fazer ontem a lavagem simbólica da rampa do Senado para expressar a indignação que levou, até o momento em que é publicado este texto, mais de 250  mil brasileiros a subscrever o abaixo-assinado contra a volta de Renan à presidência do Senado.

O problema é que limpeza é algo que não combina muito com o Congresso. Nas  últimas duas décadas, ele proporcionou seguidas demonstrações de afronta aos cidadãos que custeiam suas bilionárias despesas (perto de R$ 8 bilhões no ano passado): escândalo do orçamento em 1993, compra de votos para aprovar a emenda da reeleição em 1997, violação do painel em 2001, mensalão em 2005, sanguessugas em 2006, farra das passagens e atos secretos em 2009… a lista é infindável.

Mas sempre pode ser enriquecida, aumentando o tamanho dos golpes contra a cidadania, prova agora o processo em curso de eleição das Mesas do Senado e da Câmara. Estamos diante de uma daquelas tristes situações que nos levam a constatar que, em se tratando do Congresso brasileiro, sempre é possível piorar.

Exemplar é o caso de Renan. Na iminência de receber a maioria folgada de votos dos seus pares, foi até agora incapaz de esclarecer as denúncias que, pouco mais de cinco anos atrás, o obrigaram a renunciar à presidência do Senado para preservar o mandato de senador.

Reconduzir Renan ao posto, antes de eliminar todas as dúvidas quanto à sua conduta, põe sob suspeita todo o Legislativo. Um poder que já apresenta um gigantesco passivo no que se refere ao “controle interno” dos seus integrantes e das suas ações. E daí? O Congresso, que tem um terço de seus parlamentares às voltas com acusações criminais, continua a dar sinais de preferir a imundície dos chiqueiros ao asseio das normas impostas por aquilo que, algo pomposamente, poderíamos chamar de moralidade pública.

Com menos pompa, poderíamos dizer que se espera atenção a pelo menos duas normas básicas: não roubar o dinheiro dos contribuintes e investigar ou colaborar com a investigação de crimes contra a administração pública, sobretudo quando os acusados forem deputados e senadores.

Oposta é a regra que prevalece no Congresso. Ali, cidadãos sob suspeita gozam de proteção oficial, tapinhas solidários nas costas, carro e despesas pagas pelo erário, e abusam da paciência de um povo que demonstra excessiva complacência em relação a políticos bandidos.

Desfilam pelos corredores do Legislativo desde políticos condenados a prisão até a espantosa figura de Paulo Maluf, alvo de um mandado da Interpol que lhe impede de pisar em qualquer outro país do mundo, sem ir imediatamente para a cadeia, mas que pode, legalmente, ser deputado no Brasil.

A precária mobilização popular, muito aquém do tamanho dos desaforos que o Parlamento tem metido pela goela abaixo da sociedade, contribui para o escárnio não ter fim.

Apoiado por todos os grandes partidos, inclusive da oposição, é dado como favorito na disputa da presidência da Câmara outro político sob fortes suspeitas, o atual líder peemedebista, Henrique Eduardo Alves (RN).

Questionados sobre possíveis desvios de conduta, ele e Renan reagem de modo semelhante. Ignoram a denúncia, ao mesmo tempo em que instruem adversários a atribuir os graves questionamentos que lhes são feitos a meros preconceitos contra nordestinos. Esta, aliás, é uma das imbecilidades preferidas da meia dúzia de militantes pró-Renan que nos últimos dias tenta infestar este Congresso em Foco com centenas de comentários, invariavelmente usando nomes falsos e termos ofensivos.

Como não há limites para o abismo moral, o PMDB, outrora valente combatente da ditadura e hoje confortável abrigo para novos e velhos suspeitos, prepara-se para eleger como líder outro parlamentar sob investigação, Eduardo Cunha (RJ). Também deve explicações à Justiça seu rival na disputa, Sandro Mabel (GO).

Em comum a Renan, Henrique, Eduardo Cunha e Mabel, a facilidade com que se aliam aos governos de plantão, sempre multiplicando os instrumentos a serviço de um tipo de política que, definitivamente, não cheira bem.

O Congresso em Foco sente-se no dever de manifestar perplexidade diante de tudo isso e se colocar à disposição dos brasileiros que pretendem ver um Congresso radicalmente diferente. Afinal, fazemos jornalismo na esperança de contribuir para as coisas mudarem para melhor – não para pior.


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Carnaval


Ubatuba entra em ritmo de folia.
PMU
Neste ano, o Carnaval ubatubense contará com várias atrações em grande estilo, espalhadas de norte a sul da cidade. Vários pontos turísticos do município receberão eventos musicais, artísticos e culturais.
Depois de muito tempo, o bairro da Maranduba receberá um Palco Carnavalesco para os foliões da região Sul, com apresentações musicais todos os dias, a partir de 9 de fevereiro.
Na Praça de Eventos na Av. Iperoig, será montado um Trio Elétrico que servirá de palco para artistas locais se apresentarem com muita música e alegria. Entre as atrações destaque para os grupos - Elayne Moreira e Banda(9), Jan Praieira (11) e Juventude do Samba (12).
Em 2013 Ubatuba também vai botar o bloco na rua.
Serão cerca de17 blocoscarnavalescos tradicionais como o Tribo das Loka, Galo da Meia Noite, Lambe Lambe, GRESMAIItaguá, Caxorrada e o tradicional Vai Quem Quer da região norte (Camburi) entre outros que contarão com o apoio da Fundart para fazer a alegria dos foliões ubatubenses.
O Carnaval de 2013 é diversão para a família toda.
Na Praça da Matriz, no Centro da cidade o evento “Carnaval Histórico” vai ser dividido em folia para todos.
· Dias 7, 8 e 9 de Fevereiro das 21:00 ‘as 02:00 hrs , começa o  VIII Festival de Marchinhas Carnavalescas”que este ano bateu o recorde de 40 inscrições de marchinhas , lembrando e comemorando o carnaval de antigamente mas com a alegria que hoje. Banda Carnavalesca ao vivo no C oreto da Praça.
· De 9 a 12 de Fevereiro a Praça da Matriz se transforma num grande salão de Baile Carnavalesco , com banda ao vivo ‘a partir das 21:00 hrs, tocando todas as músicas que embalaram os carnavais de antigamente. Além disso a tradição de Ubatuba estará representada nas suas manifestações mais históricas como o Fandango, O Boi e o Maracatú das 19:00 às 20:00 horas.
· O Carnaval Histórico de Ubatuba não vai esquecer dos pequenos e suas fantasias prediletas. Também de 9 a 12 de Fevereiro , das 15:00 às 18:00 horas as crianças e suas famílias vão brincar na Praça mais tradicional da cidade com muita alegria e segurança, com marchinhas e muita diversão do Palhaço Batati.
· No principal prédio tombado pelo Patrimônio Histórico – O Casarão do Porto – Uma exposição de fotografias antigas do Carnaval em Ubatuba será aberta ao público no dia 8 de fevereiro das 18:00 ‘as 22:00 horas. 
 
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