sábado, janeiro 26, 2013

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Opinião

Avançamos, mas há nuvens no horizonte

Washington Novaes *
Ainda que se deixem de lado notícias acerca da área do clima, parecem cada vez mais inquietantes as novas análises sobre dramas que o mundo enfrentará nas próximas décadas. Pode-se começar pela própria Organização das Nações Unidas (ONU), que já não menciona apenas a previsão de que chegaremos a 9 bilhões de pessoas - 2 bilhões mais que hoje - em 2050; agora prevê 9,5 bilhões em 2075 (BBC Brasil, 17/1). E os relatórios acentuam que, embora 40% da humanidade viva abaixo da linha da pobreza (US$ 2 por dia), entre 30% e 50% dos alimentos produzidos (1,2 bilhão a 2 bilhões de toneladas) podem "ir parar no lixo". De acordo com a organização Global Food, isso se deve a más práticas em transporte, armazenamento, compras desnecessárias, prazos de validade rigorosos. E implica desperdício de áreas para agricultura, água e energia.

Nos Estados Unidos e na Europa, onde as perdas são maiores, o desperdício vai a 50%. As consequências são especialmente graves no desperdício de 500 bilhões de metros cúbicos anuais de água - quando o mundo caminha para o uso de 13 trilhões de m3 /ano, muito mais que o consumo atual. E os usos são muito altos principalmente na produção de carnes. Segundo o jornal The Washington Post (28/8/12), uma família média norte-americana, de quatro pessoas, joga no lixo a cada ano US$ 2.227 em comida, um desperdício dez vezes maior que no Sudeste Asiático e o dobro do que desperdiçava nos anos 1970.

Na Europa o desperdício é ainda mais contraditório, visto que o crescimento da pobreza com a crise econômica nos últimos quatro anos já levou ao aumento do número de pobres para 120 milhões de pessoas - dados da Comissão Europeia (Estado, 4/12/12). Na Espanha mais de 50% dos jovens estão desempregados, na Grécia são 21% da população abaixo do nível de pobreza.

Felizmente, no Brasil as notícias vinham caminhado na contramão dessas. As pessoas que vivem em extrema pobreza, com renda mensal per capita abaixo de R$ 70 mensais, e que representavam 5,3% da população em 2003, estão em 3,4% do total, com os programas de renda, Bolsa-Família, etc.; mas podem baixar para 0,8%, , segundo o Ipea e o Pnad/IBGE (Estado, 27/12). Entre crianças e jovens até 15 anos a queda pode ser ainda maior, para 0,6%. Os investimentos só nessa faixa são de R$ 3,94 bilhões anuais, para atender 8,1 milhões de crianças e jovens. No programa Bolsa-Família, diz a ONG Contas Abertas (17/1), as aplicações já chegam a R$ 21,2 bilhões/ano, 15,3% mais que no ano anterior, para atender 13,9 milhões de famílias com renda per capita entre R$ 70 e R$ 140 ou que vivem em extrema pobreza (renda per capita até R$ 70). Só estas últimas incluem 16 milhões de pessoas. Mas temos também motivos para grande preocupação com a pobreza extrema e com o fato de cerca de 40 milhões de pessoas, ao todo, ainda dependerem das transferências de renda.

O cenário da renda real dos trabalhadores no Brasil tem melhorado, chegou em novembro à média de R$ 1.809,60 mensais, fora gratificações e 13.º salário, segundo o IBGE (Agência Estado, 22/12). E aumentou o número de postos formais de trabalho - mais 5,3% -, como aumentou em 2,7% a média salarial no País. Mas, alerta a Fundação Getúlio Vargas, o panorama pode ser mais difícil este ano. E ainda resta muito a resolver. Mais de 1 milhão de casas no Brasil não dispõem de energia elétrica, segundo a Aneel (Folha de S.Paulo, 26/12/2012).

Como observou Roldão Arruda neste jornal (16/1), houve avanços expressivos na comparação entre o consumo dos 10% mais ricos e dos 10% mais pobres no Brasil, observados os números do IBGE. Mas esses avanços não se devem aos programas sociais, e sim a fatores relacionados com os ganhos reais no salário mínimo e no próprio mercado de trabalho em geral. De qualquer forma, as regiões mais beneficiadas foram as mais ricas do País. E em 9 de 10 empregos novos a remuneração é inferior a três salários mínimos mensais. No quadro geral de ocupações, 50% dos trabalhadores não têm direitos trabalhistas nem à Previdência.

Os programas sociais são muito importantes, mas não chegam a alterar decisivamente as desigualdades. Seria necessária também uma reforma no campo tributário que reduzisse os impostos indiretos - que afetam todas as pessoas - e aumentasse os diretos, como o Imposto de Renda, para cobrar mais das maiores rendas.

E há novas nuvens no horizonte. Como relata neste jornal (22/1) o correspondente Jamil Chade, o número de pessoas sem trabalho no Brasil aumentará em 500 mil e chegará este ano a 6,9 milhões. Em 2014 serão mais de 7 milhões. A taxa de desemprego (6,3% no final de 2012) será de 6,5% em 2013, prevê a Organização Internacional do Trabalho (OIT), para a qual, "depois de atingir os países ricos nos últimos anos, a crise agora chegará aos emergentes". O desemprego subirá nos próximos cinco anos. É provável que as cifras brasileiras incluam pessoas que recebem Bolsa-Família. Mas são preocupantes.

Como observa José de Souza Martins (Estado, 9/9/12), não podemos esquecer que os "aglomerados urbanos subnormais", segundo o IBGE, ainda eram em 2010 nada menos que 323, nos 5.565 municípios, com 6% da população total do País; 88,6% deles estavam em 20 regiões metropolitanas; 49,8%, predominantemente em favelas, no Sudeste; um terço na Região Metropolitana de São Paulo - onde mais de 2 milhões de pessoas estão nesses aglomerados. Em Belém, 62,5% da população vive nessas condições. Na cidade de São Paulo, 500,6 mil famílias têm renda per capita até R$ 140 (Estado, 18/12) e, destas, 226,6 mil recebem Bolsa-Família. No Nordeste são 7 milhões de famílias.

É preciso, então, reconhecer que os programas sociais e de complementação de renda, que vêm desde antes dos governos FHC e Lula e se foram ampliando, têm tido uma atuação relevante, reduzido a pobreza extrema, melhorado as condições de vida das populações. Mas há muito ainda a fazer.

* Washington Novaes é jornalista. E-maiil: wlrnovaes@uol.com.br.

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sexta-feira, janeiro 25, 2013

Ubatuba em foco


Prefeito assina adesão de Ubatuba ao programa “Minha Casa, Minha Vida”

PMU

Nesta quarta-feira (23), o prefeito de Ubatuba, Mauricio (PT), esteve reunido com a gerente da Caixa Econômica Federal, Silvia Carolina Risos, para assinatura do termo de adesão firmado entre a Prefeitura e a União, referente ao programa “Minha Casa, Minha Vida”.

O programa, que está chegando somente agora em Ubatuba, foi lançado pelo governo federal em 2009, e desde então vem ajudando as famílias de baixa renda, por todo Brasil, na conquista da tão sonhada casa própria.

Com a adesão formalizada, logo de início já será viabilizada junto ao governo Federal a liberação de R$ 822 mil, que serão destinados a execução de obras de infraestrutura nos locais que serão indicados para receber as futuras moradias populares.

Mauricio ressaltou que essa assinatura simboliza um importante avanço ao município, pois, além de beneficiar a classe mais necessitada da população, o programa ainda gerará empregos e será fundamental  para o aquecimento da economia ubatubense.


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Posse

O vice prefeito de Ubatuba, Sergio Caribé (PMDB), no dia da posse

Coluna do Celsinho

Esquecer

Celso de Almeida Jr.

Releio O Grande Circo.
São as memórias de um piloto francês de caça na Royal Air Force.
Pierre Clostermann, na abertura de sua magnífica obra, registra:

“...a todos os meus camaradas das Forças Aéreas Francesas Livres mortos pela França. Aos meus camaradas pilotos da RAF que também morreram pela libertação da França. A todos vocês, a quem tanto devemos, e que tão depressa vão sendo esquecidos, dedico afetuosamente estas páginas...”

Esquecimento.
Palavra duríssima.
Quantos conceitos apagamos de nossas memórias?
Curiosamente, num intervalo da leitura, confiro no e-mail algumas frases compartilhadas por um amigo, extraídas de um livro bem mais antigo: Renda-se, Paulista! escrito por Luiz Vieira de Mello, em 1932.

Mello, além de retratar a bravura dos paulistas na Revolução Constitucionalista, deixou-nos para reflexão afirmações contundentes:

 “Política no Brasil é tudo o que é ruim – é uma lama feita de miséria, baixezas, falta de patriotismo, em prol do benefício próprio. A camarilha julga-se dona de tudo. O resto é a multidão besta e desprezível. Exceções raríssimas temos tido de políticos honrados e dignos.”
“O mau político não trai. O mau político vende-se pelo melhor quinhão!”
“A Pátria é o resultado dos homens. Se os homens têm instrução, há patriotismo e os governos são bons. O contrário é tolice.”
“Instrução para o país! Escolas e hospitais para o Brasil! O resto virá depois: fábricas, cidades, conforto e descanso.”

Em voo picado, mergulhei no pensamento...

O que, afinal, esquecemos?
Nos exemplos de hoje, do empenho dos camaradas de Clostermann e dos heróis da Revolução Constitucionalista de 1932?
Ou, em verdade, dos valores mais fundamentais que moveram estes cidadãos nestas corajosas ações de suas épocas?
Talvez, pior do que deixar fugir da memória uma longa lista de personalidades marcantes, seja excluir da lembrança as bases que garantem o avanço de qualquer povo:

Liberdade, igualdade, fraternidade.
Educação, honestidade, integridade, decência.
Respeito aos esforços de nossos antepassados.
Compromisso com as futuras gerações.

Visite: www.letrasdocelso.blogspot.com

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Opinião

Começou a campanha

O Estado de S.Paulo
A presidente Dilma Rousseff acaba de fazer o seu primeiro comício para a reeleição. Ao anunciar em cadeia nacional de rádio e TV, na quarta-feira, a entrada em vigor, no dia seguinte (e não mais em 5 de fevereiro), da redução das tarifas de energia elétrica, maior do que a antecipada - 18%, em vez de 16,2%, para os consumidores residenciais e 32%, em vez de 28%, para a indústria -, discursou como se estivesse em um palanque. A sua fala até que foi breve (8 minutos), mas suficiente para cobrir de lantejoulas as supostas realizações de seu governo, que estariam deixando "para trás" os seus críticos, carimbados rombudamente como "aqueles que são sempre do contra". Lembrou, na ênfase, nas alegações e no descaso com a realidade, o seu patrono Luiz Inácio Lula da Silva: por pouco não se saiu literalmente com um "nunca antes na história deste nosso país". Ficou no "hoje podemos ver como erraram feio os que não acreditaram que era possível crescer e distribuir renda", e na apoteose de um Brasil "cada vez maior e imune a ser atingido por previsões alarmistas", tanto que "nos últimos anos o time vencedor tem sido dos que têm fé e apostam no País". O microfone, assim como o papel, aceita tudo.

Alheia ao pibinho de 2012 e à comparação desfavorável com as taxas de crescimento das economias emergentes, também torceu os fatos sem enrubescer, ao assegurar que "estamos ampliando investimentos na infraestrutura" - cujo montante caiu mais de 20% nos dois últimos anos. Fez de conta que a ampliação do sistema energético não padece de atrasos perigosos e deficiências cruciais, e minimizou o significado da decisão de recorrer intensivamente à eletricidade de origem térmica, mais cara e poluente, para reduzir o risco de "apagões". Não fosse a quase estagnação da economia, a oferta de energia dificilmente daria conta da demanda. Por outro lado, cumprir a promessa de não sangrar o Tesouro para compensar a redução das contas de luz equivalerá à proverbial quadratura do círculo. Sem falar nos prejuízos causados ao setor elétrico pela medida provisória, sancionada no último dia 14, que autorizou a renovação dos contratos de geração de energia em vias de se esgotar para as empresas que concordassem em baixar as suas tarifas. A Cemig e a Cesp não aceitaram, sobrando para o erário bancar a bondade para os consumidores de Minas Gerais e São Paulo.

Deixando patente o caráter eleitoral do seu show televisivo, Dilma se referiu à questão de forma a deixar mal os governos tucanos desses Estados. "Espero que, em breve, até mesmo aqueles que foram contrários à redução da tarifa venham a concordar com o que estou dizendo", fingiu exortar, com ar superior. Dilma, efetivamente, está cheia de si. Há pouco, segundo o repórter Raymundo Costa, do Valor, disse com todas as letras a um interlocutor: "Meu mandato é de oito anos". Ele teria ficado perplexo com a determinação da presidente. Com isso, Dilma deixou escancarado o seu confronto com o PT - recentemente vencido por ela - sobre a sucessão de 2014. À medida que foram se acumulando as suas não realizações, embora ainda não tenham afetado os seus índices de aprovação, que se sustêm no binômio emprego-renda, a eventualidade de uma nova candidatura Lula começou a ganhar corpo no partido. Nos últimos tempos, não foram só empresários os queixosos que procuraram o ex-presidente. Companheiros fizeram o mesmo, decerto na expectativa de animá-lo a substituir Dilma, que eles ainda mal consideram "uma de nós", na próxima disputa pelo Planalto.

Sem se tornar, ao que se sabe, um movimento estruturado, a versão contemporânea do "queremismo" pró-Vargas de 1945 ganhou espaço político a ponto de induzir o próprio Lula a se pronunciar a respeito. Fez isso, dias atrás, por intermédio de três colaboradores próximos, abençoando a reeleição de Dilma. A rigor, quando ela falou em oito anos, deveria acrescentar "com uma eleição no meio". Mas a mensagem que buscava transmitir era a da legitimidade de suas aspirações ao segundo mandato, reconhecidas ao que tudo indica.

O ano terá de ser de muitos fracassos para que ressurja entre os petistas o "Volta, Lula".

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Manchetes do dia

Sexta-feira, 25 / 01 / 2013

O Globo
"BC diz que luz cairá 11% em média no ano" 

Custo do Tesouro para reduzir a tarifa chegará a R$ 8,46 bilhões

Queda imediata da conta da Ampla e da Light é de 18%. Ação da Eletrobras cai 7,5%. Um dia após a presidente Dilma anunciar a redução imediata de 18% na tarifa de energia dos brasileiros, o Banco Central estimou que a conta de luz residencial cairá, até o final do ano, em média, 11%. O BC calculou a diminuição considerando, além da queda de 18%, os reajustes e as revisões tarifárias das concessionárias ao longo de 2013. Para garantir a tarifa menor, o Tesouro fará aporte de R$ 8,46 bi, que deverá ser viabilizado por manobra fiscal envolvendo operação de triangulação com o BNDES.  


O Estado de São Paulo
"Tesouro arcará com R$ 8,5 bi para garantir corte na conta de luz" 

Previsão inicial era de R$ 3,3 bi; valor aumentou após negativa de concessionárias

O Tesouro Nacional vai arcar com R$ 8,5 bilhões em 2013 para garantir, desde ontem, a redução na conta de luz de 18% para os consumidores domésticos e de 32% para a indústria. O gasto será necessário porque Cesp, Cemig e Copel não aceitaram proposta de renovação antecipada das concessões. Se as três concessionárias tivessem aderido ao pacote, a União teria de aportar R$ 3,3 bilhões à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), encargo que incide sobre as contas e subsidia programas. Sem a adesão, o governo teve de ampliar o número de encargos e subsídios cobertos pela CDE. Gastos para fomentar programas que eram cobrados nas contas de luz agora terão de ser financiados pelo Tesouro. O governo vai antecipar receitas que receberia da Usina Hidrelétrica de Itaipu, vender esses créditos e aplicar os recursos na CDE.

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quinta-feira, janeiro 24, 2013

Ubatuba em foco


Prefeitura distribui dois mil quilos de cação apreendidos pela Polícia Ambiental 

PMU
Cerca de dois mil quilos de pescado (cação) apreendidos pela Polícia Militar Ambiental de Ubatuba, nesta terça-feira, foram distribuídos pela Secretaria Municipal de Cidadania e Desenvolvimento Social para a população e entidades sociais do município. Foram contempladas: a Comunidade Emaús, o Lar Vicentino, o Lar Viva Lista, a Missão Jesus é Luz, Santa Casa, o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar, além de moradores de bairros carentes. A distribuição foi coordenada pelo secretário de Cidadania e Desenvolvimento Social, Sergio Maida, que mobilizou o efetivo da pasta para ajudar na doação dos produtos. 


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Opinião

Brasília esnoba Davos

O Estado de S.Paulo
Com o Brasil no fundo da cena, meio envergonhado e quase escondido, Rússia, China, Índia e África do Sul são presenças importantes na reunião deste ano do Fórum Econômico Mundial, em Davos. O primeiro chefe de governo a se apresentar no primeiro dia do encontro, numa sessão especial, foi o primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev. O primeiro debate, aberto duas horas e meia antes, havia sido sobre a economia chinesa. Acadêmicos, empresários e representantes do governo chinês - muitas vezes do mais alto escalão - costumam bater ponto na cidade, onde indianos estão sempre envolvidos em grandes eventos do Fórum ou paralelos ao programa oficial. O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, foi escalado para um debate. Só o B do Brics fica fora do jogo. Sua diplomacia terceiro-mundista, moldada segundo padrões de centro acadêmico e obediente ao esquerdismo provinciano do PT, prefere esnobar Davos. Se essa ingenuidade fosse inofensiva, seria digna de pena. Mas tem prejudicado o País há muito tempo.

Representantes do Fórum lamentaram a ausência da presidente Dilma Rousseff. Ela pode usar como desculpa a reunião dos sul-americanos, no Chile, com representantes da União Europeia. Mas a história é outra. No ano passado, o ministro de Relações Exteriores, Antonio Patriota, explicou a atitude do governo brasileiro. Segundo ele, Davos atrai quem procura exposição e afirmação no plano internacional. Naquele ano, o secretário do Tesouro e o principal negociador comercial dos EUA estavam em Davos. Nenhum outro ministro brasileiro havia aparecido.

Neste ano, a lista de figuras em busca de projeção internacional na estação de esqui de Davos é enorme. Para citar só algumas, além de Medvedev: a chanceler alemã, Angela Merkel, o primeiro-ministro italiano, Mario Monti, o ministro da Economia do Japão, Toshimitsu Motegi, o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, o líder da maioria na Câmara de Representantes dos Estados Unidos, Eric Cantor, a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio, Pascal Lamy, o presidente do Banco Central de Israel e ex-número dois do FMI, Stanley Fischer, o primeiro-ministro do Egito, Hisham Mohamed Kandil, vários outros governantes do mundo árabe e dirigentes de várias das maiores empresas do mundo, além de acadêmicos renomados. O vice-presidente sênior da escola central de formação do Partido Comunista Chinês (PC), Li Jintian, está na lista dos participantes.

Algo mais do que a neve de janeiro deve atrair a Davos o líder republicano Eric Cantor e o vice-presidente da escola central do PC chinês, além de governantes de instáveis países da Primavera Árabe. Também deve ser o caso de dirigentes de países endividados e grandes banqueiros. O fascínio da globalização neoliberal, hoje em crise, parece uma resposta insuficiente. Para o bem ou para o mal, Davos funciona como vitrina, tribuna e ponto de encontro de grandes interesses.

O Brasil é oficialmente representado pelo presidente do BC, Alexandre Tombini, e por dirigentes da Petrobrás e alguns funcionários de segundo e terceiro escalões. Os poucos representantes do setor privado, como o presidente da Embraer, Frederico Curado, têm mais peso no cenário internacional que a maior parte dos enviados oficiais.

A escassa presença do governo é explicável pela deterioração da política externa. Os governos de parceiros estratégicos eleitos pela diplomacia petista, como Rússia, China, Índia e África do Sul, livraram-se da ilusão terceiro-mundista. Quanto à pequena participação do setor privado, combina com a tradição comercial brasileira. Boa parte do empresariado se acomodou e acha que é muito melhor produzir mercadorias caras e de qualidade precária para um mercado protegido, mas limitado, que batalhar por oportunidades muito maiores no mercado global, Muitos desses empresários jamais devem ter lido Guimarães Rosa, mas todos conhecem a mais citada de suas frases: "Viver é perigoso". Não encontrariam melhor parceiro que um governo empenhado em aplicar estratégias dos anos 50 a uma economia do século 21.

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Manchetes do dia

Quinta-feira, 24 / 01 / 2013

O Globo
"Dilma desafia críticos e antecipa desconto na luz" 

Tarifa de energia residencial cairá 18% hoje. Para empresas, corte é de até 32%

Presidente volta a ocupar cadeia nacional de rádio e TV para anunciar redução dos custos da eletricidade. Medida, que começaria a valer em fevereiro, entra em vigor 13 dias antes. Dilma descarta risco de racionamento. Em cadeia nacional de rádio e TV a presidente Dilma atacou, em tom desafiador, as previsões "sem fundamento” feitas por críticos de que o governo não conseguiria reduzir as tarifas de energia e anunciou queda ainda maior na conta de luz dos brasileiros. A partir de hoje, elas cairão 18%, e não os 16,2% estimados inicialmente. Já as tarifas das empresas (indústria, agricultura, comércio e serviços) ficarão até 32% mais baixas. Os percentuais anteriores tinham sido divulgados em setembro. O prazo para vigência da medida foi antecipado em 13 dias. Dilma também descartou qualquer risco de racionamento. 


O Estado de São Paulo
"Dilma anuncia corte maior na conta de luz e ataca 'alarmistas'" 

Redução da tarifa será de 18% para consumidores domésticos a partir de hoje

Em tom incisivo e falando como candidata à reeleição, a presidente Dilma Rousseff anunciou ontem a redução de 18% nas contas de luz para o consumidor doméstico e de 32% para a indústria, a partir de hoje. O índice é maior do que o prometido em setembro, de 16% e 28%, respectivamente. A presidente usou a maior parte dos 8 minutos de pronunciamento em cadeia nacional para responder aos que “se precipitaram com previsões sem fundamento” de que não seria possível cumprir a promessa, além de alardear “previsões alarmistas” de que o País vivia risco de racionamento. E mandou recado aos governos do PSDB que não aderiram à proposta. “Espero que os que foram contrários à redução da tarifa venham a concordar com o que estou dizendo.”

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quarta-feira, janeiro 23, 2013

Pitacos do Zé


Lições de séculos

José Ronaldo dos Santos
A natureza é uma constante fonte de aprendizado. Basta “botar reparo”, conforme dizia o vovô Armiro, “para saber o que tudo em nossa volta quer nos dizer”. E indicava os urubus em grande quantidade voando perto da Pedra da Igreja: “Sinal de vento sudoeste chegando ainda hoje”.  Não tinha motivo para se alvoroçar porque “no bananal do Sul acabou o corte da banana; nem carece de escoramento. E com balaios e gamelas cheios, não há precisão de sair de canoa (para pescar)”.

É continuando a manter na lembrança esse princípio de gerações, repassado desde menino, como parte de uma lição cultural, que eu continuo a observar os mínimos detalhes que consigo captar. Ainda ontem, caminhando pelo Horto Florestal bem cedo, senti cheiro de cobra no trajeto. Pensei: ela está bem perto; me percebe bem antes disso pela vibração das minhas passadas. Se for brava não foge, aguarda em bote. Então redobro a atenção. Estaco ali mesmo à procura de outro sinal. Não demora muito para avistar um rabo preto desaparecer entre helicônias. Ainda bem que recebi, pela cultura caiçara, esse talento! Vai cobrinha! Segue o seu destino!

E o quer dizer de formiga em correção, morro acima? Você nunca viu isso? É sinal de muita água, de rios e baixadas serem alagadas muito brevemente.

Em certa ocasião, coletando coco indaiá com a vovó Martinha, no Morro dos Amorim, que homenageia os nossos primeiros desse ramo genealógico,  aqueles que vieram de Angra dos Reis fugidos, depois de um fatal encontro com um cobrador de impostos do Império, houve uma afobação repentina: “Vamos correr, meu filho! A vargem vai inundar. E não  vai custar muito. Vamos ligeiro!  Ai minha Nossa Senhora! Em outro dia a gente volta para levar o cacho que já foi cortado. Vamos correr!”. E era certo. Bastou botar o pé em casa para descer um mundo de água. Em seguida se ouvia a tormenta descendo e arrasando as terras da vargem. Na hora eu já lhe perguntei :

- Como foi que a senhora sabia dessa chuva forte, vovó?

- Foi no momento que a gente estava rente da embaúba, no Carreiro da Anta. As formigas subiam desesperadamente, empretejaram todo o tronco.

E acrescentou com uma questão:

- Você não reparou, perto do barranco do rio, que até os sapos subiam para as grimpas das árvores maiores? Fuja depressa quando avistar sinais assim. Bem ligeiro procure lugar alto, longe de vargem, de beirada de rio e de grotas.

É isso! Na natureza, todos os seres têm um saber instintivo! Nós também temos tal saber, além da herança cultural e do aprendizado que é constante (por curiosidade e admiração). Porém, parece que vamos perdendo uma conectividade milenar, deixando de nos comunicar com esse mundo natural, desconhecendo uma ordem longamente estabelecida.

Perder a intimidade com a natureza, desprezar os vínculos de interdependência que nos faz Filhos da Terra, pode custar caro. É assim que eu vejo a tragédia recente em que quatro pessoas, ainda jovens, se banhavam alegremente numa cachoeira no Sertão da Sesmaria, no Ubatumirim, nas terras dos finados Jean-Pierre e Silvia Patural, cuja saga eu já narrei em outra ocasião. Inegavelmente os sinais existiram. Porém, os coitados não os perceberam ou não souberam interpretá-los. Infelizmente o resultado: encontraram a morte contra as pedras, na correnteza súbita. Meus pêsames aos familiares.

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Opinião

O custo do gás natural

O Estado de S.Paulo
O Brasil nunca precisou tanto de gás natural. Com a situação crítica dos reservatórios das hidrelétricas em todas as regiões do País, a saída para evitar o racionamento tem sido o uso intenso da energia gerada por termoelétricas movidas a gás natural, a diesel ou a óleo combustível. Ocorre que, com o rigoroso inverno no Hemisfério Norte e altas temperaturas registradas no Brasil e outros países tropicais, o consumo de gás natural vem em constante crescimento, pressionando os preços, especialmente no mercado spot, que a Petrobrás utiliza para adquirir gás natural liquefeito (GNL). O produto está cotado hoje em US$ 18 por milhão de BTUs (unidade térmica de referência), enquanto a Petrobrás, por contratos firmados de 2006 a 2008, vende a US$ 12 por milhão de BTUs às usinas térmicas, o que ocasiona à estatal um prejuízo de US$ 6 por milhão de BTUs, segundo os cálculos da consultoria Gas Energy (Estado, 10/1). Isso representa um prejuízo de cerca de R$ 240 milhões por mês à estatal. A Petrobrás não confirma a estimativa feita pela consultoria, mas não revela quanto gasta com GNL.

O fato é que, com a produção nacional de gás natural estacionada em 70 milhões de m³ por dia, as importações do produto tendem a aumentar com a demanda das hidrelétricas, além do fornecimento à indústria. O País é abastecido pelo gasoduto Bolívia-Brasil e pelo GNL importado, que precisa ser reprocessado antes do consumo, o que onera seu custo.

As importações de gasolina foram recordes em 2012, tendo custado US$ 2,851 bilhões de janeiro a novembro, 125,89% a mais que no mesmo período de 2011, segundo a Secex. Verifica-se, no entanto, que o País despende ainda mais na importação de gás natural, que custou US$ 3,006 bilhões em 11 meses de 2012. Além disso, a estatal terá de importar mais diesel e óleo combustível ou reduzir as suas exportações desses produtos. No período janeiro-novembro de 2012, a Petrobrás importou óleos combustíveis (diesel, "fuel oil", etc.), no valor de US$ 6,44 bilhões e exportou US$ 4,62 bilhões, deixando esse item um saldo negativo de US$ 1,82 bilhão, o que também tende a crescer.

Se não se espera que a demanda arrefeça nos próximos meses na Europa e nos EUA, ela não deverá cair também no Brasil. Isso porque o Operador Nacional do Sistema (ONS) pretende manter as térmicas em operação até os reservatórios se encherem, de modo a permitir que na estação da seca fiquem com 68% de sua capacidade.

Ainda que chova substancialmente, neste e nos próximos meses, a demanda de GNL continuará grande porque o governo decidiu que as primeiras termoelétricas a serem desligadas serão aquelas acionadas a diesel e óleo combustível, ou seja, as mais poluentes. As usinas movidas a gás natural permanecerão em operação por tempo indeterminado.

O aumento da demanda por gás já causa certa apreensão entre os empresários. A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro chegou a enviar comunicado a seus associados os alertando quanto ao risco de desabastecimento de gás natural e de energia elétrica no início de 2013, temendo que a Petrobrás transfira o gás natural importado para as termoelétricas, em detrimento da indústria. Essa hipótese está afastada, segundo declarações do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.

Marco Tavares, da Gas Energy, comentou que a Petrobrás estaria encontrando dificuldades para comprar cargas de GNL em um período em que a demanda está muito aquecida. Não tendo firmado contratos a mais longo prazo para aquisição de gás natural, a estatal está sujeita às incertezas e à volatilidade do mercado spot, disse ele. Noticiário mais recente da Reuters, porém, dá conta de que houve uma alta significativa de preços, devida principalmente à acumulação de estoques, mas não se espera que haja redução de oferta no mercado internacional.

Seja como for, a importação de derivados de petróleo para abastecer as termoelétricas será também um fator de forte pressão sobre a balança comercial em 2013 - e sobre os resultados da Petrobrás, que têm sido muito ruins.

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Manchetes do dia

Quarta-feira, 23 / 01 / 2013

O Globo
"Corrida por internações de crack surpreende SP" 

Procura foi acima do esperado, e vaga em clínica de reabilitação leva mais de 24 horas

Governador Geraldo Alckmin promete mais investimentos para aumentar atendimento e oferta de leitos no estado. O programa do governo de São Paulo para acelerar internações compulsórias de viciados em crack esbarrou logo nos dois primeiros dias na burocracia e na grande procura de interessados no serviço. Dependentes químicos esperaram mais de 24 horas por uma vaga em clínica de reabilitação, congestionando o centro de triagem onde deveriam permanecer por pouco tempo. O governador Geraldo Alckmin admitiu ter sido surpreendido pela procura e prometeu mais investimentos para melhorar o atendimento. 


O Estado de São Paulo
"PMDB de Renan ‘controla’ programa Minha Casa em AL" 

Senador utiliza sua influência na Caixa e entre correligionários para incentivar contratações no Estado

A Construtora Uchôa, de propriedade do irmão de Tito Uchôa, apontado como “laranja” do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), faturou mais de R$ 70 milhões no programa Minha Casa, Minha Vida nos últimos dois anos. A construtora ainda não entregou as casas previstas no contrato e negocia aditivo para finalizar as obras. Neste ano, fechou ainda um segundo contrato, de R$ 20 milhões. Uma engenharia financeira do Minha Casa, Minha Vida abre espaço para a ingerência política. As contratações, sem licitação, são feitas diretamente pela Caixa, área de influência de Renan e do PMDB em Alagoas, a partir de propostas de prefeitos. Das 26 prefeituras incluídas no programa, apenas duas não são comandadas por aliados do senador. Renan é o favorito para assumir o controle do Senado.
 

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terça-feira, janeiro 22, 2013

Arte

Edward Hopper (1927)

Pitacos do Zé

Todos se melaram

José Ronaldo dos Santos
Este título deriva da obra Tereza Batista cansada de guerra, de Jorge Amado; especificamente de uma frase usada como recurso para mostrar o disparate que é o preconceito contra tal ou tal etnia, cuja cor de pele é tal e tal e tal etc.

Essa mistura de povos diferentes, onde “todos se melaram”, é que nos torna uma nação ímpar, capaz de continuar atraindo tanta gente, milhares de turistas a cada oportunidade do calendário.

Em Ubatuba, assim como em qualquer rincão deste Brasil, as raízes que se melaram  podem fazer a diferença num filão denominado turismo cultural.

Bem recentemente eu vivi uma prova disso. Foi em dezembro, já no findar de 2012, com a cidade repleta de visitantes, quando, juntamente com o Grupo Cantamar, sob a batuta do Júlio Mendes, percorremos o trecho reurbanizado da Avenida Guarani apresentando o Reisado em diversos pontos comerciais dali.    Posso dizer que foi uma surpresa gostosa: as pessoas sorriam, fotografavam, batiam palmas... Algumas até arriscaram um cantarolar com o grupo. Creio que foi algo inusitado. Que digam os proprietários dos estabelecimentos contemplados!

A manifestação, também denominada de Cantoria dos Reis, é uma das marcas da nossa cultura caiçara. Vários grupos estão ativos, se mostraram no evento (Dia dos Santos Reis, em 6 de janeiro) promovido pela pastoral católica coordenada por Rogério Estevenel e Guaracira.

Afinal, o importante:

A julgar pela acolhida, são as manifestações genuínas do lugar que um turismo de verdade (inteligente, preservacionista etc.) quer ver, apreciar, registrar e até mesmo se compor na atração. Quem pode estimular tais iniciativas, além da Fundart, é a Associação Comercial. Todos têm a ganhar com isso, sobretudo as raízes que serão revitalizadas pela autoestima elevada. Por que então não refletir sobre o assunto e encaminhar os trabalhos?

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Ubatuba em foco

 No Ubatumirim, trator da prefeitura quebrado está abandonado

Mauricio visita bairros da região norte de Ubatuba

Assessoria de Comunicação - PMU
Na semana que passou o prefeito de Ubatuba, Mauricio (PT) escolheu a região norte do município para fazer uma visita. Mauricio, que esteve acompanhado do administrador regional Norte, Leonildo Rolim, percorreu alguns bairros e tomou nota das necessidades encontradas na região.

O primeiro local a ser visitado foi a Escola Municipal José Belarmino Sobrinho, localizada no bairro Puruba, que recebeu uma reforma no valor de quase dois milhões de reais e estava prevista para terminar em 26/04/2011. A escola foi encontrada repleta de problemas e com uma obra inacabada. Algumas salas já apresentam infiltrações e goteiras, o sistema de água está sem tratamento adequado para consumo e até mesmo um elevador foi encontrado inoperante, totalmente desmontado e com as peças amontoadas pelo pátio. A diretora Sueli e o vice-diretor Sandro afirmam que ficaram surpresos quando viram uma matéria sobre a suposta inauguração da escola publicada no jornal local, em dezembro passado. Mauricio prometeu todo empenho possível para resolver mais esta situação de abandono e descaso, para que o início do ano letivo na região não seja comprometido.

As Unidades Básicas de Saúde do Puruba e do Sertão do Ubatumirim também receberam a visita do prefeito, que fez questão de conversar com os funcionários e pedir total empenho e qualidade na prestação dos serviços. Mauricio ressaltou que a construção de um sistema de saúde eficiente no município deve começar pela base, nos postos de saúde, onde a população recebe os primeiros atendimentos. Para que isso ocorra a prefeitura pretende investir na melhoria das instalações e no aumento e qualificação do efetivo que trabalha dos postos.

No sertão do Ubatumirim, Mauricio foi conferir de perto a situação de um trator da prefeitura que está quebrado e foi abandonado no meio do mato. A secretaria de obras será acionada para que a máquina receba os devidos reparos e volte a funcionar o mais breve possível.

Terminando a visita, foram percorridas algumas estradas que receberam reparos emergenciais logo no início do ano. Leonildo Rorim resaltou que sua equipe esta empenhada para reparar os estragos causados pelas fortes chuvas de verão, e informa que já vem realizando estudos para execução de futuras obras que possam resolver de forma definitiva os principais problemas da região.

Por conta da agenda na região, o Deputado Federal Carlos Zarattini (PT), que estava de passagem pelo município, foi recebido pelo prefeito na sede da administração regional norte. Zarattini parabenizou o novo prefeito e disse que as portas do gabinete estarão abertas para ajudar Ubatuba no que for possível.

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Arte

Nicolas de Staël

Notícias de Ubatuba

Nota de pesar

A prefeitura de Ubatuba registra com profundo pesar o falecimento de Zenilda Nobre da Silva, Adriano Rico Cabral, Augusto Budim e Lucas da Silva, ocorrido na tarde deste domingo (20), em virtude de uma cabeça d'água que atingiu o grupo quando visitavam a cachoeira do Tombador, localizada no bairro Sertão do Ubatumirim.
 

Solidarizamo-nos com suas famílias, amigos e colegas e, neste momento difícil, rogamos a Deus que tenham o conforto merecido em seus corações.

Mauricio Humberto Fornari Moromizato
Prefeito de Ubatuba
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Opinião

A telefonia ignora os clientes

O Estado de S.Paulo
O Brasil dispõe de um dos maiores sistemas de telecomunicações do mundo, disputado por gigantescas empresas internacionais e brasileiras, além de um conjunto de órgãos reguladores conhecidos, mas nem assim os consumidores são bem atendidos.

Na última quarta-feira, um colapso na rede de telefonia celular da espanhola Vivo deixou dezenas de milhões de usuários desatendidos por cinco horas, como admitiu a empresa, ou ainda mais tempo, segundo alguns clientes. No mesmo dia, a Secretaria Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec), do Ministério da Justiça, divulgou levantamento mostrando que os serviços de telefonia celular lideraram, no ano passado, as reclamações dirigidas ao órgão.

"Enquanto não doer no bolso, as empresas vão continuar atendendo mal", resumiu a coordenadora institucional da associação de consumidores Proteste, Maria Inês Dolcci.

Em julho do ano passado, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), órgão que regula o setor, proibiu três das principais operadoras de telefonia celular do País - Oi, TIM e Claro - de vender serviços de internet e telefonia móvel em inúmeros Estados, devido à má qualidade dos serviços, interrupções constantes nas ligações e número crescente de reclamações dos clientes. Em 2009, a Vivo foi proibida de comercializar alguns planos devido à deficiência dos serviços de banda larga.

Mas não há melhora nos serviços - as reclamações contra as empresas, em geral, aumentaram 19,7%, entre 2011 e 2012, e a participação das companhias de telecomunicações foi crescente. Em 2011, essas empresas responderam por 17,46% das reclamações dirigidas à Sindec e, em 2012, por 21,7%. Entre as 10 empresas que mais sofreram reclamações no ano passado estão 5 companhias de telecomunicações (Oi, Claro/Embratel, Vivo/Telefônica, Sky e TIM/Intelig). A primeira da lista foi objeto de mais de 120 mil reclamações.

Serviços eficientes de telecomunicações são essenciais para a atividade econômica e vitais para empresas e famílias, que dependem da internet.

As explicações formais fornecidas pela Vivo para 30 milhões de clientes sobre o colapso registrado na quarta-feira, dia 16, nos Estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul não foram satisfatórias nem tampouco a informação de que os afetados pela pane serão ressarcidos, pois os prejuízos não se limitam à indisponibilidade das linhas.

Um diretor da empresa, Leonardo Capdeville, admitiu ao Estado que houve "um erro operacional", explicando: "Um novo equipamento instalado na rede IP (responsável pela comunicação interna entre todos os equipamentos) foi mal configurado". O presidente da Telefônica, que controla a Vivo, Antonio Carlos Valente, disse que "os sistemas de recarga e checagem de saldos também ficaram comprometidos". A Anatel não havia distribuído qualquer informação sobre a ocorrência nem anunciado eventuais punições.

As companhias de telecomunicações incluem-se entre as de maior valor de mercado e obtêm expressivos lucros, mas, apesar das promessas de vultosos investimentos, estes ainda são insuficientes para assegurar serviços de elevada qualidade. Um dos pontos fracos está na deficiência das antenas transmissoras, cuja capacidade foi estimada, no ano passado, em dez vezes inferior à das antenas instaladas nos Estados Unidos.

O Brasil tem mais de 260 milhões de telefones celulares, ou mais de 132 aparelhos por grupo de 100 pessoas. Os planos de baixo custo para ligações entre celulares da mesma concessionária estimularam as pessoas a ter mais de um número, tornando-se clientes de diferentes operadoras e sobrecarregando as redes. Há ainda 44 milhões de telefones fixos instalados, mas apenas cerca de 30 milhões estão em uso.

À luz das reclamações recebidas pelos Procons e pela Sindec e do acompanhamento direto a que está obrigada, a agência reguladora dispõe de todas as informações de que necessita para agir, tempestivamente, contra as empresas. Se não o faz, cabe à Anatel dar explicações.

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Manchetes do dia

Terça-feira, 22 / 01 / 2013

O Globo
"Obama prega igualdade para gays e imigrantes" 

Presidente defende agenda progressista e mesmos direitos para mulheres

‘Nossa jornada não estará completa até que nossos irmãos e irmãs gays sejam tratados como os outros perante a lei'. Primeiro negro a comandar a Casa Branca, Barack Obama fez novamente História ontem ao se tornar igualmente o primeiro presidente dos EUA a defender os direitos dos homossexuais num discurso de posse. Diante de 600 mil pessoas, um terço dos que lotaram o National Mall em 2009, ele estabeleceu uma agenda progressista de governo para seu segundo mandato, pregando direitos e oportunidades iguais também para mulheres, negros e imigrantes. "Nossa jornada não estará completa até que nossos irmãos e irmãs gays sejam tratados como todos os outros perante a lei" disse Obama, que prestou juramento sobre as bíblias do presidente Abraham Lincoln e de Martin Luther King, relatam Flavia Barbosa, Fernanda Godoy e Paulo Celso Pereira. 


O Estado de São Paulo
"Na posse, Obama promete igualdade" 

Pela primeira vez num discurso de início de mandato nos EUA, presidente menciona direito dos gays; ele também citou imigrantes

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tomou posse ontem de seu segundo mandato com a promessa de manter uma agenda mais progressista, em favor da igualdade de oportunidades. Pela primeira vez em um discurso de início de mandato, ele incluiu a defesa dos direitos de gays e lésbicas, comparada por ele às lutas raciais dos anos 1950 e 1960, e também defendeu uma “melhor maneira de receber os imigrantes”. Diante de 600 mil pessoas em Washington, Obama apelou para o “esforço comum por um propósito comum”, tendo como alvo eleitores republicanos e seus representantes no Congresso. O presidente ainda prometeu acabar de vez com “uma década de guerras”, tendo em vista seu compromisso de retirar as tropas americanas do Afeganistão até dezembro de 2014, e acentuou a necessidade de dar vazão à recuperação econômica nos próximos quatro anos.
 

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segunda-feira, janeiro 21, 2013

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Opinião

Custos do mau planejamento

O Estado de S.Paulo
Por falhas de planejamento, ineficiência de estatais e crônica incapacidade do governo de reagir com presteza aos problemas, empreendimentos privados que deveriam ser vitais para regularizar o fornecimento de energia elétrica - sobretudo em períodos de incertezas sobre a geração hidrelétrica, como o atual - não produzem o resultado desejado e ainda impõem ônus financeiros aos consumidores. Chegou-se à situação absurda na qual, quanto maior o êxito desses empreendimentos, maiores as perdas para o País em termos energéticos e maiores os custos para a população.

É o que mostra a situação dos parques eólicos concluídos desde meados do ano passado e dos que serão concluídos em 2013. No Rio Grande do Norte e na Bahia estão prontos 26 parques, com potência instalada de 622 megawatts (MW) e há outros seis em fase de conclusão no Ceará, com potência de 186 MW. Mas nada se produz, porque não há como transmitir a energia para os centros consumidores.

O problema ficará ainda mais grave ao longo de 2013. Está prevista a conclusão, neste ano, de mais 50 projetos de geração eólica, com potência de 1,4 mil MW. Isso representa 16% da capacidade instalada prevista para entrar em operação em 2013, de 9 mil MW (incluindo todas as formas de geração). Também essa energia não será gerada pelos parques eólicos porque, como a que podia estar sendo gerada desde o ano passado, não tem como ser levada aos consumidores.

O descasamento dos cronogramas das obras das usinas geradoras e das linhas de transmissão, já notório no sistema hidrelétrico - a Usina de Santo Antônio, no Rio Madeira, ficou pronta para operar cinco meses antes do prazo, mas sua produção não chega aos centros de consumo, porque as linhas de transmissão só ficarão prontas neste ano -, é particularmente grave no caso da energia eólica.

Por todas as suas vantagens ambientais - utiliza fonte renovável, não polui e tem pouquíssimo impacto sobre o meio ambiente -, a energia eólica vem sendo apontada como a mais adequada para o abastecimento no futuro e sua utilização tem crescido no mundo. No Brasil, empresas nacionais e estrangeiras têm feito grandes investimentos no setor, e os resultados só não são mais notáveis porque parte do que se produz, ou se poderia produzir, não tem como chegar aos centros de consumo.

Neste período em que os reservatórios das usinas hidrelétricas estão com o nível muito baixo, forçando a utilização das usinas termoelétricas - de custo operacional bem mais alto e impacto ambiental maior do que o de outras fontes -, a energia gerada pelas eólicas do Nordeste, se já contasse com as linhas de transmissão, seria muito bem-vinda pelos gestores do sistema elétrico nacional e, sobretudo, pelos consumidores.

Ironicamente, a potência das eólicas paradas é equivalente à da usina termoelétrica de Uruguaiana, de 639 MW, que o governo às pressas tenta recolocar em operação - estava desativada desde abril de 2009 - para compensar a redução das operações das hidrelétricas devido ao baixo nível dos reservatórios. Também por ironia, a tentativa do governo de acionar essa termoelétrica esbarra em sua incompetência: por problemas de planejamento e de burocracia, não está conseguindo fazer chegar o combustível à usina - o gás natural liquefeito procedente da Argentina.

O que impede o pleno funcionamento das eólicas também é mau planejamento. Um programa adequadamente planejado decerto não resultaria no descompasso entre a obra de geração e a de transmissão. A empresa que venceu a licitação das linhas de transmissão alega questões ambientais e de proteção do patrimônio para justificar o atraso. Como previsível, trata-se de uma estatal, a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), controlada pela Eletrobrás. Algumas linhas estão com seu cronograma atrasado em 6 meses; outros, em até 17 meses.

Contratualmente, as empresas geradoras são remuneradas desde o momento em que estão aptas a gerar energia, independentemente de ela estar sendo gerada ou não. Assim, paga-se por uma energia que não chega ao consumo. E neste ano se pagará mais, pois mais energia deixará de ser transmitida.

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Manchetes do dia

Segunda-feira, 21 / 01 / 2013

O Globo
"Governo cobra de bancos ampliação do crédito" 

Banco do Brasil e Caixa se preparam para fazer nova rodada de redução de juros

A presidente Dilma Rousseff tem se encontrado com banqueiros para pedir mais ousadia na oferta de recursos. Depois do fraco crescimento da economia brasileira em 2012, o governo decidiu procurar os bandos privados para pedir mais ousadia na oferta de crédito. A avaliação é que, apesar de terem reduzido os juros no ano passado, os bancos foram conservadores na concessão de empréstimos tanto para consumidores como para empresas. A presidente Dilma tem se encontrado com banqueiros. A equipe econômica defende que a inadimplência, um dos principais argumentos dos bancos para não ampliarem o crédito, se estabilizou. A estratégia inclui ainda preparar a Caixa e o Banco do Brasil para novos cortes em suas taxas de juros.


O Estado de São Paulo
"Obama toma posse e busca acordo contra crise fiscal" 

Democrata assume hoje segundo mandato com o desafio de preservar seus programas sociais

Barack Obama tomou posse oficialmente ontem como presidente dos Estados Unidos, depois de uma cerimônia simples na Casa Branca. Hoje ele presta juramento público perante o Congresso e começa, na prática, seu segundo governo com o desafio de melhorar o diálogo com a oposição republicana e evitar o nó fiscal. Outro tema econômico urgente será a discussão sobre os cortes de gastos públicos até 2022. O democrata tenta preservar os programas sociais que os republicanos pretendem enxugar. Ao mesmo tempo, foi dada a largada para a sua sucessão, em 2016. Ontem, o juramento do vice-presidente, Joe Biden, teve mais visibilidade que o do próprio Obama.
 

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domingo, janeiro 20, 2013

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Opinião

A agenda global e o Brasil

O Estado de S.Paulo
As duas maiores economias do planeta acabam de lançar sinais animadores para todo o mundo, reforçando a expectativa de um cenário global melhor em 2013. Nos Estados Unidos, a grande surpresa dos últimos dias foi o vigor de uma atividade muito importante para a geração de empregos, a construção de casas. Em dezembro, a construção de imóveis residenciais aumentou 12,1% e chegou ao nível mais alto desde junho de 2008. Além disso, a procura de seguro-desemprego foi menor que a esperada pelos analistas: 350 mil, enquanto as previsões indicavam 370 mil. Do outro lado do globo, o governo chinês anunciou um crescimento econômico de 7,8% em 2012 e uma aceleração no quarto trimestre, quando o Produto Interno Bruto (PIB) aumentou em ritmo equivalente a 7,9% ao ano. O resultado foi o mais baixo em mais de uma década, mas indicou uma sensível recuperação da atividade. A previsão mais otimista apontava uma expansão de 7,7% no ano. Para o Brasil, fornecedor de matérias-primas, é uma boa novidade. Mas é uma rara notícia positiva sobre as perspectivas de 2013, por enquanto muito duvidosas para boa parte dos analistas.

As notícias positivas dos Estados Unidos e da China são insuficientes para iluminar as zonas cinzentas do quadro mundial. Mas alguns dos maiores perigos foram contornados. A ajuda à Grécia foi renovada e o país ganhou algum tempo para a arrumação de suas contas - um benefício já concedido a Portugal, como reconhecimento dos avanços em seu programa de ajuste. Os bancos espanhóis foram socorridos e os governos mais acuados no mercado financeiro têm conseguido rolar suas dívidas em condições mais favoráveis. Os americanos escaparam, por enquanto, do abismo fiscal, graças a um acordo parcial entre governo e oposição. Na Europa, os governos conseguiram entender-se para evitar o colapso da união monetária e para desenhar novos instrumentos de política econômica.

Um bom resumo dos melhores resultados do ano e da agenda remanescente foi apresentado em Washington, na quinta-feira, pela diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde: "Interrompemos o colapso, devemos evitar a recaída e não é hora de relaxar". Em outras palavras: desastres maiores foram evitados, mas a travessia para tempos melhores é incompleta e o risco de retrocesso é considerável. Mas é preciso cuidar de três itens de importância crucial.

Para consolidar o crescimento é preciso eliminar incertezas. A solução é avançar com firmeza nas políticas de ajuste e de reformas. O ritmo pode variar de país para país, mas a firmeza é essencial. Os europeus, por exemplo, devem progredir no uso de seus novos instrumentos financeiros e na implementação de sua união bancária. Os americanos têm de dar prioridade ao interesse nacional, ao tratar de questões como o teto da dívida e o ajuste das contas federais a médio prazo. Em segundo lugar, é indispensável completar com rapidez a reforma do setor financeiro, foco principal da crise iniciada em 2007-2008. Em terceiro, é preciso buscar o crescimento global equilibrado (mensagem dirigida especialmente à China e a outros grandes superavitários).

A diretora Christine Lagarde falou brevemente sobre a economia brasileira, provocada por uma pergunta de jornalista. Confessou alguma preocupação com o baixo ritmo de crescimento, mas concentrou a resposta em um ponto por ela definido como "a questão real". Trata-se de saber, afirmou, se o País está crescendo no limite de sua capacidade ou se há um espaço de ociosidade para ser preenchido por meio de medidas macroeconômicas. Com poucas palavras, e de forma diplomática, ela chamou a atenção para uma das críticas mais importantes à política econômica. O governo erra ao insistir no estímulo à demanda, especialmente de consumo, porque o grande entrave ao crescimento está do lado da oferta, têm dito alguns dos analistas mais competentes. O desafio, explicam, é elevar o potencial de crescimento, hoje muito baixo. Sem tomar partido no debate, a diretora do FMI tocou na "questão real". Esse ponto é uma das maiores diferenças entre o Brasil e os países mais dinâmicos.

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Domingo, 20 / 01 / 2013

O Globo
"Em municípios novos, vida não melhorou" 

Os 58 criados desde 2001 já receberam R$ 1,3 bi e abriram 31 mil cargos públicos

A situação de grande parte dos 58 municípios mais novos do país, criados nos últimos 12 anos, mostra que a emancipação não melhorou a vida da população. Nos últimos cinco anos, eles receberam R$ 1,3 bilhão do FPM, fundo repassado pela União, e criaram 31 mil cargos públicos. Mas, em 91% deles, o sistema de esgoto não beneficia sequer um décimo dos moradores; um em cada três não oferece coleta de lixo nem para a metade de seus habitantes; e só 25% atingiram a meta do MEC para o Ideb, o principal indicador da educação básica. As assembleias legislativas do país têm hoje, em tramitação, 418 processos de emancipação.


O Estado de São Paulo
"Brasileiros que se dizem apartidários já são maioria" 

Eles representam 56% do eleitorado, diz Ibope; PT teve maior queda de popularidade, mas lidera preferências

O número de brasileiros que se dizem apartidários superou, pela primeira vez em 24 anos, o de pessoas que afirmam ter preferência por alguma legenda política, informam José Roberto de Toledo e Julia Duailibi. Levantamento feito pelo Ibope mostra que 56% dos entrevistados diziam não ter nenhuma preferência por partido em 2012, contra 44% que apontavam inclinação por alguma legen­da. Os dados apontam também uma que­da na popularidade do PT. Em 2010, últi­mo ano do governo Lula, o partido atin­giu o auge entre os eleitores, com a prefe­rência de um terço dos entrevistados. Dois anos depois, período que coincide com o julgamento do mensalão, esse porcentual caiu para 24%, maior queda entre as legendas no País. O PT, porém, se mantém na liderança como o partido preferido do eleitorado brasileiro, na frente de PMDB e de PSDB, apontados por 6% e 5% dos entrevistados, respecti­vamente.

Celso Melo, cientista político

“A democracia se 'rotinizou', a paixão tende a arrefecer. Tivemos também uma série de escândalos e alguns cristais se quebraram."

 

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