sábado, junho 23, 2012

Mundo


Uma foto infame

Sidney Borges
Na foto vemos o sargento australiano Leonard G. Siffleet prestes a ser decapitado com uma espada pelo também sargento Yasuno Chikao. A execução aconteceu no dia 24 de outubro de 1943 e foi fotografada pelo imprudente comando japonês, que não avaliou o potencial destrutivo que a foto teria se caísse em poder dos americanos.

A fotografia de execução de Siffleet acabou sendo encontrada no corpo de um japonês abatido em abril de 1944. A foto foi publicada em jornais australianos e pela revista Life e causou enorme indignação entre os soldados que combatiam no Pacífico.

O reultado foi ruim para as tropas japonesas que em 1944 estavam em inferioridade e lutavam apenas para retardar a derrota. Por causa da foto centenas ou talvez milhares de soldados japoneses foram executados sumariamente.

Sobre o sargento Yasuno há controvérsias, uns dizem que morreu antes do final da guerra, outros que foi preso e condenado à morte, pena depois comutada em dez anos de prisão.

A guerra é a mais perfeita afirmação da infinitude da estupidez humana.

Twitter

SUV sustentável


Brasil

Maus tratos aos animais - Comissão de Reforma do CP

No último dia 25 de Maio finalmente o texto que trata de maus tratos a animais foi aprovado na Comissão, AS PENAS QUADRUPLICARAM, e em certos casos se somadas poderão ultrapassar seis anos.

Segundo o novo texto do Código de Processo Penal, sancionado em Junho de 2011, o juiz terá 14 alternativas de medidas cautelares para condenar crimes com punição de até quatro anos de prisão. Recolhimento domiciliar, monitoramento eletrônico, proibição de ausentar-se da comarca ou país e comparecimento periódico em Juiz, estão entre elas. Hoje crimes como ocultação de cadáver, estelionato e abandono de incapaz enquadram-se neste tipo de punição.

Lembrando que tivemos a informação de que a Lei de Crimes Ambientais seria encampada na Reforma do Código Penal, e que somente a Comissão teria legitimidade para tomar tal decisão, por estar no âmbito de suas atribuições. Uma vez de posse desta informação, que aconteceria independentemente de nossa vontade, iniciamos o movimento para que os animais não perdessem o já foi conquistado, e também que os juristas aumentassem as penalizações para as condutas de maus tratos.

O Movimento Crueldade Nunca Mais elaborou algumas perguntas para a Dra. Luiza Nagib Eluf, a fim de elucidar algumas dúvidas que pairam a respeito da redação aprovada no anteprojeto. Você também pode enviar suas dúvidas preenchendo os seus dados no formulário logo abaixo da entrevista. Suas dúvidas serão respondidas por email e publicadas no site.

Crueldade Nunca Mais - O novo Código de Processo Penal, sancionado em Junho de 2011, prevê 14 tipos de medidas cautelares para crimes com pena de prisão até 4 anos, para que o juiz tenha alternativas na condenação. Essas penas se aplicam a quem cometer crimes contra animais, se a redação do anteprojeto do Novo Código Penal for sancionada?

- Fiança;
- Recolhimento domiciliar;
- Monitoramento eletrônico;
- Suspensão do exercício da profissão, atividade econômica ou função
pública;
- Suspensão das atividades de pessoa jurídica;
- Proibição de frequentar determinados lugares;
- Suspensão da habilitação para dirigir veículo automotor, embarcação ou
aeronave;
- Afastamento do lar ou outro local de convivência com a vítima;
- Proibição de ausentar-se da comarca ou do País;
- Comparecimento periódico ao juiz;
- Proibição de se aproximar ou manter contato com pessoa determinada;
- Suspensão do registro de arma de fogo e da autorização para porte;
- Suspensão do poder familiar;
- Bloqueio de internet;
- Liberdade provisória.

Dra. Luiza Eluf - Sim, as regras gerais do Código Penal e do Código de Processo Penal se aplicam aos crimes cometidos contra os animais. Além disso, nossa Comissão de Reforma do Código está prevendo penas de multa em geral, para qualquer caso em que o juiz julgar necessário e cabível. No entanto, não considero que essas penas sejam inadequadas. Não há necessidade de prender alguém para que se faça justiça. As penas alternativas de prestação de serviço são aconselháveis para o caso de o condenado não representar perigo ao convívio social. A prisão deve ser reservada para os latrocidas, assassinos, sequestradores, estupradores, pedófilos, etc.

Crueldade Nunca Mais - Com os agravantes aprovados na redação do anteprojeto, as penas podem ultrapassar seis anos de prisão, na prática o que isso significa?

Dra. Luiza Eluf - A pena de seis anos de prisão é prevista para o homicídio simples. Estamos equiparando os animais aos seres humanos, o que é muito positivo e educativo. Nós, que amamos os animais e a natureza, alcançamos um grande progresso na Comissão de Reforma do Código Penal.

Para continuar lendo a entrevista acesse: www.crueldadenuncamais.com.br

Para saber mais sobre a Luiza acesse: www.luizaeluf.com.br

Twitter
Acesse aqui o "Blog do Ninja"

Opinião

A lista de maus gestores

O Estado de S.Paulo
Com a entrega à Justiça Eleitoral, na terça-feira (19/6), da lista dos agentes e gestores responsáveis pelo uso de dinheiro público que tiveram suas contas consideradas irregulares, o Tribunal de Contas da União (TCU) cumpriu sua parte na efetiva aplicação da Lei da Ficha Limpa. São quase 7 mil cidadãos em todo o País que, em decisão irrecorrível no âmbito do TCU, foram considerados responsáveis pela prática de algum tipo de irregularidade na administração de recursos públicos nos últimos oito anos. Cabe, agora, privativamente à Justiça Eleitoral declará-los inelegíveis, o que, se ocorrer, os impedirá de concorrer já nas próximas eleições municipais.

Em fevereiro, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a Lei da Ficha Limpa, aprovada em 2010, será aplicada nas eleições deste ano, abrangendo fatos ocorridos antes de sua vigência. Fruto da mobilização popular pela moralização da administração pública, a lei estabelece, entre novas causas de inelegibilidade, a proteção da probidade administrativa e a moralidade no exercício do mandato. Para isso, deve ser considerada a vida pregressa do candidato.

A lei prevê a inelegibilidade de candidatos que tenham sido condenados por prática de crimes contra a economia popular, a fé pública, a administração pública e o patrimônio público. Também serão declarados inelegíveis os cidadãos que tenham praticado atos contra o patrimônio privado e crimes eleitorais, entre outros delitos e irregularidades.

Especificamente com relação à gestão do dinheiro do contribuinte, a lei diz que são inelegíveis os gestores que "tiverem suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade administrativa". Pela legislação, o TCU deve apresentar à Justiça Eleitoral, até o dia 5 de julho do ano em que se realizar a eleição, a lista dos responsáveis pela administração do dinheiro público que tiveram suas contas consideradas irregulares e que não recorreram à Justiça contra a decisão.

A "lista", como o TCU designa a relação dos agentes públicos que praticaram irregularidades, foi entregue à presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, pelo presidente do órgão, ministro Benjamin Zymler. Ela será repassada aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), para que verifiquem se não há decisões judiciais que anulem a declaração do TCU. Só então a Justiça Eleitoral declarará a inelegibilidade dos cidadãos relacionados.

Também os Tribunais de Contas dos Estados e os dos municípios têm competência para declarar irregulares as contas de gestores públicos, o que pode tornar bem maior a lista dos brasileiros que podem ser declarados inelegíveis.

Depois de considerar a Lei da Ficha Limpa "uma das grandes aquisições cívicas" do País, a presidente do TSE destacou a colaboração de diversas instituições, como o TSE e o TCU, "para dar cumprimento a um Estado de Direito mais forte".

Mais do que isso, para o cidadão comum, trata-se de fazer o que sempre deveria ter sido feito: afastar da administração pública aqueles que, comprovadamente, tenham praticado atos lesivos ao interesse público, que tenham resultado em enriquecimento ilícito ou atentado contra os princípios da moralidade pública, entre outros delitos.

É lamentável, no entanto, o caminho inverso trilhado pela maioria da Câmara dos Deputados. Para evitar os efeitos práticos da decisão do TSE que considerou inelegíveis os candidatos que tiveram rejeitadas as contas de suas campanhas anteriores, a Câmara aprovou em maio, por 254 voto a 14, projeto autorizando o registro desses cidadãos. São cerca de 20 mil cidadãos que tiveram suas contas de campanha rejeitadas.

A decisão do TSE e a lista do TCU poderiam afastar do cenário político quase 30 mil pessoas que praticaram algum tipo de irregularidade. Embora seja ilusório imaginar para breve a redução drástica dos níveis de corrupção no País, uma limpeza moralizante desse porte certamente reduziria os riscos de má gestão do dinheiro público.

Original aqui

Twitter

Manchetes do dia

Sábado, 23 / 06 / 2012

Folha de São Paulo
"Presidente do Paraguai sofre impeachment em 30 horas" 

Pouco mais de 30 horas após a abertura de processo de impeachment, o Senado do Paraguai destituiu Fernando Lugo da Presidência

No julgamento, 39 dos 45 senadores o consideraram culpado por "mau desempenho das funções". Uma hora e meia depois, o vice Federico Franco foi empossado novo presidente.

O Estado de São Paulo
"Paraguai cassa presidente em processo de apenas 36 horas" 

Lugo aceita resultado do julgamento relâmpago, mas se diz vítima de golpe; Dilma fala em sanções.

Fernando Lugo EX-PRESIDENTE DO PARAGUAI “Saio pela maior porta da pátria: O coração de meus compatriotas”

A nove meses de concluir seu mandato, o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, sofreu processo relâmpago de impeachment. Entre a abertura do julgamento e o discurso de Lugo reconhecendo sua destituição, passaram-se 36 horas. A votação no Senado para afastar Lugo - acusado de incompetência diante de conflito fundiário que resultou em 17 mortos - registrou 39 a 4. O ex-bispo se disse vítima de golpe, versão compartilhada por outros países sul-americanos, entre os quais o Brasil. Antes do desfecho, a presidente Dilma Rousseff sugerira que o Paraguai poderia sofrer sanções. O porta-voz do Itamaraty disse que Lugo foi vítima de “execução sumária”.


Twitter

sexta-feira, junho 22, 2012

O dólar está variando...


Coluna do Celsinho

Lição

Celso de Almeida Jr.
Nesta semana conversei com um supervisor de ensino aposentado. 
Nasceu em 1923.
Isso mesmo!
Quase noventa anos...
Em verdade, quanto exerceu a profissão, o título era inspetor de ensino.
Visitava escolas de todo o Vale do Paraíba orientando diretores, secretários, contribuindo para aprimorar a administração escolar.
Como tarefas elementares, conversava também com professores, entrava em salas de aula, conhecia alunos.
Orientar, organizar, ensinar e alertar foram ações presentes em seu cotidiano.
Identificava as falhas e sugeria procedimentos para garantir um melhor desempenho escolar, nos diversos níveis.
A sólida formação, o bom humor, a serenidade, a firmeza e a lucidez deste brasileiro indicaram-me a grande contribuição que deixou para os profissionais que orientou.
Certamente, milhares de alunos colheram os frutos de sua dedicação.
Eu o consultei sobre o contraste com os dias atuais.
Ele, pensativo, fixou nos meus olhos...e silenciou!
Mudamos de assunto, viajando no tempo.
Há lições que não exigem palavras.
Bastam bons exemplos.
 
Visite: www.letrasdocelso.blogspot.com

Twitter
Acesse aqui o "Blog do Ninja"

Opinião

Assalto ao trem pagador

O Estado de S.Paulo
Quanto vale um político? Roga-se ao leitor que leve a pergunta a sério, embora ele tenha montanhas de motivos para pensar numa resposta que seria impublicável. Na esfera privada, o mercado avalia mais ou menos a paga a que um profissional pode aspirar. Ela espelha, também com variados graus de fidelidade, a importância de sua atividade para o sistema econômico e social. Exprime ainda a relação entre a abundância ou a escassez dos produtores de bens e prestadores de serviços e o tamanho da demanda por eles. E reflete, evidentemente, as diferentes aptidões individuais, a experiência e outros atributos valorizados pelas empresas ou pessoas que os requisitam. Como, porém, mensurar o que seria o "salário justo" de um político?

A resposta será sempre imprecisa, à falta de um valor de mercado que resulte daquelas e de outras variáveis, no âmbito da sociedade civil (por oposição à sociedade política, integrada pelos detentores de cargos em todos os nichos dos Três Poderes). Ainda assim, três aspectos devem ser lembrados. Um é que a democracia é um brinquedo caro e que vale o quanto pesa no bolso do contribuinte, ao menos enquanto as instituições democráticas e os seus ocupantes não se tornem disfuncionais para além de qualquer reparo - o que não se verifica no Brasil. O segundo aspecto é o ganho médio da população assalariada ou autoempregada em atividades que requeiram um mínimo de formação e especialização. E o terceiro é a proporção do gasto com os representantes eleitos nos orçamentos do setor público, municipais, estaduais e federais.

Por esses critérios de avaliação, os políticos brasileiros não são nem mais nem menos bem pagos que seus pares dos países comparáveis ao Brasil. Deve-se enfatizar esse ponto para denunciar, com base na argumentação objetiva que o precedeu - e não apenas a partir da indignação cívica -, o assalto ao trem pagador que se planeja no Congresso Nacional. Trata-se da emenda constitucional aprovada em questão de meia hora numa comissão especial da Câmara, que acaba em todos os níveis da Federação com o teto salarial dos servidores. Hoje este não pode superar os R$ 26.723,13 dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente da República perde para o Legislativo o poder exclusivo de fixar o maior salário na área pública. A paga básica dos parlamentares acompanhará a dos magistrados.

O golpe é transparente - para perverter o termo usado no contexto do aperfeiçoamento democrático. A vingar o assalto, os políticos se livrarão do desgaste de aprovar aumentos salariais em benefício próprio: bastará majorar os vencimentos dos titulares do Supremo e o cofre do Congresso se abrirá automaticamente na mesma medida. Por via das dúvidas, os parlamentares pretendem desde logo elevar para R$ 32.147,90 a paga dos ministros. Os aumentos no STF, como se sabe, produzem efeito cascata de alto a baixo no Judiciário. Para que não se acuse de egoísmo os seus autores e apoiadores, a manobra favorecerá também a cúpula do Executivo. O impacto da lambança nas contas públicas ainda não foi estimado. O certo é que diminuirá o controle do presidente, governadores e prefeitos sobre seus orçamentos.

É bom não esquecer de que o bolo que os políticos rateiam entre si já leva a cobertura indecorosa das "verbas indenizatórias", que incluem as despesas com a manutenção de escritórios em seus Estados, cujos funcionários são, sem tirar nem pôr, cabos eleitorais pagos pelo público - já não bastassem as pencas de servidores e apaniguados nos seus gabinetes parlamentares.

No Senado, os gastos dos políticos com a sua saúde e a da família imediata - quaisquer que tenham sido e onde quer que tenham ocorrido - são reembolsados. Com seis meses de exercício do mandato, o senador adquire a prerrogativa que não só é vitalícia, mas também hereditária: estende-se ao cônjuge até a sua morte. Em um único mês de 2007, um senador apresentou uma conta de R$ 740 mil.

A desfaçatez campeia. No Amapá, as verbas indenizatórias dos seus 24 deputados - R$ 50 mil mensais - são as mais altas do País. No ano passado, só com diárias de viagem, cada um gastou, em média, R$ 125 mil.

Original aqui

Twitter

Manchetes do dia

Sexta-feira, 22 / 06 / 2012

Folha de São Paulo
"Líder do Paraguai pode ser destituído; Dilma tenta evitar" 

Processo de impeachment do presidente Fernando Lugo deve ser votado no Congresso só um dia após ser aberto

O Congresso do Paraguai abriu processo de impeachment contra o presidente Fernando Lugo, numa ação rápida e surpreendente. Entre outras acusações, ele é responsabilizado por oposicionistas pela morte de 17 pessoas num conflito ocorrido na sexta-feira passada, quando policiais e camponeses se enfrentaram em uma fazenda perto da fronteira com o Brasil.

O Estado de São Paulo
"Paraguai abre processo de impeachment; Dilma vê golpe" 

Presidente Lugo pode ser destituído ainda hoje, em movimento considerado suspeito pelo Brasil e a Unasul

A Câmara dos Deputados do Paraguai aprovou ontem, por 73 votos a favor e apenas um contra, o início de um processo de impeachment contra o presidente Fernando Lugo, responsabilizado por um confronto com sem-terra que deixou 17 mortos no último dia 15. Isolado politicamente há meses, Lugo pode ser destituído ainda hoje, quando o Senado paraguaio avaliará o caso - o presidente conta com o apoio de apenas dois dos 45 senadores, e ele terá somente duas horas para se defender. O rito sumário contra Lugo foi considerado como sinal de golpe pela presidente Dilma Rousseff, que mandou a Assunção seu chanceler, Antonio Patriota, em missão diplomática com outros representantes da União de Nações Sul-Americanas (Unasul). Em nota lida por Patriota, o bloco pede “respeito à ordem democrática do Paraguai”. Lugo disse a Dilma que não vai renunciar.

Twitter

quinta-feira, junho 21, 2012

Coisas da terra


É tempo de...

José Ronaldo dos Santos
Algumas crianças e até mesmo adultos estão reclamando de um tema que está sendo muito comentado pela televisão: trata-se do encontro sobre o meio ambiente, no Rio de Janeiro (RIO+20). Resumidamente elas falam de que muito se fala e pouco se faz. E não temos muitos argumentos para rebater tal afirmação, pois até reduziu o número de países que estão representados oficialmente, se considerarmos o encontro anterior (de 1992). E digo mais: as determinações que valem para as nações pobres e em desenvolvimento, nem merecem consideração pelos países ricos.
   
Pegando carona em outro exemplo, bem atual: os supermercados agora são limitados pela oferta de sacolas descartáveis, mas as empresas continuam a todo vapor desovando um monte de embalagens plásticas nas nossas responsabilidades de consumidores. Bom para os comerciantes, donos de supermercados, que estão economizando nas embalagens. É como a lógica da indústria automobilística: há possibilidade de meios de transportes econômicos, baratos e não poluentes, mas... como ficam os altos lucros dos grupos empresariais? Afinal, esta decisão implica em rever um estilo de pensamento, de forma de produção etc. Será que chegaremos num ponto onde, como decorrência da educação, as empresas terão de rastrear as suas embalagens, reaproveitarem-nas para outras ocasiões? E o que dizer da nossa “malha ferroviária” que está parecendo rede usada de pesca que, tendo mais buraco do que malha, é descartada para cisqueiro de caiçara?
   
Na metade do século XIX, sob o governo de Pedro II, um visitante europeu já afirmava que o nosso país tinha a melhor legislação sobre o meio ambiente, mas não cumpria as esplêndidas determinações. Vindo para exemplos mais perto de nós, que de uma forma ou de outra alteram a qualidade ambiental: estou cansado de ver obras pipocando em nosso município sem nenhuma placa de responsável, nem do que está aparecendo ali. Também não tem como não enxergar carros velhos apodrecendo e impedindo o fluxo nas nossas vias públicas, as praças sendo usadas por particulares em seus negócios, os motoristas (desde ciclistas até condutores de grandes veículos) que pouco se lixam para “pequenas inflações”, os pedestres ignorantes que se acham imortais, além dos buracos e esgotos por todo lado, sobretudo nos bairros mais populosos, de onde sai a grande massa de trabalhadores deste município etc.
   
É por isso que merecem mais as nossas atenções os pequenos gestos, capazes de contagiar o nosso entorno, do que os créditos de carbono que possuo para vender às multinacionais. Nesse espírito apresento a conclusão de BUSCANDO JESUS (ver partes I e II) àqueles que ainda não tiveram a oportunidade que eu tive. Ou tiveram outras muito melhores, mas ainda não divulgaram o suficiente.

Procurando “Jesus” (III)
   
O que eu pretendi a partir do texto em três partes foi sensibilizar mais gente para uma causa que deveria ser de todos: manter as nossas riquezas culturais e naturais.
   
Tem gente trabalhando pela preservação do planeta, preocupados com as “pegadas” ecológicas (repensar o consumismo, as origens dos produtos que nos são necessários etc.), com sustentabilidade e outros termos afins que deverão voltar a fazer parte deste evento mundial (RIO +20) sobre questões ambientais. Porém, é preciso “alimentar” tais pessoas, senão... não é todo idealismo que resiste aos ataques da mídia (tentações consumistas) e às necessidades reais de sobrevivência. (Sei, por exemplo, que ao sair para ganhar algum dinheiro como operário da construção civil, pessoas entram na propriedade do Toninho e põem em risco o que tanto tempo está conservado).
   
Foram preocupações concretas, vivenciadas a partir do nosso lugar, que me conduziram à valorização de pessoas como o Toninho “Jesus”, Dito Chiéus, Luzia Borges, Neide Mesquita, Neide Antunes de Sá, Jarbas Luiz, Sinéia Santos, João “Carioca” Rodrigues, Washington Garcêz, Vera e Pedro Antonio e tantos outros. Porém, os poderes públicos, famosos por dilapidar os nossos bens, deveriam ser forçados a criarem mecanismos de compensação para aqueles que resistem à onda devastadora  e ainda nos oferecem as oportunidades de se revigorar para o cotidiano.
   
Enfim, custa muito pouco tomar o rumo das “pegadas” de “Jesus”. O que faremos?

Twitter
Acesse aqui o "Blog do Ninja"

Opinião

O império da bandidagem

O Estado de S.Paulo
A última estarrecedora novidade no circo de horrores em que se transformou o caso Cachoeira é a decisão do juiz federal Paulo Augusto Moreira Lima, responsável por processos criminais que resultaram da Operação Monte Carlo, de solicitar afastamento do caso à Corregedoria-Geral do Tribunal Regional Federal da 1.ª Região (TRF1), sob a alegação de que ele próprio e sua família têm sofrido ameaças de morte, presumivelmente por parte de policiais envolvidos no escândalo. A medida do impacto negativo dessa decisão pode ser avaliada pela manifestação do presidente do STF, ministro Ayres Britto: "É um caso de gravidade incomum". A pergunta que cabe: o aparato governamental não tem condições de garantir segurança a seus agentes, para que possam se dedicar incólumes ao pleno exercício de suas funções?

No pedido de afastamento, documento a que o Estado teve acesso, o magistrado goiano afirma encontrar-se em "situação de extrema exposição junto à criminalidade do Estado de Goiás" e explica que, apesar de se submeter a um rígido esquema de segurança recomendado pela Polícia Federal (PF), as ameaças que recebe são constantes: "Minha família, em sua própria residência, foi procurada por policiais que gostariam de conversar a respeito do processo atinente à Operação Monte Carlo, em nítida ameaça velada, visto que mostraram que sabem quem são meus familiares e onde moram".

De acordo com o juiz, "pelo que se tem de informação, até o presente momento, há crimes de homicídio provavelmente praticados a mando por réus do processo pertinente à Operação Monte Carlo, o que reforça a periculosidade da quadrilha". É compreensível, embora lamentável, portanto, a decisão do magistrado de, para proteger a família e a si próprio, abandonar o caso e, ainda por medida de precaução, passar um tempo no exterior.

A Operação Monte Carlo, deflagrada em fevereiro do ano passado pela Polícia Federal para investigar a atuação de organizações criminosas envolvidas na exploração do jogo em Goiás e no Distrito Federal, resultou em duas ações penais na Justiça Federal em Goiás, sob a responsabilidade do juiz Moreira Lima, e também em processos que correm no STF, envolvendo réus com foro privilegiado. No âmbito do TRF1 o processo foi desmembrado por iniciativa de Moreira Lima, para agilizar sua tramitação: um é relativo aos oito réus que estão presos, entre eles Carlinhos Cachoeira. No outro estão os 73 réus que estão soltos, entre eles 35 policiais civis, militares e federais. A pergunta inevitável: não seria uma cautela elementar manter presos também os réus que são policiais?

Leia na íntegra em O império da bandidagem

Twitter

Manchetes do dia

Quinta-feira, 21 / 06 / 2012

Folha de São Paulo
"Militares vigiaram Dilma durante o governo Sarney" 

Folha Transparência - Para SNI, ela era ‘infiltrada comunista’ em órgãos públicos

A presidente Dilma Rousseff foi monitorada não apenas no regime militar (1964-85), quando foi presa e torturada, mas em todo o governo José Sarney (1985-90), revelam documentos liberados pelo Arquivo Nacional. A Folha identificou 181 textos com referências a Dilma, de 1968 ao final dos anos 80. Dezessete relatórios foram feitos no governo Sarney pelo SNI (Serviço Nacional de Informações), relata Rubens Valente.

O Estado de São Paulo
"Comissão aprova farra dos salários" 

Projeto na Câmara acaba, na prática, com o teto para vencimentos no serviço público e dá ao Congresso o poder de definir o limite

Comissão da Câmara aprovou ontem uma proposta de emenda constitucional que acaba, na prática, com o teto salarial dos servidores públicos da União, dos Estados e dos municípios. Além disso, retira o poder do presidente da República de definir o maior salário pago pela administração pública. A proposta ainda vincula os salários dos parlamentares aos vencimentos dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Com isso, toda vez que o Congresso aprovar aumentos salariais para os magistrados, eles serão repassados automaticamente para os deputados e os senadores, além de outras autoridades públicas. O projeto, que liquida as reformas administrativas dos governos FHC e Lula, precisa ser votado em dois turnos pelo plenário da Câmara antes de seguir para o Senado.

Twitter

quarta-feira, junho 20, 2012

O que é que há com o seu peru?


Coisas da terra...

Orgulho caiçara

José Ronaldo dos Santos
No domingo último (17/6), fiz parte da comitiva de pais que  acompanharam o amigo Antenor (sensei Nunes) ao XIX Torneio da Amizade de Karatê-Do , realizado em Arujá- SP. Ele é caiçara, descendente dos Nunes Pereira, os donos, em outros tempos, do Sertão do Ubatumirim.
    
Todos os atletas (Matheus Simões, Sofia Simões, Alexandre Domingos, Estevan José, Pedro Henrique, Rômulo Marcondes, Wellington Oliveira e Weider Nunes) foram ao pódio. Ao todo foram 12 medalhas (6 bronze, 1 prata e 5 ouro) conquistadas com muita concentração e amor ao esporte. Só não trouxeram mais porque o cansaço da viagem e das condições do local não foram totalmente favoráveis. Pelo que podemos ver nos dados, a menor delegação presente no torneio fez bonito, representou bem a nossa cidade. Afinal, eram quase 400 inscritos de diversas associações de karatê do Estado de São Paulo. Os resultados se devem ao espírito sensível do Antenor: ele fica observando durante os treinos, faz as correções e permite que a confiança se apodere dos alunos. Outra coisa importante que observei no torneio: ele estava sempre junto aos atletas dando orientações e oferecendo algo para sustentar os corpos. Ou seja, sendo mestre e amigo de verdade!
    
Mais uma vez foi notório que as medalhas vieram para Ubatuba graças à tenacidade de um grupo restrito (sensei, alunos e pais). Poderia ser muito mais contagiante se houvesse patrocínio e apoio do poder público aos nossos jovens.

Twitter
Acesse aqui o "Blog do Ninja"

Opinião

A vingança maligna de Maluf

O Estado de S.Paulo
Perto das imagens que estavam ontem na primeira página dos principais jornais do País, o fato de o PT de Lula ter ido buscar o apoio do PP de Paulo Maluf à candidatura do ex-ministro da Educação Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo chega a ser uma trivialidade. O chocante, pela abjeção, foi o líder petista se dobrar à exigência de quem ele já chamou de "ave de rapina" e "símbolo da pouca-vergonha nacional", indo à sua casa em companhia de Haddad, e posar em obscena confraternização, para que se consumasse o apalavrado negócio eleitoral.

Contrafeito de início, Lula logo silenciou os vagidos íntimos de desconforto que poderiam estragar os registros de sua rendição e cumpriu o seu papel com a naturalidade necessária, diante dos fotógrafos chamados a documentar o momento humilhante: ria e gesticulava como se estivesse com um velho amigo, enquanto o anfitrião, paternal, afagava o candidato com cara de tacho. Da mesma vez em que, já lá se vão quase 20 anos, colocou Maluf nas "nuvens de ladrões" que ameaçavam o Brasil, Lula disse que ele não passava de "um bobo alegre, um bobo da corte, um bufão". Nunca antes - e talvez nunca depois - o petista terá errado tanto numa avaliação.

Criatura do regime militar, desde então com uma falta de escrúpulos que o capacitaria a fazer o diabo para satisfazer as suas ambições de poder, prestígio e riqueza, Maluf aprendeu a esconder sob um histrionismo não raro grotesco a sua verdadeira identidade de homem que calculava. As voltas que o País deu o empurraram para fora do proscênio - menos, evidentemente, no palco policial -, mas ele soube esperar a ocasião de mostrar ao petista quem era o bobo alegre. A sua vingança, como diria o inesquecível Chico Anísio, foi maligna. Colocou de joelhos não o Lula que desceu do Planalto para se jogar nos braços do povo embevecido, deixando lá em cima a sucessora que tirara do nada eleitoral, mas o Lula recém-saído de um câncer e cuja proverbial intuição política parece ter-se esvanecido.

Nos jardins malufistas da seleta Rua Costa Rica, anteontem, o campeão brasileiro de popularidade capitulava diante não só de sua bête noire de tempos idos, mas principalmente da patologia da sua maior obsessão: desmantelar o reduto tucano em São Paulo, primeiro na capital, na disputa deste ano, depois no Estado, em 2014, para impor a hegemonia petista ao País com a reeleição da presidente Dilma ou - por que não? - a volta dele próprio ao Planalto, "se a Dilma não quiser". Lula não é o único a acreditar que, em política, pecado é perder. Mas foi o único a dizer, em defesa das alianças profanas que fechou na Presidência, que, se viesse a fazer política no Brasil, Jesus teria de se aliar a Judas.

Não se trata, portanto, de ficar espantado com a disposição de Lula de levar a limites extravagantes o credo de que os fins justificam os meios. O que chama a atenção é a sua confiança nos superpoderes de que se acha detentor, graças aos quais, imagina, conseguirá dar a volta por cima na hora da verdade, elegendo Haddad e sufocando a memória da indecência a que se submeteu. Não parece passar por sua cabeça que um número talvez decisivo de eleitores possa preferir outros candidatos, não pelo confronto de méritos com o petista, mas por repulsa à genuflexão de seu patrono perante a figura que representa o que a política brasileira tem de pior.

Lula talvez não se dê conta de que a maioria das pessoas não é como ele: respeita quem se respeita e despreza os que se aviltam, ainda mais para ganhar uma eleição. Ele tampouco se lembrou de que, em São Paulo - berço do PT -, curvar-se a Maluf tem uma carga simbólica incomparavelmente mais pesada do que adular até mesmo um Sarney, por exemplo. Não se iluda o ex-presidente com o recuo da companheira de chapa do candidato, a ex-prefeita Luiza Erundina, do PSB. Ontem ela desistiu da candidatura a vice, como dera a entender na véspera ao dizer que "não aceitava" a aliança com Maluf. Razões outras que não o zelo pela própria biografia podem tê-la compelido, no entanto, a continuar apoiando Haddad. Já os eleitores de esquerda são livres para recusar-lhe o voto pela intolerável companhia.

Original aqui

Twitter

Manchetes do dia

Quarta-feira, 20 / 06 / 2012

Folha de São Paulo
"PT perde Erundina e gera crise após se aliar a Maluf" 

Socialista abandona vice de Haddad em protesto contra aliança com o ex-prefeito

Um dia após o encontro que selou o apoio de Paulo Maluf (PP) ao PT na disputa pela Prefeitura de São Paulo, a deputada Luiza Erundina (PSB), em protesto, deixou o posto de vice na chapa de Fernando Haddad. Ela disse que não aceitava pedir votos com Maluf.

O Estado de São Paulo
"Foto de Lula com Maluf faz Erundina desistir de ser vice" 

Ex-prefeita se rebelou em razão da exposição pública de uma aliança que ela chamou de ‘constrangedora’

A deputada Luiza Erundina (PSB) desistiu de ser vice na chapa de Fernando Haddad (PT) à Prefeitura de São Paulo. Ela se rebelou depois que o ex-presidente Lula apareceu com o deputado Paulo Maluf para selar com o PP uma aliança que ela chamou de “constrangedora”. Em reunião com a cúpula do PSB, Erundina teria dito que o problema não era a coligação em si, mas a “forma” como ela foi conduzida, referindo-se à exposição pública. “Ela disse que não se calaria, que não retiraria nenhuma das afirmações que fez”, disse o presidente do PSB, Eduardo Campos. O PT avalia que a exposição de Haddad na TV e uma rápida escolha do novo vice vão abrandar a crise na campanha.

Twitter

terça-feira, junho 19, 2012

Acesse aqui o "Blog do Ninja"

Opinião

Com Maluf e Erundina

O Estado de S.Paulo
O PP de Paulo Maluf confirmou ontem a sua adesão à candidatura do petista Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo. Com isso, o candidato terá 1 minuto e 35 segundos a mais em cada sessão do horário eleitoral. Na segunda-feira da semana passada, foi o PR do mensaleiro Valdemar Costa Neto que fechou com o tucano José Serra, dando-lhe assim outro 1 minuto e 35 segundos para pedir os votos dos presumivelmente perplexos eleitores paulistanos.

Maluf preferia apoiar Serra, com 30% das intenções de voto, e seria recebido de braços abertos pelo candidato a quem, ao longo de sua trajetória, não faltou ocasião de aprender uma coisa ou outra de políticos com o senso de integridade de um André Franco Montoro ou de um Mário Covas. O dito do cronista Ivan Lessa, recentemente falecido, de que a cada 15 anos os brasileiros se esquecem dos 15 anos anteriores segue atual.

A parceria só não se consumou porque o governador Geraldo Alckmin se recusou a nomear um apadrinhado de Maluf para a Secretaria da Habitação, enquanto a presidente Dilma Rousseff não se fez de rogada para entregar-lhe a Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental. Com a costumeira agilidade, Maluf se bandeou para Haddad.

Nos seus anos verdes, quando Lula era carrancudo e fazia praça de sua brabeza, o PT paulistano tinha aversão pela figura que encarnava, aos olhos da militância, tudo que precisava ser removido da cena política nacional. O enlace entre ambos se dá dias depois de o Banco Mundial incluir o ex-prefeito em um banco de dados que contém os nomes de 150 protagonistas de casos de corrupção no mundo.

Se Serra já não detivesse o direito autoral da expressão, que utilizou, sem enrubescer, para disfarçar o odor da sua aliança com o cacique perrepista Costa Neto - que tucanou porque a presidente não quis ressarcir o partido dos lucros cessantes da faxina ministerial do ano passado -, bem que Haddad poderia dizer, a propósito de sua associação, que "estamos fazendo uma aliança com o partido e não com pessoas".

Vá convencer disso a sua companheira de chapa, a ex-prefeita Luiza Erundina. Haddad anunciou o seu nome no mesmo dia em que fechou negócio com Maluf. Ela se disse surpreendida com o acerto, comentou que, se consultada, "faria ponderações" e resumiu numa palavra - "desconfortável" - o seu estado de espírito diante do fato consumado.

No metafórico palanque de que fala o noticiário político, um Haddad imprensado entre Erundina e Maluf seria o cúmulo da incoerência - para usar um termo do gosto do deputado. Mas na rotina dos leilões por tempo de TV que prevalece na política, incoerente é o candidato que desperdiça oportunidades de ganhar uma eleição.

Ou de se manter à tona no ofício. Erundina vinha criticando duramente a direção nacional do PSB, comandada pelo governador Eduardo Campos. Em São Paulo, o partido - que ocupava uma Secretaria no Estado e recebeu outra na Prefeitura - tendia a ir com Serra. Mudou de ideia depois que o ex-presidente Lula garantiu o apoio do PT ao partido em cinco municípios prioritários para Campos.

Mas o desconcertante no caso de Erundina foi ela comparar a eleição a uma luta de classes, fazer a apologia do socialismo e anunciar que ia para a campanha "em nome dessa utopia". Diria um cínico que ela pregou o "socialismo em um só município", em vez do "socialismo em um só país" de Josef Stalin.

As convicções de Erundina são autênticas. A manifestação é que primou pela inoportunidade. Dificilmente acrescentará a Haddad um único voto na periferia e poderá reforçar a resistência a seu nome dos eleitores antipetistas de todas as áreas da cidade. Segundo o DataFolha, 100% do eleitorado conhece Serra - e 32% o rejeita. Haddad é conhecido por 49% dos votantes e rejeitado por 12%.

É cedo para dizer se Erundina preencherá na campanha a lacuna deixada pela autoexilada Marta Suplicy. Ou se valeu a pena ter 1 minuto e 35 segundos a mais na temporada de propaganda graças a Paulo Maluf.

Leia o original aqui

Twitter

Manchetes do dia

Terça-feira, 19 / 06 / 2012

Folha de São Paulo
"PT faz aliança com Maluf, e Erundina ameaça sair" 

Ao lado de Lula, ex-prefeito diz que escolheu Haddad por “amor a São Paulo”

O ex-prefeito Paulo Maluf (PP) e o PT anunciaram uma aliança inédita em apoio ao petista Fernando Haddad na corrida à Prefeitura de São Paulo. A união foi selada numa sessão de fotos com o ex-presidente Lula. Luiza Erundina (PSB), vice de Haddad, disse que o ex-prefeito é “abominável” e que vai “rever sua posição”. Ela ameaçou entregar a vaga e boicotar a campanha na TV. “Não me vejo aparecendo ao lado dele.”

O Estado de São Paulo
"Alívio grego não basta, e Espanha volta a assustar" 

Espanhóis têm seu pior dia desde o início da crise, diante da incerteza sobre o resgate de seus bancos

A eleição na Grécia, embora tenha trazido alívio em razão da vitória da coalizão favorável à permanência na zona do euro, fracassou em dar garantias à União Europeia. O foco de instabilidade se transferiu ontem para a Espanha, que viveu seu pior dia nos mercados financeiros desde o início da crise. A notícia de que ainda não estava pronto o resgate de até € 100 bilhões para os bancos espanhóis, anunciado há dez dias, provocou reação dos investidores. A bolsa espanhola fechou em queda de 2,9%, mesmo índice da de Milão. Já a taxa de juros da dívida espanhola atingiu o recorde de 7,2%, o que, na prática, impede que o governo tenha acesso sustentável a um financiamento no mercado.

Twitter

segunda-feira, junho 18, 2012

Satélite caiçara sim senhor!

Rapaziada do Tancredo e o professor Cândido Moura

Deu na Folha

Alunos de SP (Ubatuba) montam satélite que será lançado em 2013 nos EUA

Sidney Borges
Ubatuba apareceu ontem com destaque na mídia nacional. O jornal de maior circulação do Brasil publicou no suplemento Ciência uma matéria com os bravos rapazes da escola Tancredo e o bravíssimo professor Cândido Moura. A iniciativa de construir o satélite é uma forma inteligente de motivar os alunos e fazer com que eles tenham maior apreço pela ciência.

Leia a matéria aqui.

Acesse aqui o "Blog do Ninja"

Opinião

Os planos da Petrobrás

O Estado de S.Paulo
Mesmo com metas mais realistas para a produção de petróleo nos próximos anos, o Plano de Negócios 2012-2016 que acaba de ser aprovado pelo Conselho de Administração da Petrobrás prevê investimentos de US$ 236,5 bilhões para o período, valor 5,25% maior do que o total aprovado para o período 2011-2015. Desse modo, a empresa parece ter atendido, ainda que parcialmente, aos apelos cada vez mais insistentes do governo a todo o setor empresarial para que eleve os investimentos, para evitar que a crise mundial afete ainda mais o desempenho da economia brasileira.

O novo plano reforça a ênfase, já nítida nas programações anteriores, nas atividades de exploração e produção, das quais se destacam os investimentos no pré-sal. É preocupante, no entanto, que, apesar da previsão do aumento nos investimentos totais, numa área essencial para a geração de recursos necessários à expansão contínua das atividades da empresa, a de Abastecimento e Refino, os investimentos sejam menores do que os incluídos no plano quinquenal aprovado no ano passado.

A redução não é apenas porcentual (os investimentos em refino e abastecimento correspondiam a 31% no plano de negócios aprovado em 2011 e, no atual, respondem por 27,7%). Haverá também corte em valores: para o quinquênio 2011-2015, a previsão era de investimentos de US$ 70,6 bilhões; no plano para o período 2012-2016, o valor caiu para US$ 65,5 bilhões, com redução de US$ 5,1 bilhões.

Ao contrário da redução das metas de produção de óleo e gás para os próximos anos, esta não pode ser atribuída a maior realismo da administração da Petrobrás. Embora membros de sua diretoria tenham evitado tratar abertamente do problema, a empresa vem enfrentando dificuldades financeiras em razão de alguma defasagem dos preços dos combustíveis e da valorização do dólar, visto que a empresa importa parte do combustível que vende no mercado doméstico. Compra o produto a preços do mercado mundial, paga em dólares, agora mais caros, mas vende em reais, a preço fixado pelo governo. Isso ajuda no combate à inflação, mas impõe custos à Petrobrás.

Maior eficiência operacional - agora incluída entre as metas do que sua direção chama de "programas estruturantes" necessários à execução do plano para os próximos cinco anos - reduziria a necessidade de reajuste dos preços ao consumidor. Mas o melhor caminho para evitar novas dificuldades financeiras é o aumento da capacidade de refino da empresa. A redução de investimentos nessa área tende a manter a dependência da Petrobrás a fornecedores externos e às oscilações do mercado internacional.

A exploração e a produção, que vinham sendo prioridade da Petrobrás desde a gestão anterior, dirigida por José Sérgio Gabrielli, tornaram-se ainda mais importantes na gestão de Maria das Graças Foster. A área foi contemplada com 57% dos investimentos quinquenais aprovados no ano passado e, com o novo plano para 2012-2016, passará a receber 60% do total, o que equivale a US$ 141,8 bilhões. Desse valor, 51% serão investidos no pré-sal.

Leia na íntegra em Os planos da Petrobrás

Twitter

Manchetes do dia

Segunda-feira, 18 / 06 / 2012

Folha de São Paulo
"Eleições 2012 - Haddad sobe 5 pontos em SP; Serra lidera a disputa" 

Datafolha mostra que, após aparecer na TV com Lula, petista foi de 3% para 8%

O pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, subiu cinco pontos percentuais na corrida municipal, mostra levantamento do Datafolha. No início de março, Haddad tinha 3% das intenções de voto. Agora tem 8%.

O Estado de São Paulo
"Dilma prepara cobrança por ação imediata na Rio+20" 

Proposta é estabelecer objetivos do desenvolvimento sustentável, mas sem definir fonte de financiamento

Rascunho do discurso que a presidente Dilma Rousseff prepara para a quarta-feira na Rio+20, quando começa a reunião dos chefes de Estado, cobra o compromisso de líderes mundiais com ações imediatas para combater a extrema pobreza e conter efeitos das mudanças climáticas. A proposta, porém, é adiar a definição de fontes de financiamento. Com isso, o debate não ficaria contaminado pela crise econômica global. O governo brasileiro quer cobrar a definição imediata de objetivos de desenvolvimento sustentável, mas eles começariam a vigorar a partir de 2015. A versão mais recente do documento final apresentada pelos negociadores brasileiros anteontem prevê discussão até 2014 dos chamados “meios de implementação”, a ajuda aos países mais pobres. Nesse debate será considerado o uso de recursos privados, e não só de orçamentos públicos.

Twitter

domingo, junho 17, 2012

O tempo se esgota: logo as eleições


Colunistas

Ideologia & política: relendo Hannah Arendt

“Arendt conclui: ‘Se o último Estado vitorioso não puder anexar os planetas, então passará a devorar-se a si mesmo, para começar novamente o infinito processo de geração de poder’”

Márcia Denser
Sempre que a retórica neoliberal e neoconservadora, cujo discurso ideológico, velado ou explícito, onipresente em todas as mídias, se torna demasiado absurda, cruel, intragável, esta colunista se “refugia” politicamente nas palavras e no pensamento de Hannah Arendt (1906-1975), esta pensadora política e humanista magistral, discípula de Karl Jaspers e Martin Heidegger, dos quais herdou a tradição culturalista alemã.

Arendt não usa nenhuma retórica, objetivamente vai logo ao ponto, revelando impiedosamente a face horrível das classes dominantes. Aliás, ela é especialmente precisa, quase cruel, ao se reportar ao filósofo inglês Thomas Hobbes (1588-1679), que considera o verdadeiro ideólogo não-reconhecido da burguesia (os atuais neocon e neoliberais). Diz ela: ”É importante observar que os modernos adeptos da força estão de acordo com a filosofia do único grande pensador que jamais tentou derivar o bem público a partir do interesse privado e que, em benefício deste bem privado, concebeu uma comunidade de estados cuja base e objetivo final é o acúmulo de poder”.

A doutrina de Hobbes é exposta com tanta crueza, que não admira que os ricos burgueses lhe tivessem horror: a imagem que projetava deles no espelho era monstruosa!

Segundo Hobbes, via Arendt, esse processo de acúmulo de poder, necessário à proteção de um constante acúmulo de capital, criou a ideologia “progressista” no final do século 19, prenunciando o surgimento do imperialismo (leia-se hoje “globalização”). A compreensão de que o acúmulo de poder era o único modo de garantir a estabilidade das chamadas leis econômicas, tornou irresistível o progresso. A noção de progresso do século 18, tal como concebido na França, pretendia que a crítica do passado fosse um meio de domínio do presente e de controle do futuro. Mas essa noção bem pouco ou nada teve em comum com a infindável evolução da sociedade burguesa, que não apenas desejava a liberdade e a autonomia do homem, mas estava pronta a sacrificar tudo e todos a leis históricas supostamente supra-humanas.

Como nas terríveis palavras de Walter Benjamin: “O que chamamos de progresso é o vento que impele o anjo da História irresistivelmente para o futuro, ao qual ele vira as costas enquanto o monte de ruínas diante de si se ergue até os céus”. Somente no sonho de Marx – de uma sociedade sem classes que faria a humanidade despertar do pesadelo da História – é que surge um último vestígio, infelizmente utópico, do século 18.

“O empresário de mentalidade imperialista, a quem as estrelas aborreciam porque não podia anexá-las”, comenta Arendt, (lembram-se de Donald Rumsfeld, secretário de Defesa do governo Bush, que teria adorado privatizar o Sol?) “sabia que o poder organizado como finalidade em si geraria mais poder”, isto é, com força bastante para expandir-se além das fronteiras do Estado-Nação. E tal processo não poderia ser brecado, tampouco estabilizar-se, sem provocar catástrofes destruidoras.

Reiterando: embora nunca reconhecido, Hobbes foi o verdadeiro filósofo da burguesia, porque compreendeu que a aquisição de riqueza, idealizada como um processo sem fim, só pode ser garantida pela tomada do poder político, pois o processo de acumulação violará, cedo ou tarde, todos os limites territoriais existentes. Previu que uma sociedade, que havia escolhido o caminho da aquisição contínua, tinha que engendrar uma política dinâmica, um processo contínuo de geração de poder. E pode esboçar tanto os principais traços psicológicos do novo tipo de homem que se encaixaria nessa sociedade, quanto a tirania de sua estrutura política.

Hobbes previu que tal homem ficaria lisonjeado ao ser chamado “animal sedento de poder”, embora a sociedade o forçasse a renunciar a todas as forças naturais, suas virtudes e seus vícios, e fizesse dele o pobre sujeitinho manso que não tem sequer o direito de se erguer contra a tirania e que, longe de lutar pelo poder, submete-se a qualquer governo existente e não move um dedo nem mesmo quando seu melhor amigo cai vítima duma razão de estado incompreensível.

Assim, uma comunidade baseada no poder acumulado e monopolizado de todos os seus membros individuais, torna a todos necessariamente impotentes, privados de suas capacidades naturais e humanas. Degrada o indivíduo à condição de peça insignificante na máquina de acumular poder, máquina construída de forma a ser capaz de devorar o mundo.

O objetivo final de destruição dessa comunidade é indicado na interpretação filosófica da igualdade humana como “igual capacidade de matar um ao outro”! Vivendo com as outras nações “numa condição de guerra perpétua”, não tem outra lei de conduta senão “a que melhor leve ao seu benefício”, e gradualmente devorará as estruturas mais fracas até que chegue a uma última guerra “que dê a todos os homens a vitória ou a morte”.

Com “vitória ou morte” (traduzindo em tempos atuais, “vencer ou vencer”), o Leviatã, segundo Hobbes, pode suplantar todas as limitações políticas provenientes da existência de outros povos e envolver toda a terra em sua tirania. Mas quando vier a última guerra e todos os homens tiverem recebido seu quinhão, nenhuma paz final terá sido estabelecida no planeta: a máquina de acumular poder, sem a qual a expansão contínua seria impossível, precisará de novo material para devorá-lo em seu infindável processo.

E Arendt conclui: “Se o último Estado vitorioso não puder anexar os planetas, então passará a devorar-se a si mesmo, para começar novamente o infinito processo de geração de poder”.

(1) In Arendt, Hannah, As origens do totalitarismo II: imperialismo, a expansão do poder, uma análise dialética. Rio, Editora Documentário, 1976

Twitter
Acesse aqui o "Blog do Ninja"

Opinião

A crise que Dilma não vê

O Estado de S.Paulo
Em mais um esforço para desencalhar a economia nacional, a presidente Dilma Rousseff convocou os governadores e ofereceu-lhes financiamento e facilidades fiscais para investir. O País só escapa de uma crise mais grave, neste momento, porque as famílias ainda consomem - ninguém sabe até quando - e o governo federal continua gastando, embora com a ineficiência costumeira. A indústria vai mal, o nível de emprego nas fábricas é menor que no ano passado e o setor de serviços, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), começa a fraquejar. A agricultura, mesmo com pequena redução nas safras de grãos e oleaginosas, continua garantindo um abastecimento tranquilo. Além disso, o agronegócio garante algum superávit no comércio exterior, enquanto o conjunto das exportações empaca e as importações ocupam fatias crescentes do mercado interno. Apesar disso, a presidente se permite bravatas. A economia brasileira está no aquecimento e no fim do ano ganhará medalha pelo Produto Interno Bruto (PIB), disse ela num encontro com atletas classificados para os Jogos Olímpicos de Londres.

Mas não há sinal desse aquecimento. Com o aumento de 0,2% entre março e abril, o índice de atividade econômica do Banco Central (BC), divulgado na sexta-feira, continua inferior ao de dezembro e praticamente igual ao de um ano antes. A FGV reduziu de 3% para 1,8% sua projeção de crescimento do PIB em 2012. Na semana passada, a pesquisa Focus, do BC, realizada com instituições financeiras e consultorias, apontava uma previsão de 2,5%. Um mês antes, o crescimento estimado era de 3,2%.

Não só a presidente se permite bravatas. Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a ação dos governadores deverá somar-se "ao esforço do governo federal para ampliar seus projetos de investimentos. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) tem batido recordes, disse o ministro na sexta-feira, ao divulgar as medidas de financiamento aos Estados.

Houve, de fato, um recorde nos desembolsos do PAC orçamentário, financiado diretamente pelo Tesouro Nacional: R$ 14,2 bilhões até maio, 45% mais que em igual período de 2011. Mas R$ 13,2 bilhões foram restos a pagar. Além disso, o aumento dos desembolsos dependeu essencialmente da liberação de recursos para o programa Minha Casa, Minha Vida, isto é, de financiamentos habitacionais. Esses créditos, R$ 7,4 bilhões, corresponderam a 55% dos pagamentos do PAC no período.

Pode-se discutir se é correto classificar como investimentos os desembolsos para a compra de casas, mas agora o ponto mais relevante é outro. O programa habitacional serve a mais de um propósito, mas outras ações são necessárias, com urgência, para aumentar o potencial de crescimento econômico do País.

O ministro da Fazenda e a presidente da República mostram-se preocupados com o impacto da crise internacional, mas parecem desconhecer ou menosprezar a questão mais grave: a enorme coleção de ineficiências da economia brasileira, a começar pela baixa qualidade da gestão pública, pelo mau uso dos pesados tributos recolhidos em todos os níveis de governo e pela incompetência da maior parte da administração indireta. Um dentre muitos exemplos: a estatal Valec precisará gastar pelo menos R$ 400 milhões para corrigir defeitos da Ferrovia Norte-Sul, um investimento já muito atrasado. Não adianta contabilizar valores investidos, se o dinheiro for mal aplicado.

Leia na íntegra em A crise que Dilma não vê

Twitter

Manchetes do dia

Domingo, 17 / 06 / 2012

Folha de São Paulo
"Erundina diz que apoio de Maluf pode sair caro ao PT" 

Vice de Haddad julga preconceituoso slogan do partido que exalta o ‘novo’

Oficializada na sexta-feira como candidata a vice do petista Fernando Haddad na disputa pela Prefeitura de São Paulo, Luiza Erundina (PSB), 77, questiona, em a entrevista a Fábio Zambeli, o papel do adversário histórico e provável aliado Paulo Maluf (PP) na campanha. “Se isso significar alguma restrição aos compromissos, tem um preço que não vale a pena pagar.”

O Estado de São Paulo
"Ministérios usam brecha para driblar Lei de Acesso" 

Governo invoca ‘segurança do Estado’ para reclassificar documentos que antes eram de livre consulta

Para driblar a obrigação de divulgar dados públicos, imposta pela Lei de Acesso à Informação, o governo está reclassificando documentos como sigilosos. Antes de livre consulta, os papéis estão ganhando carimbo de reservados após a entrada em vigor da norma, em maio, sem justificativa legal, com o propósito de adiar a divulgação por até 25 anos. Os ministérios se baseiam nas exceções previstas no texto legal. Entre os argumentos mais usados está o risco à “segurança da sociedade ou do Estado”. O Ministério da Ciência e Tecnologia usou essa justificativa, por exemplo, para que o Estado não tivesse acesso a dados de parceria com entidade sem fins lucrativos do Rio.

Twitter

Esperando o trem...


 
Free counter and web stats