sábado, julho 24, 2010

Semana de Vela

Tecnologia

Índia cria computador de US$35

Link - Estadão (original aqui)
A Índia apresentou nesta semana o que chamou de laptop mais barato do mundo, um computador com tela sensível ao toque que custa 35 dólares.

O ministro do Desenvolvimento de Recursos Humanos, Kapil Sibal, revelou um computador de baixo custo projetado para estudantes, afirmando que sua pasta iniciou negociações com fabricantes globais para iniciar a produção em massa.

“Chegamos a um ponto de desenvolvimento hoje em que a placa-mãe, chip, processamento, conectividade, tudo junto, tem custo ao redor de 35 dólares, incluindo memória, tela, tudo”, disse ele.

Ele disse que o aparelho com tela sensível ao toque vem com navegador de internet, leitor de documentos PDF e capacidade de videoconferência, mas seu hardware foi criado com flexibilidade suficiente para incorporar novos componentes de acordo com o usuário.

Sibal disse que o computador, baseado em Linux, deve ser apresentado a grandes instituições educacionais a partir de 2011, mas quer reduzir o preço ainda mais – para 20 dólares, ou mesmo, 10 dólares.

O computador foi desenvolvido pelas equipes de pesquisa no Instituto Indiano de Tecnologia e Instituto Indiano de Ciências.

A Índia investe cerca de 3 por cento de seu orçamento anual em educação escolar e melhorou sua taxa de alfabetização para cerca de 64 por cento de sua população de 1,2 bilhão de pessoas, mas estudos mostraram que muitos estudantes ainda mal podem ler ou escrever, e que muitas escolas públicas possuem instalações inadequadas.

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Buena Vista Social Club - Amor de Loca Juventud

Receitas

Sanduíche de atum

Leve e gostoso! Execelente opção para o lanche da tarde

Ingredientes

4 Colher(es) de sopa Creme vegetal becel azeite de oliva
1 Unidade(s) Cebola pequena picada
1 Unidade(s) Lata de atum ao natural escorrido picado
1 Unidade(s) Pepino pequeno sem sementes cortado em cubos pequenos
2 Unidade(s) Rabanetes ralados no ralo grosso
2 Colher(es) de sopa Creme vegetal becel azeite de oliva para a montagem
1 Colher(es) de sopa Orégano fresco picado para a montagem
10 Unidade(s) Fatias de pão integral com sementes de linhaça para a montagem
6 Unidade(s) Folhas de alface americana picada para a montagem

Modo de preparo

1.Em uma panela pequena aqueça 2 colheres (sopa) de margarina e doure a cebola. Junte o atum e refogue por mais 3 minutos. Retire do fogo e deixe esfriar.

2.Passe para uma tigela e acrescente o restante da margarina, o pepino e os rabanetes. Reserve.

3.Faça a montagem em uma tigela pequena. Misture o creme vegetal azeite de oliva e o orégano. Passe a mistura de um dos lados de 5 fatias de pão.

4.Coloque a mistura de atum sobre as fatias onde foi passada a mistura de creme vegetal e orégano. Cubra com o alface picado e feche com as outras fatias de pão.

5.Sirva em seguida.

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Ubatuba Víbora

Cumprindo determinação judicial, na quinta feira, 22 de julho de 2010, foram retiradas dos arquivos deste blog duas matérias publicadas respectivamente nos dias 29/04/2010 e 10/05/2010.

Brasil

Lula se compara a Getúlio, Jango e Jesus Cristo

Simone Iglesias, Folha.com
Ao discursar em ato de campanha de Dilma Rousseff em Garanhuns, nesta sexta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a elite política do país tentou dar o golpe em seu governo depois do escândalo do mensalão, em 2005.

Segundo Lula, como a tentativa foi frustrada, os golpistas derrubaram Severino Cavalcanti da presidência da Câmara dos Deputados.

"Tem gente que tem vergonha de se aproximar de você. Mas nessa campanha a gente não quer só ganhar eleição, mas amadurecer politicamente", disse Lula, olhando para Cavalcanti na platéia.

"Meu querido companheiro Severino, a elite da câmara elegeu você presidente para você fazer o jogo sujo que ela queria, mas não tinha coragem de fazer que era pedir meu impeachment em 2005", disse.

Lula chamou a elite política de "perversa" e disse que é com ela que é preciso acabar nas eleições. O presidente não citou o nome dos adversários, mas se referiu aos "senadores de oposição de Pernambuco".

"Meu corpo estaria mais arrebentado que o corpo de Jesus Cristo depois de tantas chibatadas", afirmou, pelas críticas que sofreu da oposição durante seu governo.

Referindo-se a 2005, Lula disse: "O que tentaram fazer comigo, fizeram com Getúlio e ele deu um tiro no peito. O que tentaram fazer comigo fizeram com Jango que teve que sair do Brasil. O que não sabiam, é que Lula era milhões de Lulas espalhados por esse país", afirmou.

No discurso, Lula chamou Dilma de "galega" e comentou a pesquisa Vox Populi que aponta a ex-ministra com 8 pontos na frente do tucano José Serra. "Ela já tem quase 8 pontos na frente. No Nordeste, é proibido ouvir Serra. Queremos ouvir agora é a Dilma", disse. (Do Blog do Noblat)

Nota do Editor - Lula é modesto. Não mencionou a invenção da roda e a descoberta do efeito fotoelétrico. (Sidney Borges)

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Opinião

A nova bravata de Chávez

Editorial do Estadão
Diante das evidências contundentes sobre a presença de 1.500 guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território venezuelano, apresentadas à Organização dos Estados Americanos (OEA), o presidente Hugo Chávez reagiu na sua típica maneira destemperada: invocando a "dignidade" nacional, rompeu relações diplomáticas com o governo de Bogotá e ordenou às Forças Armadas que entrassem em "alerta máximo" na fronteira entre os dois países.

A dignidade da Venezuela estaria mais bem servida se, em primeiro lugar, tivesse um dirigente que não se comportasse como um histrião. Mas Chávez armou o cenário para o anúncio da ruptura com a participação, que acabou sendo ridícula, de seu "correligionário" argentino Diego Maradona, que com ar estuporado ouviu a catadupa de impropérios que dirigiu ao presidente colombiano Álvaro Uribe. Essa foi a resposta às provas exibidas na OEA de que continua dando guarida ao bando de narcotraficantes em que se transformaram as antigas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, que desgraçaram a nação vizinha antes de serem acuadas pela tenaz política de segurança adotada por Uribe.

"A Venezuela deveria romper relações com as gangues que sequestram, matam e traficam drogas, e não com um governo legalmente constituído", comentou o embaixador colombiano na OEA, Luis Alfonso Hoyos. Foi na sede da OEA, em Washington, que os representantes colombianos exibiram vídeos, mapas e fotos aéreas indicando a localização dos acampamentos das Farc e do Exército de Libertação Nacional (ELN).

"São ao menos 87 estruturas completamente armadas em território venezuelano", descreveu Hoyos. Os acampamentos "continuam se consolidando". Nas regiões do país onde se instalaram, geralmente em locais fronteiriços, os farquistas não se conduzem como se estivessem batendo em retirada ou apenas se reagrupando. Controlam com mão de ferro as desafortunadas populações, a ponto de lhes impor o toque de recolher a cada dia.

Foi essa realidade que a Colômbia buscou descortinar na reunião de emergência da OEA, convocada a seu pedido. Além disso, representantes de Bogotá exortaram Chávez a permitir que observadores estrangeiros visitassem as áreas onde se situam os santuários das Farc. Para surpresa de ninguém, a Venezuela se recusou a fazê-lo, o que dá a devida dimensão a suas tentativas de desmentir fatos que constituem uma clara violação das normas da Carta da OEA sobre a convivência pacífica dos países do Hemisfério.

A bravata do rompimento vem sendo, em geral, interpretada como a reencenação do velho truque da transmutação do agressor em vítima. A plateia a que o caudilho se dirige é a população venezuelana. Já se apontou neste espaço a urgência de Chávez em fabricar inimigos internos (a imprensa, a Igreja, o empresariado) e externos (o "Império" e a Colômbia) para mascarar o estado pré-falimentar a que as suas políticas "bolivarianas" reduziram a economia nacional, em recessão pelo segundo ano consecutivo. Ele teme o troco do povo nas eleições legislativas de setembro.
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Manchetes do dia

Sábado, 24 / 07 / 2010

Folha de São Paulo
"Serra e Dilma mantêm empate a 25 dias da TV"

Tucano tem 37% e petista, 36%, revela Datafolha; no 2° turno. ex-ministra teria 46% e ex-governador, 45%

A 25 dias do início do horário eleitoral na TV, pesquisa Datafolha concluída ontem revela que José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) continuam tecnicamente empatados na disputa pelo Planalto. Serra está com 37% e Dilma, com 36%. No levantamento anterior (30/6 e 1º/7), Serra estava com 39% e Dilma, com 37%. Marina Silva, do PV, oscilou de 9% para 10%. A margem de erro é de dois pontos. Na pesquisa espontânea, quando o entrevistado responde em quem pretende votar sem ver a lista de candidatos, Dilma passou de 21% a 22%, e Serra caiu de 19% para 16%. Se o segundo turno fosse hoje, a petista teria 46%, e o tucano, 45%. O Datafolha mostra ainda que a maioria dos brasileiros, 77%, continua considerando o governo de Lula bom ou ótimo. No início deste mês, eram 78%.

O Estado de São Paulo
"EUA querem que acusação da Colômbia seja apurada"

Lula pede que mediação da crise com Venezuela seja da Unasul, bloco que os americanos não integram

O presidente Lula defende que a União das Nações Sul-americanas (Unasul) seja a responsável pela mediação da mais nova crise entre ColÔmbia e Venezuela. Os EUA, aliados da Colômbia, não têm representação na Unasul. Washington, por sua vez, manifestou ainda apoio à proposta colombiana de criar uma comissão internacional para investigar a presença de 1.500 guerrilheiros das Farc na Venezuela - acusação que levou o presidente venezuelano, Hugo Chávez, a romper relações com Bogotá anteontem. O Brasil quer que a negociação comece somente após a posse do presidente colombiano eleito, Juan Manuel Santos, no próximo dia 7. Antes da atual crise, Santos havia expressado interesse em se reaproximar de Caracas. Ele preferiu não se manifestar sobre conflito.

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Wes Montgomery-A Day In The Life

sexta-feira, julho 23, 2010

Livre pensar é só pensar

Um problema de lógica

Sidney Borges
Imagine o leitor uma estrada e nela um caminhão de grande porte deslocando-se da direita para a esquerda com velocidade de 25 m/s. Em sentido oposto uma bolinha de borracha maciça viajando com velocidade de 5 m/s, choca-se com o caminhão de forma perfeitamente elástica. Um choque elástico ocorre quando a energia se mantém depois da colisão. Por exemplo, se essa bolinha caisse de uma altura de 2 metros e o choque com o solo fosse perfeitamente elástico, ela atingiria 2 metros de altura na volta. Esse tipo de choque é teórico pois tal experimento seria um moto-perpétuo, coisa que não existe. Pois bem, usando de lógica, sem fazer contas, responda: com que velocidade você verá a bolinha retornando apos bater elasticamente no caminhão?

Resposta amanhã.

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Tecnologia


Avião solar "eterno" aterrissa após duas semanas de voo experimental

Da Folha Ciência
O avião solar Zephyr aterrissou nesta sexta (23) no Arizona (EUA) após ter realizado um voo experimental de duas semanas sem interrupções.

Segundo a empresa britânica Qinetiq, que desenvolveu o avião, ele poderia ficar mais tempo no ar. Mas, como já havia quebrado todos os recordes de voo autônomo ininterrupto, não havia porque deixá-lo voando mais tempo.

O Zephyr decolou da base de Yuma no dia 9 de julho. Após 31 horas no ar, o avião já havia ultrapassado o recorde mundial para voos de longa duração por nave não tripulada, estabelecido em 2001 pelo RQ-4A Global Hawk, da Northrop Grumman.

O clima da região ajudou: luz abundante carregou as baterias de lítio-enxofre e manteve as hélices funcionando. À noite, a energia armazenada era suficiente para manter o avião no ar, embora houvesse perda de altitude em alguns momentos.

Jon Saltmarsh, gerente do projeto, disse à "BBC News" que o Zephyr não é mais um projeto experimental. Ele está pronto para começar atividades operacionais.

Esse tipo de equipamento deverá ter uma ampla gama de aplicações. Os militares querem usá-lo em aparelhos de reconhecimento e comunicações. E programas científicos e de pesquisa poderiam usar os aviões para tarefas de observação.
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Gente


Sérgio Carvalho assume gestão da Microtel Loft & Hostels

O diretor presidente da Associação da Hotelaria de Selva da Amazônia Brasileira, Sérgio Carvalho (foto), recebeu convite para assumir a gestão da Microtel Loft & Hostels, nova empresa de franquia da hotelaria brasileira. Sérgio foi secretário de Turismo de Ubatuba na gestão do prefeito Paulo Ramos.

Câmara de Ubatuba

MP suspeita de “mensalinho” e juiz ordena busca e apreensão de documentos na Câmara

Saulo Gil no Imprensa Livre (original aqui)
A Justiça de Ubatuba deferiu, nessa quarta-feira (21/07), medida liminar determinando a busca e apreensão de documentos na Câmara Municipal, com o objetivo de coletar todos os registros de preços e os contratos realizados pelo Legislativo ubatubense no ano de 2010.

A decisão do juiz João Mário Estevam da Silva acompanhou o pedido do Ministério Público local, que impetrou medida cautelar inominada à ação pública que trata do afastamento de três vereadores da Casa (Mico, Claudinei Xavier e Silvinho Brandão), por supostas irregularidades na eleição do Conselho Tutelar.

Segundo o documento, apresentado pela promotoria, novas denúncias anônimas revelaram que os vereadores afastados estariam exercendo pressão na atual mesa diretora da Câmara, para conseguirem apoio e defesa judicial custeadas pela Casa de Leis ubatubense.

“Os senhores afastaram os vereadores, mas eles já combinaram em contratar o mesmo advogado, cujo honorário será de sessenta mil reais. Os vereadores já se reuniram com o Doutor Ricardo (presidente), que determinou ao Rodrigo (diretor) que apressasse licitações em curso, pois será delas que o dinheiro será conseguido”, disse uma das mensagens anônimas dirigidas ao MP e utilizadas como base no pedido de busca e apreensão no Legislativo municipal.

Para a promotoria, além da malversação dos escassos recursos da Fazenda Municipal, os quais seriam utilizados em seus proveitos, as denúncias ainda revelam a ousadia do agir de políticos afastados.

Na decisão, o juiz também menciona o processo em andamento, nos quais os vereadores são acusados de participação irregular na eleição do Conselho Tutelar de Ubatuba (boca de urna e facilitação de transporte).

“De igual forma, a presente medida (de busca e apreensão) visa coibir que agentes políticos façam uso indevido da máquina pública e do erário em prol de interesses particulares, no caso, o suposto pagamento dos advogados com dinheiro proveniente de licitações, para a defesa dos vereadores”, analisou o início da decisão, que seguiu na justificativa.

“Não bastasse a necessidade de se garantir o devido processo legal, sem máculas ou interferências indevidas, há indícios de que a máquina administrativa e do erário poderiam ser utilizados para fins particulares”, acrescenta o juiz João Estevam da Silva, concluindo no despacho a ordem para busca e apreensão dos documentos na Câmara Ubatubense. “I- Defiro a medida liminar para determinar: Busca e apreensão dos registros de preços do ano de 2010 da Câmara Municipal de Ubatuba; II- Que os requeridos (mesa diretora) indiquem e relacionem, no prazo de 24 horas, todos os certames licitatórios abertos ou homologados a partir de 8 de julho (data da distribuição da ação sobre a eleição no Conselho Tutelar, que afastou três vereadores)”, concluiu a decisão da Justiça Local.

Para o Ministério Público tais medidas são apenas o início de muito trabalho e apuração na Casa de Leis de Ubatuba. Além do processo que corre referente às supostas irregularidades na eleição do Conselho Tutelar, a promotoria prevê novas investigações sobre os integrantes políticos e administrativos do Legislativo municipal.

O MP da cidade suspeita até da existência de um “mensalinho”, esquema que utilizaria as licitações da Casa, para beneficiar irregularmente e, com freqüência, os funcionários e vereadores da Câmara. Segundo o MP, o objetivo é apurar os documentos que serão recolhidos, para que se possa comprovar, ou descartar, a possibilidade de uso irregular dos recursos públicos geridos pela Casa de Leis de Ubatuba.

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Ubatuba

Diretor da Câmara se diz assustado com denúncias e entrega documentos à Justiça

Saulo Gil no Imprensa Livre (original aqui)
Em entrevista exclusiva ao Jornal Imprensa Livre, nessa quinta-feira, o Diretor da Câmara Municipal de Ubatuba, Rodrigo de Oliveira Alksnins, disse que o clima entre funcionários e vereadores da Casa é de “susto”, após as denúncias e suspeitas do Ministério Público terem resultado, em menos de um mês de inquérito, na segunda decisão da Justiça desfavorável aos integrantes do Legislativo local.

O diretor administrativo garantiu que todos os documentos requeridos pela decisão judicial estão sendo disponibilizados aos oficiais, respeitando nova medida liminar, que solicita a entrega, em 24 horas, de todos os registros de preços da Câmara, movimentados nesse ano.

Segundo a nova denúncia, que gerou a ordem de busca e apreensão, a mesa diretora da Casa de Leis estaria disposta a apressar o andamento de novas licitações públicas, com o objetivo de financiar os serviços jurídicos, que formariam a defesa dos três vereadores, recentemente suspensos de suas funções pela Justiça local.

“Os senhores afastaram os vereadores, mas eles já combinaram em contratar o mesmo advogado, cujo honorário será de sessenta mil reais. Os vereadores já se reuniram com o Doutor Ricardo (presidente), que determinou ao Rodrigo (diretor) que apressasse licitações em curso, pois será delas que o dinheiro será conseguido”, diz denúncia apresentada pelo MP como base para o pedido de recolhimento dos documentos.

Rodrigo, que agora é citado na nova denúncia apresentada pelo MP, como agregada ao processo que apura supostas irregularidades de Romerson de Oliveira (Mico) (DEM), Silvinho Brandão (PPS) e Pastor Claudinei Xavier (PSC), na eleição do Conselho Tutelar, rebate as novas acusações, ressaltando que não foram homologadas ou abertas licitações do Legislativo depois de 8 de julho, data do afastamento dos vereadores que supostamente estariam solicitando apoio financeiro para a defesa no processo sobre o Conselho Tutelar.

Rodrigo volta a dar argumentações sobre o caso: “Depois da notificação aos três vereadores nunca mais os vi, no máximo nos falamos via telefone. O importante é que tudo será entregue como sempre foi aqui na Casa. Seja por determinação da Justiça, ou por uma simples solicitação via ofício à direção. Desejamos que tudo fique esclarecido e que não exista prejuízos à população após o recesso. O que posso garantir, é que durante a minha gestão nunca soube de qualquer esquema envolvendo uso irregular do dinheiro da Câmara”, argumenta Alksnins.

Para o diretor tudo deve se acalmar após a decisão do Tribunal de Justiça, sobre o pedido de agravo contra a decisão liminar que afastou os três vereadores. Romerson de Oliveira (Mico) (Dem) e Pastor Claudinei Xavier (PSC) apresentam o mesmo advogado que também defende as conselheiras tutelares afastadas, já Silvinho Brandão utiliza um advogada com exclusividade.

A mesa da Câmara reconheceu que Mico e o Pastor Claudinei Xavier já recorreram à decisão expedida pela Justiça ubatubense e, segundo a OAB, o resultado pode sair antes mesmo do fim do recesso parlamentar de meio de ano, que termina em 10 dias.

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Mazelas brasiliensis

Pnud: Brasil tem 3ª pior desigualdade do mundo

Carolina Brígido, O Globo
Em seu primeiro relatório sobre desenvolvimento humano para a América Latina e Caribe em que aborda especificamente a distribuição de renda, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) constatou que a região continua sendo a mais desigual do planeta.

Dos 15 países do mundo nos quais a distância entre ricos e pobres é maior, 10 estão na América Latina e Caribe. O Brasil tem o terceiro pior Índice de Gini - que mede o nível de desigualdade e, quanto mais perto de 1, mais desigual - do mundo, com 0,56, empatando nessa posição com o Equador.

Concentração de renda pior só é encontrada em Bolívia, Camarões e Madagascar, com 0,60; seguidos de África do Sul, Haiti e Tailândia, com 0,59. O relatório considera a renda domiciliar per capita e o último dado disponível em que era possível a comparação internacional.

No caso do Brasil, porém, a desigualdade de renda caiu fortemente nos últimos anos e, em 2008, o Índice de Gini estava em 0,515.

Na região, os países onde há menos desigualdade são Costa Rica, Argentina, Venezuela e Uruguai, com Gini inferior a 0,49. Na média, segundo o Pnud, o Índice de Gini da América Latina e do Caribe é 36% maior que o dos países do leste asiático e 18% maior que os da África Subsaariana.
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Ubatuba em foco

Peres e Lázaro, suas histórias se confundem

Celso Teixeira Leite
Semana passada combinei com Carlos, filho mais novo de Antonio Peres, dar um pulo no Lázaro para fazer uma entrevista com o velho. Venha semana que vem sempre depois do café e antes do almoço quando o pai está mais disposto, disse Carlos. Apesar da enorme simpatia e nenhuma resistência para receber gente para conversar o velho Peres alegou motivos de força maior para ausentar-se e foi embora atendendo pedido do Criador. A entrevista foi cancelada.

Rebusquei meus arquivos e achei um texto publicado em dezembro de 2005 com informações do ilustre morador da praia do Lázaro aos 95 anos de idade.” Isso aqui era como uma aldeia indígena, longe de tudo. Ninguém entrava nem saía. Por que não estudei? Naquele tempo não tinha escola no bairro. A gente ia do bairro até a cidade a pé, as crianças morriam de ataque de bicho (verminose) e os mortos eram carregados na rede até o cemitério do centro”, diz.

Sempre tranqüilo, esbanjando lucidez e, no intervalo da conversa dando ordens para empregados e interrompido pelo carinho dos netos, fala de sua vida como uma pessoa satisfeita com tudo que conseguiu. “ Não tenho do que reclamar, tudo que construí foi com dificuldades, pois não havia dinheiro. Aos 18 anos fui para Santos trabalhar na lavoura de banana. Era a única opção de emprego e para lá ia a moçada de Parati, Ilhabela e São Sebastião. Durante a Segunda Guerra a exportação de banana foi suspensa e o pessoal foi despedido. Voltei para o Lázaro para viver da pesca. O lugar da casa e do comércio (bar e pousada) eram posse da minha mãe. A pesca era principalmente de cação deixado ao sol para secar. O peixe salgado, prato mais típico da culinária caiçara fazia sucesso tanto na mesa do morador como do turista. A maioria das pescarias era com rede de arrasto na Praia Grande da Ilha Anchieta. Por que tão longe?

Lá tinha mais peixe, diz. Tivemos “redada” com 5 toneladas de corvina e não é história de pescador. Peres fala das pescarias à noite na ilha, a beleza do luar, estrelas e os causos de assombração com lobisomem no papel principal. Seu pai, Manoel Peres, nasceu na Ilha Anchieta e quando foi iniciada a construção do presídio no final do século passado, recebeu uma pequena indenização para deixar a ilha e morar na Praia do Flamengo. Festeiro de primeira hora não perdia o bate-pé (chiba e outras danças) das festas de Santo Antonio, São José, São Pedro, Folia de Reis e Espírito Santo. O antigo bar, hoje restaurante, permitiu conhecer pessoas e construir amizades. Cita o deputado Hamilton Prado, jogadores como Rivelino, Careca, Zetti e o ex-prefeito Ciccilo Matarazzo que passaram por ali e ficaram amigos. Lembra, em especial do comerciante Silvino Teixeira Leite e as viagens de fusca que ambos faziam até São Sebastião com direito a medos e desafios da estrada para, finalmente, chegar até a agência do Banco do Brasil. Pela narrativa parece que a viagem era muito divertida.

Nascido em 3 de abril de 1910, na Praia do Lázaro, autodidata, casado com Maria Thomé teve 7 filhos: Antonio, Osmar, Ademir, Ruth, Josué, Edson e Carlos, além de 22 netos. Sua história é a história do Lázaro. No final do ano , quando as praias brilham com a queima dos fogos de artifício, lembra que o Lázaro foi o pioneiro neste tipo de comemoração. Tudo começou quando a gente queimava pistolões e foguetes defronte ao nosso bar. “ Depois da primeira vez não parou mais”, afirma.

Pode deixar, seu Peres, a gente vai ver sua cara alegre e iluminada pelos fogos toda virada do Ano Novo.

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Coluna do Celsinho

Humor

Celso de Almeida Jr.
Um jornal de farta distribuição, em sua apimentada página de humor, insinuou que eu teria memória curta ou seria um ingrato e mal intencionado por “bater” no prefeito.

Publicou que eu sofri perseguição política de governos anteriores, menos do prefeito atual, que me ajudou asfaltando a rua de nossa escola.

Quero parabenizar o editor.

Realmente, me fez rir.

Tirando a piada encomendada, é verdade que o meu relacionamento com o poder tem sido mais tranquilo.

O prefeito sabe com quem está lidando.

Por isso, já deveria ter notado que quem avisa amigo é.

Paciência...

Quem sabe ler percebe que os meus artigos têm, no fundo, a esperança de que o jovem político acerte o rumo.

Pois bem.

A minha insatisfação com o governo atual está na forma como as vozes questionadoras são tratadas: ataques agressivos, intimidações, uso da imprensa patrocinada para esculhambar currículos e detratar opositores e, neste caso, ofender aliados de senso crítico; desgosto que já experimentei no passado, patrocinado pelas mesmas figurinhas carimbadas.

Isso não é bom.

A união de forças políticas, imprescindível para buscar apoio e verbas estaduais e federais para Ubatuba, exige a construção de um relacionamento mais respeitoso em nossa casa.

Há um pensamento que eu gosto muito:

“Só se é respeitado quando se faz respeitar.”

Essa é a dica que procuro deixar para o prefeito e para a sua equipe de pensadores.

A máxima de Maquiavel - É melhor ser temido do que amado - fez sucesso em outros tempos e é contraponto a doutrina cristã que, curiosamente, o governo atual propaga ser fiel defensor.

Lembro que vivemos num regime democrático, baseado na liberdade de expressão.

Insisto: postura governamental civilizada é o que merece a família caiçara.

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Opinião

O destempero do ministro

Editorial do Estadão
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, mais uma vez partiu para a agressividade para sustentar seus pontos de vista num debate público - e, mais uma vez, mostrou mais vocação para o destempero do que para a argumentação. Ao defender a intervenção do Tesouro nos financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), tentou desqualificar os críticos dessa política, acusando-os de responsáveis pela hiperinflação e pela crise cambial. "Eles quebrariam o País de novo", disse o ministro numa entrevista ao Estado.

Mais que inútil, o esforço foi contraproducente. Ele não conseguiu justificar a transferência de R$ 180 bilhões do Tesouro para o banco nem os subsídios - por ele estimados entre R$ 5,5 bilhões e R$ 6 bilhões - concedidos com dinheiro do contribuinte a empresários escolhidos pelo governo. Também não respondeu à restrição técnica apontada pelos críticos: segundo eles, a relação promíscua do Tesouro com o BNDES é quase uma reprodução da conta movimento entre o Banco Central e o Banco do Brasil, criada no período militar e extinta na segunda metade dos anos 80. A inflação foi a consequência mais notória dessa relação incestuosa e ele deveria conhecer tal fato.

Segundo o ministro, o dinheiro transferido ao BNDES, numa fase de escassez de crédito, serviu à política antirrecessiva. Fato número um: o primeiro aporte, de R$ 100 bilhões, ocorreu em 2009, mas a maior parte desse dinheiro, R$ 61 bilhões, foi transferida entre o fim de julho e o fim de agosto, quando a recuperação já havia começado. O total foi desembolsado até março deste ano. Fato número dois: o segundo aporte, de R$ 80 bilhões, saiu em 2010, quando a economia crescia aceleradamente e a recessão estava superada. A explicação do ministro confunde fatos e datas da história recentíssima do País.

Outro detalhe omitido em sua exposição: quase um terço dos R$ 100 bilhões - R$ 32,8 bilhões - foi destinado a projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e a maior parte dessa fatia foi para a Petrobrás, não para empresas privadas em busca de crédito para investir. São dados do próprio BNDES.

Em seu destempero, o ministro omitiu ou distorceu outros fatos. Nenhum de seus antecessores foi responsável, sozinho, pela hiperinflação. Esse desastre resultou de erros acumulados em muitos anos, quando predominavam políticas voluntaristas muito parecidas com as defendidas pelo PT e parcialmente ressuscitadas nesta fase final do atual governo.

O fracasso do Plano Cruzado - iniciativa apoiada até com lágrimas por grandes figuras do petismo - deveu-se principalmente à tentativa de eliminar a inflação por meio de controles de preços e de truques, sem atenção à disciplina monetária e fiscal. Erros desse tipo levaram o País à insolvência, mais de uma vez. Mas a crise de 2002 foi uma reação do mercado à tradicional pregação do calote pelo PT, favorável ao famigerado plebiscito da dívida pública. O economista Guido Mantega, vinculado ao partido, defendia a "renegociação", quando gente escaldada considerava esse termo sinônimo de calote.

Os acertos econômicos nos dois mandatos do presidente Lula foram possibilitados por instrumentos criados em governos anteriores. A política monetária foi reabilitada nos anos 90. A disciplina fiscal só se tornou possível depois da renegociação das dívidas de Estados e municípios. A indústria se tornou mais competitiva a partir da abertura do mercado. A agropecuária brasileira, nessa época, já havia completado 20 anos de modernização tecnológica. Entre os críticos da relação promíscua do Tesouro com o BNDES há pessoas com um respeitável currículo, conhecidas pela participação em ações como a extinção da conta movimento e a modernização das políticas monetária e cambial. O ministro Mantega fez coisas boas por haver usado instrumentos e princípios de política forjados por seus antecessores. Ele mesmo nada criou.
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Manchetes do dia

Sexta-feira, 23 / 07 / 2010

Folha de São Paulo
"Chávez volta a romper relação com a Colômbia"

Álvaro Uribe acusa a Venezuela de acolher guerrilheiros em seu território

O presidente Hugo Chávez anunciou, em rede nacional, ruptura de relações com a Colômbia e ordenou "alerta máximo" na fronteira, alegando haver risco de agressão do país vizinho. A declaração foi dada após o governo Álvaro Urihe apresentar fotos e vídeos como supostas provas de que a Venezuela permitiu a presença de 1.500 guerrilheiros colombianos em seu território, relatam Andrea Murta, de Washington, e Flávia Marreiro, da Colômbia. A Venezuela fechou embaixada em Bogotá e deu 72 horas para diplomatas colombianos deixarem o país. O Brasil lamentou o incidente e iniciou articulação para retirar a crise do âmbito da OEA (Organização dos Estados Americanos) e trazê-la para a Unasul, fórum do qual os Estados Unidos, que são pró-Colômbia, não participam.

O Estado de São Paulo
"Chávez rompe com Colômbia e decreta alerta na fronteira"

Estopim foi acusação, na OEA, de que Venezuela esconde guerrilheiros das Farc; Lula pede negociação

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou ontem o rompimento das relações diplomáticas com a Colômbia e decretou “alerta máximo” na fronteira. O anúncio foi feito depois que o representante colombiano na Organização dos Estados Americanos, Luis Alfonso Hoyos, acusou Caracas de esconder guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em seu território. Ao lado do treinador argentino Diego Maradona, Chávez disse que tomou a decisão "por dignidade" e acusou o presidente colombiano, Álvaro Uribe, de querer iniciar um conflito com a Venezuela. O governo colombiano disse que a decisão foi um “erro" e lamentou que Chávez não tenha rompido laços com "organizações criminosas". A tensão entre os dois países é antiga. Em 2009, a Venezuela ameaçou ir à guerra quando Bogotá anunciou um acordo militar com os EUA. O presidente Lula pediu a Chávez uma saída negociada. Ele e sua equipe avaliam que o clima de tensão tem fatores apenas midiáticos.

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quinta-feira, julho 22, 2010

Papo do Editor

Dia especial

Sidney Borges
Tenho comigo que hoje foi um dos dias mais bonitos que vivi em Ubatuba. Nós merecíamos esse presente da natureza, os dez dias de chuva contínua que tivemos até o início desta semana foram o contraponto cinzento do azul pintado de azul de hoje. Por circunstãncia do destino tive de ir logo cedo a São Sebastião. Que viagem maravilhosa! Enquanto cruzava a orla de Caraguatatuba me veio à cabeça uma dúvida.

Quantos habitantes têm o litoral norte? Ubatuba hoje beira os 100 mil, mas na temporada e nos feriados chega a 500 mil. Quantos habitantes têm Ubatuba? Os 100 mil que vivem na cidade ou a média dos que a habitam eventualmente, considerando que muita gente tem casa na cidade e não aparece nas estatísticas.

Faço essa pergunta em função da necessidade premente de um hospital de porte na região. Não dá mais para varrer o problema para debaixo do tapete. O litoral norte não tem condições de atender à população que nele vive e muito menos à que o visita em busca de lazer.

Eis uma boa plataforma para os candidatos que começam a corrida em busca de votos. Do jeito que está não dá para continuar. Enfarte ou AVC no litoral norte é quase atestado de óbito. Isso atrapalha o turismo, afasta uma considerável parcela de grande poder aquisitivo, os maiores de 50 anos.

Prometo votar no candidato que mostrar vontade de desatar o nó górdio da saúde deste maravilhoso e sempre esquecido recanto do Estado de São Paulo.

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Opinião

O mundo rico derrapa

Editorial do Estadão
Mais um episódio de suspense da crise internacional vai acabar nesta sexta-feira, quando saírem as conclusões do teste de estresse aplicado em 91 bancos europeus. O teste deve mostrar quantos serão capazes de sobreviver a uma nova turbulência. Os vulneráveis serão aconselhados a buscar mais capital. Precisarão de um reforço estimado entre 75 bilhões e 95 bilhões, segundo estimativa do Instituto Internacional de Finanças, formado por grandes bancos de todo o mundo. Nos EUA, 10 dos 19 bancos submetidos a um exame semelhante no ano passado precisaram levantar US$ 75 bilhões para reforçar suas defesas. Se poucos forem reprovados na Europa, esse dado será uma das poucas notícias positivas da semana sobre a economia do mundo rico. Nos dois lados do Atlântico Norte as últimas informações confirmaram uma recuperação muito lenta, desigual e insegura, com desemprego elevado e sem perspectiva de redução ainda por muito tempo.

Nos EUA, o presidente Barack Obama conseguiu do Senado a prorrogação do auxílio-desemprego de longo prazo, encerrado em maio. Mais de 15 milhões de pessoas estão desocupadas e 2,5 milhões foram diretamente prejudicadas pela demora na prorrogação. Apesar de algum aumento de atividade, a economia americana continua em marcha lenta e a recuperação dificilmente se consolidará enquanto o mercado imobiliário permanecer em crise. Em junho, o número de construções de residências encolheu 0,7%, segundo os últimos dados oficiais. Os alvarás para obras diminuíram 3%, depois de já terem diminuído em abril e maio. No fim do mês passado, os estoques de imóveis disponíveis em grandes cidades era maior que o de um ano antes. Mais de 30 milhões de mutuários estão com atraso igual ou superior a 30 dias no pagamento das prestações e a retomada de imóveis pelas financiadoras continua em alta.

Na Europa, os sinais de reativação continuam fracos e as perspectivas de crescimento neste e nos próximos dois anos permanecem modestas. A situação das contas públicas é precária na maior parte dos países. Alguns países adotaram programas severos de ajuste fiscal e isso comprometerá o crescimento a curto prazo. Se não o fizessem, o resultado poderia ser pior, porque a rolagem de suas dívidas seria mais difícil. Nesta semana, o Tesouro da Hungria conseguiu vender só uma parte dos títulos oferecidos. A insegurança aumentou no mercado quando o governo interrompeu o acordo com o FMI.

Na quarta-feira, o FMI divulgou uma avaliação da economia da zona do euro. De acordo com as estimativas, o crescimento médio dos 16 países da união monetária será de 1% neste ano, 1,3% no próximo e 1,8% em 2012. A demanda interna continuará estagnada e a expansão econômica dependerá do aumento das exportações.
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Manchetes do dia

Quinta-feira, 22 / 07 / 2010

Folha de São Paulo
"Servidora do ABC é investigada por violar sigilo de EJ"

Segundo sindicato, analista tributária não se lembra de ter acessado IR de tucano, usado em dossiê feito pelo PT

A Receita confirmou oficialmente, pela primeira vez, que a analista tributária Antonia Rodrigues dos Santos Neves Silva, que trabalha no ABC, está sob investigação de sua corregedoria. Ela é dona da senha que acessou sem justificativa o Imposto de Renda de Eduardo Jorge, dirigente do PSDB - caso revelado pela Folha. As informações foram usadas em dossiê montado pelo "grupo de inteligência" da campanha de Dilma Rousseff (PT) à Presidência. Segundo a Receita, Antonia está de férias desde 12 de julho. Em 8 de julho, ela foi exonerada do cargo de chefe da agência de Mauá (SP), pouco depois de o fisco começar a investigar o caso EJ. A servidora disse desconhecer a acusação, segundo Hélio Bernardes, do sindicato de analistas do fisco. Ex-dirigente do sindicato, Antonia afirmou nunca ter tido filiação partidária.

O Estado de São Paulo
"Receita afasta suspeita de quebrar sigilo fiscal de tucano"

Em 2 de julho, o Fisco exonerou do cargo de chefia a funcionária investigada no caso Eduardo Jorge

A funcionária que a Corregedoria da Receita Federal considera a principal suspeita de ter quebrado o sigilo fiscal do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, é Antonia Aparecida Rodrigues dos Santos Neves Silva. O nome da analista tributária foi confirmado ao Estado por funcionários da Receita. Ela foi afastada da chefia da agência do Fisco de Mauá (SP) em 2 de julho e entrou em férias dez dias depois. A Delegacia da Receita de Santo André, onde Antonia está lotada desde o final de maio, negou que a ausência da servidora do cargo, em plena investigação, esteja relacionada a uma possível punição pela quebra de sigilo do dirigente tucano. Antonia sofre processo administrativo disciplinar aberto pela Corregedoria da Receita no dia 21 de junho. Segundo o PSDB, os dados fiscais de Eduardo Jorge seriam usados pela campanha presidencial de Dilma Rousseff (PT) para montar um dossiê.

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quarta-feira, julho 21, 2010

Visita inesperada

Permissão para ir a bordo: Uma baleia de 10 metros despenca no convés do veleiro Intrepid. A foto foi batida de um navio de turismo próximo.

Ensaio

A esquerda na Europa

Francisco Bustelo no El País (16)
A esquerda européia está em declínio, uma vez que antes da crise não foi capaz de produzir soluções próprias, quando teve chance igual de fazer valer as suas idéias e corrigir os erros do capitalismo. É o caso da Espanha. Os socialistas no governo ficaram inicialmente paralisados, sem tomar medidas quando começou o declínio da economia e, em seguida, quando as tomaram, cortaram os benefícios sociais, o que parece um absurdo já que esse tema é uma de suas principais metas. A tributação dos mais ricos contribuiria para ajudar a preencher as lacunas e atenuar a injustiça das medidas de ajuste.

Ocorre, entretanto, que tudo ou quase tudo na história tem a sua lógica. A principal razão para esta falta de destaque da esquerda é que vivemos numa economia de mercado, sem substituto de hoje. Quando o sistema, quando vai bem, é eficiente, tanto que com ele, ainda que os ricos fiquem mais ricos, também permite o avanço do Estado de bem-estar social, tão importante para os sociais democratas.

Eles se esquecem que o sistema não é um paradigma de equidade, ou mesmo da racionalidade, tampouco de estabilidade. Os anos das vacas magras inevitavelmente chegam, resultando nos desequilíbrios que estamos sofrendo entre economia real e economia financeira, investimento e consumo, despesas públicas e incentivos do Estado, ajustes internos e globalização, problemas urgentes e melhorias em longo prazo, para além do conseqüente e grande desemprego que é o paradoxo do Estado de bem-estar social. E aí... (Do Ex-Blog do Cesar Maia)

Francisco Bustelo é catedrático emérito de História Econômica e Reitor Honorário da Universidade Complutense.

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Curtinha

A morte de Barradas expõe a precariedade da assistência médica no Litoral Norte. Como desenvolver o turismo sem hospitais? Vergonha!

Sidney Borges

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"Ramalhete de boleros"



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Opinião

Para os amigos, sigilo; para os inimigos, devassa

José Nêumanne - O Estado de S.Paulo
Nem a chuva nem o fenômeno do encolhimento da multidão (o PT esperava 100 mil, mas só mil pessoas foram a seu comício no Rio, sexta-feira) arrefeceram a disposição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de desrespeitar o "império da lei", definição de qualquer democracia que se preze. Diante dos mil gatos molhados pelos pingos da chuva que o aplaudiram, mas ignoraram a presença de sua candidata à sucessão, Dilma Rousseff (PT), Sua Excelência vociferou contra "uma procuradora qualquer aí" que, segundo ele, tenta inibir sua presença na campanha.

Só que essa violação do juramento que ele fez em 1.º de janeiro de 2003 e repetiu quatro anos depois - o de obedecer e fazer cumprir o sistema legal sob a égide da Constituição da República - não se manifesta apenas nas palavras do chefe supremo do petismo no poder, mas mais ainda nas ações de seus correligionários. Para ficarem no poder eles têm feito tudo e mais um pouco. E não serão o pudor nem as normais legais que os inibirão. Comprova-o o caso Eduardo Jorge Caldas Pereira. Esse cidadão era secretário-geral da Presidência nas gestões de Fernando Henrique Cardoso e hoje é vice-presidente do PSDB, legenda pela qual o ex-governador de São Paulo José Serra disputa a chefia do governo que Lula ocupa e quer, de qualquer maneira, entregar à sua ex-ministra Dilma.

Em 2001, na vigilante e competente oposição que fazia, e que o PSDB e o DEM não sabem repetir depois que Lula assumiu o governo, o PT escolheu esse tucano de pouco poder e menos visibilidade como alvo de investigações a respeito de malversação do dinheiro público. Os petistas acusavam-no de chefiar uma rede de influências para beneficiar empresas. A denúncia foi encampada pelos procuradores da República Luiz Francisco de Souza, que passou a ser chamado de Torquemada, sobrenome do frade dominicano, caçador de bruxas, perseguidor de judeus, inquisidor-geral nos reinos de Castela e Aragão e confessor da rainha católica Isabel, e Guilherme Schelb - ambos muito conhecidos à época pela pertinácia com que perseguiam "malfeitores" na gestão pública. As denúncias foram publicadas pela Folha de S.Paulo, processada pelo acusado. Em 2006, o jornal foi condenado pelo juiz Fabrício Fontoura Bezerra a pagar-lhe R$ 200 mil, porque ele nunca sequer chegou a ser acionado na Justiça por tais acusações. Ao longo de cinco anos, segundo relatou o juiz na sentença, as investigações abertas contra ele pelo Ministério Público Federal, pela Receita Federal, pelo Banco Central do Brasil, pela Comissão de Fiscalização e Controle do Senado Federal e pela Corregedoria-Geral da União nunca encontraram algum crime que pudesse haver cometido.

Eduardo Jorge representou ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) contra os procuradores cujas suspeitas se tornaram matéria-prima das publicações que o juiz considerou caluniosas. Em 2007, esse conselho os suspendeu por 45 dias e, dois anos depois, a pedido do persistente Eduardo Jorge, reconheceu ter sido este vítima de perseguição pessoal por ambos. Desde então, ninguém mais ouviu denúncias de nenhum deles.

E não têm faltado, em sete anos e sete meses de República petista, assuntos que eles pudessem investigar, se seu objetivo fosse de fato o interesse público. Souza e Schelb, por exemplo, nunca se propuseram a apurar se é verdadeira a delação do presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson (RJ), de compra de apoio parlamentar pelo governo no episódio - sub judice no Supremo Tribunal Federal (STF) - conhecido como "mensalão". Da mesma forma, a isenção missionária de ambos não os levou a denunciar os responsáveis pela quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Pereira, cujo único delito conhecido é o de ter testemunhado que vira o então ministro da Fazenda Antônio Palocci, do PT, frequentar assiduamente uma mansão suspeita em Brasília.

O doce ostracismo em que vive hoje essa dupla que já foi malvada só perde para a completa impunidade gozada por Waldomiro Diniz, cujo crime confesso de tentar achacar um empresário da jogatina nunca foi investigado pela solerte Polícia Federal (PF) nem pelo ex-implacável MP do Distrito Federal. Mas isso não quer dizer que as sentenças favoráveis ao vice-presidente nacional do PSDB tenham arrefecido o ânimo dos contumazes quebradores do sigilo de adversários dos arapongas militantes a serviço do PT no poder. Desta vez, cópias das declarações do Imposto de Renda (IR) de 2005 a 2009 de Eduardo Jorge integravam um dos quatro dossiês preparados pelo "grupo de inteligência" da campanha de Dilma.
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Manchetes do dia

Quarta-feira, 21 / 07 / 2010

Folha de São Paulo
"EUA gastam US$ 1 tri com guerra ao terror"

Número sai no dia em que aliados fIxam 2014 como data para deixar Afeganistão

A guerra ao terror já é a segunda mais cara da história dos Estados Unidos desde a Independência, superada apenas pelo conflito mundial encerrado em 1945. Relatório do Serviço de Pesquisas do Congresso norte-americano mostrou que o custo das operações militares dos Estados Unidos depois do 11 de Setembro passou de US$l trilhão. Esse valor equivale a quase R$ 1,8 trilhão - mais da metade do Produto interno Bruto (soma dos bens e riquezas produzidos por um país) do Brasil em 2009. As despesas com a Guerra do Iraque somaram US$ 784 bilhões. Mais US$ 321 bilhões foram gastos no Afeganistão e em outras operações contra o terrorismo. Conferência em Cabul com representantes de mais de 70 países determinou a entrega do controle militar do Afeganistão ao governo do país em 2014.

O Estado de São Paulo
"Satélites indicam redução de 47% no desmate da Amazônia"

Registro entre agosto de 2009 e maio de 2010 não capta corte em áreas menores

Faltando dois meses do período de coleta de dados da taxa anual de desmatamento, o ritmo de abate de árvores na Amazônia indica queda de 47%. 0 recuo é maior do que o registrado no ano passado, de 42% até então recorde nacional. A indicação de nova queda aparece nos dados acumulados entre agosto de 2009 e maio de 2010 pelo Deter, o sistema de detecção do desmatamento em tempo real. Esse sistema não capta desmate em áreas com menos de 50 hectares. A nova taxa oficial da devastação ainda depende das medições em junho e julho, que normalmente apresentam ritmo acelerado de corte.

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terça-feira, julho 20, 2010

Ubatuba em foco

Barradas Barata passa mal em Ubatuba, mas não é atendido em hospital da região

Secretário estadual, vítima de infarto no último sábado, foi levado para a capital. Secretário de Saúde de Ubatuba admite que não há condição para cirurgia no Litoral Norte

Saulo Gil no Imprensa Livre (original aqui)
O secretário Estadual de Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, morto no último sábado em decorrência de um ataque cardíaco, passou mal enquanto passava férias em Ubatuba.

Apesar de ter apresentado sintomas de infarto enquanto descansava em uma casa na região Centro-Sul da cidade praiana, o médico foi levado diretamente para a capital paulista e não chegou a dar entrada em nenhum hospital do Litoral Norte. Além disso, as condições climáticas do dia não permitiram nenhum pouso ou decolagem no aeroporto ubatubense e o ex-secretário de Saúde teria feito o trajeto por meio de um automóvel, informação não confirmada pela família e pelo governo do Estado.

O secretário municipal de Saúde, Clingel Frota, admitiu que a Santa Casa de Ubatuba e nenhum outro local da região têm condições de realizar um atendimento cirúrgico, ao qual Barradas foi submetido. No entanto, o chefe da pasta ubatubense ressalta que os hospitais do litoral estão preparados para garantir a estabilidade dos pacientes que apresentem tais sintomas de infarto.

De acordo com os boletins oficiais divulgados até o momento, Luiz Barradas Barata foi encaminhado diretamente ao Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, localizado na Zona Sul da capital de São Paulo. Ele deu entrada às 19h do dia 17 no hospital paulistano e foi internado com parada cardíaca.

A equipe médica que atendeu o ex-secretário realizou manobras de ressuscitação cardiopulmonar e um procedimento de cinecoronariografia (cateterismo de urgência), onde foi constatada a obstrução completa do tronco coronário principal. O secretário não respondeu aos procedimentos e teve o óbito confirmado às 20h50 do último sábado.

O Jornal Imprensa Livre procurou a Assessoria de Imprensa do Instituto Dante Pazzanese, para saber se o tempo de locomoção entre Ubatuba e São Paulo (cerca de 3h de carro) teria afetado negativamente o atendimento e o quadro de saúde de Luiz Barradas Barata. Até o fechamento dessa edição, a reportagem não tinha recebido resposta da solicitação feita via e-mail.

Prefeitos

Para o chefe do Executivo ilhabelense, Toninho Colucci (PPS) a Saúde perdeu uma referência. “Ele era o maior nome. Era a pessoa que mais entendia de Saúde no Brasil”. Colluci adjetiva Barradas ainda como um baluarte na criação do Sistema Único de Saúde (SUS).

O prefeito de Ilhabela relata também que em sua trajetória de vida pública teve contato direto com o secretário estadual.

“Quando eu era secretário de Saúde, entre 2001 e 2004, tive várias discussões por conta de alguns problemas no hospital da cidade”, lembra Colucci. Ele ainda relata que quando estudava Saúde Pública na USP, Barradas era nome certo na ministração de palestras e cursos. “Dizem que ninguém é insubstituível, mas no momento se tratando de Saúde, é”, avalia o prefeito de Ilhabela. Em Caraguatatuba, o prefeito Antonio Carlos da Silva também lamentou a perda do gestor da Saúde no Estado. Ele também citou o fato de ser um dos criadores do SUS, “além de ser competente e dedicado em suas funções”.

Para Antonio Carlos, apesar da morte do secretário, as lutas pela saúde no município prosseguem e ele não acredita que os avanços obtidos sofram algum retrocesso. No caso de Caraguá, há a Maternidade Neonatal que está para ser inaugurada e a luta da Frente Parlamentar do Litoral Norte Paulista (Frepap) para a implantação de um Hospital Regional.

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Ramalhete de "Causos"

O chifre que cura

José Ronaldo dos Santos
Os mais antigos falam das dificuldades dos “tempos d’antes”. É comum ouvir algo sempre assim, ou parecido com isto: “Antigamente tudo era dificultoso; não tinha estrada. Pra ir por mar dependia do tempo”. Eu fico sempre imaginando a situação quando alguém ficava doente! Talvez fosse por isso que quase todo mundo sabia um monte de remédios caseiros; tinham na memória nomes de plantas, simpatias e outras coisas do gênero. Também havia elementos estranhos, bizarrices no dizer de hoje. Você já imaginou chá feito a partir do cupinzeiro? Ou do picumã e do colar de capiá? E o que dizer do fumo com urina para curar frieiras? Porém, o que mais me intrigava era ver em quase todas as casas, pendurado nas travessas, chifres. Eles eram muito usados: geralmente depois de torrado e raspado, o pó era usado para combater uma série de doenças, principalmente aquelas relacionadas a vermes. Na casa do meu avô Almiro tinha dois: um curtinho, queimado pela beirada; outro novinho, sem uso. Acho que servia como sobressalente, para substituir o primeiro que já estava próximo do fim.

Então, lá vai o causo: Armindo, pescador do lado do Norte, num tempo de mar grosso, precisou vir às pressas na cidade. Além de ter de resolver algumas coisas, tinha um filho adoentado sem que nenhum chá fizesse efeito. Andava pelo centro apressado, cumprimentando os conhecidos e prestando atenção nas novidades. Nisso encontrou um compadre, justamente o padrinho do filho que não passava bem. Foi logo lhe informando:

- “Ó compadre Zé Mesquita, foi bom encontrar o senhor! O seu afilhado está muito doente; ainda agora estou indo para a farmácia do Filhinho para comprar um remédio. Tomara que ele tenha um bom, porque lá em casa, desconfio eu, já se tentou de tudo. A mulher já começa a ficar desesperada!”.

O outro, meio sem jeito, se desculpou dizendo, como se devesse alguma coisa:

- “Eu devo cortar banana nesta quinzena, mas antes do tempo da tainha eu vou até a vossa casa ver o menino. Por enquanto não posso fazer nada; só rezarei para que Deus olhe por ele, por nós todos”. Despediram-se; cada qual tomando o seu rumo.

Depois de muitos meses, quando o Zé Mesquita, um bom pedreiro, morador bem dizer do centro da cidade, até tinha se esquecido do afilhado doente, novamente os dois compadres se encontraram perto da Mercearia Paulista. Era tempo de Festa do Divino; a tainha já nem era tanta. O coração da cidade era só enfeite: tudo tinha a cor encarnada e fitas coloridas. Na porta da igreja - a matriz - ficava a guarda da bandeira, onde os devotos paravam para beijar a pombinha, se demorando na admiração dos enfeites do interior do templo. Ali se respirava o sagrado. O assunto dos dois sobre a festa do momento logo se esgotou. Então, meio sem jeito, o compadre da cidade perguntou do afilhado:

- “O menino está bom, melhorou bem?”.

Todo entusiasmado o pescador respondeu:

- “Está uma maravilha! Curadinho, com a graça de Deus!”. “Ainda bem!” - Suspirou o padrinho desnaturado. E continuou:

- “Quer dizer que o Filhinho acertou no remédio? Qual é o nome?”.

De pronto o Armindo respondeu cheio de satisfação:

- “Ah! Não foi o Filhinho não quem indicou o remédio”. Cheio de orgulho arrematou a conversa:

- “Eu tirei da cabeça: peguei um chifre, torrei, raspei e dei na água morna para tomar. Foi tomar e curar; uma luz que se acendeu!”.

Essa sabedoria caiçara até me assusta! Para encerrar, acho imprescindível a obra de Hans Staden - Duas viagens ao Brasil; nela é possível reconhecer alguns conhecimentos que se perpetuam até hoje.

Boa leitura!

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Opinião

O lúgubre circo de Chávez

Editorial do Estadão
Está na cartilha dos autocratas populistas: se escasseia o pão, amplie-se o circo. Com a economia do seu país em frangalhos e o espectro de uma acirrada eleição legislativa em setembro, o protoditador venezuelano Hugo Chávez faz o que pode - e o que não poderia fazer se tivesse um mínimo de bom senso e autocrítica - para desviar as atenções de seus desafortunados concidadãos da crise que o seu "socialismo do século 21" fez desabar sobre a economia, com reflexos devastadores para o nível de emprego e a inflação.

O circo chavista segue o formato clássico. O repertório inclui a fabricação ou exacerbação de ameaças internas e externas e a exploração do culto aos símbolos nacionais de que o caudilho se reveste para aparecer como o detentor exclusivo desse legado - e, por isso mesmo, alvo dos inimigos da nação. Nos últimos dias, ele levou ao lúgubre picadeiro um programa completo.

O mais novo perigo para os venezuelanos é o cardeal Jorge Savino, que teve a temeridade de afirmar que o coronel está atropelando a Constituição e levando o país ao socialismo marxista. O prelado denunciava a prisão do opositor Alejandro Esclusa, acusado de armazenar explosivos para atos terroristas. O advogado de Esclusa assegura que o material foi plantado pelos policiais que invadiram a casa de seu cliente - considerando o retrospecto, uma acusação mais do que plausível.

No seu programa Alô, Presidente, Chávez investiu contra o denunciante com a costumeira ferocidade. "Vou te dedicar toda a minha vida, cardeal", rugiu. "Não vais conseguir derrubar Chávez, cardeal. Porque eu sei quem és e a estatura moral pequena que tens." No embalo, voltou-se contra a Igreja, anunciando a revisão de um acordo de 1964 que, segundo o caudilho, dá "certos privilégios" ao Vaticano.

Em suma, passou a incluir a Santa Sé no extenso rol de aliados do "Império" que desejariam vê-lo morto ou apeado do poder por temerem "o sucesso da revolução". No país, os principais inimigos são os meios de comunicação, que o regime ainda não conseguiu aplastar, e o empresariado - primeiro, os das multinacionais; agora, os donos de estabelecimentos locais, sem distinção de porte e capacidade de influência. No exterior, descontados os EUA, assoma a Colômbia.

Desde 2007 as relações entre os dois países vieram se deteriorando. Chegaram à beira da ruptura no ano seguinte, quando Bogotá autorizou um ataque a um acampamento das Farc no lado equatoriano da fronteira. Anteontem, no que foi interpretado como sintoma de divergências sobre a questão venezuelana entre o presidente Álvaro Uribe e o sucessor Juan Manuel Santos, que tomará posse em 7 de agosto, Uribe tornou a acusar Chávez de abrigar dirigentes farquistas em território venezuelano.

Ao que se diz, Santos preferiria deixar esse problema em fogo brando para não atrapalhar a reaproximação com Caracas, que interessa a Bogotá por motivos econômicos. De todo modo, Chávez explorou o caso ao máximo: convocou o seu embaixador na Colômbia, disse que não irá à posse de Santos e, bem ao seu modo, chamou Uribe de "mafioso". O toque verdadeiramente circense da ofensiva chavista - no gênero grand-guignol - foi exibido na última sexta-feira em rede nacional.
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Manchetes do dia

Terça-feira, 20 / 07 / 2010

Folha de São Paulo
"Serra sai em apoio ao vice e aponta ligação de PT e Farc"

Partido anuncia que vai processar Índio da Costa, que recua de afirmação sobre narcotráfico

O candidato do PSDB José Serra endossou parte dos ataques que seu vice, Índio da Costa (DEM) , fez ao PT. Em Belo Horizonte, o tucano afirmou que o partido tem ligação com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, mas não com o narcotráfico. Índio ligara o PT às Farc e ao tráfico. "Isso [o elo do PT com as Farc] todo mundo sabe, tem muitas reportagens, tem muita coisa. Apenas isso. Agora, as Farc são uma força ligada ao narcotráfico. Isso não significa que o PT faça o narcotráfico", afirmou. A petista Dilma Rousseff acusou Serra de baixar o nível do debate eleitoral. O PT anunciou que vai processar Índio da Costa e quer direito de resposta do PSDB. Ontem, no Twitter, Índio recuou da afirmação relacionada ao narcotráfico, mas indicou textos sobre o PT e as Farc.

O Estado de São Paulo
"Todo mundo sabe que o PT é ligado às Farc', diz Serra"

Para tucano, isso não significa elo com narcotráfico, como afirmou seu vice, agora processado pelos petistas

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, afirmou ontem que "todo mundo sabe" da ligação do PT com as Farc, principal narcoguerrilha colombiana, mas salientou que isso não significa que o partido tenha vínculos com o narcotráfico. A declaração foi dada em meio à polêmica causada por seu vice, Índio da Costa (DEM), que disse que "todo mundo sabe que o PT é ligado às Farc, ligado ao narcotráfico". Por conta disso, o PT entrou com duas ações na Justiça contra ele e pediu direito de resposta no site tucano que veiculou a entrevista. A cúpula petista avalia que as estocadas de Índio não são casuais - seriam parte da estratégia da oposição.

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segunda-feira, julho 19, 2010

Deu na Folha

Filme sobre Lula tem exibição nos EUA ameaçada

Biografia, que estrearia em salas americanas no ano que vem, está agora sem nenhuma previsão de distribuiçãonos EUA

Vânia Carvalho
O filme "Lula, o Filho do Brasil" corre o risco de ficar de fora do circuito de salas de cinema nos Estados Unidos.

Segundo a produtora Paula Barreto, irmã do diretor Fábio Barreto, os planos de sucesso da cinebiografia no maior mercado de cinema do mundo teriam naufragado após o acordo nuclear negociado por Brasil e Turquia com o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad.

Imagens de Lula celebrando com o Ahmadinejad teriam vinculado demais o nome do presidente brasileiro ao regime islâmico.

Ahmadinejad é conhecido por negar o Holocausto judeu na Segunda Guerra Mundial e prometer a destruição de Israel.

A possibilidade de o Irã desenvolver uma bomba nuclear é hoje a principal preocupação da comunidade judaica nos Estados Unidos.

"O distribuidor é judeu e nos disse que era inviável exibir o filme num cinema onde a maioria do público é de judeus", afirmou Paula, que está em Nova York para o festival Premiere Brazil, organizado pelo Museu de Arte Moderna(MoMA).

Nota do Editor - Não entendo o filme de "Nosso Guia" no Império decadente. Para quê? Os companheiros sabem que o capitalismo está no fim. Neste momento glorioso em que porvir socialista emerge soberano, a película do líder máximo do Universo deve ser exibida em Havana, Teerã, Caracas, La Paz, Pyongyang, Quito e demais capitais progressistas. No escurinho do cinema as massas irão gritar e chorar ao ver Lula. Muitos ulularão. Que ululem pois, daqui a seis meses será Serra ou Dilma e Lula terá passado. (Sidney Borges)

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