sábado, junho 19, 2010

Sul

PSB indica Beto Grill para ser vice de Tarso

De Lucas Azevedo, da Agência Estado
O PSB gaúcho aprovou, na tarde deste sábado, a coligação com o PT. Também foi aprovada a indicação de Beto Grill a vice-governador do ex-ministro da Justiça Tarso Genro. Grill é ex-prefeito dos municípios gaúchos de São Lourenço do Sul e Cristal.

O encontro, ocorrido no centro de eventos do Hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre, contou com a presença de cerca de 1,2 mil militantes, além de dirigentes do partido e de aliados como: PT, PCdoB, PPL e PR.

Na ocasião, foram aprovadas as nominatas de pré-candidatos a deputado estadual, com 40 nomes, e de deputado federal, com 18.

Além disso, foi apresentado o conjunto de propostas de governo, que engloba a defesa da permanência do piso regional, a defesa da criança e do adolescente, a valorização da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) e o desenvolvimento regional.

O ato contou com a presença de Tarso e da deputada federal Manuela D''Ávila (PCdoB). (original aqui)

Nota do Editor - Beto Grill. Rio Grande do Sul. Terra de machos que comem churrasco e tomam mate. Não fosse o estrangeirismo estaria perfeito. Grill rima com churrasco. Resta saber se os viventes do "Continente" vão votar nele. Petista não gosta de nada que lembre os Estados Unidos. Me veio á cabeça a frase da bela canção latino-americana: Cubanacan, misterioso país tropical. (Sidney Borges)

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Política

Justiça terá dificuldade para identificar "ficha suja", diz Transparência Brasil

DA AGÊNCIA BRASIL
O diretor da Transparência Brasil, Fabiano Angélico, disse que a maior dificuldade para a aplicação da chamada Lei do Ficha Limpa será a obtenção de informações precisas sobre a situação legal dos candidatos a cargos eletivos.

Para o diretor da ONG, o principal gargalo para a efetividade da lei está no Poder Judiciário, cuja "desorganização" tende a dificultar que a sociedade e a própria Justiça Eleitoral saiba quem são os políticos impedidos de se candidatarem por terem sido condenados por um órgão colegiado (mais de um juiz).

"Já antevemos problemas decorrentes da desorganização do Poder Judiciário, que, em geral, é refratário a modernizações. Há muita dificuldade em se obter a informação correta de quem é condenado e de quem responde a processos e será muito importante que a sociedade fique atenta".
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Maluf é "Ficha Limpa". Leia aqui.

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Coluna do Mirisola

Wilson Bueno não valia R$ 130

“Salvo os escritores que vivem de editais e os que vivem de organizar antologias e/ou de puxar o saco de figurões ilustrados, existem os caras que escrevem aqui e acolá e geralmente são mal remunerados. Ou seja, em vida ganham uma miséria e, depois de mortos, a exposição ao ridículo”

Marcelo Mirisola*
Foi mais do que uma indelicadeza que a imprensa, principalmente os jornais, cometeram contra Wilson Bueno, um segundo assassinato, a meu ver.

Pra que sauna, garoto de programa, rodoviária e cheque sem fundo de 130 reais? Um escritor e ensaísta como ele, que colaborava pro Estadão, merecia, eu acho, mais respeito e, sobretudo, uma remuneração decente. Pois foi um cheque sem fundos que o matou. Segundo a cobertura sórdida dos jornais, o michê foi descontar o cheque pessoalmente, entraram em luta corporal e Bueno levou a pior: virou notícia.

Eis a questão. Não estou querendo dizer que um sujeito merece tratamento ou “notícia” diferente porque é escritor. Muito pelo contrário.

Quero dizer que, salvo os que vivem de editais e os que vivem de organizar antologias e/ou de puxar o saco de figurões ilustrados, existem os caras que escrevem aqui e acolá e geralmente são mal remunerados (embora nada impeça que um sujeito mal remunerado acumule as funções acima citadas: não devemos subestimar a ambição desmedida e a urgência de ser incluído na próxima antologia... que vai puxar o saco, sei lá, do Caetano). Ou seja, em vida ganham uma miséria e, depois de mortos, a exposição ao ridículo – exatamente nos lugares onde trabalharam e emprestaram verniz.

Não era 100% o caso de Wilson Bueno. Um escritor sério que, segundo os jornais, passava o tempo se divertindo com michês e dava cheque sem fundos apenas para se distrair da rotina entediante de ser vizinho do Dalton Trevisan. Imagino que ele devia fazer isso pelo prazer do risco, por esporte. A propósito. Sabiam que tem resenhista que escreve de graça só pelo gozo de ter o nome publicado no jornal? Isso mesmo: só pra mostrar pra mamãe, pra namorada(o) e pros amiguinhos. Eu me pergunto: como é que o leitor pode confiar na indicação de leitura de um cara que escreve de graça? Eu penso que seria melhor pedir uma indicação de leitura pro garçom, e mais um frango assado com batatas fritas e farofa.

Mas eu dizia que tem aqueles que escrevem em jornalões “respeitáveis” e – como Wilson Bueno – são pessimamente remunerados. Nesse caso, diante do contra-cheque, eu acho que a humilhação é bem pior: ganham muito menos do que o garoto de programa que está à espreita na primeira sauna virando à esquerda, ao lado do respectivo caixão. Não, eu não estou sendo cruel. Cruel é o dono de jornal que paga 150, 200 reais por uma resenha.

Só fazer as contas: se o michê faturar dois resenhistas numa noite, ele valerá mais que o dobro que qualquer livro do Ítalo Calvino, capicce?

Daí se depreende que meus coleguinhas ou são carentes profissionais ou são quase mendigos mesmo – não escapam disso, todos vivendo de esmolas e bicos afins: não bastasse, têm aqueles que, além de escrever pra Folha, Estadão e O Globo, ainda sacam filósofos sombrios da cartola para alegrar festinha de madame ninfomaníaca na Casa do Saber, são eles os novos Houdinis que transformam Schopenhauer em coelhinho da Kopenhagen; alguns, para garantir o fornecimento do traficante de estimação, pagar o michê e a escola particular da filha única, alguns se especializaram em dar cambalhotas e equilibrar bolas de sinuca nos focinhos, de modo geral, meus coleguinhas, os escritores brasileiros, fazem qualquer negócio para completar o orçamento, atendem bailes de formatura e festas de debutante. Coisa triste.

As garotas de programa, universitárias e leitoras dos segundos cadernos que dizem eu te amo, cobram mais caro.

Em vez de se fartar das vísceras e da carniça dos colaboradores (vivos ou mortos, tanto faz) os jornais e sites e revistas e os editores em geral – com as exceções raras e de praxe – deviam, eu creio, pagar valores decentes para o colaborador não correr o risco de morrer nas mãos de um michê ou de uma garota de programa (gosto não se discute). Ou – no mínimo – deviam dar liberdade pro sujeito pensar por conta própria.

Sob esses aspectos, posso dizer que sou um milionário. Sim, recebi um adiantamento honestíssimo do Pedro Galé para escrever um romance (devidamente torrado com várias go go girls) e também, da parte do Sylvio Costa, meu editor aqui no Congresso em Foco, sempre tive liberdade plena para escrever o que me desse na telha: nunca tive uma vírgula trocada de lugar. Coisa que não é regra n’outros lugares: não é incomum publicarem seu texto todo retalhado, eles singelamente chamam “censura” de “edição”. Aconteceu comigo na moderninha revista Trip – tesouraram as melhores partes da reportagem que fiz para o Festival de Cinema de Gramado. Também não é incomum encomendarem um texto, e simplesmente não o publicarem porque você elogiou quem deveria criticar e vice-versa.

Tudo manipulado, meus caros. O Estadão encomendou uma resenha do meu livro Proibidão para Fabiano Calixto – além de não publicarem a resenha, não pagaram nada para ele. Será que Calixto elogiou o livro? Um desrespeito desgraçado com o autor. Quem não lhes interessa é limado, e ponto final. Lembram da Mônica Bérgamo? Na coluna dessa senhora todo tipo de escória tem nome, desde Preta Gil, passando por Jesus Luz até chegar em Ivete Sangalo.

Menos este que vos escreve. Ela cobriu a estréia do Monólogo da Velha Apresentadora, e não citou meu nome. Fui reclamar pro ombudsman, pro bispo e pro dono do jornal e ficou por isso mesmo. São tantas sacanagens e manipulações que eu precisaria de mais duas crônicas para inventariar tudo.

Prezo muito pela liberdade que tenho aqui no Congresso em Foco, inclusive, se for o caso, para pedir um aumento. Mas isso é exceção. O escritor brasileiro – insisto - se vende por qualquer ticket-refeição e vive de quatro politicamente falando: perdeu a voz. A consequência é o sumiço dessa espécie “escritor brasileiro” das prateleiras das livrarias. Outro dia tive a manha de entrar numa La Selva de aeroporto e sair de lá – foi a primeira vez que aconteceu isso - com um saco de batatas fritas na mão. Daí que qualquer Chalita, qualquer mago ou picareta do gênero tem mais crédito do que o sujeito que faz ficção no Brasil hoje em dia.

E merecidamente, diga-se de passagem. O escritor brasileiro, além da voz e das pregas da alma, perdeu a credibilidade. Eu, por exemplo, acredito muito mais nas receitas da Ana Maria Braga do que nos livros do Luis Ruffato e do Joca Terron.

Enfim, isso tudo pra dizer que o frouxo literário brasileiro nada mais faz do que enganar a si mesmo e ao leitor quando empenha sua gratidão àqueles que tripudiam de suas misérias, vaidades e carências.

Para encerrar. O michê que matou Wilson Bueno apenas revelou o brilho da imundice que nós, os bobos da corte, publicamos por aí. Ele só fez dizer que merda não reluz ouro, e escancarou a inutilidade e o ridículo do ofício, e o pior, para coroar o vexame da classe, afirmou: “eu não queria matar” - como se dissesse eles já estão mortos: não passam de uma cambada de viados e velhos, fodidos e mal pagos.

Fique em paz, Wilson Bueno.

Pós S: José Saramago deve estar inconformado neste momento, e com razão: descobriu que Deus existe e que Marx era um disfarce do arcanjo Gabriel.

*Considerado uma das grandes relevações da literatura brasileira dos anos 1990, formou-se em Direito, mas jamais exerceu a profissão. É conhecido pelo estilo inovador e pela ousadia, e em muitos casos virulência, com que se insurge contra o status quo e as panelinhas do mundo literário. É autor de Proibidão (Editora Demônio Negro), O herói devolvido, Bangalô e O azul do filho morto (os três pela Editora 34) e Joana a contragosto (Record), entre outros.

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Opinião

A 'anistia' revogada

Editorial do Estadão
A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de considerar inelegíveis os candidatos condenados por um colegiado de juízes - ou que tenham renunciado a mandatos eletivos para fugir da cassação - antes da entrada em vigor da Lei da Ficha Limpa, no último dia 4, lavou a alma de todos quantos travam uma batalha morro acima contra a revoltante impunidade dos políticos.

Especialmente para os 5 milhões de brasileiros que assinaram ou apoiaram pela internet o projeto de iniciativa popular preparado pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, a aprovação final do texto no Congresso, em 19 de maio, foi uma vitória reconfortadora.

Quando parecia que os políticos tinham, enfim, capitulado diante das pressões crescentes da sociedade - o substitutivo que passara na Câmara recebeu o voto unânime dos 76 senadores presentes à sessão -, eis que se sentiu o travo de uma típica malandragem parlamentar. Ela tornaria elegíveis os fichas-sujas que se registraram para disputar as próximas eleições, caso a nova lei valesse já este ano (o que acabou acontecendo graças, também, a uma decisão do TSE).

A esperteza tomou a forma de uma "emenda de redação", apresentada na Comissão de Constituição e Justiça pelo senador Francisco Dornelles, do PP fluminense. Simples assim: onde constava, na proposta, que não poderiam se candidatar os políticos que "tenham sido condenados", passou a constar "forem condenados", depois, evidentemente, da sanção da lei.

Em outras palavras, o companheiro de partido do notório deputado Paulo Maluf - que já foi condenado em duas instâncias por um dos delitos mencionados no projeto - contrabandeou para dentro do texto uma anistia aos já integrantes da concorrida confraria dos fichas-sujas. Ele e os seus beneficiados decerto não contavam com o tino dos juízes da mais alta Corte eleitoral, ao responder a uma consulta sobre a abrangência da nova lei.

Uma análise cuidadosa do processo de decisão no Senado os levou a uma conclusão irrefutável. Se a Casa aprovou a matéria com o que teria sido uma simples "emenda de redação" de Dornelles, o espírito da proposta foi preservado. Portanto, como argumentou o ministro-relator, Arnaldo Versiani, cujo parecer foi aprovado por 6 votos a 1, é "irrelevante verificar o tempo verbal usado pelo legislador". O essencial é a existência de causa para a inelegibilidade no momento do registro da candidatura.

Mas, se a emenda alterasse a substância do projeto - e essa era a intenção não declarada do seu autor -, o texto teria de voltar à Câmara dos Deputados para nova apreciação. O TSE derrubou igualmente a alegação de que a inelegibilidade é, em si, uma punição. "Como a inelegibilidade não constitui pena (mas consequência de condenação), não se está antecipando o cumprimento da eventual pena", deduziu Versiani.

Uma questão que ficou em aberto - e inevitavelmente vai desembocar no Supremo Tribunal Federal - é a da duração da inelegibilidade nos casos de políticos já cassados ou dos que renunciaram aos mandatos para não sê-lo e, assim, poder participar do pleito seguinte. Antes de ser alterada pela Ficha Limpa, a Lei Complementar 64, de 1990, estipulava que a cassação deixaria o culpado inelegível por 3 anos. Agora, o período passou a ser de 8 anos.
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Manchetes do dia

Sábado, 19 / 06 / 2010

Folha de São Paulo
"Saramago, vencedor do Nobel, morre aos 87"

Corpo do escritor, que tinha leucemia, será cremado amanhã; Portugal decreta luto

José Saramago, único escritor de língua portuguesa a receber o Nobel de Literatura, morreu aos 87 anos na ilha espanhola de Lanzarote, para onde se mudara em 1993, relata Ranier Bragon, enviado especial a Lisboa. Segundo comunicado, o português, que tinha leucemia, morreu “em conseqüência de múltipla falha orgânica”. Seu corpo chega hoje a Lisboa e será cremado amanhã. Portugal decreta luto oficial de dois dias.

O Estado de São Paulo
"Língua portuguesa perde uma de suas vozes universais"

Saramago, que não gostava de ponto final, teve existência mareada pela revisão constante de suas posições políticas, inquietação que se refletiu em sua obra.

Oi pede a Lula 'blindagem' contra investida estrangeira

Parte da 'supertele' brasileira, empresa agora quer ajuda para impedir que Portugal Telecom adquira seu controle

A Oi pediu ajuda ao governo ante uma possível investida da Portugal Telecom para obter o controle da companhia. Em reunião que durou duas horas e meia, anteontem, o presidente da Oi, Luiz Eduardo Palco, e os sócios privados controladores da operadora, Sérgio Andrade, dono da Andrade Gutierrez, e Carlos Jereissati, dona da La Fonte Telecom, fizeram uma exposição detalhada dos números da empresa ao presidente Lula para ter o apoio estatal. Há 18 meses, a Oi recebeu aval do governo para adquirir a Brasil Telecom (BrT) e criar a "supertele" brasileira, que agora pode ser alvo da operadora portuguesa. O foco da reunião com Lula foi justamente o fortalecimento da Oi/BrT como empresa brasileira, e o presidente teria sido receptivo.

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sexta-feira, junho 18, 2010

Literatura


Morreu nesta sexta-feira, aos 87 anos, o escritor José Saramago

Folha.com
A morte de Saramago foi confirmada à imprensa portuguesa pelo seu editor, Zeferino Coelho. "Aconteceu há pouco", disse em entrevista à emissora de televisão RTP. "Estava doente há algum tempo, às vezer melhor outras vezes pior."

Fontes da família confirmaram a agências internacionais que Saramago estava em sua casa em Lanzarote, nas Ilhas Canárias, onde morava há vários anos.

A morte ocorreu por volta das 13h no horário local (8h de Brasília), quando o escritor estava em casa acompanhado da mulher e tradutora, Pilar del Río, informa a agência Efe.

José Saramago havia passado uma noite tranquila. Após ter feito o desjejum de costume e conversado com a mulher, começou a sentir-se mal e pouco depois morreu.
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Arraiais ubatubenses

Coluna do Celsinho

Expo Aero Brasil

Celso de Almeida Jr.
Ontem foi aberta a Expo Aero Brasil – Feira Internacional de Aeronáutica, no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial - DCTA, em São José dos Campos-SP.

Trata-se de uma das dez maiores feiras de aviação civil do mundo.

É, também, a única feira que reúne expositores de todos os segmentos aeronáuticos, com a participação das mais importantes empresas nacionais e internacionais do setor.

Hoje, dia 18, Ubatuba estará presente na Expo Aero Brasil, através do NINJA – Núcleo Infantojuvenil de Aviação, iniciativa pioneira em nossa cidade, que já encontra eco junto a importantes lideranças do setor aeronáutico.

O NINJA já recebe o apoio da ABETAR - Associação Brasileira das Empresas de Transporte Aéreo Regional, que está coordenando a divulgação das atividades, prospectando novos parceiros e interagindo com instituições que desenvolvem programas semelhantes.

Para tanto, um forte aliado neste processo é o “Blog do Ninja”:

www.ninja-brasil.blogspot.com

Nele, são publicados diversos artigos focados na cultura aeronáutica, além da divulgação dos detalhes do NINJA.

Leitura interessante para jovens e adultos.

Tenho a satisfação de integrar o grupo de voluntários que colabora neste projeto e, portanto, aproveito para pedir a você, leitor solidário, que nos auxilie, divulgando o endereço do blog para a sua rede de contatos.

O Núcleo Infantojuvenil de Aviação, cujo berço foi Ubatuba, já dá sinais de voos mais altos e, contribuir para isso, é ação gratificante para os ubatubenses.

Vale lembrar que o pensamento central que orienta os jovens envolvidos no NINJA vem de Santos-Dumont:

“Eu não fui apenas aviador....me foi preciso pensar, ESTUDAR e só depois voar...”

Vamos torcer para que a nossa juventude compreenda o alcance desta dica universal, seguindo-a com entusiasmo e perseverança.

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Opinião

São Paulo e a Copa

Editorial do Estadão
No mesmo dia em que a Fifa anunciou a exclusão do Estádio do Morumbi da Copa do Mundo de 2014, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do Comitê Organizador Local (COL) do Mundial, Ricardo Teixeira, fez questão de deixar claro que não existe o risco de a maior cidade do País ficar fora da competição. "A cidade de São Paulo é imprescindível para a Copa do Mundo. Vai ter uma posição de destaque na competição. A abertura tem de ser lá, com uma grande festa", disse ele na África do Sul, onde acompanha a atual competição.

É mesmo muito difícil de imaginar uma Copa sem a maior e mais rica cidade do País, mas é exatamente para isso que se caminha, ao se deixar o Morumbi de fora a esta altura dos preparativos, independentemente das razões que levaram a essa decisão. Não será fácil encontrar uma solução para o problema, principalmente tendo em vista que parece fora de cogitação que se coloque dinheiro público na construção de um novo estádio, que vai depender assim de capitais privados. Estariam os donos desses capitais dispostos a correr o risco, que é alto, de entrar numa empreitada como essa, que envolve algumas centenas de milhões de reais

O que os brasileiros em geral - que evidentemente esperam que o País "faça bonito" na Copa de 2014 - e especialmente os paulistas se perguntam é como e por que se chegou a essa situação. Alegam a Fifa e o COL que a responsabilidade pelo desfecho desse caso cabe ao São Paulo Futebol Clube, proprietário do Morumbi, cuja diretoria não apresentou as garantias financeiras necessárias para o projeto de reforma do estádio - destinada a adaptá-lo às exigências da competição -, de R$ 630 milhões. Em vez disso, acrescentam, apresentaram um outro projeto, mais modesto, de R$ 265 milhões.

O São Paulo, claro, nega essa versão. Seu presidente, Juvenal Juvêncio, afirma que aquela decisão foi tomada de forma arbitrária exatamente no momento em que o clube tinha acabado de apresentar um projeto de reforma do Morumbi "absolutamente aderente às exigências da Fifa, suportado por um plano de viabilidade financeira ratificado pelo Comitê Paulista e apoiado em seguras garantias oferecidas pela iniciativa privada".

No ponto a que chegou a questão não importa mais saber quem tem ou não razão, e em que medida, até porque seria muito difícil determinar a responsabilidade de cada um nesse cipoal de rivalidades e disputas de poder e influência que é a relação dos clubes de futebol entre si e com a CBF e a Fifa. Rivalidades e disputas que crescem à medida que o futebol se transforma num negócio bilionário. Infelizmente, isto é o máximo que se pode obter como resposta à pergunta sobre como e por que se criou esse imbróglio.

O que de fato importa é saber se existe uma solução para não deixar São Paulo fora da Copa. Ideias não faltam: reformar e adaptar às exigências da Fifa os Estádios do Pacaembu e do Palmeiras, construir um novo estádio do Corinthians, em Itaquera ou em Pirituba, cujo projeto, de custo total de R$ 700 milhões, já teria financiamento certo de R$ 400 milhões do BNDES.
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Manchetes do dia

Sexta-feira, 18 / 06 / 2010

Folha de São Paulo
"Sem Morumbi na Copa, SP muda plano do metrô"

Chefe de comitê do Mundial vê risco de ‘maracutaia’ em arena de Pirituba

A decisão da Confederação Brasileira de Futebol de excluir o estádio do Morumbi da Copa de 2014 mudou o plano do governo do Estado para o metrô paulistano. A linha entre o aeroporto de Congonhas e o Morumbi terá novo cronograma. Passa a ser prioridade o trecho da zona norte ao centro, que passa por Pirituba e pela Pompeia, onde o Palmeiras reforma o seu estádio, opções para sede no Mundial.

O Estado de São Paulo
"Poluição por ozônio toma quase todo o Estado de SP"

Apenas Marília e Presidente Prudente não têm ar saturado;na capital, o fenômeno é generalizado.

Dados da Cetesb mostram que, das 32 áreas do Estado de São Paulo avaliadas entre 2007 e 2009, apenas duas - Marília e Presidente Prudente - ainda não têm ar saturado por ozônio. Na região metropolitana, dez de 14 estados de monitoramento tiveram classificação da poluição como "severa", e as demais, como "séria". As áreas do Ibirapuera e da USP estão entre as mais problemáticas. A alta concentração de ozônio provoca tosse seca e cansaço, além de elevar o risco de morte de pessoas com doenças respiratórias. O poluente danifica o material genético e isso pode provocar tumor no pulmão. Diante desse quatro, São Paulo será a primeira cidade do mundo a adotar limites para a poluição do ar recomendados pela organização Mundial de Saúde. A determinação virá ainda neste ano por meio de decreto e valerá em todo o Estado, começando pela capital. O padrão deve motivar novas exigências para a concessão de licença ambiental a empresas e medidas mais extremas - como ampliação do rodízio de veículos.

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quinta-feira, junho 17, 2010

Acabou a dúvida

TSE diz que Ficha Limpa vale para condenados antes da lei

Folha.com 
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) votou na noite desta quinta-feira pela validade da lei do Ficha Limpa para políticos condenados antes de sua promulgação.

A lei foi promulgada no dia 4 deste mês pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela impede, dentre outros dispositivos, a candidatura de políticos condenados por um colegiado da Justiça (mais de um juiz). O texto havia sido aprovado pelo Congresso no dia 19.

A dúvida sobre a validade da lei para políticos que já foram condenados foi causada por uma emenda do senador Francisco Dornelles (PP-RJ), que alterou o texto estabelecendo que a proibição vale para "os que forem condenados", em vez de "os que tenham sido condenados", como estava escrito anteriormente.
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Da África

"Dunga pode contar comigo em qualquer posição", diz Robinho

DA EFE na Folha.com
Quando Kaká foi substituído no segundo tempo da partida de estreia do Brasil na Copa do Mundo, contra a Coreia do Norte, quem esperava a entrada de Júlio Baptista em seu lugar se surpreendeu.

Ao contrário do que vinha fazendo em amistosos e em torneios como a Copa América, quando usou o meia-atacante da Roma para o lugar do astro do Real Madrid, o técnico Dunga pôs Nilmar em campo, recuando Robinho para a função de armador.

Questionado nesta quinta-feira sobre a possibilidade de ser mais aproveitado na função, Robinho se mostrou à vontade.
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Nota do Editor - Dunga propala aos quatro ventos ser adepto de times lutadores, todos irmanados pelo mesmo ideal. Vencer. Mas sem esquecer a técnica. Agora surge o primeiro problema. Kaká está fora de jogo e de forma. Robinho pode até substituí-lo mas não é a sua especialidade. Para isso teríamos Ganso que faz a bola correr, o jogo fluir. Esqueci, Ganso não está na África do Sul. Para vencer no futebol não basta vontade, determinação e preparo físico. É preciso talento. (Sidney Borges)

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Mundo

Coreia do Sul discute castração química para estupradores

Do Portal Terra (original aqui)
Reduzir Normal Aumentar Imprimir Ministros sul-coreanos anunciaram, nesta quinta-feira, que estão considerando a castração química para estupradores de crianças condenados, segundo informações da BNO News. O ministro Maeng Hyung-kyu afirmou em sessão parlamentar que seria válido pensar na castração desse tipo de criminoso como um meio de suprimir seus impulsos sexuais doentios. Diferente do procedimento cirúrgico, a castração química não é irreversível.

O tratamento teria como objetivo reduzir a libido e, portanto, a atividade sexual do indivíduo. Em setembro de 2009, o governo polonês aprovou uma lei em que pedófilos condenados por estuprar uma criança menor de 15 anos seriam submetidos a tratamento químico quando saíssem da prisão. A lei entrou em vigor no início deste mês.

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Copa do mundo


Universo em perigo 2

Argentina 4 x 1 Coreia do Sul

Sidney Borges
Maradona tirou a segunda peça. Apesar do frio de tontear pinguim, Dieguito caminha célere no propósito de exibir as partes pudendas ao mundo. Valha-me Nossa Senhora!  A Argentina sobrou, marcou 4, poderia ter marcado 8, mas não marcou, essa coisa de poderia é besteira, minha avó poderia não ter morrido, bem como Getúlio Vargas. A Coreia do Sul lutou, mas seu futebol limitado não conseguiu repetir a zebra de Espanha e Suíça. Futebol não tem lógica, mas em certos casos tem, ou seja, quem tem craque ganha de quem tem perna-de-pau, embora de vez em quando perca. That's soccer, said Shakespeare.

O Ubatuba Víbora informou com notícias da agência Tainha Press.

Brasil

TSE deve decidir sobre extensão da Ficha Limpa

Felipe Recondo, de O Estado de S.Paulo:
Políticos com ficha corrida na Justiça saberão, nesta quinta-feira, 17, se vão poder disputar as eleições deste ano ou se vão ser as primeiras vítimas do projeto de lei da Ficha Limpa, aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último dia 4.

Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pretendem decidir se políticos condenados antes de aprovada a lei estão proibidos de se candidatar nas eleições deste ano ou se as novas regras atingirão apenas aqueles que forem condenados a partir do dia 7 de junho, data em que o texto foi publicado no Diário Oficial.

A dúvida sobre a abrangência da norma foi provocada por uma alteração de última hora sugerida no Congresso pelo senador Francisco Dornelles (PP-RJ).

A emenda trocou a expressão "tenham sido" por "que forem". O texto do projeto aprovado pela Câmara determinava que não poderiam se candidatar políticos que "tenham sido condenados" por órgão judicial colegiado ou em última instância. Com a alteração, a lei passou a firmar que "os que forem condenados" não poderão disputar as eleições.

Senadores que defenderam a alteração explicaram, após a aprovação do projeto, que esta era uma mera mudança de redação. Até porque, disseram, se a emenda aprovada no Senado alterasse o sentido do projeto, o texto não poderia ter seguido para a sanção do presidente da República. A proposta teria de retornar à Câmara para ser submetido a nova votação.

A depender do entendimento dos ministros, os políticos já condenados em decisão transitada em julgado ou por órgão colegiado por uma série de crimes - entre eles, compra de votos gastos ilícitos de dinheiro de campanha, crime contra o sistema financeiro, abuso de autoridade, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, formação de quadrilha - ficarão de fora nestas eleições.

O presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, no entanto, admitiu que a regra é controversa e que por isso precisa ser examinada pelos integrantes do tribunal. "Vou refletir sobre a questão do tempo verbal (do texto da lei), que precisa ser analisado", disse na semana passada.

Os novos critérios de inelegibilidade passaram por uma primeira avaliação do TSE na semana passada. Ao responder uma consulta protocolada pelo senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), os ministros concluíram que a nova legislação vale para as eleições deste ano, mesmo que a lei tenha sido sancionada às vésperas das convenções partidárias.

Por 6 votos a 1, os ministros entenderam que as alterações na legislação valem para estas eleições. O relator da consulta, ministro Hamilton Carvalhido, afirmou que a nova regra não interfere no processo eleitoral e, por isso, não precisaria ser aprovada um ano antes de iniciado o processo eleitoral para vigorar. O único a divergir foi o ministro Marco Aurélio, que votou pelo não conhecimento da consulta. (Do Blog do Noblat)

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Opinião

A extravagância acolhida

Editorial do Estadão
Para quem disse que eleger a ex-ministra Dilma Rousseff é "a coisa mais importante" do seu governo e a "coisa prioritária" da vida do presidente da República este ano, a decisão de Lula de não vetar o reajuste, aprovado pelo Congresso, de 7,72% aos aposentados que recebem mais de 1 salário mínimo foi um ato de irrepreensível coerência.

Foi também uma lição para todos quantos acreditaram na sua promessa de que não se deixaria seduzir "por qualquer extravagância que alguém queira fazer por conta do processo eleitoral", como disse na segunda-feira, um dia antes do fim do prazo para a sanção ou veto do aumento, reiterando garantias anteriores na mesma linha.

O presidente fala pelos cotovelos. Por isso, ou as suas palavras mais recentes fazem esquecer as mais antigas, com as quais não raro se chocam, ou fazem perder de vista quais delas foram proferidas para valer, impedindo que sejam levadas às últimas consequências lógicas - e práticas.

Lula decerto ficou agastado com a demagógica operação, efetuada a quatro mãos pelo grosso da base parlamentar do governo e as bancadas oposicionistas, que acrescentou 1,5 ponto porcentual à proposta do Executivo de elevar em 6,14% os benefícios de 8,4 milhões de aposentados e pensionistas do INSS. E não há por que supor que fosse jogo de cena a sua iniciativa de buscar um meio-termo: nem o valor original nem o dos políticos, porém 7%.

A oposição, que se imagina esperta, ajudou o Legislativo a dar as costas a um acordo que, já de si, oneraria os cofres públicos em mais R$ 1,1 bilhão. (Agora será R$ 1,6 bi.) A bisonha jogada consistia em fazer bonito perante os jubilados e coagir o presidente a vetar a lambança, assumindo o papel de algoz dos velhinhos. Dos oposicionistas pode-se dizer que, quando eles estão indo, Lula já está voltando. Embora deixasse correr solta a divergência entre, de um lado, os ministros da Fazenda e do Planejamento, e os do Trabalho e Previdência, de outro - os primeiros defendendo insistentemente o veto -, Lula nunca há de ter excluído de seus cálculos a alternativa de aceitar os 7,72%.

Segundo uma versão, ele teria contemplado a hipótese do veto, mas desistiu para não dar à oposição uma segunda chance eleitoreira. De fato, para não deixar os aposentados sem nenhum aumento acima da inflação, o presidente teria de editar uma nova medida provisória com qualquer índice diferente do inicial. Como 2 mais 2 são 4, a festiva coalizão da extravagância tornaria a impor o reajuste ampliado - isso, se a oposição não emplacasse um valor ainda mais irresponsável. De novo, Lula viria a ser empurrado às cordas, com a diferença de que, a essa altura, a campanha sucessória já estaria a pleno vapor e o custo político de um segundo veto seria simplesmente proibitivo.

Agora, concordando com os 7,72%, Lula dá a volta por cima. Ele poderá posar de benfeitor - a maioria do eleitorado lhe creditará a bondade, e não ao Congresso -, diga o que disser a oposição. É pouco provável que, em geral, os aposentados simpatizantes da candidatura do tucano José Serra ou da verde Marina Silva migrem por causa disso para Dilma. Mas o ponto é outro. O veto, este sim, tenderia a transferir um certo número de votos dela para os adversários. E, embora seus condutores evitem o assunto em público, a campanha dilmista acha que pode liquidar a fatura no primeiro turno. Daí Lula não se arriscar a perder os votos dos aposentados.
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Manchetes do dia

Quinta-feira, 17 / 06 / 2010

Folha de São Paulo
"Exportação em alta trava maior porto do Brasil"

Santos quebra recorde no movimento de cargas em maio e demonstra gargalo na infraestrutura do país

O porto de Santos, por onde passam 25% do comércio exterior do país, voltou a ter congestionamentos com a retomada das exportações, informa Agnaldo Brito. Apenas em maio, movimentou 8,959 milhões de toneladas, o maior volume mensal em seus 118 anos. A previsão de 89 milhões de toneladas da Codesp para 2010 deve ser superada. Circulam diariamente pelo cais 14 mil caminhões. A espera para despachar cargas chega a 30 horas. O transporte rodoviário responde por 81% de tudo o que chega ao porto santista. O trecho sul do Rodoanel elevou o fluxo de veículos pesados na Anchieta, rodovia considerada defasada. A Codesp investe R$ 457 milhões para reformar via da margem direita do porto. Para diminuir o problema, será necessária obra similar do lado esquerdo.

O Estado de São Paulo
"Projetos na Câmara elevam gastos em mais de R$ 85 bi"

Textos em tramitação corrigem aposentadorias para manter poder de compra e aumentam salários no Judiciário

Dois projetos de lei aprovados em comissões da Câmara implicam aumento superior a R$ 85 bilhões nos gastos públicos. Um deles, do senador Paulo Paim (PT-RS), diz que aposentados que ganham acima de um salário mínimo não podem perder o poder de compra que tinham no momento da aposentadoria. Essa correção nos benefícios representa despesa extra de R$ 80 bilhões. Já aprovada no Senado, a proposta irá agora ao plenário da Câmara. O outro projeto estabelece reajuste médio de 56% para servidores do Judiciário. O benefício deve atingir 100 mil funcionários, incluindo aposentados e pensionistas, e resultará em gastos adicionais de R$ 6.4 bilhões. Essa proposta ainda depende de avaliação de outras comissões.

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quarta-feira, junho 16, 2010

Copa do mundo


Notícias da África do Sul

Espanha 0 x 1 Suíça

Sidney Borges
Na Suíça tem bancos, chocolates, relógios finos, vacas leiteiras e muita ordem. É tudo limpinho e certinho. Os suíços costumam deixar a barba crescer e depois raspam a parte inferior. Tais barbas, chamadas de suíças, foram muito apreciadas por D. Pedro II, que cultivou as suas com pó de arroz importado. Na Suíça também praticam uma espécie de futebol. Sempre no estilo 11,0, atacando de vez em quando. Uns dizem que os suíços jogam no contra-ataque, há também quem diga que são contra o ataque. Hoje os simpáticos atletas do país das Edelweiss enfrentaram a Fúria, campeã por antecipação segundo a imprensa espanhola. Deu o que você vê acima. Zebra. Será que foi zebra mesmo? Que pena que Messi não tenha nascido na Espanha. Copa do Mundo é, de fato, uma competição surpreendente. Agora é torcer pela Provìncia Cisplatina. Ou pela África do Sul, só não fica bem empate. Gols, queremos gols, muitos gols.

O Ubatuba Víbora informou com notícias da agência Tainha Press.

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Papo do Editor

Kaká no banco. Dos réus.

Sidney Borges
Finalmente o Brasil estreou na Copa. As impressões deste blog sobre a partida estão postadas abaixo. Repetindo o que escrevi ontem, foi um bom jogo com um erro no final. Marcamos dois e levamos um. Enquanto os cães ladram pelas encostas do Vidigal, Dunga contempla o mar revolto em traje de almirante.

Dunga é assim, pensa no resultado, aborrece críticos, convoca errado, mas até agora tem vencido e como tal saboreado os tubérculos.

Depois do jantar terminei a terceira releitura de "Chatô, o Rei do Brasil", de Fernando Morais. O tempo passa e nada muda, enquanto nossos patrícios d'além mar esperam a volta de D. Sebastião, o povo brasileiro também aguarda um redentor. Lula pega carona no bolsa-família e veste a casaca. "Eu redescobri o Brasil, Eu salvei o país da pobreza, Eu sou a nação, Eu sou o Rei do Brasil. Eu sou lindo, divino e maravilhoso". Em breve ele talvez diga por ai que é o Rei do Mundo. "Dom Lulo I, o mais tudo". Claro que antes da eleição, a partir de 2011, sem a caneta na mão, Lula perderá o trono. Males da democracia, o amigão Fidel nunca deixou de ser Rei. E vão passando os dias da Copa, alegres, festivos, antecedendo a campanha política que nada terá de alegre e pouco será festiva.

Por falar em campanha, está pipocando no ar a dúvida. Quem tem condenação por improbidade administrativa, transitada em julgado, vai poder se candidatar? Na eleição passada alguns políticos nessa situação conseguiram dar o pulo do gato e driblar a legislação. Será que com o clamor da sociedade conseguirão outra vez?

Voltando aos prolegômenos, depois do fim do livro liguei a TV. Passei pelos programas esportivos, mesas redondas onde os que entendem de futebol explicam aos mortais comuns o que aconteceu em campo. 

Escolhi fixar residência onde davam notas aos jogadores. Kaká foi reprovado, tirou 4,5. No conselho de classe foi uma espinafração só, tive a impressão de que a próxima ação será chamar o pai dele.

Hoje jogam Chile e Honduras, terra de Zelaya, esquerdista de trincar, vermelho até à medula.

Ontem encontrei um comunista torcendo pela Coreia do Norte, segundo ele a última nação a representar o verdadeiro socialismo. E ainda tive de ouvir:

- Te cuida burguês, os dias de glória estão chegando.

Por precaução dormi de botina. Cruz credo!

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Opinião

A demissão, finalmente

Editorial do Estadão
O governo deu ao ainda secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, tempo mais do que suficiente para ele preservar um resto de dignidade, tomando a iniciativa de se demitir do cargo depois que o Estado revelou no começo de maio as suas ligações com um dos chefes da máfia chinesa de São Paulo, Li Kwok Kwen. Paulo Li, como é conhecido, está preso desde setembro passado por contrabando de telefones celulares. Gravações e e-mails interceptados pela Polícia Federal na Operação Wei Jin (mercadoria proibida) deixaram patente que as relações entre eles estavam encharcadas de ilícitos.

O ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, decerto com a anuência do presidente Lula, permitiu que Romeu Tuma Júnior aparentasse tirar 30 dias de férias para rebater as acusações - quando, na verdade, tinha sido afastado.

Os seus superiores esperavam que, ao cabo desse período, se não antes, o filho do senador Romeu Tuma (PTB-SP), que devia o emprego a um acordo para que o pai aderisse à base governista na Casa, deixasse por conta própria o posto. Ele poderia alegar, como é de praxe nessas circunstâncias, que assim procedia para não obstruir as investigações a seu respeito, as quais, naturalmente, comprovariam de forma cabal a sua inocência.

Qual o quê. Diante da teimosia do acusado em se afivelar a uma cadeira na qual já não tinha a menor condição de permanecer - a Secretaria Nacional de Justiça, entre outras atividades, rastreia remessas ilegais de dinheiro para o exterior e fiscaliza o status legal de estrangeiros no País -, o ministro Luiz Paulo Barreto finalmente o exonerou na segunda-feira.

Mesmo assim o tratou com deferência, ao alegar, em nota, que assim Tuma "poderá melhor promover sua defesa". Ele responde a três inquéritos (na Comissão de Ética do Palácio do Planalto, no Ministério da Justiça e na Polícia Federal). A Polícia Federal o considera suspeito de corrupção passiva, advocacia administrativa e formação de quadrilha.

Em troca da gentileza que lhe dispensaram, o ex-secretário soltou, como se diz, os cachorros. Contrastando com a sua reticência em falar a este jornal sobre os fatos apurados na investigação a que tinha tido acesso, Tuma dessa vez não economizou palavras - muito menos as mediu - para se declarar vítima de uma "monstruosa injustiça". Investiu contra o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, que teria tramado a sua queda porque estava "incomodando muita gente", e o ministro Barreto, a quem acusou de "covardia política". Depois, tentou se retratar, dizendo que covarde tinha sido a demissão, não Barreto, que estaria "tão amargurado como eu". Se está, deve disfarçar bem.

Tuma não foi a primeira autoridade, nem tampouco será a última, a responsabilizar por sua derrocada interesses contrariados com o que seria o rigor de sua conduta em defesa do patrimônio público. Na sua versão, foi abatido pela "verdadeira máfia". Já não bastasse, porém, o cinismo de ficar onde ninguém mais no governo queria vê-lo, ele apelou para a ameaça de retaliações - uma técnica velha como a delinquência. "A verdade virá à tona", exclamou. "Vão surgir fatos que (sic) vocês vão se arrepiar." E, como quem põe a mão no coldre, disse que "políticos também" estão entre os envolvidos na presumível conspiração para defenestrá-lo. Por fim, trovejou: "Vocês verão coisas cabeludas!"
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Manchetes do dia

Quarta-feira, 16 / 06 / 2010

Folha de São Paulo
"Lula cede a apelo eleitoral e dá 7,7% para aposentado"

Por temer desgaste a Dilma, presidente optou por aumento com impacto de R$1,6 bi neste ano

Para evitar desgaste eleitoral, o presidente Lula sancionou o reajuste de 7,7% aprovado pelo Congresso. A decisão atinge 8,4 milhões de aposentados e pensionistas do INSS que ganham acima de um salário mínimo - 6% do eleitorado. A medida contradiz declarações de Lula, que dera sinais de que vetaria os 7,7% e afirmou que não seria influenciado pela eleição. Lula vetou o fim do fator previdenciário, fórmula que reduz os benefícios para quem se aposenta cedo. O gasto adicional do governo com o reajuste será de R$ 1,6 bilhão só neste ano. Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV) elogiaram a decisão. José Serra (PSDB) não comentou.

O Estado de São Paulo
"Sob pressão eleitoral, Lula dá 7,72% para aposentados"

Índice implicará elevação de R$ 1,6 bilhão nas despesas; fator previdenciário é mantido

Em ano eleitoral, o presidente Lula deu ontem sinal verde para o reajuste de 7,72% das aposentadorias maiores que um salário mínimo, conforme aprovado pelo Congresso. O índice implicará uma elevação de R$ 1,6 bilhão nas despesas do Orçamento, que previa aumento de 6,14%. A área econômica do governo, que pressionou pelo veto dos 7,72% até o último momento, perdeu a queda de braço para a área política. Os pagamentos de julho já virão com o índice novo. "O presidente nos autorizou a fazer cortes que vão compensar o gasto adicional", disse o ministro Guido Mantega (Fazenda). Ele afirmou que o governo cumprirá sua meta de desempenho fiscal. Por outro lado, Lula decidiu manter o fator previdenciário, que retarda a concessão das aposentadorias e cuja extinção também havia sido aprovada pelo Congresso.

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terça-feira, junho 15, 2010

Copa do mundo

Notícias da África do Sul

Brasil 2 x 1 Coreia do Norte

Sidney Borges
Tirando a bobeada da defesa no gol coreano, tudo saiu como Dunga programou. Robinho continua chutando mal, cabeceando mal e passando bem, como fez ultimamente no Santos. Foi o suficiente para que Elano completasse para o fundo das redes o lançamento açucarado do avante do Santos, marcando o segundo gol do Brasil. O primeiro tento, de Maicon, me fez lembrar do gol de Amarildo contra a Checoslováquia em 1962. Só mudou o lado, o lance foi muito parecido. O Brasil começa bem, errar quando o placar é favorável pode.

O Ubatuba Víbora informou com notícias da agência Tainha Press.

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Copa do mundo

Notícias da África do Sul

Jogos terminados:
Nova Zelândia 1 x 1 Eslováquia

Portugal 0 x 0 Costa do Marfim

Em andamento:
Brasil 0 x 0 Coreia do Norte

Sidney Borges
Faltou gol. E também faltou criatividade. Contra times que jogam atrás o Brasil engripa, entala, trava. É de praxe. Robinho fez malabarismos, pedalou, pedalou, lembrou Lance Armstrong, astro das magrelas. Kaká não disse a que veio, parece que não está em campo, erra passes e não cumpre o papel de fazer a ligação do meio de campo com o ataque. Precisa de fortificante, parece fraquinho. Foi um mau primeiro tempo. Na segunda etapa o Seteanão deve fazer modificações para que tudo saia a contento neste dia luminoso de glórias mil em que joga o Brasil.

O Ubatuba Víbora informou com notícias da agência Tainha Press.

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Ubatuba em foco

Brasil

Luiza Eluf apóia Ficha Limpa e afirma que a Lei tende a acabar com corrupção

A Procuradora de Justiça do Ministério Público de São Paulo, Luiza Eluf, acredita que os brasileiros não suportam mais tanta corrupção e afirma que lugar de ladrão é na cadeia

Renata Vieira
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu que a Lei Ficha Limpa valerá para as eleições deste ano. Com isso, os políticos condenados por órgãos colegiados do Judiciário não poderão se candidatar ao pleito de outubro, ainda que estejam recorrendo a instâncias superiores da Justiça. A Procuradora de Justiça do inistério Público de São Paulo, Luiza Eluf, acredita que não apenas a Justiça assume o papel de protagonista das eleições, como também à sociedade. “Ficha Limpa significa o fim da corrupção. Lugar de ladrão é na cadeia”, desabafa.

Segundo Luiza Eluf, a imagem da Justiça de fortaleceu com a decisão do TSE, que fez com que a lei passasse a vigorar imediatamente, alcançando as eleições de 2010. Para ela, este assunto ainda envolverá muita polêmica com relação a data que vale a condenação para a Ficha Limpa. “Haverá discussão a esse respeito, mas acredito que a Lei permita que se aplique a sanção a quem cometeu delito e foi condenado antes da entrada em vigor da Ficha Limpa”. E completa: “Acho a restrição de contemplar apenas as condenações pelo Colegiado correta. Não podemos nos precipitar e considerar decisões proferidas em primeira instância como definitivas. Agora já a decisão proferida por um colegiado de juízes tem menos probabilidade de estar errada”.

A Procuradora de Justiça comemora a nova Lei e afirma que o povo brasileiro está cansado de tanta avacalhação. “Queremos administradores e legisladores que trabalhem com ética e dignidade. Falta ainda, restringir a imunidade parlamentar e submeter os eleitos a cursos nas “escolas de Governo”.

Sobre Luiza Eluf:

Luiza Eluf é Procuradora de Justiça. Através da sua atuação na carreira pública, ela publicou artigos e livros e ajudou a tornar crime toda forma de discriminação no país. Ela foi a primeira autora brasileira a falar sobre crimes sexuais segundo a ótica da mulher. E na administração pública, integrou Conselhos Estaduais e Federais de Entorpecentes, Direitos Humanos, Condição Feminina e Combate ao Racismo, além da Comissão de Reforma do Código Penal. Com a sua contribuição, a violência contra a mulher e o assédio sexual passaram a ser considerados crimes em todo o Brasil. Luiza participou da histórica Conferência Mundial da Mulher da ONU de 1995, realizada em Pequim. E em 2000, recebeu o prêmio Mulher do Ano na área jurídica, concedido pelo Conselho Nacional da Mulher. Foi Secretária Nacional dos Direitos da Cidadania (Ministério da Justiça) durante o primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso e, posteriormente, sub-prefeita da Lapa (2007 e 2008), bairro em que reside há mais de 15 anos. Hoje, Luiza Eluf continua lutando em prol da igualdade de direitos, qualidade de vida, preservação do meio ambiente, urbanismo sustentável e combate à corrupção.

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Opinião

O criador e a criatura

Editorial do Estadão
Dilma Rousseff, estabeleceu o presidente Lula, será apenas um nome para preencher o que chamou de "vazio" na cédula eletrônica de 3 de outubro. "Eu mudei de nome e vou colocar a Dilma lá", discursou ele na convenção do PT que homologou a candidatura da ex-ministra. Que outro governante, a não ser ele, teria a caradura de reduzir à absoluta insignificância a fiel seguidora a quem escolheu solitariamente para lhe suceder? Só mesmo um político que ama a si mesmo sobre todas as coisas e se tosta ao sol de uma superlativa popularidade poderia dizer com desprevenida franqueza o que desde sempre era óbvio a todos quantos acompanham a operação eleitoral lulista: a sua decisão de disputar, por interposta pessoa, o terceiro mandato que a lei lhe veda.

Lula não se pejou de humilhar a sua criatura, cuja incapacidade de respirar politicamente por si rivaliza com uma falta de apelo e carisma que resiste aos esforços dos melhores marqueteiros. Nem os 1.800 convencionais petistas reunidos domingo em Brasília tiveram algum momento de genuína empolgação ao longo do seu discurso de 50 minutos - salvo quando ela se desmanchava em louvações ao patrono, o que fazia com patética insistência. Mas, para ele, a dignidade da candidata, para não falar em autonomia, é o que menos importa. Já se sabe que, tão logo termine a Copa do Mundo, Lula mergulhará ainda mais fundo do que até aqui na operação de sair pedindo votos para si sob outro nome.

O teatro começou na própria convenção, concebida para exaltar a condição feminina de Dilma. Nas pesquisas, como se sabe, a maioria das mulheres prefere o adversário José Serra. O artificialismo da montagem ao menos foi coerente com o confronto postiço armado por Lula entre "nós e eles, pão, pão, queijo, queijo", como se os aspirantes ao Planalto fossem de fato ele e o antecessor Fernando Henrique. À candidata em carne e osso resta falar em "seguir mudando", mas "com alma e coração de mulher". Pode-se contar, durante a campanha, com uma proliferação de platitudes do gênero, testando a paciência daquela parcela do eleitorado que ainda acredita que os candidatos devem lhe oferecer "pão, pão, queijo, queijo", como sinônimo de propostas e prioridades.

Para Serra, trata-se de um desafio. Não, evidentemente, porque lhe faltem uma coisa ou outra. Mas porque, nesta campanha que o lulismo fará tudo para manter engessada no molde plebiscitário, será pouco para o ex-governador contrapor o noviciado de sua oponente com a sua indesmentível experiência, como tornou a assinalar no sábado, em Salvador, na convenção do PSDB que ratificou a sua indicação. "Não comecei ontem e não caí de paraquedas", disse então. Ele terá de se haver com o presidente que não se cansará de dizer que estará na cédula com outro nome. Até a convenção, Serra parecia pensar duas vezes antes de não criticá-lo. Chegou a afirmar, numa espécie de fuga para a frente, que Lula "está acima do bem e do mal".

Bem diverso foi o seu tom na festa tucana. Dessa vez, atacou a presidência imperial de Lula, a sua convivência com a corrupção, o aparelhamento do Estado, as afinidades do presidente com ditadores. Duas passagens de sua fala foram especialmente pontudas. Na primeira, lembrou que "o tempo dos chefes de governo que acreditavam personificar o Estado ficou para trás há mais de 300 anos", para emendar: "Luís XIV achava o que o Estado era ele. Nas democracias e no Brasil, não há lugar para luíses assim." Na segunda, pregou "o repúdio da sociedade" a quem "justifica deslizes morais dizendo que está fazendo o mesmo que outros fizeram ou que foi levado a isso pelas circunstâncias". Estes "são os neocorruptos".

Serra teria decepcionado os 8 mil militantes presentes no evento que abre a temporada eleitoral propriamente dita se não fizesse as suas críticas mais pertinentes a Lula e ao lulismo - ainda mais sob o impacto da revelação de que arapongas aparentemente a serviço da campanha de Dilma quebraram o sigilo fiscal do vice-presidente executivo do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira.
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Manchetes do dia

Terça-feira, 15 / 06 / 2010

Folha de São Paulo
"Estuprador se beneficia de legislação mais dura"

Juízes diminuem punição ao interpretarem crimes sexuais como um só delito

A nova legislação sobre crimes sexuais, que pretendia ser mais rígida e definiu o atentado violento ao pudor também como estupro, tomou mais brandas as penas contra criminosos, informa Rogério Pagnan. Antes, havia condenação pelos dois crimes simultaneamente, o que poderia levar a um período de 12 a 20 anos de detenção. Com o entendimento de haver um só delito, as punições podem cair para 6 a 10 anos. Houve situações como essa em quatro Estados. No DF, a Promotoria apurou pelo menos 25 casos. Segundo o juiz Ulysses Gonçalves Júnior, a intenção pode ter sido boa, mas a redação deu margem à discussão. A deputada Maria do Rosárío (PT-RS), relatora da lei, diz que a interpretação está equivocada.

O Estado de São Paulo
"Punição por atraso de voo já vigora"

Passageiro afetado por demora, cancelamento ou overbooking pode exigir lugar em outro avião ou reembolso integral e imediato da passagem

A nova resolução da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que assegura direitos a passageiros que tiveram problemas em voos já está em vigor. Agora, quem for afetado por atraso, cancelamento ou overbooking terá prioridade na reacomodação em voos da mesma companhia e poderá exigir reembolso integral e imediato da passagem quando seu voo tiver sido cancelado ou estiver lotado. As regras valem também para o passageiro que perder conexão por causa de atraso em voo anterior. Além disso, os passageiros deverão ter acesso a telefone e e-mail após uma hora de atraso, a alimentação adequada após duas horas e a acomodação em hotéis se o atraso superar quatro horas. A multa em caso de descumprimento varia de R$ 4 mil a R$ 10 mil.

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segunda-feira, junho 14, 2010

Copa do Mundo

Notícias da África do Sul

Itália 1 x 1 Paraguai

Sidney Borges
Quando a Itália joga eu me lembro de Milton Buzzeto, ex-técnico do Juventus, adepto da simplicidade no futebol. Com ele no comando não havia lugar para estilos complicados, WM; 2,3,5, ou 4,2,4, ou ainda 4,3,3 e variações. E nada de volantes de contenção e alas. Beque era beque, centro-médio era centro-médio e centro avante bom sabia defender. O Juventus jogava no estilo 11,0. Todos compenetrados atrás. De vez em quando um avançava. Mas voltava logo. Gosto disso, é tão italiano como a brajola e a pizza. Catenaccio, alguém ouviu falar?

Pois é, hoje os craques do Paraguai começaram o jogo assustados, a camisa azul da Itália pesa. Com o passar do tempo los bravos descendentes del Mariscal sairam na frente, com um gol de cabeça. E poderiam ter ficado na frente se o goleiro não abandonasse a meta caçando frango no lance do empate. Que ninguém saia julgando a Itália por esse jogo, a Azurra é isso que vimos hoje.

No retrospecto das copas foi sempre assim, empates e vitórias apertadas, quase sempre por um a zero, mas sempre avançando. Nesse ritmo a Itália levou o caneco quatro vezes e jogou seis finais. Agora falando baixo, o futebol italiano não é irritante? O Paraguai tem um bom time e deve passar para a próxima fase. Livrando-se do complexo de inferioridade e jogando o futebol das eliminatórias vai incomodar a gringos e troianos. Tenho dito.

O Ubatuba Víbora informou com notícias da agência Tainha Press.

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Copa do Mundo


Notícias da África do Sul

Japão 1 x 0 Camarões

Sidney Borges
Os africanos não estão tendo bom desempenho nesta fase inicial. Quem sabe guardam forças para as outras etapas. No começo a Copa parece campeonato de clubes, com pontos ganhos e saldo de gols. Depois o caldo entorna, perdeu volta para casa mais cedo. Os japoneses correram, correram e ganharam. Os camaronenses correram, correram e perderam. O que prova que correr muito nem sempre resolve, é preciso marcar gols. Romário ficava quietinho, fingindo-se de morto. De repente, quando o adversário estava absorto na contemplação do tempo, o baixinho espetava a azeitona. Banzai! Japonês adora camarão.

O Ubatuba Víbora informou com notícias da agência Tainha Press.

Copa do Mundo

Notícias da África do Sul

Holanda 2 x 0 Dinamarca

Sidney Borges
Jogo interessante, a Holanda é consistente à moda européia. Venceu e convenceu com seus Van der Isso e Van der Aquilo. Poderá cruzar o Brasil da segunda era Dunga. Valha-me Nossa Senhora! Mudando de pato para ganso, sempre desconfiei que a cantora da jovem guarda, que mandou o juiz parar o casamento, fosse holandesa. Van der Léia. Pato e Ganso. Segunda era Dunga. Valha-me outra vez Nossa Senhora!

O Ubatuba Víbora informou com notícias da agência Tainha Press.

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Em foco

Criador e criaturas

Por: Wilmar Marçal
A população do Paraná, sobretudo a do norte, aguarda e confia no trabalho da Polícia Federal que, em conjunto com a Receita Federal e Controladoria-Geral da União investigam o Centro Integrado de Apoio Profissional (Ciap), sediado em Londrina, e os desdobramentos de desvios vultosos de recursos públicos.

A atuação batizada de "Operação Parceria" mais uma vez demonstra que a corrupção no País é diretamente proporcional ao caos da saúde pública. Muito embora hajam recursos advindos do Ministério do Trabalho e Emprego, a parte estratégica do desvio está relacionada aos convênios firmados com o Ministério da Saúde.

Esta é a razão pela qual "esses ladrões" não querem que o País tenha qualidade de serviços na saúde pública. É um ritual anual de caracterizar a necessidade para depois desviar o dinheiro.

Enquanto houver caos, sempre haverá lobistas em Brasília abocanhando o recurso com a desculpa de investir na saúde. Esta tônica tem sido assim há vários anos e o sistema está cada vez pior.

O desvio, roubo, ou seja lá o nome que se dê a essa safadeza, retrata a ganância dos maus gestores para com o dinheiro público e demonstra que o esquema é bem elaborado na penumbra dos gabinetes.

Ainda permanecem sem resposta quem são os mentores intelectuais da liberação do recurso lá de Brasília. Quem é o criador do esquema? Quem são as criaturas coparticipantes? Por que se permitiu que se descredenciasse o Programa Saúde da Família na Santa Casa de Londrina e outros hospitais sérios e o transferisse para o Ciap? Quem explica o excessivo aumento dos valores pagos aos procedimentos imediatamente após o programa passar a ser executado pelo Ciap?

Alegam os hipócritas que a lei é muito burocrática e que processos licitatórios são demorados. Alegam ainda que, se não for com agilidade de aquisição, mortes poderão ocorrer no sistema público de saúde.

Assim, com essa retórica mentirosa e pouco convincente, vão perpetuando o esquema do roubo. Ora, a lei existe exatamente para evitar esse tipo de pessoa administrando o dinheiro público.

Disfarçar a agilidade de ação e melhorar o fluxo de serviços através de entidades como o Ciap significa o falso discurso do "salvar vidas", expressão repetida por muitos políticos, sobretudo em campanhas eleitorais.

Passam-se os anos, injetam-se mais recursos e os problemas só aumentam em proporções geométricas. É assim mesmo que os "vampiros" gostam de atuar. Quanto mais problemas na saúde, maior a probabilidade do desvio e do roubo.

A pergunta que não pode calar: quem é o criador? Quem são as criaturas? De que gabinete saiu o pedido e a respectiva liberação? Quem são os parlamentares envolvidos nessa "causa humanitária"? Será que realmente teremos respostas e nomes, ou mais uma vez vamos assistir à velha desculpa parafraseada por alguns: "eu não sabia" ou "eu não sei de nada", ou ainda "eu só falo em juízo"? Esta situação vergonhosa precisa ser vigilantemente observada e informada pela imprensa, para que se evite que mais pessoas continuem morrendo pela mirabolante estratégia do mal, criada pelos "demônios" que se dizem representantes do povo e, lamentavelmente, são sempre reeleitos.

Wilmar Marçal / Professor universitário e ex-reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL) - Pr / Brasil wilmar_pr2010@hotmail.com 

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