sábado, junho 12, 2010

Copa do Mundo


Deu Zebra!

Sidney Borges
Quem imaginaria que os inventores do futebol empatariam com a modestíssima equipe dos Estados Unidos? Eu não, pensei até em goleada. Pois é, como escreveu Karl Marx ao amigo Engels, futebol não passa de ópio para o povo, mas também é uma caixinha de surpresas. Por falar em caixinha, dá pra enviar algum que eu estou duríssimo?

Copa do Mundo


Universo em perigo!

Sidney Borges
A Argentina acaba de vencer a Nigéria. O placar de um a zero não refletiu o que aconteceu no gramado, a Argentina perdeu om rosário de gols. Pelo que mostraram Grécia e Coreia do Sul, o grupo deverá ter a Argentina em primeiro com Nigéria e Coreia do Sul disputando a segunda vaga.

Com esse resultado começa o temido strip-tease de Maradona. A primeira peça foi tirada ao som do tango das vuvuzelas. Madre mia. Tengo miedo!

Copa do Mundo

Vai começar!

Avante Nigéria! Força!

Maradona pelado jamais. Nunca, never...

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Papagaio


Gogó de ouro

Sidney Borges
Galvão fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala... Fala tanto que o bordão "Cala a boca, Galvão" virou um dos assuntos mais comentados do Twitter. Convenhamos, Galvão merece a fama, está ficando impossível ver o que acontece na telinha quando ele é o narrador, principalmente nos momentos em que aparece uma coisa e ele diz que aquela coisa é outra coisa. E pobre de quem corrigir, a reprimenda vem no ar e na hora. Uma boa dica é tirar o som. Sem Galvão explicando o que você está vendo tudo fica melhor, o inconveniente é que tirando o som você perde a maviosa música das vuvuzelas.

Saiba mais (aqui) sobre o "Cala a boca, Galvão".

Copa do Mundo

Notícias da África do Sul

Coreia do Sul 2 x 0 Grécia

O bom time da Coreia venceu com méritos. O jogo começou com a Grécia agressiva, mas a Coreia conseguiu um escanteio e a Jabulani sobrou para Lee Jung-Soo conferir o primeiro gol da partida. No início do segundo tempo o atacante Park JiSung deixou dois jogadores para trás e tocou de leve na saída do goleiro Tziolis. Park parecia leve e solto como criança em parquinho.

O Ubatuba Víbora informou com notícias da agência Tainha Press.

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Escolinha do Zecão


Surf é para quem estuda

Por Fran Hochmuller no Terra (original aqui)
Escolinha do Zecão revela talentos em Itamambuca. Foto: Divulgação.A Escolinha do Zecão, espaço que educa e dá suporte a crianças e jovens carentes por meio do surf, fica na praia de Itamambuca, Ubatuba (SP).

Com 12 anos de atividade e mais de 100 alunos, o projeto tem objetivo de integrar socialmente a garotada.

José Carlos Maiel Rennó, ou Zecão, é fundador do projeto e um dos primeiros surfistas brasileiros a desbravar as maiores ondas do mundo, sendo considerado o embaixador do surf na cidade.

Para participar, os alunos têm a obrigação de estarem matriculados em alguma escola. A Escolinha do Zecão não prioriza somente os campeonatos e campeões. A preocupação, também, é dar oportunidades para que as crianças possam ter uma vida melhor com o surf, crescer e aproveitar o que de melhor o esporte pode oferecer.

“Eu não ensino somente surf, também dou aulas sobre como preservar o meio-ambiente e até inglês. Nós educamos as futuras gerações”, afirma Zecão.

A escola também conta com o apoio de pessoas e empresas que acreditam na iniciativa. Uma das parceiras é a marca de calçados Goofy: “Graças a esta ideia, o surf e a qualidade de vida de muitas pessoas têm melhorado nos últimos anos e nós damos assistência e incentivamos”, garante Récio Zago, diretor da Goofy.

Recentemente, Marco Aurélio, um dos alunos da escolinha, ganhou a etapa SuperSurf do circuito WQS (World Qualifying Series). Este é mais um dos resultados e motivos de orgulho que o projeto trouxe para Ubatuba.

A praia de Itamambuca é considerada uma das melhores do mundo para a prática do surf, com ótimas ondas e cercada pela Mata Atlântica. Isto torna o local perfeito e agradável para se aprender a surfar.

“Ubatuba é considerada uma das capitais brasileiras do surf, e nada melhor do que ver a galera da região ganhar uma nova perspectiva por meio deste esporte”, complementa o atleta Zecão.

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Opinião

Avanço democrático

Editorial do Estadão
A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por 6 votos a 1, favorável à vigência da Lei da Ficha Limpa já neste ano, é sem dúvida um avanço, pois a probidade na política e o respeito à ética no trato da coisa pública são princípios norteadores de qualquer democracia digna desse nome. É marcante, além disso, o fato de essa lei ter se originado de uma ampla mobilização popular, liderada por dezenas de organizações da sociedade civil que resultou na obtenção de 1,6 milhão de assinaturas e 1,7 milhão de apoios via internet, pressionando o Congresso Nacional a aprovar o projeto, ainda que o flexibilizando em vários pontos.

No julgamento da consulta, feita pelo senador Arthur Virgilio (PSDB-AM), sobre se a lei vigoraria ou não para as eleições de 2010, o Tribunal manifestou-se pela validade já, uma vez que ela foi aprovada antes das convenções partidárias sem, portanto, provocar mudanças no processo eleitoral - já que há jurisprudência firmada, com base na Constituição, segundo a qual modificações no processo eleitoral devem ser aprovadas com pelo menos um ano de antecedência das eleições. Antes de os ministros do TSE votarem, a vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau, defendendo a vigência imediata da lei, salientou que o Projeto Ficha Limpa "está ligado à insatisfação popular e à vontade popular de mudar, de que tenhamos daqui para a frente candidatos que sejam capazes de exercer seus mandatos sem se envolver em escândalos" - esse sendo um bom resumo do que a sociedade brasileira espera da classe política.

Depois de muitas idas e vindas, a Lei da Ficha Limpa vinha se mantendo coerente e consistente, mas, a certa altura, sofreu o golpe de uma "emenda de redação", do senador Francisco Dornelles (PP-RJ), que nela introduziu uma verdadeira cláusula de anistia - o que, certamente, marcará a carreira política do parlamentar. O projeto final já excluía das disputas eleitorais apenas os políticos condenados por juízos colegiados e não os que respondem a inquéritos e processos, ou que ainda estejam recorrendo de condenações proferidas por juízos singulares. Mas, com a "emenda Dornelles", os políticos condenados antes da sanção da lei, em 4 de junho passado, poderão se candidatar livremente. Anistiaram-se, assim, aqueles que a Justiça considerou, também em segunda instância, como autores de delitos. Se o objetivo da nova lei era livrar a vida pública daqueles cujos atos a Justiça reprova, e que justamente por eles foram condenados, essa emenda de última hora contraria o espírito da lei e a limpeza ética que ela procura promover.

Mesmo assim, porém, com o que ficou de concreto na lei, é possível dizer que ela irá contribuir para a melhoria dos costumes e da moralidade da classe política em geral, uma vez que estarão impedidas de candidatar-se pessoas condenadas por crimes eleitorais, de improbidade, de lavagem de dinheiro, de ocultação de bens - por mais de um juiz. A perda do mandato e a consequente proibição de concorrer a novas eleições por oito anos é um forte dissuasivo de desvios de conduta, além de contribuir para reduzir o efeito negativo que a sensação de impunidade suscita no público, pois, a partir de agora, cessa a velha prática de renunciar ao mandato para evitar a cassação e garantir um novo mandato logo depois.

Há que se reiterar, no entanto, que, apesar da triagem ética que a nova lei pode proporcionar, ela ainda está longe de garantir a melhoria da qualidade da representação política que a sociedade brasileira exige e merece. Para tanto, é fundamental que os partidos se incumbam, em primeiro lugar, da seleção ética dos que pretendam suas legendas. Além disso, dado o imperativo de mudanças visando ao aperfeiçoamento do regime político-eleitoral brasileiro, é necessário que o Congresso Nacional se disponha a empreender a reforma política de que há anos se fala - começando pela eliminação dessa excrescência que é a manutenção de dezenas de partidos, a maioria não representando coisa alguma, funcionando como notórias legendas de aluguel.
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Manchetes do dia

Sábado, 12 / 06 / 2010

Folha de São Paulo
"Dossiê do PT traz dados fiscais sigiloso do dirigente tucano"

Equipe da pré-campanha de Dilma investigou Eduardo Jorge; presidente petista nega envolvimento o partido.

A chamada "equipe de inteligência" da pré-campanha de Dilma Rousseff, do PT, levantou e investigou dados fiscais e financeiros sigilosos de Eduardo Jorge Caldas Pereira, vice-presidente executivo do PSDB. Eduardo Jorge, conhecido como EJ, foi secretário da Presidência na gestão Fernando Henrique Cardoso. O grupo pré-campanha de Dilma obteve documentos de três depósitos na conta dele, de ao todo R$ 3,9 milhões, e outros dados do seu Imposto de Renda. EJ confirmou os dados e disse que eles só poderiam ter sido obtidos quebrando seu sigilo fiscal: "É um completo absurdo". O presidente do PT, José Eduardo Dutra, negou envolvimento do partido: "Repudiamos operações ilegais".

O Estado de São Paulo
"Aplicação da Ficha Limpa divide Justiça eleitoral"

Tribunais ainda não sabem se a legislação que pune candidatos com alguma condenação será retroativa

Presidentes de diversos Tribunais Regionais Eleitorais ainda não sabem se a Ficha Limpa só vale para os candidatos após 7 de junho ou se inclui os sentenciados em segundo grau judicial antes dessa data. O próprio presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, admitiu que ainda não tem um entendimento formado. Para Baia Borges, presidente do TRE de Minas Gerais, o ponto central da polêmica é a retroatividade da lei. “Uns vão dizer que a lei não retroage para prejudicar, e vai haver quem entenda que os que já estão condenados serão incluídos na lei. Mas isso faz parte do jogo democrático.” Lewandowski disse que a corte vai decidir sobre esse impasse provavelmente já na próxima semana.

Ricardo Lewandowski

Presidente do TSE

"Vou refletir sobre a questão do tempo verbal (do texto da lei), que precisa ser analisado"

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sexta-feira, junho 11, 2010

Copa do Mundo

Fim de jogo:

Acabou o primeiro jogo da Copa 2010.

África do Sul 1 x 1 México

Também acabou o segundo:

França 0 x 0 Uruguai

Embolou o grupo A

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Copa do Mundo

Fim do primeiro tempo

Sidney Borges com informações da agência Tainha Press
O juiz uzbequistano - ou seria uzbequistense? - apitou o fim do primeiro tempo. Parreira aliviado deu um grito do banco:

- Ôcrides, avisa pra mãe que vô demorá.

O primeiro tempo acabou e a jabulani não tocou as redes. As vuvuzelas, em compensação, torraram a paciência até de quem viu o jogo pela televisão. África do Sul e México ficaram no oxo. Tive a impressão de ter visto um clone de Ronaldinho Gaúcho no time mexicano, Giovani dos Santos. Mexicano com nome de Giovani, onde vamos parar? Alguém precisa tomar uma providência com essa tal de globalização, do jeito a coisa anda não demora muito pra ter restaurante servindo sushi coberto com muçarela. Fiquem conosco, a qualquer instante mais informações da Copa. E atenção, nem bem começou o segundo tempo e Chabalala enfiou a gorduchinha nas redes mexicanas, marcando o primeiro gol da Copa. E tome vuvuzela.

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Eleições 2010

TSE decide que Lei da Ficha Limpa vale já para as eleições deste ano

Por 6 votos a 1, ministros avaliam não ser necessário esperar um ano para aplicar norma, que veta candidatura de políticos condenados pela Justiça, porque foi aprovada antes das convenções partidárias e, portanto, não provoca mudança no processo eleitoral

Mariângela Gallucci - O Estado de S.Paulo
Em esforço para barrar candidatos com folha corrida, os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concluíram ontem que a Lei da Ficha Limpa vale já para a eleição deste ano. De acordo com a norma, os políticos que forem condenados por tribunais estão impedidos de disputar um cargo eletivo.

O presidente do tribunal, Ricardo Lewandowski, reconheceu, contudo, que a regra terá uma aplicação limitada na eleição de 2010.

O TSE posicionou-se sobre o assunto ao julgar uma consulta do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM). O parlamentar perguntou se uma lei sobre inelegibilidades aprovada até 5 de julho deste ano poderia ser aplicada na eleição de outubro - 5 de julho é o prazo para registro das candidaturas.

"A lei tem aplicação na eleição de 2010", respondeu o relator da consulta, ministro Hamilton Carvalhido, que foi seguido por 5 de seus 6 colegas de tribunal. O placar do julgamento foi 6 a 1.

Graças a uma mudança redacional de última hora no Senado, os políticos condenados antes da sanção da lei, em 4 de junho passado, poderão se candidatar.

Carvalhido ressaltou, ainda, que a lei excluiu das disputas apenas os políticos que forem condenados por tribunais e não os que respondem a inquéritos e processos ou ainda estão recorrendo de decisões individuais de juízes.

Por causa dessa exceção, o alcance da lei será restrito. Dificilmente, acreditam magistrados, alguém será condenado por um colegiado até as eleições neste curto período de tempo.
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Nota do Editor - A ler o último parágrafo me passou pela cabeça: "plus ça change, plus c´est la même chose". (Sidney Borges)

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Coluna do Celsinho

Tesouro

Celso de Almeida Jr.
De repente, deu uma saudade do Paulinho Versoline.

Faz tempo que ele morreu.

Jovem...uma judiação.

Tentei entender o retorno dele ao pensamento.

Olha...

O Versoline foi um grande cara.

Carinhoso, muito divertido.

Meio filósofo.

Poeta.

Uma caligrafia espetacular.

Nas minhas idas e vindas com a Patrícia, ele me dava uns conselhos.

Eu até achava que ele me vigiava quando das investidas no Café Concerto.

Imagine.

O Dodinho comandando um samba de primeira.

O Marlon preenchendo a mesa com cervejas - tantas - que ele recolhia nosso consumo com um engradado.

E, vez ou outra, entrava o Paulinho.

Olhar atravessado, esperando de mim um bom comportamento.

Fiz o que pude.

Hoje, vejo a esposa e a filha – queridas – encantando, completando, iluminando a minha vida.

É isso.

A lembrança tem um sabor de gratidão.

Sua sensibilidade me ajudou no bom caminho.

A confirmação inquestionável de que devemos cultivar, respeitar e aproveitar a adorável convivência de quem nos quer bem.

Afinal, quem tem um amigo...

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Opinião

As sanções contra o Irã

Editorial do Estadão
Há mais dúvidas sobre o que os Estados Unidos efetivamente esperam da quarta rodada de sanções contra o Irã, que fizeram aprovar anteontem no Conselho de Segurança (CS) da ONU, do que sobre a determinação iraniana de chegar ao limiar da produção da bomba atômica - o que as punições visariam a impedir. Em defesa da adoção das medidas, os americanos e os seus aliados europeus usaram duas ordens de ideias, não apenas contraditórias, mas afinal inconvincentes, à luz do que se aprovou e de como se deu a votação no CS.

De um lado, o que a secretária de Estado Hillary Clinton chamou "as sanções mais significativas que o Irã já teve de enfrentar" tornariam exorbitante o custo político e econômico do programa nuclear da República Islâmica, obrigando o seu governo, ao fim e ao cabo, a negociá-lo a sério, pela primeira vez, com a comunidade internacional. De outro lado, a importância das sanções estaria "menos no seu conteúdo específico do que no isolamento do Irã pelo resto do mundo", na versão do secretário de Defesa Robert Gates.

A teoria do duplo trilho - punir e negociar - foi de fato contemplada na resolução do Conselho. O documento reproduz uma oferta concebida em 2008 pelo chamado grupo 5+1 (Estados Unidos, Rússia, China, França, Grã-Bretanha e Alemanha). Em troca da desistência de enriquecer urânio, o Irã teria reconhecido o seu direito à energia nuclear, recebendo ainda ajuda econômica e garantias de segurança. Mas a condição necessária para arrastar o Irã ao diálogo seriam as "sanções paralisantes" que atingissem o coração de sua economia.

Se dependesse dos EUA, a importação de petróleo iraniano e a venda de derivados ao país seriam embargadas até que Teerã se sentasse para conversar. No entanto, desde que se decidiram pelas sanções - depois da recusa inicial do presidente Mahmoud Ahmadinejad de enviar urânio para enriquecimento no exterior -, os americanos foram levados a perceber que as chances de aprovação de novas punições com o apoio da Rússia e da China eram inversamente proporcionais à sua dureza. Em tratativas intermináveis, os chineses diluíram o quanto puderam o projeto original.

As sanções ampliam o veto ao comércio de armas pesadas com o Irã, expandem o rol de empresas e autoridades iranianas na lista negra internacional - em especial a Guarda Revolucionária, que controla metade da economia nacional e o programa nuclear -, restringem as transações financeiras com o país e preveem a inspeção consentida de cargas destinadas ao Irã ou ali embarcadas. É quase unânime, porém, a avaliação de que isso tudo não tornará proibitiva a operação nuclear iraniana, muito menos abalará a posição desafiadora e o poder da teocracia de Teerã.

Já o objetivo de isolar o Irã não teria sido alcançado. Embora Washington tenha conseguido a adesão de Moscou e Pequim, em troca de concessões e recompensas, pela primeira vez um pacote anti-iraniano não foi aprovado por unanimidade ou apenas com abstenções. Brasil e Turquia votaram contra (e o Líbano se absteve). O dissenso reduziu a força simbólica das sanções. E os votos favoráveis da Rússia e China não alteram a intensidade de suas relações econômicas com o Irã. Os russos constroem ali um reator nuclear. Os chineses, principais parceiros comerciais da República Islâmica, procuram petróleo e constroem refinarias no país, cuja economia depende do setor energético em 80%.

Se assim é, por que as sanções? "Porque não sabemos o que mais fazer", responde o diretor do reputado Programa de Segurança Internacional da Universidade Harvard, Steven Miller. Porque os americanos precisam dissuadir Israel de bombardear as instalações nucleares iranianas, especulam outros. Porque o presidente Barack Obama precisava aplacar a oposição, acusam os críticos. Porque - e esta parece ser a explicação mais plausível - a resolução abre caminho para as muito mais severas sanções unilaterais que os EUA e países da União Europeia pretendem adotar.

Fica a pergunta: se as represálias não funcionarem, sobra o quê? Uma ação militar, diz o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas americanas, almirante Mike Mullen, seria a "última opção".
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Manchetes do dia

Sexta-feira, 11 / 06 / 2010

Folha de São Paulo
"Senado tira receita do petróleo do Rio e cria problema para Lula"

Em ano de eleição, Planalto terá de decidir sobre pontos polêmicos do pré-sal; redistribuição do ganho é 'covarde', diz Cabral

Aprovada na madrugada de ontem pelo Senado depois de 13 horas de sessão, a distribuição igualitária de royalties do petróleo do pré-sal entre Estados e municípios contrariou Lula e Estados produtores que apontam prejuízos na partilha, como Rio e Espírito Santo. A base governista tentará ainda derrubar a decisão na Câmara, nesta terça, a fim de tirar do presidente o ônus de vetá-la em ano eleitoral. Em 2009, o Rio recebeu R$ 7,5 bilhões do petróleo; no caso do pré-sal, ruja exploração não começou, não há estimativa das perdas. Aliado do Planalto, o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), chamou de "covarde" a emenda dos royalties. O Senado também mudou o projeto que cria um fundo social e destinou 50% dele à educação básica e superior. Em entrevista a uma rádio, Lula reclamou: "Daqui a pouco, o governo não vai ter como fazer política social, porque [a verba] já está carimbada".

O Estado de São Paulo
"Fatia estatal na Petrobrás crescerá com capitalização"

Senado aprova injeção de recursos, estimada em US$ 60 bi; expectativa é de forte participação estrangeira

O governo conseguiu aprovar no Senado o projeto que avaliza a capitalização da Petrobrás, o que deve ampliar a participação da União. O mercado estima que a operação movimente US$ 60 bilhões, ou um terço do valor da empresa em bolsa. Será a maior capitalização já feita no mundo. O governo quer adquirir ao menos 50% das ações ofertadas, saindo da operação com uma fatia superior a 42% e reforçando o perfil estatal da companhia para a nova fase do pré-sal. Hoje, a União detém 32,1%. O BNDES tem outros 7,7% e pretende acompanhar a oferta de ações. A Petrobrás espera concluir o processo até o final de julho. A expectativa é que a oferta tenha forte presença também de investidores estrangeiros. Além da capitalização, o Senado aprovou o novo modelo de exploração de petróleo. As vitórias foram possíveis depois que o governo abandonou a briga pela divisão dos royalties.

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quinta-feira, junho 10, 2010

Copa do Mundo

Quem leva o caneco?

Sidney Borges
Tenho acompanhado o que vai pela imprensa sobre os favoritos. Tirando os lugares comuns, Itália, Argentina, Alemanha, Inglaterra, Brasil e Espanha, concordo quando dizem que a Holanda vai ser um osso duro de roer. O Brasil poderá bater de frente com ela depois da primeira fase.

Temo mais os holandeses do que os argentinos, apesar de Messi ser hoje o melhor jogador do mundo. O que torna o Brasil competitivo é a defesa da Inter de Milão, barreira quase intransponível. Mas é voz corrente que faz falta o toque sutil, a jogada desconcertante. Kaká carrega nos ombros a responsabilidade de fazer a bola chegar aos pés de Robinho e Luis Fabiano. Mas Kaká é previsível e ainda não entrou na melhor forma. E não há ninguém para o lugar dele, Ganso ficou no Brasil.

Tem muita gente que torce o nariz para os atacantes de Dunga. Eu mesmo não escalaria Robinho, que considero apenas um bom jogador. Tomara que Kaká esteja inspirado e dê conta do recado lá na frente, atrás a coisa parece estar garantida. Não vai ser fácil marcar gols no Brasil.

E já que entramos no campo dos tomaras, tomara que não tenhamos desempenho semelhante ao da Copa de 1994, que ganhamos e festejamos pedindo desculpas pelo futebol apresentado.

Enfim, agora está todo mundo zerado, o que aconteceu nas eliminatórias é passado, página virada. Em 2002 suamos para ir e no final ganhamos, a Argentina chegou como favorita e decepcionou.

Em 1958 a coisa foi parecida, embarcamos para a Suécia graças a um gol solitário de Didi contra o Peru, no Maracanã. Na competição o time cresceu e foi campeão com sobra.

Curiosidade, naquela copa jogou um excepcional atacante francês, Just Fontaine, craque para ninguém botar defeito. Até hoje é o maior artilheiro em uma única copa, com 13 gols marcados. Apesar de ter um timão a França levou 7 gols do Brasil, embora o juiz não tenha dado dois. No início da competição Pelé, que tinha só 17 anos foi barrado por ser muito jovem e Garrincha por ser considerado extravagante, ou seja, matusquela, pois prendia o Dr. Carvalhaes nas sessões de acompanhamento psicológico. Assim que começava a sessão ele dizia:

- Teje preso doutor.

E, no final:

- Teje solto doutor.  

Quando entraram em campo, por pressão dos companheiros, o mundo ficou de queixo caído. Qual será a surpresa do Brasil nesta copa? Temos alguma carta na manga? Só o tempo dirá.

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Shakira



Começou a Copa

Sidney Borges
Está aberta a Copa do Mundo de 2010. Os organizadores convidaram Shakira para cantar Waka Waka, música tema dos jogos. A cantora colombiana espantou o cansaço, depois de quase três horas de cerimônia de abertura. Eu concordo com a escolha, Shakira bate um bolão, embora nunca tenha jogado futebol. Confira no vídeo.

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Coluna do Rizzo

O Ubatuba Víbora tem o honra de receber um novo novo colunista, o expert em pássaros Carlos Rizzo. Com vocês o primeiro texto de uma série que esperamos seja infinita...

Sidney Borges

Vidraças assassinas

Carlos Rizzo
Considerando as características do clima e dos cenários que Ubatuba nos oferece, é inevitável predominância da arquitetura com utilização de grandes janelas envidraçadas, seja em residências ou em prédios comerciais.

É inegável todo o conforto que as vidraças podem proporcionar e as paisagens que, através delas podemos vislumbrar, mas, como tudo tem um preço, uma das conseqüências negativas é a colisão de aves. Elas podem acontecer nas vidraças, grandes paredes pintadas de branco, cercas elétricas, fiação elétrica da rede publica.

Estima-se que nos USA 100 milhões de aves morrem anualmente vítimas das estruturas construídas pelos homens. E neste número, as vidraças são as campeãs. Não temos como estimar qualquer número no Brasil, mas não é difícil concluir que o número não é menos preocupante. Se de um lado temos menos construções que os americanos do norte, do outro, o número de aves no Brasil é muito maior.

Com a nossa preocupação em oferecer alimentos aos pássaros e bebedouros aos beija-flores, muitas vezes estamos expondo estas aves ao risco das colisões nas vidraças das nossas casas.

Mesmo com todo cuidado que tomamos para demonstrar que o ambiente interno não é a simples continuação do ambiente externo, é quase impossível evitar que o vidro, tal qual um espelho, reflita a paisagem externa dando a ilusão de que ali é a continuação das árvores existentes no entorno da casa.

Uma ONG canadense se propõem aos estudos dos problemas e as eventuais soluções, você pode visitar o site www.flap.org/new e lá encontrará inúmeras propostas de soluções, desde as mais caras como os emissores de ondas eletromagnéticas que conturbam a noção de vôo e afastam as aves, ou soluções bem caseiras como a simples colocação de adesivos.

Os adesivos podem ser confeccionados com papel Contact vermelho e recortados nos perfis de rapinantes que você pode imprimir.


Para sinalizar melhor, você pode reciclar CDs estragados e pendurar no beiral da casa com um fio de nylon ao nível das vidraças para que eles espelhem a luz do sol. Recortando o CD com um perfil sugerindo uma ave, terão dupla função, pois à noite irão afastar os morcegos refletindo aleatoriamente, e perturbando, o sinal sonoro que eles emitem para a orientação do vôo.

São medidas simples, mas com certeza necessárias, e que podem resultar em muitos ganhos para as nossas casas e para a natureza.

Nota - Para conseguir modelos de perfis recortáveis em papel adesivo, entre em contato com o site Ubatuba Birds. ubatubabirds@yahoo.com.br

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Ubatuba em foco

Moradores protestam em frente a rua que já foi fechada

Obra” no Parque Vivamar gera protestos; prefeitura diz que empreendimento é possível

Saulo Gil no Imprensa Livre
As primeiras movimentações de limpeza e poda ocorridas em dois lotes do Parque Vivamar foram suficientes para desencadear um protesto público de moradores do bairro, contra uma possível obra que estaria sendo idealizada pelo proprietário dos terrenos.

Segundo os residentes mais antigos do Vivamar, informações dão conta de que será erguido um prédio no espaço citado, criando mais algumas dezenas de moradias (apartamentos) no bairro, que é considerado atualmente residencial, pacato e de alto padrão.

O projeto, que até agora não foi oficializado junto à prefeitura, seria executado no espaço conhecido como “Morro do Parque Vivamar”.

Para os moradores que são contra o empreendimento, o local apresenta diversas peculiaridades que tornariam uma obra deste porte inviável. “Primeiro que o cidadão já cercou uma rua, que dá acesso a um terreno público do loteamento, uma área verde localizada entre os dois lotes particulares. Segundo, estudos da USP comprovam que no entorno do morro existe um cemitério indígena, com importante sítio arqueológico para o setor, tem até material retirado daqui em museu.

E, por fim, ainda querem construir um prédio de quatro andares ao lado do aeroporto, podendo colocar em risco as manobras de pouso e decolagem”, relata a moradora Carla Stolf, acrescentando outras questões pertinentes como impacto de vizinhança e saneamento local também são argumentos desfavoráveis ao suposto empreendimento.

“Nosso bairro é tranquilo e sempre foi assim, nos últimos anos, o fluxo de veículos já aumentou por falta de alternativas de ligação entre o Itaguá e o Centro. Agora, acrescente a essa realidade, mais não sei quantos apartamentos. Corre-se o risco de que o bairro fique todo descaracterizado, apenas pela realização de um empreendimento”, completa Stolf.

Prefeitura vê possibilidade

O secretário de Arquitetura e Urbanismo, João Paulo Rolim, garante que a prefeitura exigirá todos os documentos acordados com o MP para a liberação do alvará de construção. Segundo Rolim, em conversa com o promotor local, foi ressaltada a importância da aprovação por parte do Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (DAESP) e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

“Nós queremos que tudo esteja calçado na Lei. Sobre o loteamento, o próprio memorial descritivo, averbado em cartório, registra a área com uma destinação diferenciada, como um hotel, uma edificação maior, ou comercial.

Portanto, o que está em discussão é a necessidade das autorizações por parte do Daesp, sobre a influência nas operações do Aeroporto, e o laudo local do Iphan, com relação à importância da área para o setor de estudos públicos”, explica Rolim, garantindo que a prefeitura não permitirá e nem quer que aconteça uma construção com risco de embargo.

“Acho que se algo for questionado a saída será o meio jurídico. No entanto, seremos criteriosos, pois não desejamos que a situação fique semelhante a um prédio na região da Praia Grande, onde foi levantado o esqueleto , mas a obra embargada.

Ficou anos a construção manchando o visual da praia, servindo como pontos para usuários de drogas, com empreendedor e vizinhos descontentes”, cita o secretário de Arquitetura e Urbanismo de Ubatuba, considerando que, caso não haja qualquer questionamento por parte dos órgãos envolvidos, o empreendimento deverá se tornar viável, já que está de acordo com o contrato elaborado pelo loteador na época de sua criação.

Apesar da opinião João Paulo Rolim ressalta que ainda não existe qualquer processo nesse sentido nos arquivos da prefeitura. Até agora, só foi solicitado a limpeza dos terrenos e alguns pareceres sobre a região.
 
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Opinião

Código Florestal

Editorial do Estadão
O brasileiro precisa de comida farta, boa e barata e também de um ambiente saudável e tratado com respeito. O bem-estar desse brasileiro, o chamado homem comum, depende tanto da política agrícola quanto da preservação da natureza. Mas é ele a figura menos lembrada no lamentável debate sobre a reforma do Código Florestal. Esse debate vem sendo apresentado como um confronto entre fazendeiros, defendidos no Congresso pela bancada ruralista, e grupos ambientalistas, empenhados na proteção de rios, matas e solos ameaçados pela ação devastadora de um bando inescrupuloso. De um lado, a ambição sem limites, de outro, a virtuosa cruzada a favor da natureza.

Um debate nesses termos não interessa ao Brasil. Os brasileiros precisam de políticas bem equilibradas para promover o desenvolvimento econômico e social com um mínimo de danos ao ambiente. E não tem sentido pensar em desenvolvimento, num país como o Brasil, sem levar em conta o aproveitamento do enorme potencial de seu solo. A agropecuária brasileira já mostrou sua eficiência, proporcionando ao mercado interno comida farta e barata - das mais baratas do mundo - e contribuindo como grande exportadora para a segurança cambial e a expansão econômica do País.

O relator dos projetos de mudanças no Código Florestal, deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), tem feito um esforço respeitável para conciliar os interesses da produção - e não só de um grupo de grandes produtores - e as condições de preservação ambiental. Segundo Rebelo, o Código Florestal Brasileiro resultou de um trabalho sério e competente, mas milhares de normas adicionais converteram a legislação em vigor numa barafunda e num pesadelo para milhões de agricultores. Algumas dessas normas nunca foram cumpridas, estão em desacordo com formas consagradas de produção - como o plantio de arroz em várzeas - e é preciso reconciliar a legislação com a realidade e as necessidades do País. É esse o objetivo da reforma, tal como apresentada pelo relator. Essa perspectiva torna possível uma discussão razoável, balizada pelos interesses mais amplos do País. Mas a radicalização tem quase impossibilitado esse debate.

A leitura do relatório pelo deputado Aldo Rebelo foi tumultuada, na terça-feira, pela intervenção de manifestantes contrários a qualquer atualização das normas ambientais. Não se sabe quantos desses manifestantes têm competência para entender e avaliar o conjunto dos problemas - porque não se trata apenas de preservar a natureza, mas de combinar conservação e produção. Também não se sabe quanto estão interessados em levar em conta os dois objetivos.

O deputado Aldo Rebelo vai mais longe, quando analisa a ação de organizações não-governamentais (ONGs). "Com pouco mais de 30 mil habitantes, a cidade de Colíder, em Mato Grosso, é capaz de atrair 500 ONGs, muitas delas financiadas por produtores estrangeiros de grãos, concorrentes de brasileiros, para obstruir a Rodovia Cuiabá-Santarém", escreveu o relator em artigo publicado nessa terça-feira no Estado.

Não há como descartar sem maior atenção as preocupações do deputado. De fato, centenas de ONGs têm-se envolvido não só na discussão de importantes problemas brasileiros, mas até em ações ilegais ou de legalidade duvidosa. Algumas são conhecidas, têm representações no Brasil há muito tempo e sua participação nos grandes debates é rotineira. Mas há centenas de outras em ação e há fortes motivos para se perguntar a quem servem e por quem são financiadas.
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Manchetes do dia

Quinta-feira, 10 / 06 / 2010

Folha de São Paulo
"ONU aprova sanções ao Irã, e Lula diz que é 'birra'"

Presidente critica o Conselho de Segurança; iraniano Ahmadinejad compara a decisão a lixo

Com apenas dois votos contrários - do Brasil e da Turquia - e uma abstenção - do Líbano -, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a quarta rodada de sanções contra o Irã por causa do seu programa nuclear. Apesar de elogiarem os esforços do Brasil e da Turquia por uma solução negociadas, 12 países do conselho votaram a favor da resolução, elaborada pelos EUA. O presidente Barack Obama disse que a decisão não "fecha a porta para a diplomacia". Para o brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, os votos pela punição ocorreram "apenas por birra". Segundo ele, o Conselho de Segurança perdeu chance histórica para negociar. O iraniano Mahmoud Ahmadinejad, chamado de companheiro por Lula, comparou a medida a "papel para limpar a boca que jogamos no lixo".

O Estado de São Paulo
"ONU aprova novas sanções ao Irã e Lula diz que é 'birra'

Apenas Brasil e Turquia votaram contra, e presidente brasileiro critica países que se alinharam aos EUA

"O Conselho de Segurança da ONU aprovou a quarta rodada de sanções ao Irã, por causa de seu programa nuclear. Dos 15 votos, 12 foram favoráveis - apenas Brasil e Turquia votaram contra, e o Líbano se absteve. Embaixadores de EUA, França e Grã-Bretanha celebraram o resultado como uma vitória. Já os representantes de Brasil e Turquia saíram sem falar com os repórteres. O texto ficou aquém do que pretendiam os EUA, com o objetivo de obter o apoio de China e Rússia. O Brasil não participou das negociações para a elaboração do documento. O presidente Lula disse que as sanções foram aprovadas por "birra" e criticou quem se alinhou aos EUA. "Espero que o companheiro (Mahmoud) Ahmadinejad continue tranquilo", disse Lula, referindo-se ao presidente do Irã.

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quarta-feira, junho 09, 2010

Víbora Verde


Não Irã, ONU.

Sidney Borges
A ONU disse não ao Irã. Enriquecer urânio não pode. Fazer bomba não pode. Enforcar dissidentes, arrancar o fígado de homossexuais, prender e arrebentar pode. O que será que vai acontecer agora? Qual será o próximo passo? Não faço idéia, mas tenho a sensação de estar assistindo a um filme velho. Sempre impliquei com a falta de sensibilidade dos inimigos dos Estados Unidos. Stalin, por exemplo. Em vez de gastar milhões financiando comunistas no terceiro mundo poderia ter criado uma Hollywood soviética. E enchido os países subdesenvolvidos de filmes de farveste. Com os índios ganhando todas. Imagino o sucesso que fariam. Como seria engraçado ver Bufalo Bill perdendo o cavanhaque. E os exércitos ululantes de Touro Sentado cravando milhares de flechas no Capitólio. Comunistas são duros de cintura, não saem dos trilhos por nada, bitolados, não têm imaginação. Quando eu era jovem não usavam jeans nem ouviam música americana. Cuecões. Vinte anos depois do fim do império vermelho o Brasil continua cheio de comunistas querendo briga com os Estados Unidos. Hoje isso significa ter de enfrentar a China de quebra, já que os patrícios de Fu Man Chu colocam a poupança em letras do tesouro americano. Aliás, o Brasil também. Para mim esse papo de que todos têm o direito de ter bomba atômica não cola. É conversa para aquietar a militãncia. E, afinal de contas, o que nós temos a ver com os problemas do Irã? Por aqui há tanta coisa errada...

Mundo

Conselho de Segurança da ONU aprova novas sanções ao Irã

Do MSN (original aqui)
NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou nesta quarta-feira uma quarta rodada de sanções contra o Irã por conta do programa nuclear da República Islâmica, que o Ocidente suspeita ter objetivo de desenvolver armas atômicas.

Foram 12 votos a favor da resolução. O Líbano se absteve, enquanto Turquia e Brasil votaram contra.

Os 15 países do Conselho se reuniram para votar a proposta de resolução, resultado de cinco meses de negociações entre EUA, Grã-Bretanha, França, China, Rússia e Alemanha.

As quatro potências ocidentais queriam medidas mais duras, inclusive contra o setor energético iraniano, mas Pequim e Moscou conseguiram diluir as punições previstas no documento de dez páginas.

A secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, disse na terça-feira no Equador que estas serão "as sanções mais significativas que o Irã jamais enfrentou".

O Irã rejeita as acusações ocidentais, alegando que suas atividades de enriquecimento de urânio estão voltadas apenas para fins pacíficos, como geração de energia e pesquisas médicas.

A resolução prevê restrições a mais bancos iranianos no exterior, caso haja suspeita de ligação deles com programas nuclear ou de mísseis. Estabelece também uma vigilância nas transações com qualquer banco iraniano, inclusive o Banco Central.

Além disso, ela amplia o embargo de armas contra o Irã e cria entraves à atuação de 18 empresas e entidades, sendo três delas ligadas às Linhas de Navegação da República Islâmica do Irã, e as demais vinculadas à Guarda Revolucionária.

A resolução estabelece também um regime de inspeção de cargas, semelhante ao que já existe em relação à Coreia do Norte.

Paralelamente à resolução, 40 empresas serão acrescidas a uma lista pré-existente de empresas com bens congelados no mundo todo, por suspeita de colaboração com programas nuclear e de mísseis do Irã.

No mês passado, Brasil e Turquia mediaram um acordo de intercâmbio de material nuclear do Irã, na esperança de que isso desse espaço a mais negociações e evitasse as novas sanções.

EUA e seus aliados, no entanto, disseram que o acordo não altera a recusa do Irã em abandonar o enriquecimento de urânio, conforme exigiam cinco resoluções anteriores do Conselho de Segurança. (Reportagem de Louis Charbonneau e Patrick Worsnip)

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Copa do Mundo

Robinho em questão

Sidney Borges
Logo depois do jogo contra a Tanzânia recebi um e-mail contestando o que escrevi sobre o atacante Robinho. O leitor afirma que não entendo nada de futebol, segundo ele Robinho é craque e vai ser o artilheiro da Copa. Talvez seja meu caro Carlos Eduardo, não vou revelar o seu endereço eletrônico, conforme você pediu, mas contesto a sua afirmativa. Como brasileiro entendo de futebol sim. E digo mais, Robinho é de fato um craque, escrevi isso e vou ilustrar o que penso dele lembrando de um fato ocorrido no Alabama, na década de 1950.

O governador do estado segregacionista decretou a igualdade. A partir daquele dia não haveria distinção racial, todos seriam considerados verdes. Entusiamado com a novidade um cidadão afro-descendente sentou-se na parte da frente do ônibus. Logo o cobrador o interpelou mostrando a seção traseira do coletivo, antes reservada aos negros.

- Agora não há mais brancos e negros, somos todos verdes, disse o passageiro.

O cobrador concordou, com ressalvas:

- É verdade, neste ônibus somos todos verdes, mas os lugares da frente são para os verdes claros e os do fundo para os verdes escuros.

Vamos imaginar que o deus do futebol decretasse - desculpe, determinasse, quem decreta é o presidente - que os craques passariam a ser dourados. Haveria alguns brilhantes e outros nem tanto. Robinho imediatamente ficaria dourado, mas opaco. Digo mais Carlos Eduardo, citando o filósofo da bola Neném Prancha, treino é treino, jogo é jogo. Fazer gols na Tanzânia num amistoso é uma coisa. Marcar na Copa contra adversários motivados são outros quinhentos. Continue lendo o Ubatuba Víbora, o único veículo da imprensa virtual nanica que tem um cachorro comentarista, o incomparável Fred-Brasil. Au!

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Opinião

O Brasil em ritmo chinês

Editorial do Estadão
A economia brasileira disparou no primeiro trimestre e cresceu 2,7%, em ritmo equivalente a 11,2% ao ano, enquanto a maior parte do mundo mal começava a sair da recessão. O governo tem excelentes motivos para celebrar esse desempenho, especialmente porque o aumento da produção e das vendas veio acompanhado de uma forte expansão do emprego. Mas a boa notícia é também um fator de preocupação. Para o Brasil, expansão chinesa resulta em aumento da inflação e em perigoso desajuste das contas externas.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, concorda com essa avaliação, mas tenta tranquilizar quem se preocupa. Segundo ele, a acomodação já começou e o crescimento acumulado no ano ficará entre 6% e 6,5%.

Os bons números divulgados ontem pelo IBGE não chegaram a surpreender. Tanto no governo quanto no setor privado já se estimava para o primeiro trimestre uma expansão na faixa de 2% a 2,5%. Mantido ao longo do ano, esse nível de atividade resultaria num crescimento pouco abaixo ou pouco acima de 10%.

Na última semana, as projeções econômicas coletadas pelo Banco Central em consultorias e instituições financeiras já eram baseadas em estimativas dessa ordem. Os cálculos indicavam para 2010 uma inflação de 5,6%, bem acima do centro da meta (4,5%), um superávit comercial de apenas US$ 15 bilhões e um déficit de US$ 48,5 bilhões na conta corrente do balanço de pagamentos. Para 2011 projeta-se um rombo de US$ 58 bilhões.

É razoável prever alguma acomodação da atividade econômica ao longo do ano e alguns sinais já são indicados pelas entidades empresariais. Mas são sinais pouco claros. Em maio, as montadoras produziram 309.629 veículos, 6,6% mais do que no mês anterior e 14,9% mais do que um ano antes. O arrefecimento observado em abril parece ter sido passageiro. Os últimos dados gerais da Confederação Nacional da Indústria (CNI) são desse mês. Em abril, segundo esse levantamento, a indústria de transformação faturou 4,9% menos que em março, descontada a inflação. As horas de trabalho na produção diminuíram 3,4%..

No entanto, o uso da capacidade instalada aumentou 0,8%, chegou a 83% e voltou ao nível anterior à crise de 2008. De janeiro a abril deste ano o faturamento real foi 12,1% maior do que o de um ano antes. Se a capacidade usada é a mesma de antes da crise, o investimento do último ano e meio foi insuficiente para um crescimento seguro.

Essa hipótese parece confirmada pelo IBGE. No primeiro trimestre, o investimento em máquinas, equipamentos e instalações aumentou 7,4% em relação aos três meses finais de 2009, um resultado notável. Mantido até o fim do ano, esse desempenho corresponderia a um crescimento de 33%. Mas a evolução acumulada em quatro trimestres, até março, ainda foi uma redução de 1,5%. A proporção entre o investimento e o Produto Interno Bruto (PIB), 18%, voltou ao nível do primeiro trimestre de 2008. Apesar da elevação, continua insuficiente para uma expansão econômica sensivelmente superior a 5% ou 6% ao ano.

O setor privado continua sendo, de longe, o responsável principal pela ampliação da capacidade produtiva. No setor público, a Petrobrás é uma exceção. O governo poderia fazer muito mais do que tem feito para ampliar e modernizar as estradas e outros componentes da infraestrutura. Mas não tem mostrado capacidade gerencial para isso nem tem oferecido ao setor privado oportunidades suficientes para participar desse esforço por meio de concessões e de parcerias.
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Manchetes do dia

Quarta-feira, 09 / 06 / 2010

Folha de São Paulo
"PIB tem maior alta desde 1996"

Puxado por indústria e investimentos, crescimento foi de 9% no 1° trimestre; ritmo chinês, porém, dá sinais de desaceleração

O Produto Interno Bruto, soma dos bens e riquezas que o país produz, subiu 9% de janeiro a março ante igual período de 2009. É a maior alta desde janeiro de 1996, quando o IBGE iniciou esse tipo de comparação. Mantido esse ritmo, o crescimento superaria 11% neste ano. Dados sobre produção de papelão para embalagens e fabricação de veículos, porém, já indicam desaceleração. Além disso, o primeiro trimestre de 2009 registrou queda de 2,1% no PIB, o que explica o salto. Os destaques da alta nos três primeiros meses foram a indústria e os investimentos, dois setores que ainda não haviam recuperado todas as suas perdas na crise. A indústria cresceu 4,2%, e os investimentos, 7,4%. Analistas preveem freada a partir do segundo trimestre, devido ao fim de incentivos fiscais (como o corte no IPI dos carros) e à provável alta dos juros, em reação à pressão inflacionária. Para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o crescimento é "sustentável".

O Estado de São Paulo
"PIB tem alta recorde de 9% e expõe risco de superaquecimento"

Investimento e indústria sustentam ritmo de crescimento no trimestre, que corresponde a 11,2% em um ano

O PIB dos três primeiros meses de 2010 cresceu 2,7%, (11,2% em base anualizada) em relação ao do trimestre imediatamente anterior. Comparado com o índice do mesmo período de 2009, o PIB do primeiro trimestre expandiu-se 9%, o recorde da série iniciada em 1995, segundo o IBGE. ''Vivemos momento de ouro. O Brasil merecia e precisava disso”, comemorou o presidente Lula. Puxado pelos investimentos - com alta de 26% - e pela indústria - que cresceu 14,6% -, o forte desempenho do PIB reforça preocupação de muitos analistas com o superaquecimento econômico, que pressiona a inflação. “É preciso apertar mais a política monetária", diz Gustavo Loyola, ex-presidente do Banco Central. Para o economista José Roberto Mendonça de Barros, a política fiscal deveria ter mudado de rumo no fim do ano passado. "Essa superaceleração tem forte ligação como ciclo eleitoral", avalia.

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terça-feira, junho 08, 2010

Frases

"Obviamente que a seleção vai ganhar porque não temos muitos adversários, não tem muita novidade na Copa do Mundo."

Lula

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Por falar em dossiê...



Caiu na Rede.

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Entrevista de Joel Santana em Inglês



Idiomas estrangeiros

Sidney Borges
Joel Santana entende de futebol. Tanto isso é verdade que foi convidado a dirigir o time da África do Sul, anfitrião da Copa 2010. Joel Santana é brasileiro, carioca, fala português com os esses arrastados que dão tanto charme às garotas da Cidade Maravilhosa. Na África do Sul falam muitos idiomas, o inglês é um deles. Joel Santana teve dificuldades para se expressar na língua de Shakespeare. No Brasil virou piada. Eu também achei engraçado, não pelo inglês, pela loquacidade simpática, pela segurança de quem sabe o que está dizendo. Ainda que de forma um tanto confusa. A língua inglesa tem sonoridade complexa, na Inglaterra sempre me perguntam se sou turco. Coisa da colocação da sílaba tônica. No episódio do grande técnico Joel Santana ficou evidente a mentalidade colonizada que viceja por aqui. Gringos não se envergonham de pedir a café, ou dizer que o Eva Vilma é um grande artista. Não se sentem inferiores por isso. Brasileiros sim, não falam, mas dão risadas de quem tenta. Subdesenvolvimento cultural é isso.

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Brasil

Lula admite disputar eleições em 2014

Luiza Damé e Chico de Gois, de O Globo:
Numa das entrevistas dos últimos dias sobre a Copa do Mundo, o presidente Lula admitiu disputar novamente as eleições em 2014. Ao responder à pergunta da "Band" se descartava ser candidato em 2014, o presidente respondeu que não, mas disse que, na Copa do Mundo do Brasil, vai assistir aos jogos, no Morumbi ou no Maracanã, como torcedor.

- Espero, como torcedor, estar no Morumbi ou no Maracanã assistindo ao jogo da seleção brasileira - disse Lula.

O entrevistador perguntou se isso significava que descartava disputar as eleições de 2014, e Lula respondeu:

- Não, eu não descarto (ser candidato), mas a única coisa que tenho certeza é que vou estar fora do governo (na Copa de 2014).

Lula tem sido dúbio ao tratar da sucessão presidencial em 2014. Em 2007, à "Folha de S. Paulo", ele disse que a conjuntura política do momento indicaria se deveria ou não ser candidato.

No início deste ano, porém, ao "Estado de S. Paulo", Lula afirmou que não pensava em retornar à Presidência em 2014, porque o eleito teria direito de tentar a reeleição.

Na última pesquisa Ibope/TV Globo/Estadão, divulgada semana passada, Lula aparecia, na sondagem espontânea (quando os nomes não são apresentados), com 12% , contra 15% de Serra e 19% de Dilma.

A avaliação no meio político é que se a petista Dilma Rousseff for a eleita, dificilmente Lula disputaria a eleição presidencial de 2014.

Mas, se o vitorioso for o tucano José Serra, o próprio PT não abriria mão da candidatura de Lula ao Palácio do Planalto. Em 2015, quando iniciaria esse eventual terceiro mandato, Lula estará com 69 anos - um ano a mais do que Serra tem hoje.
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Nota do Editor - Otimista que é, Lula admite a possibilidade de disputar a eleição em 2014. Em caso de vitória de Serra e, se estiver vivo, certamente será candidato. No entanto há uma pedra no meio do caminho. Dilma é seu nome. Uma vez vitoriosa a brava ex-guerrilheira terá o privilégio de sentir o gosto do maná dos deuses: o poder. Com a mobilidade celestial do aerolula. Humanos são mutáveis. Ao empunhar a caneta mágica desdizem o que disseram. Lula exemplifica a tese, dois de seus principais aliados são Collor e Sarney. Dilma não será exceção. Com o tempo dará ouvidos ao exército de assessores-aduladores, cuja cantilena mântrica repetirá 24 horas ao dia:

- Você é mais bonita, mais inteligente, mais preparada...

Espere e confira.

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Coluna do Mirisola

Mentiras sinceras

"Em quem eu vou votar? Na falta de uma Sarah Palin, é claro que não vou votar na Dilma que terá, dizem, o mordomo sinistro, Michel Temer como vice – sei lá, parece que essa dupla fazia figuração na família Adams, tenho medo. Zé Serra também é sinistrão, e eu penso que ele devia logo escolher uma vice. Sugiro a Márcia Goldschmidt. Aí meu voto é dele."

Marcelo Mirisola*
Escrevi quando Obama foi eleito, ipsis litteris:

"O fato de Obama ser negro não vai servir para estabilizar a economia nos EUA, nem vai acrescentar Big Mac e batatas fritas à dieta dos iraquianos. E os talibans, igualmente, continuarão fanáticos e explosivos, seja no Afeganistão ou disfarçados de vendedores brasileiros de hot dog no Central Park. O fato de Obama ser negro não vai fazer o Hezbollah desistir de acabar com Israel. Quero apostar que o presidente do Irã continuará a enriquecer urânio e continuará negando o holocausto que aconteceu na segunda guerra mundial. Putin ou o avatar correspondente vai massacrar quem aparecer na sua frente, e o fato de Obama ser negro tampouco vai frear a tagarelice de Hugo Chávez. A camada de ozônio também continuará furada apesar de Obama ser negro, e apesar de o Caetano Veloso morrer de tesão pelo Obama, nada vai mudar. Quer dizer: vai continuar tudo na mesma porque Obama não é Deus, e nem de longe é o Lula.

Então qual é a graça de os EUA terem eleito Obama? A meu ver, nenhuma. Uma pena, porque se McCain tivesse sido eleito, teríamos pelo menos uma grande chance de ele não terminar o mandato e de Sarah Palin assumir a presidência dos EUA. Aí sim, a coisa ia ser divertida. Já pensaram em Sarah Palin, com aquela cara de secretária bilíngüe de filme pornô, açoitando subalternos e fumando charutões fálicos no Salão Oval da Casa Branca?"

Só há um pequeno erro aí e um acerto surpreendente, que se complementam e que – confesso – me deixaram pasmo. Os místicos chamariam de destino. Ou seja, apesar da torcida contra, Obama continua não sendo Lula nem de longe, e o “destino” cujo nome poderia ser Barack agora pregou uma peça em si mesmo: recomendou a Lula que encontrasse o presidente do Irã, e fizesse o dever dos EUA na casa do capeta.

O que aconteceu? Ahmadinejad jura por Alá que, graças ao xaveco do Lula, o urânio que se enriquece por aquelas plagas não será mais o mesmo. O destino, ou melhor, Obama é quem dirá. Tanto faz a cor que lhe atribuam, pode ser preto, branco, amarelo ou azul turquesa: mandou a cartinha pro Lula, reconheceu firma no cartório e agora está desmoralizado.

Só está faltando Deus, digo, só falta Lula convidar o presidente do Irã para uma churrascada em Bikernau e pruma sauninha em Auschwitz. Porque bastou Lula fazer um afago no desvairado presidente do Irã que as coisas se resolveram. Simples, né? Os assassinos e os déspotas, esclarecidos ou não, bem como os pedófilos e os maiores filhos da puta desse mundo, ora, eles também amam e querem colinho.

Penso que depois desse acordo, a Cornell University, onde a furibunda Hillary Clinton fez mestrado ou doutorado (dá na mesma: não serviu pra nada...) devia incluir em seu currículo algumas modalidades de palitinho, sinuca e os manjadíssimos Banco Imobiliário, War e Batalha Naval ( versão joguinho de dados!) e também a obrigatoriedade da monoglotice, mistura de tagarelice com os erros do nosso português ruim. Essa gente, penso, devia ler o Xico Sá, nosso impudico anti-Nathaniel Hawthorne do Vale do Cariri via galeria Pajé!

Obama - vejam só - é doutor em Harvard. Esses lugares não servem nem pra ensinar cachorro a latir, Lula e Ahmadinejad provaram que não. O único problema é que, segundo o Barão de Itararé (que nada tem a ver com o outro Barão, aquele do Rio Branco que secou ), cachorros que latem não mordem, enquanto estão latindo. Sinceramente, tenho medo de dona Hillary Rottweiler Clinton. Agora, depois do vexame que Lula impôs à Casa Branca, a raivosa secretária norte-americana diz ou late o seguinte: “O acordo au au é nocivo à segurança do Planeta au au au au”.

Essa gente morde e invade com gosto e manda bucha em embarcações humanitárias, sabemos disso. Oremos a Deus e a Alá, e a Oxalá também, para que os desdobramentos das mentiras que nós contamos seja menos nefasto do que os desastres que sempre acompanharam as mentiras deles. No caso de as mentiras dos gringos prevalecerem teremos mais invasões, guerras, genocídios e o diabo a quatro. Caso o nosso simpático 171 prevaleça, o estrago será – espero... - apenas alegórico ou carnavalesco, a saber: cinco Nobéis para o Lula, o da paz que já está no papo, e o da química, porque é fato que rolou uma química entre ele o homem que continua enriquecendo seu urânio, nega o holocausto e é obcecado por riscar Israel do mapa (Israel parece que pede por isso...) e o Nobel de física e o da metafísica também, uma vez que o filho da dona Lindu ( que eu já chamei de cachaceiro, boca de esgoto, omisso, despreparado etc, etc ) não é desse mundo. Mea culpa. Quiçá o Nobel de biologia para o Lula, no quesito evolução da espécie metida a besta.

Em quem eu vou votar? Na falta de uma Sarah Palin, é claro que não vou votar na Dilma que terá, dizem, o mordomo sinistro, Michel Temer como vice – sei lá, parece que essa dupla fazia figuração na família Adams, tenho medo.

Zé Serra também é sinistrão, e eu penso que ele devia logo escolher uma vice. Sugiro a Márcia Goldschmidt. Aí meu voto é dele.

*Considerado uma das grandes relevações da literatura brasileira dos anos 1990, formou-se em Direito, mas jamais exerceu a profissão. É conhecido pelo estilo inovador e pela ousadia, e em muitos casos virulência, com que se insurge contra o status quo e as panelinhas do mundo literário. É autor de Proibidão (Editora Demônio Negro), O herói devolvido, Bangalô e O azul do filho morto (os três pela Editora 34) e Joana a contragosto (Record), entre outros.

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