sábado, maio 29, 2010

Antonio Carlos Jobim - Two Kites

Cautela!


Lula e o muque

Sidney Borges
Lula está brabo. O Império que se cuide. Lula comprou caças franceses e tem pré-sal pra dar e vender.

Lula está brabo. Quando Lula fica brabo o mundo treme. Que mêda!

Fut

Cuecas e botões

Sidney Borges
A perspectiva de ver Maradona correndo pelado pelas avenidas de Buenos Aires bateu forte no meu imaginário. Lembrei-me de Gardel e Perón. Será que Maradona é peronista?

Houve época em que todos os argentinos eram peronistas, fossem de direita, de centro ou de esquerda. Os movimentos radicais que pegaram em armas também e os membros da repressão que prendiam e arrebentavam ídem.

Gardel cantava tangos quando a Argentina era tão rica que os  magnatas acendiam charutos com notas de 100 dólares. Nesse tempo de prosperidade todo mundo usava cueca samba-canção com botões de madrepérola, depois da guerra botões de pressão. Coisa de americanos. Não foi uma boa troca. Sendo metálicos enferrujavam e cuecas de meia-vida deixavam de resguardar áreas nobres para virar pano de chão.

Tango é bonito, gosto de ver dançarinas cheias de curvas enrodilhando-se no parceiro brilhantinado. Com ar grave, seríssimas, semblante de quem está tirando o pai da forca. Como as dançarinas de flamenco.

Quando Zorba o Grego inventou a cueca moderna os botões sumiram de cena. Antes foram protagonistas de um caso que marcou época. Segundo a história, Brigitte Bardot, condenada ao fuzilamento por maus-tratos a animais, pediu para morrer nua. Levada ao paredão, desabotoou a capa e mostrou-se como veio ao mundo. Antes que tiros fossem disparados caiu sem vida sobre a capa a seus pés.

A autópsia solucionou o mistério. Morte por estilhaços de botões de cuecas.

Depois da performance cinematográfica de Anthony Quinn nada semelhente tornou a acontecer. Já não havia botões a estilhaçar. Ou a enferrujar. Algum leitor poderá perguntar. O que tem a ver Maradona com Perón, Gardel e cuecas samba-canção?

Pois digo que tem tudo a ver, Maradona sempre será enredo de tango. Pena que Gardel não esteja vivo. Quanto a Perón, não sei bem onde encaixá-lo, mas quando se fala em Argentina não há como olvidar Evita e Isabelita. 

Na infância tive cuecas argentinas. Ótimas. Dunga, por favor, não permita que Maradona cumpra a promessa. Vença seu seteanão de uma figa. Traga o caneco.

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Dinheiro

Transparência

Estados e municípios são obrigados a divulgar suas receitas e despesas pela Web

Do InfoMoney
Começou a vigorar ontem, sexta-feira (28), a Lei Complementar n° 131/09, que determina que estados e municípios com mais de 100 mil habitantes sejam obrigados a divulgar pela internet suas receitas e despesas.

De acordo com informações da Agência Senado, os dados deverão ser transmitidos sem a necessidade de proteção por senha, o que acontece no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal, o Siafi, que exige um código de acesso.

Conforme estipulado pelo projeto, nas informações publicadas, deverão constar os números dos processos e das pessoas físicas e jurídicas beneficiadas com pagamentos dos governos estaduais e municipais.

Normas

Os estados e municípios entre 50 mil e 100 mil habitantes terão até maio de 2011 para realizarem a adoção do sistema. As regiões com menos de 50 mil habitantes poderão se adaptar até maio de 2013.

Segundo o projeto, do então senador João Capiberibe (PSB-AP), após o prazo determinado, as prefeituras que não cumprirem a lei deixarão de receber transferências da União, como os fundos de participação de estados e municípios.

"Não é um Siafi, que é complicado e precisa de senha. Nosso projeto obriga que todos os entes públicos abram seus sistemas de administração orçamentária e financeira, coloquem tudo na internet, o que foi comprado, de quem foi comprado e qual o valor pago", afirmou o parlamentar, em novembro de 2004, logo após a aprovação da proposta pelo Senado.

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Cultura

Cartões de visita

Milton Hatounm - O Estado de S.Paulo
A biografia mais breve do mundo é um cartão de visita. Às vezes, nesse diminuto retângulo de papel, reconhecemos o nome de um amigo que sumiu. Ou de um gatuno que nos deu um golpe e anda escondido por aí...

Encontrei o cartão de Gwen P.W. quando eu fazia uma limpeza geral no baú do passado. Eu a conheci em 1994 no câmpus de Berkeley, onde fomos colegas de departamento. Não sei onde está Gwen, talvez em alguma universidade na costa Leste dos Estados Unidos, pois naquele ano ela me disse que queria mudar de ares e morar na outra extremidade de seu país.

Lembro que era simpática e tinha um riso solto; conhecia muita coisa sobre literatura colonial da América hispânica, falava um pouco de quéchua e gostava de conversar sobre Sam Cooke, autor da música A Change Is Gonna Come, inspirada por Blowin" in the Wind, de Bob Dylan. Quando li o ótimo livro Like a Rolling Stone, de Greil Marcus (Companhia das Letras), me lembrei de um encontro com Gwen.

"Ah, quando penso em Berkeley nos anos 60... ", disse minha amiga, numa tarde em que ela saiu do câmpus para fumar. Gwen me perguntou como era o Brasil na década de 60. Eu disse que era melhor nem pensar nisso.

"Reagan e Thatcher enterraram muitas das nossas conquistas", disse Gwen, enquanto fumava. "Agora o politicamente correto chegou para valer. É mais uma variante do puritanismo americano."

Em 1994, quando morei em Berkeley, já era proibido encarar uma aluna por mais de cinco segundos; eu lecionava com os olhos no teto ou na parede do fundo da sala: o olhar fixo em algum ponto em que eu imaginava uma aranha tecendo sua teia. Num átimo de devaneio, podia admirar o céu maravilhoso da Califórnia. Mas nada de olhar com insistência para alguém, isso nem pensar. No começo do semestre letivo caí na besteira de fechar a porta do meu escritório quando atendia os alunos. Fui advertido pelo chefe do departamento: a porta devia ficar aberta, para que todos vissem que eu e a aluna (ou aluno) estávamos conversando sobre questões da matéria ensinada ou sobre a avaliação. Quando contei esse episódio para Gwen, ela me disse: se o chefe não tivesse agido assim, ele seria delatado por algum aluno ou professor. Depois seria advertido.

Nunca mais vi Gwen, rasguei o velho cartão da UC Berkeley e dezenas de cartões de pessoas que não recordava o nome nem o rosto. Fiz uma pausa para observar um cartão tosco e amarelado, em que estava escrito: "Adamastor - o marceneiro pontual".
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Corra, Diogo, corra!

Diogo Mainardi (original aqui)
Caetano Veloso agora é colunista de O Globo. Desde sua estreia, num domingo, quatro semanas atrás, estou tentando arrumar outra maneira para me sustentar. Se até Caetano Veloso se tornou um colunista, tenho de mudar de trabalho urgentemente. Assim como os cachorros latem antes dos terremotos, eu interpreto os artigos de Caetano Veloso como sinais de alerta para um desastre iminente. Au! Au! O colunismo está ruindo. Au! Au! O colunismo está se esboroando. Au! Au! É melhor fugir para o meio da rua, antes que o teto desabe sobre mim. Corra, Diogo, corra! Imediatamente depois de Caetano Veloso estrear como colunista de O Globo, a Folha de S.Paulo passou a contratar colunistas por metro.

No momento, o jornal tem cento-e-vinte-e-oito colunistas. Esse foi o número anunciado por seus próprios editores: cento-e-vinte-e-oito. Nizan Guanaes é um dos novos contratados pela Folha de S.Paulo. No passado, o colunismo era um reduto dos mineiros. Agora ele é dominado pelos baianos. Na semana passada, Lula reclamou da "elite que escreve colunas neste país", só porque alguns articulistas denunciaram o apoio que ele deu à bomba nuclear iraniana. Elite? Qual elite? No Brasil, qualquer um pode se tornar colunista. Temos mais colunistas do que metalúrgicos. Lula repudiou a mentalidade colonizada de nossos colunistas, mas o fato é que a mentalidade da maioria deles nunca saiu dos arredores do Pelourinho. Resultado: os cento-e-vinte-e-oito colunistas da Folha de S.Paulo ovacionaram Lula por seu apoio à bomba nuclear iraniana.

Se o Renascimento teve Ticiano, o nosso tempo tem os analistas técnicos das bolsas de valores. O que é que isso tem a ver com Caetano Veloso? Respondo imediatamente: a fim de me livrar do colunismo, decidi procurar outra fonte de renda, investindo no mercado financeiro. Os analistas técnicos desenham gráficos para tentar antecipar os movimentos das bolsas de valores. Ocasionalmente, esses gráficos assumem formas humanas. Um deles tem o nome de um produto anticaspa: Head and Shoulders. No Head and Shoulders, um índice financeiro sobe até determinado patamar, formando o ombro direito; depois sobe outro tanto, delineando uma cabeça; depois ele oscila até o patamar inferior, no que seria o ombro esquerdo. Na quarta-feira, analisando uma série de gráficos das bolsas de valores, vislumbrei aquilo que me pareceu ser o contorno do cotovelo direito de um retrato pintado por Ticiano, em 1525. Especificamente: o retrato de Federico II com seu cachorro. Au! Au! Apliquei na hora todas as minhas economias. Se o investimento der certo, nunca mais farei um artigo. Se der errado, terei de me transformar num colunista baiano.

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Coluna do Mirisola

The road leads back to you

“A dúvida que me atordoava serviu para me trazer um pouco de paz e leveza ao coração, como se fosse uma linda e rouca mulher sussurrando uma canção de Ray Charles olhando pro abismo, digo, pro piano triste”

Marcelo Mirisola*
Era pra ficar um mês. No começo – ele me disse – recebeu muitas visitas. Aí o tempo foi passando e as pessoas desapareceram. Como se ele tivesse virado uma mobília no afeto dos amigos. Há três meses preso num quarto de hospital. “No limbo, Mirisola” – foi o que ele me disse. Alma resistente e luminosa, pensei. Depois de duas paradas cardíacas e de uma infecção hospitalar que lhe tiraram quase vinte quilos e, além disso, comido por câncer e esvaziado, sem intestino ou estômago (não entendi muito bem, nessas horas as vísceras me escaparam), enfim, depois de todo esse sofrimento que continuava gritando ali na minha frente, ele me disse que devido à fraqueza seria quase impossível operar o DVD que lhe ofereceram e que as enfermeiras tinham outros pacientes para cuidar, não estavam ali exclusivamente para servi-lo. As pessoas que sumiram, bem diferentes das musas que há pouco tempo o favoreciam no palco, as pessoas que sumiram não entendiam. A rotina do hospital era outra.

Ele não tinha força para sair de si mesmo. Aqui – ele me dizia, com olhar espantado e as pálpebras caídas – não se invoca nada, apenas se tem resignação e paciência. Havia mais de cinco dias que não cagava. Eu insinuei de passar um chocolate em seus lábios, e ele nem precisou dizer que estava tudo oco por dentro, e teve a delicadeza de me corrigir: “Sinto apenas o gosto da minha saliva. Não posso”.

Naquele dia, o médico não havia aparecido para lhe dar uma explicação. Ele sabia que uma nova operação teria de ser marcada, e estava cônscio dos riscos que isso – depois de tudo o que deu errado – implicava. “A vida lá fora” – ele dizia... – como se não pudesse terminar a frase... como se a sua lucidez fosse refém de um filhote de passarinho: “a vida lá fora...”

Alguns canais não funcionavam. A Globo News, por exemplo, ficava congelada numa só imagem. “Olha lá, tá vendo”. Sim, um sujeito na beira de um lago congelado. Um lindo pôr do sol ao fundo. Achei que era a propaganda do Itaú. Mas – tudo a ver – era o limbo do Guzik, e eu não pude jogar uma pedra naquele lago duro. Apesar disso, o tempo corria. O tempo corria contra. E eu, dali a poucos segundos, faria a mesma coisa que as pessoas que mais o amavam fizeram, sumiria.

Saí de lá e fui direto pro Parlapatões pra assistir à nova peça do Bortolotto, Música para ninar dinossauros. Eu via o Mario ali no palco, depois de levar três tiros no peito, refeito e em plena forma (em forma porque estava dilacerado, ele e os seus Dinossauros...) e pensava no Guzik. Tentava uma conexão, mas não conseguia. Talvez a dor, mas não era só isso. Nem o milagre seria o suficiente. Tinha uma coisa que não me deixava chorar, destoava, e buzinava nas minhas idéias, de dentro para dentro, e dizia: “a vida”.

Na saída, ouvi um tonto desfazer dos Dinossauros, ele disse: “Isso não é teatro”. Não falei nada pra ele, não falei nada pra ninguém, e fui encher a cara com meus amigos da Praça Roosevelt. Depois de dez meses isolado no Rio, estava com muitas saudades da canalhada, porém as coisas ainda não se ajustavam. Nem o Guzik no limbo do Hospital Santa Helena, nem o tonto do final da peça que não passava de uma coleção de pequenezas e rancores pretéritos e futuros de outros tantos tontos. Acho que nem seria o caso de falar em conexão, mas entendimento. Eu não entendia mais nada. Uma semana antes nosso amigo Marcos Cesana morria vitimado por um AVC, porra, logo ele. Tem gente que anuncia a morte o tempo todo e não faz surpresa. Mas o Cesana não combinava com a notícia da própria morte. E quem ficou, menos ainda.

Até aonde? Por quê? Então, pedi um uísque pra Marcinha e pensei na vida como se pudesse estar no palco e no leito do hospital ao mesmo tempo, e também morto, enterrado e ressuscitado. Nesse instante, a dúvida que me atordoava serviu – esquisito, muito esquisito isso – para me trazer um pouco de paz e leveza ao coração, como se fosse uma linda e rouca mulher sussurrando uma canção de Ray Charles à beira de um piano triste, ela olhava pro abismo, digo, pro piano triste e cantava I see / the road leads back to you...

*Considerado uma das grandes relevações da literatura brasileira dos anos 1990, formou-se em Direito, mas jamais exerceu a profissão. É conhecido pelo estilo inovador e pela ousadia, e em muitos casos virulência, com que se insurge contra o status quo e as panelinhas do mundo literário. É autor de Proibidão (Editora Demônio Negro), O herói devolvido, Bangalô e O azul do filho morto (os três pela Editora 34) e Joana a contragosto (Record), entre outros.

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Opinião

O contencioso Brasil-EUA

Editorial do Estadão
Há mais de um modo de ver, naturalmente, o contencioso entre os Estados Unidos e o Brasil sobre o programa nuclear do Irã e as iniciativas do presidente Lula diante da crise dele decorrente. Mas um fato é absolutamente inequívoco: pela primeira vez em 35 anos, os dois países estão em aberto confronto político em razão de um problema internacional - e estratégico - de envergadura.

Em 1975, Brasília e Washington entraram em choque por causa da decisão do governo do general Ernesto Geisel de fechar com a Alemanha um acordo do qual esperava que desse ao País o domínio do chamado ciclo do combustível nuclear - do enriquecimento de urânio ao reprocessamento do material resultante de seu uso em reatores civis.

O acordo fracassou, mas as pressões americanas ? incluindo a denúncia das violações de direitos humanos sob a ditadura militar - derrubaram as relações bilaterais a um nível sem precedentes de animosidade. Brasília rompeu o acordo militar que mantinha com os Estados Unidos e tempos depois votou na ONU a favor de uma resolução que considerava o sionismo uma forma de racismo.

A redemocratização do País reaproximou os aliados de outrora, não obstante as sucessivas e em geral irresolvidas divergências no campo das regras do intercâmbio econômico (patentes, protecionismo, liberalização comercial, por exemplo). Nada disso, porém, se compara em gravidade à crispação atual entre os governos Lula e Barack Obama.

De certo modo, é pior do que em 1975. Em ambos os casos, na raiz do estranhamento estão as aspirações brasileiras à projeção no mundo e a política de poder dos Estados Unidos. A diferença é que, então, a ambição à potência passava pela capacitação nuclear do País emergente ? para usar um termo que ainda não estava em voga.

Agora, o Brasil escolheu disputar influência com os EUA em torno do que, para Washington, é uma questão estratégica real e presente ? as ações do Irã rumo ao limiar da produção da bomba. Diante disso, Obama enfrenta um dilema sem solução à vista. A julgar pelo retrospecto, é duvidoso que as sanções que ele quer ver aprovadas no Conselho de Segurança detenham Teerã. E a alternativa militar é improvável: o Irã não é o Iraque.

Mas, ainda por cima neste ano eleitoral, Obama precisa mostrar firmeza perante a oposição republicana, estreitamente alinhada com o lobby israelense. E isso inclui reagir à repercussão internacional do êxito diplomático do Brasil e da Turquia, ao levarem o Irã a aceitar um acordo sobre enriquecimento de urânio no exterior, praticamente idêntico ao que lhe fora oferecido pelo Ocidente e a AIEA, a agência nuclear da ONU, e afinal rejeitado pelo Irã.

Não é de surpreender, portanto, a dura declaração da secretária de Estado Hillary Clinton de que o seu país tem "uma divergência muito séria" com o Brasil e que a preferência brasileira por negociações, no lugar do apoio a uma nova rodada de sanções anti-iranianas, "deixa o mundo mais perigoso".

Na momentosa carta que enviou a Lula em abril - publicada ontem na Folha de S.Paulo -, Obama deixa claras as complexidades de lidar com um adversário obstinado como o Irã. Considera um acordo como o que seria selado em Teerã "uma oportunidade clara e tangível de começar a construir confiança mútua". Adiante, porém, questiona "a disposição do Irã para um diálogo de boa-fé com o Brasil". E informa que "continuaremos a levar adiante nossa busca por sanções, dentro do cronograma que delineei".

Para o governo brasileiro, esse trecho da carta põe por terra a versão de que os EUA só tomaram de vez o caminho das sanções porque, mal secaram as assinaturas na Declaração de Teerã, o chefe do programa nuclear iraniano avisou que o país continuará a enriquecer urânio a 20%.
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Manchetes do dia

Sábado, 29 / 05 / 2010

Folha de São Paulo
"Voto obrigatório divide o país"

Datafolha revela que 48% dos eleitores aprovam obrigatoriedade e 48% são contra; apoio a voto facultativo cresce

Pesquisa Datafolha feita em 20 e 21 de maio revela que o voto obrigatório divide o eleitorado: 48% dos entrevistados no país são favoráveis e 48% são contrários. O apoio ao voto facultativo cresceu. O levantamento anterior, de dezembro de 2008, registrara o recorde de 53% a favor da obrigatoriedade; 43% eram contra. Estabelecida na Constituição, a obrigação atinge os brasileiros alfabetizados dos 18 aos 70 anos de idade. Para analfabetos, maiores de 70 e os que têm entre 16 e 18 anos, o voto é facultativo. O Brasil é um dos 30 países em que o voto nas eleições nacionais é obrigatório. Dos entrevistados, 55% dizem que votariam se ele fosse facultativo; 44% optariam por não votar.

O Estado de São Paulo
"EUA: acordo obtido pelo Brasil no Irã é ‘inaceitável’"

Amorim ‘sabia perfeitamente’ que acerto com Teerã não excluiria a adoção de sanções, diz Washington

O governo americano afirmou que o acordo costurado pelo Brasil e pela Turquia com o Irã é "inaceitável" e que a carta enviada pelo presidente Barack Obama ao presidente Lula não consistia de "instruções para negociação". Contradizendo a versão do Itamaraty, Washington afirmou que o chanceler Celso Amorim "sabia perfeitamente" que o acordo de troca de combustível com o Irã, fechado no dia 17 de maio, não levaria os EUA a desistir das sanções contra Teerã. Na versão de Amorim, os americanos nunca disseram que rejeitariam qualquer acordo que não contivesse a garantia de que o Irã pararia de enriquecer urânio. Mas o governo americano disse que Amorim e Lula foram informados "inúmeras vezes" dessa condição. "É importante adotarmos uma resolução na ONU. O acordo não resolve as questões centrais", disse uma autoridade dos EUA.

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sexta-feira, maio 28, 2010

Papo do Editor

Desejo e realidade

Sidney Borges
Boa noite leitores. Múltiplos afazeres me afastaram do blog durante o dia. Estou de volta, mas o que estava programado para hoje fica para segunda-feira. Leio na Folha que no Rio o premiê da Turquia defende o fim das armas nucleares. A proposta tem consistência de fumaça esgarçando-se no ar. 

Por que não exigir da natureza o fim dos vulcões?

A questão nuclear começa novamente a tomar forma no imaginário americano. Houve época em que era dado como certo que a Guerra Fria iria esquentar. Foram construídos milhares de abrigos subterrãneos com estoque de comida e água para meses. A paranóia era total. Quem sabe fruto de culpa pelos bombardeios de Hiroxima e Nagasaki.

Hoje não existe inimigo palpável. Os russos viraram amigos. Em seu lugar surgiram os guerreiros de Alá da Al Qaeda. Soldados que não usam farda e perdem-se no meio da multidão. Não plantam bombas e fogem, amarram os artefatos no corpo e explodem junto. A recompensa é grande, 100 virgens. Esses terroristas são imprevisíveis e podem agir a qualquer momento. Ataques nucleares não necessitam de bombas atômicas, grandes e desajeitadas. O perigo está nas "bombas sujas", artefatos explosivos convencionais contendo material radioativo.

No Brasil tivemos um acidente nuclear com césio 137, em Goiânia. Catadores de papel encontraram e abriram um aparelho de radioterapia em um hospital abandonado. Encontraram uma cápsula contendo 93 gramas de material radioativo e ficaram maravilhados com o conteúdo. Um pó azul que brilhava no escuro. Esfregaram no corpo e levaram para casa para mostrar a amigos e familiares.

Resultado: 112 800 pessoas foram expostas aos efeitos do césio, 129 pessoas foram apenas medicadas, 49 foram internadas, sendo que 21 precisaram sofrer tratamento intensivo; destas, quatro não resistiram e acabaram morrendo.

O acidente aconteceu em setembro de 1987 e a região só voltou à normalidade no final dos anos 90. Apenas 100 g de material radioativo foram suficientes para gerar 13,4 toneladas de lixo atômico que necessitou ser acondicionado em 14 contêineres. Dentro destes estão 1.200 caixas e 2.900 tambores, que permanecerão perigosos para o meio ambiente por 180 anos.

Quantos dispositivos médicos obsoletos, com material radioativo, há no mundo? Quantos em países onde não há controle, como o Brasil de 1987? O que acontecerá se terroristas explodirem bombas com o pó azul que brilha no escuro em Nova Iorque, Paris ou Londres?

O mundo está ficando perigoso. Cada dia mais. Embora avance em tecnologia o homem também avança em estupidez. Não existe percepção de que a estadia no planeta é breve. Poderia ser um período de férias para todos, recursos há de sobra. Bullshit!
 
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Números

Il denaro non fa la felicità

Sidney Borges
Com pouco mais de 300 milhões de habitantes, os EUA possuem um PIB de aproximadamente US$13,8 trilhões.

Os países da União Européia (num total de 27 países até 2008, incluindo 4 países do G8 – grupo dos países mais ricos do mundo e mais a Rússia - que são Alemanha, Itália, França e Reino Unido) somam PIBs de US$16,8 trilhões.

Com pouco menos de 200 milhões de habitantes o Brasil possuia em 2008 um PIB de aproximadamente US$ 1,5 trilhão.

Com pouco menos de 1,36 bilhão de habitantes a China possui um PIB de aproximadamente US$ 7.043 trilhões.

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Coluna do Celsinho

Gerações

Celso de Almeida Jr.
Algum leitor se lembra dos Originais do Samba?

Não quero chamar de velhinho quem passa os olhos nos meus textos.

É que este conjunto fez sucesso há muito tempo.

O Mussum integrava o grupo, cantando e tocando reco-reco.

Dele você lembra?

Foi, também, um dos quatro Trapalhões....Didi, Dedé, Zacarias e o próprio.

Que ritmo tinha o danado...

“Bate o pé crioulo não deixa o samba cair...”

Meu amigo, eu gosto de samba.

Daí, a minha afirmação aos desafetos: sou um bom sujeito, acreditem!

Já escrevi que toquei nas Virgens da Esquina do Pecado, com um repique.

Fiz o mesmo no BAC e no Acadêmicos de Ubatuba.

Eu, literalmente, vibrava com o ziriguidum.

“Quero morrer numa batucada de bamba, na cadência bonita do samba...”

Minha filhinha parece reprovar as minhas opções musicais.

Não acha muito empolgante o Pagode do Vavá, do Paulinho da Viola.

Prefere o Justin Bieber, um talentoso garoto canadense que repete até a exaustão “baby, baby, baby...”

Fazer o que, né?

Cada um na sua.

Seria muito eu querer que ela reverenciasse o Jackson do Pandeiro.

Ela optou pelo Michael.

Tudo bem...

É natural que cada geração tenha os seus ídolos, as suas preferências.

Só rezo para ela não ser seduzida pelo Rebolation, do Parangolé.

Quanto ao Freddie Mercury Prateado, perdi as esperanças.

Ele e todos aqueles malucos do Pânico na TV a enfeitiçaram.

Coitado do original, o Freddie do Queen.

Ele que nos despertou para o rock moderno deve estar se contorcendo no túmulo pelo xará, que além de não cantar, é doido de hospício.

Sabe...

Vou tentar sensibilizá-la com música clássica.

Imagine só...

Brahms, Mussum e Bieber.

Um triunvirato imbatível.

Só espero que a vizinhança não pense que enlouqueci.

É apenas uma tentativa atrapalhada de acompanhar os novos costumes.

Sem esquecer dos velhos tempos...

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Opinião

O barril de pólvora coreano

Editorial do Estadão
O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, deverá se reunir hoje em Seul com o presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, para tratar da crise na Península Coreana desencadeada pelo torpedeamento da corveta sul-coreana Cheonan em 26 de março, que matou 46 marinheiros. Um relatório oficial de 400 páginas sobre o ocorrido é inequívoco ao acusar a Coreia do Norte pelo ataque em águas próximas à fronteira marítima entre os dois países. Demarcada pela ONU depois da guerra de 1950 a 1953, a linha é contestada pelo regime de Pyongyang - que, evidentemente, também nega a acusação do Sul.

A ida de Jiabao a Seul parece ser a única concessão de Pequim aos EUA, no caso. Em visita à capital chinesa, no começo da semana, sintomaticamente em companhia do comandante da frota americana no Pacífico, almirante Robert Willard, a secretária de Estado Hillary Clinton insistiu com o presidente Hu Jintao que o ultraje deveria ser punido com a aplicação de sanções contra a Coreia do Norte pelo Conselho de Segurança. A China - que sustenta a ditadura feudal de Kim Jong-il - não disse não, muito menos sim. Os porta-vozes chineses limitaram-se a informar que o país fará a "sua própria avaliação" do incidente e pediram "contenção" às partes.

A conduta de Pequim será crucial para o desenrolar do confronto entre as Coreias - e não apenas por terem os chineses poder de veto sobre as decisões do Conselho de Segurança. Peça-chave na região, a China mantém laços históricos e ideológicos com Pyongyang, mas também desenvolveu fortes relações econômicas e comerciais com Seul. No ano passado, apoiou a adoção de sanções à Coreia do Norte por seu programa nuclear. Fontes diplomáticas americanas afirmam ter indícios de dissensões na hierarquia chinesa em relação ao tratamento a dar ao incômodo, inescrutável aliado.

Embora a cúpula militar tenda a se alinhar com os seus camaradas norte-coreanos - o que remonta à Guerra da Coreia, quando tropas de ambos os países enfrentaram os EUA e seus aliados -, os líderes civis estariam perplexos e exasperados com as atitudes do vizinho que só servem para complicar a estratégia chinesa na Ásia e as suas aspirações ao reconhecimento internacional como uma potência promotora da estabilidade no sistema global. Quando a Coreia do Sul responsabilizou a do Norte pelo ataque à sua corveta, atribuiu-se a uma alta autoridade chinesa a declaração de que a investida tinha sido "muito infeliz" - mas é de duvidar que Pequim faça um juízo desses em público.

"China e Coreia do Norte são tão próximas quanto lábios e dentes", diz o professor Liu Jingyong, do Instituto de Estudos Internacionais da Universidade Tsinghua, ouvido pela correspondente do Estado em Pequim, Cláudia Trevisan. Ecoando, talvez, a visão mais ortodoxa dos círculos dirigentes chineses, ele critica a comunidade internacional por seguir uma política de "dois pesos e duas medidas" em relação às Coreias. Em novembro do ano passado, quando um navio norte-coreano foi atingido em águas disputadas pelos dois países, lembra o acadêmico, Seul não se desculpou, mas nem por isso se falou em sanções diplomáticas contra o governo do presidente Lee Myung-bak.
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Manchetes do dia

Sexta-feira, 28 / 05 / 2010

Folha de São Paulo
"Hillary vê risco para o mundo no acordo Brasil/Irã

Secretária de Estado aponta 'discordâncias sérias' entre os EUA e o Brasil; para premiê turco, críticos são 'invejosos'

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse que a Casa Branca tem "discordâncias muito sérias" com o Brasil em relação ao Irã, informa Andréa Murta. Foi a maior demonstração pública de contrariedade dos EUA desde que Brasília anunciou o acordo com Teerã, na semana passada. Para Hillary, a atuação do Brasil no caso "ajuda o Irã a ganhar tempo e evita uma posição internacional unânime", o que, diz ela, "torna o mundo mais perigoso". Como a Folha revelou ontem, o acordo para troca de urânio seguiu roteiro sugerido pelo presidente Barack Obama em carta a Lula. No Brasil, o premiê turco, Recep Tayyp Erdogan, que participou das negociações do acordo, chamou os críticos de "invejosos".

O Estado de São Paulo
"Hillary aponta 'sérias divergências' com Brasil no caso do Irã"

Secretária americana diz que posição brasileira 'deixa o mundo mais perigoso'

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse que Washington tem "divergência muito séria em relação à diplomacia do Brasil com o Irã". Segundo Hillary, o caminho pregado pelo Brasil, de evitar que os iranianos sejam punidos, não é desejável. "Já dissemos ao presidente Lula e ao chanceler Celso Amorim que fazer o Irã ganhar tempo deixa o mundo mais perigoso, não menos." Para Hillary, a "atitude responsável" é apoiar sanções para obrigar Teerã a se engajar na negociação sobre seu programa nuclear.

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quinta-feira, maio 27, 2010

Recado da UIPA

Ministério Público: Defesa Animal

Prezados Associados e Colaboradores da UIPA, UNIÃO INTERNACIONAL PROTETORA DOS ANIMAIS

O Procurador Geral de Justiça de São Paulo Fernando Grella Vieira nomeará promotores de justiça para integrar um grupo especial, destinado a atuar contra as práticas de maus-tratos a animais.

Conforme anunciado na época, em dezembro de 2008, a UIPA protocolou ofício ao Procurador Geral de Justiça, descrevendo, em 17 laudas, a problemática referente à pouca atenção dispensada à essa questão pelas autoridades, incluindo promotores de justiça.

A UIPA ressaltou que o Ministério Público, de sobejo, dispõe de instrumentos para dar efetividade à legislação protetiva como, por exemplo, propor ao responsável pela infração a celebração de um termo de compromisso de ajustamento de conduta, que contemplasse regras de tratamento adequado ao animal, o que parece bem mais razoável, e eficaz, do que permitir que lhe sobrevenha o pior para, posteriormente, dar início à persecução penal do autor do malfeito.

Frisou-se que a falta de interesse das autoridades desatende à legislação pertinente à matéria, a ponto de se privar de proteção os seus próprios tutelados, a despeito de todos os motivos morais que desautorizam a sujeição de animais a sofrimento.

Reiterando seu ofício de dezembro de 2008, a UIPA enviou nova manifestação ao Procurador Geral, em 2010, quando outras manifestações começaram a surgir, clamando pela criação de uma promotoria de defesa animal.

Saudações

Vanice T. Orlandi
Presidente

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Santa Casa

MP investiga se contrato entre Prefeitura e Cruz Vermelha respeitou Lei de Licitações

Saulo Gil no Imprensa Livre (original aqui)
Em entrevista exclusiva ao Jornal Imprensa Livre, o promotor recém chegado à comarca ubatubense, Jaime Meira do Nascimento Junior, afirmou que o Ministério Público vai apurar as condições do contrato realizado entre a prefeitura de Ubatuba e a entidade filantrópica Cruz Vermelha, com o objetivo de transferência de gestão na Santa Casa da cidade.

O caso começou antes mesmo da efetivação do acordo, quando foi impetrada Ação Popular, pedindo o impedimento oficial do contrato, já que a “assinatura de protocolo de intenções aconteceria por pessoa não legitimada e com entidade que não possui condições de assumir a gestão da Santa Casa sem o devido procedimento licitatório”.

As denúncias foram recebidas pela promotoria, que deu parecer parcialmente favorável a liminar contida no processo.

“...Opino pela concessão parcial da liminar requerida no sentido de sustar os efeitos do mencionado protocolo “inaudita altera parte” até que os réus demonstrem a imediata instauração de procedimento licitatório com vistas a regularizar a situação...”, argumentou o promotor Jaime Nascimento Júnior, alertando para uma condicionante.

“ A razão de ser da liminar decorre do fato de que a medida não poderá impedir a continuidade dos serviços essenciais prestados pela Santa Casa de Misericórdia de Ubatuba, única entidade hospitalar que atende a população nesta cidade...”, completou o promotor em parecer, dizendo que a eventual suspensão do contrato não poderia acontecer de forma imediata, pois colocaria em risco o atendimento do hospital. “Esse não é nosso objetivo. O que pretendemos é saber se os ritos legais foram respeitados neste acordo.

A inicial da Ação traz indícios de que não houve licitação, portanto, será necessário que o contrato com a Cruz Veremlha contenha uma justificativa de dispensa do processo licitatório, para que o acordo público tenha validade sob as normas da Lei de licitações (8666/93)”, disse na entrevista o Dr. Jaime Meira do Nascimento Junior.

Segundo o promotor, a Justiça acatou a Ação e indeferiu a liminar. Sendo assim, os reús terão de apresentar defesa e o autor será ouvido nos prazos legais que seguem, com acompanhamento do Ministério Público. O secretário de Assuntos Jurídicos da administração municipal foi procurado, mas disse que como a prefeitura não é parte na ação, não tinha nada a manifestar.

Contrato em questão

A Cruz Vermelha do Brasil (CV) e a Santa Casa de Ubatuba assinaram no dia 14 deste mês, um documento que formaliza a contratação da consultoria de gestão administrativa do hospital pela entidade filantrópica.

Os representantes da CV apresentaram diversas propostas de inovações administrativas e metodológicas, mas, não anunciaram perspectivas de curto prazo, para a melhora financeira do hospital. Atualmente, a Santa Casa apresenta um saldo negativo geral de R$ 21 milhões, fomentado pelo déficit mensal de cerca de R$ 200 mil, que deve sofrer aumento a partir de agora, já que o contrato de gestão com a Cruz Vermelha custará mais R$ 50 mil por mês aos cofres do hospital.

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Ubatuba em foco

Respeito, muito respeito

Corsino Aliste Mezquita
O pedido do cronista, Ézio Pastore Júnior, que titula este artigo, feito ao final de seu brilhante artigo “E POR QUE NÃO ACONTECE?”, publicado na revista “O´Guaruçá” aos 03-05-10, forneceu-me o ponto de partida para alinhavar estas breves considerações.

Admiro e acompanho a luta de “uns poucos” para iluminar o debate, na imprensa local, e projetar luzes sobre a escuridão, as trevas e ausência de idéias que passaram a dominar nossa cidade.

Esses debatedores também denunciam a falta de prestação de contas à população, de transparência nos poderes, precariedade dos serviços e das ações administrativas prestados à população, carências de planejamento, ausência física e moral de alguns agentes políticos de seus locais de trabalho e até do município, endividamento descontrolado da administração municipal e da Santa Casa e drenagem dos recursos do município, para fora, através de supostos contratos de cartas marcadas.

As atitudes ou procedimentos, relatados acima, já estão ocasionando sérios problemas ao município, ao empresariado local, aos profissionais liberais, ao nível de emprego e às perspectivas de futuro de nossos jovens. São bombas relógio a pipocar dia a dia e para as quais a Câmara Municipal e a sociedade não estão atentando. Seria necessária uma tomada de conhecimento do processo de empobrecimento que está sofrendo o município e as providências cabíveis para sustar essa onda que assola a suposta capital do surf. O município está morrendo. Vendo-o moribundo alguns profissionais da medicina e empresários já abandonaram o barco. É uma situação triste!

As causas imediatas de todo isso? O Sr. Ézio Pastore Júnior as indica com absoluta propriedade quando escreve: “Ao acorrentar o município colocou-se uma mordaça em seus moradores que deveriam estar aos berros exigindo respeito, muito respeito”.

Faço eco a esse pedido de respeito, muito respeito!!!.

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Opinião

Sindicatos como negócios

Editorial do Estadão
O Brasil livrou-se, anos atrás, de se tornar uma república sindicalista, mas descambou para outro mal. Os sindicatos enveredaram pelo mundo dos negócios à custa do trabalhador com carteira assinada, de cujos contracheques são descontados R$ 2 bilhões por ano, com tendência a crescer. Por obra e graça do Imposto Sindical, o sindicalismo é uma atividade próspera, com poucos benefícios para os sindicalizados, mas muito lucro para os dirigentes. O Brasil hoje tem 9.046 sindicatos, dos quais 126 registrados só neste ano, o que dá uma média de um por dia. Longe de ser expressão da liberdade sindical, trata-se de uma caríssima farra.

É constitucionalmente garantido o direito de associação para a defesa de melhores condições de trabalho, mas o que se vê são muitos sindicatos que só se mobilizam para campanhas salariais nas datas-base. Ou, como no caso de sindicatos de servidores públicos, para pleitear, por meio de greves em ano eleitoral, reestruturações de carreiras, com aumento de adicionais aos seus proventos.

Mas não é apenas isso que está acontecendo hoje no País, depois que o Ministério do Trabalho, por motivos políticos, passou a omitir-se com relação ao desmembramento de sindicatos. Antes limitados a uma determinada base geográfica para cada categoria, eles passaram a se multiplicar, o que não foi consequência apenas de rachas políticos ou ideológicos. O objetivo é arrecadar dinheiro.

Reportagem do Estado (23/5) identificou vários casos de irregularidades, algumas delas gritantes. Na região de Rio Verde, em Goiás, por exemplo, surgiu o Sindicato dos Trabalhadores de Movimentação de Mercadorias em Geral (Sintram), que gerou filhotes nos Estados do Tocantins, Bahia, Mato Grosso e no Distrito Federal. Típico sindicato pirata, o Sintram foi registrado pelo Ministério do Trabalho e tem sede em Brasília em endereço flagrantemente fictício, numa sala desocupada e fechada.

A entidade tem uma receita anual de R$ 1 milhão, como se constatou, mas a sua ação extrapola as finalidades que justificariam a fundação de um sindicato. O Sintram funciona como uma rede de prestação de serviços para empresas do agronegócio à procura de mão de obra. Não se trata de anunciar gratuitamente empregos ou de facilitar o acesso a empregos para os trabalhadores. O Sintram exerce uma função muito semelhante à dos chamados "gatos", ou seja, agentes de empreendimentos que buscam contratar mão de obra, mediante o pagamento de comissão. Esta, no caso, é de 15%, sendo descontada todo mês dos salários dos trabalhadores. Os pelegos ou donos desses sindicatos são gatos gordos, pois, além dessas comissões ilegais, recebem sua parcela do Imposto Sindical.

Essa proliferação de sindicatos artificiais é lucrativa para as centrais de trabalhadores, que nada fazem para coibir essa distorção, uma vez que embolsam 10% do bolo das contribuições sindicais, distribuídos proporcionalmente ao número de entidades filiadas. Ainda por cima, as centrais sindicais, por uma benesse do governo do presidente Lula, estão desobrigadas de prestar contas ao TCU ou a quem quer que seja.
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Manchetes do dia

Quinta-feira, 27 / 05 / 2010

Folha de São Paulo
"Serra diz que Bolívia é cúmplice de traficantes"

Para ele, governo boliviano faz "corpo mole"; ministro de Evo reage e pede provas a tucano

O pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, afirmou ontem que o governo da Bolívia é "cúmplice" do tráfico de cocaína para o Brasil. Durante entrevista em um programa de rádio no Rio, o tucano disse que o governo brasileiro precisa "enfrentar" essa questão. Depois do programa, quando questionado por jornalistas, Serra afirmou ainda que o governo boliviano faz "corpo mole" ao deixar que "de 80% a 90%” da cocaína que entra no Brasil venha "via Bolívia". O ministro da Presidência de Evo Morales, Oscar Coca, reagiu às declarações. "Ele não tem nada que falar. Se possui provas, que as mostre, senão o cúmplice é ele", afirmou o boliviano. O pré-candidato disse que não fez uma acusação, mas "uma análise" sobre a suposta conivência do governo do país vizinho com o tráfico. Segundo ele, a sua fala não suscita motivo para um incidente diplomático. Serra defendeu maior atuação da União na área da segurança, atualmente uma tarefa dos Estados.

O Estado de São Paulo
"Lula manda refazer contas para dar 7,7% a aposentados"

Presidente rejeita o ônus político do veto ao reajuste, mas equipe econômica insiste que não há recursos

O presidente Lula pediu à equipe econômica para refazer, as contas sobre a arrecadação porque não está disposto a vetar o reajuste de 7,72% para os 8,3 milhões de aposentados que ganham acima de um salário mínimo, informam as repórteres Vera Rosa e Tânia Monteiro. Lula não quer arcar com o ônus político. A equipe econômica, porém, continua pressionando o presidente, sob o argumento de que não há recursos - pelos cálculos apresentados a Lula, o reajuste provocaria impacto adicional no Orçamento de R$ 800 milhões. Apesar dessa perspectiva, o governo fechou as contas de abril com o melhor resultado em dois anos, graças ao aumento da arrecadação, reflexo do forte ritmo de crescimento da economia. Tesouro, Banco Central e Previdência acumularam no mês passado superávit primário de R$ 16,5 bilhões, após dois déficits consecutivos. "A arrecadação está com viés de alta", disse o secretário do Tesouro, Arno Augustin.

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quarta-feira, maio 26, 2010

Pé quente?

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe no Palacio da Alvorada, a seleção brasileira

Lula pede empenho aos jogadores

Sidney Borges
Durante 40 minutos, no Palácio da Alvorada, o presidente Lula esteve ao lado da seleção pedindo empenho e desejando sorte.

Tomara que a foto traga mesmo sorte. Maradona prometeu desfilar pelado se a Argentina for campeã. O mundo não merece, vamos torcer pelo scratch canarinho. Maradona pelado pode despertar a ira dos deuses e aí será vulcão atrás de vulcão enchendo o céu de cinzas vulcânicas.

Lula é pé quente? Se não era vai passar a ser. Avanti populi...

Presente inesquecível


Mãe merece

Sidney Borges
No dia das mães dê um presente original. Uma vuvuzela para ela torcer pelo Brasil. O quê? O dia das mães já passou? Não importa, dê a vuvuzela assim mesmo. A Copa está aí.

Perigo!

Maradona: 'Se a Argentina ganhar a Copa do Mundo, eu fico pelado'

Técnico promete desfilar sem roupa pelo centro de Buenos Aires se for campeão mundial e garante que Messi sabe cantar o hino do país

Por GLOBOESPORTE.COM
O técnico Maradona afirmou que desfilará pelo centro de Buenos Aires sem roupa, caso a seleção argentina vença a Copa do Mundo pela terceira vez. A promessa foi feita antes do embarque para a África do Sul.

- Se ganharmos o Mundial, eu fico nu no Obelisco - avisou Maradona, referindo-se ao monumento que fica na Avenida Nove de Julho, a maior da capital argentina.
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Nota do Editor - Sou contra isso. Devia ser proibido. Maradona não é nenhuma Ana Maria Braga pra ficar exibindo o louro. (Sidney Borges)

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Estampas Eucalol


Humor

E o Apichatpong Weerasethakul, hein?!

Tutty Vasques
Agora que, até quem tem língua presa, já sabe dizer direitinho Mahmoud Ahmadinejad, cuidado para não confundir Eyjafjallajoekull com Apichatpong Weerasethakul. O vulcão islandês passou a dividir esta semana espaço no noticiário com o cineasta tailandês vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes. O nome do filme do cara também não ajuda: ‘Uncle Boonmee Who Can Recall His Past Lives’. Nem a livre tradução – “Tio Boonmee, Aquele que Se Lembra de Suas Vidas Passadas” – melhora muito a vida de quem quer mostrar-se bem informado e politicamente correto para não se referir à grande sensação do cinema mundial no momento como “o filme daquele tailandês com nome de vulcão.
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Fut

Transformação nada empolgante

Sócrates
O futebol brasileiro começou a crescer a partir da presença maciça de negros em suas equipes e da diminuição das rivalidades regionais, que tanto prejudicaram a Seleção Brasileira nas primeiras Copas do Mundo. Com o aparecimento de grandes jogadores como Pelé e Garrincha, os esquemas defensivos que tanto sucesso fizeram até ali passaram a ser insuficientes para obstar esses talentosos jogadores. E mesmo aumentando o número de defensores pouco se conseguia diante desses excepcionais criadores. É que os espaços eram imensos e impedir atletas como eles de criar era uma façanha praticamente impossível.

Esses espaços eram assim gigantescos porque a preparação física desses jogadores ainda era tratada como uma atividade menos importante, menor, que a parte técnica ou tática. E era lógico que isso fosse visto assim. A ciência esportiva, então, dava apenas os primeiros passos. Somente nos anos 50 é que foi criada a principal organização de fomento à ciência esportiva: o American College, exatamente no período em que apareciam esses jogadores especiais. Como eles apresentavam também qualidades físicas natas, que os colocavam em vantagem contra seus marcadores, era natural que as dificuldades em marcá-los fossem grandes. Temos aqui um período em que, apesar de todos os estudos e a implantação de novidades táticas, a qualidade individual podia superar todos os esforços coletivos de uma equipe. A vitória do gênio contra a organização.

A Copa do México de 1970 desencadearia todas as transformações que ocorreriam no futebol. Jogar em condições tão difíceis, como na altitude de mais de 2 mil metros, provocou uma verdadeira caçada ao que de mais novo havia nos estudos na área esportiva. Os esforços científicos de dois anos antes, motivados pelas Olimpíadas realizadas na mesma cidade e nas mesmas condições, serviram como base das ações de planejamento físico das equipes mais importantes. Ainda que fossem preocupações incipientes, comparando-se com os dias de hoje. Mesmo assim percebemos que a maior parte das delegações teve grandes dificuldades em lidar com aquelas condições.

A partir daí, no entanto, o fato é que o jogo de futebol passou a ser então uma associação equânime de técnica e física e, posteriormente, a equação passou a pender para a última. Nos dias de hoje, um jogador de futebol atinge uma quilometragem duas vezes superior à de 1970, o que permite maior mobilidade do atleta, que passou a ocupar muito mais espaços no gramado de jogo. Com isso, o futebol começou a apresentar características muito diferentes: mais contato físico, mais infrações, mais interrupções e menos técnica. E foi o aspecto técnico que mais perdeu, pois, apesar de ainda podermos ver jogadores de grande talento, suas ações são muito mais limitadas que há 30 anos. Os jogos de futebol tornaram-se mais previsíveis e repetitivos, quando o surgimento de um gol, o mais das vezes, é quase um acidente de percurso.
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Nota do Editor - Sócrates é como Fred, (comentarista contratado do Ubatuba Víbora) raciocina em bloco, conceitua nas entrelinhas, aprofunda detalhes. Antigamente boleiros batiam na gorduchinha e corriam pra entornar uma loira gelada. Nestes tempos de Dunga os caras só fazem correr pra lá e pra cá. Um horror! (Sidney Borges)

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Enquetes Víbora

Aleguá, guá, guá...

Sidney Borges
Os leitores do Ubatuba Víbora decidiram. Apesar do Seteanão ser teimosão, vamos trazer o caneco. Eis os resultados da maciça votação:

Alemanha 2 (13%)
Argentina 2 (13%)
Brasil 9 (60%) É campeão; é campeão; é campeão...
França 0 (0%)
Inglaterra 0 (0%)
Itália 0 (0%)
África do Sul 1 (6%)
Espanha 1 (6%)
Holanda 0 (0%)

O comentarista Fred - codinome da unidade canina Brasil - não pôde expressar seus conceitos por encontrar-se em fase de capacitação. A meta é adequar ações aos programas pró-sustentabilidade. Comentaristas ficam naquele manjado blá, blá, blá, Fred é especial, conceitua o tempo todo, raciocina em bloco. Fica pra próxima.

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Imprensa

Notas sobre o jabaculê

Carlos Brickmann (original aqui) 
Procure à vontade, caro colega: você já viu algum destino turístico que nossos meios de comunicação achem ruim? Algum hotel devidamente classificado como um estabelecimento chinfrim? Aqueles em que as instalações são inadequadas, que nem sempre estão bem limpos, onde a comida é fraquinha e o serviço deixa a desejar, como é que escapam dos filtros de nossa imprensa? Por que será que todos os destinos turísticos são paraísos terrestres?

Simples: todo o noticiário de turismo é patrocinado. O hotel oferece as diárias, alguém dá a passagem, os restaurantes lutam para ter a honra de receber os repórteres. Se é tudo de graça, como falar mal dos anfitriões?

E se fosse só no turismo, que ótimo! Mas em outras áreas acontecem coisas estranhas. Nada contra a empresa que oferece brindes aos repórteres. Mas os brindes têm de estar no limite do bom senso. Recentemente, uma grande empresa automobilística ofertou aos repórteres um netbook com todo o material de imprensa sobre seu novo lançamento. É um brinde que extrapola os limites do bom senso: um netbook custa aproximadamente 1 mil reais, variando conforme a configuração. Como falar algo negativo dos produtos da empresa que acaba de dar um presente caro como este?

É um tema que dá muita discussão. Há anos, uma empresa enviou boas canetas a vários editores de um jornal paulista. A questão acabou sendo levada ao proprietário do jornal, cuja opinião foi de que o brinde era apropriado (há uma relação próxima entre profissionais da escrita e instrumentos de escrita) e que seu valor não era nada de extraordinário. Mas houve quem, mesmo assim, considerasse que o brinde era uma tentativa de suborno. Em outra oportunidade, aconteceu até de alguém recusar um bolo de aniversário, enviado por uma agência de propaganda, pelo mesmo motivo (outros preferiram dividir o bolo com a redação, e estava muito gostoso).

Mas, analisemos, embora ambas sejam "jabás", são coisas diferentes: uma é um brinde que uma empresa de fora manda a alguns jornalistas, e que pode ser recusado ou não; outra é uma iniciativa da própria empresa jornalística, que os repórteres não têm como rejeitar. Cabe às empresas de comunicação, que com muita justiça lutam pela liberdade de noticiar e opinar, estender as fronteiras da notícia e da opinião a todas as editorias. Turismo também é reportagem; e deve estar sujeito às mesmas normas éticas.

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Opinião

O dilema de Lula

Editorial do Estadão
O presidente Lula corre contra o relógio para encontrar uma solução engenhosa - equiparável, talvez, à quadratura do círculo - que lhe permita defender as contas públicas diante do que já chegou a chamar "esses absurdos", sem tirar votos da sua candidata Dilma Rousseff. O enrosco em que se encontra - parte ponderável do qual ele pode debitar a uma oposição oportunista, daquelas que pensam antes na próxima eleição do que na próxima geração - consiste no que fazer depois que o Congresso desfigurou a Medida Provisória 475 sobre o reajuste das aposentadorias acima de um salário mínimo.

A MP original, que fixou o índice de 6,14% a contar de janeiro último, expira em 1.º de junho, ou seja, de hoje a 4 dias úteis. Assim que a matéria entrou na pauta de votações do Senado, os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Paulo Bernardo, advertiram que esse era o limite do possível. Mas a ruidosa pressão dos movimentos dos aposentados e a mais do que pronta disposição da base lulista para fazer boa figura junto a eles, cerrando fileiras em torno de um aumento de 7,7%, obrigou o presidente a ceder os anéis. O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza, foi autorizado a ir até 7%. A concessão foi amplamente ignorada.

Houve quem recorresse a uma especiosa aritmética para justificar o reajuste do reajuste - e essa conta talvez ainda influa na decisão final do presidente. Simples assim: os 6,14% custariam este ano à União R$ 6,7 bilhões; os 7%, mais R$ 1,1 bilhão; e os 7,7%, outros R$ 600 milhões. Logo, quem já aceitou adicionar R$ 1,1 bilhão ao valor original pode perfeitamente bancar outro extra de "apenas" R$ 600 milhões. Claro que os compassivos parlamentares não se preocuparam em apontar de que esquina do Orçamento sairiam os recursos para a bondade com os aposentados. O argumento consagrado é o de que, havendo vontade política, sempre se dá um jeito. No caso, um corte orçamentário - se possível tão fajuto quanto o dos R$ 7,6 bilhões do ajuste do orçamento.

Na segunda-feira, o ministro do Planejamento anunciou que pelo menos uma decisão já teria sido tomada por Lula: vetar o mais pernicioso dispositivo infiltrado na MP - o fim do fator previdenciário adotado no governo Fernando Henrique para desestimular as aposentadorias precoces, e que já permitiu uma economia superior a R$ 10 bilhões para o deficitário sistema. Bernardo e o seu colega Mantega contaram que tornaram a recomendar ao presidente que vetasse também os 7,7%, mas guardaram-se de especular sobre o que o chefe decidirá.

Alentadora foi a declaração do coordenador político do governo, ministro Alexandre Padilha. Disse que Lula não permitirá que "qualquer clima eleitoral ou proposta de qualquer setor da sociedade venha comprometer a estabilidade fiscal do País". Mas não é pacífico que esse presidente, que fez da eleição de Dilma a prioridade absoluta do seu governo em 2010, venha a decepcionar aposentados que somam 8,3 milhões de pessoas, mais as respectivas famílias e os amigos, além dos que estão para se aposentar na faixa de um mínimo - a esmagadora maioria deles com título de eleitor e dispostos a fazê-lo valer em outubro próximo.
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Manchetes do dia

Quarta-feira, 26 / 05 / 2010

Folha de São Paulo
"SP abandona exigência para contratar professor"

Nova norma exime docente temporário de avaliação da rede de ensino do governo estadual

A Secretaria da Educação do Estado de SP autorizou a contratação de professores que não tenham prestado exame de seleção, contrariando resolução anterior, relata Fábio Takahashi. Na primeira avaliação dos temporários, neste ano, o total de aprovados foi insuficiente. Mesmo reprovados foram convocados. Agora, até quem não foi examinado pode ser chamado. Para sindicatos, a carência se deve a lei que, para evitar vinculo, afasta o professor eventual por 100 dias após um ano de aulas. O governador Alberto Goldman (PSDB) admitiu a falta de docentes de física. O problema é geral, afirmam sindicalistas. A secretaria confirmou deficit em exatas e diz que a norma visa prevenir eventual escassez de professores.

O Estado de São Paulo
"Plano de regularização fundiária na Amazônia vende hectare a R$ 2,99"

Após lobby ruralista, governo fixa preços baixos para legalizar posse de terras

Um pedaço de terra pública na Amazônia pode custar R$ 2,99 por hectare ao atual ocupante, de acordo com a nova tabela de preços definida pelo governo, informa a repórter Marta Salomon. Até o final deste ano eleitoral, a meta oficial é regularizar 50 mil posses irregulares na região. O preço dos terrenos, no Programa Terra Legal, foi objeto de intenso lobby ruralista. Pela simulação de preços a que o Estado teve acesso, um terreno de 200 hectares em Manoel Urbano (AC) poderá ser vendido ao atual ocupante por menos de R$ 600, a serem pagos em parcelas anuais após três anos de carência e juros de 1% ao ano. Dependendo da localização, o preço pode ser ainda menor.

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terça-feira, maio 25, 2010

Ubatuba em foco

Superando a crise nas escolas

Sidney Borges
A solução dos graves problemas das escolas de Ubatuba passa pela necessidade de um intenso programa de capacitação sustentável, com ênfase na problemática ambiental.

Convém lembrar que o alcance dos objetivos educacionais, em seu sentido amplo, depende de canalização e emprego adequado da energia dinâmica presente nas relações interpessoais.

Lembro ainda que ao sentirem-se parte orgânica da realidade e não apenas instrumentos da realização de objetivos institucionais, todos serão compelidos à superação.

Somente mediante a prática participativa será possível avançar e promover a construção do poder da competência, centrado na unidade social escolar como um todo.

Falei.

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Educação

Diretoria Regional admite presença de gangues em escolas públicas do município

Saulo Gil do Imprensa livre
Conflitos diários, agressões físicas entre alunos, intimidação de professores e até formação de gangues internas. Esta é a realidade cada vez mais comum nas escolas públicas de Ubatuba, segundo relatos da Diretoria de Ensino do Governo Paulista, responsável pelo Litoral Norte.

Para a supervisora, Marta Senghi Soares, a violência não é uma característica exclusiva das instituições de ensino, mas sim, reflexo de uma sociedade que sofre constantemente com o problema. Ela explica que, apesar das iniciativas pedagógicas em busca de paz nas escolas, o relacionamento entre alunos e também com os professores apresenta um quadro preocupante.

“Muitas vezes os conflitos não terminam na agressão física. No entanto, a intimidação está presente de forma intensa. São jovens que buscam a afirmação pela força e, para isso , chegam a criar até gangues internas, que contam com o apoio de mais integrantes no portão das escolas, durante os horários de saídas das turmas”, revela Marta Soares, ressaltando que, muitas vezes, adolescentes buscam até a ligação com o tráfico de drogas para conseguirem maior imposição entre colegas e professores.

“É uma situação complicada, onde até as meninas acabam agindo de forma violenta. Infelizmente, o diálogo não vem sendo uma das preferências dos jovens, na hora de resolver algum problema de relacionamento”, afirma a supervisora.

Esteves da Silva

Na semana passada, uma denúncia de pais e alunos da Escola Estadual Esteves da Silva foi divulgada pela rede Vanguarda (TV Globo). Segundo os relatos, as brigas se tornaram quase diárias na saída das aulas e, em dois casos, jovens saíram com ferimentos consideráveis. Para tornar a situação ainda mais grave, a instituição citada não leciona o ensino médio, o que significa que os alunos envolvidos nas agressões têm, em média, de 11 a 15 anos.

Segundo a supervisora Marta Soares, neste caso, ainda não existe indícios das participações de gangues. Para a pedagoga, o motivo das constantes brigas no local foi a licença tirada pela vice-diretora da escola que seria uma das pessoas mais respeitadas pelos alunos.

“A ausência dela pode ter criado uma sensação de impunidade entre os jovens o que resultou nessa onda de violência. Entretanto, nós atuamos imediatamente na instituição e os alunos envolvidos foram suspensos por três dias, com a obrigação de tarefas em casa neste período. Além disso, os pais foram convocados e mostraram indignação e vergonha com os fatos provocados por seus filhos”, explica Soares, relatando que as confusões foram causadas principalmente em função do término de namoros e amizades. Ainda segundo a Diretoria de Ensino, a situação na escola já foi controla da, mas a supervisão continuará intensa para evitar o surgimento de novas ocorrências.

Soluções

Como medida pedagógica contra a violência escolar, os professores buscam fortalecer e ampliar o diálogo entre alunos e professores. Segundo a Diretoria de Ensino da região, as normas e procedimentos presentes nas instituições públicas estão sendo repassadas aos jovens, para que eles tenham a consciência do ambiente em que estudam. Os alunos também poderão ter um espaço maior para reclamações e sugestões sobre as questões escolares.

“Uma das medidas e criar métodos em que as opiniões dos alunos cheguem à direção escolar. Além disso, com essa interação, pretendemos resgatar a questão da autoridade que representa o professor”, completa a supervisora da Diretoria Regional de Ensino do Governo de São Paulo, admitindo que a solução efetiva passa por toda uma questão social dos alunos.

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