sábado, abril 10, 2010

Eleições 2010

Não sei não...

Sidney Borges
Talvez estejamos prestes a nos confrontar com um paradoxo: Dilma vence as eleições e é a nova presidenta do Brasil. O Aurélio diz que presidenta é  mulher que preside. Também pode ser mulher do presidente, mas é de conhecmento geral que a mulher do presidente é a "Galega". Então para Dilma sobra a primeira opção. Alguém vai se perguntar: onde está o paradoxo? Dilma vence e assume e ponto final. Eu digo: é exatamente ai que reside o busilis paradoxal. Dilma não tem jeito pra coisa, teria sido melhor se Lula tivesse escolhido alguém como Ana Hickmannn. É bonita e fala bem. Dilma não é bonita e não fala bem. Em televisão isso é abominável. Dilma não é do ramo. Se ganhar será um paradoxo. Fora de contexto. Mas no Brasil de hoje onde está o contexto?

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Eleições 2010

Foto: Gustavo Miranda / Agência O Globo

Serra: 'O Brasil pode mais'

De O Globo:
O ex-governador de São Paulo José Serra, lançado neste sábado pré-candidato do PSDB a presidente da República, fez um discurso no encontro da oposição em Brasília, destacando o tema o "Brasil pode mais". Ao fim do discurso disse que "quer ser o presidente da união".

- O Brasil pode mais. Quatro palavras, em meio a muitas outras. Mas que ganharam destaque porque traduzem de maneira simples e direta o sentimento de milhões de brasileiros: o de que o Brasil, de fato, pode mais. E é isto que está em jogo nesta hora crucial.

Serra fez um balanço dos últimos 25 anos no Brasil - para mostrar que o Brasil não começou em 2003 com o governo Lula - e destacou os valores éticos na política.

Em mais uma estocada no governo petista, criticou apoio a governos autoritários, defendendo, o respeito aos direitos humanos, ressaltando que em democracia eles não são negociáveis, nem há operário fazendo greve de fome quando discordam do regime, em referência a Cuba. (Do Blog do Noblat)

Leia a integra do discurso de lançamento da pré-candidatura de José Serra

Leia mais em Serra é lançado pré-candidato a presidente pelo PSDB com festa em Brasília

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Aviação

Tupolev-154 semelhante ao avião que vitimou o presidente da Polônia

16 acidentes com aviões Tupolev-154 nos últimos 16 anos

Jornal de Notícias (original aqui)
A queda do avião Tupolev-154 que hoje, sábado, vitimou o presidente polaco perto do aeroporto de Smolensk, na Rússia aumenta para 16 o número de acidentes com este tipo de aeronave russa desde 1994.

O avião onde seguia Lech Kaczynski despenhou-se ao aterrar no aeroporto de Smolensk, Moscovo, matando as 96 pessoas que viajavam a caminho das cerimónias fúnebres em memória das vítimas da matança de Katyn, em 1941.

O anterior acidente ocorreu a 10 de Julho de 2009 quando um Tupolev das linhas aéreas Caspias, que viajava do Irão para a Arménia se despenhou, matando 168 pessoas.

Três anos antes (2006) outro Tupolev-154 das linhas áreas do Irão saiu da pista, e incendiou-se quando tentava aterrar no aeroporto da cidade iraniana de Mashad, provocando a morte a 80 dos 147 passageiros.

O mais grave acidente com este tipo de avião russo ocorreu a 22 de agosto de 2006 quando um Tupolev das linhas aéreas russas Pulkovo, com 170 pessoas abordo, caiu durante uma tempestade na Ucrânia a caminho de um resort do Mar Negro para St. Petersburgo.

Há 16 anos, a 03 de Janeiro de 1994 a queda de um Tupolev-154 provocou a morte a 125 pessoas perto da estância de neve da cidade de Irkutsk.

O modelo Tupolev-154 fez o primeiro voo em 9 de Fevereiro de 1972.

Santa casa

Fim da auditoria

Sidney Borges
Hoje é dia 10 de abril, fim do prazo para a Cruz Vermelha se posicicionar em relação à Santa Casa de Ubatuba. Cabe ao prefeito Eduardo Cesar informar sobre os desdobramentos da auditoria. Partiu dele a notícia da possibilidade do novo gestor. O Ubatuba Víbora vai procurar o prefeito na próxima segunda-feira. Aguardem.

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Deu em O Globo

PT: o passado condena

De Merval Pereira:
Os que especulam sobre o significado da não-reação do ex-governador Aécio Neves ao comentário da candidata oficial Dilma Rousseff de estímulo à chapa Dilmasia, um voto híbrido nela para presidente da República e no candidato a governador Antonio Anastasia, do PSDB, querendo perceber nela uma sutil admissão de Aécio à “cristianização” do candidato trucano José Serra em Minas, não perdem por esperar.

O discurso do ex-governador mineiro hoje, no evento que marcará em Brasília o lançamento da candidatura de Serra à presidência da República será uma inequívoca tomada de posição.

Mais que isso, será uma definição de linha de ação política do PSDB, um ataque frontal ao passado do PT e um assumido orgulho do passado do PSDB.

Sobre a passagem de Dilma por Minas, o ex-governador Aécio Neves lembra que seu avô Tancredo dizia que em uma campanha eleitoral há lugares em que é melhor não ir do que ir e ter problemas.

Foi o que aconteceu com a candidata oficial Dilma Rousseff ao visitar São João Del Rey. Se fosse lá e não visitasse o túmulo de Tancredo, seria acusada de mais uma vez estar desdenhando o grande líder político mineiro.

Indo, provocou a ira dos próprios mineiros, pois o PT não apenas não apoiou Tancredo no Colégio Eleitoral em 1985 como expulsou os seus três deputados federais que o fizeram a revelia do partido.

Para exemplificar o repúdio mineiro à atitude de Dilma, basta ler o título do artigo semanal que o ex-senador Murilo Badaró escreve: “A profanação do túmulo de Tancredo”.

Dilma já havia confundido anteriormente Governador Valadares com Juiz de Fora, demonstrando que sua mineiridade não está muito em dia.

Quando, desta vez, caiu na armadilha ao defender a chapa Dilmasia, prestou dois serviços aos adversários políticos: desprezou o PT e o PMDB mineiros, que ainda se digladiam para ver quem dará o candidato a governador, e deu a chancela de que a candidatura de Antonio Anastasia é uma opção tão viável que ela admite “cristianizar” seus candidatos para receber o apoio do ex-governador Aécio Neves, o grander líder político atualmente em Minas.

O ex-governador não quis reagir pessoalmente à ida de Dilma ao túmulo de seu avô para não dar um cunho meramente pessoal e familiar ao comentário, mas foi consultado pelo senador Sérgio Guerra sobre a nota que os partidos de oposição divulgaram.

Vai aproveitar o discurso de amanhã para “tirar da frente os fantasmas do constrangimento”. Aécio vai dizer claramente que “nós temos que ter orgulho enorme do que fizemos”, e definirá “com clareza e coragem” o que considera uma verdade política: não teria havido o governo do presidente Lula se não tivesse havido o governo Fernando Henrique.

“Isso é real, é claro, e o maior avalista disto é o próprio Lula, que manteve intacta a política econômica do Fernando Henrique”.

Para Aécio, quem diz da importância do governo do governo Fernando Henrique é Lula, mais do que qualquer outro. O ex-governador mineiro lembrará que “apesar das pressões do PT no início do governo, o Palocci, com o aval do Lula, manteve intacta a política econômica”.

Aécio defenderá que o debate na campanha deve ser sobre o futuro e o presente, mas pretende ressaltar que é fundamental que se debata também o passado.

“O PT quer circunscrever o seu passado aos oito anos do governo Lula” ressalta Aécio, negando validade a essa estratégia. “Sorte nossa que o PT não era um partido expressivo naquela época. Se prevalecessem as idéias do PT, teríamos adiado o processo de redemocratização, poderíamos ter de novo um retrocesso institucional na saída do Collor, com o Itamar sem qualquer apoio, não teríamos uma Constituição”.

O tema central da fala de Aécio será “o passado compromete o PT”.

Ele diz que na campanha o PSDB vai falar das privatizações, da Lei de Responsabilidade Fiscal, o próprio Plano Real, tudo o que foi feito com “a raivosa oposição deles”.

O próprio Lula já reconheceu que se fosse eleito em 1989 seria uma tragédia, que não estava preparado para governar o país. “E será que a Dilma está preparada ? A Dilma hoje não é o Lula de 89 ?”, pergunta Aécio.

Para o ex-governador mineiro, o governo de Fernando Henrique Cardoso “foi um governo respeitável, mesmo quem não tem saudades respeita, independente do que o PT fez com egoismo durante esses 25 anos”.

Ele define o PT como “beneficiário da nossa responsabilidade e da nossa visão de país, por que, ao contrário da gente, o PT sempre colocou o seu projeto partidário acima do projeto do país em todos esses momentos”.

Aécio Neves relembra que para o PT valia sempre a lógica do que era melhor para o partido. “Não era bom se misturar conosco no Colégio Eleitoral, dane-se o resultado; não era bom apoiar o Itamar por que o Lula vem aí, dane-se o Brasil”.

O ex-governador mineiro diz que está na hora de “levantar a cabeça e partir para cima”. Ele vai lembrar que foi candidato a candidato a presidente da República no ano passado e sempre dizia que a unidade era a grande força, o mais vigoroso instrumentos para ganhar a eleição.

“No momento em que notei que o partido ia em outra direção, fiz o mais importante gesto a favor da unidade quando anunciei que meu candidato era o Serra. Eu tenho compromisso com o partido e com o país, quero encerrar esse ciclo petista. Acho que tenho autoridade moral para dizer isso”. (Do Blog do Noblat)

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Opinião

Devassa em cascata

Editorial do Estadão
Numa decisão para a qual poucos parecem ter atentado, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou no começo da semana passada o Projeto 418/03, que contém uma ameaça como de há muito não se via aos direitos e garantias civis da população, consagrados na Constituição brasileira. O projeto, que agora será examinado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, institui o que os juristas consideram quebra de sigilo por ricochete - ou, na linguagem corrente, em cascata - a partir de uma única autorização judicial.De autoria do senador Antonio Carlos Valadares, do PSB sergipano, e apresentado em 2003, o texto pretende tornar mais ágeis e efetivas as ações contra acusados de crimes contra a ordem tributária, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Medidas com esse objetivo decerto vão ao encontro do interesse público. Mas nos seus 15 artigos e 129 itens, a proposta faz tábula rasa do indispensável equilíbrio, que deve prevalecer nas sociedades democráticas, entre dois imperativos: o de defender o bem comum, nesse caso representado pelo erário, e o de preservar as franquias individuais da intrusão desabrida do Estado.

Na esfera da coibição e punição de presumíveis delitos contra as finanças públicas, como, de resto, em relação a toda forma de atropelo das leis, o Judiciário encarna os proverbiais freios e contrapesos à ação dos organismos incumbidos de investigar procedimentos eventualmente ilegais e, uma vez comprovada a ilegalidade, propor sanções contra os seus autores. A Polícia e o Ministério Público não podem, como é sabido, abrir os sigilos fiscal, bancário ou das comunicações do acusado. A quebra do sigilo por prazo determinado e a sua possível prorrogação dependem do ato de um juiz que responderá por ele.

Esse salutar princípio é revogado pelo absurdo projeto, que tem o potencial de transformar o País numa imensa delegacia, ao atribuir a policiais e promotores poderes descomunais. O cheque em branco que eles e seus colegas de uma penca de agências federais passariam a receber tem o seguinte formato: sempre que, num inquérito, "surgirem novos suspeitos ou novos bens, direitos ou valores que mereçam investigação própria", fica dispensado o pedido de ampliação da devassa originalmente concedida por um magistrado. Este deixa de decidir, sendo apenas informado da iniciativa. O rito se torna automático.

São nada menos de uma dezena as repartições estatais às quais o projeto concede a prerrogativa de perscrutar a intimidade de pessoas que tenham, ou tiveram, vínculos com os suspeitos cujo sigilo havia sido rompido por decisão judicial: Receita Federal, Banco Central, Tribunal de Contas da União, Polícia Federal, Agência Brasileira de Inteligência, Conselho de Controle de Atividades Financeiras, Comissão de Valores Mobiliários, Ministério Público, Comissões Parlamentares de Inquérito, Secretaria de Previdência e Seguros Privados.

"Tem de escancarar", diz o senador Gérson Camata, do PMDB do Espírito Santo, relator do projeto na comissão do Senado que o aprovou, desdenhando das garantias civis dos brasileiros. Ele alega que, se a medida já estivesse em vigor, "o Brasil não teria mensalão do PT nem mensalão do DEM" ? o que não passa de uma frase de efeito, impossível de cotejar com a realidade. O projeto, reage a criminalista Flávia Rahal, do Instituto de Defesa do Direito de Defesa, "regride na proteção à intimidade". O seu colega Tales Castelo Branco lembra que a Constituição "é taxativa" com relação a isso. Ele entende ser uma "licenciosidade perigosa" deixar a quebra de sigilo "ao arbítrio de uma autoridade administrativa".
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Manchetes do dia

Sábado, 10 / 04 / 2010

Folha de São Paulo
"Governo já negocia nova banda larga com as teles"

Após tentativa de usar Telebrás, Casa Civil reúne-se com presidente da Oi

Depois de ameaçar montar um plano tocado por uma estatal, o governo federal voltou a conversar com o setor privado para tentar fazer seu Plano Nacional de Banda Larga deslanchar. O presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, discutiu como seria sua participação numa reunião em Brasília com a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra. O encontro foi intermediado pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho. O banco estatal tem 31,4% da tele. O presidente da Oi não detalhou sua proposta. Segundo a Folha apurou, tornou a ser discutido um sistema misto, com a rede de cabos de fibras ópticas administrada por uma estatal e a gestão dos serviços a cargo de um consórcio formado por empresas privadas. O governo mantém a intenção de usar a Telebrás para gerir a rede de fibras ópticas, mas o Ministério da Fazenda vê risco de contaminação do plano com as dívidas da estatal.

O Estado de São Paulo
"Socorro ao Rio vai mobilizar Exército"

Soldados devem trabalhar no resgate de corpos e no tratamento de feridos; mortos pelas chuvas chegam a 200, dos quais 120 somente em Niterói

A pedido do governo do Estado do Rio de Janeiro, as Forças Armadas auxiliarão no socorro às vítimas das chuvas com homens e dois hospitais de campanha, que serão montados em São Gonçalo. Militares do Exército e da Marinha também vão atuar no resgate dos corpos soterrados em morros. Até o fechamento desta edição, o Estado registrava 200 mortes, 120 só em Niterói. Na cidade, desde a madrugada de ontem, nove corpos foram resgatados no Morro do Bumba, elevando para 25 o número de vítimas do deslizamento de quarto. O Corpo de Bombeiros estima que cerca de 150 pessoas ainda estejam soterradas pela avalanche de lama que encobriu várias casas da favela, construída sobre um lixão. Dos R$ 110 milhões liberados pelo governo federal, R$ 35 milhões serão destinados a Niterói e São Gonçalo. A verba integra um pacote de R$ 200 milhões – R$ 90 milhões para a capital.

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sexta-feira, abril 09, 2010

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Pensata

O homem dos cogumelos

João Pereira Coutinho (original aqui)
Contou-me uma amiga, professora de liceu, que decidira questionar a turma sobre as profissões a perseguir no futuro. A turma, composta por adolescentes de 12 e 13 anos, ofereceu resultados divertidos/ dramáticos/ alarmantes (ainda não consegui decidir).

Resumo da experiência: antigamente, as profissões desejadas oscilavam entre a medicina e a engenharia, com dois ou três astronautas e veterinários lá pelo meio. Hoje, a profissão do momento é outra. "Ser famoso". Não interessa em quê. Interessa é chegar "lá".

E as hordas de alucinados, verdade seja dita, tentam chegar "lá". Todos os dias, quando espreito a tv, o espectáculo é repetitivo e deprimente: incontáveis nulidades, sem nada que as recomende, tentam em desespero chegar "lá". A fama, que já durou 15 minutos, hoje dura 15 segundos; e os famosos, que em teoria seriam famosos por uma qualidade distintiva qualquer, são famosos por serem famosos, um círculo perfeito e perfeitamente imbecil.

É por isso refrescante ler a história de Grigory Perelman. Na passada semana, quando o Brasil assistia aos Big Brothers habituais, Grigory Perelman recusava um prêmio de US$ 1 milhão por ter resolvido a conjectura de Poincaré.

Grigory Perelman, 44, é um matemático russo que, após breve carreira acadêmica, abandonou a universidade para enfrentar a referida conjectura, um problema matemático que há mais de um século intrigava cientistas do planeta inteiro.

Em 2002 e 2003, publicou as suas propostas de resolução (na internet). Nos anos seguintes, matemáticos diversos procuraram confirmar a resolução proposta por Perelman. E confirmaram. Devido ao feito, a Fields Medal foi-lhe atribuída em 2006, uma espécie de prêmio Nobel da Matemática. Perelman fez o que agora repetiu: recusou-a.

Foi o princípio da sua anti-fama que se converteu numa forma perversa de celebridade. Os jornalistas instalaram-se em frente ao apartamento onde ele vive (com a mãe). Os vizinhos fornecem alguns detalhes sobre a estranha criatura: os seus hábitos higiénicos (não corta unhas, cabelo ou barba) comportamentais (caminha sem levantar o olhar) e até alimentares (uma predileção desmesurada por laranjas). Uns dizem que o apartamento está infestado de baratas. Outros garantem que Perelman gosta de jogar pingue-pongue contra a parede.

E o próprio Perelman contribui para o mito, ao responder às solicitações telefônicas dos jornalistas com frases do tipo: "O senhor está a perturbar-me. Estou a apanhar cogumelos."

A frase é boa. Tão boa que só em filme. Não admira, por isso, que a revista "Spectator" tenha dedicado um editorial notável ao caso, garantindo que Hollywood já está a preparar um "biopic" sobre o gênio. Se a ideia era viver em paz, um mundo viciado na guerra da fama não permite semelhante luxo.

O que implica saber: na história de Grigory Perelman, a quem pertence a maior dose de loucura? A ele? Ou a nós?

Não é preciso ser um gênio para responder a essa.

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Quem sabe desenhando...


Deu em O Globo

Atentado contra bicheiro foi coisa de especialista

De Sérgio Ramalho e Fábio Vasconcelos
A explosão de uma bomba no carro do contraventor Rogério Andrade, de 47 anos, às 12h30m desta quinta-feira, na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, provocou a morte de Diogo, 17, primogênito do bicheiro, e reacendeu a guerra pelo controle da máfia dos caça-níqueis, na Zona Oeste do Rio.

Ao estilo das execuções praticadas pela máfia italiana, o crime teria como autor um especialista na confecção de artefatos, que pode ter usado explosivo plástico C4.

A perícia preliminar feita no Toyota Corolla blindado, placa KZH-2110, constatou que o centro da detonação foi no lado do motorista, causando a morte instantânea do filho do contraventor, que dirigia o veículo, apesar de não possuir Carteira de Habilitação.

Rogério Andrade estava sentado ao lado, no banco do carona, e sofreu uma fratura na face, possivelmente causada pelo deslocamento de ar resultante da explosão.

O carro usado pelo contraventor possuía blindagem nível 4, capaz de conter disparos de fuzis. Além disso, o bicheiro costumava circular pela Barra da Tijuca escoltado por policiais militares.

No momento do atentado, cinco PMs faziam a segurança de Rogério em dois veículos Vectra.

Um deles, onde estavam três policiais, acabou atingido pelas chamas provocadas pela explosão, investigada pela Divisão de Homicídios (DH). A Corregedoria Interna da PM instaurou procedimento para apurar a ligação dos policiais com o bicheiro.
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Nota do Editor - Nunca antes se viu algo parecido. O crime organizado tupiniquim não poderia continuar à parte do progresso que assola a nação.  "Estepaiz", que um dia dormiu em berço esplêndido, acordou. O desenvolvimento chegou de vez, temos CSI e bandidos de primeiro mundo. Waal! (Sidney Borges)

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Coluna do Celsinho

Articulações

Celso de Almeida Jr.
Tenho conversado com algumas lideranças políticas da cidade.

Já percebo as articulações para o apoio aos candidatos a deputado, senador, governador, presidente.

As eleições estaduais e federais sempre revelam o poder de fogo da liderança local.

Ao defender uma determinada candidatura, o número de votos conquistado indica o potencial de sua força eleitoral.

É sintomático.

Por isso, será interessante acompanhar a busca pelos votos em 2010.

Após a apuração, já teremos a partida para a próxima eleição municipal.

Parece distante, né?

Mas, na prática, o jogo funciona assim.

É a contínua busca pelo poder.

O que eu gostaria é que o processo de conquista do voto fosse fundamentado na discussão de idéias, projetos, mecanismos de fiscalização, formação de novas lideranças, entre outras ações positivas.

Mas, infelizmente, na maioria das vezes, não funciona assim.

Lançam-se as promessas.

Inicia-se um intenso processo de sedução de inocentes.

Decide-se a partilha do poder.

Loteamento de cargos futuros, e por aí vai...

Um joguinho só para quem tem estômago.

Você, prezado leitor, encararia um desafio destes?

Tem força para resistir às tentações?

Tem firmeza para defender os seus pontos de vista?

Tem serenidade para aceitar opiniões diferentes?

Tem preparo profissional?

Tem sensibilidade para construir uma equipe competente?

Pense...

Se decidir encarar o embate, conte comigo.

Sou entusiasta das novas lideranças.

Tenho um profundo respeito por quem exerce a cidadania em nível de decisão.

Precisamos de idéias novas.

De atitudes novas, que sinalizem para o desenvolvimento.

Topa?

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Opinião

Inflação em alta

Editorial do Estadão
É hora de todos se preocuparem com o custo de vida. O vírus da inflação já se manifesta na maior parte dos bens e serviços consumidos pelas famílias brasileiras. Há vários sinais de alerta. Um dos mais claros é o aumento de 2,06% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado de janeiro a março. Foi a maior variação registrada num primeiro trimestre desde o começo do governo Lula, mas as circunstâncias são muito diferentes. Nos primeiros três meses de 2003, quando a alta chegou a 5,13%, o País sofria as consequências da crise do período eleitoral. O crédito externo havia encolhido, o dólar havia disparado e pressões inflacionárias se haviam espalhado por toda a economia. Desta vez, o dólar está depreciado, o mundo apenas começa a escapar de uma recessão e os preços internacionais estão muito contidos. Esta inflação é claramente made in Brazil.

Em março, o IPCA subiu 0,52%, bem menos do que em fevereiro, quando a variação foi de 0,78%, mas isso se explica em boa parte pelo fim de certos efeitos sazonais. Quando se examinam os números mais de perto, o quadro é bem menos favorável. O índice de difusão, segundo cálculo divulgado pelo escritório Rosenberg & Associados, passou de 61,7% em fevereiro para 66,4% em março, mostrando um forte aumento do contágio inflacionário. Esse indicador se refere à parcela dos bens e serviços com preços em alta. Além disso, o exame do núcleo da inflação revela um avanço de 0,39% para 0,46% quando se descontam os efeitos dos fortes aumentos de tarifas de ônibus, combustíveis, eletricidade e educação ocorridos no começo do ano. A maior parte dos preços livres, isto é, determinados pelo mercado, continuou subindo aceleradamente. O IPCA é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e é usado como referência para a política oficial de metas de inflação.

Também na quinta-feira a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou seu indicador mais tradicional e mais conhecido, o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), formado por três componentes: um Índice de Preços ao Consumidor (IPC), um Índice de Preços por Atacado (IPA) e um Índice Nacional de Preços da Construção Civil (INCC). Também nesse caso houve redução de um mês para o outro. Em março, o IGP-DI subiu 0,63%. Em fevereiro, havia aumentado 1,09%. Os preços por atacado aumentaram 0,52%, bem menos que no mês anterior (1,38%), mas os preços ao consumidor ganharam impulso. De um mês para o outro, a variação passou de 0,68% para 0,86%. O aumento do núcleo do IPC, 0,42%, foi o maior desde março de 2005. O núcleo é calculado com a exclusão das principais altas e quedas de preços no varejo. Mostra, portanto, uma tendência independente de pressões localizadas em alguns setores.

A FGV também calcula um índice de preços ao consumidor atualizado semanalmente, o IPC-S. O mais novo, referente ao período de 30 dias encerrado em 7 de abril, mostrou uma alta de preços de 0,98%, maior que a acumulada em março. Além disso, revelou uma inflação mais espalhada que no fim de março.

Todas essas pesquisas mostram um movimento amplo de remarcação de preços, explicável apenas pela procura muito aquecida. Não tem havido problemas imediatos de oferta na maior parte dos setores, mas a demanda final tem aumentado rapidamente, alimentada tanto pelos ganhos de renda familiares quanto pela expansão do crédito aos consumidores. Os dados do comércio varejista divulgados pelas principais instituições de pesquisa têm apontado claramente essa tendência.
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Manchetes do dia

Sexta-feira, 09 / 04 / 2010

Folha de São Paulo
"Prefeitura sabia de risco em Niterói, mas nada fez"

Após alerta de 2004, gestões do PT e do PDT não tomaram providências

O deslizamento no morro do Bumba em Niterói ocorreu em área instável, de risco conhecido há pelo menos seis anos, relatam Fábio Grellet e Elvira Lobato. Bombeiros recolheram 17 corpos e calculam que pode haver mais de cem mortos. O morro foi um depósito de lixo entre 1970 e 1985. Estudo da Universidade Federal Fluminense entregue à prefeitura em 2004 alertou para o risco. O prefeito Jorge Roberto da Silveira (PDT) disse que "há estudos a respeito de tudo na cidade". Em 2004, o prefeito era o atual vice, Godofredo Pinto (PT), que não foi localizado ontem. Horas antes do deslizamento anteontem, parte de uma casa havia desabado. A Defesa Civil não indicou que a área fosse evacuada. Em todo o Estado, desde segunda-feira, foram resgatados 182 corpos.

O Estado de São Paulo
"Governo convoca fundos de pensão para garantir Belo Monte"

Intenção é manter o leilão da hidrelétrica, em resposta à desistência de Odebrecht e Camargo Corrêa

O governo decidiu convocar fundos de pensão de estatais, como Previ, Funcef e Petros, para negociar a formação de novos consórcios para participar do leilão da hidrelétrica de Belo Monte, relata a repórter Christiane Samarco. Com os novos grupos, o Planalto pretende revidar o anúncio da desistência de participação no negócio feito pelas empreiteiras Odebrecht e Camargo Corrêa, forçando uma concorrência real no leilão marcado para o dia 20. A meta é reduzir o preço da construção, cujo teto foi estabelecido em R$ 19 bilhões. Na avaliação do governo, a Odebrecht e a Camargo Corrêa entraram na disputa apenas para pressionar pela alta de preços e tarifas. Como as duas empreiteiras foram bem-sucedidas com um aumento de 20% nos preços, e mesmo assim saíram da disputa, técnicos do governo entendem que a desistência pode ter sido uma manobra para que apenas um consórcio se apresente no leilão. “Uma coisa vocês podem estar certos: nós vamos fazer Belo Monte", afirmou ontem o presidente Lula.

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quinta-feira, abril 08, 2010

Aviação

'Solar Impulse' possui 4 hélices movidas a energia solar (Foto: Christian Hartmann/Efe)

Avião movido a energia solar faz primeiro voo na Suíça

Objetivo dos idealizadores do 'Solar Impulse' é dar uma volta ao mundo dentro de dois anos

LONDRES - O avião movido a energia solar "Solar Impulse" levantou voo pela primeira vez nesta quarta-feira, 7, na Suíça. O aventureiro suíço Bertrand Piccard, que já deu a volta ao mundo em um balão, pilotou o voo inaugural do protótipo solar.


Com envergadura muito próxima a do novo superjumbo da Airbus, o A380, a maior aeronave de passageiros já construída, este avião só tem lugar para o piloto e pesa praticamente o mesmo que um carro de passeio comum.

A energia para as quatro hélices que movimentam o "Solar Impulse" vem das células fotoelétricas que cobrem toda a superfície das asas.

O objetivo de Piccard e do co-fundador do projeto, Andre Borschberg, é dar uma volta ao mundo em um modelo um pouco maior dentro de dois anos.

Desde dezembro, a equipe vinha realizando minivoos de no máximo 60 centímetros de altura e distâncias de 300 metros.

Ainda neste ano, o "Solar Impulse" deve fazer um voo noturno e a partir daí, a equipe deve desenvolver um protótipo maior, para duas pessoas, que será usado na tentativa de dar a volta ao mundo, em 2012. (Do Estadão)

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Espaço do leitor

Centro de Convenções

Sidney,
Hoje em companhia do Secretario de Arquitetura, o Engº João Paulo Rolim e do Engº Luiz Carlos Ferraz estivemos na area em que esta sendo implantado o canteiro de obra do "Centro de Convenções de Ubatuba", obra idealizada por volta dos anos 80 pelo Presidente dos SINHORES, Dr. Claudino, e que em 2004 com o apoio do Prefeito Eduardo Cezar retornamos ao tão sonhado projeto na area doada pelo DAESP em 2002, e nesta quarta feira, 07/04/2010, tivemos a satisfação (para mim foi a mesma reação quando estive na 1ª parada do Navio com o Secretario de Turismo Luiz Felipe), de ver o terreno já limpo, a construção do alojamento e o inicio da marcação de obras, e dentro dos proximos dias a concretagem da 1ª sapata das fundações, em breve teremos a conclusão das obras, tenho certeza que sera o Prefeito Eduardo que ira cortar a faixa inaugural com a realização da 1ª convenção do nosso Centro de Convenção e Exposição de Ubatuba, ai teremos com este novo equipamento concluido mostrar ao Brasil que em Ubatuba temos na area do aeroporto Gastão Madeira o unico Centro de Convenções dentro de um aeroporto, proximo ao centro comercial, gastronomico, das hospedagens, etc... - Parabens Prefeito Eduardo, por acreditar que com gestões do SINHORES, da ACIU, da Prefeitura, etc... conseguimos realizar este tão sonhado projeto.

Para quem não acreditava, duvidou do Prefeito, dos nossos ideais, não soube esperar (sabemos que o poder publico tem regras a serem cumpridas), falou inverdades deste projeto, não acreditou, peço que se dirija na area do aeroporto e veja o inicio das Obras.

Parabens Ubatuba, Litoral Norte, por mais esta conquista.

Luiz Antonio Bischof.

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Ubatuba

Nem tudo está perdido

Benedito Moreira dos Santos
Diante da crise institucional que assola nossa comuna representei junto à Corregedoria do Ministério Público do Estado de São Paulo, conforme protocolos: TJSO 126 C6T 1911120091616 TJ 01 0008959-6, TJSP 642UBT 01022010026 TJ 01 0004052-00, TJSP642 UBI 01032010321011103 TJ 01 0007677-00, mais duas representações via e-mail nas datas de 4/12/09 e 3/3/10, cobrando independência dos Poderes, imparcialidade, impessoalidade, transparência, moralidade e eficácia. Ainda há a necessidade de se resgatar a legitimidade, em especial quanto à concessão do “Título de Cidadão”, como muito bem disse um vereador, não pode servir de “trocadilho”, mas sim, para estimular, o verdadeiro, autêntico “exercício da cidadania”. Infelizmente interesses escusos e subjetivos , a hipocrisia e a demagogia, têm sobressaído na atuação dos homens públicos que regem o destino de nossa cidade, deixando na berlinda o escopo social, os verdadeiros anseios e necessidades do povo, que sofre por conta da precariedade dos serviços públicos. Diante da inércia dos fiscalizadores locais, recebemos ontem (7), em Ubatuba, a esperada visita da Corregedoria do Ministério Público, que passou o dia ouvindo os reclamos da população. Acredito que medidas serão tomadas. Acreditamos na probidade da Corregedoria do Ministério Público do Estado de São Paulo. Nem tudo está perdido!

Benedito Moreira dos Santos
PTC.ubatuba@bol.com.br

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Deu em O Globo


Sarney assume Presidência domingo

De Gerson Camarotti:
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), voltará a assumir a Presidência da República domingo à noite, quando o presidente Lula viajará para Washington, para participar da reunião de cúpula sobre segurança nuclear. Sarney reassume o cargo 25 anos depois de ter passado a comandar o país em função da doença e morte do presidente Tancredo Neves.

Embora já tenha presidido o Senado outras vezes — terceiro cargo na linha sucessória —, é a primeira vez que assumirá a Presidência desde que deixou o posto, em março de 1990.

O vice-presidente José Alencar terá uma agenda em Montevidéu, no Uruguai, para o mesmo período. Ele não pode assumir a Presidência se quiser concorrer em outubro.

O segundo na linha sucessória, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), também não poderá assumir a Presidência para não ficar inelegível. Ele procura um destino fora do Brasil para ficar entre domingo e quarta-feira.

No Planalto, ainda havia a esperança de que Alencar pudesse desistir de um cargo eleitoral, e, com isso, evitar desgastes políticos em ano eleitoral com Sarney na Presidência. Mas Lula ficou convencido da disposição de Alencar de disputar um mandato eletivo. (Do Blog do Noblat)

Nota do Editor - Com milhares de "Marimbondos de Fogo", é indescritível a emoção que invade a minha alma. Mamma mia! Socorro! (Sidney Borges)

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Opinião

A candidata pessoa jurídica

Editorial do Estadão
A população que se acostume: não há hipótese de a ex-ministra Dilma Rousseff, como ela disse e tornou a dizer nos últimos dias, se "desvencilhar" do governo Lula. Isso significa que não há hipótese de a candidata ir para o embate sucessório como uma figura de projeção que, embora fiel ao presidente a quem tudo deve, e leal à administração da qual fez parte desde a primeira hora, tenha identidade própria, propostas próprias ? em suma, vida eleitoral própria. A tática petista de transformar a campanha em um confronto entre o período Fernando Henrique e o atual já não se explica apenas pela expectativa de explorar a grande popularidade de Lula em favor de sua apadrinhada, que ainda não disputou nem uma vaga de síndica, diante de um adversário, o ex-governador José Serra, calejado nas urnas e na atividade pública.

Para o lulismo, a preferência pela disputa plebiscitária ? "nós e eles, pão, pão, queijo, queijo", na memorável descrição do presidente - tende a ser cada vez mais um imperativo advindo de uma indigesta realidade: a esqualidez aparentemente irremediável do desempenho da candidata, apesar do curso intensivo a que a submetem alguns dos melhores nomes do ramo. À falta de uma Dilma pessoa física, só resta aos seus mentores fazer dela uma pessoa jurídica - a representação da era Lula.

Naturalmente, o esquema exige descarnar o opositor para criar a ficção de que os nomes à espera do eleitor na urna eletrônica serão, para todos os efeitos, os de dois governos. Daí as tentativas de Dilma de descaracterizar as manifestações do candidato que, diferentemente dela, tem um perfil político estabelecido e fala por si.

Dentro da camisa de força em que as suas limitações e os cálculos plebiscitários dos seus mentores a aprisionaram, a ex-ministra não pode permitir que Serra reconheça méritos neste governo e se proponha a ir em frente - que é, afinal, o que a população deseja de todos os candidatos. O governador tem de se comportar como os "lobos em pele de cordeiro", que Dilma diz enxergar nos oposicionistas quando defendem a manutenção das políticas sociais de Lula (sem omitir que as suas sementes foram plantadas na gestão que o precedeu). À interdição das opiniões contrárias ao maniqueísmo atrás do qual oculta as suas carências, a candidata acrescenta a mentira pura e simples. Serra - ela disse isso duas vezes em poucos dias - é o responsável pelo racionamento de energia em 2001 e 2002, por ter sido ministro do Planejamento de Fernando Henrique - 6 anos antes, fingiu esquecer.

A súbita agressividade da ex-ministra, na sua ânsia de passar ao público mensagem do gênero "Dilma e Lula, tudo a ver", decerto reflete também o seu visível desconforto ao participar, sem a confortadora companhia do presidente, de eventos preparados para promover a humanização de sua imagem. Nessas horas, temperamento e a lulodependência insatisfeita se combinam para fazê-la tropeçar nas próprias deficiências. O momento crítico é o encontro com a imprensa. Um dia, a ex-prisioneira torturada no regime militar, quando solicitada a comentar as declarações de Lula sobre as greves de fome de dissidentes cubanos, aproveitou para fazer uma comparação infame entre os presos políticos brasileiros. Estes, só a muito custo conseguiram falar com a Anistia Internacional. Já os cubanos, seriam privilegiados, deu a entender, "porque o acesso que eles têm à mídia é muito grande".

Na sua produzida excursão sentimental a Minas, seu Estado natal e segundo maior colégio eleitoral do País, depois de São Paulo, Dilma teve de se haver com uma pergunta sobre as razões que a levaram a começar a sua pré-campanha em "berço tucano", numa alusão ao governo Aécio Neves, do PSDB.
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Manchetes do dia

Quinta-feira, 08 / 04 / 2010

Folha de São Paulo
"Morro desaba e amplia tragédia no Rio"

Cerca de 30 casas foram atingidas em Niterói; prefeitura carioca reteve verba para favelas onde houve mortes

Novo deslizamento em Niterói (RJ), ontem à noite, atingiu cerca de 30 casas no morro do Bumba. O resgate mobilizou três equipes dos Bombeiros. Até a conclusão desta edição, foram contabilizados dois mortos, elevando o total de mortes provocadas pelas chuvas para 81 na cidade e 147 no Estado. Para especialistas, falhas em coleta de lixo, no planejamento e na manutenção de obras agravaram a tragédia. Na capital, todas as favelas em que houve mortes foram urbanizadas pelo programa Favela-Bairro, considerado modelo pela ONU. A Prefeitura do Rio, porém, reteve parte das verbas. No morro dos Prazeres, onde 22 morreram, houve retenção de R$ 2,6 bilhões de complemento à urbanização, até hoje não concluída. A coleta de lixo não tem controle da prefeitura, e a manutenção das redes de drenagem é feita raramente. A Secretaria Municipal de Habitação não comentou. O ex-prefeito Cesar Maia (DEM) afirmou que 15% do Favela-Bairro foi investido em contenção de encostas. Em reunião com o ministro da Integração Nacional, João Santana, o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes (ambos do PMDB) estimaram os danos em R$ 370 milhões.

O Estado de São Paulo
"Rio tira moradores de 2 favelas"

Total de mortos por temporal no Estado chega a 133, e havia mais de 50 desaparecidos; na capital, prefeito ataca 'demagogos' que criticam sua decisão de remover habitantes de áreas de risco

O número de mortos por causa do temporal que atingiu o Estado do Rio entre segunda e terça-feira subiu para 133, e ainda havia ao menos 53 desaparecidos até o fechamento desta edição. A maioria das vítimas morreu em deslizamentos de terra. Por essa razão, o prefeito da capital, Eduardo Paes (PMDB), anunciou a decisão de remover todos os moradores do Morro dos Prazeres, em Santa Teresa (centro), e de uma parte da favela da Rocinha (zona sul). Paes estimou que 2 mil famílias serão transferidas para local ainda indefinido. O prefeito criticou os "demagogos de plantão" contrários à medida. Afirmou que impedir novas ocupações é sua prioridade. "Não vou ficar com esses urubus da política, esperando essas pessoas morrerem para que eles possam se divertir." Mas Lisa Brandão, presidente da associação de moradores do Morro dos Prazeres, afirmou que "ninguém vai sair". "O que a gente precisa é do poder público trabalhando para melhorar, e não para retirar."

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quarta-feira, abril 07, 2010

Ubatuba em foco


Arbusto fora de lugar

Sidney Borges
Rotatórias não devem ter vegetação alta. O arbusto da foto impede parte da visão de motoristas que chegam a Ubatuba. O problema acontece quando um carro proveniente de Taubaté entra na rotatória e momentaneamente pára entre as pistas da Rio-Santos. A visão do fluxo da estrada fica comprometida em função do arbusto, o motorista não vê os veículos que chegam da Praia Grande. O problema precisa ser solucionado antes que tenhamos vítimas a lamentar. Quem sabe colocar vegetação transparente. Em Ubatuba tudo é possível, aqui até os urubus voam de marcha-a-ré.

Oriente Médio

Irã ridiculariza nova política nuclear de Obama e promete resposta

da Reportagem Local da Folha
O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, ridicularizou nesta quarta-feira a nova política nuclear do presidente americano, Barack Obama, que deixa aberta a opção do uso de armamento atômico contra a república islâmica. Ele advertiu ainda que os EUA pode receber uma resposta "contundente".

"Políticos materialistas americanos, quando perdem para lógica, imediatamente colocam o dedo no gatilho, como cowboys", disse Ahmadinejad em um discurso no noroeste do país, transmitido ao vivo pela televisão estatal.

"Sr. Obama, você é novo [na política]. Espere até você suar e ganhar alguma experiência. Seja cauteloso para não ler o papel na sua frente ou repetir qualquer declaração recomendada", continuou o ultraconservador iraniano. "[Políticos americanos] maiores que você, mais provocadores que você, não puderam fazer nada".

Nesta terça-feira, o secretário de Defesa, Robert Gates, disse que o governo dos Estados Unidos descarta utilizar armas nucleares contra países que não possuem este tipo de arsenal, mas considera que "todas as opções estão sobre a mesa" em relação a Irã e Coreia do Norte.

"Espero que as declarações publicadas não sejam verdadeiras. [Obama] ameaçou com armas nucleares e químicas os países que não se submetem aos Estados Unidos", disse Ahmadinejad em um discurso no noroeste do país, transmitido ao vivo pela televisão estatal.

"Tenha cuidado. Se seguir os passos de [o ex-presidente americano George W.] Bush, a resposta das nações será tão contundente como a que obteve Bush", acrescentou.
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Nota do Editor - Onde está a verdade? Ninguém sabe. Mas não há como impedir que tiremos conclusões sobre o espetáculo midiático da "bomba iraniana". Estados Unidos e Israel dizem que o programa nuclear do Irã tem finalidades bélicas. O Irã diz que não, mas não abre o jogo totalmente. E, nas entrelinhas, dá aquele sorrisinho maroto de desafio, dando a entender que poderá enriquecer urânio a ponto de constriur bombas. Onde está a verdade? Ninguém sabe. Quem pretende burlar a vigilância internacional não abre o bico, trabalha na surdina. Israel e África do Sul construiram artefatos nucleares. Os africanos juram que destruiram os seus, os israelenses calam sobre o tema. Especialistas falam em mais de 100 ogivas no país judeu. Onde está a verdade? Ninguém sabe. Ahmadinejad é liso e tergiversa, os americanos esquentam o debate e conclamam o mundo a aderir às sanções contra o país dos aiatolás. Tudo leva a crer que a qualquer momento haverá um pretexto para invadir o Irã. Outro Iraque, outro Vietnã? Existe bala na agulha para tanto? Enquanto o embate ficar situado no plano das bravatas e das ameaças nada há a temer. Mas um dia algum maluco - há muitos - pode ultrapassar a linha que separa o bom senso da loucura e bum! Vai tudo pelos ares. Quando existe a possibilidade de um evento ocorrer, ele ocorrerá. É questão de tempo. (Sidney Borges)
 
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Frases

"Quando acontece uma desgraça, acontece."

Lula

Nota do Editor - É. (Sidney Borges)

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Eleições 2010

Pesquisa nova. Quadro igual

De Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
Com a divulgação dos novos resultados da Vox Populi no sábado, são agora 7 as pesquisas públicas feitas este ano que pintam um mesmo quadro. Juntas, delineam um painel razoavelmente nítido do que parece estar acontecendo com os eleitores brasileiros nesta altura do processo sucessório.

Elas foram realizadas desde o final de janeiro, em âmbito nacional, por 4 institutos: Ibope, Sensus, Datafolha e a própria Vox Populi. Quase tudo que disseram foi corroborado por levantamentos em vários estados, compatíveis com o que estavam indicando os dados para o conjunto do país.

Todas essas pesquisas apontam para um cenário de expressivo crescimento de Dilma na virada de 2010, com uma concomitante retração das intenções de voto em Serra. À medida em que aumentava seu nível de conhecimento, ela subiu e ele caiu, sem que essa transferência afetasse o tamanho do eleitorado disposto a votar em Ciro ou Marina. Ambos permaneceram onde estavam, sugerindo que haviam atingido seu piso (pelo menos nas condições de pré-campanha).

Com isso, a distância entre os dois principais candidatos caiu até chegar ao que se costuma chamar empate técnico. Não mais que 5 pontos percentuais passaram a separar sua posições na corrida.

Mas essas pesquisas também sugerem que, depois da mudança que aconteceu entre dezembro e janeiro, a estrutura das intenções de voto permaneceu basicamente inalterada. Talvez um pequeno efeito inercial continuou em ação, fazendo com que a aproximação de Dilma a levasse mais perto do empate cravado com o candidato do PSDB.

É o que mostra a nova pesquisa da Vox, cujos trabalhos de campo ocorreram em 30 e 31 de março. No cenário com Ciro, Serra fica com 34% e Dilma com 31%, enquanto Ciro tem 10% e Marina 5%. Quando Ciro não está, Serra vai a 38% e Dilma a 33%, restando à senadora 7%.

Em relação à pesquisa anterior divulgada pela Vox, realizada na segunda quinzena de janeiro, Serra não caiu e Dilma cresceu nos dois cenários testados. Ou seja, o que aconteceu é que se acentuou a tendência à bipolarização, com uma ligeira redução do agregado de eleitores que dizem que votarão em branco, que anularão seu voto ou que não sabem o que fariam se a eleição fosse hoje.

Essa diferença entre os dois, na faixa entre 3 e 5 pontos percentuais, é coerente com quase todas as pesquisas nacionais do período. Mais que isso, a tendência que a nova pesquisa aponta é a mesma que elas indicavam, de uma redução praticamente estabilizada da distância entre os candidatos do PSDB e do PT, com, no máximo, um resíduo inercial ainda atuando.

Houve apenas uma pesquisa que mostrou um quadro diferente. É cedo, por enquanto, para imaginar que só ela conseguiu captar o que de fato está se passando com a opinião pública.

Pesquisas, à distancia em que estamos de uma eleição, são assim mesmo. Uma ou outra pode soar estranha, sem que isso queira dizer que está errada ou, pior, que foi “manipulada”, como costumam dizer aqueles que se decepcionam com seu resultado.

Por isso, ganha corpo, mundo afora, a ideia de “média das pesquisas”, como aconteceu na última eleição americana. Lá, os veículos, mesmo que patrocinassem suas pesquisas, mostravam ao público como se saíam os candidatos na média das disponíveis. É melhor que fingir que só uma é boa.

Pesquisa é como andorinha. Uma sozinha não faz verão. Quem olha o processo pela ótica de apenas uma pode se enganar redondamente. (Do Blog do Noblat)

Nota do Editor - Marcos Coimbra é mestre no assunto, conhece pesquisas como ninguém. O artigo serve de alerta aos prefeitáveis de Ubatuba, atualmente por volta de 15 assumidos. Estimo que haja outros 15 enrustidos. Ao contratar um instituto é preciso comprar um pacote. Como afirma Coimbra e eu endosso, pesquisas são como andorinhas. Uma só não faz verão. A consulta dá como resultado um ponto, mas um ponto não configura tendência. Para saber o que vai no coração e na alma do eleitor é preciso uma reta. Ora, todos sabem que qualquer reta é constituida por uma sucessão infinita de pontos. Para que ela se defina são necessários pelo menos dois. Bingo, duas pesquisas então resolvem, boa, chorando um pouco dá pra fazer pelo preço de uma. Errado. Com duas consultas espaçadas ao longo de um mês haverá de fato uma reta. Se for horizontal, paralela ao eixo x, o candidato estará estabilizado. Isso é ruim? Depende da distãncia da reta ao eixo, se estiver longe o candidato está bem. Se a reta estiver apontando para cima o candidato está trabalhando corretamente, mas se estiver para baixo urge fazer mudanças na campanha. Mas política é como nuvem, ora está de um jeito, minutos depois de outro. A próxima consulta dará um retorno do que foi feito no intervalo de tempo que a separou da anterior. Esse é o bizu, pesquisas sucessivas em intervalos de pelo menos 10 dias. Simples não é mesmo? Quando a disputa é pra valer, como no caso do embate Dilma versus Serra, isso funciona. Em Ubatuba, onde o jogo é de cartas marcadas, onde não existe oposição, não funciona. Vence o mais esperto que sempre terá o apoio dos outros espertos, aqueles que reclamam da vida, dirigem SUVs de mais de 100 mil reais e passam férias na Europa. Para eles tanto faz, caso a cidade torne-se inviável haverá outras para praticar espertezas, são cidadãos do mundo. Sempre ao lado do poder, apoiando e cobrando o retorno. Com juros altos. Essa é realidade e não há aqui mais do que observação distanciada, sem paixão. Não vejo tendência de que num futuro próximo haja mudanças. Em tempo, conversa daqui, conversa dali, tenho como certo que o próximo prefeito de Ubatuba não sairá da Câmara. Podem ir tirando o cavalinho da chuva senhores vereadores. (Sidney Borges)

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Brasil

PAC, PAC, PAC
Primeiro de abril, companheiros (José Simão)

Corsino Aliste Mezquita
Nas minhas experiências administrativas recebi, repetidamente, observações de administradores e políticos experientes sobre os legados a deixar para futuros ocupantes dos mesmos cargos:

- Nunca digas o que pensavas fazer caso continuasses no cargo.

- Em hipótese alguma projetes o que os sucessores deverão fazer.

-Procura explicar que obras em andamento ou projetos plurianuais constantes dos orçamentos futuros não são idéias tuas e, sim, programações essenciais para resolver problemas presentes ou futuros.

Argumentação para essas observações:

- Político brasileiro é ciumento. Se o palpite for bom não vai executá-lo porque seria creditado ao antecessor.

- É da cultura política brasileira não dar continuidade a obras e projetos dos antecessores. Principalmente quando só apresentados em discursos ufanistas e em ano eleitoral.

- As prioridades do governante podem ser diferentes das do antecessor. Geralmente são.

Memorizei essas recomendações ao presenciar o, para mim, “teatro-palhaçada” do lançamento, pelo Presidente Lula e sua candidata Dilma Roussef, do PAC2, ou, na tradução de José Simão, na Folha de São Paulo: “Primeiro de Abril, Companheiros”. Também assim conceituado por cidadãos que tem acompanhado e avaliado o andamento, o fracasso, os problemas, a não realização de mais de 60% das obras do PAC1.

A candidata parece desconhecer a cultura política brasileira e, com fachada de madrasta, pretende servir, ao povo brasileiro, já antes de eleita, pratos feitos, cardápios mal explicados, marmita... e, como disse a Senadora Marina da Silva: “Alguma coisa nessa marmita está requentada”. Marmita que pode até ter azedado por descuidos próprios de guerrilheira.

Não terá ninguém, no PT, para cochichar ao Presidente Lula e a sua candidata as obviedades e platitudes que registramos acima?

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Opinião

O ranço ideológico na educação

Editorial do Estadão
A exemplo do que ocorreu com as Conferências Nacionais de Comunicação e Direitos Humanos, as propostas aprovadas pela 1.ª Conferência Nacional de Educação, que foi encerrada na última quinta-feira com a participação do presidente Lula, têm como denominador comum a expansão do dirigismo estatal e a supressão da liberdade de iniciativa no setor. Atualmente, as universidades particulares respondem por 75% das matrículas do ensino superior no País e muitas delas, além de abrir capital, têm recebido vultosas somas de fundos de investimentos para financiar sua expansão.

A justificativa dos participantes da 1.ª Conferência Nacional de Educação é que o ensino superior seria um "bem público", motivo pelo qual a oferta de vagas por universidades privadas e confessionais teria de ser feita por meio do regime de concessão, como ocorre nas áreas de energia, petróleo e telecomunicações. Para os 3 mil sindicalistas e representantes de movimentos sociais e ONGs que aprovaram essa proposta absurda, se cabe ao governo federal "articular" o sistema educacional, a União deveria "normatizar, controlar e fiscalizar" as instituições de ensino superior do País, por meio de uma agência reguladora, além de estabelecer parâmetros para currículos, projetos pedagógicos e programas de pesquisa para todas elas.

Essa tese colide frontalmente com a Constituição de 88, que é clara e objetiva em matéria de ensino. Ela prevê a livre iniciativa no setor educacional, concede autonomia didática, científica, administrativa e patrimonial às universidades e assegura aos Estados e municípios ampla liberdade para organizar suas respectivas redes escolares.

Como ocorreu nas Conferências Nacionais de Comunicação e Direitos Humanos, as entidades representadas na 1.ª Conferência Nacional de Educação - das quais pelo menos 40 atuam em áreas estranhas aos meios acadêmicos - em momento algum esconderam sua aversão ao livre jogo de mercado. Segundo elas, por visar ao lucro, as universidades particulares, ao contrário das universidades públicas, não se preocupariam com a qualidade dos serviços que prestam.

A afirmação é falaciosa, uma vez que há instituições privadas muito bem classificadas no ranking do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), assim como existem instituições federais que certamente não seriam autorizadas a funcionar, caso o Ministério da Educação fosse mais rigoroso na aplicação das regras por ele mesmo estabelecidas. É esse o caso das Universidades Federais do Vale do Jequitinhonha, que foi inaugurada por Lula sem ter corpo docente, e do ABC, que funciona em meio a um canteiro de obras atrasadas e abriu seu primeiro processo seletivo sem dispor sequer de laboratórios e de bibliotecas.

Além de investir contra a iniciativa privada, as propostas aprovadas na 1.ª Conferência Nacional de Educação esvaziam as competências das Secretarias Municipais e Estaduais de Educação, atribuindo-lhes o papel de meros fóruns consultivos. E, em nome da "democratização" do ensino, defendem a inclusão de integrantes da "sociedade civil organizada" nos órgãos educacionais. Com isso, os Conselhos Nacional e Estaduais de Educação deixariam de existir e sindicalistas vinculados à Central Única dos Trabalhadores, militantes de agremiações partidárias e representantes de ONGs sustentadas por dinheiro governamental poderiam interferir na formulação, implementação e execução da política do setor, colocando os interesses corporativos, políticos e ideológicos à frente do interesse público.
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Manchetes do dia

Quarta-feira, 07 / 04 / 2010

Folha de São Paulo
"Pior chuva mata 98 e paralisa Rio"

Maior temporal da história da cidade expõe fragilidades; prefeito admite que existem ineficiências

A chuva sobre a região metropolitana do Rio desde segunda-feira matou ao menos 98 pessoas - até a conclusão desta edição -, e paralisou o comércio e serviços públicos. Em 24 horas, choveu mais que 62% da média do mês de abril. As tempestades que provocaram todas as tragédias anteriores da cidade foram superadas. Pontos turísticos, como a Lagoa e o Maracanãzinho, alagaram; 13 bairros ficaram sem luz. A ponte Rio-Niterói e o aeroporto Santos Dumont foram fechados. As mortes na capital (31) e em Niterói (49) ocorreram sobretudo nos deslizamentos em favelas. O prefeito Eduardo Paes (PMDB) reconheceu "ineficiências e problemas estruturais". O presidente Lula, que ontem estava no Rio, minimizou o alagamento de apartamentos do PAC no Complexo do Alemão. "Onde eu vi obras do PAC, tem menos água. Portanto, acho que a única explicação é o excesso de chuva", afirmou Lula. O mau tempo no Rio deve durar até amanhã.

O Estado de São Paulo
"Temporal recorde em 44 anos mata 103 e Rio entra em colapso"

Maioria dos mortos foi vítima de deslizamentos de terra, causados pelas 14 horas de chuva intensa
Impotentes, autoridades do Estado pedem que população não saia de casa; Lula faz apelo a Deus

Um temporal de 14 horas, o maior em 44 anos no Rio, deixou 103 mortos no Estado, até o fechamento desta edição. Foram 48 em Niterói, 16 em São Gonçalo, 36 na capital, 2 na Baixada Fluminense e 1 em Petrópolis. A maioria morreu em deslizamentos de terra. A região metropolitana parou - escolas fecharam, empresas dispensaram funcionários e diversas vias ficaram intransitáveis. Impotentes diante do caos, o presidente Lula, o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes fizeram apelos dramáticos - pediram que moradores saíssem das áreas de encosta e que a população evitasse sair às ruas. As escolas públicas não abrirão hoje. "Quando o homem lá em cima está nervoso, só temos de pedir a Ele para parar a chuva, para que a gente possa tocar a vida", afirmou Lula no Rio. Segundo ele, a cidade está preparada para a Copa de 2014 e para a Olimpíada de 2016.

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terça-feira, abril 06, 2010

Ciência

Objeto avistado pelo Hubble desafia classificações astronômicas

Pequeno demais para ser uma estrela, talvez tenha se formado de modo diferente dos planetas comuns

Do Estadão (original aqui)
Um objeto do tamanho de um planeta, circulando em órbita de uma estrela anã marrom, é jovem demais para se encaixar nas teorias atuais sobre formação de planetas, de acordo com pesquisadores que avistaram o astro, usando o Telescópio Espacial Hubble. Com massa de 5 a 10 vezes maior que a de Júpiter, o objeto teria se formado em menos de 1 milhão de anos.

Kamen Todorov, da Universidade Penn State, e colegas usaram o Hubble e o Observatório Gemini para fazer imagens do jovem companheiro da anã marrom, que foi descoberto durante uma pesquisa de 32 estrelas anãs na região de formação de estrelas de Touro. Anãs marrons são objetos pequenos demais para sustentar o processo de fusão nuclear que gera o brilho das estrelas.
 
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