sábado, março 13, 2010

Boxe


Manny Pacquiao (à esquerda) e Joshua Clottey, após a pesagem oficial

A luta do ano

Sidney Borges
Manny Pacquiao e Joshua Clottey lutam pelo título dos meio-médios na noite deste sábado, no Dallas Cowboys Stadium, em Arlington, no Texas. Pacquiao é franco favorito, seu retrospecto impressiona. Nas últimas três lutas ele não só venceu como também escangalhou os adversários, enviando -os ao hospital para reparos.

E que adversários!

Pela ordem: Oscar De La Hoya, nocauteado no 8º round após apanhar mais do que mulher de malandro; Ricky Hatton, nocauteado no 2º round. O inglês que antes da luta disse que venceria com facilidade dormiu profundamente depois de uma esquerda que não viu de onde veio. A terceira vítima do filipino foi Miguel Cotto, que sofreu nocaute técnico no 12º round quando o juiz parou o combate em que só Pacquiao batia e Cotto tentava fugir dos golpes, já sem forças para reagir.

O ganense Joshua Clottey não é um joão ninguém, mas não tem bom retrospecto contra os grandes. Perdeu de Cotto por pontos, perdeu de Antonio Margarito também por pontos, embora tenha tido bons momentos nas duas lutas. É pouco para vencer Pacquiao. Mas não é impossivel para quem pega forte e tem retrospecto de nocuteador.

Clottey tem um queixo duríssimo, nunca foi nocauteado, é maior e mais forte, na verdade é um meio-médio natural enquanto Pacquiao vem ganhando peso ao longo da carreira, o que tem provocado desconfiança em alguns observadores que suspeitam do uso de anabolizantes.

Não há evidência de seja verdade, os testes nunca indicaram problemas.

Pacquiao é considerado pela crítica o melhor pugilista da atualidade. Eu faço coro, a forma de lutar do filipino é eletrizante, ele avança e golpeia, recua e golpeia, é rápido, bate com força com as duas mãos, não foge ao combate e tem fôlego, parece ter quatro pulmões. Para quem gosta de boxe vale a pena ficar acordado para ver Pacquiao, a maior estrela dos ringues no momento. Pena que no Brasil a luta não será transmitida, teremos de acompanhar na internet e ver as imagens no YouTube, na manhã do domingo.

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Papo do Editor

Discos voadores

Sidney Borges
Ontem participei de uma conversa sobre discos voadores que vai ser transmitida pela televisão. Um dos tópicos abordou a lenda da queda de um objeto voador, presumidamente alienígena, em terras ubatubanas, no final dos anos 50.

O local do sinistro teria sido Ubatumirim, outras versões falam no Perequê-Mirim. Nos destroços teria sido encontrado um metal parecido com alumínio, com grau de pureza além das possibilidades da tecnologia terrestre. A NASA levou para análise. Quem sabe para a Área 51, no deserto de Nevada, onde repousam os restos da nave que caiu em Roswell, no Novo México, em 1947.

Outra história do litoral norte, apurada por mim com exclusividade, refere-se aos trabalhos artísticos de um médico que vivia na Ilhabela nos anos 60. Era ufólogo amador e pintor e sempre que ouvia um boato sobre ovnis ia ao local, conversava com as testemunhas e fazia desenhos que eram reproduzidos em telas. Depois de alguns anos, no acervo havia ovnis de todos os tipos. Discóides, triangulares, em forma de charuto e de sino, escuros e com luzes brilhantes. Mais uma vez a NASA levou a coleção. A preço de Picasso.

No final dos anos 60, época do AI-5, eram comuns reuniões onde a conversa rolava solta madrugada afora. Uma história ficou famosa, sempre acontecida com o amigo do primo de alguém presente.

Falava de um casal viajando de fusca pelo sul da Argentina. Cansados resolveram parar e dormir um pouco. Quando seguiram viagem notaram que a paisagem era outra e, surpresos, perceberam que estavam adentrando à Cidade do México. Sem saber que atitude tomar pediram ajuda à polícia. Em poucas horas chegaram os homens da NASA que sem perda de tempo abriram a mala preta e levaram o fusca a preço de Rolls-Royce. Para onde ninguém sabe. Desconfio que jamais saberemos.

Depois de escutar o relato, com pequenas variações, tentei encontrar o casal. Na última tentativa me foi dito que estavam em Arembepe, na Bahia, onde fundaram a Igreja Intergaláctica", que não cobra dízimo e apregoa que Jesus Cristo é alienígena e teria vindo da constelação de Hórus, nos confins da Via Láctea. Com o tempo a viagem insólita acabou esquecida.

Depois de anos de pesquisas e leitura de centenas de livros, esgotei o tema. Não há novidades no campo da Ufologia. As histórias sempre se repetem mencionando complôs militares para esconder que não estamos sós no Universo. Faço apenas uma ressalva, vivendo em Ubatuba e conhecendo os meandros da política local, desconfio que a nave do Ubatumirim de fato existiu.

Os tripulantes sobreviveram, ficaram por aqui e procriaram.

O resultado pode ser apreciado nos políticos locais, verdadeiros alienígenas.

Com salarinhos minguados compram mansões e dirigem carrões. Magia pura!

Só marciano explica!

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Opinião

A ociosidade nas federais

Editorial do Estadão
Ao discursar na Bahia, no final da última semana, o presidente Lula voltou a afirmar que passará para a História como o governante que mais investiu na expansão do ensino superior público, tendo criado 13 novas universidades federais e encaminhado ao Congresso o projeto de criação de mais uma, a Universidade Federal da Lusofonia Afro-Brasileira. Até agora, o recorde era detido por Juscelino Kubitschek, em cujo governo foram criadas 10 universidades. Segundo o Ministério da Educação, durante os dois mandatos de Lula os gastos da União no setor dobraram, passando de R$ 9,9 bilhões para R$ 18,3 bilhões (em valores nominais). A oposição, no entanto, observa que na relação das novas universidades federais estão incluídas instituições que ainda não funcionam, como a Universidade Federal da Fronteira do Sul, a Universidade Federal de Integração Latino-Americana e a Universidade Federal do Oeste do Paraná, e outras que, por causa da campanha eleitoral, foram inauguradas às pressas, não dispondo de edifícios, acessos, equipamentos e até de professores. Esse é o caso das Universidades do Vale do Jequitinhonha, que ainda não têm corpo docente, e do ABC, que funciona em meio a um canteiro de obras atrasadas. O campus de Santo André, que estava planejado para ser entregue em 2009, só deverá estar concluído em 2011.

A pressa com que o governo vem inaugurando o que ainda não existe, motivado por razões eleiçoeiras, é um dos aspectos do problema. Outro aspecto diz respeito à utilidade das novas universidades federais. Muitas delas operam com altas taxas de ociosidade, o que revela que sua criação era desnecessária. Outras, por estarem desaparelhadas, apresentam altas taxas de evasão. São universidades que não atendem às exigências dos alunos mais qualificados, que acabam se transferindo para instituições melhores, nem conseguem reter os estudantes beneficiados pelo sistema de cotas, que chegam despreparados da rede pública de ensino médio.

Da primeira turma que entrou na Universidade Federal do ABC, em 2006, por exemplo,46% dos estudantes desistiram. Em várias instituições de ensino superior mantidas pela União, a taxa média de ociosidade tem ficado em torno de 20%. E a terceira e última etapa de inscrições no Sistema de Seleção Unificada para 51 universidades federais, que permite a matrícula com base nas notas do Enem, começou com quase metade das vagas ainda disponíveis. Das 47,9 mil oferecidas, só haviam sido preenchidas até então cerca de 26,2 mil.

Apesar das bazófias do presidente Lula, que se gaba de ter expandido a rede de universidades federais e promovido a interiorização de campi universitários, a ponto de o MEC estar hoje gerindo obras em 104 cidades, fica evidente que a política educacional de seu governo foi equivocada. Em outras palavras, ela errou o alvo. As taxas de ociosidade das universidades federais, apesar de serem mais baixas do que as das universidades privadas e confessionais, revelam que um dos principais gargalos do sistema educacional está no precário ensino médio, que não forma estudantes qualificados em número suficiente para preencher as vagas propiciadas pela expansão do ensino superior.
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Manchetes do dia

Sábado, 13 / 03 / 2010

Folha de São Paulo
"Lula admite que Jefferson o alertou sobre mensalão"

Em resposta a processo do STF, presidente também dirá que não conhece Marcos Valério

O presidente Lula vai reconhecer pela primeira vez que ouviu em março de 2005 do presidente do PTB, Roberto Jefferson, o alerta sobre o esquema para a compra de congressistas aliados, o mensalão. Isso acontecerá em resposta a questionário do Ministério Público Federal que consta de processo no STF. O mensalão foi revelado em entrevista de Jefferson à Folha três meses depois. O presidente responderá que não conhece pessoalmente o publicitário Marcos Valério - operador do maior escândalo de corrupção do governo petista. Dirá que o publicitário nunca esteve na Granja do Torto, uma das residências oficiais da Presidência. Lula afirmará que pediu investigação informal ao então ministro Aldo Rebelo e ao líder do governo na Câmara na época, Arlindo Chinaglia. Segundo Lula, recebeu a resposta de que não havia provas.

O Estado de São Paulo
"Lula inaugura obra inacabada e suspeita"

Presidente volta a atacar o TCU, que questiona refinaria da Petrobrás

O presidente Lula inaugurou ontem uma obra ainda não concluída, a Refinaria Presidente Getúlio Vargas, em Araucária (PR). O projeto é questionado pelo Tribunal de Contas da União, por suspeita de superfaturamento. Acompanhado da pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, Lula antecipou-se às críticas e justificou o ato dizendo que a obra criou empregos e que a investigação do TCU ameaça essas vagas. "Se tem de fazer investigação que se faça, mas não vamos deixar que trabalhadores fiquem desempregados porque alguém suspeita que alguma coisa está acontecendo", discursou Lula. O projeto, cuja conclusão está prevista para 2012, custará US$ 5,4 bilhões, o maior investimento da Petrobras. "Como não poder dizer que isso é importante?", disse o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli.

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sexta-feira, março 12, 2010

Nova versão

Polícia diz agora que Glauco foi baleado ao tentar impedir suspeito de se matar

Cartunista e filho de 25 anos foram mortos em Osasco, na Grande SP.Foto de suspeito é liberada pela polícia.

Luciana Bonadio e Kleber Tomaz Do G1, em Osasco
O cartunista Glauco Villas Boas, 53 anos, morto a tiros na madrugada desta sexta-feira (12) em sua casa em Osasco, na Grande São Paulo, foi atingido quando tentava impedir o suspeito do crime, Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, de se matar, segundo informações da Polícia Civil. Raoni Villas Boas, de 25 anos, filho de Glauco, também foi morto. O suspeito, de 24 anos, é procurado pela polícia. A foto foi divulgada nesta tarde.

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Barbárie

SSP: testemunha reconheceu suspeito de matar Glauco

SOLANGE SPIGLIATTI - Agencia Estado (original aqui)
SÃO PAULO - Uma testemunha do assassinado do cartunista Glauco Villas Boas e seu filho, Raoni Ornellas Pires Vilas Boas, reconheceu um dos autores dos disparos, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP). O crime ocorreu na madrugada de hoje na residência do cartunista, em Osasco, na Grande São Paulo.


A polícia está à procura do homem reconhecido pela testemunha, informou a SSP. De acordo com o boletim de ocorrência registrado no 1º Distrito Policia (DP) da cidade, três suspeitos chegaram em um carro e fizeram os disparos contra Glauco, de 53 anos, e seu filho, de 25. Porém, o advogado da família, Ricardo Handro, deu informações diferentes.

Segundo ele, dois homens aparentemente drogados invadiram a casa do cartunista. Armados, eles renderam a filha e a mulher de Glauco, além do próprio cartunista. Após negociações com os suspeitos, conta, Glauco saiu com os bandidos e então foram surpreendidos por Raoni, que chegava da faculdade.

O advogado afirmou que ao se deparar com seu pai, já ensanguentado por conta de uma coronhada, Raoni tentou negociar com os suspeitos, que acabaram disparando quatro tiros em cada um. Esposa e filha de Glauco teriam ficado machucadas por conta de pancadas na cabeça e no rosto e estariam em estado de choque.

Glauco e Raoni chegaram a ser levados para o Hospital Albert Sabin, na Lapa, na zona oeste da capital paulista, mas não resistiram aos ferimentos. A família aguarda a liberação do corpo pelo Instituto Médico-Legal (IML) de Osasco para marcar o velório e o enterro das vítimas. Segundo o advogado, a família pede que o velório seja reservado. Já o enterro será liberado.

Nota do Editor - Faço a correção do texto anterior. Antes de condenar o cartunista e o filho à morte os invasores torturaram a família. Mais uma correção. Não foram dois, mas apenas um o autor dos disparos. O presumido assassino seria conhecido da família. (Sidney Borges)

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Papo do Editor



Fera do mar

Sidney Borges
Enquanto eu falava ao telefone meu cachorro mostrava preocupação. Quando ele vira as patas para cima é sinal de sonho agitado. Em seguida deita-se de lado, resmunga e corre em rapidíssimas perseguições (ou seriam fugas?). Nunca saberei, Brasil é um orgulhoso representante dos canídeos, sendo predador e presa. Uma posição pouco confortável na escala alimentar que tem na base da pirâmide o Plâncton e no vértice superior a Orca.

Por falar nessas inteligentes criaturas, manifesto meu desapreço aos shows aquáticos. Sou contra. De vez em quando acontece um acidente, como vimos recentemente quando uma tratadora foi morta. Enfim, sou contra tantas coisas e tenho de me limitar a continuar assim pois meu poder de mudar o que vai por aí é ínfimo.

Em um dia quente como suponho seja o inferno fui a Caraguatatuba a trabalho. Lá encontrei um amigo. A temperatura alta fez com que entrássemos em um estabelecimento comercial em busca de água.

Coincidência. Demos com um conhecido em companhia da filha de 5 anos fazendo a mesma coisa. Conversa vai, conversa vem, ele nos contou que em uma cidade do litoral norte a menina foi diagnosticada com grave infecção bucal. Dois médicos recomendaram a extração dos dentes inferiores e receitaram antibióticos poderosíssimos.

Desconfiado ele buscou outra opinião.

Em Caraguatatuba o diagnóstico foi menos radical. Estomatite. Um remedinho na língua bastou para resolver o problema. Naquela noite a menina alimentou-se, o que não fazia há dois dias.

Na manhã seguinte sorria satisfeita enquanto mordia uma maçã com os dentes intactos. Minha mãe queria que eu fosse médico. Nunca cogitei em satisfazer esse desejo. Eu seria um péssimo médico. Sem vocação. Daria sempre o mesmo diagnóstico. Virose. E recomendaria antibiótico e soro. Exame de fundo de olho para dor de cabeça profunda nem pensar.

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A ponderar...

Os riscos da candidatura Dilma!

Do Ex-Blog do Cesar Maia
1. Um desenho que representasse uma campanha eleitoral deveria ser uma curva quase horizontal em sua parte inicial e que iria crescendo progressivamente, tornando-se quase vertical, num ângulo de 60 graus, nos últimos 15 dias de campanha. O "produto" eleitoral tem uma característica única: se leva ao mercado num dia só, das 7h às 17h. Se não servir, só poderá ser reapresentado ao mercado 4 anos depois.

2. Nos EUA, os planos de campanha fazem, inclusive, acompanhar o gasto com esta curva. Diz-se que eleição não se ganha de véspera, nem no dia seguinte.

3. Grande parte do eleitorado está com a cabeça longe da política. Por isso, os institutos separam os indecisos e os não totalmente decididos, que ainda podem mudar seus votos. Uma campanha muito antecipada ou é de um candidato franco favorito, ou corre o risco de ser um filme já visto pelo eleitor na hora de começar a decidir o seu voto.

4. A superexposição, segundo a escola francesa de Jacques Seguelá, queima como a luz do sol. Há a necessidade de mergulhos e retorno à superfície. Deve ser assim, segundo ele, no caso dos governos, para que a superexposição não venha com queimaduras de terceiro grau. Nas campanhas, esse movimento sinuoso não cabe como nos governos. Mas cabe um processo de exposição progressiva, onde o eleitor vai descobrindo ou redescobrindo o candidato, numa imagem que vai se tornando cada vez mais nítida.

5. Uma campanha muito antecipada, sem que exista a justificativa de eleições primárias, como nos EUA, pode, pela repetição, cansar o eleitor, que começa a resmungar: Outra vez? Que cara chato(a)!

6. Esse é o risco que Dilma começa a correr. Pesquisas qualitativas informadas a este Ex-Blog começam a notar essa sensação de estresse por excesso. Um fenômeno que hoje poderia se chamar de "Síndrome do Filho do Brasil", ou seja, o filme que foi tão badalado antes, tão apresentado, tão debatido, tão polemizado, que quando foi para os cinemas não resistiu mais que à primeira semana.

7. E depois, a imagem que fica vai perdendo a nitidez para o eleitor. Não há óculos, propaganda ou dinheiro que dê jeito. As pesquisas qualitativas eleitorais (grupos de foco) são difíceis de serem feitas, pois exigem experiência de rua. As candidaturas podem testar e fazê-las com um Instituto com muita experiência nelas. E com isso, comprovar que Dilma começou a cansar antes mesmo de a eleição começar. Afinal -disse uma pessoa num desses grupos-, essa mulher não trabalha? Disse outro: Todo dia ela aparece num comício, e eu nem me lembro o que ela disse! E por aí vai.

8. Uma pesquisa qualitativa hoje deve testar a tese: Dilma começou a cansar o eleitor antes mesmo da campanha?

Nota do Editor - A candidata Dilma tem sido pródiga em falas sem sentido. Alguém poderia observar que Lula também não é lá essas coisas com as palavras. Aí mora o perigo. Lula está em evidência há mais de 30 anos. Quando assumiu o governo agiu com responsabilidade, ganhou a confiança das elites e das massas. Lula pode falar o que lhe der na telha. Dilma não, como Maria Candelária, alta funcionária, que saltou de paraquedas e caiu na letra o, não pode continuar misturando sífilis hereditária com chifres do rei da Itália. Dilma não é Lula. (Sidney Borges)

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Ubatuba Víbora de luto

Cartunista da Folha, Glauco morre em tentativa de assalto

da Folha Online
O cartunista Glauco Villas Boas, 53, foi morto nesta madrugada em sua casa, em Osasco, após uma tentativa de assalto. Raoni, 25, um dos filhos do cartunista, também morreu durante uma discussão com dois homens armados que invadiram a casa, localizada em uma montanha da região.

Leia mais aqui e aqui

Nota do Editor - Lamentável. Um cidadão produtivo tem a casa invadida enquanto descansa com a mulher e os filhos. Os invasores fazem um julgamento rápido e a sentença é proferida. Morte. Sem direito à apelação. Em seguida o fuzilam, juntamente com um dos filhos, deixando os sobreviventes com uma marca inesquecível na memória. Os assassinos terão um gigantesco aparato disponibilizado pelo Estado para ficar fora da cadeia. Há quem os veja como vítimas do sistema e, nessa condição, com direito de matar. Glauco foi meu colega na Folha em 1988. Um cara simpático, inteligente, criativo. Mais uma vez escrevo: lamentável. (Sidney Borges)

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Coluna do Celsinho

Cordialidade

Celso de Almeida Jr.
Olá, fiel leitor.

Tudo bem?

Obrigado pela atenção de sempre.

Aceita um café?

Quem sabe, um dia, isso será possível por aqui.

Há um agradável sentimento que aflora quando escrevo.

Imagino que somos amigos antigos, mesmo que anônimos.

Com este espírito, dou o recado.

Hoje, convido para voarmos no pensamento.

Não custa nada, é gratuito, gostoso.

Vamos lá...

Imagine que o prefeito tivesse uma outra atitude com os participantes da caminhada, promovida no início da semana, em protesto pelos problemas da saúde no município.

Isso mesmo, uma outra postura.

O grupo era pequeno, apesar de representativo.

Contou com o apoio do ex-prefeito Paulo Ramos e do líder do diretório do PT municipal, Maurício Moromizato.

Queira ou não, ambos representam boa parte do eleitorado ubatubense.

Buscavam dividendos políticos?

Não importa; são oposição e, democraticamente, mostraram a cara.

Gostei.

Mas, vamos lá...

Eduardo poderia ter recebido os manifestantes em seu gabinete.

Abriria a discussão solidarizando-se com as famílias das vítimas de nossa incompetência.

Em seguida, poderia esmiuçar as ações na Santa Casa, detalhar a parceria com a Cruz Vermelha, abrir para questionamentos, anotar – e responder – todas as dúvidas quanto aos procedimentos legais, os custos, as responsabilidades recíprocas.

Perspicaz, aproveitaria a presença de um ex-prefeito e, com educação e equilíbrio, promoveria um debate com ele, evidenciando os avanços de sua gestão.

Tudo com leveza, sem agressões, civilizadamente.

Afinal, prezado leitor, querida leitora, vivemos num tempo em que a solidariedade anda em baixa, razão para que bons exemplos sejam dados, principalmente nos momentos mais tensos e por quem, naturalmente, ocupa posição de destaque.

Gostou do nosso voo?

Não custa sonhar com dias melhores.

Com reflexão, coragem para mudar e um mínimo de cordialidade eles podem ocorrer a qualquer momento.

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Opinião

O Brasil pós-crise

Editorial do Estadão
O pior efeito da crise econômica, para o Brasil, foi a queda de quase 10% no valor dos investimentos em máquinas, equipamentos e construções, como confirmam as contas nacionais divulgadas nessa quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por isso, 2009 não foi um ano perdido apenas em termos de crescimento econômico. A contração de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) está longe de ser desastrosa. A perda mais importante foi outra: o País aplicou muito menos que o necessário para modernizar e ampliar sua capacidade produtiva e garantir, dessa maneira, condições mais sólidas para a expansão nos anos seguintes. A queda do investimento de 18,7% para 16,7% do PIB entre 2008 e 2009 é o dado mais negativo, em termos estratégicos, no cenário do ano passado.

Mas também há aspectos positivos no quadro apresentado pelo IBGE. Os números confirmam uma recessão curta, com apenas dois trimestres de duração, o último de 2008 e o primeiro do ano passado. A tendência mudou a partir do segundo trimestre, o crescimento acelerou-se. Nos três meses finais de 2009 o PIB aumentou 2%, em ritmo equivalente, portanto, a 8,2% anuais. Ninguém espera a manutenção desse impulso.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reafirmou a previsão de crescimento de 5,7% em 2010. Será um resultado satisfatório, especialmente se o setor privado voltar a investir com vigor e o governo conseguir desemperrar suas obras.

Os últimos dados, tanto oficiais quanto privados, mostram o fortalecimento progressivo da economia. No trimestre final de 2009 o investimento foi 6,6% maior que no anterior. Em janeiro, segundo o IBGE, o setor de bens de capital, isto é, de máquinas e equipamentos, produziu 0,1% menos que em dezembro, mas 12,8% mais que um ano antes. O desempenho do setor ainda foi insatisfatório, mas confirmou a disposição dos industriais de voltar a investir com vigor.

Os números do comércio varejista em janeiro, recém-distribuídos pelo IBGE, também confirmam a boa disposição dos consumidores e justificam amplamente o otimismo demonstrado pelos empresários. A criação de 23 mil empregos pela indústria paulista em fevereiro é outro sinal animador e mais um estímulo para a expansão da capacidade produtiva.

Todos esses dados constituem bons argumentos a favor do otimismo exibido pelo ministro da Fazenda e pelo presidente da República. A economia brasileira tem condições para crescer mais que 5% neste ano, sem restrições muito importantes a curto prazo.

Apesar das pressões inflacionárias notadas nos últimos meses, não há, por enquanto, razões para se temer um grande surto de aumento de preços até o fim do ano. Mas o Banco Central (BC) continuará atento aos sinais de alerta e, se for o caso, deverá estar pronto para uma ação preventiva.

O Comitê de Política Monetária (Copom), responsável pela política de juros, provavelmente levará em conta, em sua avaliação do risco inflacionário, a administração das contas públicas. O Executivo reduzirá o perigo de uma nova alta de juros se adotar, de forma clara e confiável, uma política mais austera de contenção de gastos. Mas essa hipótese é altamente improvável em ano de eleições.
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Manchetes do dia

Sexta-feira, 12 / 03 / 2010

Folha de São Paulo
"Brasil teve o pior PIB em 17 anos"

O Produto Interno Bruto, que mede produção e renda nacionais, foi de -0,2% no ano passado, segundo números fechados do IBGE. É a primeira variação negativa desde 1992, ano do processo de impeachment contra o então presidente Fernando Collor e de inflação na casa dos 20% mensais. Embora com sinal negativo, o resultado de 2009, também o pior da gestão Lula, é encarado mais como estagnação do que como encolhimento. "Variações entre mais meio ponto e menos meio ponto são equivalentes a zero", afirma Rebeca Palis, do IEGE. A avaliação é compartilhada pelo mercado. A crise global no final de 2008, que restringiu investimentos, afetou a indústria e desacelerou o consumo, é apontada como responsável pelo resultado do PIB. Desde o final de 2009, porém, o cenário mudou: para analistas, a economia está aquecida e crescendo num ritmo de 5% a 6% ao ano.

O Estado de São Paulo
"PIB cai 0,2% em 2009, mas já cresce como antes da crise"

Embora resultado seja o pior desde 92, alta de 2% no final do ano indica retomada

O PIB brasileiro caiu 0,2% em 2009, o pior resultado desde 1992, no final do governo Collor, quando houve recuo de 0,5%. O PIB do último trimestre, por outro lado, cresceu 2% ante o trimestre anterior, sinalizando forte recuperação para este ano. O ritmo de crescimento já retornou aos patamares do terceiro trimestre de 2008 - antes da crise global. Os resultados, divulgados pelo IBGE, indicam queda de 5,5% na indústria e de 9,9% nos investimentos. No geral, porém, a queda do PIB representa estagnação, já que está próxima de zero. Comparando-se a países de economia relevante, o Brasil figura entre os de melhor performance. Além disso, o consumo das famílias continuou a crescer, com expansão de 4,1%.

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quinta-feira, março 11, 2010

Lula em Cuba e a censura no Brasil

O azar dos sortudos

Por Alberto Dines em 28/2/2010

O texto que segue foi enviado por este observador ao Último Segundo, do portal iG, na sexta-feira (26/2), às 16h51, para ser postado logo em seguida na retranca "Opinião", como acontece habitualmente. Como até às 20h o texto não havia sido publicado, fez-se uma consulta telefônica para verificar se efetivamente chegara. Mais de uma hora depois, por telefone, claramente constrangida, a responsável pela edição, Mariana Castro, informou que a colaboração de quase 10 anos fora suspensa e o texto não seria publicado. Raul Castro tem razão: quem manda na mídia são os seus donos. (A.D.)

Tem fama de afortunado, ditoso ou, como diz o povo, empelicado. Mas nem tudo foram flores quando Lula enveredou pela política: perdeu três pleitos presidenciais sucessivos e já começava a ficar com fama de perdedor quando os ventos mudaram e embora não fosse surfista enganchou-se nas ondas certas.

Nesses últimos oito anos, inspirado pelos astros ou pelo bom senso, Lula acionou corretamente todos os botões mesmo quando os companheiros cometiam as barbaridades do mensalão e do dossiê Vedoin. Animado pela infalibilidade, cometeu há um ano monumental asneira ao escolher José Sarney para presidir o Senado. Ainda não pagou por ela, mas não está longe o dia em que será julgado pela complacência na desmoralização do Legislativo e na proteção a um dos coronéis mais corruptos da história do Nordeste.

Estúpido e inútil

A viagem ao México e Caribe prometia ser um cruzeiro de férias: em Cancún, na Cúpula das Américas, deveria envergar a confortável guayabera presenteada pelo anfitrião Filipe Calderón aos participantes homens (excluídas as mulheres) e festejar o lançamento de mais um bloco, não-carnavalesco, a "OEA do B", vedado aos EUA e Canadá.

Em Cuba encontraria Fidel Castro, em franca recuperação e talvez incentivasse as negociações recém iniciadas com os EUA, cumprindo o seu papel de contrapeso à insanidade de Chávez. Não foi avisado ou não deu importância à informação de que o dissidente cubano, Orlando Zapata, em greve de fome há 85 dias, fora internado em estado grave uma semana antes num hospital de Havana.
Como a Parca não distingue sortudos dos azarados, o anúncio da morte de Zapata correu o mundo justamente quando o avião da Força Aérea Brasileira aterrava em Havana e Lula, feliz da vida, preparava-se para abraçar os irmãos Castro. Boas estrelas são volúveis, a sorte é movediça; pior ainda: imprevisível.


O presidente Lula atrapalhou-se ao explicar por que não atendera ao pedido dos dissidentes cubanos para interceder em favor de Zapata e cometeu uma barbaridade ao desqualificar o sacrifício do militante oposicionista. Ignorou ostensivamente a heróica jornada do Mahatma Gandhi que dobrou o invencível império britânico graças às greves de fome.

Desprezar a imolação e depreciar o martírio é uma forma de compactuar com aqueles que não permitem outra alternativa senão a imolação e o martírio. Invocando princípios religiosos Lula foi anti-religioso, ao buscar a racionalidade associou-se aos irracionais que relativizam as liberdades para defender o arbítrio. Não contente, em entrevista aos jornalistas cubanos, fez um apelo à ousadia de Barack Obama para acabar com o embargo econômico dos EUA a Cuba.

Este embargo ianque é estúpido, desumano, imoral e inútil, Obama está empenhado em suspendê-lo mas considerá-lo como único responsável pela ditadura cubana – como fizera na véspera seu homólogo, Raúl Castro – é um raciocínio primário à altura do intelecto de Hugo Chávez.

Valores universais

Atarantada por suas próprias mazelas, a imprensa internacional não deixou sem comentários o simplismo do nosso presidente. O prestigioso diário espanhol El País, o mais importante do mundo ibero-americano, lamentou a oportunidade perdida pelo dirigente brasileiro para forçar o regime cubano a respeitar os direitos humanos:

"O silêncio de Lula diante de uma ditadura como a castrista macula o que ele representa para a América Latina e, à medida que o Brasil se fortalece como potência emergente, para o resto do mundo."

Não se trata de uma opinião pessoal do correspondente no Brasil, Juan Árias – geralmente cordato –, mas da opinião institucional de um grande jornal que recentemente ofereceu a Lula um honroso galardão.

Negociar com todas as partes em conflito é a principal ferramenta da diplomacia, mas a confiança dos interlocutores não pode ser conquistada à custa do sacrifício de valores universais. Remember Munique: as concessões pragmáticas de Chamberlain e Deladier, ao invés de aplacar Hitler, só aumentaram a sua ferocidade.

A sorte é imponderável, inexplicável, mas consta que sortudos têm boa memória.

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Nota do Editor - Por conta do texto acima Alberto Dines foi demitido e o "Observatório da Imprensa" excluido do Portal IG. Não se pode criticar o "lider". Luiz Inácio falou, tá falado. Não importa o quê. (Sidney Borges)

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Nem me diga...

Exorcista oficial da Igreja diz que demônio está no Vaticano

Veja.com
Os recentes escândalos envolvendo a Igreja Católica, e até mesmo o ataque ao Papa Bento XVI na noite de Natal, ganharam uma explicação do exorcista-chefe do Vaticano: "O demônio está instalado no coração da Igreja", concluiu o padre Gabriele Amorth, exorcista há 25 anos.

Para o religioso, há sinais de que o Anti-Cristo está vencendo a batalha contra a Santa Sé. De acordo com Amorth, as evidência são irrefutáveis. Ele ainda disse que, na alta hierarquia Católica, "há cardeais que não acreditam em Jesus e bispos que estão ligados ao demônio".

"O demônio mora no Vaticano e você pode ver as consequências disso", disse o padre, de 85 anos. "Ele pode se esconder, ou falar diversas línguas, ou até aparecer para ser solidário. Às vezes ele ri de mim. Mas sou um homem feliz com o meu trabalho".

A tentativa de assassinato do Papa João Paulo II em 1981 e as recentes revelações de violência e pedofilia cometidas por sacerdotes que trabalham na educação de crianças também são obras do demônio que se instalou na Igreja, segundo o italiano. Durante uma entrevista a uma radio em 2006, o padre, que serviu o exército italiano durante a II Guerra Mundial, disse que os nazistas estavam possuídos e eram uma prova de que o demônio existe.
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Nota do Editor - O chifrudo pode estar por lá, mas não é raro ele passear por estas bandas. Dizem que gosta de churrasquinho de gato com farinha e pinga. E adora ficar na praia vendo a dança da boquinha da garrafa. Para não ser influenciado pelo canhoto convém colocar um dente de alho no bolso e um ramo de arruda atrás da orelha. Quando digo arruda, não confunda com o governador Arruda, que embora preso e sem partido ainda é governador, mas está precisando de um banho de descarrego. Quando ouço falar no diabo tenho lembranças do embaixador Lincoln Gordon. O povo escrevia nas paredes: "Chega de intermediários, Lincoln Gordon para presidente". Era imensa a influência que ele exercia por aqui. Em Ubatuba logo vão escrever: "Chega de intermediários, Gil Arantes para prefeito". Dou meu apoio, intermediários não fazem direito, mas coloco uma condição. Gil precisa mudar de partido, não voto no DEM nem que a vaca tussa... (Sidney Borges)

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Papo do Editor

Águas de março

Sidney Borges
Março parece ter começado ontem e já estamos no dia 11. Quero ser um mico de cavalinhos se o tempo não está avançando rápido demais. E as estações do ano mais ainda. O céu azul e a temperatura amena não fazem parte do cenário habitual deste mês. Estamos vivendo dias de maio em março. As águas vieram em janeiro e fevereiro, o inverno talvez venha antes do tempo e, tudo indica, mais frio do que o habitual.

O ano esportivo começou. Domingo tem Fórmula 1 e faltam apenas 3 meses para a Copa do Mundo. De 11 de junho a 11 de julho os 90 milhões em ação de 1970 e seus descendentes, os 180 milhões de brasileiros de 2010, estarão com a atenção voltada ao ludopédio. É a primeira copa na África.

Que Branca de Neve ilumine Dunga.

Depois da copa a massa vai estar focada nas urnas. Dilma? Serra? Serra? Dilma? Lula? FHC?

Mas antes, muito antes de tudo isso acontecer Ubatuba ficará sabendo o resultado da auditoria em curso na Santa Casa, que segundo a Assessoria de Comunicação vai durar 20 dias. Como teve início na segunda-feira, faltam apenas 16. Suponho que dias úteis, ninguém é de ferro, nem os dedicados membros da Cruz Vermelha e suas OSCIPs associadas. Contando as folgas o resultado deve aparecer por volta de 10 de abril. Vamos esperar. Depois comentaremos, provavelmente usando agasalhos. O frio espreita por trás do Corcovado. E nós espreitamos aqui. De olho na notícia.

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Jornalismo e jornais

As reformas e a dança dos fios

Por Carlos Brickmann no Observatório da Imprensa (original aqui)
Faz tempo, muito tempo. Um dia, animadíssimo, um editor contou a Rolf Kuntz, um dos mais equipados jornalistas do país, que o jornal faria uma reforma gráfica. Rolf, entediado, perguntou: "Vão tirar os fios ou colocar os fios?"


As coisas hoje são mais complexas. O título do jornal muda de cor, as páginas, antes artesanais e bem trabalhadas, se contentam com desenhos pré-fabricados, aumenta o número de gráficos, reduz-se o tamanho dos textos ("em busca de maior agilidade e concisão, sem prejuízo do conteúdo analítico").

Nas sucessivas reformas que ocorrem nos principais jornais, muitas coisas já foram obtidas:

1. Vários jornais concorrentes ficaram parecidíssimos uns com os outros;

2. Na busca de textos curtos e ilustrações maiores, no estilo popularizado pelo USA Today, boa parte das publicações ficou com a cara da internet. Se é para ficar com a cara da internet, por que não preferir a internet, que ainda por cima tem som e imagens em movimento, pode ser atualizada a cada minuto e é de graça?

3. A reportagem ficou meio esquecida. Reportagem é uma operação cara, exige movimentação de repórteres, de fotógrafos, de automóveis, consome espaço, leva tempo. É mais fácil unir o Google a alguns telefonemas, tentar adaptar a história àquilo que a pauta prevê e conseguir informações de menor qualidade, mas que vão ocupar menos espaço e, quem sabe, com ilustrações caprichadinhas, não podem até mesmo quebrar o galho, sem que ninguém perceba?

Reforma-se a cara dos jornais, com assessoria de empresas internacionais, mas não se resolve um problema fundamental: José Serra foi a Minas, ouviu o coro "Aécio presidente", teve de sentar-se no almoço em frente a um antigo desafeto, Ciro Gomes, e tudo isso apareceu instantaneamente no rádio, na TV e na internet, foi repetido nos portais noticiosos da internet, no noticiário do rádio, nos jornais da TV. No dia seguinte, umas 18 horas mais tarde, os jornais contaram a mesma coisa, mas sem som e com imagem estática.

O Palmeiras, que por pouco não foi campeão brasileiro há poucos meses, começa a perder seguidamente. Os jogos são transmitidos pelo rádio e aparecem na TV, com replay dos gols e dos melhores momentos, com comentários; os resultados estão na internet, com comentários de blogueiros diversos. E nos jornais, nem sequer se tenta descobrir o motivo da queda abrupta. Basta-lhes fazer uma matéria contando a mesma coisa que a gente viu na véspera.

Estará em queda a circulação dos jornais por falta de reformas gráficas? Pelo alto preço? Talvez não: reforma gráfica aparece a toda hora, e o preço só passa a ser alto quando o que se obtém pagando é inferior ao que é fornecido gratuitamente.

O Jornal da Tarde, que em um ano multiplicou por 3,5 sua tiragem de lançamento, publicava matérias de página inteira, diagramadas artesanalmente, com prioridade para aquilo que o leitor ainda não sabia. Se estava errado, por que a circulação passou de 12 para 40 mil exemplares em 12 meses?

Nota do Editor - Talvez o articulista não tenha dado atenção a um pequeno detalhe. Quando a tiragem do JT explodiu não existia internet e os jornais eram feios e sem graça. O Jornal da Tarde foi um divisor de águas, modernizou o jornalismo carrancudo e conservador da casa que lhe deu origem e acabou motivando a mudança dos demais. As fotos abertas, o texto bem cuidado e as vinhetas criativas tornavam a leitura do JT um prazer. Hoje há jornais com visual interessante, mas só o visual, as notícias são tão velhas quanto a idéia de implantar o comunismo no patropi. De 1966 para cá o mundo mudou, o que de certa forma é lamentável. Eu gostava de ouvir Herman's Hermits e ler o Jornal da Tarde. (Sidney Borges)

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Crônica

Jesus está batendo um bolão!!!

Mario Prata no Balaio do Kotscho (original aqui)
Tem acompanhado jogos de futebol no Brasil? Se tem, há de concordar comigo: Jesus é o artilheiro isoladíssimo de todos os campeonatos regionais.


Observe as entrevistas dos craques depois dos jogos. São sinceros:
- Foi Ele! Tenho que agradecer.


Se você nunca entendeu aquele minuto de silêncio antes do juiz apitar o começo da peleja, saiba agora: é a concentração para cada um receber em seu atlético corpo o artilheiro Jesus. Mesmo Jesus já beirando os 34 anos, vale a pena e o investimento.

E não pense que é apenas no seu time que Jesus está fazendo gols. Não! O Kaká, por exemplo, nunca fez um gol na sua carreira. Desde as categorias de base no São Paulo (São Paulo foi apóstolo de Jesus, lembra?), quem tem feito os seus gols é Ele, e não ele.

E na seleção? Podemos começar com o Jorginho, reserva do Dunga. Ele já é pastor ou bispo lá da Igreja dele. E metade da seleção também vem orando, digo, jogando com Ele.

E tem algumas coisas bem interessantes com os jogadores que Jesus usa para marcar gols cá na Terra. Quando o atleta fala em nome d’Ele, usa o gerúndio, prova inequívoca que Jesus não é bom de português e nem Deus é realmente brasileiro.

Mas quando o artilheiro-corpo erra o gol quase feito, não foi Jesus quem falhou? Onde estava Jesus quando o sujeito entrou com os dois pés na cara do adversário? E quando expulsam Jesus de campo? Como fica? E quando Ele xinga o adversários com todos aqueles nomes fofos? É Jesus também? Não posso acreditar.

Mas a minha maior preocupação é que existem cada vez mais Jesus nos times. Então, daqui a poucos anos, todos os jogadores estarão jogando com a ajuda d’Ele. Como do outro lado vamos ter outros onze jesuses, o jogo vai acabar empatado, né? Assim como o campeonato nacional. Não vai ter a menor graça.

Se eu fosse juiz de futebol, eu expulsava o Jesus de campo, de cara. Dava o minuto de silêncio e mandava o Jesus mais cedo para o chuveiro. E como ele, o Kaká ou quem quer que estivesse incorporando o artilheiro.

E a gente poderia assistir ao jogo na santa paz de Deus!

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Deu na Folha

Estatal que mantém TV Brasil paga R$ 1,2 milhão a jornalista pró-governo

Luís Nassif diz que “notória especialização” justifica contratação sem licitação pela estatal que mantém TV Brasil

Por Rubens Valente
O jornalista e empresário Luís Nassif mantém um contrato anual, fechado sem licitação, de R$ 1,28 milhão com a estatal EBC (Empresa Brasil de Comunicação), vinculada ao Palácio do Planalto e responsável pela TV Brasil.


A empresa de Nassif, Dinheiro Vivo Agência de Informações, produz um debate semanal, de uma hora, e cinco filmetes semanais de três minutos.

Do R$ 1,28 milhão do contrato, o jornalista fica com R$ 660 mil anuais a título de remuneração, o que equivale a salário de R$ 55 mil. Os pagamentos começaram em agosto. O programa estreou segunda-feira.

À Folha, por e-mail, Nassif afirmou que os insumos de produção cresceram de forma “não prevista no contrato original”, por conta de “demandas adicionais da EBC”, e que a parte destinada à Dinheiro Vivo corresponde a R$ 49 mil brutos mensais (ou R$ 39 mil líquidos), e não R$ 55 mil.

Os outros R$ 558 mil do contrato são destinados ao pagamento de uma equipe de nove pessoas e à compra de equipamentos. A gravação do debate é feita no estúdio da EBC, que também custeia deslocamento e hospedagem de convidados.

Em seu blog, Nassif tem se posicionado a favor do governo em várias polêmicas, discussões e escândalos. A página também se caracteriza por críticas a jornais e jornalistas.

Após a Folha ter revelado, no mês passado, que a Eletronet, empresa interessada em atos do governo, pagou R$ 620 mil ao ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, Nassif tentou desqualificar os jornalistas e fez a defesa de Dirceu.

A Dinheiro Vivo foi contratada por inexigibilidade de licitação, prevista na lei que regula as licitações.

(…)Sobre a dispensa da licitação, o jornalista afirmou: “Presumo que por dois motivos. Ponto um: notória especialização. Os prêmios que acumulei ao longo de minha carreira e nos últimos anos atestam essa minha especialização. Ponto dois: sou o criador do Projeto Brasil de discussão de políticas públicas casando TV e internet apresentado à EBC”.

Outros contratos

A EBC informou que mantém outros quatro contratos fechados por inexigibilidade de licitação. São relativos aos programas “Samba na Gamboa” (R$ 1,2 milhão anuais), da produtora Giros, “Papo de Mãe” (R$ 1,99 milhão), da produtora Rentalcam, apresentado pelas jornalistas Mariana Kotscho [filha de Ricardo Kotscho - nota do blog] e Roberta Manrezi, “TV Piá” (R$ 1,34 milhão), dirigido pela jornalista Diléa Frate, e “Expedições” (R$ 1,66 milhão), da jornalista Paula Saldanha. (…) Aqui

Nota do Editor - Este humilde jornalista não se opõe aos contratos sem licitação da TV Lula e se coloca à disposição para assinar um a preço de ocasião. Com a promessa de elogiar, elogiar, elogiar e colocar notas de rodapé elogiando. Gosto do Lula, ele é adepto da máxima: "aos amigos socialistas e aos banqueiros tudo, ao povo o bolsa-família." O cara vai longe. (Sidney Borges)

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Ubatuba em foco

Cruzes, CIAP e OSCIPs

Corsino Aliste Mezquita

Não pretendo entrar no mérito e no debate acalorado sobre a Santa casa, o CIAP-OSCIPS (Centro de Integração de Apoio Profissional), de Londrina, (Paraná) e a suposta Cruz Vermelha do Maranhão. Logo o Maranhão que é um dos estados brasileiros com maiores carências em Saúde Pública do Brasil. Apenas observo que a mistura de interesses pode ser mais um tiro no pé da administração municipal e, em particular, daqueles que estão assinando os convênios em nome da Santa Casa.

Os interesses econômicos do SIAP-OSCIPS, de Londrina, são conhecidos faz algum tempo e seus serviços já foram rejeitados, em tempos passados, por pessoas que ao tomarem conhecimento de sua presença, em Ubatuba, exclamaram: CRUZ!!! CREDO!!!....

Desconheço se o único membro restante dos triunviratos que desde 2005, por decreto, deveriam administrar a Santa Casa, teria autoridade para assinar convênios com quaisquer que seja. É assunto para a Câmara Municipal pesquisar e tomar providências antes que outros desastres, como os que a Santa Casa tem vivido, venham a acontecer.

Prefeito, Secretário de Saúde e Câmara, antes de atacar supostos adversários, deveriam revisar a farta literatura que, nos últimos quatro anos, tem sido publicada sobre desmandos, corrupções, descontrole, demissões de médicos, funcionários, mudanças de diretores, administradores e serviços precários praticados na Santa Casa. Assim como dos procedimentos e processos delas decorrentes. A Câmara Municipal publicou, em abril de 2007, sucinto relatório dos desmandos dos gestores triunvirados da Santa Casa. Exemplos:


- contratação de vídeo relacionado a ciclovia;

- empréstimos para laboratório particular;

- aluguel de espaço para lavanderia;

- aluguel de bangalôs, na Figueira, por preço absurdo;

- descontrole contábil da Junta Administrativa;

- não depósito do FGTS, INSS, IRRF e PIS dos funcionários, etc...etc..O relatório esclarece que a situação não foi criada por administrações anteriores. Os responsáveis estavam atuando naquele momento.

Pretendendo colaborar para deslindar os problemas da Santa Casa, na época, publicamos dois artigos na imprensa virtual (Ubatuba Víbora, Revista “O´Guaruçá” e Litoral Virtual) sob os títulos:


LEMBRANÇAS: REFLEXÕES SOBRE A SANTA CASA e OCULTAÇÃO. Como naquele momento nosso desejo é a solução da problemática do nosso único hospital. Mas... duvidamos das soluções propostas.

VIVA UBATUBA!

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Opinião

A ditadura justificada

Editorial do Estadão
O presidente Lula, que tanto admira o cubano Fidel Castro, devia saber que certa vez ele disse: "Os tiranos tremem na presença de homens capazes de morrer por seus ideais." Essas palavras datam de maio de 1981, quando o ativista irlandês Bobby Sands morreu depois de 66 dias de greve de fome em protesto contra as condições carcerárias a que eram submetidos os seus companheiros e pelo direito de ser considerado prisioneiro político. Hoje, quando a tirania castrista se vê confrontada pela morte do preso político Orlando Zapata Tamayo, depois de 85 dias de jejum, e pela greve similar, que já dura 16 dias, do dissidente Guillermo Fariñas, Lula descortina o lado mais tenebroso de sua personalidade política, ao condenar os "homens capazes de morrer por seus ideais" - e, pior ainda, ao sair em defesa dos seus algozes.

A morte de Tamayo, em 23 de fevereiro passado, coincidiu com a presença do brasileiro em Cuba. Já então, instado pelos jornalistas que o acompanhavam a se manifestar sobre a tragédia, lamentou "que uma pessoa se deixe morrer por uma greve de fome", calando sobre as razões que a levaram a esse extremo. Um dos 75 condenados da infame leva de 2003, o pedreiro de 42 anos tinha sido adotado pela Anistia Internacional como "prisioneiro de consciência". À maneira de Bobby Sands, deixou de se alimentar para pressionar o governo a melhorar as condições dos mais de 200 presos políticos cubanos. De seu lado, o jornalista e psicólogo Fariñas, de 48 anos, que vive em Santa Clara, a 280 quilômetros de Havana, iniciou a sua greve pela causa de Tamayo e para pedir a libertação dos 26 daqueles detentos em pior estado de saúde.

Como se sabe, Lula recorreu à ferramenta política da fome quando, líder sindical, foi preso pela ditadura militar. Teoricamente, portanto, estaria à vontade para considerar o ato uma "insanidade", como disse anteontem numa entrevista à agência noticiosa americana Associated Press. Mas, salvo engano, nunca antes ele se pôs a verberar o autossacrifício - praticado, entre tantos outros, por Nelson Mandela. Inspirado pelo exemplo de Sands, o líder sul-africano, então confinado na ilha onde o regime de supremacia branca mantinha os seus opositores, liderou uma greve de fome pelo direito dos presos de serem visitados por seus filhos menores. Depois de seis dias, a reivindicação foi atendida. Ainda que se tentasse fazer de conta que as atuais objeções de Lula a tal modalidade de protesto não têm relação com os casos cubanos, ele próprio tomou a iniciativa de desmanchar essa interpretação ingênua.

Na citada entrevista, reiterou que "a greve de fome não pode ser utilizada como pretexto de direitos humanos (sic) para libertar as pessoas". E, com palavras das quais jamais se libertará, sugeriu: "Imagine se todos os bandidos presos em São Paulo entrarem em greve de fome e pedirem liberdade." Para ele, "temos de respeitar a determinação da Justiça e do governo cubanos de deter as pessoas em função da legislação de Cuba" - que autoriza a prisão de pessoas tidas como suspeitas de vir a cometer o que o regime considera crimes. Disse mais Lula: "Gostaria que não ocorressem (as detenções), mas não posso questionar as razões pelas quais Cuba os deteve, como tampouco quero que Cuba questione as razões pelas quais há pessoas presas no Brasil" - nenhuma delas, como bem sabe, por motivos políticos. Ou seja, leis repressivas não devem ser contestadas, nem quando baixadas por governos ditatoriais ou autoritários.
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Manchetes do dia

Quinta-feira, 11 / 03 / 2010

Folha de São Paulo
"Governo cancela Enem do meio do ano"

Universidades terão de retornar ao vestibular ou convocar alunos que fizeram o exame no ano passado

O Ministério da Educação do governo Lula anunciou que não haverá edição de meio do ano do Enem, ao contrário do que estava previsto desde que o exame passou a ser usado para substituir os vestibulares em universidades federais. Segundo o ministro Fernando Haddad (Educação), não houve tempo para organizar o exame com a segurança adequada. A prova vazou no ano passado, quando passou a ser utilizada para selecionar calouros. Para as instituições que usariam o Enem para selecionar turmas no segundo semestre, Haddad sugeriu chamar alunos que fizeram o exame no ano passado. Algumas universidades, no entanto, já decidiram que voltarão a usar o vestibular. A Folha apurou que a nova edição da prova deve ser aplicada apenas depois do segundo turno das eleições. O governo considera que há mais riscos de tentativa de fraude em 2010, por ser período eleitoral.

O Estado de São Paulo
"Governo quer Receita com poder de policia e Justiça"

Pacote que fecha cerco aos contribuintes começa a tramitar no Congresso

Um pacote tributário enviado pelo governo ao Congresso, e que começará a tramitar agora, cria duros mecanismos de cobrança das dívidas ativas e penhora de bens, informa o repórter Renato Andrade. A Fazenda quer que seus fiscais ganhem poderes de polícia e possam quebrar sigilo, penhorar bens e até arrombar portas de empresas e casassem autorização judicial prévia. Além disso, o pacote cria um sistema de investigação com acesso a todos os dados financeiros e cadastros patrimoniais dos cidadãos. No limite, a penhora poderá ser aplicada contra uma grande empresa ou contra um contribuinte pessoa física que tenha deixado de pagar o IPTU ou o IPVA. O Planalto considera as propostas “indispensáveis” para “modernizar" a administração fiscal. Para a OAB, o projeto é inconstitucional.

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quarta-feira, março 10, 2010

Frases

“Eu aprendi que para crescer como pessoa preciso me cercar de gente mais inteligente do que eu.”

William Shakespeare

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Luiz Inácio falou:

Lula tenta explicar o inexplicável com o inadmissível

Josias de Souza (original aqui)
Se o bom senso tivesse de escolher um epitáfio, optaria pelo seguinte: “Aqui jaz uma vítima dos aloprados de todas as ideologias”.

Lula, exausto da própria inteligência, assassinou o bom senso em fatídica viagem a Cuba.

Na ilha de Fidel, lamentou que um preso “se deixe morrer de greve de fome”.

Desde então, num esforço inútil para esconder o caixão, o presidente despeja sobre o bom senso sucessivas camadas de “explicações”.

Nesta terça (9), em entrevista à Associated Press, Lula levou à sepultura do bom senso mais uma pá de “esclarecimentos”.

Pediu respeito às leis da ditadura dos irmãos Fidel e Raúl Castro:

"Temos de respeitar a determinação da Justiça e do governo cubano de deter pessoas em razão da legislação de Cuba, como quero que respeitem o Brasil".

Vigora em Cuba uma monstruosidade chamada “Lei de periculosidade". Prevê a detenção de pessoas que o Estado considere “perigosas”.

Para descer ao calabouço, o sujeito não precisa cometer crimes. Basta que a ditadura diga que o camarada, por “perigoso”, pode delinquir.

Para Lula, coisa normal. O presidente voltou a condenar os que, em desespero, recorrem à privação alimentar:

"Acredito que a greve de fome não pode ser usada como um pretexto de direitos humanos para libertar as pessoas”.

Como que decidido a desperdiçar a nova oportunidade para tomar distância do túmulo do bom senso, Lula exorbitou.

Comparou os presos políticos de Cuba aos bandidos recolhidos ao sistema carcerário paulista:

“Imagine se todos os bandidos presos em São Paulo entrassem em greve de fome e pedissem a liberdade".

Foi como se Lula cuspisse no caixão do dissidente cubano Orlando Zapata Tamayo, igualando-o a um Marcola qualquer.

Num rasgo de benevolência, Lula disse que gostaria que a prisão de opositores da ditadura de Cuba "não acontecesse”. Mas...

“Mas não posso questionar as razões pelas quais Cuba os deteve, como também não quero que Cuba questione as razões pelas quais há pessoas presas no Brasil".

Como se vê, no afã de explicar o inexplicável, Lula recorreu ao inadmissível. Antes, soara insensível. Com as novas declarações, converteu-se num alaporado ideológico.

É pena que o presidente esteja cercado de assessores que, vítimas da mesma alopragem, concordam com cada palavra pronunciada por ele.

Não há no Planalto ninguém capaz de dar ao chefe um conselho útil: Presidente, por favor, traga suas opiniões na coleira.


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Tio & Sobrinho



Família

Sidney Borges
Fazia tempo que eu não via o Tiano, (Luciano "Kdra" Lancelotti), ou melhor, fazia tempo que eu não o via pessoalmente pois ele está sempre em casa através da ESPN Brasil. As crianças crescem e só então percebemos que os anos passam e em seu fluxo inexorável levam nossos cabelos.

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Deu na Folha

Jornalista colecionador de documentos sonoros quer doar ou digitalizar acervo

O jornalista Luiz Ernesto Kawall manuseia parte do acervo de áudio que mantém em casa

João Batista Natali
O jornalista Luiz Ernesto Kawall, 82, é um colecionador de vozes. Tem em casa 4.000 documentos sonoros -Rui Barbosa, Freud, Monteiro Lobato, Juscelino Kubitschek, Federico Fellini, Édith Piaf, o marechal Rondon- e procura uma instituição que aceite a doação do acervo ou possa digitalizá-lo e disponibilizá-lo na internet.A “Vozoteca LEK” (iniciais de seu nome) possui, entre outras raridades, 74 gravações de gols históricos cedidas ao Museu do Futebol.

Entre os documentos, há a narração, pelo locutor Geraldo José de Almeida, de um gol de bicicleta feito pelo são-paulino Leônidas, em 1942, contra o Palmeiras. Em uma entrevista em que fala sobre música mineira, o ex-presidente JK diz que uma serenata em Diamantina (MG) “é mais bonita que um passeio de gôndola em Veneza”.

Rui Barbosa, afirma Kawall, tinha a voz rouca, fanhosa e um sotaque aportuguesado. Há um discurso da campanha presidencial de 1913, em que elogia as mulheres.

De Monteiro Lobato há declarações feitas durante o Estado Novo. Ele se diz favorável à exploração do petróleo pelos brasileiros, e não por empresas internacionais. Um último exemplo: o cantor Francisco Alves fez um concerto ao ar livre no bairro paulistano do Brás, em setembro de 1952. Referiu-se com carinho às “crianças do Brasil, às nossas criancinhas”.

Ao voltar para o Rio, horas depois, sofreu o acidente de carro que o matou. Kawall começou a trabalhar na “Tribuna da Imprensa”, jornal de Carlos Lacerda, na “Gazeta” e na Folha -onde tinha uma coluna dominical sobre artes plásticas- e assessorou dezenas de empresários, artistas e políticos.
Sua obsessão em colecionar vozes surgiu há 40 anos, mas o jornalista tem poucas entrevistas feitas por ele mesmo. Boa parte dos documentos foi comprada, doada ou copiada de outras fontes.


A digitalização dependeria de acordo de direitos autorais. Por enquanto, há três instituições que já se mostraram interessadas pela vozoteca: o Centro Cultural São Paulo, o Instituto Moreira Salles e o governo de Minas Gerais.

Folha Online
Ouça comentários e trechos do acervo
www.folha.com.br/1006314

Nota do Editor - Luiz Ernesto Kawall é quase cidadão ubatubense, não sei se recebeu o título tão banalizado ultimamente, mas isso é detalhe. Quem é não precisa apregoar. O jornalista é amigo do Blog e conhece como ninguém o período em que o prefeito Cicillo Matarazzo governou e trouxe luz à escuridão que reinava e que, 40 anos depois, insidiosamente retorna. Quem sabe um dia tenhamos outro ser esclarecido a gerir esta belíssima região. Haverá então a "Renascença Caiçara." Quem viver verá. Não existe ninguém com esse perfil nos possíveis sucessores de Eduardo Cesar. É um pior do que o outro. Mediocridade total. (Sidney Borges)

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Oportunidade

Eletronuclear abre inscrições para concurso público

Gloria Alvarez
A Eletrobrás Termonuclear S.A. - Eletronuclear divulgou dia 08/03/10, no Diário Oficial da União, edital da realização de concurso público para formação de cadastro de reserva em diversos cargos de níveis médio/técnico e superior.

As inscrições - abertas a partir de 10/03/2010 - podem ser feitas, somente, pela internet, através do site da organizadora, a Cesgranrio (www.cesgranrio.org.br). As taxas são de R$ 50,00 para cargos de nível médio/técnico e de R$ 75,00 para nível superior.

Os candidatos aprovados e classificados na seleção poderão, dentro das reais necessidades da Eletronuclear, ser convocados ao longo da validade do edital do concurso público (dois anos, podendo ser prorrogável por igual período) para trabalharem em quaisquer localidades da empresa, de acordo com as necessidades existentes.

O novo concurso visa complementar o cadastro de reserva da Eletronuclear, já levando em conta a demanda de Angra 3, uma vez que os editais de 2008 não atenderam plenamente às expectativas da empresa. No entanto, aqueles candidatos que estejam classificados no cadastro de reserva dos editais 01 e 02/2008, cujos cargos estejam contemplados no novo edital, terão seus direitos respeitados, prioritariamente.

Os salários variam entre R$ 1.498,81 e R$ 4.608,19, conforme o cargo a ser ocupado. Os novos empregados contarão ainda com uma série de benefícios como: plano médico e odontológico, plano de previdência complementar opcional; ticket alimentação e/ou refeição; vale-transporte; reembolso parcial de medicamentos e de despesas com óculos; auxílio creche e educação, entre outros.

O processo seletivo ocorrerá em uma única etapa, compreendendo uma prova objetiva de conhecimentos gerais e específicos, prevista para ser aplicada no dia 23/05/2010. A Eletronuclear recomenda que os interessados leiam, com atenção, os editais e os seus respectivos anexos.

Outras informações, através do Call Center da Cesgranrio - tel.:0800.701.2028.

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Empate técnico


Vida

Erro médico

Sidney Borges
A familia reunida confabulava sobre o montante da indenização aguardando o advogado. Ultraje, violação de dignidade. Desrespeito a uma mulher de 87 anos.

Dona Ermelinda fora internada para extração de catarata. O médico confundiu as bolas e removeu o terrivel olho de peixe que a incomodava há mais de quarenta anos.

Enquanto a conversa familiar girava em torno de milhões, Dona Ermelinda sorria satisfeita, enlevada em pensamentos em que se via passeando na praça. De salto alto. Sedutora...

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Deu em O Globo

Contradições

De Merval Pereira:
O prestígio internacional do presidente Lula está abalado depois de sua absurda mudez diante da morte do dissidente cubano Orlando Zapata Tamayo em uma prisão, após 85 dias de greve de fome, e de sua aproximação com a ditadura teocrática de Mahmhoud Ahmadinejad, no Irã.


O jornal espanhol "El País", hoje o mais influente da Europa, que havia lhe dado o título de "homem do ano", retirou simbolicamente seu apoio com uma crítica em editorial, afirmando que o governo brasileiro poderia exercer mais pressão sobre o regime cubano, em especial na área de defesa de direitos humanos.

Antes disso, já havia publicado um artigo do editor da respeitada revista de assuntos internacionais "Foreign Policy", Moisés Naim, que colocou Lula como um dos cinco grandes hipócritas de 2009. Os outros quatro hipócritas, segundo Naim, seriam:

* Os banqueiros, que sempre desdenharam o Estado e acreditavam no mercado e que, apesar de terem sido salvos pelo Estado na recente crise internacional, não aprenderam a lição;

* O ex-primeiro-ministro inglês Tony Blair, que declarou ter "profunda repulsa" por ditadores para justificar a necessidade de tirar Sadam Hussein do poder, mesmo que não tivesse armas de destruição em massa, mas, poucos dias depois, foi ao Azerbaijão para dar uma palestra na empresa do empresário mais rico do país, e se reuniu com o ditador Ilham Aliyev, amigo de seu anfitrião;

* "Os galãs" do Partido Republicano americano, que acusaram Bill Clinton de conduta inaceitável no affair Monica Lewinski, e agora aparecem envolvidos em escândalos sexuais, como o governador da Carolina do Sul, Mark Sanford, ou o senador John Ensign;

* E os magistrados britânicos que deram ordem de prisão à ministra de Relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni, acusada de crimes de guerra nos conflitos entre o Hamas e Israel na Faixa de Gaza, mas não acusaram Obama, Bush e Blair, por exemplo, pelos milhares de mortos no Iraque e Afeganistão.

Lula entrou na lista por não criticar as condutas autoritárias de seu amigo Hugo Chávez, e criticar as eleições democráticas ocorridas em Honduras, enquanto defende a eleição fraudada de Mahmoud Ahmadinejad no Irã.

A leniência de Lula com a ditadura de Cuba, explicitada pela amistosa visita a Fidel no mesmo dia da morte de Zapata, reforça certamente a lista de justificativas.

Ontem, a agência de notícias Associated Press (AP) divulgou uma entrevista com Lula em que ele volta a falar sobre a prisão de dissidentes cubanos. O presidente brasileiro trata Cuba como se não fosse uma ditadura, e faz comparações absurdas com o sistema judiciário brasileiro:

- Temos de respeitar a determinação da Justiça e do governo cubanos de prender as pessoas em função da legislação de Cuba, como quero que respeitem a do Brasil.

Ou então: "Eu gostaria que não ocorresse (prisão de presos políticos), mas não posso questionar as razões pelas quais Cuba os prendeu, como não quero que Cuba questione as razões pelas quais há pessoas presas no Brasil".

O mais grave, porém, é que Lula tratou como bandidos os presos políticos cubanos, e mais uma vez culpou o morto: "Eu acho que greve de fome não pode ser utilizada como um pretexto dos direitos humanos para libertar pessoas. Imagine se todos os bandidos que estão presos em São Paulo entrarem em greve de fome e pedirem liberdade".

Esses comentários do presidente Lula são preocupantes porque denotam que ele faz uma confusão terrível entre regimes democráticos e ditaduras, tratando-os igualmente.

É uma confusão mais grave do que a que faz entre o público e o privado. Recentemente, para justificar as inspeções que finge fazer em obras do PAC, mal acobertando a antecipação da campanha eleitoral, disse que só com "o olho do dono" as coisas andam.

Essa confusão conceitual de Lula pode ser definida pelo princípio da contradição de Aristóteles. Com duas proposições contrárias, se uma é verdadeira a outra é falsa.
Se Lula se diz um democrata, não pode aceitar a ditadura cubana. Se aceita, não é democrata. (Do Blog do Noblat)

Nota do Editor - Na recente visita do senador Romeu Tuma à Ubatuba foi lembrada a greve de fome de Lula no Deops, nos anos 70. Tuma era o manda-chuva do órgão policial-repressivo e Lula estava preso com outros sindicalistas por terem deflagrado greve por melhores salários. Nada a ver com outros presos políticos que lutavam contra a ditadura militar para implantar a ditadura do proletariado. Foi deles a idéia da greve de fome. Tuma temia a perspectiva de morte em suas mãos, haveria repercussão internacional, as ditaduras estavam pressionadas, fora de moda, fora de tempo. A palavra de ordem era respeito aos direitos humanos. Quando a greve acabou, depois de dois dias, Tuma, aliviado, presenteou os famintos com fartas porções de "lulas à dorê", do Acrópole, prestigioso resturante grego do Bom Retiro. Disse o senador que Lula agradeceu afirmando que nunca tinha comido prato tão saboroso. Acredito, mas é sabido que quem conta um conto aumenta um ponto. De qualquer forma, quando o preso quer implantar a ditadura do proletariado e faz greve de fome está certo, nada mais justo do que protestar contra as injustiças sociais. O ato heróico deve ser aplaudido e reverenciado. No entanto, se a masmorra estiver situada num paraíso socialista e o preso falar em democracia, não acreditem na sinceridade, é mais um lacaio do capitalismo fazendo o jogo das elites. Esse é o pensamento de Lula. Quando Lula fala a militância diz amém. No dicionário do lider máximo não existe o termo incoerência. (Sidney Borges)

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