sábado, dezembro 26, 2009

Ubatuba em foco



Justiça proíbe quiosques de colocar mesas e cadeiras nas praias de Ubatuba

Decisão ainda impede música ao vivo na orla da praia. Determinação causa polêmica entre turistas.

Do G1, com informações do VNews
O turista que for para Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, encontrará um cenário diferente neste verão: os quiosques estão proibidos de colocar mesas e cadeiras nas praias. Para os comerciantes, a restrição, em plena alta temporada, deve trazer prejuízos e demissões. Mesas e cadeiras estão encostadas. Alguns turistas se mostram indignados. “Vou ficar sentada ali, eu não tenho como trazer as coisas, não vim preparada. É ruim”, reclama a industriária Viviane Bento Cardoso.

Uma família de Caçapava que foi passar o feriado de natal em Ubatuba foi surpreendida pela determinação ao chegar ao quiosque. Cadeiras, mesas e até o guarda-sol não podem mais ser colocados na areia. “É uma falta de conforto. A gente vem pra cá esperando uma estrutura básica para atender a gente. Existe a dificuldade de ter que chegar aqui às 8h e aí não tem acomodação”, diz o industriário Vlamir Novaes.

Além de proibir os equipamentos em toda a orla de Ubatuba, a decisão da Justiça Federal também reforça o impedimento de música ao vivo ou mesmo reprodução mecânica de som nas praias.

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Impostos

Receita tornará nota fiscal eletrônica obrigatória em 2010

Ricardo Noblat (original aqui)
A partir de abril, a Receita Federal vai fechar ainda mais o cerco à sonegação, tornando a nota fiscal eletrônica, que já está em teste há quatro anos, obrigatória em praticamente todos os setores.

A adaptação ao novo modelo pode ser um desafio para as companhias que não utilizam a ferramenta - mas os especialistas acreditam que as vantagens podem ser ainda maiores, mostra reportagem publicada neste sábado pelo jornal 'O GLOBO'.

O documento já é exigido de vários setores da economia, como bebidas, combustíveis e cigarros, passará a valer também para as empresas que atuam na indústria, no comércio ou na área de distribuição, incluindo micro e pequenas empresas.


Nota do Editor - Com a nota fiscal eletrônica implantada as compras exigirão CPF válido. Sem ele não tem compra, nem com dinheiro na mão. Feita a transação o registro irá para a pasta do CPF comprador. Na hora da declaração será feito o cruzamento entre despesas e receitas. E virá inevitável pergunta: - De onde saiu a grana, mano? Advertência, com a receita não há o artifício da protelação através de recursos e mais recursos. A multa vem na hora. E costuma ser salgada. Atenção laranjas. Seu fim está próximo. (Sidney Borges)

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Pois é, prá quê?

Brasil pode chegar a 58 legendas se nanicos obtiverem registro

Maior dificuldade, entretanto, é obter 468 mil assinaturas de apoio por todo o País

Moacir Assunção
Nada de somente PT, PSDB ou PMDB. No futuro, eleitores mais à direita poderão votar no Movimento Integralista Brasileiro (MIB), os que preferem a esquerda terão a possibilidade de optar pela Liga Bolchevique Internacionalista (LBI) ou pelo Partido Comunista Revolucionário (PCR). Os de espírito mais alternativo poderão depositar suas esperanças no Partido Pirata. Se o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovar a fundação das novas legendas, o Brasil pode chegar a 58 partidos ante os 27 que existem atualmente. Trinta e uma novas agremiações aguardam a oportunidade de se tornar partidos.


A questão, para o eleitor, será descobrir quem, dentro dessa sopa de letrinhas, tem propósitos de realmente representar setores da sociedade. E quem pretende apenas vender seu espaço na TV e no rádio para partidos maiores ou se tornar "língua de aluguel", encarregando-se de atacar rivais na defesa de interesses de terceiros, em troca de cargos ou dinheiro.

Os cientistas políticos demonstram inconformismo diante da ideia de fundar novos partidos. "Isso confunde mais ainda o eleitor. Hoje, já temos um número exagerado de legendas, o que distorce o debate eleitoral e dá margem para todo tipo de negociações espúrias", argumenta o professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Marco Antonio Teixeira.
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Nota do Editor - Leio a notícia e me vem à cabeça os versos de Sidney Miller: Quem tem mais pressa que arranje um carro; prá andar ligeiro, sem ter porque; sem ter prá onde, pois é, prá quê? Cinqüenta e oito partidos. Pois é, prá quê? (Sidney Borges)

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Um momento...



Todas Elas Juntas Num Só Ser
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Brasil

Municípios perdem fôlego financeiro com repasse de serviços pela União

Para 70% das prefeituras, esse tipo de despesa comprometeu mais do que toda a arrecadação tributária própria

Ricardo Brandt
Os 5.563 municípios brasileiros gastaram em 2008 pelo menos R$ 11,8 bilhões com o custeio de serviços que são responsabilidade constitucional da União e dos Estados. Para 70% dessas prefeituras, esse tipo de despesa comprometeu mais do que toda a arrecadação tributária própria - um universo de 3.942 cidades com até 20 mil habitantes que este ano podem fechar as contas no vermelho.


São gastos com a manutenção de prédios da Justiça, das polícias, do Corpo de Bombeiros, de unidades hospitalares estaduais, fornecimento de transporte e merenda para alunos da rede de Estado entre outros. Pelo pacto federativo, os recursos para custear toda essa estrutura deveriam sair dos cofres dos governos federal e estaduais.

"Somos obrigados a decidir entre perder um posto da polícia na cidade, por exemplo, ou comprometer recursos que poderiam ser usados para investimentos. Obviamente optamos pela manutenção dos serviços para a população", afirma o prefeito de Várzea Paulista, Eduardo Pereira (PT), representante da Associação Brasileira de Municípios (ABM).
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Nota do Editor - Um comentário merece destaque:
Tulio Amaro em 26/12/09 ás 09:08
E o dinheiro jogado fora com as câmaras municipais, que servem apenas para fazer homenagens como nomes de ruas, e outras cretinices? E o dinheiro sujo que movimenta essas câmaras, com planos diretores que permitem construções em áreas que deveriam ser de proteção ambiental? Nenhuma palavra da ONG ou da Associação? Município incapaz de gerir com os recursos tem de ser extinto. Que saudade da constituição de 1967!

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Opinião

O avanço da internet

Editorial do Estadão
Com mais de 60 milhões de computadores e cerca de 170 milhões de telefones celulares, o Brasil ocupa, respectivamente, o décimo e o quinto postos dos rankings mundiais, destacando-se entre os mercados digitais que mais crescem. Este é o resultado da abertura do mercado de telecomunicações, na década passada, confirmado pelo estudo Acesso à Internet e Posse de Telefone Móvel Celular para Uso Pessoal, feito com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), de 2008, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No ano passado, 56 milhões de pessoas maiores de 10 anos - 34,8% da população - acessaram a internet pelo menos uma vez no ano por meio de um computador, porcentual que aumentou 75,3% em relação a 2005. A maioria dos que utilizaram a rede (62,9%) está na faixa etária de 15 a 17 anos, seguida pelo grupo de 10 a 14 anos de idade (51,1%). O porcentual de internautas reduziu-se nas faixas etárias mais altas, chegando a 11,2% entre os maiores de 50 anos.

Geograficamente, o Distrito Federal, onde a internet foi usada por 56,1% das pessoas, foi o líder, seguindo-se São Paulo (43,9%) e o Rio de Janeiro (40,9%). No final da classificação ficaram o Maranhão e o Piauí (cada qual com 20,2%) e Alagoas (17,8%).

Quanto maior a renda, maior o uso de computadores e de internet. Na faixa superior a cinco salários mínimos por mês, 75,6% usaram a internet, porcentual que se reduz para apenas 13% na faixa dos que ganham até 1/4 do salário mínimo - e aí estão os favorecidos pelo programa Bolsa-Família. Da mobilidade social - a ascensão das faixas D e E à classe C, considerada a nova classe média brasileira - dependerá, portanto, o aumento do potencial de crescimento do mercado digital.

Predominou o uso da internet no domicílio (57,1%), seguindo-se as chamadas lan houses, com 35,2%, e, em terceiro, o local de trabalho. Dos que usam a internet apenas no domicílio, 80,3% só o fizeram utilizando a banda larga. Este porcentual é quase o dobro dos 41,2% que usavam a banda larga em 2005.
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Manchetes do dia

Sábado, 26 / 12 / 2009

Folha de São Paulo

"Para 40%, atuação do Congresso vai de ruim a péssima"

Reprovação chega a 47% entre os que têm curso superior e 48% na faixa salarial acima de 5 mínimos

O Congresso nacional chega ao final de 2009, ano marcado por escândalos, com 40% de avaliação negativa, revela pesquisa feita neste mês pelo Datafolha. O desempenho de deputados e senadores foi considerado regular por 39% dos brasileiros, e ótimo ou bom apenas para 15% dos entrevistados. Em comparação à pesquisa feita no auge da crise do Senado, no mês de agosto, o incide de reprovação variou quatro pontos. Embora tenha diminuído, a taxa de reprovação é hoje, a dez meses das eleições para deputados e da renovação de dois terços do Senado, dez pontos superior à de março de 2007 (30%). A maior reprovação aos congressistas foi registrada entre os brasileiros com nível de escolaridade superior: 47%. Entre os entrevistados com faixa de renda familiar superior a cinco salários mínimos, o índice de ruim e péssimo atinge 48%.



O Estado de São Paulo
"Prefeituras pagam R$ 11,8 bi de contas de União e Estados"

Prefeitos não recebem recursos para manutenção de serviços estaduais e federais

As prefeituras brasileiras desembolsaram indevidamente, em 2008, pelo menos R$ 11,8 bilhões com o pagamento de despesas da União e dos Estados como, por exemplo, a manutenção de prédios da justiça, das polícias, do corpo de bombeiros, de unidades hospitalares, além do fortalecimento de transporte e merenda para escolas estaduais. Segundo estudo do economista François Bremaeker publicado pela ONG Transparência Municipal, por falta de repasses dos órgãos devedores essas contas acabaram sendo assumidas pelos prefeitos, que ficam com receio de perder os serviços. Paulo Ziulkoski, da Confederação Nacional dos Municípios, acredita, porém, que o valor total de gastos é três vezes superior aos R$ 11,8 bilhões, pois só na manutenção do Bolsa-Família, do governo federal, as prefeituras aplicam de R$ 4 bilhões a R$ 5 bilhões ao ano. “Essa é uma criança que o presidente Lula pariu, mas quem cria, educa e paga suas despesas são os municípios”, diz Ziulkoski.


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sexta-feira, dezembro 25, 2009

Sociedade

Discriminação imposta pela lei e autoridades

por Ives Gandra da Silva Martins, no site Juristas
Reza o inc. IV do art. 3º da C.F. que: “Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: ... IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”.


Hoje, tenho eu a impressão de que o “cidadão comum e branco” é agressivamente discriminado pelas autoridades e pela legislação infraconstitucional, a favor de outros cidadãos, desde que sejam índios, afro-descendentes, homossexuais ou se auto-declarem pertencentes a minorias submetidas a possíveis preconceitos.

Assim é que, se um branco, um índio ou um afro-descendente tiverem a mesma nota em um vestibular, pouco acima da linha de corte para ingresso nas Universidades e as vagas forem limitadas, o branco será excluído, de imediato, a favor de um deles. Em igualdade de condições, o branco é um cidadão inferior e deve ser discriminado, apesar da Lei Maior.

Os índios, que pela Constituição (art. 231) só deveriam ter direito às terras que ocupassem em 5 de outubro de 1988, por lei infraconstitucional passaram a ter direito a terras que ocuparam no passado. Menos de meio milhão de índios brasileiros – não contando os argentinos, bolivianos, paraguaios, uruguaios que pretendem ser beneficiados também - passaram a ser donos de 15% do território nacional, enquanto os outros 183 milhões de habitantes dispõem apenas de 85% dele. Nesta exegese equivocada da Lei Suprema, todos os brasileiros não índios foram discriminados.

Aos “quilombolas”, que deveriam ser apenas os descendentes dos participantes de quilombos, e não os afro-descendentes, em geral, que vivem em torno daquelas antigas comunidades, tem sido destinada, também, parcela de território consideravelmente maior do que a Constituição permite (art. 68 ADCT), em clara discriminação ao cidadão que não se enquadra nesse conceito.

Os homossexuais obtiveram, do Presidente Lula e da Ministra Dilma Roussef, o direito de ter um congresso financiado por dinheiro público, para realçar as suas tendências, algo que um cidadão comum jamais conseguiria.

Os invasores de terras, que violentam, diariamente, a Constituição, vão passar a ter aposentadoria, num reconhecimento explícito de que o governo considera, mais que legítima, meritória a conduta consistente em agredir o direito. Trata-se de clara discriminação em relação ao cidadão comum, desempregado, que não tem este “privilégio”, porque cumpre a lei.

Desertores e assassinos, que, no passado, participaram da guerrilha, garantem a seus descendentes polpudas indenizações, pagas pelos contribuintes brasileiros. Está, hoje, em torno de 4 bilhões de reais o que é retirado dos pagadores de tributos para “ressarcir” àqueles que resolveram pegar em armas contra o governo militar ou se disseram perseguidos.

E são tantas as discriminações, que é de se perguntar: de que vale o inciso IV do art. 3º da Lei Suprema?Como modesto advogado, cidadão comum e branco, sinto-me discriminado e cada vez com menos espaço, nesta terra de castas e privilégios.

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Poesia

Jabberwocky

Poema de Lewis Carrol. Tradução de Augusto de Campos

Era briliz. As lelsmolisas touvas

Roldavam e relviam nos gramilvos.

Estavam mimsicais as pintalouvas

E os momirratos davam grilvos.

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Parece, mas não é.



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Esquerdices

O caso Sean e as pressões dos EUA

José Dirceu
As pressões política e econômica sem precedentes que os Estados Unidos exerceram sobre o Brasil no caso do garoto Sean Goldman, 9 anos, e que terminaram por levar o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, a determinar a entrega imediata do menino a seu pai, o norte-americano David Goldman, são mais uma demonstração de que o país da América do Norte ainda trata seus vizinhos de continente como quintal e é capaz até mesmo de usar questões comerciais para resolver um caso que deveria ficar restrita à esfera de drama familiar.
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Nota do Editor - Depois de ler a cornucópia de asneiras esquerdóides do ex-ministro Dirceu, fiz o seguinte comentário no Blog do Noblat:

Os americanos fabricam carros grandes, dispendiosos, poluentes e de desenho questionável, têm péssimos hábitos alimentares e são materialistas. Há quem fale em breguice.

No entanto, no affair do menino Sean o governo americano agiu corretamente, defendeu os interesses de um cidadão americano.

O governo brasileiro usa do mesmo expediente em situações semelhantes.

A decisão foi correta.

Com a morte da mãe a guarda pertence ao pai. Ponto final.

Apesar de espernear e vociferar contra os Estados Unidos, sempre que sobra um tempinho José Dirceu voa para lá. Dizem que em breve em jatinho próprio.

Na volta passa em Cuba e dá um rolo de papel higiênico para Fidel. Presente útil, na Ilha não tem. O Granma solta tinta.

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Pensata

Organiza o Natal

Carlos Drummond de Andrade
Alguém observou que cada vez mais o ano se compõe de 10 meses; imperfeitamente embora, o resto é Natal. É possível que, com o tempo, essa divisão se inverta: 10 meses de Natal e 2 meses de ano vulgarmente dito. E não parece absurdo imaginar que, pelo desenvolvimento da linha, e pela melhoria do homem, o ano inteiro se converta em Natal, abolindo-se a era civil, com suas obrigações enfadonhas ou malignas. Será bom.

Então nos amaremos e nos desejaremos felicidades ininterruptamente, de manhã à noite, de uma rua a outra, de continente a continente, de cortina de ferro à cortina de nylon — sem cortinas.

Governo e oposição, neutros, super e subdesenvolvidos, marcianos, bichos, plantas entrarão em regime de fraternidade. Os objetos se impregnarão de espírito natalino, e veremos o desenho animado, reino da crueldade, transposto para o reino do amor: a máquina de lavar roupa abraçada ao flamboyant, núpcias da flauta e do ovo, a betoneira com o sagüi ou com o vestido de baile. E o supra-realismo, justificado espiritualmente, será uma chave para o mundo.

Completado o ciclo histórico, os bens serão repartidos por si mesmos entre nossos irmãos, isto é, com todos os viventes e elementos da terra, água, ar e alma. Não haverá mais cartas de cobrança, de descompostura nem de suicídio. O correio só transportará correspondência gentil, de preferência postais de Chagall, em que noivos e burrinhos circulam na atmosfera, pastando flores; toda pintura, inclusive o borrão, estará a serviço do entendimento afetuoso. A crítica de arte se dissolverá jovialmente, a menos que prefira tomar a forma de um sininho cristalino, a badalar sem erudição nem pretensão, celebrando o Advento.

A poesia escrita se identificará com o perfume das moitas antes do amanhecer, despojando-se do uso do som. Para que livros? perguntará um anjo e, sorrindo, mostrará a terra impressa com as tintas do sol e das galáxias, aberta à maneira de um livro.

A música permanecerá a mesma, tal qual Palestrina e Mozart a deixaram; equívocos e divertimentos musicais serão arquivados, sem humilhação para ninguém.

Com economia para os povos desaparecerão suavemente classes armadas e semi-armadas, repartições arrecadadoras, polícia e fiscais de toda espécie. Uma palavra será descoberta no dicionário: paz.

O trabalho deixará de ser imposição para constituir o sentido natural da vida, sob a jurisdição desses incansáveis trabalhadores, que são os lírios do campo. Salário de cada um: a alegria que tiver merecido. Nem juntas de conciliação nem tribunais de justiça, pois tudo estará conciliado na ordem do amor.

Todo mundo se rirá do dinheiro e das arcas que o guardavam, e que passarão a depósito de doces, para visitas. Haverá dois jardins para cada habitante, um exterior, outro interior, comunicando-se por um atalho invisível.

A morte não será procurada nem esquivada, e o homem compreenderá a existência da noite, como já compreendera a da manhã.

O mundo será administrado exclusivamente pelas crianças, e elas farão o que bem entenderem das restantes instituições caducas, a Universidade inclusive.

E será Natal para sempre. (Do Blog do Noblat)

(Texto extraído do livro "Cadeira de Balanço", Livraria José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1972, pág. 52, e publicado no site
Releituras)

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Coluna do Celsinho

Aum...

Celso de Almeida Jr.
Gosto dos yogues.


É muito bacana essa capacidade de buscar o equilíbrio valendo-se da correta respiração e de outras técnicas.

Um dia, chegarei lá.

Um amigo, atrevido, sugeriu que eu deveria continuar respirando errado.

Alegou que, dado o tamanho do meu nariz - se não vivesse entupido - eu comprometeria o estoque de oxigênio da atmosfera.

Tá bom...

Yoga lembra paz.

Palavra oportuna nestas épocas, quando experimentamos vibrações diferentes.

Deve ser o espírito de Natal.

Há um conceito Jesuíta que diz que o trabalho é uma forma de oração.

O pedreiro, ao preparar a massa, está orando.

O marceneiro, ao transformar a madeira, está orando.

O médico, na cirurgia, está orando.

E por aí vai...

Não vou quebrar a beleza e o encanto dizendo que foi um bom discurso para encaminhar os índios ao trabalho duro. Não é hora para isso!

Hoje é dia de acreditar!

Nos homens, nas crianças, nos sonhos!

Não é dia para lembrar das imperfeições humanas.

O Cristo já nos lembrou disso.

Também não é momento para pensar em dinheiro, afinal, os bancos estão fechados!

Lembremos dele na segunda-feira, dia 28,depois das 11h.

Natal é dia de reflexão, de panetone...Xô Arruda!!!

É...

Meu cérebro não resiste ao contraponto.

Essa vida é curiosa, não é mesmo, fiel leitor?

Vamos envelhecendo, juntando trecos, perdendo tempo com bobagens e, num dia que espero distante, voltaremos ao pó.

Dizia o cachaceiro, num latim de alto teor alcoólico:

“Du pó nóis veio; im pó nóis tamu; pru pó nóis vamu!”

Perfeito!

Creio ter achado a frase apropriada para lembrar que a vida é curta e não custa nada transformá-la em fonte de solidariedade e caridade.

Ho-ho-ho !!!


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Opinião

Reduzir emissões ou mudar a vida?

Washington Novaes
Rosto tenso, aparência de extremo cansaço, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, começou sua entrevista final em Copenhague dizendo ter consciência da profunda decepção dos participantes com o "fracasso da COP 15". Mas pediu que entendessem que "o desafio do nosso tempo" não é apenas chegar a regras para reduzir emissões, mas tem que ver com formatos de "mudar o mundo, nossas formas de viver".


Ficava subentendido que, se já há obstáculos quase intransponíveis para fixar regras globais para baixar as emissões, incrustados nas lógicas financeiras de países ricos e pobres, governos, setores econômicos, empresas e até pessoas (tenho de dividir minha renda, trocar de carro, reformar minha casa para consumir menos energia, tornar-me vegetariano, etc.?), que dirá definir um novo modo de viver em qualquer parte e que nos leve a superar essa crise do padrão civilizatório com seus caminhos incompatíveis com a capacidade do planeta? Um modo de viver que, no dizer do famoso biólogo Paul Ehrlich, nos leve a respeitar os direitos de qualquer ser vivo? Talvez por isso tudo Ban Ki-moon terminou afirmando que "é hora de compromisso, de coragem".

Neste momento em que cada país atira sobre outros a culpa pelo "fracasso", é inevitável que venha à memória a Cúpula do Desenvolvimento de 2002, em Johannesburgo, quando a evidência dos impasses já era muito forte e, em eventos paralelos, se discutiu a possibilidade de criar caminhos alternativos, já que nas conferências da ONU é indispensável, para qualquer decisão, o consenso entre quase 200 países com interesses contraditórios. Uma militante ambientalista sugeriu que seria indispensável "tomar o poder na Organização Mundial do Comércio", a seu ver o foro onde se decidiam os destinos do mundo. Já uma alta autoridade no âmbito internacional propôs a criação de uma organização mundial de meio ambiente, separada da ONU e de suas regras "paralisantes", como o consenso obrigatório. Mas foi bombardeada pelos que argumentavam levar esse caminho aos mesmos impasses para estabelecer regras válidas em todos os cantos.

Para complicar tudo, já estamos atrasados no tempo, como demonstraram em Copenhague o presidente do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) e Prêmio Nobel, Rajendra Pashauri, e vários diretores do IPCC, lembrando o aval que dão a seus diagnósticos mais de 90 mil cientistas no mundo todo. Simplesmente transferir as decisões para a COP 16, no México, em dezembro de 2010, apenas contribui para agravar o problema, não para solucioná-lo. Estão diante dos olhos os números crescentes de vítimas dos eventos climáticos "extremos" em toda parte, inclusive no Brasil. Um imenso cartaz num saguão do aeroporto da capital dinamarquesa, colocado por uma ONG, já antecipava 2020, com um presidente Lula de barba e cabelos totalmente brancos se explicando: "Desculpem-me", estava escrito no papel. "Não conseguimos reduzir as emissões até 2020." E seguia dizendo que as primeiras vítimas eram dos países-ilha, que não contribuíram para o problema, e das nações pobres, que quase nada emitiram.
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Manchetes do dia

Sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Folha de São Paulo
"Obama obtém a sua maior vitória"

Senado aprova reforma da saúde; legislação histórica dá seguro médico a 31 milhões de pessoas nos EUA

Na primeira vez em 46 anos em que o Senado americano realizou sessão na véspera de Natal, foi aprovada medida histórica que prevê a mais ampla reforma de saúde dos Estados Unidos. A lei passou por 60 votos a 39. A legislação dará seguro médico a 31 milhões de americanos atualmente sem cobertura - quase 10% da população - e mexe com um setor que movimenta um sexto da economia dos EUA. Na próxima década, os subsídios do governo federal às pessoas beneficiadas exigirão dos cofres públicos americanos US$ 871 bilhões. O valor equivale a metade de tudo o que a economia brasileira produz em um ano. Políticos republicanos atacaram o custo da medida. Segundo democratas mais progressistas, o plano original foi descaracterizado. Comissão de congressistas terá de harmonizar o texto do Senado e o aprovado antes pela Câmara para a sanção de Obama.

O Estado de São Paulo
"EUA pedem devolução de mais 28 crianças"

Aumentam casos como o do menino S., diz Advocacia Geral

Os EUA ainda esperam a volta de 28 crianças que vivem no Brasil afastadas de pais americanos, como o caso do menino S., que ontem foi devolvido ao pai, David Goldman. O levantamento, feito pela Advocacia Geral da União a pedido do Estado, indica que os processos são semelhantes ao de S. e são tidos como sequestro. “Os casos vêm aumentando com o passar dos anos", disse Daniele Aleixo, da AGU. Segundo ela, o Brasil pode ser considerado um país bastante cooperante, mas essa imagem poderia ser arranhada se a solução do episódio de S. tivesse sido distinta, disse o advogado-geral, Luis Inácio Adams. A família brasileira de S. criticou a atuação do governo e disse que nenhum dos pedidos feitos a Goldman foi aceito, entre eles o de que a avó fosse junto no avião.

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quinta-feira, dezembro 24, 2009

Frases

“Que Deus tenha piedade da alma de Gilmar Mendes”.

Silvana Bianchi, avó materna do menino Sean Goldman

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Ubatuba


Foto tirada em uma tarde de dezembro de 2006. (Sidney Borges)

Peixe



Quem sou eu?

Sidney Borges
Sou uma corvina? Ou talvez uma curvina? Uma letra, uma simples vogal causa em mim terrivel dúvida existencial. Não importa, corvina ou curvina é diferente de empório e impório, todos sabem que empório, com e, está certo, e, empório com i, ou seja impório, está errado. Quando você vai ao empório pede corvina ou curvina? Alguém diria que nem uma coisa nem outra, empórios vendem sardinha em lata. Neles você não vai encontrar corvina. Nem curvina. Mas certamente encontrará Cito, Pox e Parquetina. Silêncio gritante nesta véspera de Natal.

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Mundo

Guerra civil colombiana

Sidney Borges
A Colômbia é longe, mas é logo alí. Lá tem luta. Apresento os contendores. No córner à direita o governo. (Eleito pelo voto) No córner diagonalmente oposto as Farc. (Guerrilha que pretende substituir o modo de produção capitalista pelo comunista)

O governo combate as Farc há quarenta anos. Últimamente ganhou batalhas importantes. Mas como acontece em guerras, ganha-se uma e perde-se outra. Uma batalha acaba de ser perdida.

O governador de Caquetá, Luis Francisco Cuéllar, foi seqüestrado e executado. Teve a garganta cortada para não fazer barulho. Em tempo, Caquetá é um dos 32 departamentos da Colômbia. Departamento em espanhol é o equivalente a estado em português.

O governo do presidente Álvaro Uribe atribui o assassinato às Farc. Até o presente momento ninguém reivindicou a autoria. Pode ter sido obra das Farc, mas pode também ter sido armação. Alguém que não gosta das Farc quer que a autoria seja a ela atribuída.

Há muitos interesses envolvendo a guerra civil colombiana.

Mas como tudo que começa, um dia a guerrilha vai terminar. Então as pessoas dirão, como dizem os americanos sobre o Vietnã, pra quê? Tantas mortes, tanto sofrimento. Pra nada.

No Sudeste Asiático o temido dominó não aconteceu. O Vietnã ganhou a guerra, o comunismo foi vitorioso e os países da região nem se abalaram. Não houve a temida adesão ao regime marxista, motivação dos bombardeios arquitetados por Robert McNamara, um idiota de QI alto.

Pelo contrário, todos querem vender bugigangas eletrônicas. Para os americanos, de preferência. Quando a guerrilha acabar na Colômbia haverá a mesma lamentação. Mas como eu disse antes, há interesses poderosos em torno da continuidade da guerrilha.

Sempre tem gente ganhando quando a maioria perde. Até no Brasil!

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Opinião

O inimigo americano

Demétrio Magnoli
Não é falsa, mas gera pouca luz a tese predominante sobre as motivações originais da política externa do governo Lula. Essa tese assegura que a política externa inaugurada na primeira posse de Lula foi concebida como uma compensação "de esquerda" à política econômica ortodoxa capitaneada por Antonio Palocci e Henrique Meirelles.


As coisas são mais complicadas. Numa ponta, a substituição de Palocci por Guido Mantega introduziu uma ambivalência na política econômica, que agora combina um núcleo ortodoxo com iniciativas orientadas pelo programa do capitalismo de Estado. Na outra, a política externa sofreu uma inflexão sutil, que acentua suas inclinações antiamericanas. A crise em Honduras, a visita do iraniano Mahmoud Ahmadinejad e a aprovação parlamentar do ingresso da Venezuela no Mercosul delineiam os contornos de um novo cenário.

Na montagem de seu primeiro governo, Lula entregou nove décimos da política econômica aos liberais ortodoxos, deixando apenas o feudo do BNDES ao grupo nacionalista ligado a Carlos Lessa, que teve vida curta. A política externa, em contraste, foi dividida equitativamente entre os ultranacionalistas, representados pelo secretário-geral do Itamaraty, Samuel Pinheiro Guimarães, e a corrente majoritária petista inspirada pelo castrismo e personificada no assessor presidencial Marco Aurélio Garcia. O ministro Celso Amorim, um mestre da maleabilidade política, da dissimulação e do equívoco, ficou encarregado de administrar a coalizão de interesses, que só é estranha na superfície.

A ponte entre as visões de mundo dos dois grupos é constituída pelo antiamericanismo. A esquerda bafejada pelo castrismo norteia-se por uma caricatura da teoria do imperialismo que substitui o sistema de relações da economia mundial pelo "império americano". Os ultranacionalistas, cujas referências históricas formam um panteão que conecta Getúlio Vargas a Ernesto Geisel num mesmo "projeto nacional", encaram os EUA como a fonte principal dos valores odiosos de democracia política e liberdade econômica. Uma política externa consistente, mesmo se abominável, pode emanar de tal coalizão.

Lula, hoje todos sabem, não é uma rainha da Inglaterra. Ele arquitetou seu governo como um caleidoscópio de grupos de interesses, mas nunca renunciou ao exercício do comando efetivo. Amorim qualificou-o como o "Nosso Guia", lançando mão de um panegírico ridículo para produzir uma asserção verdadeira. O presidente, um provinciano incorrigível, jamais nutriu interesse pela política internacional, interpretando a política externa essencialmente como um instrumento para a edificação de sua imagem de estadista. No primeiro mandato, com essa finalidade, o "guia" definiu como meta prioritária a ascensão do Brasil à condição de membro permanente do Conselho de Segurança (CS) da ONU.

Lula cultivou uma relação pessoal com George W. Bush e o Brasil atendeu a um pedido expresso da Casa Branca para liderar a missão da ONU no Haiti, oferecendo uma solução à crise aberta por um gesto aventureiro dos neoconservadores americanos. O Itamaraty cuidou de amenizar a crítica brasileira à geopolítica de Bush no Oriente Médio e de não fazer nenhuma menção significativa aos escândalos de direitos humanos em Abu Ghraib e Guantánamo. O presidente e o ministro Amorim alimentavam a esperança de retribuição, na forma do apoio de Washington ao ingresso definitivo do País no CS. Mas, previsivelmente, os EUA decidiram não imolar sua política para a ONU no altar da obsessão do Brasil.
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Manchetes do dia

Quinta-feira, 24 / 12 / 2009

Folha de São Paulo
"Receita fecha cerco a gastos de saúde"

Profissionais e operadoras vão precisar entregar Declaração de Serviços Médicos; malha fina quase triplica

Em nova frente de ataque a fraudes fiscais, a Receita Federal instituiu a Declaração de Serviços Médicos, nova obrigação tributária para profissionais e operadoras da área de saúde, que deverão relatar atendimentos de forma individualizada. Segundo a Receita, o foco da medida são os contribuintes que usam recibos médicos falsos para deduzir despesas com saúde do Imposto de Renda Para os contribuintes, a nova obrigação não muda em nada a declaração de ajuste anual. A primeira entrega do novo documento será em fevereiro de 2011, com dados de 2010. Atraso será punido com multa de R$ 5.000 por mês. Se os valores estiverem errados, haverá autuação de mais 5%. Entidades da área de saúde não comentaram. Contribuintes estão sujeitos a multa de 75% se não comprovarem a despesa médica. Erros nesses gastos retiveram 120 mil declarações na malha fina neste ano - ao todo, 1 milhão segue sob análise do fisco. Em 2008, foram 361 mil.

O Estado de São Paulo
"1 milhão de contribuintes caem na malha fina do IR"

Número é três vezes o de 2008 e está ligado a despesas médicas irregulares

A malha fina da Receita Fede­ral reteve neste ano as declarações de Imposto de Renda (IR) de cerca de um milhão de contribuintes. Em 2008, o número foi bem mais baixo: 361,4 mil. Com a malha fina em 2009, a Receita descobriu que tinha R$ 2,1 bi­lhões em impostos a receber, e 12% desse valor estava relacionado a despesas médicas. Para apertar o cerco aos contribuintes que usam irregularmente recibos médicos para pagar me­nos imposto ou receber restituição, a Receita anunciou ontem a criação da Declaração de Serviços Médicos. A medida obriga empresas que prestam serviços de saúde, como hospitais e laboratórios, a prestar informações sobre todos os recibos médicos concedidos para pessoas físicas. A primeira declaração deve ser entregue em 2011, com dados relativos a 2010. “Vamos punir os que fraudam e liberar os que realmente têm despesas médicas elevadas”, explicou o sub­secretário de Fiscalização da Receita, Marcos Vinícius Neder.

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quarta-feira, dezembro 23, 2009

Brasil

Morre o arquiteto Miguel Juliano aos 81 anos

Arquiteto assinou projetos premiados como o do Sesc Pinheiros, da restauração do edifício do Hotel Jaraguá e do edifício Faria Lima Premium, em São Paulo

Ana Paula Rocha (original aqui)
O arquiteto Miguel Juliano e Silva faleceu em São Paulo na quinta-feira, dia 17 de dezembro, aos 81 anos. Segundo informações do seu escritório, a morte ocorreu por causas naturais.

Nascido em Goiás, Juliano mudou-se para São Paulo aos 20 anos de idade. Na capital paulista, graduou-se na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Brás Cubas em 1973. Entre os seus projetos recentes em São Paulo estão incluídos o do Sesc Pinheiros e o de Santana, a restauração do edifício do Hotel Jaraguá e o edifício Faria Lima Premium, com os quais ganhou os prêmios melhor projeto, menção honrosa pelo restauro/retrofit e melhor edifício de escritórios, respectivamente, do IAB-SP (Instituto de Arquitetos do Brasil - Departamento São Paulo) em 2002.

O arquiteto também é o responsável pelo projeto do Pavilhão de Exposições do Parque Anhembi de 67.500 m², que foi incluído no Guiness Book of Records de 1995 como o maior do mundo, sendo também recordista da construção mais rápida (100 dias). Juliano foi ainda professor da Faculdade de Arquitetura do Mackenzie por 14 anos.

Nota do Editor - Antes da graduação, em 1973, Juliano já era um arquiteto destacado sem ter passado por bancos escolares. Sua formação foi autodidática. Quando estudou formalmente já tinha mais de 40 anos e era um dos grandes nomes da arquitetura de São Paulo, tendo no currículo obras como o Parque Anhembi, dentre outras de destaque. (Sidney Borges)

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Cuma?



Entrega urgente

Sidney Borges
Alguém toca a campainha. Atendo. Caminhão de entregas.

- O senhor conhece a Rua Corvina?

- Conheço.

Silêncio prolongado.

- Onde fica?

- Indico o caminho. O rapaz agradece, sobe no caminhão e parte.

Vinte minutos depois toca a campainha.

- Corvina e Curvina são a mesma coisa?

- Não entendo de peixes, gosto deles ensopados, fritos, assados ou crús, na forma de sashimi. Por que o senhor pergunta isso?

- É que estou confuso, na rua que o senhor indicou tem duas placas. Uma escrito Corvina e outra Curvina. Devo fazer a entrega na Corvina, mas na placa mais recente está grafado Curvina.

- Talvez se o senhor perguntar no endereço da nota os moradores possam esclarecer. Certamente eles sabem se compraram o que o senhor está entregando.

- Pode ser um presente. Estragaria a surpresa. Estamos em época de Natal, quando todo espanto é bem vindo. Presentes inesperados causam emoções indescritíveis.

- Experimente passar no empório mais próximo. Eles saberão se é curvina. Senão, vá ao impório do outro lado da rua, quem sabe surja a solução para o dilema da corvina.

- Obrigado. Feliz Natal

- Pro senhor também. Práspero Ano Novo

- Práspero? Não é próspero?

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História


A partir da esquerda: Moromizato, Martiniano, Maida, Gerson, Cesário, Agnaldo, Domingos, Rodrigo e Quincas.

Memórias de Ubatuba

Sidney Borges
A foto acima foi publicada pela primeira vez no dia 31 de dezembro de 2004. A qualidade é baixa, câmeras digitais eram novidade e custavam caro. O instantâneo do glorioso momento petista foi obtido com uma câmera chinesa de 0,3 MP. O que paguei por ela dá pra comprar hoje uma de 12 MP. A resolução não importa, o momento foi registrado. Os alegres rapazes festejavam a vitória na véspera da posse de Jairo dos Santos como presidente da Câmara Municipal de Ubatuba. Depois de muitos anos de luta o PT chegava ao poder. Cerveja daqui, cerveja dali cheguei a ouvir: "vamos implantar o socialismo no Brasil", frase proferida em momento de entusiasmo. Até hoje neca de implantação.

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Crônica

Natal... Ano Novo...

Lourdes Moreira
Mais uma vez o Natal chegou e o Ano Novo também. Que bom estarmos vivos para saudá-los. Melhor ainda se estivermos irmanados na esperança e na vontade de construirmos um novo ano melhor e mais feliz. Onde possamos fazer com que as desigualdades sociais sejam menos afrontosas ao povo brasileiro. Onde arruda seja apenas um pequeno galho que espanta mal olhado e não um político prepotente que afronta a nação como tantos outros ordinários que fazem à revelia do povo suas maracutaias que empobrecem e dizimam os sonhos de tantos jovens brasileiros.


Mas Natal é mágico. Faz com que o velho de longas barbas brancas, roupa vermelha e um saco enormeeeeeeeeeeeee..., faça a delícia dos sonhos infantis.

Tenho uma amiga que me narrou um fato curioso: sua neta estava preocupada com o trabalhão que as crianças dão ao Papai Noel nesta época; que não queria pedir-lhe nada para não sobrecarregá-lo já que ele está bem velhinho. Um aluno meu, de oito anos, ao pegar o presente que a escola lhe comprara e que fora entregue por um Papai Noel escolhido as carreiras entre os funcionários disse-me:

_ É o primeiro presente que ganho de Natal!

Seus olhos brilharam e os meus, sem que ele os visse, ficaram marejados. Pensei que não ganhar presentes em minha meninice fosse algo natural, pois ainda, a quarenta e tantos anos atrás, nem ceia de Natal eu sabia o que era, mas nos dias atuais? Onde a mídia nos devassa insidiosa proclamando que é Natal? Que devemos antecipar as compras o quanto antes para não ficarmos a “ver navios” nos presentes que acabarão antes que os compremos? Há ainda espaço para crianças que não ganharam presente de Papai Noel nos seus oito anos de existência?

Há. Há espaço para crianças que não sonham com o Papai Noel porque na pobreza de seus lares o sonho é apenas comida sobre a mesa. Há espaço para crianças violentadas nos diversos recantos brasileiros: violências que vão desde o abandono, à violência física, à vitimização por pedofilia ou à exploração sexual ou nos semáforos brasileiros.

Pensar no Natal e no Ano Novo é antes de tudo crermos na magia que estas datas nos impregnam de felicidade; de querermos que as pessoas sejam felizes e conquistem o que almejam mas é, antes de tudo, crermos que se o dinheiro público não fosse desviado em meias ou cuecas, nosso Papai Noel não estaria tão cansado; meu aluno já teria descoberto que presentes se ganha todo dia através do carinho e aconchego de sua família e de comida digna sobre a mesa com pais recebendo um salário decente; que sem desvios de nossos impostos o Brasil poderia investir em segurança e proteção às crianças que tem direito ao sonho da visita do bom velhinho; que o povo brasileiro só saiba o que é arruda ao colocá-las atrás das orelhas espantando os mal olhados e não um Arruda –governador que sangra o povo como tantos outros que tem nos sangrado.

Feliz Natal e um Ano Novo cheio de saúde e muita felicidade a todos nós e que não nos esqueçamos de que a maioria dos governantes que aí estão tem nos afrontado diuturnamente.
Lourdes Moreira
Profª da Rede Municipal e Estadual de Ubatuba


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Circo da Notícia

O inimigo da hora

Carlos Brickmann no Observatório da Imprensa (original aqui)
Blogs, blogueiros, ativistas da internet estão mobilizados: o alvo é a Folha de S.Paulo, acusada de ter colaborado com a repressão nos tempos da ditadura militar. Há ataques pessoais ao diretor de Redação (que, na época, tinha seus dez anos de idade) e a jornalistas que lá trabalham hoje, como se fossem responsáveis por fatos ocorridos quando lá não estavam – e nem idade para isso tinham.

É um fenômeno curioso: os fatos de que o jornal é acusado são conhecidos há muito tempo, e isso não impediu boa parte dos blogueiros e ativistas anti-Folha da internet de trabalhar lá, até mesmo de ocupar altos cargos na empresa, em funções de direção. Parece que, depois que estes importantes funcionários deixaram o jornal, o passado da empresa piorou muito. Aqueles fatos que eram conhecidos mas esquecidos enquanto trabalhavam lá, de repente se tornaram intoleráveis.

Gostar da Folha ou não, gostar de seus concorrentes ou não, isso faz parte do jogo: é uma decisão tomada pelos consumidores de informação. Mas uma campanha sistemática como a que está sendo movida neste momento deve ser vista com reservas: que é que está por trás dela? A quem interessa tentar desmoralizar um jornal que, entre suas iniciativas políticas, deu firme apoio à campanha das Diretas-Já, apontou fraudes como a da licitação da Ferrovia Norte-Sul, no governo Sarney, abriu suas portas a pessoas malvistas pelo regime militar, como Oswaldo Peralva, Tarso de Castro, Samuel Wainer, Janio de Freitas?

Papel, internet, rádio, TV, twitter, há espaço para todos. Como dizia um antigo anúncio do candidato Eduardo Suplicy, acenda sua estrela, em vez de tentar apagar a dele. Que o consumidor de informação escolha o que for melhor para si.

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Decoração



Rua Corvina, Ressaca, preparada para o Natal. (Sidney Borges)

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Brasil: "Sempre cabe recurso"

STF determina que Sean fique com pai americano

Severino Motta (original aqui)
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi favorável ao mandado de segurança impetrado pelo pai do menino Sean Goldman, David Goldman, e determinou que ele volte para os Estados Unidos.

Na semana passada a Justiça Federal já havia determinado a volta de Sean para os Estados Unidos, mas a avó materna do menino, Silvana Bianchi, contestou a decisão no Supremo.

O ministro Marco Aurélio Mello, em decisão liminar, foi favorável à avó e manteve Sean no Brasil. Entendeu que o menino deveria ser ouvido no processo que corre na Justiça Federal.

Com a decisão de Mendes, a defesa da família materna, com quem Sean vive há quase cinco anos, promete recorrer.

Sean, que tem nove anos, ficou conhecido por ser alvo de uma disputa judicial iniciada em 2008, com a morte de sua mão, Bruna Bianchi.

A família materna e o padrasto, João Paulo Lins e Silva, disputam com David Goldman, o pai, a guarda do menino.

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Mensagem



Fim de ano

Aos cães de Ubatuba os meus sinceros votos de Feliz Natal e próspero Ano Novo. Para homenageá-los gravei uma canção natalina. Espero que gostem.

Brasil

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Acidente

Avião da American Airlines parte-se em dois, 40 feridos

Do TSF Rádio Notícias (original aqui)
Um avião da American Airlines, um Boeing 737, despistou-se e partiu-se em dois quando aterrava na Jamaica. O aparelho transportava 154 pessoas, das quais 40 ficaram feridas.
O avião, que transportava 148 passageiros e seis elementos da tripulação, tinha levantado voo de Miami em direcção ao aeroporto de Kingston, na Jamaica. Os 40 feridos já foram transportados para o hospital.
No momento da aterragem, que decorreu sob chuva intensa, o Boieng 737, sofreu um acidente, saiu da pista e partiu-se em dois.
A American Airlines recusa «especular sobre as causas do acidente», afirmou o porta-voz, Billy Sanez.


Nota do Editor - A notícia é universal, está em todos os sites informativos do mundo, até no da Al Jazzera que dá o que a CNN não dá. Escolhi um sítio português para informar os caríssimos leitores do Ubatuba Víbora e me deparei com certas peculiaridades da língua falada na "Santa Terrinha", teoricamente a mesma daqui. Os irmãos d'além mar dizem que o avião despistou-se. Nós teríamos colocado de outra forma: o avião saiu da pista. Despistar é quando 007 conduz a viatura de forma bestial e consegue enganar agentes inimigos. No segundo parágrafo está escrito direcção. Se você escrever assim no vestibular poderá ser reprovado. Na conferência do clima da Dinamarca as autoridades se reuniram em Copenhague. Em Portugal escrevem e falam Copenhaga. São muitas as diferenças o que me faz acreditar em ajuste de contas na África do Sul. No calor da disputa ludopédica, caso Cristiano Ronaldo chame algum brasileiro de paneleiro, não pense o incauto que ele está se referindo à profissão de consertador de panelas, tão rara hoje em dia. Paneleiro e salta-pocinhas significam a mesma coisa. Procure no dicionário. Inacreditável. Paneleiro! Rssssss (Sidney Borges)

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Opinião

Austeridade zero em 2010

Editorial do Estadão
O governo federal não fará nenhum esforço para controlar seus gastos em 2010, ano de eleição, mas o presidente Lula promete não abandonar uma "política fiscal séria". A seriedade, segundo ele, será mantida no próximo ano e conservada no caso de vitória da candidata Dilma Rousseff. Seria uma promessa animadora, se a atual política fosse de fato responsável. Mas o continuado inchaço da folha de salários e de outros gastos de baixa produtividade mostra o contrário. "Não faremos arrocho salarial", disse o presidente num café da manhã com jornalistas, em Brasília. "A máquina pública estava desmantelada, destruída e atrofiada", acrescentou, referindo-se, presumivelmente, ao estado da administração pública no começo de seu primeiro mandato. De lá para cá houve mudanças: mais empreguismo, mais aparelhamento e salários mais altos - mas nenhuma melhora sensível no serviços públicos e na gestão das políticas federais.

O Orçamento da União para o próximo ano apenas confirma a tendência de pouca produtividade e muita rigidez nas despesas públicas - rigidez para baixo, naturalmente. Os parlamentares conseguiram, como em anos anteriores, mexer na proposta do Executivo e aumentar a previsão de gastos - com destaque para a folha de pessoal e outros itens de custeio. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, promete um resultado fiscal melhor que o de 2009, com a receita novamente em alta. A promessa inclui o cumprimento da meta de superávit primário equivalente a 3,3% do PIB, abandonada neste ano.

Essa meta vale para o conjunto do setor público e o resultado financeiro deve ser usado para o pagamento de juros. Mas o endividamento do Tesouro deverá aumentar, e uma das causas será o novo financiamento de R$ 80 bilhões prometido ao BNDES.
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Manchetes do dia

Quarta-feira, 23 / 12 / 2009

Folha de São Paulo
"PAC terá mais R$ 7 bi no ano eleitoral"

Orçamento para 2010 reserva R$ 29,8 bi para obras do programa; é o maior volume desde sua criação, em 2007

Com a ajuda do Congresso, o governo federal turbinou o Programa de Aceleração do Crescimento para o ano eleitoral, reservando para ele R$ 29,8 bilhões no Orçamento de 2010. A proposta orçamentária foi aprovada no fim da noite de ontem. O total de recursos incluídos no texto do Orçamento é o maior do PAC. Ele supera em 80% os R$ 16,59 bilhões aprovados para 2007, ano da criação do programa. O texto encaminhado pelo governo previa R$ 22,5 bilhões para 2010. Ao redigir a proposta orçamentária, porém, o deputado Geraldo Magela (PT-DF) inflou em R$ 7,3 bilhões o montante destinado às obras de infraestrutura vistas como prioritárias pelo Planalto. Desde 2007, a atual ministra da Casa Civil e pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, está incumbida de gerir o PAC.

O Estado de São Paulo
"Receita bate recorde e Lula defende carga de impostos"

Arrecadação é de R$ 72 bi em novembro; presidente fala em 'Estado forte’

A arrecadação de impostos federais atingiu em novembro sua maior marca no ano, superando as expectativas do mercado: foram R$ 72,090 bilhões, crescimento real de 26,39% ante novembro de 2008, o que comprova a retomada da atividade econômica depois da crise internacional. A arrecadação refletiu ainda a continuação da transferência de depósitos judiciais e a adesão de empresas a programa de parcelamento de dívidas. A Receita espera que dezembro possa representar a recuperação das perdas do ano por causa da crise. Em encontro com exportadores, o presidente Lula disse que não pretende reduzir impostos, porque o Estado deve ser “forte”. "Vou deixar claro para vocês: não imaginem um país com carga tributária fraca. Não tem um pais do mundo em que o Estado possa fazer algo sem uma carga tributária razoável."

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terça-feira, dezembro 22, 2009

Pensata

Os sábios deturpadores

Saulo Gil
A sabedoria humana de sua pífia porcentagem ativa de massa cefálica é realmente capaz de nos auto enganar. A humildade Socrática, de saber com certeza, apenas que não sabe de nada, é fundamental para que nosso discernimento não tente tomar caminhos ilusórios e fantasiosos, como vem ocorrendo de forma viciosa na sociedade moderna.

Ainda com base na teoria do anti-egocentrismo humano, nossos maiores ensinamentos estão na vivência e nos sentimentos que sempre estiveram presentes nos homo sapiens. São milhares de anos (muito mais do que os 2 do calendário Cristão) onde a felicidade e a tristeza se manifestam na nossa frágil carne.

Pena que nossa evolução tenha deturpado tanto esta simples análise. Seguimos enfeitiçados por histórias criadas e fomentadas por humanos que preferiram ignorar a humildade, promovendo uma grandeza, que não nos cabe nesse mundo.

Um Coletivo de pessoas, também frágeis como os meros mortais, acreditam que sabem muito mais sobre a vida, sobre o ser humano, sobre outros bichinhos e plantinhas. No entanto, o tão aclamado conhecimento vem de livros escritos por seres humanos, teorias escritas por seres humanos e, claro, as três novelas da Globo. Realmente, uma aula de deturpação.

Não percebem que a sabedoria começaria pela percepção de que são bichos bípedes, ainda incapazes de se desvincularem das facetas ilusórias do conhecimento. Sem demagogia, o que me faz feliz é ver o outro ser feliz. E, definitivamente, eu não sou feliz nesse mundo moderno, que é perfeccionista em esconder o sofrimento alheio, como se esta problemática não fosse importante para nossa real sabedoria.

É desumano gastar forças para defender plantinhas, quando milhões de brasileiros continuam sendo alvos de degradação. Desconhecer e se omitir sobre as condições de vida de pobres vizinhos (afinal, a periferia é periférica) é ajudar a manter a violência contra estes seres homo sapiens, principalmente, aos que estão nascendo sem a esperança de mudança. É deixar ligada a moto serra repressora, que corta pela raiz a possibilidade de felicidade sistemática deste povo miserável.

Definitivamente, não existe credibilidade em qualquer raciocínio que não dê prioridade à resolução destas condições em que vivem cada vez mais nossos semelhantes. Triste é chegarmos até esse ponto de evolução tecnológica, utilizando mentalidades pré-históricas, que continuam permitindo a repressão a estes seres humanos. De que adianta pensarmos no meio ambiente do futuro, se permanecemos esquecendo o sofrimento dos miseráveis do presente.

Enquanto os escritores de fantasias não conviverem no habitat destes miseráveis, o sonho de um mundo melhor continuará um sonho. Não é possível que a ilusão destes supostos sábios os ceguem a tal ponto, de que não vejam a necessidade sim de se priorizar o restabelecimento de vida destes seres humanos e de suas gerações futuras. A própria formação da palavra sugere qual teria que ser a prioridade de nossas preocupações. Sócio... Ambiental.

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Os Paralamas do Sucesso


Uma brasileira
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Circo da Notícia

A pauta, cadê a pauta?

Carlos Brickmann no Observatório da Imprensa (original aqui)
Há 70 anos, em 7 de dezembro de 1939, o navio alemão Windhuk, que fazia transporte de carga e passageiros entre Europa e África, foi localizado pela Marinha britânica. Seguiu em direção ao Rio da Prata, buscando portos neutros, como os de Montevidéu ou Buenos Aires. Inútil: três cruzadores ingleses cortaram seu caminho. O encouraçado Graf Spee, orgulho da Marinha alemã, cercado pela esquadra britânica, acabara de ser afundado pelos próprios tripulantes, para não ser apresado, ao largo do porto de Montevidéu. O Windhuk atracou então em Santos, onde seus 240 tripulantes foram internados (e alguns encaminhados a campos de concentração, que poucos sabem que existiram – houve excelente reportagem de Luiz Salgado Ribeiro, há alguns anos, sobre este tema). O navio foi apreendido e, mais tarde, vendido aos Estados Unidos, onde recebeu o nome de Lejeune. Alguns tripulantes se mudaram para São Paulo e abriram um excelente restaurante alemão, até hoje um dos melhores da cidade na sua especialidade.

Pois bem: na segunda-feira (7/12), os quatro tripulantes sobreviventes do Windhuk se reuniram no restaurante, para comemorar os 70 anos da chegada ao Brasil. A história é ótima: um restaurante tradicional, velhinhos que a Marinha inglesa obrigou a ficar no Brasil, uma batalha naval, uma data redonda, um encouraçado afundado por perto. Quem cobriu a cerimônia? O portal
PortoGente. Jornais locais, nem pensar. TV? Rádio? Nada. Pelo jeito, a queda de circulação dos jornais não se relaciona apenas com o preço nem com a concorrência da internet. Que tal pensar no leitor? Que é que um repórter como Ricardo Kotscho faria numa comemoração como essa?

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Viva, sempre cabe recurso...

Brasil

Fim de ano e de governo

Sidney Borges
Nesta semana dediquei parte do tempo estudando as propostas da Confecom. Fixei minha atenção nas mais radicais, que querem o controle da mídia nos moldes da Constituição de 1937. Claro que vai ficar na vontade e no sonho, não há clima para aventuras autoritárias.

Sou favorável ao governo financiar um canal de televisão nos moldes da BBC. Um polo de produção de qualidade, com enfoque informativo e educativo. Mas sem aborrecer o telespectador.

Acredito que o Canal Brasil vai chegar lá, televisão é hábito. Com programas de qualidade e jornalismo sério a audiência virá naturalmente.

Também observo um murmúrio quase inaudível reverberando em meus tímpanos: "reforma constitucional". Tem gente querendo ampliar o papel do Estado. Como será feito isso em um ambiente democrático eu não sei.

Democracia com reeleição é novidade no Brasil. Bill Clinton foi poderoso nos Estados Unidos. Hoje é conferencista, claro que a opinião dele é importante, mas na prática Clinton não apita mais nada. No Brasil FHC também teve momentos de brilho, é um nome respeitável no cenário nacional, seus artigos sempre levam à reflexão.

Daqui a uma semana começa o último ano de Lula com a caneta nas mãos. Depois os holofotes mudarão o foco para novos atores. Nem todos os brasileiros convivem bem com o afastamento de Lula. Há no fundo da alma de boa parte do povo a tendência a apoiar reis. E por que não dizer, ditadores.

O Brasil avançou nos últimos 20 anos. Com todos os problemas que há pela frente, muitos e variados, só com democracia continuaremos avançando. Lula é um presidente lúcido, respeita as regras do jogo, porém seu tempo está no fim. Na hora de passar o bastão não haverá espaço para hesitação.

Lula chegou lá principalmente por viver em um país com liberdade de expressão. Em Cuba ele seria um eterno metalúrgico. Liberdade não é um conceito tão complexo como sugerem aqueles que em última instância querem suprimí-la. Liberdade é poder ir e vir e falar o que quiser, sem adentrar pela calúnia, injúria ou difamação.

Em 2010 o Brasil fecha o ciclo Lula. Ciclo virtuoso.

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Mídia impressa

Confiança do consumidor cai 2,4% em dezembro

Segundo a FGV, houve uma diminuição da satisfação com a situação atual da economia e das finanças pessoais

Jacqueline Farid, da Agência Estado
RIO - O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu 2,4% em dezembro ante novembro, divulgou nesta terça-feira, 22, a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em novembro, o índice havia registrado alta de 1,5% ante outubro.

Com o resultado, o ICC caiu de 115,1 pontos em novembro para 112,3 pontos em dezembro, retornando a um patamar próximo ao observado no terceiro trimestre de 2009 (111,2 pontos). O índice é calculado com base em uma escala de pontuação entre zero e 200 pontos; quanto mais próximo de 200, maior o nível de confiança do consumidor.

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Nota do Editor - Na matéria acima coloquei o link para a fonte, mas duvido que algum leitor clique para saber mais. Estatísticas são traiçoeiras, um rio com profundidade média de 30 cm pode afogar um incauto. Quem é o consumidor que está perdendo a confiança? Em que trabalha, como vive? Faz parte da minoria que detém a maior parte da riqueza do país? Mora em região alagadiça? Enfim, para saber do interesse do leitor vou pedir a opinião do gari que está trabalhando na rua. O que ele acha da queda de 115,1 pontos do ICC? Posso estar errado, mas tenho comigo que ele vai dizer que estava satisfeito com 1,5% de alta em novembro. Em relação a outubro, certamente lembrará o jardineiro do vizinho que presta atenção a tudo. Em tempo, o gari assina o "The New York Times", enquanto o jardineiro lê "The Economist". (Sidney Borges)

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