sábado, dezembro 19, 2009

Rita Pavone- Bianco Natale


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Terror ao vivo e em cores



Passageiros que ficaram presos no Eurotúnel voltam para casa
Mais de 2.000 pessoas passaram a noite no túnel. Ao menos quatro trens quebraram sob o Canal da Mancha.
Do G1, em São Paulo
Mais de 2.000 pessoas passaram a noite presos dentro do túnel que liga a Inglaterra a França sob o Canal da Mancha depois que o tráfego ferroviário no Eurotúnel foi suspenso devido à quebra de três trens. Relatos anteriores davam conta de que seriam cerca de 1.200 pessoas, mas o número foi corrigido ao longo da noite, segundo a TV inglesa.
Nota do Editor - Cenário ideal para masoquistas-claustrofóbicos. Haveria algum nos trens? (Sidney Borges)

Eleições 2010

Dilma vai à TV, mas não sobe, indica Vox Populi

Após programa do PT, Serra segue à frente e ministra empata com Ciro

Daniel Bramatti
Pesquisa do instituto Vox Populi, feita a pedido da revista IstoÉ, mostra o governador José Serra (PSDB) na liderança da corrida presidencial, com 39% das intenções de voto. Em segundo lugar, empatados tecnicamente, aparecem Dilma Rousseff (PT), com 18%, e Ciro Gomes (PSB), com 17%.


É a primeira pesquisa feita após o programa partidário do PT, exibido no dia 10 em rede de rádio e TV e centrado nas figuras de Dilma e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O desempenho da petista não variou em relação a outro levantamento do Vox Populi, feito dias antes de o PT ocupar o horário nobre da televisão por 10 minutos.
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Nota do Editor - Tudo sobe. O custo de vida sobe. O elevador Lacerda, na Bahia, sobe. O salário do Andrade sobe. O míssil iraniano do Ahmadinejad sobe. Só a Dilma não sobe. Nem com reza braba. (Sidney Borges)

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Opinião

O novo formato da sucessão

Editorial do Estadão
Em política, mesmo os fatos considerados inexoráveis precisam acontecer para que comecem a produzir consequências. Há mais de um mês, por exemplo, era já dada como líquida e certa a saída do governador mineiro, Aécio Neves, da disputa com o seu colega paulista José Serra pela candidatura presidencial tucana. Mas só a partir da retirada do seu nome, em carta ao partido entregue na quinta-feira, a coreografia da sucessão assumiu um novo formato - embora as dúvidas sobre o seu desenrolar ainda estejam longe de se dissipar.

A desistência de Aécio resultou de duas ordens de fatores. Dentro do PSDB, ele em nenhum momento conseguiu influir no processo de escolha. Propôs uma prévia entre os filiados para tentar demonstrar que as preferências por Serra não se distribuíam igualmente pelo território tucano. Se isso se confirmasse, Aécio emergiria como um nome competitivo e a sua pré-candidatura receberia um atestado de legitimidade. Desse modo, teria um dado objetivo em favor do seu recorrente argumento de que, por temperamento e estilo político, é mais apto do que Serra a atrair lideranças partidárias e sociais que de outro modo se aliariam ao governo. Mas, em surdina, os tucanos deixaram as prévias morrer de inanição.

A cartada seguinte, lançada com o apoio de dirigentes do DEM, consistiu em exigir de Serra que até o fim deste ano abrisse o seu jogo - o Planalto ou uma nova temporada nos Bandeirantes. O paulista, cuja aversão ao risco faz lembrar Tancredo Neves, o avô de Aécio, permaneceu impassível, enquanto assenta sem alarde a infraestrutura de sua campanha. Além de dar tempo ao tempo para aferir melhor a tendência da ministra Dilma Rousseff nas pesquisas, Serra calcula que, se assumisse a pré-candidatura antes do lançamento da eleita de Lula, em fevereiro, no 4º Congresso do PT, ficaria mais fácil para o outro lado falar da sucessão como o confronto entre um ex-ministro de Fernando Henrique e um presidente aprovado por 80% da população.

Depois, Serra ao menos poderá contrapor à disputa plebiscitária entre dois modelos de governo, que interessa ao lulismo, a disputa entre dois currículos - o seu e o de Dilma. Fora do PSDB, Aécio não decolou, como se diz, perante o eleitorado nacional. Nas simulações preparadas pelos pesquisadores, o mineiro aparecia invariavelmente aquém de Serra no cotejo com a ministra. Em nenhum levantamento afirmou uma vantagem sobre Dilma que merecesse ser comparada com o favoritismo do paulista, apesar do seu relativo declínio nas sondagens mais recentes. Já com uma chapa Serra-Aécio, o sonho de consumo da oposição, as coisas mudariam de figura. São Paulo e Minas representam 1/3 do eleitorado brasileiro - com um pormenor: sem um dos seus governadores na disputa, menos aecistas tenderiam a votar em Serra do que serristas em Aécio.
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Manchetes do dia

Sábado, 19 / 12 / 2009

Folha de São Paulo
"Cúpula do clima acaba em fracasso"

Encontro de 119 chefes de Estado em Copenhague não define corte de poluentes; nova reunião será feita em junho

Após dois anos de negociações, líderes mundiais deixaram a conferência do clima de Copenhague sem decisão sobre metas de redução de emissões para países desenvolvidos. A cúpula, tida como a mais importante do século, naufragou numa pífia declaração política. Nova reunião foi convocada para junho, na Alemanha. Os 119 chefes de Estado foram incapazes de resolver a maioria dos obstáculos a um acordo. O texto final, não votado em plenário até ontem à noite, reconhece a necessidade de reduzir emissões para manter o aquecimento global abaixo de 2ºC em relação à era pré-industrial e prevê um fundo para o combate à mudança climática nos países pobres. A meta global de reduzir 50% das emissões até 2050, porém, não é mencionada. O presidente Lula foi aplaudido ao criticar os países ricos pela falha na obtenção de acordo.

O Estado de São Paulo
"Fracassa a Conferência do Clima"

Encontro de Copenhague termina só com acordo político, sem alcançar objetivos originais

A Conferência do Clima terminou sem que fossem alcançados os objetivos originais: ter metas para reduzir emissões de CO2 e elaborar formas claras de financiamento. Um acordo político foi alcançado entre EUA, União Europeia, Brasil, China, Índia e África do Sul, mas prevê metas para o corte das emissões só para 2050 e em níveis abaixo do esperado. Os únicos avanços foram um mecanismo de financiamento para combate ao aquecimento e um compromisso de conter a elevação da temperatura em 2°C. O consenso foi minado porque os EUA defendiam mecanismo de verificação das ações ambientais em países em desenvolvimento, o que a China vetou. O esforço final foi feito numa reunião entre os emergentes, convocada pela China. O presidente dos EUA, Barack Obama, apareceu sem ser convidado e pediu para ficar ao lado do presidente Lula. O encontro acabou sem resultado.

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sexta-feira, dezembro 18, 2009

Músicas de Natal


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White Christmas

Bing Crosby
I'm dreaming of a white Christmas,

Just like the ones I used to know.
Where those tree-tops glisten,
And children listen
To hear sleighbells in the snow.

I'm dreaming of a white Christmas,
With every Christmas card I write,
"May your days be merry and bright,
And may all your Christmases be white".

I'm dreaming of a white Christmas,
Just like the ones I used to know.
May your days may your days may your days be merry and bright,
And may all your Christmases be white.

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Álcool

Vai um trago aí?

Sidney Borges
Leio na Folha: Maioria dos estudantes já consumiu álcool, aponta pesquisa. Falam de adolescentes de 13 a 15 anos. No meu tempo de adolescência tomávamos cuba-libre nos bailinhos pró-formatura. Alguns colegas de escola continuaram tomando cuba-libre e coisas mais fortes. Poucos se tornaram alcoólatras. Alguns enveredaram pelas drogas.

Meu grupo de amigos era constituído por jogadores de basquete. Bebíamos pouco, mas bebíamos. Meu primeiro pileque aconteceu por acaso. Acertei um tiro de rolha no alvo e ganhei um litro de vermute. Estávamos em três, eu devia ter 12 anos. Afundamos a rolha e bebemos no gargalo. Um gole, depois outro e depois outro e o mundo começou a girar.

Foi um fiasco, eu tinha hora para chegar em casa. O planeta demorou a estalizar-se. Naquela noite levantei-me duas vezes para beber água. Em uma delas comi o que restara de um pudim. O açúcar restaurou o nível de glicose e o pileque passou.

No dia seguinte senti os efeitos da ressaca. A primeira da vida. Foi uma lição. Nunca mais atirei em garrafas, minhas incursões ao stand de tiro do parque de diversões passaram a mirar cigarros.

Humphrey Boggart fumava, meu pai fumava, todo mundo fumava. Comecei a fumar. Foi uma péssima idéia, demorei vinte anos até entender que o cigarro é como certos crimes. Não compensa.

Há crimes que compensam. Os crimes de colarinho branco, praticados por políticos, além de enriquecê-los, acabam em pizza.

Não se tem conhecimento na história do STF de um agente político condenado por improbidade administrativa. Lula prometeu que iria mudar o Brasil. O Brasil mudou Lula. Tudo continua no mesmo lugar.

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Eleições 2010

TSE libera propaganda pela internet - veja as regras

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) baixou na noite de quarta-feira (16/12/09) regras para a eleição do próximo ano, na qual serão escolhidos o presidente da República, governadores, senadores e deputados. A novidade em relação a outras eleições é a regulamentação clara do uso da internet pelos candidatos.

De acordo com a resolução, a propaganda eleitoral na internet será permitida a partir de 6 de julho.

Ela poderá ser feita nos sites dos candidatos, dos partidos e das coligações. Os endereços eletrônicos deverão ser comunicados à Justiça Eleitoral.

MENSAGENS

A resolução do TSE também estabelece que poderão ser enviadas mensagens eletrônicas para endereços cadastrados gratuitamente pelo candidato, partido ou coligação, por meio de blogs, redes sociais, sites de mensagens instantâneas e assemelhados. Mas está proibida a veiculação de propaganda eleitoral paga em sites de pessoas jurídicas e de órgão e entidade públicos.

Os ministros do TSE também estabeleceram que as mensagens eletrônicas enviadas por candidato, partido ou coligação, por qualquer meio, deverão dispor de um mecanismo que permita a desativação de recebimento pelo destinatário. Isso deve ser providenciado num prazo de 48 horas.

A propaganda eleitoral somente poderá ser feita a partir de 6 de julho. Os candidatos poderão fazer uma propaganda intrapartidária nos 15 dias anteriores à indicação pelo partido político. Eles poderão colocar cartazes e faixas nas proximidades dos locais onde ocorrerão as convenções.

JORNAIS E REVISTAS

Até a antevéspera das eleições, cada candidato poderá divulgar até 10 anúncios pagos na imprensa escrita. Segundo o tribunal, não será considerada propaganda eleitoral a divulgação de opinião favorável a candidato, partido político ou coligação pela imprensa escrita. No entanto, abusos e excessos estarão sujeitos a punição.

As emissoras de rádio e de televisão não poderão, a partir de 1º de julho, dar tratamento privilegiado a qualquer candidato, partido político ou coligação. As emissoras também não poderão veicular propaganda política ou difundir opinião favorável ou contrária a candidato, partido político ou coligação sob risco de punição.

NOVAS REGRAS

Regras gerais Na quinzena anterior às convenções nas quais os partidos escolherão seus candidatos, os postulantes poderão fazer propaganda intrapartidária, inclusive com faixas e cartazes nas proximidades do local da convenção.

Na propaganda dos candidatos a presidente, governador e senador, deverá constar também os nomes dos candidatos a vice-presidente, a vice-governador e a suplente de senador.


São vedadas a confecção, utilização e distribuição de camiseta, chaveiro, boné, caneta, brinde, cesta básica ou quaisquer outros bens que possam proporcionar vantagem ao eleitor.


São proibidas a realização de showmício e de evento assemelhado para promoção de candidatos e a apresentação, remunerada ou não, de artistas com a finalidade de animar reunião eleitoral.


É vedada a propaganda por meio de outdoors.


Internet

É permitida a propaganda eleitoral na internet depois de 5 de julho.

Poderá ser feita em sites dos candidatos, dos partidos ou coligações, blogs, redes sociais e sites de mensagens instantâneas.


É proibida a veiculação de propaganda paga na internet.


Não poderá ser veiculada propaganda em sites de pessoas jurídicas e órgãos públicos.


É livre a manifestação do pensamento. Mas o anonimato é vedado. Quem se sentir atingido pode requerer direito de resposta.


As mensagens eletrônicas enviadas por candidato, partido ou coligação deverão ter um mecanismo que permita o cancelamento do cadastro pelo destinatário. O descredenciamento deve ser feito em 48 horas (dispositivo anti-spam)

Rádio e televisão

A partir de 1.º de julho, emissoras de rádio e TV não poderão veicular propaganda política ou difundir opinião favorável ou contrária a candidato, partido político ou coligação.

As emissoras também não poderão dar tratamento privilegiado a candidato, legenda ou coligação.


Funcionalismo

Durante a campanha eleitoral, os agentes públicos estarão proibidos de praticar algumas condutas. Entre elas, ceder ou usar, em benefício de candidato, partido político ou coligação, bens móveis ou imóveis pertencentes à administração direta ou indireta da União, dos Estados, do
Distrito Federal.

Também não poderão distribuir bens e serviços nem nomear, contratar, demitir, suprimir ou readaptar vantagens a partir de 3 de junho.


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Djavan: o buraco é mais embaixo


Um cientista da Universidade Federal de Viçosa demonstra porque o recolhimento do abacateiro é justamente o significado da palavra temporão
Descoberto homem que compreende Gilberto Gil
From: The Piauí Herald (original aqui)
Um projeto do departamento de lingüística da Universidade Federal de Viçosa descobriu a existência de uma pessoa que compreende perfeitamente o que diz Gilberto Gil. Muricy Viana da Costa Santos, 74 anos, lavrador de Monte do Carmo, Tocantins teria a capacidade de decodificar sem dificuldade a obra musical e retórica do cantor e compositor baiano. Costa Santos ouviu vários trechos de canções e discursos de Gil e, imediatamente, sem hesitar, explicou o que acabara de ouvir. Suas respostas corresponderam quase perfeitamente à exegese produzida por um grupo interdisciplinar da UFV, integrado por filósofos, físicos, historiadores, um pai de santo e Carlinhos Brown. Os cientistas ficaram surpresos quando, já na primeira resposta, o lavrador explicou porque amanhecerá tomate e anoitecerá mamão. Costa Santos não possui televisão nem rádio em casa. Nunca ouvira falar de Gilberto Gil. Não obstante, achou muito clara a resposta do ex-ministro a um jornal de São Paulo que, em 2006, lhe pedira impressões sobre a estreia da Seleção Brasileira na Copa da Alemanha: “Os jogadores do Brasil são experientes e jogam torneios que estão ligados a essa dimensão da fenomenologia.” Muricy Viana da Costa Santos, conhecido como seu Gerson, disse que concordava, e referiu o grupo às obras de Edmund Husserl, filósofo da fenomenologia, cujos livros principais citou em alemão, idioma que não fala. Os cientistas acreditam que o dom de Costa Santos seja absolutamente especializado. O lavrador não entende uma palavra de Djavan.

Crime hediondo

Irrecuperáveis

Sidney Borges
Uma nota discordante no clima de fim-de-ano. Estou abalado com as agulhas introduzidas no corpo do menino de dois anos, na Bahia.

A história adquire contornos trágicos quando a motivação vem à tona. Através de magia negra, com a finalidade de prejudicar alguém, três adultos torturaram a pobre criança.

Quanta maldade há em certos corações. E quanta ignorância grassa por esse imenso Brasil.

O menino corre risco de morrer. Os criminosos confessos estão presos, na verdade um confessou, as mulheres que participaram dos rituais não admitem culpa.

Embora usem de magia negra e tratem com demônios, pais de santo e assemelhados não acreditam em nada. São ateus. Se acreditassem saberiam que a eles está reservado o inferno. Sem direito a condicional.

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Coisas da vida

Natal

Sidney Borges
Sexta-feira, 18. Daqui a uma semana é Natal. Mais um. Não sei se é impressão, mas tenho comigo que os natais estão ficando próximos. Nem bem termina um já estão anunciando outro.

O Natal me torna nostálgico da infância. Nunca me esquecerei do trenzinho que ganhei do Papai Noel. Naquele tempo tão real quanto os impostos. Meu avô era eclético em termos musicais.

Durante o ano ouvia Luiz Gonzaga, Glenn Miller, Mário Reis, Andrews Sisters, Dalva de Oliveira.

No Natal Bing Crosby. "White Christmas". Música triste.

Tenho lembranças da árvore, do presépio, da música, do perfume da minha mãe e do clima. Acho que mais do clima. Eu gostava do Natal. Jingle Bells (jingobéu) me deixava alegre. No dia seguinte eu saia pela rua com os brinquedos novos pensando que todo mundo fosse filho de Papai Noel.

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Frases

"O meio ambiente é, sem dúvida nenhuma, uma ameaça ao desenvolvimento sustentável".

Dilma Rousseff em Copenhague

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Deu no Estadão

36 panes parecidas com Airbus desde 2003

Investigação do A330 apura 9 casos semelhantes com aviões vindos do Brasil; queda do Air France ainda é 'mistério'

De Bruno Tavares e Gabriel Brust:
O segundo relatório sobre a tragédia do voo 447 da Air France, divulgado ontem pelo órgão francês de investigação de acidentes aeronáuticos (BEA), lançou novas suspeitas sobre a confiabilidade dos sensores de velocidade (sondas pitot) nos modelos A330 e A340 da Airbus. Entre 12 de novembro de 2003 e 7 de agosto deste ano, os peritos identificaram 36 incidentes - nove deles com aeronaves que faziam a rota entre o Brasil e a Europa ou Estados Unidos - provocados pela obstrução das sondas pitot por gelo.


Todos os casos ocorreram em condições meteorológicas adversas e desencadearam "sintomas" idênticos aos registrados pelas mensagens automáticas (Acars) emitidas pelo voo 447 na noite de 31 de maio: medição incorreta da velocidade e desconexão do piloto automático. Das 36 ocorrências analisadas, 34 surgiram na fase de cruzeiro, quando o avião está estabilizado em altitudes elevadas (geralmente acima de 9 quilômetros) e em alta velocidade (em torno de 900 km/h). Assim como o jato da Air France, 30 das aeronaves que apresentaram problemas estavam equipadas com sensores da fabricante francesa Thales.

As coincidências entre o voo 447 e os demais incidentes terminam neste ponto. Peritos verificaram que, mesmo com a pane dos sensores, o sistema de proteção por "envelopes", desenvolvido pela Airbus para evitar que eventuais falhas coloquem o avião em risco, permaneceu em funcionamento. No voo 447, verificou-se uma rápida perda desses computadores.

Outro ponto que ainda intriga os investigadores é o tempo de duração da pane. A análise dos 36 incidentes ocorridos antes e depois do acidente com o voo 447 mostra que a duração máxima das falhas foi de 3 minutos e 20 segundos. O avião da Air France enviou mensagens de erro por 5 minutos, um indício de que a eventual pane das sondas foi precedida.
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Nota do Editor - Há poucos dias fiz um comentário sobre a coincidência das panes misteriosas sempre atingirem aviões Airbus. Interesses poderosos mantém os A 330 no ar como se nada tivesse de errado com eles. Como explicar o mergulho do TAM que deixou um passageiro com fratura de femur e outros precisando de socorro urgente? Quando o próximo despencar vão culpar a meteorologia. Ou o piloto, na aviação o piloto é equivalente ao mordomo das histórias de detetives. (Sidney Borges)

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Ubatuba em foco

Murmurinhos

Corsino Aliste Mezquita
Confesso viver afastado de qualquer movimento político ou estar à procura de falhas, corrupções ou baculês dos governantes municipais. Procuro viver a “placidez”, a “beatitude” e o “otium intellectualis” almejados pelos poetas.

Mesmo nesse estado de catarse, desligamento e alienação voluntária, observo e até mim chegam informações preocupantes sobre a situação administrativa e financeira do município de Ubatuba. Não faltam observadores que perguntam: Para onde estão levando Ubatuba?. Seu presente é ruim, “como nunca antes”. Qual será seu futuro?.

Os murmurinhos apontam para: ruas esburacadas, obras paradas, veículos em petição de miséria, acidentes com esses veículos, motoristas parados, repartições carentes de materiais necessários, funcionários desmotivados, injustiçados e vivendo na incerteza, comissionados despreparados e sem formação adequada para os cargos que ocupam e os salários que recebem, fornecedores e prestadores de serviços chiando pelos atrasos dos pagamentos, contas a pagar adiadas para 2010, violência crescendo e outros murmurinhos, muitos murmurinhos e sussurros, nada positivos e animadores.

O panorama observado apresenta perspectivas preocupantes. Se já o momento presente está negro, como será o futuro? Observa-se certa inapetência para governar, passividade e apatia na procura de soluções para os problemas que vem empobrecendo o município, como é o caso da MERENDA e suas “verduramas”, “gentes” etc...., do LIXO e seu transbordo e de tantas outras terceirizações, etc...etc...A única solução encontrada é penalizar os contribuintes, com o aumento de impostos e taxas, sem dar-lhes nada em troca. Algo que, em Ubatuba, já ultrapassa todos os limites e prova a incompetência do Executivo e a falta de critérios e preocupação com o povo do Legislativo.

Caberia aqui sugerir ao Sr. Prefeito e aos nobres Vereadores o afirmado, pelo REI, no “Pequeno Príncipe”;
“É preciso exigir de cada um o que cada um pode dar. A autoridade se baseia na razão. Se ordenares a teu povo que ele se lance ao mar, todos se rebelarão”. (O Pequeno Príncipe. Antoine de Saint-Exupéry. X). As autoridades não podem fazer ouvidos moucos aos sussurros e reivindicações do povo e expor-se a que lhes seja aplicada outra frase, também do Pequeno Príncipe: “Mas o vaidoso não ouviu. Os vaidosos só ouvem os elogios”. (Idem XI).

NOTA: A todos que tem publicado meus artigos, aos leitores e a todo o povo de Ubatuba desejo um FELIZ NATAL, PRÓSPERO ANO NOVO e o pedido, aos governantes, que encontrem solução para os problemas que nos afligem sem aumentar as taxas e os impostos.Excessos e injustiças criam novos problemas.
VIVA UBATUBA!

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Saneamento básico

Metade do esgoto do litoral de São Paulo vai para o mar

Da Agência Estado e do MSN
Pelo menos metade do esgoto produzido nas 13 cidades do litoral paulista é despejada sem tratamento no mar e no lençol freático, com a contaminação por meio de fossas sépticas. Isso equivale a 1,5 mil litros de esgoto por segundo, o suficiente para encher em uma hora duas piscinas olímpicas, de 2,5 milhões de litros cada uma. Hoje, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) cobre 53% da Baixada Santista e 35% do litoral norte.

Nesta semana, uma em cada três praias da Baixada Santista e do litoral norte foi considerada imprópria pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) - situação que deve ficar mais crítica nas próximas semanas com a invasão de turistas. Cinco praias que apresentaram concentração de bactérias por causa da poluição estão em Ilhabela, cidade com o pior porcentual de atendimento da Sabesp. Ali, a rede de esgoto não ultrapassa os 4% de cobertura.

A maioria das casas recolhe o esgoto em fossas sépticas, pouco seguras para terrenos arenosos como os do litoral, em que as águas subterrâneas facilmente se deslocam entre os reservatórios contaminados e o mar. "Essa é uma solução que pode funcionar em áreas adensadas e com manutenção rigorosa", afirma o presidente executivo do Instituto Trata Brasil, Raul Pinho. "Mas sabemos que não é a situação do litoral. Mesmo o que está na fossa acaba no mar."

Até o ano que vem, a Sabesp deve ampliar a coleta de esgoto na cidade para 36%. "E tudo que for coletado será tratado", diz José Bosco de Castro, superintendente da companhia no litoral norte. A empresa diz que está investindo na ampliação do sistema já para a próxima temporada. Até 2015, a cobertura deve chegar a 85%. "Enfrentamos dificuldades como a ocupação desordenada, áreas de proteção, construções próximas de córregos e rios", afirma Castro.

Defesa

Com o Programa Onda Limpa, iniciado em 2007 na Baixada Santista, a Sabesp afirma investir R$ 1,5 bilhão na ampliação da rede de esgoto das 13 cidades do litoral paulista. A maior parte do investimento (R$ 1,2 bilhão) é destinada à Baixada, onde em janeiro serão inauguradas sete novas estações de tratamento de esgoto. De Bertioga a Peruíbe, a rede da Sabesp tem hoje uma cobertura de 53%. E com o programa concluído deve chegar aos 95%. Nas quatro cidades do litoral norte, até agora, foram investidos R$ 300 milhões. As informações são do Jornal da Tarde.

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Coluna do Celsinho

PTB

Celso de Almeida Jr.
O Anderson José Rodrigues (Tato) convidou-me a reingressar no PTB.

Agradeci a gentileza, mas declinei.

Informei que eu estava pendurando as chuteiras partidárias.

Bem humorado, ele alegou que eu ainda era muito moço...

Mesmo assim, coloquei-me a disposição para ajudar no que precisar.

Tato é um dos bons exemplos de nossa política.

O trabalho de manter um partido ativo traduz a sua vocação para o jogo democrático.

A luta partidária é das mais desgastantes. Entretanto, revela quem realmente tem habilidade para a política.

Neste sábado, dia 19, Tato estará recebendo o Presidente Estadual de seu partido, o Deputado Campos Machado, para a inauguração do 22º escritório regional do PTB.

Com isso, Tato será Coordenador Regional, além de continuar Presidente do Diretório Municipal.

Ponto para Ubatuba, que passa a ter um canal maior de comunicação com a cúpula petebista.

É conhecida a grande força do Deputado Campos Machado em nível estadual e nacional.

Tato, ao se aproximar ainda mais do experiente político, colherá lições importantes para aplicar em sua trajetória pessoal, além de criar canais políticos que atendam as necessidades do município.

O convite do Tato despertou certo saudosismo.

Afinal, sou dos tempos em que a sede do PTB era o porta-malas do carro do Joanilson Serpa. Sem falar do PTB autêntico, de Nadim Kayat, história divertida para um artigo futuro.

Mas isso é passado, amigo leitor.

O que interessa é o presente e o futuro e, nesse aspecto, Tato dá uma importante contribuição.

Ao manter um partido, cria as condições para que cidadãos comprometidos possam representar, na Câmara ou na Prefeitura, os mais dignos interesses de Ubatuba e sua gente.

Precisamos disso, com muita urgência.


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Opinião

Clima e ambiente no centro de tudo

Washington Novaes
No momento em que este texto é escrito, na manhã de quarta-feira, em Copenhague, as negociações na reunião da Convenção do Clima continuam muito difíceis - tanto que se decidiu prorrogar até a noite de quinta-feira, provavelmente madrugada de sexta-feira, o texto que será submetido aos chefes de Estado, muitos deles aqui presentes, entre eles o presidente Lula. Embora diplomatas sempre digam que as negociações continuam avançando, na prática há obstáculos enormes no caminho de um consenso (e aqui tudo precisa de consenso para ser aprovado) sobre metas de redução de emissão de gases do efeito estufa para mais de 190 países; sobre recursos financeiros dos países desenvolvidos aos demais para essa diminuição; sobre a prorrogação do Protocolo de Kyoto, com metas obrigatórias de redução para os países desenvolvidos (e, por tabela, com regras para nova etapa do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, que permite a uma empresa de país desenvolvido financiar em outros países projetos que reduzam as emissões e descontar essa redução das suas próprias emissões - o que forma o chamado mercado de carbono).


Também estão complicadas as negociações sobre um fundo para combater o desmatamento (Redd): os financiamentos serão no nível nacional (governos doadores para governos receptores)? Ou poderão ser diretamente no nível subnacional (para governos estaduais), como desejam EUA e Colômbia? Ou poderá haver repasse dos governos nacionais para outros níveis? Em que condições?

Não é segredo - e o próprio secretário-geral da convenção, Yvo de Boer, já o admitiu em público - que se chegue aqui apenas a uma declaração conjunta que, depois de enumerar avanços e compromissos concretos já atingidos, crie um novo mandato que permita estender as negociações para 2010 (o atual mandato, aprovado em Bali, em 2007, encerra-se aqui). Mas, como se mencionou neste espaço na semana passada (11/8), as alternativas são difíceis. No primeiro semestre, por causa da Copa do Mundo na África; no segundo, porque teria de ser na próxima reunião da convenção, em dezembro, no México - o que poderia criar uma visão de fracasso para esta COP 15. Já há diplomatas, inclusive brasileiros, cogitando de uma prorrogação dessa reunião para maio de 2010.

Enquanto isso, fica claro nesta reunião que o tema das mudanças climáticas e toda a chamada questão ambiental estão ganhando um novo status. E esse "upgrade" se explica por vários motivos:

1) A gravidade dos chamados eventos climáticos extremos que já estão acontecendo no mundo e no Brasil e a perspectiva de agravamento se não se reduzirem fortemente as emissões, enfatizada aqui pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, que menciona a concordância de mais de 90 mil cientistas no mundo com seus diagnósticos;

2) o extraordinário potencial brasileiro, que fascina o mundo, com possibilidade de matriz energética renovável e limpa, a maior biodiversidade do planeta e a presença de florestas em seu território continental, recursos hídricos invejáveis - tudo com que o mundo sonha.

O fato de o governo federal haver adotado metas de redução de emissões, ainda que apenas voluntárias, e não como compromisso no âmbito da convenção, também contribui para a imagem do País na opinião pública mundial. Mas não se pode deixar passar em branco que a presença em Copenhague de três possíveis candidatos à sucessão presidencial - a ministra Dilma Rousseff, comandando a delegação brasileira e se expondo diariamente ao bombardeio dos jornalistas; o governador José Serra, promovendo eventos com figuras como o governador da Califórnia, falando da política de seu governo de redução de emissões em seu Estado e assinando acordo de financiamento com BID e Banco Mundial; e a ex-ministra e senadora Marina Silva, desembaraçada das contingências ministeriais e assumindo um discurso mais duro - contribui muito para o "upgrade" no plano interno das questões climática e ambiental. Elas serão um dos temas centrais da próxima campanha presidencial.
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Manchetes do dia

Sexta-feira, 18 / 12 / 2009

Folha de São Paulo
"Aécio sai e amplia pressão sobre Serra"

Governador de SP fala em ‘afinidade de valores’ com mineiro; para assessores de Lula, é uma ‘boa notícia’

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, anunciou a retirada de sua pré-candidatura à Presidência pelo PSDB. Mesmo sem citar José Serra em seu pronunciamento de sete minutos, Aécio lançou a responsabilidade pela definição da candidatura tucana para o governador de São Paulo. A decisão de Aécio foi comunicada, antes do pronunciamento, ao próprio Serra e ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Em nota, Serra manifestou “afinidade de valores” com Aécio. Apesar da desistência, a possibilidade de recuo permanece. “O governador José Serra não anunciando sua candidatura, nós teremos que conversar com o governador Aécio”, afirmou o deputado Rodrigo de Castro, secretário-geral do PSDB. Assessores do presidente Lula disseram que foi uma “boa notícia” o anúncio da desistência de Aécio. Eles afirmaram que, embora esteja atrás nas pesquisas, o mineiro teria mais potencial para crescer até a eleição do ano que vêm.

O Estado de São Paulo
"Aécio sai da disputa e abre espaço para chapa com Serra"

Mineiro diz que sua costura de alianças ficou comprometida pela demora da definição tucana

O governador de Minas, Aécio Neves, anunciou que desistiu da candidatura à Presidência pelo PSDB. A decisão deixa o governador de São Paulo, José Serra, como único nome tucano para a disputa. Pressionado a aceitar a vaga de vice de Serra, Aécio não disse o que fará nas eleições. O mineiro chegou a convidar o paulista para participar de seu pronunciamento, mas Serra declinou, alegando compromissos. No texto que leu, Aécio disse que sua intenção era obter "um perfil mais amplo" de alianças e deixou claro que a decisão de Serra de só se definir sobre a candidatura em março minaria esse esforço. Ele advertiu ainda que o partido deve evitar o "confronto plebiscitário", em alusão à estratégia petista de opor o presidente Lula ao ex-presidente FHC. Em nota, Serra disse que concorda com Aécio e afirmou: "Não somos semeadores da discórdia".

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quinta-feira, dezembro 17, 2009

Eleições 2010

Aécio Neves desiste de disputar a Presidência em 2010

Governador será candidato ao Senado, segundo presidente do PSDB. Mineiro disputava a indicação do partido com o paulista José Serra.

Do G1, em Brasília
O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), anunciou nesta quinta-feira (17) que não será candidato à Presidência da República em 2010. A confirmação foi dada em entrevista em Belo Horizonte com o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE).

Segundo Guerra, Aécio será candidato ao Senado. “Hoje o governador nos informa que não disputará nem é mais candidato à Presidência da República. É candidato ao Senado.”

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Ubatuba em foco

Mutirão de limpeza

PMU
A Secretaria de Obras da Prefeitura de Ubatuba iniciou ontem, quarta-feira,16, um mutirão de limpeza no bairro do Saco da Ribeira, em parceria com os comerciantes do local. Os serviços de limpeza foram reivindicados devido à proximidade com a temporada de verão e consequentemente o grande número de turistas que o bairro recebe. Cerca de 30 homens estão executando serviços de tapa-buracos, limpeza de ruas, varrição, nivelamento com máquina patrol, entre outros. De acordo com o secretário de Obras, José Roberto Júnior, esses mutirões deverão ocorrer em todos os bairros. “Estamos com uma operação que vai limpar toda a cidade. Temos um cronograma de trabalho para executarmos esses serviços”, explicou o secretário.

Nota do Editor - Começa bem o secretário José Roberto Júnior. Ubatuba precisa passar boa imagem aos visitantes. Ruas limpas, calçadas livres, sem entulho ou poças d'água impedindo a circulação, é um começo. Problemas crônicos e graves, como a poluição dos rios que desaguam na baía de Itaguá, ficam pra depois. Imagino o alcance midiático que terá o político que devolver a balneabilidade às praias centrais de Ubatuba. Vai aparecer no Jornal Nacional e no Fantástico, é até capaz de se eleger deputado. Em tempos remotos Ubatuba recusou um projeto de Oscar Niemeyer. Projeto gratuito. (Sidney Borges)

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Livros

O colunista do Ubatuba Víbora, Marcelo Mirisola, está lançando livro. Se você não sabe o que dar de presente no Natal, siga a dica do escritor. (Sidney Borges)

Memórias da Sauna Finlandesa - chegou!

Caros amigos e queridas amigas,

O "Memórias da Sauna Finlandesa" chega da gráfica hoje, dia 17/12. Mas não vai dar tempo de distribuir em todas as "boas lojas do ramo". Apenas em algumas livrarias de Sâo Paulo e Rio, a partir de terça-feira da próxima semana. Então, aqui vai uma dica para quem não achar o livro nas lojas: entre no site da 34 (ou ligue pra lá) e faça uma encomenda: www.editora34.com.br . Isso aí, eu não podia deixar de desejar um feliz natal e um feliz 2010 pra todos.

Abraços,

MM

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Imprensa

1984, guru da mídia faz previsões para o futuro dos jornais

Do Webmanário (original aqui)
Em março de 1984, a revista Editor & Publisher encomendou ao sociólogo e especialista em mídia Leo Bogart previsões para o negócio dos jornais impressos para dali a 100 anos, ou seja, 2084.

Ainda estamos a 74 anos do deadline do exercício de futurologia, Leo Bogart já morreu e, surpreendentemente, nem a Editor & Publisher resistiu _após 125 anos, a revista que analisava a mídia sob lupa fechou as portas, em papel e na versão on-line, na semana passada.

O Poynter resgatou o artigo de Bogart, e é irresistível checar o quanto ele foi visionário num tempo em que internet ainda era uma rede apenas acadêmica e militar e parecia muito longe das nossas casas.

Vou antecipar a resposta: não por acaso ele era o principal pensador da mídia em seu tempo. É impressionante a quantidade de previsões que simplesmente já se realizaram. Vamos lá? Começo com um resumo da previsão e adiciono meus comentários. Divirta-se.

1. Os jornais ainda serão impressos.
Em 2084? Improvável. O papel é um bem muito caro e com uma contraindicação importante ao ambiente, tema que tomou o espaço na agenda global e tem muito mais relevância agora. Mestre Philip Meyer, criador do jornalismo de precisão, já havia previsto que a última edição impressa de um jornal será entregue aos leitores no primeiro trimestre de 2043 (depois voltou atrás, mas enfim).

2. A substância em que os jornais são impressos não será baseada apenas em celulose.
Ahã: aqui Bogart dá um nó na primeira previsão e fala expressamente em “matérias-primas selecionadas para minimizar custos e efeitos colaterais ao meio ambiente”. Mesmo em 2084, é possível que ainda cheguemos lá. Hoje há até o papel reciclado, mas em qualidade muito ruim para jornais impressos.

3. As empresas jornalísticas serão abrangentes fornecedoras de conteúdo, em vez de apenas casas publicadoras.
Sem palavras, isso já aconteceu muito antes da previsão de Bogart. Na mosca.

4. Os jornais vão vender um percentual elevado da informação disponível a eles.
A criação e desenvolvimento da web e uma série de plataformas nos leva a crer que hoje isso também já acontece _conteúdos para a internet, para dispositivos móveis, para rádio, TV, impressos etc.

5. A cor de alta definição será disponível universalmente.
Para jornais impressos? Esqueça. A impressão em cor ainda hoje é um gargalo e um problema para os jornais. E dificilmente se investirá em pesquisa tecnológica para resolver o problema até 2084.

6. Produção descentralizada vai permitir jornais mais atualizados.
Isso já vinha ocorrendo há anos, com grandes veículos sendo impressos em diversas cidades para poder chegar mais rápido aos leitores e, também, circular mais “quentes”. Porém a tecnologia não resolveu o grave problema do horário de fechamento, que recua de forma inversamente proporcional ao avanço tecnológico. Logo, essa atualização a que se referia Bogart ainda não se concretizou.

7. Haverá um renascimento da competição entre os jornais.
Infelizmente, não é o que se vê (nem o que sugere o panorama nos próximos anos). O jornal está metido entre concorrentes mais atraentes, mas rápidos e mais fáceis de manipular e carregar. Entre si, não atraem mais tanto.

8. O sistema de distribuição será competitivo e global.
Sim e não. Aqui Bogart deu a entender que a distribuição física de conteúdo seria facilitada com o avanço da infra-estrutura aeroferrorodoviária, fazendo com que alguns jornais chegassem às bancas “várias vezes ao dia”. Esqueceu-se de problemas que se tornariam ainda mais graves, como o nó no trânsito das grandes metrópoles, que simplesmente impede a entrega de jornais no período da tarde, por exemplo.

9. O jornal vai incluir uma porção considerável de conteúdo personalizado.
Ainda não é global, mas taí o Niiu, o jornal impresso alemão em que cada assinante escolhe as notícias que quer no dia seguinte. Em termos de conceito, Bogart acertou de novo.

10. Os jornais continuarão a ser meios de massas.
Erradíssimo. Todo o oposto,os periódicos impressos caminham para ser um produto caro e de elite, para poucos.

11. O leitor vai pagar mais para ler o jornal, e os anunciantes, menos para bancá-lo.
O aspecto da previsão que fala sobre o produto ficar mais caro corresponde perfeitamente ao movimento que já assistimos agora. Naturalmente, o preço dos anúncios tende a cair se houver menos jornais nas ruas.

12. O conteúdo dos jornais será orientado para um leitor mais sofisticado.
De novo, uma previsão superacertada. O entedimento, tanto do meio acadêmico como o do profissional, é que o leitor de jornais é diferente do usuário de internet. E que o primeiro tende a ser mais seletivo, com maior escolaridade e nível de renda.

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Política

Panorama de final de ano

Sidney Borges
Depois da queda do Muro de Berlim Fukuyama disse que a história acabou. "Venceu o capitalismo liberal e o mercado é o senhor dos homens". Em parte ele estava certo, o capitalismo hoje é absoluto, mas o tempo mostrou que o mercado precisava de ajustes.

Em Ubatuba a história não acabou, na verdade nem começou. Sai um, entra outro e tudo continua igual. Ou pior. Há muitos candidatos ao trono do senhor E. Cesar. Hoje dá para contar 15. Outros surgirão. Não para disputar de verdade, para isso é preciso dinheiro. Eles querem "compor" e garantir a boquinha no segundo escalão. Se não der, tudo bem, que seja no terceiro.

Os candidatos são todos parecidos, de mesma matiz ideológica, assim como E. Cesar é parecido com seus antecessores. O discurso oposicionista é igual ao da situação e poderia ser proferido em uníssono: "Queremos o bem de Ubatuba". Quando escuto isso da boca de notórios oportunistas me dá vontade de dizer ao interlocutor:

- Então tá, agora vá ver se estou na esquina.

A oposição das terras do cacique Coaquira é o sonho de todos os governantes do mundo ocidental. Quiçá do oriental, eu diria que até do mineral. É uma peculiar oposição que não se opõe, fica contemplando como se Godot fosse sair da núvem.

Como acontece desde que a Terra deu a primeira volta em torno de seu eixo, os postulantes ao trono estão esperando os dias que antecedem a eleição. Aí a onça bebe água, que se cuide o prefeito, serão exibidas terríveis garras.

De panfleto apócrifo aqui a jornalzinho oportunista alí a oposição estará atenta, contando com a eficácia das denúncias, esperando que a Justiça Eleitoral resolva questões não resolvidas em anos de procrastinação. É assim que sempre foi, é assim que sempre será.

O senhor E. Cesar não pode mais concorrer, este é o seu último mandato. Talvez volte a postular o trono depois de 8 anos de governo do sucessor. Mas é muito tempo para fazer conjeturas. O futuro não existe, existe apenas o aqui e agora. E não está nada satisfatório.

Abaixo vão algumas dicas à oposição "amiga" caso mude de idéia, o que eu duvido.

Ubatuba não é a Capital do Surfe, é a Capital da Inércia.

Mudanças? Pra quê?


Extraído da Arte da Guerra de Sun Tzu

1. "A invencibilidade está na defesa; a possibilidade de vitória, no ataque. Quem se defende mostra que sua força é inadequada; quem ataca, mostra que ela é abundante".

2. "Existem cinco fatores que permitem que se preveja qual dos oponentes sairá vencedor:

a) aquele que sabe quando deve ou não lutar;

b) aquele que sabe como adotar a arte militar apropriada de acordo com a superioridade ou inferioridade de suas forças frente ao inimigo;

c) aquele que sabe como manter seus superiores e subordinados unidos de acordo com suas propostas;

d) aquele que está bem preparado e enfrenta um inimigo desprevenido;

e) aquele que é um general sábio e capaz, em cujas decisões o soberano não interfere.

3. "A água não tem forma constante. Na guerra também não existem condições constantes. Por isso pode-se dizer que é divino aquele que obtém uma vitória alterando as suas táticas em conformidade com a situação do inimigo."

4. "Dos cinco elementos, nenhum é predominante; das quatro estações nenhuma dura para sempre; os dias, uns são longos, outros curtos; a Lua enche e míngua."

5. "Aquele que conhece o inimigo e a si mesmo lutará cem batalhas sem perigo de derrota;

Aquele que não conhece o inimigo, mas conhece a si mesmo, as chances para a vitória ou para a derrota serão iguais;

Aquele que não conhece nem o inimigo e nem a si próprio, será derrotado em todas as batalhas". (Do Ex-Blog do Cesar Maia)

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Opinião

Mercosul para Chávez

Editorial do Estadão
O Senado brasileiro aprovou a entrada da Venezuela no Mercosul e, portanto, a subordinação do bloco às ambições e projetos pessoais do caudilho Hugo Chávez. O mesmo erro já foi cometido pelos Parlamentos da Argentina e do Uruguai. Só falta a aprovação do Congresso paraguaio para o caudilho bolivariano ganhar poder de voto e de veto na outrora promissora união aduaneira. "Não estamos fazendo uma avaliação do governo Chávez, porque os governos passam, mas a integração econômica, política e cultural vai ficar", disse o senador Aloizio Mercadante, líder do PT. Talvez o senador saiba quando terminará o reinado chavista. Nesse caso, sabe mais que os venezuelanos.

Para quem não foi premiado com essa iluminação, é uma tolice distinguir a República Bolivariana da Venezuela de seu atual governo, quando se trata de avaliar custos, benefícios e riscos de uma associação diplomática. Tolice de igual calibre é mencionar a importância do comércio entre os dois países para justificar o apoio brasileiro à ampliação do bloco.

O comércio entre os dois países cresceu como resposta a interesses concretos, assim como os investimentos de empresas brasileiras no país vizinho. Segundo o líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), autor do relatório final sobre a admissão da Venezuela, a intensificação de relações econômicas com o Brasil decorreu de uma decisão política do governo venezuelano. Essa decisão, afirmou o senador, foi baseada na premissa de inserção do país no Mercosul. "Assim, não aprovando a adesão da Venezuela, estaremos convidando um país vizinho - nosso sexto maior cliente no mundo - a procurar outros parceiros", concluiu.

Essa argumentação carece de fundamento. Em fevereiro de 2005 entrou em vigor o Acordo de Complementação Econômica (ACE-59) entre os países do Mercosul, a Venezuela, o Equador e a Colômbia. Foram incluídos entre seus objetivos a formação de uma área de livre comércio, a integração dos transportes e a cooperação no setor energético.

Esse compromisso deveria bastar, no caso de um acordo sério, para os governos tentarem alcançar aquelas metas. Além disso, o governo brasileiro escolheu como prioridade a inclusão de um só daqueles parceiros no Mercosul. Serão os outros irrelevantes?

Mas há outro detalhe - o mais importante - pouco explorado nos debates parlamentares e raramente valorizado pelos senadores da oposição, contrários à admissão da Venezuela de Chávez. O objetivo central de uma união aduaneira não é a intensificação das trocas entre os sócios. Para isso basta um acordo de livre comércio.

Um bom acordo de integração comercial produz muito mais que a mera expansão do intercâmbio. A multiplicação dos investimentos e a formulação de projetos de complementação produtiva são consequências normais e bem conhecidas. Uniões aduaneiras, no entanto, são criadas para fins muito mais ambiciosos. Seus sócios assumem o compromisso de agir em bloco em relação aos de fora: adotam uma tarifa externa comum - a União Europeia foi descrita, durante algum tempo, como uma fortaleza - e negociam conjuntamente acordos comerciais com outros blocos ou parceiros individuais.
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Manchetes do dia

Quinta-feira, 17 / 12 / 2009

Folha de São Paulo
"Fisco punirá quem não provar deduções"

Valor restituído indevidamente terá de ser devolvido com mais 75% de multa; no caso de fraude, punição dobra

A Receita multará, a partir de 2010, contribuintes com direito a restituição do Imposto de Renda que não apresentarem documentação correta das deduções. A cobrança será de 75% sobre o valor restituído indevidamente. Hoje, contribuintes cujo IR tem incongruências apenas devolvem a quantia recebida a mais. Uma pessoa que declarar gasto de R$ 2.000 com dentista e receber R$ 300 de restituição terá de devolvê-la e pagar R$ 225 de multa se não apresentar as notas. A medida punirá principalmente erros e descuidos nas declarações. Se for comprovada fraude, a punição vai ser dobrada -R$ 450, no caso hipotético descrito. Empresas que não provarem seu direito à compensação de créditos tributários também vão pagar à Receita multa de 75% sobre o compensado indevidamente. O pacote do fisco inclui, ainda, barreiras para impedir que lucro corporativo "disfarçado" como despesa de empréstimos seja enviado a paraísos fiscais.

O Estado de São Paulo
"Pacote fecha cerco a restituição de IR"

Contribuinte que apresentar deduções fictícias ou sem comprovação terá de pagar multa de 75%

A Receita Federal anunciou ontem medidas para fechar brechas utilizadas pelas pessoas físicas e empresas para pagar menos imposto. Um dos alvos principais do pacote, incluído em medida provisória, é a chamada "indústria da restituição" do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). As pessoas físicas que apresentarem deduções como despesas médicas ou com educação - fictícias ou sem comprovação terão a partir de agora de pagar uma multa de 75%. Se a Receita conseguir provar que houve intenção de dolo, a multa sobe para 150%. Hoje, não há nenhum tipo de pena para quem cai na malha fina e tem imposto a restituir. A Receita também apertou o cerco às empresas que fizerem pedidos fictícios de compensação de créditos tributários. Esse instrumento foi muito utilizado em 2008 e neste ano, o que reduziu a arrecadação.

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quarta-feira, dezembro 16, 2009

Portugal (Do correspondente Víbora)



Director de Investigação sobre clima inventou subida das águas para comprar terras junto ao mar

O cientista Phil Jones, que dirige a Unidade de Investigação do Clima, foi acusado de manipular dados das temperaturas

Por António Marques (original aqui)
O IP falou com o próprio: Confesso, inventei esta história do aquecimento global, do degelo e da subida das águas. Na década de 90 fui passar férias ao Algarve e encontrei uma casa mesmo gira junto à Praia da Rocha, mas o dono pediu-me um balúrdio! Vai daí inventei uma teoria apocalíptica, que fui buscar aos argumentos dos filmes catástrofe da década de 70 e aos filmes do Michael Bay nos anos 90! Depois fui buscar os artigos do Medina Carreira sobre a economia portuguesa, substituí economia por clima e tá a andar, comprei o apartamento por uma pechincha!

Nota do Editor - Ah! Maroto! (Sidney Borges)

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Viva os noivos!

Por R$ 8, cartório registra casamento de Lula e Dilma

Alexandre Lyrio Especial de Salvador (BA)
O jornal Correio publicou nesta quarta-feira, 16, matéria sobre o casamento do presidente Lula e a ministra Chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Sim, é isso mesmo: o enlace matrimonial dos dois foi autenticado pelo 5º Tabelionato de Notas, cartório localizado no bairro Comércio, em Salvador.

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Até tu, Marta?

Promotoria acusa Marta em ação por improbidade

Fausto Macedo
O Ministério Público Estadual pediu a condenação da ex-prefeita Marta Suplicy (PT) por improbidade administrativa, que ela teria praticado ao contratar sem licitação, em outubro de 2002, a empreiteira OAS para obra orçada em R$ 34,9 milhões. Em ação civil proposta à 5ª Vara da Fazenda Pública, a Promotoria do Patrimônio Público e Social sustenta que Marta autorizou "pagamentos indevidos" e a construção foi superfaturada.


A promotoria pede suspensão dos direitos políticos de Marta por até oito anos, pagamento de multa equivalente a até duas vezes o dano e o ressarcimento de "prejuízos ao município" de R$ 4,6 milhões. Também são acusados o ex-secretário Roberto Luiz Bortolotto, de Infra-Estrutura Urbana e Obras de São Paulo, e a OAS, empreiteira contratada em "regime de emergência" para construção de reservatório de contenção de cheias no córrego Rincão, na zona leste.

A base da ação é o inquérito civil 355/08, conduzido pelo promotor de Justiça Saad Mazloum. O inquérito foi aberto em 2008 a partir de auditoria do Tribunal de Contas do Município (TCM) que "julgou ilegal a dispensa de licitação, o contrato e as despesas decorrentes". A promotoria avalia que Marta agiu com "negligência gravíssima, sobretudo diante do extraordinário superfaturamento e prejuízo causado aos cofres municipais".
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Aviação

"Buraco negro" quase engole outro voo

Clovis Rossi

Lembra-se do voo Air France 447, que desapareceu no Atlântico, no dia 1º de junho, arrastando para a morte seus 216 passageiros e os 12 tripulantes?

Pois a edição de hoje do jornal francês "Le Figaro" relata que o voo que o substituiu, o AF 445, enfrentou problemas parecidos, mais ou menos no mesmo local, mais ou menos à mesma hora e utilizando basicamente o mesmo equipamento (Airbus A 330-203 no caso do AF 447 e Airbus A 330-200 para o AF 445).

Parece uma história de ficção ou de bruxaria em plena era da tecnologia mais avançada.

Para quem, como eu, faz com frequência o trajeto Brasil/Europa, seguindo essencialmente a rota do AF 447, torna-se ainda mais assustador.


O relato do "Figaro" sobre o caso do AF 445 é, em resumo, o seguinte: o avião saiu do Rio de Janeiro no dia 29 de novembro às 17h20. Quatro horas depois aproximadamente, enfrentou fortes perturbações atmosféricas exatamente na mesma zona em que o AF 447 desapareceu.

O jornal diz ter informações de que o avião foi obrigado a descer muito além dos parâmetros normais para turbulências: passou de 33 mil pés ou 11 mil metros para 28 mil pés ou 9.300 metros. Ou seja, desceu 1.700 metros, quando os manuais de procedimentos recomendam descer apenas 100 metros (300 pés).


O "Figaro" recupera ainda relato de um passageiro (ocupante do assento 4K), expresso em um blogue. Diz o passageiro ter tido a sensação de que a tripulação perdera o controle sobre o aparelho.

Não perdeu, ao contrário do que aconteceu com o voo 447.
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Nota do Editor - O jornalista Clóvis Rossi deveria ter atentado para um detalhe. Os buracos negros da rota do acidente com o avião da Air France têm clara preferência. Só "atacam" aviôes Airbus A 330. Por dia passam centenas de aviões naquelas bandas, grandes e pequenos, civis e militares. Das fábricas: Embraer, Boeing, Bombardier, Dassault, Cessna, Lockheed e outras que não me ocorrem. Os sinistros buracos negros são preconceituosos, funcionam como a diretoria do Flamengo que não quer pagar salário de branco a um técnico negro. Vai acabar pagando mais para um branco. Buracos negros não existem. Alguma coisa está errada no projeto desses aviões que entram em atitude anormal sem dar aviso, mergulham repentinamente e descem centenas de metros até a tripulação recuperar o controle. No acidente de junho passado a recuperação não foi possível. Os mergulhos já aconteceram na TAM, na Air France e em uma companhia australiana que suponho seja a Quantas. Na TAM causaram ferimentos graves em passageiros. A imprensa calou. Sem resposta convincente para as famílias das vítimas e a opinião pública, Air France e Airbus trilham um caminho "seguro" e atribuem os recorrentes problemas a condições misteriosas. Neste mundo em que prosperam empresas que "tiram espírito" é uma saída inteligente, mas não honesta. Falta dizer que os "buracos negros" são fruto do aquecimento global. (Sidney Borges)

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Bike

Bondades socialistas

Brasil fecha acordo para pagar US$ 1,2 bi a mais por gás boliviano

Apesar da sobra de gás, Petrobrás é obrigada a reajustar contrato de fornecimento da estatal YPFB

Nicola Pamplona, RIO
Petrobrás e a estatal boliviana YPFB marcaram para sexta-feira a assinatura de um termo aditivo ao contrato de importações de gás que garantirá à Bolívia um ganho adicional de, pelo menos, US$ 1,2 bilhão até 2019. O acordo confirma a Ata de Brasília, assinada em 2007 pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Evo Morales, na qual o Brasil se comprometia a pagar mais pelas "frações líquidas" do gás boliviano: propano, butano e gasolina natural. Dificilmente a Petrobrás conseguirá repassar a alta de custos aos consumidores. Hoje sobre gás natural no País, reflexo da crise econômica e da entrada de novos campos produtores no Brasil. A expectativa é que o mercado brasileiro feche o ano com consumo de gás equivalente ao verificado em 2005.
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Nota do Editor - Quando o PSDB fez as privatizações e tirou dos ombros do Estado a necessidade de arcar com prejuízos, o PT protestou. Imagino o que o PT diria se durante a gestão tucana a Petrobras tivesse praticado bondades como essa que premia o projeto bolivariano-socialista. Com mais de 100 milhões de brasileiros vivendo sem esgotos, vamos dar uma ajudazinha ao companheiro Evo. Coisinha à toa, 1,2 bilhão de dólares por ano durante 10 anos. Imagine o leitor quantas fossas daria para construir com esse dinheiro e dessa forma tirar brasileiros da merda. Há muitos nessa condição. (Sidney Borges)

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Opinião

A diplomacia da provocação

Editorial do Estadão
O chanceler Celso Amorim deixou para o assessor internacional do presidente Lula, Marco Aurélio Garcia, e o secretário-geral do Itamaraty, Antônio Patriota, a missão de se reunir com o secretário-assistente para Assuntos do Hemisfério Ocidental dos EUA, Arturo Valenzuela, que começou por Brasília a sua primeira visita oficial à região. Partindo da premissa de que um diplomata de sua importância só deve falar com seus iguais - e daí para cima -, Amorim há de ter imaginado que, se ele próprio se sentasse à mesa com a principal autoridade do Departamento de Estado para as Américas, estaria dando uma demonstração pública de apequenamento do Brasil diante dos EUA. Como se a estatura de uma nação na cena internacional tivesse algo a ganhar com miudezas dessa ordem. Diplomata habilidoso, Valenzuela não se deu por achado. Após duas horas com o assessor Garcia, declarou que "foi uma conversa ótima. Temos diferenças que são normais". A resposta de seu interlocutor foi igualmente amável e conciliadora.

Puerilidades pontuam a política do governo Lula em relação ao país que mais conta no mundo. Há poucas semanas, Brasília cometeu a impropriedade de divulgar uma mensagem reservada de Obama a Lula, que entrou no fax do Planalto, não por acaso, na véspera da visita do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad. Vista da perspectiva de Washington, a carta era uma deferência ao Brasil. Para piorar as coisas, o assessor Garcia se permitiu dizer que a conduta do presidente americano deixava um "sabor de decepção". Ironicamente, quando o titular da Casa Branca se chamava George W. Bush, a atitude brasileira diante dos EUA era muito mais amena. O "cara", como diria o seu sucessor, se dava melhor com o texano ronceiro. Lula, como se sabe, tem horror a líderes cerebrais e uma compulsão para se mostrar superior a eles. Essa circunstância dá um sabor de provocação à diplomacia lulista no que diga respeito aos americanos.

Não bastasse a megalomania que a orienta, o presidente parece convencido de que a projeção do País no mundo será tanto maior quanto mais a política externa brasileira se caracterizar pelo contencioso com os EUA, para além das divergências normais no relacionamento bilateral. Essa tolice é insuflada por um antiamericanismo reminiscente dos anos Geisel, sob a ditadura militar. Confundindo diplomacia assertiva com a busca de pretextos para criar marola, o Itamaraty só muito raramente se esforça para minimizar ostensivamente os atritos com Washington. Enquanto isso, enfatizando a política de diálogo de Obama, o seu enviado para a América Latina investiu na distensão. "Apenas temos diferentes avaliações sobre alguns tipos de assuntos", disse Valenzuela a jornalistas brasileiros antes de embarcar. O primeiro desses assuntos é a política nuclear do Irã.
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Manchetes do dia

Quarta-feira, 16 / 12 / 2009

Folha de São Paulo
"Brasil aprova entrada da Venezuela no Mercosul"

Adesão do país ao bloco econômico ainda tem de ser ratificada pelo Paraguai

Por uma diferença de só oito votos (35 a 21), o governo Lula conseguiu aprovar no Senado a entrada da Venezuela no Mercosul. O país presidido por Hugo Chávez será o primeiro a aderir ao bloco desde que ele foi criado, em 1991, por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Com exceção do Paraguai, os países-membros do Mercosul já aprovaram os venezuelanos como sócios. No Brasil, a proposta levou quase três anos para ser votada: o governo a enviou à Câmara no início de 2007, e ela só começou a tramitar no Senado em março deste ano.

O Estado de São Paulo
"Brasil cede e paga mais US$1,2 bi pelo gás boliviano"

Resultado de decisão política, aditivo enfrentou oposição dentro da Petrobras

A Petrobras e a estatal boliviana YPFB marcaram para sexta-feira a assinatura de aditivo ao contrato de importação de gás que garantirá à Bolívia um ganho extra de ao menos US$ 1,2 bilhão até 2019. Pelo acordo, o Brasil se compromete a pagar mais pelas chamadas "frações líquidas" do gás boliviano: propano, butano e gasolina natural. A Petrobras relutou o quanto pôde para chegar a um acordo, segundo envolvidos no processo, que começou em 2007. O entendimento na empresa é que não há base legal para justificar o pagamento adicional, que poderá ser contestado pelo Tribunal de Contas da União. Dificilmente a alta de custos poderá ser repassada, diante do cenário de excedente de oferta de gás no País.

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