sábado, dezembro 05, 2009

Deu na Isto É

A versão da ex de Arruda

Mariane Vicentini diz que o governador usa o dinheiro da corrupção para construir patrimônio não declarado à Receita

De Mino Pedrosa, da Isto É:
A atriz Mariane Vicentini, ex-mulher do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, não se surpreendeu com as denúncias e as imagens de corrupção que colocam seu ex-marido como o chefe da quadrilha do Mensalão do Demo.

“Ele se aliou a pessoas que são sujas e perigosas, e há muito mais para ser investigado” disse Mariane à ISTOÉ, referindo-se a Durval Barbosa (ex-secretário de Relações Institucionais), Marcelo Toledo (braço direito de Durval) e Fábio Simão (ex-chefe de gabinete).

Segundo a ex-mulher de Arruda, além do dinheiro entregue em espécie, o governador teria gastos pessoais pagos com dinheiro ilegal através de cartões de crédito usados por seus principais auxiliares. Ela se recorda, por exemplo, de uma viagem para Aruba e depois Paris, no final de 2006.

“A viagem foi feita pouco antes da posse dele como governador. Em Paris, nos hospedamos no hotel Plaza Athénée e todas as despesas foram pagas no cartão de Simão”, afirma. “O dinheiro tinha sido arrecadado junto a empresários que têm interesses no governo do DF.” A ex-mulher acusa Arruda e seu grupo de estarem usando o dinheiro arrecadado na compra de propriedades e citou um haras nos arredores de Brasília.

“Não sabia que Arruda gostava tanto de cavalos, mas soube que ele comprou um haras e recentemente deu de presente para nosso filho de quatro anos um cavalo puro-sangue”, lembra.

De acordo com ela, nem todas as propriedades do governador estão em seu nome.

O casal se conheceu em 1990. Três anos depois, Arruda deu para Mariane um apartamento em Ipanema, no Rio de Janeiro, e em 2000 os dois passaram a viver juntos em Brasília. No mesmo ano, ISTOÉ revelou que Arruda e ACM fraudaram o painel do Senado e ambos renunciaram.

Na ocasião, Mariane foi uma das poucas pessoas que ficaram ao lado de Arruda. A separação veio no início de 2007, meses depois da posse de Arruda como governador. No acordo da separação extrajudicial, Mariane recebeu cerca de R$ 15 milhões. Faz parte da pequena fortuna uma casa avaliada em R$ 2,8 milhões.

“A casa estava no nome de um construtor que tem contratos com o governo do Distrito Federal, foi transferida para os filhos mais velhos de Arruda e depois para mim”, conta Mariane. Em 2006, quando se candidatou ao governo, Arruda declarou à Justiça Eleitoral possuir um patrimônio de R$ 598 mil, composto de um apartamento em Brasília, um apartamento, uma casa e dois terrenos em Itajubá (MG), um OMEGA 2009, uma Ranger 2001 e um Gol 2001.

“Muitas propriedades dele ficam em nome de laranjas e até de pequenos construtores”, diz a ex-mulher. “É só investigar que muita coisa pode vir à tona.”

Segundo Mariane, o esquema do governo de Arruda não difere do que funcionou em governos anteriores. Ela diz que, já durante a campanha, Durval, Simão e outros começaram a gravar Arruda e empresários para que depois de eleito o governador fosse obrigado a abrigar a quadrilha.

“Lembro que deixava os comícios para correr para casa e amamentar o nosso filho; enquanto isso, esse grupo alimentava a discórdia para provocar a minha separação, pois nunca o recebi em minha casa. Fui saber depois que, enquanto eu amamentava nosso filho, Arruda se encontrava com mulheres apresentadas por esses assessores que o gravavam e filmavam para chantageá-lo depois”, afirma. “Até o carro usado por Arruda na campanha foi todo grampeado pelo Simão.”

Mariane quer ser candidata a deputada federal e hoje está aliada ao ex-governador Joaquim Roriz, adversário de Arruda. Ela assegura, no entanto, que não tem nenhuma relação com o grupo de Durval e teme pelo futuro do ex-marido.

“Ele pode até se suicidar. Não duvido disso. Na crise do painel do Senado, esteve próximo do suicídio. Seu comportamento é variável: ora eufórico, ora depressivo.

Toma remédios controlados e pode acontecer uma tragédia”, conclui. Na tarde da quinta-feira 3, Arruda lamentou as declarações feitas pela ex. Disse que não tem contato com ela há mais de três anos e entende que as afirmações feitas por ela são uma tentativa de politizar questões pessoais. (Do Bolg do Noblat)

Nota do Editor - Mariane Vicentini é séria concorrente ao troféu "Pussy Pepper", que esteve por muito tempo em mãos de Nicéia Pitta. Sites de fofocas dizem que as duas poderão se associar e abrir uma boutique de luxo com Veronica Lario, ex-mulher do primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi. (Sidney Borges)

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Abastecimento de água

Litoral Norte

Do Valeparaibano (original aqui)
A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) informou que as cidades do Litoral Norte voltaram a ter o abastecimento de água nesta manhã. Porém, de acordo com a própria companhia, o serviço ainda é precário.

A água está sendo tratada em velocidade menor, porque está muito suja devido às exurradas de ontem. Os locais mais afetados no momento são a costa sul de São Sebastião e Ubatuba, onde o sistema é mais precário e o impacto foi maior.

A companhia informou também que os técnicos estão trabalhando para que a total normalização do abastecimento de água seja dada o mais rápido possível, mas ainda não há previsão.

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Emergência

Estrada bloqueada isola bairro da Almada

Do Valeparaibano (original aqui)
A Defesa Civil informou que pelo menos mil moradores da região da praia da Almada, em Ubatuba, estão isolados devido ao desmoronamento de terra que atingiu a única estrada que dá acesso às casas naquele bairro.

Segundo o órgão, ao menos 20 toneladas de terra bloqueiam a passagem e a prefeitura, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros estudam formas de fazer a remoção da barreira, sem causas novos desmoronamento. Não há previsão de quando os moradores isolados receberão ajuda ou mesmo de quando eles poderão sair do isolamento.

Por causa da chuva que atingiu a cidade na madrugada de ontem, 250 casas foram atingidas por alagamentos e 160 pessoas tiveram que ser removidas para o ginásio poliesportivo Benedito Pinho Filho, o "Tubão", onde permanecem até hoje. Além disso, foi enterrado às 14h o corpo do menino Euler de Oliveira Santos, de 8 anos, que morreu vítima de soterramento no bairro Estufa 2.

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Em busca...



Tecnologia não poluente

Avião pioneiro movido a energia solar, que não produz emissões de CO2, faz um voo teste bem-sucedido

Gabeira.com
A divulgação de formas alternativas de energia ganhou um novo impulso às vésperas da Conferência do Clima de Copenhague com o anúncio de que o primeiro teste com um avião movido a energia solar foi um sucesso.

Batizado de Solar Impulse, ele vem sendo desenvolvido desde 2003, tendo à frente o aventureiro Bertrand Piccard, famoso por sua volta ao mundo de balão em 20 dias.

Um protótipo do avião fez um voo curto, de baixa altitude ontem, na Suíça, depois de uma série de testes em terra realizados em novembro.

- Foi absolutamente fantástico ver esse avião finalmente no ar - disse Piccard.

- Nunca uma aeronave desse tamanho e com esse peso voou com tão pouca energia.

Assista ao vídeo

O avião pesa apenas 1.600 kg, embora possua a envergadura de um Airbus A330. O objetivo de Piccard é cruzar o Atlântico a bordo da aeronave em 2012 e, posteriormente, dar a volta ao mundo.

Se for bem-sucedido, o projeto vai abrir novas possibilidades, ainda que distantes, para a aviação comercial, uma grande fonte de emissões de CO2 na atmosfera - e cujo controle ainda é uma incógnita.

A nave ganhará mais células solares nas asas, que vão capturar a energia para mover os seus quatro motores. Baterias de lítio vão permitir que o avião possa voar à noite e em dias nublados.
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Chuva


Filme velho
Sidney Borges
A foto mostra um trecho alagado de Ubatuba. As chuvas contínuas e fortes que caem no Estado estão causando sérios problemas à população. Será que fomos pegos de surpresa pelas mudanças climáticas? Clique aqui e descubra que o filme em cartaz é antigo.

Maçonaria

A derrota secreta de Arruda

A Soberana Assembleia da maçonaria aceita pedido de expulsão de governador devido ao escândalo de corrupção

De Leandro Loyola e Murilo Ramos, da ÉPOCA:
O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, enfrenta ameaças bastante claras e públicas. Apontado por um ex-colaborador como chefe de um esquema de corrupção, nos próximos dias ele pode ser expulso de seu partido, o DEM. Arruda também pode sofrer um processo de impeachment na Câmara Distrital – apesar de essa possibilidade ser menor.


Longe do domínio público, Arruda enfrenta também uma ameaça discreta, mas não menos danosa para sua carreira política. Na noite da quarta-feira (2), cerca de 40 integrantes da Soberana Assembleia Federal Legislativa da Maçonaria se reuniram em Brasília para discutir a situação de Arruda.

A assembleia é uma espécie de Congresso Nacional da organização, da qual Arruda participa com o grau de “mestre”. Um dos integrantes da assembleia fez um pedido de expulsão de Arruda. A decisão sairá em 15 dias, sem possibilidade de recurso.
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Nota do Editor - Um expediente comum em época de eleições, em Ubatuba, é acusar alguém de pertencer à Maçonaria. Como se isso fosse demérito. Faz parte do processo de iludir o povo com demônios medievais e outras figuras exóticas do imaginário. (Sidney Borges)

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Opinião

Nova política da Petrobrás

Editorial do Estadão
Está muito mal explicada a nova política da Petrobrás para compras de máquinas e equipamentos. Pode ser motivada por uma preocupação maior com a qualidade. Pode ser protecionismo disfarçado, para ajudar a indústria nacional a competir com a chinesa. Talvez haja uma combinação dos dois objetivos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem procurado envolver a empresa numa estratégia de substituição de importações, transformando-a num instrumento de política industrial no estilo dos anos 50 a 70. Pela orientação traçada no Palácio do Planalto, a maior empresa brasileira não deve concentrar-se em pesquisa, extração, refino e distribuição do petróleo e derivados. Apesar das enormes dificuldades técnicas e do custo financeiro da exploração do pré-sal, deve cuidar também de outras tarefas, protegendo os fornecedores nacionais, embora isso possa resultar em custos mais altos e desviar recursos de sua atividade principal.

Pela nova política, os fornecedores da Petrobrás deverão obter um certificado de garantia do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). A exigência será imposta em primeiro lugar aos fabricantes de válvulas industriais. Depois, a lista de especificações será apresentada também a produtores de rolamentos, bombas, motores e outros componentes e máquinas. Segundo nota oficial da companhia, "a medida visa à garantia de equipamentos críticos", e empresas de qualquer nacionalidade poderão participar das licitações, se obtiverem os certificados.

Se essa explicação esgotar o assunto, será mais difícil falar de protecionismo e discriminação. Mas a história parece mais complicada. Declarações citadas em reportagem publicada ontem no Estado permitem outras interpretações.

"O objetivo das novas regras é exatamente fazer uma barreira técnica, porque estamos sofrendo muito com a concorrência dos asiáticos", disse o executivo Pedro Lúcio, presidente da câmara setorial de válvulas industriais da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e da fabricante nacional RTS.

Afinal, o objetivo primário é garantir qualidade ou criar uma barreira técnica para dificultar a atuação dos asiáticos? A declaração do empresário Pedro Lúcio desvenda o caráter protecionista da medida.

A mesma dúvida é justificada pelas palavras do coordenador da área de avaliação e inspeção de fornecedores da Petrobrás, Valter Câmara. Segundo ele, a criação de uma norma forçará as indústrias a ajustar-se por sua conta, livrando a Petrobrás de visitar fornecedores, testar produtos e monitorar todo o processo. Até aí, tudo combina com a política de segurança e qualidade. Mas ele também descreve a exigência como "barreira tecnológica" destinada a "garantir isonomia" entre fabricantes nacionais e estrangeiros. Que tipo de isonomia? De qualidade ou de preço?

A Petrobrás, segundo Câmara, tem comprado equipamentos asiáticos porque não há restrições. Em outras palavras: a estatal tem comprado os produtos mais baratos - muito mais baratos, porque as válvulas chinesas custam um terço do valor das nacionais. Mas por que não há restrições? Porque a Petrobrás não tem dado importância à qualidade ou porque a diferença de qualidade tem sido considerada irrelevante diante da diferença de preços?
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Manchetes do dia

Sábado, 05 / 12 / 2009

Folha de São Paulo
"Pão de Açúcar compra Casas Bahia"

Transação cria empresa com o quinto maior faturamento anual e o maior empregador privado do país

O Pão de Açúcar adquiriu o controle da Casas Bahia em transação que não envolveu desembolso de dinheiro, mas definição de participação acionária dos grupos numa nova empresa. A operação criou a quinta maior companhia do país em faturamento anual, com R$ 39,6 bilhões, atrás de Petrobras, Vale, Gerdau e AmBev. O negócio também torna o grupo o maior empregador privado do Brasil, com 137 mil funcionários. Com a operação, o Pão de Açúcar reforça atuação no segmento da baixa renda. Segundo o empresário Abílio Diniz, as marcas Casas Bahia e Ponto Frio, que já pertencia ao Pão de Açúcar, serão mantidas. Concorrentes temem que a concentração no comércio de eletrônicos chegue a 70% no Estado de São Paulo. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica pode impor restrições à transação. Para o procurador Sady Torres, há sinais de uso de informação privilegiada. Ações da Globex, empresa usada na operação, subiram 35,4% anteontem. Ontem, nova alta, de 28,36%.

O Estado de São Paulo
"Pão de Açúcar compra Casas Bahia e cria gigante varejista"

Com faturamento de R$ 40 bilhões, grupo supera Walmart e Carrefour juntos

O Grupo Pão de Açúcar anunciou ontem a compra do controle das Casas Bahia, criando um gigante de varejo de alimentos, móveis e eletroeletrônicos, com um faturamento de R$ 40 bilhões por ano. O Pão de Açúcar é a terceira maior empresa privada do País. Com a fusão, o grupo passa a ter vendas iguais às do Walmart e do Carrefour juntos, seus principais concorrentes. O negócio foi adiantado pela colunista Sonia Racy na Rádio Eldorado. Pelo acordo, as Casas Bahia serão sócias do Pão de Açúcar numa nova empresa de móveis e eletroeletrônicos, que inclui o Extra Eletro e o Ponto Frio. Ela terá um faturamento anual de R$ 18,5 bilhões, 1.015 lojas e 62 mil funcionários. O Pão de Açúcar ficará com 51% do capital e as Casas Bahia, com 49%. O alvo do Pão de Açúcar, com a incorporação das Casas Bahia, é o consumo das de menor renda, motor do crescimento.

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sexta-feira, dezembro 04, 2009

Cuidado...

Economize água antes que a da caixa acabe

Sidney Borges
Parece piada, com o cenário da foto abaixo está faltando água em Ubatuba. Atenção povo, economizar é preciso. A Sabesp não sabe quando o reabastecimento será normalizado. Parece o Rio de Janeiro da modinha: Rio de Janeiro, cidade que me seduz, De dia falta água, De noite falta luz. E assim nós vamos vivendo, de amor...

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Águas rolando



Uma noite a ser esquecida

Sidney Borges
Rio Badejo, digo Rua Badejo, Sítio Ressaca, Ubatuba. Choveu muito na noite passada. Acordei com o barulho das águas caindo, fiquei preocupado com meu cão e com os gatos de rua que alimento. Sem sono, sentei-me na varanda e fiquei observando o céu despencar em bátegas.

Parece surrealismo imaginar falta de água em algum lugar, ou acreditar em previsões alarmantes em relação ao futuro, quando o líquido vital dizem, poderá rarear.

Na porta da minha casa a cena era parecida com a da foto acima, um filme de água de vinte centímetros dava a sensação de rio. Felizmente a água não subiu como em 1996, quando quase entrou em casa, cujo piso está um metro e quarenta centímetros acima do nível da rua.

Ontem havia chovido muito em São Paulo, anteontem no Rio de Janeiro, com deslizamentos e gente desabrigada.

Pela cor do céu vai continuar chovendo. A foto original está aqui.

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Domingo é dia



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Copa do Mundo


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A sorte está lançada

Sidney Borges
Brasil, Portugal e Coréia do Norte me levam ao longínquo ano de 1966 quando Ziraldo criou um símbolo para o time brasileiro, "Tri, o canarinho". Não sei se foi isso que causou o desastre, mas mesmo com Pelé, Garrincha e Tostão em campo perdemos da Hungria e de Portugal e saímos da copa na primeira fase.

O jogo contra os lusos foi uma autêntica caçada, bateram tanto no Pelé que acabaram por tirá-lo de campo. Como sempre acontece a ficha demorou a cair, na primeira pegada tinham de ter devolvido na mesma moeda. Nessa copa de triste memória Portugal enfrentou a Coréia do Norte num dos jogos mais bizarros que vi. Os coreanos haviam vencido a Itália por um a zero, corriam como loucos e logo marcaram três a zero. No segundo tempo Portugal fez cinco e ganhou.

A lição das pegadas portuguesas fez efeito. Na copa de 70 os ingleses sairam batendo, o volante Lee deu uma pegada em Marco Antônio e outra no goleiro Félix, com quem dividiu a bola e maldosamente deixou a chuteira para acertar o rosto. O capitão Carlos Alberto foi incumbido de dar o troco. Ele não tinha jeito para essas coisas, era um jogador clássico, elegante. Mas cumpriu a missão com galhardia, saiu da lateral e foi ao meio do campo esperar que a bola chegasse ao volante inglês. Quando a oportunidade se apresentou deu um chega pra lá tão eficiente que o valente Lee jogou o resto da partida no lado oposto do campo.

Foi uma entrada criminosa, digna de final de campeonato interno do Carandiru. Os ingleses abaixaram a crista e foram derrotados.

A chave brasileira de 2010 não é fácil, Portugal e Costa do Marfim são equipes fortes e a Coréia do Norte é uma incógnita. Devem passar Brasil e Portugal.

O grupo A tem a equipe da casa, África do Sul, além de México, Uruguai e França. Devem passar França e México. No grupo B passam Argentina e Nigéria, no C Inglaterra e Estados Unidos. Alemanha e Gana têm mais chances no grupo D enquanto Holanda e Camarões devem passar no E. No grupo F vejo boas perpectivas para Itália e Paraguai enquanto Espanha e Chile são favoritos no grupo H. Mas pode ser que nada disso aconteça, aí mora o interesse que o futebol desperta. Quem será a surpresa do campeonato? Logo mais saberemos, antes dizíamos: o tempo passa; agora podemos dizer: o tempo voa.

Acompanhe a copa no Ubatuba Víbora, onde o futebol é mais culto.

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Chuva


Na foto superior o Jardim Carolina, embaixo, Estufa 2
Chuva causa estragos em vários bairros de Ubatuba

Os bombeiros informaram que algumas famílias estão desabrigadas
VNews (original aqui)
As chuvas causaram estragos em Ubatuba nesta madrugada. Segundo informações preliminares, bairros como Parque Guaranis e Estufa II estão alagados. Os bombeiros informaram que algumas famílias estão desabrigadas. Ainda de acordo com o Corpo de Bombeiros de Ubatuba, uma criança de oito anos está soterrada nos escombros de uma casa atingida pelo desmoronamento devido á chuva, no bairro Estufa II. Equipes da Polícia Ambiental, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil trabalham no resgate das famílias e na busca da criança. O engenheiro florestal Luciano Pradella, morador de Ubatuba enviou fotos que mostram os bairros castigados pela chuva nesta madrugada.

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Charge - Néo


Original aqui

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Eleições 2010

Se você é lulista, vote em Serra

Sidney Borges
A coisa em Brasília está feia e meus sais estão acabando. Não é fácil resistir a tanta emoção. Existe alguém honesto envolvido em política? Será que se eu me tornar político também vou avançar na bolsa da viúva? Perguntas de difícil resposta.


Melhor colocar um ramo de arruda na orelha e falar da atitude do goleiro do timinho. Ficou parado na hora do pênalti. Faltou ética profissional, como falta aos gestores do dinheiro público que o usam em benefício próprio. O goleiro tem de ter reflexos pavlovianos em relação à defesa da meta. Não importa de onde vem a bola nem quem a chutou. Mesmo que tenha sido o Lula e o goleiro seja do sindicato dos puxa-sacos, filiado à CUT. É defender ou defender.

E digo mais: a obrigação da torcida é lamentar o placar adverso e não escrever no jornal do clube "doce derrota". Exatamente para um algoz de quem o timinho é freguês contumaz.

Mudando de pato para ganso, enquanto escrevo o céu desaba. Quero ser um mico de cavalinhos se o clima não mudou. Mudou sim, ora se mudou. Tomara que o Lula conserte.

Por falar no maior sábio que a humanidade conheceu, tenho uma tese não muito popular entre petistas. Será melhor para a continuidade do projeto Lula a vitória da oposição. Imagine o leitor como a história seria outra se o Brasil tivesse uma democracia estável no transcorrer do século XX.

Getúlio Vargas chegaria ao poder em 1930 pelo voto. Vamos brincar de faz-de-conta e esquecer a revolução. Depois de duas gestões o “pai dos pobres” entregaria a faixa e a caneta ao sucessor, em 1938. Outro político teria a máquina nas mãos, o DIP, os jornais cinematográficos, Filinto Müller...

Será que o mito Getúlio seria o mesmo?

Vamos lembrar de alguns sucessores fiéis e seus amos esperançosos e depois frustrados.

Quércia criador elegeu Fleury criatura. Brigaram.

Maluf “pai” elegeu “o filho” Pitta (que Deus o tenha). Brigaram.

Aqui pertinho, em Taubaté, Ortiz e Peixoto confirmam a tese por indução finita: vale pra um, vale pra dois, vale pra ene.

Não vou atentar contra a paciência do leitor, mas seria possível escrever laudas e laudas dando exemplos.

Não venham os petistas com o papo da ética das esquerdas. Na União Soviética o velho Joe, digo Stalin, enviava cães amestrados a dar machadadas em cabeças de antigos irmãos de fé e camaradas. Radical.

É com base na observação da vida que ouso afirmar: Dilma Rousseff presidente é o fim de Lula.

Com a economia em ordem e a máquina nas mãos, Dilminha fica oito anos.

Quando terminar o tempo dela Lula estará fora da mídia e com mais de setenta anos, tendo de enfrentar Aécio Neves ainda jovem e pimpão. Assim como o vovô Tancredo (que Deus o tenha) nasceu velhinho, Aécio caiu na poção da juventude.

Fica a advertência aos lulistas. Vote em Serra e Lula continuará falando mal do neoliberalismo, dos loiros de olhos azuis e será candidato em 2014.

Vote em Dilma e Lula perderá os holofotes e só poderá ser candidato em 2018. Se ainda estivermos aqui, pois dizem que o mundo vai acabar em 2012. Tenho dito.

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Deu no Estadão

Flagrado com dinheiro na cueca é suspeito de golpe

Empresário Alcyr Collaço é alvo de processo por suposto crime financeiro que provocou prejuízos de cerca de US$ 10 milhões ao banco Santander

De Vannildo Mendes:
Flagrado em vídeo colocando maços de dinheiro na cueca, o empresário Alcyr Collaço tem um histórico de crimes financeiros e negócios engendrados à sombra do poder político. Ex-operador credenciado na Bolsa de Valores de São Paulo, ele foi alvo de denúncias sobre aplicações suspeitas de fundos de pensão, investigadas em 2005 pela CPI dos Correios.


Segundo dados levantados pela Inteligência da Polícia Federal, no curso da operação Caixa de Pandora, que desmantelou o propinoduto do DEM do Distrito Federal, Collaço era dono da corretora Ipanema, envolvida em fraudes que deram prejuízo de mais de US$ 10 milhões ao banco Santander, em 2001. Ele chegou a ter prisão decretada e ficou foragido por quatro meses. A prisão acabou revogada, mas o processo continua e só espera a sentença.
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Nota do Editor - Que coisa! Parece filme de terror! Vou colocar um dente de alho no bolso. (Sidney Borges)

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Coluna do Celsinho

Pilantrética

Celso de Almeida Jr.
Foi dureza assistir ao vídeo onde o deputado do Distrito Federal Rubens César Brunelli - abraçado a Durval Barbosa e Leonardo Prudente - puxou a reza:


“Sabemos que somos falhos, imperfeitos...

Somos gratos pela vida do Durval ter sido um instrumento de bênção para as nossas vidas, para a nossa cidade”.

Referia-se a propina que Durval Barbosa entregava para garantir o apoio dos parlamentares ao Governador José Roberto Arruda; dinheirinho que vinha da Cia. de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan).

Confidente leitor...

Em mais de 20 anos, já coordenei ou supervisionei muitas campanhas.

Sei como o dinheiro circula.

Candidatos com grande chance de vencer recebem as mais diversas propostas de apoio.

Há muito dinheiro vivo.

Resistir à tentação de firmar compromisso com gente inescrupulosa, talvez seja a qualidade que mais falte aos nossos políticos.

Os pacotes de dinheiro revelam rapidamente os limites da pilantragem e da ética.

A questão está na punição.

Não me venha o Presidente Lula dizer que o problema está na legislação político-eleitoral.

Não há reforma política que corrija um corrupto.

Precisamos de mecanismos que mandem para a cadeia, rapidamente, os ladrões de toda a espécie.

Ora, campanha custa dinheiro; sua origem e destino deveriam chegar aos Tribunais Eleitorais.

Há estrategistas; profissionais de marketing; materiais; locações; produtora de rádio e tv; cabos eleitorais, enfim, despesas autorizadas pela legislação.

O que assistimos em Brasília não foi doação irregular de dinheiro para campanha.

Foi compra de votos de parlamentares.

Aliás, o que já havia acontecido no Congresso Nacional, no caso do mensalão; que ficou por isso mesmo...

Mas, para mim, gato escaldado na política, o máximo foi ver a turma rezando pela saúde do corruptor.

Realmente, o apelo divino é usado sem cerimônia, tentando dissimular os maiores delitos.

Espera aí!!

Velhinha, minha memória anda falhando...

Pensando bem, acho que já vi coisa parecida...

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Opinião

Em Copenhague,na undécima hora

Washington Novaes
Embora o tom do noticiário tenha ficado mais otimista - ou menos pessimista - nas últimas duas semanas, chega-se às vésperas da abertura da reunião da Convenção do Clima, em Copenhague, marcada para a próxima segunda-feira, em meio a incertezas ainda muito acentuadas. Não há nenhum acordo geral sobre metas de redução de emissões de gases poluentes da atmosfera; não há definição para um indispensável tratado entre as mais de 190 nações signatárias da convenção, que torne obrigatório o compromisso de redução em cada uma; não há acordo entre países industrializados, países emergentes e o G-77 sobre esses compromissos; não há definição sobre quanto os países ricos destinarão aos outros, para que se adaptem às mudanças climáticas já em curso, nem sobre que tecnologias transferirão para isso aos países mais pobres. E não há definição sobre os rumos do Protocolo de Kyoto e do mercado mundial de carbono, que dele depende.


Ainda assim, nos últimos dias o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que "um acordo está ao alcance" (Reuters, 29/11). E Yvo de Boer, secretário-geral da convenção, afirmou que "virão resultados concretos", porque, a seu ver, agora "é tudo ou nada", ricos e pobres terão de reduzir as emissões. Mas com nuances entre uns e outros, já que a Índia, por exemplo, terá de aumentar suas emissões, para levar energia a 400 milhões de pessoas que dela não dispõem (Deutsche Welle, 30/11).

Nem sempre é simples entender o que acontece. Ora se noticia que EUA e China chegaram a um acordo para reduzir emissões, ora se noticia que os emergentes (China, Índia, Brasil, África do Sul), reunidos em Pequim, criaram frente para "pressionar" os países industrializados - a quem atribuem a responsabilidade histórica e numérica de reduzir emissões - a também financiar adaptações às mudanças e transferência de tecnologias. Mas sem aceitarem, eles, emergentes, compromissos obrigatórios de redução de suas emissões próprias.
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Manchetes do dia

Sexta-feira, 04 / 12 / 2009

Folha de São Paulo
"STF abre ação contra senador tucano"

Azeredo responderá a processo por suposta participação no valerioduto mineiro; ele nega as acusações

O senador Eduardo Azeredo (PSDB), ex-governador de Minas, virou réu no STF e vai responder penalmente pela sua suposta participação no valerioduto mineiro. Após 15 horas de julgamento, o Supremo entendeu, por 5 votos a 3, que há "indícios suficientes" na denúncia do Ministério Público Federal contra o tucano. Azeredo é acusado dos crimes de peculato (uso de cargo público em benefício próprio) e de lavagem de dinheiro na campanha de reeleição ao governo, em 1998. O ministro José Antonio Dias Toffoli, ex-advogado do PT e indicado pelo presidente Lula para o STF, foi um dos votos contrários a transformar Azeredo em réu. Para ele, ocupar a chefia do Executivo não significa envolver-se com irregularidades de subordinados - argumento usado por petistas no mensalão do partido. O senador tucano afirmou que é inocente, negou que tenha existido mensalão durante seu governo e voltou a dizer que as provas apresentadas são falsas.

O Estado de São Paulo
"STF abre ação contra 'mensalão tucano'"

Azeredo é acusado de ter feito campanha com verba desviada de estatais

O Supremo Tribunal Federal abriu ontem um processo criminal contra Eduardo Azeredo (PSDB-MG). A partir de agora, o senador será julgado por sua suposta ligação com o caso que ficou conhecido como "mensalão tucano". Azeredo é acusado de participar de um esquema de desvio de recursos públicos e de caixa 2 na campanha de 1998, quando tentou se reeleger governador de Minas, mas perdeu a disputa para Itamar Franco. “Não há a menor dúvida de que ocorreram desvios das estatais. Não há a menor dúvida de que houve aparentemente uma lavagem de dinheiro", disse o ministro-relator, Joaquim Barbosa.O ministro José Antonio Dias Toffoli, ex-advogado do PT em campanhas eleitorais, votou contra a abertura do processo. Segundo ele, não há na denúncia indícios da participação de Azeredo.

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quinta-feira, dezembro 03, 2009

Políticos

Adversários e inimigos

Do Ex-Blog do Cesar Maia
Entre as histórias de Churchill, há uma, como deputado, relativa ao início da legislatura de 1935. A Câmara dos Comuns dispõe as bancadas do governo e da oposição de forma confrontante, separadas por um corredor.

Um deputado estreante sentou ao lado de Churchill e quis mostrar serviço: Deputado, ali na frente..., nossos inimigos. Churchill sorriu e respondeu:

- Não, meu caro. Ali na frente..., nossos adversários. Aqui atrás..., nossos inimigos.

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Um dia, um time...


Em pé: Alfredo Ramos, De Sordi, Pé-de-Valsa, Poy, Mauro, Bauer e Serrone (roupeiro). Abaixados: Maurinho, Albella, Gino, Negri e Teixeirinha. Time campeão paulista de 1953. A dupla de ataque Gino e Albella (pronuncia-se albeja), sempre bem penteados e elegantes, deu grandes alegrias aos torcedores do tricolor. Outros tempos, os pernas de pau de hoje estão devendo. (Sidney Borges)

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Brasil

Prêmio Nobel Krugman vê risco de “bolha Brasil”

Maurício Savarese
Do UOL Notícias, em São Paulo
Os pesados fluxos de recursos para o Brasil ameaçam o país de haver uma bolha financeira semelhante às que atingiram México, o sudeste asiático e o leste europeu, afirmou nesta terça-feira o prêmio Nobel de Economia 2008, Paul Krugman, professor da Universidade Princeton e colunista do “The News York Times”, que participou de evento em São Paulo.


Em entrevista a jornalistas, Krugman disse que a superação da crise internacional pelo Brasil foi “uma história feliz”, mas a sobrevalorização do real, a falta de infraestrutura e o baixo nível de educação da população brasileira são entraves importantes para que o país se torne uma “superpotência econômica”.

“Dizer que o Brasil é uma boa história não é o mesmo que dizer que se tornará uma superpotência econômica no ano que vem, e é isso que os mercados estão dizendo”, declarou Krugman.

O economista afirmou que o cenário econômico brasileiro “não é de apocalipse, não é a Argentina, mas não é saudável”.

Krugman brincou ao dizer que uma das vantagens do Brasil em relação ao restante do mundo “é o fato de que vocês odeiam banqueiros”.

“Nos Estados Unidos, se alguém fala em ajudar o Goldman Sachs, o cidadão médio fica preocupado, acha que é importante. Aqui, politicamente, não faz sentido.”

O prêmio Nobel elogiou o sistema bancário brasileiro, menos exposto a empréstimos de alto risco, como os que vitimaram a economia americana no ano passado, em especial no mercado imobiliário. (original aqui)

Nota do Editor - Obviamente não é preciso ser economista nem ter sido laureado com o prêmio Nobel para constatar que no Brasil o banco empresta 10 se você tiver 20. Vem daí a solidez do sistema. Bancos privados, por suposto, bancos oficiais tem outros critérios. Com Fernando Collor presidente tramitou um processo de empréstimo no Banco do Brasil. Caiu na mesa de um amigo, funcionário de carreira, dedicado e cumpridor dos manuais. O cliente não apresentava garantias, meu amigo vetou a transação. No outro dia veio a ordem de Brasília: empreste. Ele emprestou, o cliente nunca pagou nem vai pagar, embora viaje de jato particular e tenha apartamento em Paris. Para o banco foi um mau passo, contabilizado nas perdas. Para o meu amigo foi o início de um pesadelo. Com o fim do governo Collor ele teve de justificar a assinatura na concessão do empréstimo. O ex-chefe de Brasília, responsável pela patranha, já estava aboletado em outra sinecura e lavou as mãos. O dinheiro entra no Brasil por conta dos juros altos e das garantias que o governo dá. Há reconhecimento, o mundo capitalista aplaude o apreço de Lula pelos princípios fundamentais do capitalismo. Se a dinheirama deixar de entrar acaba o milagre. O baixo nível educacional é o maior entrave ao desenvolvimento do país. Mas é tratado com sabedoria pelos propagandistas do governo. Há um certo orgulho quando acontece um tropeço gramatical do presidente. (Sidney Borges)

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Coluna do Mirisola

Os filhos de FHC e Lula, e outras águas

Marcelo Mirisola*
"Jornalões, jornalistas e jornaleiros... raças em extinção? O mundo vai acabar em 2012? Luciana Gimenez está preocupada e sou daqueles que querem ser levados pelo fogo. Mas tenho certeza que Deus vai me deixar por aqui... para escrever uma crônica"

Foi numa entrevista que Cony concedeu a Mauricio Melo Junior, na TV Senado. Mauricio é um desses raros entrevistadores que leem os livros e jamais perguntam coisas do tipo “do que fala seu livro”. Pude constatar isso “in loco”. Abraço, Mauricio.

Em determinado momento da entrevista, antes de discorrer sobre Memórias de um Sargento de Milícias, Cony estabelece a diferença entre o cronista e o romancista. Segundo o autor de Pilatos e Posto 6 - portanto, um sujeito que faz muito bem as duas coisas e sabe o que está falando - o primeiro é peixe de aquário: está ali para soprar amenidades no ouvido do leitor passageiro. Podemos encontrá-lo nas ante-salas de consultórios dentários ou no hall de entrada de churrascarias de gosto duvidoso, e geralmente carne de primeira. O cronista é uma distração. Ele afaga, decora o ambiente. Um fofoqueiro de luxo. Uma comadre remunerada. Nunca tem uma tese; se faz e ganha o pão no reino das generalidades, dos palpites. Uma exceção óbvia e ululante me vem à mente: Nelson Rodrigues – esse é outro papo.

E o segundo é peixe cascudo, de águas profundas, vive e produz isolado: não faz nenhuma questão de ser bonitinho e piscar luzinhas coloridas para o deleite de sua audiência, aliás, ele dispensa a tal audiência. Escreve apesar dos poucos leitores que o admiram, apesar dele mesmo. Com ele, não tem lero-lero. O cara é ambicioso e intratável. O negócio dele são os desvãos da alma, os voos tonitruantes sobre abismos infernais. Um pé no saco. Claro que também há exceções, e é claro que o mesmo sujeito pode fazer as duas coisas ao mesmo tempo: os exemplos são numerosos, a começar pelo próprio Cony. Diferenças estabelecidas, posso dizer o seguinte: não é raro que o cronista atrapalhe o trampo do romancista e vice-versa. Sobretudo se ele for a mesma e problemática pessoa. Está acontecendo isso comigo, aqui e agora. Depois de 86 crônicas publicadas no Congresso em Foco, com apenas duas brevíssimas interrupções ao longo de quase dois anos, sinto que o parafuso dá dando uma espanada. Ou eu faço uma coisa ou faço outra. Ou faço as duas coisas pela metade.

Vejam só. Essas últimas duas semanas foram um verdadeiro banquete para os cronistas. Uniban, Taleban e a minissaia da Geisy, biscate ou Joana D’Arc?, depois o caso de Cesare Battisti, assassino ou perseguido político? Eis a questão. O STF que lavou as mãos e mandou o pepino para Lula. A partir daí só deu Lula, Lula e Cesare Battisti, Lula e Ahmadinejad, Lula e Dilma, Lula e Serra, Lula e Caetano Veloso, Caetano Veloso e Lula, a mãe do Caetano Veloso e Lula, Lula e o papel higiênico, a bolha no pé de Adriano, o Imperador (“imperador” só se for das negas dele) e o desfalque no jogo contra o Corinthians de Lula, Lula e a Rainha da Inglaterra, depois Lula nos porões da ditadura querendo estuprar ninfetos subversivos (?), Lula estuprador ou um delírio dos adversários? Quem estaria por trás dessa baixaria? Os judeus? Seria uma retaliação aos afagos que Lula fez em Ahmadinejad?

A internet pulverizando tudo e pondo em xeque a “grande clamídia”. Jornalões, jornalistas e jornaleiros... raças em extinção? O mundo vai acabar em 2012? Luciana Gimenez está preocupada e sou daqueles que querem ser levados pelo fogo. Mas tenho certeza que Deus vai me deixar por aqui... para escrever uma crônica. Como vocês podem perceber, não faltam especulações, teorias conspiratórias e um cardápio imenso de pequenezas e abobrinhas para o cronista se esbaldar. Tive assunto para – no mínimo – uma dezena de crônicas. Não bastasse, o mensalão do DEM e o filho bastardo de FHC que apareceu de carona, vindo diretamente da Europa: quem diria (ah, quanta fofoca...) FHC era o grande comedor das Diretas Já! E a dona Ruth dava pra quem?

Daí para emendar para conclusões absurdas bastaria apenas um piparote. Vou aqui exercitar o máquina de abobrinhas, e darei meu veredicto (porque os cronistas precisam, inclusive, não ser vaselina o tempo todo): as políticas de Lula e de FHC e de todos os outros, aliás, são a mesmas: adular banqueiros e pôr pra dentro. Não importa de quem, geralmente do povo. O presidente do Paraguai não foge à regra, porém é mais convencional. Só no papai e mamãe. Semana passada apareceu mais um filho do ex-bispo paraguaio. Viram? Uma coisa puxa a outra, um filho puxa o outro e o cronista é um verdadeiro fabricante de linguiças. E já que o assunto é filho, voltamos a Lula, ou melhor, ao filho de Lula, o Lulinha que é filho do Brasil. Ops! Errei. Quem é Filho do Brasil é o Lula, Lulinha é o neto, pois então, o neto do Brasil levou os amigos pra dar uma banda no avião da FAB... quanta merda, meu Deus! Vejam só leitores, o que jamais faltará ao cronista é assunto. Mais um pouco vou acabar no zoológico disputando bananas com o Macaco Simão.

Tô de saco cheio disso. Não entendo como é que as pessoas não cansam. Como é que elas ainda “participam” e ficam indignadas. E o pior: como é que esse caminhão de informações não se transforma em coisa alguma, a não ser em mais inutilidade. O mundo virou um grande charque. A tiazinha futriqueira do Clube Espéria e o mais furioso dos anarquistas, o careca nazista e o hare krishna mais xarope e pacifico são feitos do mesmo material. Tá todo mundo online, já que a imprensa escrita – dizem os cronistas - foi pro beleléu.

A internet é um imenso paralelepípedo de isopor. Só mesmo num lugar primitivo feito Cuba pra uma blogueira quebrar um pouco da rotina de uma meia dúzia de tatus.

Eu, romancista, penso que muita gente está sendo feita de trouxa. A começar por mim. Se dependesse da minha vontade, o mundo acabava depois da próxima reviravolta do Palmeiras no Brasileirão - portanto não vai ser dessa vez, Luciana Gimenez, relax. No diálogo entre Borges e Sábato, um dos dois, agora não me lembro quem foi, disse que os jornais deveriam ter edições quando tivessem realmente notícias a dar, por exemplo:" Colombo descobriu a América!". Entenderam? O que me interessa se Lula é fanchona? Se o Serra é o vampiro do Trianon ou se FHC tem preferência por jornalistas de economia que usam cabelo chanel? Assunto não me falta. O que me falta é ânimo para ser peixe de aquário.

Sinceramente? Isso tudo é bullshit, às vezes, porém, tenho a felicidade de navegar em outras águas.

Meu Memórias da Sauna Finlandesa foi para a gráfica na quarta-feira da semana passada. De quinta para sexta-feira, escrevi um conto. Quero, aqui, agradecer ao Paulo Malta, meu editor, que parou as rotativas (serão rotativas?) e conseguiu incluir esse novo conto no volume. Isso que é notícia. Outras águas. Cansei de ser peixe de aquário. Nem se o Obama cismar de ir jogar capoeira no Pelourinho, eu me animo. Já imaginaram que fofocaria? Não vou gastar meu teclado nem se o Sarney bater com o rabo na cerca. O máximo que posso fazer é disputar a vaga dele na Academia Brasileira de Letras. Obama e Sarney são assuntos pro Nelson Rubens e pro Capeta respectivamente. Embora, confesso, eu adoraria acompanhar a Roseana de óculos escuros no enterro do pai, acho mulher de óculos escuros em enterro a coisa mais tesuda do mundo. Taí, esse é o meu fetiche sadomasô: um dia verei Roseana no enterro do pai e a Rosinha no enterro no marido, as duas lindas, austeras, cheias de embargo e de óculos escuros. Tesão.

Entrementes, eu podia falar algo sobre a crise de Dubai que remeteria à crise econômica do ano passado e que remeteria... a quem? A quem? Adivinhem? Não, não! Não quero saber de marolinhas. Já disse: estou submerso em águas profundas, coisa de vinte mil léguas submarinas. Dane-se Dubai, quero mais é que Dubai volte a ser um deserto.

E que Deus me perdoe se um dia me omiti, esse é o único pecado – a meu ver - que alguém pode cometer nessa vida, seja ele um Barack Obama, um Acará Bandeira ou um daqueles monstros marinhos que se quedam imóveis nas profundezas do oceano, aguardando suas presas na penumbra absoluta, em águas eternas e inexpugnáveis.

*Considerado uma das grandes relevações da literatura brasileira dos anos 1990, formou-se em Direito, mas jamais exerceu a profissão. É conhecido pelo estilo inovador e pela ousadia, e em muitos casos virulência, com que se insurge contra o status quo e as panelinhas do mundo literário. É autor de Proibidão (Editora Demônio Negro), O herói devolvido, Bangalô e O azul do filho morto (os três pela Editora 34) e Joana a contragosto (Record), entre outros.


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Crônica

Quero olhá-los, não vê-los apenas...

Lourdes Moreira
Eu os vejo todo dia. Questiono-me se os vejo ou se os olho. Parecem amoitados de seus próprios corpos; acossados da sociedade. Sei não se minha rotina é escravizante ao ponto de não poder me ater a pequenos detalhes que nos segredam nos sacos encardidos, nas pernas inchadas, nos olhares vazios... Será distância que tem de mim ou que tenho deles?


Dia desses senti-me envergonhada ao estacionar meu carro e deparar-me com um deles. Maltrapilho e cabisbaixo feito cão no cio ao não conseguir desvencilhar-se da cachorra que saciara sua fome de necessidades corpóreas que todo mundo vê, mas não liga, não o ajuda a desvencilhar-se do coito já exaurido, já sofrido... Só vê, não olha. Parecia estar numa clausura tal afastamento de seus iguais tão diferentes. Denotava estar apático, olhos embaçados da vida que viveu um dia.

Vi-me caminhando na rua e ele, à frente, exalava o odor que os poros denunciam a falta do banho com sabonete e água límpida. Estava tão distante dos Direitos Humanos!

Vergonha maior foi ter apertado minhas narinas para não sentir o cheiro que seu corpo exalava. Vontade de convidá-lo a um banho em minha casa com dignidade esvaiu-se no medo do desconhecido. Quem seria ele? De onde partira com sua dor ou desilusão no seu igual?

Pensei na injusta verdade que políticos verborragem em nossos ouvidos. Tudo tão distante das necessidades dos que deles dependem na árdua sobrevivência; na necessidade de continuarem uma sobre vida aparentemente humana, mas tão desumana! Pensei numa querida amiga que não consegue sua sonhada aposentadoria apesar de ter sido sustentáculo no crescimento profissional de tantos educadores; burocracia atroz que nem mesmo o famigerado Ministério da Desburocratização conseguiu aliviar dores tão próximas a nós. Tanto dinheiro do povo desperdiçado... Correu nos becos escuros por nós não transitáveis ou pelos que deles estiveram íntimos?

Minha amiga já passou dos setenta anos. Poderia ser uma dessas mulheres que sobrevivem pelas calçadas sonhando com o NADA. Poderia exalar o odor que minhas narinas negaram-se a sentir do transeunte que a minha frente caminhava. Poderia estar acometida de depressão profunda após sofrer percalços de saúde constantes como sofreu mesmo não tendo tido o auxílio legítimo que o governo lhe nega duma parca aposentadoria.

Poderia. O que a diferencia dos que vejo todo dia é que tem sua família e seus amigos que a fortalecem diuturnamente.

È hora mais que premente de não taparmos a narina aos cheiros desagradáveis de corpos cansados da sociedade que construímos: uma sociedade voltada para valores individuais onde questionar o que os poderes constituídos por nós estão realmente realizando voltados ao bem comum dão um trabalho enorme e aí...é melhor calar-se. Questionarmos o porquê do não acolhimento de seres alienados do sobreviver pelas Secretarias do Bem Estar Social; do porquê, minha amiga, uma socióloga tão importante à nossa sociedade não conquistou ainda sua tão sonhada aposentadoria quando sabemos dos inúmeros casos de aposentados fantasmas do INSS.

Não quero tapar narinas. Quero rostos claros e não sofridos ou desiludidos em suas necessidades. Quero clareza nas decisões governamentais. Quero que excluídos sejam inseridos em decisões dos que detém o poder e que por nós foram eleitos e que , se não nos dão devolutiva a nossos anseios, que não sejam reeleitos. Que tapemos nossos ouvidos e não nossas narinas a eles.Que não tenhamos mais uma sociedade açoitada pelas verborragias políticas. Que sejamos cada dia mais abertos aos odores que nos cercam sem vergonha das decisões que tomamos nos tão festeiros dias de eleições.

Não vejamos apenas, olhemos tudo por inteiro.
Lourdes Moreira
Profª da Rede Municipal e Estadual de Ubatuba.


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Opinião

Comércio exterior e modelo econômico

Editorial do Estadão
É preocupante o resultado de novembro da balança comercial, quando comparado com o do mês anterior, haja vista a queda de 5,7% nas exportações e de apenas 0,9% nas importações, o que resultou em redução de 51,4% do saldo comercial calculado pela média por dia útil.

Isso poderia ser visto como um fato excepcional e como se uma avaliação do comércio externo devesse ser feita usando o resultado acumulado dos 11 meses do ano, pois, assim, poder-se-ia ter uma visão mais clara do que representou essa atividade para o conjunto da economia do País. Mas também assim o resultado não nos traz grande otimismo: as exportações caíram 23,8%; as importações, 27,6%; e o saldo da balança cresceu 3,8%, levando em conta os dados da média por dia útil.

O que nos parece mais importante é que as vendas externas dos produtos manufaturados apresentaram queda de 28,9%; as de semimanufaturados, de 26,5%; e as de produtos básicos, de 15,1%. Esse recuo das exportações naturalmente pode ser atribuído à conjuntura internacional e à taxa cambial desfavoráveis. Porém, a verdade é que nossas autoridades não fizeram nenhum esforço para corrigir esses fatores, o que teria sido possível por meio de uma revisão da política fiscal e de outros incentivos.
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Manchetes do dia

Quinta-feira, 03 / 12 / 2009

Folha de São Paulo
"Para mensalão do DEM, PT propõe impeachment"

Lula agora classifica de 'deplorável' suposto esquema de propinas no DF

O PT do Distrito Federal entrou ontem com um dos seis pedidos de impeachment contra o governador José Roberto Arruda (DEM), acusado de recebimento ilegal de dinheiro. Em Kiev (Ucrânia), o presidente Lula adotou tom mais crítico que na véspera, quando afirmou que imagens "não falam por si". Classificou de "deplorável" o suposto esquema de Arruda. O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), disse não temer que investigações atinjam seu governo, que tem contratos com empresas apontadas no mensalão. "É caso de polícia". Cerca de 200 pessoas invadiram o plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal para pedir a saída de Arruda. Quebra-quebra atrasou a leitura dos pedidos de impeachment.

O Estado de São Paulo
"Arruda licitou panetones no dia da operação da PF"

Compra foi o argumento do governador para justificar recebimento de R$ 50 mil

O governo do Distrito Federal abriu licitação para comprar panetones no dia em que a Polícia Federal deflagrou a operação que desmontou um suposto esquema de corrupção comandado pelo governador José Roberto Arruda (DEM). A aquisição regular de panetones, para "distribuição às famílias de baixa renda", foi o argumento usado por Arruda para justificar os R$ 50 mil que recebeu, em dinheiro, conforme aparece em vídeo gravado em 2006. O edital da licitação, aberta na sexta-feira passada, menciona a compra de 120 mil panetones, ao custo médio de R$ 5 cada. Arruda sabia com antecedência da investigação da PF. A própria produção de recibos dos panetones, para justificar as supostas propinas, teria sido combinada com o ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa, pivô do escândalo e que fez as gravações.

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quarta-feira, dezembro 02, 2009

Meio ambiente



Vai uma latinha 'verde' de Coca-Cola?

por Paula Rothman (original aqui)
O artista plástico Hanc Lee redesenhou um dos ícones da cultura pop – a lata de Coca-Cola – com um logo convexo que substitui as tintas usadas para imprimir a marca. Isso não só reduz a poluição na hora de pintar como também na hora de reciclar as latinhas.

Isso porque, antes de serem amassadas e reutilizadas, as latas (todas, não só as de Coca) passam por um processo de remoção de tinta.

Em sua página, Hanc sugere que, no lugar das tintas tóxicas, fabricantes processem o alumínio em uma prensa e – pronto – a marca fica visível na superfície.

A lata com relevo é bem legal porque não só poderia poupar litros de tinta – e de removedores – como também é linda.

Para se ter uma noção do que significaria a mudança, segundo dados da Abralatas (Associação Brasileira de Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade), se enfileirássemos todas as latas de alumínio produzidas somente no Brasil em 2005 (10 bilhões) seria possível para dar 31 voltas ao redor do planeta Terra.

É um bocado de latas, não? Será que a Coca-Cola (e a Guaraná, a Pepsi e, por que não, a AMBEV) aceita a sugestão de Lee?

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Humor

Prefeito de Macapá é cassado pela 5a. vez

Notável exemplo de como a Justiça entre nós tarda e... falha.

Do Blog do Noblat (original aqui)
Decisão tomada hoje pela juíza da 10a Zona Eleitoral Sueli Pine condenou Roberto Góes (PDT), prefeito de Macapá, por abuso de poder político, assim como sua vice Helena Guerra. Os dois tiveram os mandatos cassados e se tornaram inelegíveis por três anos.


Calma: já, já eles conseguirão uma liminar para permanecer nos cargos. Foi assim das quatro vezes anteriores. A saber:

1a. cassação - 03/12/2008 - Antes mesmo de ser diplomado e empossado como prefeito, Góes teve seu registro de candidatura cassado pelo juiz da 10ª Zona Eleitoral de Macapá, Marconi Pimenta. A vice também. Os direitos políticos dos dois foram suspensos por três anos. Motivo: abuso do poder político e econômico e compra de votos.

2a. cassação - 12/12/2008 - O juiz da 10a Zona Eleitoral Marconi Pimenta cassou o registro da candidatura de Góes e suspendeu seus direitos políticos por três anos. Motivo: abuso do poder político e econômico e captação ilícita de votos.

3a. cassação - 03/03/2009 – Trecho da sentença da juíza Sueli Pini da 10a Zona eleitoral de Macapá. “Os investigados se preparavam para praticar a famigerada distribuição de cestas básicas em troca de votos, o toma lá da cá, a vantagem pessoal de obter votos”.

4a. cassação – 05/08/2009 - Góes e sua vice foram condenados à perda do registro de candidatura, portanto aos mandatos, devido a compra de votos em troca de tickets combustível. A decisão foi proferida pela juiza Sueli Pini da 10a Zona eleitoral.

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Editorial

Mente quieta, espinha ereta e coração tranquilo

Sidney Borges
O dia está encoberto, quente, nas ruas temos a sensação de caminhar em uma estufa. Bom para orquídeas, bromélias e rãs. Nem tanto para humanos. Viva o ar condicionado. O Ubatuba Víbora começa diariamente com a publicação das manchetes do dia. Depois vem a seção "opinião", quase sempre com editoriais do Estadâo. Damos o título, alguns parágrafos e o link para o original.

Em seguida é publicada a coluna do dia. Quando foi criada tinha autores todos os dias, com o passar do tempo restaram a segunda e a sexta-feira com as colunas do Rui Grilo e do Celsinho, respectivamente.

O que é publicado posteriormente depende dos acontecimentos, no momento o governador Arruda, do Distrito Federal, está na berlinda. Zelaya já não atrai leitores e a política local não apresenta novidades o que desviou nosso foco para os meandros do futebol.

Fique então o leitor sabendo que se uma notícia que está na boca do povo não foi publicada, então não é notícia. Desde os remotos tempos do talentoso Carlos Joel Nelli é voz corrente que "se o Ubatuba Víbora não deu, ninguém sabe o que aconteceu'. Tudo mais pertence ao reino da ficção.

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Justiça

Fundadores da Renascer são condenados a quatro anos por evasão de divisas

da Folha Online
A Justiça Federal em São Paulo condenou os fundadores da Igreja Renascer em Cristo, Estevam e Sonia Hernandes, a quatro anos de reclusão pelo crime de evasão de divisas.


A decisão é do juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Criminal de São Paulo, que ontem acatou parcialmente a denúncia do Ministério Público Federal.

A reportagem já entrou em contato com a assessoria da Renascer, que informou que divulgará uma nota sobre o assunto ainda hoje.

A condenação se refere ao fato de o casal ter saído do Brasil com destino aos Estados Unidos, em janeiro de 2007, com dólares escondidos em um porta-CD e uma Bíblia. Ao desembarcarem no aeroporto de Miami, os Sonia, Estevam e o filho deles foram flagrados com US$ 56 mil.
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Cabelo azul

Torcedores negam ofensa racial a Vagner Love, diz delegado

Três integrantes de organizada foram presos em flagrante por racismo. Segundo delegado, eles admitiram cobranças por empenho em campo.

Juliana Cardilli Do G1, em São Paulo
O delegado Itagiba Franco, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil de São Paulo, informou na manhã desta quarta-feira (2) que os torcedores que se envolveram em uma briga com o jogador do Palmeiras Vagner Love negaram ter feito ofensas raciais contra o esportista. Entretanto, de acordo com o delegado, eles admitiram ter cobrado melhor empenho do jogador em campo.


Os torcedores têm 19, 20 e 25 anos, e foram presos em flagrante na terça-feira (1) por suspeita de racismo, crime inafiançável. De acordo com Franco, eles devem permanecer presos até decisão da Justiça. “Eles negaram que tivessem ofendido o Vagner na questão de racismo, disseram que também foram agredidos pelo Vagner, mas eram três contra um, duvido que ele [Vanger Love] conseguiria enfrentá-los”, disse o delegado ao G1.
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Nota do Editor - Tenho curiosidade sobre o QI dos "justiceiros verdes". Um deles, conhecido como "Lagartixa", gosta de briga. Já esteve preso em outras oportunidades por agredir gente do "staff" palmeirense. Deveria canalizar a agressividade. Praticar boxe ou vale-tudo. Para isso, no entanto, é preciso QI superior ao de uma lagartixa. (Sidney Borges)

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A ponderar...

Por que agora?

César Benjamin
DEIXO de lado os insultos e as versões fantasiosas sobre os "verdadeiros motivos" do meu artigo "Os Filhos do Brasil". Creio, porém, que devo esclarecer uma indagação legítima: "por quê?", ou, em forma um pouco expandida, "por que agora?". A rigor, a resposta já está no artigo, mas de forma concisa. Eu a reitero: o motivo é o filme, o contexto que o cerca e o que ele sinaliza.

Há meses a Presidência da República acompanha e participa da produção desse filme, financiado por grandes empresas que mantêm contratos com o governo federal. Antes de finalizado, ele foi analisado por especialistas em marketing, que propuseram ajustes para torná-lo mais emotivo.

O timing do lançamento foi calculado para que ele gire pelo Brasil durante o ano eleitoral. Recursos oriundos do imposto sindical -ou seja, recolhidos por imposição do Estado- estão sendo mobilizados para comprar e distribuir gratuitamente milhares de ingressos. Reativam-se salas pelo interior do país e fala-se na montagem de cines volantes para percorrerem localidades que não têm esses espaços. O objetivo é que o filme seja visto por cerca de 5 milhões de pessoas, principalmente pobres.

Como se fosse pouco, prepara-se uma minissérie com o mesmo título para ser exibida em 2010 pela nossa maior rede de televisão que, como as demais, também recebe publicidade oficial. Desconheço que uma operação desse tipo e dessa abrangência tenha sido feita em qualquer época, em qualquer país, por qualquer governante. Ela sinaliza um salto de qualidade em um perigoso processo em curso: a concentração pessoal do poder, a calculada construção do culto à personalidade e a degradação da política em mitologia e espetáculo. Em outros contextos históricos isso deu em fascismo.

O presidente Lula sabe o que faz. Mais de uma vez declarou como ficou impressionado com o belo "Cinema Paradiso", de Giuseppe Tornatore, que narra o impacto dos primeiros filmes na mente de uma criança. "O Filho do Brasil" será a primeira -e talvez a única- oportunidade de milhões de pessoas irem a um cinema. Elas não esquecerão.

Em quase oito anos de governo, o loteamento de cargos enfraqueceu o Estado. A generalização do fisiologismo demoliu o Congresso Nacional. Não existem mais partidos. A política ficou diminuída, alienada dos grandes temas nacionais. Nesse ambiente, o presidente determinou sozinho a candidata que deverá sucedê-lo, escolhendo uma pessoa que, se eleita, será porque ele quis. Intervém na sucessão em cada Estado, indicando, abençoando e vetando. Tudo isso porque é popular. Precisa, agora, do filme.

Embalado pelas pré-estreias, anunciou que "não há mais formadores de opinião no Brasil". Compreendi que, doravante, ele reserva para si, com exclusividade, esse papel. Os generais não ambicionaram tanto poder. A acusação mais branda que tenho recebido é a de que mudei de lado. Porém os que me acusam estão preparando uma campanha milionária para o ano que vem, baseada em cabos eleitorais remunerados e financiada por grandes grupos econômicos.

Em quase todos os Estados, estarão juntos com os esquemas mais retrógrados da política brasileira. E o conteúdo de sua pregação, como o filme mostra, estará centrado no endeusamento de um líder.

Não há nada de emancipatório nisso. Perpetuar-se no poder tornou-se mais importante do que construir uma nação. Quem, afinal, mudou de lado? Aos que viram no texto uma agressão, peço desculpas. Nunca tive essa intenção. Meu artigo trata, antes de tudo, de relações humanas e é, antes de tudo, uma denúncia do círculo vicioso da extrema pobreza e da violência que oprime um sem-número de filhos do Brasil. Pois o Brasil não tem só um filho.

Reitero: o que escrevi está além da política. Recuso-me a pensar o nosso país enquadrado pela lógica da disputa eleitoral entre PT e PSDB. Mas, se quiserem privilegiar uma leitura política, que também é legítima, vejam o texto como um alerta contra a banalização do culto à personalidade com os instrumentos de poder da República. O imaginário nacional não pode ser sequestrado por ninguém, muito menos por um governante.

Alguns amigos disseram-me que, com o artigo, cometi um ato de imolação. Se isso for verdadeiro, terá sido por uma boa causa. (Do Portal Clipping)

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