sábado, novembro 28, 2009

Honduras

Fim do imbróglio

Sidney Borges
Amanhã é dia de eleição em Honduras. O Brasil é contra. A Venezuela também. Os Estados Unidos são a favor e vão reconhecer o novo governo. Vai sobrar um Zelaya na embaixada brasileira em Tegucigalpa. O que fazer com ele?

César Benjamin afirmou que Lula teria assediado sexualmente um colega de cela. Na blogosfera e no Twitter a coisa está fervendo. Não acredito, mas quem acusa tem o ônus da prova. Nem imagino o que Lula poderia fazer com esse termo em dia de improvisação.

Amanhã além de eleições em Honduras teremos a penúltima rodada do brasileirão. O Corinthians deve perder do Flamengo de quem é freguês habitual. O Timão parece Ismália na torre. No sonho em que se perdeu só contempla a Libertadores de 2010.

Cabe ao São Paulo fazer a lição de casa e frustar os cariocas, só depende dele. Ganhando do Goiás a taça vai pro Morumbi.

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Cães


Britânico Adam Morley passeia em um parque no Reino Unido com 18 dálmatas. Recorde mundial, a ninhada nasceu em janeiro. A mãe dos filhotes, a cadela Button, é filha de um cão que 'atuou' no filme 'Os 102 Dálmatas', seqüência de '101 Dálmatas'. (Foto: Reprodução/Daily Mail)

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Testemunha

Tendler: "Só um débil mental não viu que era piada do Lula"

Bob Fernandes
César Benjamin, 55 anos, é ex-preso político e um dos fundadores do PT. Na sexta-feira, 27, Benjamin escreveu um
artigo na Folha de S. Paulo e acusou o hoje presidente Lula de ter revelado, em 1994, uma tentativa de estupro dele, Lula, contra um "menino do MEP". Tentativa que teria acontecido em 1980, quando o então líder sindical Lula esteve preso por 30 dias, e na mesma prisão, com o jovem da organização de esquerda que já não existe, o MEP. César Benjamin cita, em seu texto, uma testemunha, "um publicitário brasileiro que trabalhava conosco cujo nome também esqueci".

O "publicitário" é o cineasta Silvio Tendler, que em 1994 trabalhou na campanha de Lula à presidência da República. De início, afirma Tendler:

- Ele diz não se lembrar de quem era o "publicitário", mas sabe muito bem que sou eu. Eu estava lá e vou contar essa história...

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Deu na Folha

Foi uma piada

Da colunista Mônica Bergamo (original aqui)
O cineasta Silvio Tendler diz ser ele o "publicitário brasileiro" de quem o editor César Benjamin afirma não se lembrar no artigo publicado ontem na Folha sobre a campanha de Lula em 1994.


Nele, Benjamin relata conversa em que Lula teria revelado como tentou subjugar um preso nos 30 dias em que esteve detido, na época da ditadura militar. "Aquilo foi uma brincadeira, uma piada que ele tenta transformar em drama", diz Tendler. "Se o cara [Benjamin] não consegue entender piadas, é complicado. Ele deveria ganhar o troféu de loira do ano."

Tendler diz que a conversa era "uma brincadeira como outras 300" que Lula fazia todos os dias. "Não tinha nada do tom dramático que ele [Benjamin] quer dar. O cara deve estar muito ressentido para sacar isso com 30 anos de atraso."

(Comentário de Ricardo Noblat: O publicitário Paulo de Tarso, que segundo Benjamin testemunhou sua conversa com Lula, negou em nota oficial que Lula tivesse dito qualquer coisa a esse respeito. Tendler afirma que "aquilo foi uma brincadeira, uma piada..." Dá a entender, portanto, que Lula disse em tom de brincadeira o que Benjamin levou a sério. O tal preso, supostamente assediado por Lula, disse à VEJA que tudo isso "é um mar de lama". E que cabe a Benjamin provar que falou a verdade.)

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Opinião

O fracasso da cúpula de Manaus

Editorial do Estadão
Seis chefes de governo sul-americanos, cada qual agindo por conta própria, deram um choque de realidade no presidente Lula, ao se ausentarem da cúpula dos países amazônicos sobre mudança climática, concluída sexta-feira em Manaus, para a qual ele os convidara pessoalmente. A reunião deveria definir uma posição comum do grupo de oito membros, além da Guiana Francesa, departamento de Ultramar do país europeu, para a próxima conferência mundial sobre o clima em Copenhague. Só o francês Nicolas Sarkozy e o presidente da Guiana (ex-inglesa), Bharrat Jagdeo, atenderam ao convite. Até o presidente do Suriname, Ronald Venetiaan, alegou problemas de agenda para ficar em casa. O mesmo fez o peruano Alan García. O colombiano Álvaro Uribe avisou que não poderia ir porque caiu do cavalo. O boliviano Evo Morales alegou que estava absorvido com questões políticas locais. O equatoriano Rafael Correa tinha viajado para a Bélgica.

Nem sequer o venezuelano Hugo Chávez, que não perde uma, deu o ar de sua espaçosa graça. De última hora, avisou que teria de ficar em Caracas para se despedir do iraniano Mahmoud Ahmadinejad e receber o palestino Mahmoud Abbas. Esvaziado, o encontro terminou sem a costumeira foto oficial dos participantes. Afinal, não ficaria bem para Lula e Sarkozy posar ao lado de uma penca de ilustres desconhecidos - os ministros que representavam os ausentes. A presença de Sarkozy não enganou ninguém. Quando Lula lhe perguntou quando poderia vir, respondeu que qualquer dia era bom. Pudera: ele está para vender ao Brasil 36 caças Rafale - um negócio de R$ 10 bilhões. Em setembro, antecipando-se à avaliação técnica da FAB (empresas americanas e suecas também fizeram as suas ofertas), Lula disse que preferia os jatos franceses. Se amanhã ele o chamar para uma conversa na Papuásia, Sarkozy irá correndo.

O presidente ainda tentou tapar o sol com peneira, ao dizer que "o documento que assinamos hoje (a Declaração de Manaus, que cobra dos ricos a fatura da preservação das florestas) tem a mesma validade que teria se estivessem presentes todos os presidentes", porque os seus ministros tinham plenos poderes para esse fim. Conversa. Ele conhece perfeitamente a importância dos símbolos na política e na diplomacia - nesse plano, nove líderes dando-se as mãos é muito diferente da patética cena em que um contrafeito Lula aparece segurando Sarkozy e o guianês Jagdeo. No seu discurso, o brasileiro achou que era o caso de fazer um afago nos faltosos. O documento, assinalou, "vai balizar o comportamento da América do Sul em Copenhague, sem que nenhum dos países abra mão de sua soberania".

E ainda arrematou: "A soberania dos Estados é intocável." Não é bem assim, como se sabe. Quando se comprometem com um tratado internacional, as nações autolimitam a própria soberania. No caso de Copenhague, os vizinhos em que Lula pensava não querem ser tangidos pelo Brasil - ou, menos ainda, ser caudatários da parceria franco-brasileira na matéria. Uma fonte do próprio governo brasileiro reconheceu que é nulo na região o interesse pelo tema das mudanças climáticas. Julgue-se como se queira essa atitude, mas ela é um exemplo dos inumeráveis obstáculos às pretensões de liderança do presidente Lula - dos quais parece não se dar conta. Decerto ele imagina que a nova imagem do Brasil no mundo, combinada com o seu inquestionável carisma, lhe confere uma voz de comando cujo alcance só depende da sua insistência em usá-la. Lula confunde as coisas, porém. Ele é paparicado pelos interlocutores estrangeiros, ou quando eles têm a ganhar com isso (caso de Sarkozy) ou quando isso não lhes custa nada (caso de Ahmadinejad). Mas as demonstrações gratuitas de prestígio cessam quando a realidade dos interesses nacionais cobra o seu preço.
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Manchetes do dia

Sábado, 28 / 11 / 2009

Folha de São Paulo
"Governo do DF é acusado de corrupção"

Segundo a PF, secretário gravou pedido de distribuir R$ 400 mil a aliados; Arruda (DEM) nega acusação

A Polícia Federal realizou ontem operação contra um suposto esquema de pagamento de propina envolvendo o governador José Roberto Arruda (DEM-DF). O inquérito cita que existe gravação em que Arruda solicita a seu secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, que distribua R$ 400 mil a aliados. Arruda foi gravado pelo próprio Barbosa, que, investigado por supostos crimes relacionados a desvio de verbas públicas, passou a ser um colaborador da Justiça. A polícia cumpriu 16 mandados de busca e apreensão de documentos em Goiás e Minas Gerais, além de Brasília. O inquérito está no Superior Tribunal de Justiça. O dinheiro veio, segundo a PF, de empresas de informática contratadas pelo governo. Os policiais apreenderam R$ 700 mil, além de US$ 30 mil e 5 mil euros. Arruda negou envolvimento. Disse que irregularidades vêm da gestão anterior. Demitiu Barbosa, afastou outros acusados e prometeu ajudar a PF.

O Estado de São Paulo
"Polícia flagra ‘mensalão do DEM’ no governo do DF"

Suposto esquema teria até mesmo participação do governador Arruda

Uma investigação da Polícia Federal flagrou no governo José Roberto Arruda (DEM), do Distrito Federal, um suposto esquema de cobrança de propinas e distribuição do dinheiro pela base aliada, numa espécie de mensalão que envolve ao menos quatro secretários e quatro deputados distritais. O próprio Arruda aparece em documentos orientando o secretário Durval Barbosa (Relações Institucionais) a “entregar R$ 400 mil a Maciel, para pagamento da base aliada” – em referência a José Geraldo Maciel, chefe da Casa Civil de Arruda. O trabalho da PF contou com a colaboração de Barbosa. O governador puniu os secretários envolvidos e informou que não pretende renunciar. A liderança do DEM disse que só se posicionará quando souber do teor das investigações.

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sexta-feira, novembro 27, 2009

Editorial

Acusação grave sem provas

Sidney Borges
Estou pasmo com a acusação feita pelo fundador do PT, César Benjamin, contra o presidente Lula. Estou mais pasmo ainda com a Folha por ter publicado. Pensei muito antes do colocar o texto no Ubatuba Víbora e só o fiz depois que se tornou público. Pela reação de Gilberto Carvalho, assessor de Lula, o governo vai absorver o golpe e esquecer o fato. O procedimento da Folha é questionável. O do governo também. Depois que a dança começa há que se dançar. Benjamin mentiu? Deve pagar pela mentira. No texto foram citadas testemunhas. Pelo teor das acusações deveriam ter sido ouvidas antes da publicação, vale para qualquer cidadão com a honra em cheque. Deveria valer para o presidente da República. Jornalismo implica em responsabilidade. A Folha não agiu de acordo com o manual da boa educação e passou longe do manual de jornalismo. Enfim, foi coisa "das esquerdas", um comunista acusou um ex-lider sindical de desvio sexual. Eles que são brancos que se entendam...

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Meus sais. Tem maluco no pedaço...

Lula diz que acusações de fundador do PT são 'loucura'

Do site Terra:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como "loucura" o episódio narrado em um artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo segundo o qual ele próprio, quando esteve preso em 1980, teria tentado estuprar um colega de cela.


Lula, que tomou conhecimento na manhã desta quinta-feira das declarações do autor do artigo, César Benjamin, está, conforme explicou seu chefe de gabinete, Gilberto Carvalho, "triste, abatido e sem entender" o motivo do ataque.

"Isso é uma coisa de psicopata. Para nós é uma coisa que só pode ser explicada pela psicopatia. O presidente está triste e falou que isso é uma loucura", disse Carvalho, ressaltando que não existe intenção de processar Benjamin, que foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT).

"Não vamos dar a mínima importância (ao episódio). Vamos nos sujar se fizermos isso. Quando a coisa é séria a gente reage. Quando não é (ignoramos)", disse.

O artigo de Benjamin, que militou no movimento estudantil, afirma que Lula disse ter tentado "subjugar" um colega de cela quando ficou preso por cerca de um mês. O texto narra uma conversa que o autor diz ter tido com o então candidato à Presidência da República, em 1994.

Benjamin afirma que Lula perguntou quanto tempo teria ficado preso durante a ditadura militar. Surpreendido com a resposta de que o autor passou "alguns anos na prisão", o presidente teria dito: "Eu não aguentaria. Não vivo sem buceta". Segundo o artigo, a vítima era conhecida por "menino do MEP", em referência a uma extinta organização de esquerda. Benjamin afirma que Lula teria ficado surpreso com a resistência do menino, "que frustrara a investida com cotoveladas e socos". Segundo o autor do artigo, estavam na mesa da conversa o publicitário Paulo de Tarso e o segurança de Lula.

De acordo com Gilberto Carvalho, ele próprio conversou com o empresário Paulo de Tarso, que negou a veracidade do episódio. "Falei com o Paulo de Tarso, e ele disse que não dá pra entender o que deu na cabeça desse menino (César Benjamin)".

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Assim Benjamin é apresentado pela Folha:

"César Benjamin, 55 anos, militou no movimento estudantil secundarista em 1968 e passou para a clandestinidade depois da decretação do Ato Institucional nº 5, em 13 de dezembro desse ano, juntando-se à resistência armada ao regime militar. Foi preso em meados de 1971, com 17 anos, e expulso do país no final de 1976. Retornou em 1978. Ajudou a fundar o PT, do qual se desfiliou em 1995.

Em 2006 foi candidato a vice-presidente na chapa liderada pela senadora Heloísa Helena, do PSOL, do qual também se desfiliou. Trabalhou na Fundação Getulio Vargas, na Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, na Prefeitura do Rio de Janeiro e na Editora Nova Fronteira. É editor da Editora Contraponto e colunista da Folha."

Eis o polêmico trecho do artigo dele:

"São Paulo, 1994. Eu estava na casa que servia para a produção dos programas de televisão da campanha de Lula. Com o Plano Real, Fernando Henrique passara à frente, dificultando e confundindo a nossa campanha.

Nesse contexto, deixei trabalho e família no Rio e me instalei na produtora de TV, dormindo em um sofá, para tentar ajudar. Lá pelas tantas, recebi um presente de grego: um grupo de apoiadores trouxe dos Estados Unidos um renomado marqueteiro, cujo nome esqueci. Lula gravava os programas, mais ou menos, duas vezes por semana, de modo que convivi com o americano durante alguns dias sem que ele houvesse ainda visto o candidato.

Dizia-me da importância do primeiro encontro, em que tentaria formatar a psicologia de Lula, saber o que lhe passava na alma, quem era ele, conhecer suas opiniões sobre o Brasil e o momento da campanha, para então propor uma estratégia. Para mim, nada disso fazia sentido, mas eu não queria tratá-lo mal.

O primeiro encontro foi no refeitório, durante um almoço.

Na mesa, estávamos eu, o americano ao meu lado, Lula e o publicitário Paulo de Tarso em frente e, nas cabeceiras, Espinoza (segurança de Lula) e outro publicitário brasileiro que trabalhava conosco, cujo nome também esqueci. Lula puxou conversa: "Você esteve preso, não é Cesinha?" "Estive." "Quanto tempo?"

"Alguns anos...", desconversei (raramente falo nesse assunto). Lula continuou:

"Eu não aguentaria. Não vivo sem boceta".

Para comprovar essa afirmação, passou a narrar com fluência como havia tentado subjugar outro preso nos 30 dias em que ficara detido. Chamava-o de "menino do MEP", em referência a uma organização de esquerda que já deixou de existir.

Ficara surpreso com a resistência do "menino", que frustrara a investida com cotoveladas e socos.

Foi um dos momentos mais kafkianos que vivi. Enquanto ouvia a narrativa do nosso candidato, eu relembrava as vezes em que poderia ter sido, digamos assim, o "menino do MEP" nas mãos de criminosos comuns considerados perigosos, condenados a penas longas, que, não obstante essas condições, sempre me respeitaram.

O marqueteiro americano me cutucava, impaciente, para que eu traduzisse o que Lula falava, dada a importância do primeiro encontro. Eu não sabia o que fazer.

Não podia lhe dizer o que estava ouvindo. Depois do almoço, desconversei: Lula só havia dito generalidades sem importância. O americano achou que eu estava boicotando o seu trabalho. Ficou bravo e, felizmente, desapareceu." (Do Blog do Noblat)

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Brasil

Teoria e Prática

Sidney Borges
The Economist é uma revista semanal inglesa de assuntos internacionais. Sua posição editorial é clara: faz a defesa do livre-comércio, do internacionalismo e da mínima interferência do governo, especialmente nos negócios de mercado". Pode-se dizer que a revista é favorável ao neoliberalismo.

O governo do PT sempre afirmou ser contra o neoliberalismo.

A The Economist aprova o governo do PT. Diz em editorial que além de sério é um exemplo de responsabilidade.

Entendeu? Ou a The Economist aderiu ao PIG e tenta difamar o governo Lula, ou o governo Lula diz uma coisa e faz outra. Capitalistas daqui e de fora não se importam, amam o governo que embora afirme detestar o neoliberalismo usa a prática neoliberal com excelentes resultados. Lula lá...

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Frases

"A gente não é como aqueles que fala eu mato a cobra e mostro o pau. Ora, quem mata a cobra e mostra o pau não mostrou a cobra morta. Aqui, a gente mata a cobra e mostra a bichinha morta.”

Lula, sobre a proposta brasileira para redução do efeito estufa

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Economia

Crise no deserto

Sidney Borges
A empresa de investimentos estatal de Dubai, a Dubai World, pediu ontem, quinta-feira, aos credores, um prazo de seis meses para pagar dívidas de U$59 bilhões, relacionadas ao rápido desenvolvimento do emirado. A "quebra" estremeceu mercados em todo o mundo e há quem tema uma nova crise.

E eu que pensava que o dinheiro era proveniente do petróleo. Árabes gostam de exibir riquezas, andam joiados como diz o filósofo cearense Falcão. Quem viu o último GP de Fórmula 1 certamente ficou impressionado com a pujança dos executivos que transformaram o deserto em jardim. Fazer não foi difícil, pagar a conta são outros quinhentos.

Um sinal de estranheza me foi passado por um amigo que vive na região. Segundo ele, brasileiros que lá trabalham compraram apartamentos na planta, investindo economias de anos de trabalho. O incorporador era aparentemente confiável, ministro do governo e membro da mais alta dinastia do país.

Um belo dia as obras que mal tinham sido iniciadas pararam. O dono da bola embolsou a grana e deu uma banana aos compradores. Deve estar exibindo anéis de ouro e carros dourados em Monte Carlo. Para os lesados resta silenciar afim de manter os empregos. Não há onde nem com quem reclamar.

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Verdurama

Grampos de sequestro indicariam rede de propina em 5 Estados

Terra Brasil (original aqui)
Escutas telefônicas autorizadas pela Justiça e realizadas pela Polícia Civil para investigar um sequestro interceptaram conversas que podem provar pagamento de propinas e financiamento ilegal de campanha políticas em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná e Rio Grande do Sul. O grupo investigado faria parte de uma suposta quadrilha que fraudava licitações de fornecimento de merendas em cidades desses Estados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O caso começou em 25 de agosto, quando uma empresária foi sequestrada em Cidade Ademar, zona sul de São Paulo. Ela foi solta no dia 20 setembro, mas, no período em que as ligações entre os suspeitos pelo sequestro foram gravadas - entre 2 e 17 de setembro -, as conversas indicaram práticas como remuneração de secretários municipais e emissão de recibos de valores maiores do que as quantias mencionadas. O dinheiro para os pagamentos a políticos e autoridades teria saído das empresas Verdurama e a SP Alimentação.

Leia aqui a matéria do Estadão

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Coluna do Celsinho

Ninja

Celso de Almeida Jr.
Nesta semana recebi, no Colégio Dominique, a visita de Adriano Silva, presidente do Aeroclube Regional de Taubaté e de César Rodrigues, Coordenador da Escola de Aviação Civil de Taubaté - EACT.


Eles vieram formalizar o convênio com a nossa escola para a implantação do primeiro Ninja – Núcleo Infantojuvenil de Aviação.

A idéia do Aeroclube é implantar o Ninja em diversas instituições de ensino da região, a partir de 2011.

Neste sentido, Ubatuba saiu na frente, já que o projeto piloto será desenvolvido aqui, em 2010.

Na oportunidade da visita, promoveram uma interessante palestra aos nossos alunos, procurando despertar a atenção para o promissor mercado aeronáutico e o fascinante ato de voar.


Imagine leitor, o entusiasmo da garotada.

Já posso vislumbrar, que num futuro próximo, muitos de nossos jovens seguirão esta carreira que apresenta tantas oportunidades.

Nesse momento, estamos montando a equipe de professores que garantirá o sucesso do Ninja.
Todos irão trabalhar sob a supervisão permanente da EACT, garantindo a excelência do projeto.

O coordenador do Ninja em Ubatuba, aprovado pela EACT, o ex-piloto do Esquadrão Pelicano da FAB, professor Lemar Gonçalves, também deu um belo recado para os nossos estudantes.

Rememorou que, nos tempos de início de carreira, estava com Ozires Silva, o grande brasileiro que contribuiu para o sucesso de nossa indústria aeronáutica.

Num episódio de trânsito, onde a falha de um semáforo exigiu um esforço gigante de um guarda de trânsito, Lemar comentou que a máquina era sempre mais eficiente que o homem. Naquele instante, Ozires discordou, argumentando que o homem é sempre melhor que a máquina, necessitando, porém, de constante capacitação, de treinamento.

Lemar citou que esta foi uma bela lição colhida com Ozires, que ele não poderia deixar de compartilhar com nossos futuros aviadores.

Como se vê, prezado leitor, o Ninja não ambiciona apenas ser um grande fomentador das técnicas aeronáuticas, mas, como núcleo de ensino que é, contribuir para a sólida formação cidadã de nossos jovens.

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Opinião

As interrogações no mercado de carbono

Washington Novaes
Que acontecerá com o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), que é decorrência do Protocolo de Kyoto, se não houver acordo nas negociações da Convenção do Clima em dezembro, em Copenhague, e o mundo ficar sem regras nessa área, já que o protocolo tem prazo até 2012 para ser cumprido? É um tema que preocupa países, empresas, o mercado financeiro. Pelo protocolo e pelo MDL, uma empresa de país desenvolvido que tenha obrigação de reduzir suas emissões pode financiar um projeto em outro país que reduza emissões de gases poluentes e deduzir essa redução de suas emissões próprias. Essa empresa também pode comprar "cotas de carbono" de uma empresa de seu país que tenha ficado com suas emissões abaixo da cota máxima que lhe é permitida. Já há um forte mercado mundial de cotas de carbono, que em 2008 chegou a um total de US$ 126 bilhões. Mais de 5 mil projetos na área foram encaminhados e 1.700, cadastrados, com previsão de reduzir 1,3 bilhão de toneladas de dióxido de carbono. Em 2008 foram negociados cerca de US$ 7 bilhões, segundo o Banco Mundial. E 70% dos projetos são na China e na Índia. Apenas 2% na África.


Num fórum promovido há pouco em Roma pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), com empresários e líderes políticos, a visão dominante foi de que haverá algum acordo em Copenhague, principalmente para permitir que chegue à prática a visão do governo Obama sobre mudanças climáticas e os EUA possam aderir formalmente a esse novo caminho. Mas dificilmente haverá um novo protocolo como o de Kyoto, porque isso exigirá que se aprove também na Dinamarca um mandato de negociação que permita chegar a esse novo documento (o de Kyoto foi negociado com base em mandato aprovado em Berlim em 1995). Mas não é impossível que se aprove uma espécie de prorrogação de Kyoto, com uma nova "tabela" de obrigações (pelo protocolo em vigência, os países industrializados, em conjunto, devem reduzir suas emissões em 5,2% até 2012, calculadas sobre as emissões de 1990). E será crucial que se defina um mecanismo de mercado semelhante ao MDL, para que possam ser mobilizados recursos no mercado financeiro. Nos últimos tempos, com a incerteza do futuro, o preço da tonelada de carbono caiu muito no mercado (inclusive brasileiro) e ficou abaixo do que vigorava em 2006.

A previsão é de que, se forem aceitos em Copenhague compromissos que levem a uma redução de emissões entre 25% e 40% do total até 2020 e 80% até 2050, depois de 2012 será necessário comercializar 560 milhões de toneladas de carbono por ano (hoje, para cumprir Kyoto, está-se por volta de 80 milhões de toneladas). É um assunto relevante para o Brasil. Segundo o Brasil Pnuma, boletim local do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Brasil, China, Índia e México somavam, no início deste ano, 3.218 projetos no âmbito do MDL.
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Manchetes do dia

Sexta-feira, 27 / 11 / 2009

Folha de São Paulo
"Brasil não vai reconhecer as eleições em Honduras"

Lula diverge dos EUA, que acatarão resultado mesmo sem a volta de Zelaya

O presidente Lula reafirmou que o Brasil não reconhecerá a eleição de domingo em Honduras, cujo resultado os EUA acatarão mesmo sem a volta do presidente deposto, Manuel Zelaya. "Os países democráticos do mundo necessitam repudiar de forma veemente o que ocorreu em Honduras. Nós não aceitamos histórias de golpes", disse Lula durante entrevista à agência Efe. O chanceler Celso Amorim ratificou a divergência em conversa com a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, relata Eliane Cantanhêde. Os países sulamericanos estão divididos. Em Tegucigalpa, estudantes pró-Zelaya fecharam as entradas da principal universidade do país em ato contra o pleito, informa o enviado especial Fabiano Maisonnave.

O Estado de São Paulo
"Superávit sobe, mas meta está ameaçada"

Contas públicas só melhoram com artifícios contábeis e receitas atípicas

O superávit primário das contas públicas, isto é, a economia para pagar juros da dívida do governo, atingiu em outubro R$ 13,818 bilhões, o maior saldo para esse mês desde 2001. Mesmo assim, há um alto risco de que não seja cumprida a meta prevista para o ano, de 2,5% do PIB, mesmo com as manobras contábeis feitas pelo governo. Nas contas divulgadas ontem estão incluídas receitas atípicas, como o recolhimento de R$ 5 bilhões em depósitos judiciais que estavam na Caixa Econômica Federal. Além disso, o superávit acumulado em 12 meses caiu de 1,17% do PIB em setembro para 1% do PIB em outubro. Foi o menor valor dos últimos oito anos. O Banco Central, no entanto, acredita que a meta será cumprida, apesar da onda de isenções fiscais.

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quinta-feira, novembro 26, 2009

Aves raras são coisa nossa...

Observadores de pássaros buscam ave rara em Ubatuba

O repórter Ademir Ribeiro é o novo apresentador, enquanto Hellen Santos está na Antártida

Do VNews (original aqui)
O Terra, Vida ou Morte conta com a presença de um novo apresentador: Ademir Ribeiro, mas só enquanto a repórter Hellen Santos se aventura em reportagens na Antártida para um especial que a Rede Vanguarda exibe no ano que vem. O programa dessa sexta-feira (27) mostra a aventura de uma equipe de observadores de pássaros, em Ubatuba, em busca de uma das 50 aves mais raras do mundo: a Calyptura Cristata. Traz ainda o quadro comida viva com a receita da torta maravilha, uma delícia saudável a base de frutas.

Nota do Editor - A expedição talvez encontre os últimos exemplares do pássaro Dodô. As pacíficas e bovinas criaturas de penas e asas, que não corriam nem voavam, acabaram nas panelas de marinheiros portugueses e franceses. Alguns conseguiram fugir e hoje vivem refugiados no Sertão de Ubatumirim. Bem, é o que dizem, eu não tenho confirmação fotográfica ou relato de alguém que os tenha de fato encontrado. Conversa daqui, conversa dali, acabei sabendo de um pássaro de nome parecido com Dodô, o furtivo e raro Dudulhu. Outrora comum em Ubatuba, sumiu. Atualmente tem sido observado em São José dos Campos. (Sidney Borges)

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Cultura

Caetano volta a polemizar com Lula

Rádio do Moreno (original aqui)
A polêmica entre Caetano Veloso e o presidente Lula rendeu até um telefonema do presidente para a centenária Dona Canô, mãe de Caetano. Em uma longa, mas deliciosa e imperdível entrevista a Jorge Bastos Moreno, Caetano reafirma seus comentários: Lula não é o melhor amigo da Gramática Portuguesa e gosta de metáforas "bregas". Mas nem só de polêmicas está recheada esta entrevista. Nela, o cantor e compositor fala de suas musas e conta histórias de canções como Leãozinho e Você é Linda. Para facilitar a vida do ouvinte, dividimos a entrevista em cinco blocos, todos com um fundo musical adequado. Divirta-se.


Ouça aqui

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Contra, mas a favor...

Bom comportamento

Luis Fernando Veríssimo no Blog do Noblat (original aqui)
O governo Lula pode parafrasear o Chico Buarque e cantar para a oposição "Você não gosta de mim mas ‘The Economist’ gosta".

Há no reconhecimento da revista um desagravo retroativo ao PT recém-eleito, que assustava com a promessa implícita de mudar tudo na economia, correr com o neoliberalismo, desprivatizar o que tinha sido privatizado e confiscar a prataria.

Os 800 mil empresários que, segundo uma previsão da época, fugiriam deste caos hoje devem estar se congratulando por terem esperado um pouquinho.

O monstro não era um monstro, afinal. O monstro tinha a cara do Palocci e era social-democrata como todo o mundo. O Brasil não só não afundou como, segundo a imprensa internacional, foi quem melhor soube boiar, na crise.

Mas aprovação da "Economist" é, um pouco, como abraço do Ahmadinejad.

Pode ser conveniente e bom para a reputação ou constrangedor e estigmatizante, dependendo dos círculos em que se anda.

Você tanto pode achar formidável um governo do PT ser elogiado como um exemplo de conservadorismo responsável quanto achar estranho um governo do PT, logo do PT, ser chamado por uma das principais publicações do capitalismo $ de exemplo de conservadorismo responsável.

Em certos círculos do PT a pergunta que está sendo feita deve ser: o que foi que nós fizemos de errado para merecer tamanha honra? É como receber um dez por bom comportamento quando a reputação que se quer é a de bagunceiro. Imagino que tenha gente pensando em processar "The Economist" pela reportagem difamante.

Na capa da "Economist" com o título "Brazil takes off" (o Brasil decola), o Cristo Redentor aparece subindo como um foguete para alturas ainda incalculáveis, um símbolo da nova realidade no país.

No filme "2012" o Cristo aparece desmoronando, no fim do mundo. De acordo com o filme e com as profecias, o Brasil só terá dois anos para aproveitar sua boa fortuna. Ao menos um alento para a oposição.

PS
Post-scriptum. Nunca se soube muito bem quem era o pai que não gostava do Chico, mas a filha gostava.


O próprio Chico negou que fosse o presidente Geisel, cuja filha era fã do cantor.
Segundo outra história, ao ser preso durante a ditadura o Chico teve que distribuir autógrafos para as filhas dos agentes que o acompanhavam — ainda no elevador.


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Brasil



Consumo, existo e voto...

Sidney Borges
A economia vai de vento em popa. Em alguns momentos parece que estamos revivendo o plano cruzado. A diferença fica por conta de que agora as coisas acontecem no plano real, não são fruto de decretos, os fundamentos da economia estão sólidos.


Um amigo que é comerciante de supérfluos, motores de popa e barcos de recreio, não consegue atender à demanda. Embora os fabricantes trabalhem 24 horas por dia, não há produtos disponíveis. A produção está vendida até o final de dezembro.

Há quem tema a volta da inflação. Não acredito que venha a acontecer, o governo sabiamente estimula o consumo e ganha pontos eleitoreiros. Mas tem como reverter o perigo. Acho que se eu estivesse no lugar do Lula faria o mesmo.

Pode ser que tenhamos algum surto inflacionário, mas isto só acontecerá depois que a inércia da estabilidade der lugar ao fator humano, quando o bom senso for substituído pela ganância, característica humana que todos criticam nos outros e não admitem ter.

Da jogada eleitoreira só há um perigo; a inflação mostrar as garras por volta de março ou abril e o governo ter de tomar medidas antipopulares para conter a sanha consumista. Pode resultar em queda de popularidade, mas é bom que ninguém imagine que isso venha a afetar Lula.

O presidente é intocável e parece revestido de teflon, nada gruda nele.

No entanto cabe lembrar que a eleição não terá Lula como protagonista. Nem sempre o coadjuvante leva o Oscar.

Sem ter sido consultado, dou uma dica caso os preços saiam da linha: chame o "Fiscal do Sarney". O poeta do Maranhão terá satisfação em colaborar com o amigo de fé, irmão e camarada.

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Para colorir

Ovos frescos

Do Trem Azul (original aqui)
Uma empresa em Navarra, na Espanha, vai de vento em popa alugando galinhas a 190 reais por mês, garantindo que elas botam 6 ovos por semana. São entregues em casas luxuosas da zonas urbanas, especialmente em Madri, com um kit de ração. O período máximo da locação é de uma ano, porque se deprimem após uma longa temporada sem a convivência com amigas da espécie.

Entre as vantagens divulgadas pela empresa, além de serem mansas e sociáveis, as galinhas não precisam de um galo para ficar botando ovos; as crianças ficam sabendo de onde eles vêm; e elas também não dão trabalho, porque não é preciso levá-las para passear todos os dias.

Nota do Editor - A pitoresca nota mostra que a crise atingiu em cheio os países europeus. Computando-se quatro semanas e meia por mês teremos 27 ovos a 190 reais. É caro. Claro que não está em jogo o prazer de ter um animal de estimação, ainda que alugado. Aproveite e imprima este post, depois você poderá pintar a galinha. De qualquer cor, se você é simpatizante de Fidel pinte de vermelho. (Sidney Borges)

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CEBRAP


FHC e Lula tomam café no CEBRAP em tempos remotos. FHC era tido como homem de esquerda, perigoso e nocivo ao bem estar comum. Acabou cassado pelo AI-5. Nota-se que antes de sorver do líquido Lula cuidou de certicar-se de que era café. Como sindicalista pragmático Lula sempre teve cuidado com artimanhas da esquerda. Os amigos Frei Betto e Chico de Oliveira devem ter lhe contado histórias dos expurgos de Stalin. (Sidney Borges)

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Improbidade

Justiça condena Maluf a devolver R$ 10 milhões

O Globo (original aqui)
O deputado Paulo Maluf (PP-SP), ex-prefeito de São Paulo, foi condenado pela Justiça paulista a devolver cerca de R$ 10 milhões aos cofres públicos por irregularidades na construção do túnel Ayrton Senna.

A decisão, do juiz Wanderley Sebastião Fernandes, da 6ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, condenou Maluf e outros seis réus a devolverem R$ 4,9 milhões aos cofres públicos e a pagarem multa por improbidade administrativa fixada no dobro do valor do prejuízo, totalizando cerca de R$ 15 milhões.

Conforme a decisão judicial, os réus não conseguiram comprovar a prestação dos serviços de construção em um trecho do túnel.
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Opinião

Sem explicar o apagão

Editorial do Estadão
Ao afirmar que "se aconteceu uma vez, quer dizer que pode se repetir", o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, admitiu que o sistema elétrico brasileiro não está livre de novos apagões, embora o risco "seja remoto". Enquanto isso, continua sem explicações o colapso de 10 de novembro, embora não tenham faltado sugestões sobre o que é necessário fazer para aprimorar o modelo elétrico do País.

O diretor-geral do ONS é um profundo conhecedor do sistema, mas preferiu declarar ao Estado que não sabe nem fará especulações sobre quais foram as verdadeiras causas do apagão que provocou prejuízos para a produção e a queima de milhares de aparelhos elétricos e eletrônicos.

O que sabe, e foi repetido na entrevista, é que três curtos-circuitos quase simultâneos desligaram as linhas que transportam a energia de Itaipu, a maior fornecedora de eletricidade para São Paulo e os principais polos econômicos. Mas não são conhecidas as causas dos curtos-circuitos.

Um relatório está para ser apresentado por um grupo que assessora o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), mas, segundo reportagem do Estado de segunda-feira, o Ministério de Minas e Energia só o divulgará no dia 16 de dezembro.

O argumento central do ONS é que o sistema elétrico não será reforçado para evitar novos apagões, pois isto corresponderia a "fazer praticamente um sistema redundante", o que "é antieconômico".

As explicações fornecidas pelo ONS são de caráter técnico. Por exemplo, a de que se repetiu, há pouco, uma situação descrita como "colapso de tensão", semelhante à que ocorreu nos blecautes de 1999 e 2002, "quando a tensão vai a zero ou quase zero". Nesses casos, resta ao ONS definir parâmetros para evitar a ocorrência do evento, além de adotar medidas que evitem o efeito dominó - o apagão geral - se o evento for inevitável. E, ainda, preparar-se para reduzir o tempo de recomposição do sistema. A questão central está na necessidade de "ilhamento" - ou seja, de preservar o fornecimento de eletricidade para outras regiões, em caso de colapso em uma delas. A França, por exemplo, fez o "ilhamento" definindo especificamente o local onde devem ser instaladas as geradoras de eletricidade, que receberam estímulos financeiros para se instalar na área determinada. O objetivo dessa política é evitar que um colapso localizado seja capaz de atingir vastas regiões, como ocorreu com Itaipu.
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Manchetes do dia

Quinta-feira, 26 / 11 / 2009

Folha de São Paulo
"Governo trava privatização de aeroporto"

Eleição e suposta demora em licitações até a Copa são usadas como argumento para manter quadro atual

A Copa de 2014 e o fator eleitoral no próximo ano ameaçam a implantação de um plano de privatização de aeroportos no país, hoje administrados pela Infraero. Segundo o governo, não há mais tempo para privatizar e reformar os aeroportos antes do Mundial. Seria mais simples usar recursos públicos, relata Valdo Cruz. Além disso, se lançar um plano de privatização justamente em 2010, a equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva teme dar munição a candidatos de oposição. Ontem, Lula conduziu reunião sobre o tema. Não houve decisão. O governo discute a gestão dos aeroportos para evitar repetir o apagão aéreo de 2007. Enquanto o Ministério da Defesa já defendeu a concessão dos aeroportos para a iniciativa privada, a estatal Infraero prefere a manutenção do sistema atual. O aumento da demanda em razão do crescimento econômico nos próximos anos preocupa mais o governo do que o próprio fluxo para a Copa.

O Estado de São Paulo
"Estados pagam conta da redução de IPI"

Fazenda anuncia novos cortes do imposto, cuja maior fatia não é federal

O ministro Guido Mantega (Fazenda) anunciou um novo pacote de incentivos fiscais. Os setores beneficiados foram a indústria de móveis e, de novo, a construção civil. A renovação das desonerações e as novas isenções foram anunciadas um dia após Mantega apresentar o "IPI verde" para carros. A maior parte do corte de IPI oferecido pelo governo federal será bancada por Estados e municípios, donos de 57% da arrecadação com o tributo. Para a Confederação Nacional dos Municípios, trata-se de "fazer caridade com o chapéu alheio".

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quarta-feira, novembro 25, 2009

Porco louco e iletrado à solta...

Belluzzo é flagrado gritando 'Vamos matar os bambi' em festa de torcida organizada

Presidente do Palmeiras, afastado pelo STJD, diz também que 'eles morreram hoje' em referência, aparentemente, à derrota do São Paulo para o Galo

Do G1
O presidente do Palmeiras Luiz Gonzaga Belluzo tirou mais uma vez o terno e vestiu a camisa de torcedor. Um vídeo com o dirigente gritando palavras irônicas e agressivas supostamente em referência ao São Paulo circula pela internet. Em festa de uma das torcidas organizadas do clube, no dia 17 de outubro, Belluzzo sobe ao palco e grita pelo menos duas vezes 'Vamos matar os bambi (sic)!', supostamente com o sentido de eliminar o rival da disputa pelo título.

Bambi é como os torcedores rivais do São Paulo chamam os tricolores, numa referência ao desenho animado lançado pela Disney na década de 40, cujo personagem principal é um cervo.

Além de ironizar o adversário, Belluzzo também citou indiretamente a derrota do São Paulo para o Atlético-MG em jogo realizado no mesmo dia, no Morumbi.

- Vamos matar os bambi (sic)! Eles já morreram hoje.
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Nota do Editor - O presidente dos suínos além de mal educado é ignorante. O certo seria: vamos matar os bambis. Concordância, já ouviu falar nisso? Sua excelência suína poderia ter dito: - Vamos matar o bambi, aí seria um único veadinho a morrer, justamente aquele que fez sucesso em Hollywood. Depois dessa mancada vou torcer para o porco não disputar a Libertadores, pois o campeonato brasileiro já era. (Sidney Borges)

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Ubatuba em foco

Um homem de Deus

Corsino Aliste Mezquita
Faleceu dia 18-11-09, aos 96 anos de idade, Frei Pio Populin. Homem ímpar. Dedicado à prática do bem. Distribuía tudo que chegava a suas mãos. Viveu o espírito franciscano e a sublimidade da caridade cristã descrita pelo Apóstolo Paulo, em Primeira aos Coríntios, cap.13. Protótipo do homem enxugador de lágrimas, curador de feridas e criador de sabedoria e alegrias para auxiliar as pessoas mais necessitadas.

Ubatuba não o pode esquecer. Deve muito a suas ações e espírito empreendedor. Dedicou, mais de 44 (quarenta e quatro) anos, a fazer o bem nestas terras. Suas obras tiveram grande importância e prestaram e prestam inestimáveis serviços sociais: Estaleiro de Ubatumirim, Quinze Postos de Saúde, do Camburi à Tabatinga, Barco para visita-los naquele tempo que não existia a rodovia BR 101 ou Gov. Mário Covas, ASEL, Creche Francisquinho, Recanto Betânia, Provedor da Santa Casa, etc...etc. Algumas dessas obras continuam entre nós. Já o espírito que as animava é impossível descreve-lo e substitui-lo. Era próprio de um homem singular.

Nestas breves linhas não farei panegíricos nem louvações. Apenas registrarei duas circunstâncias particulares que me marcaram e ajudaram a sempre respeitar e valorizar a figura de Frei Pio Populin.

1ª- Primeiros dias de dezembro de 1973, meu primeiro ano em Ubatuba. Por circunstâncias que nada tinham a ver com Frei Pio, fiz uma visita à Família Lorenzetti, dona das Indústrias Lorenzetti. Recebido pelo patriarca: Lorenço Lorenzetti e após os cumprimentos perguntou-me:

“Conhece Frei Pio, em Ubatuba?”

Sim! Quem não conhece Frei Pio, em Ubatuba!

“Frei Pio é “UM HOMEM DE DEUS”. Aqui nesta casa ELE não pede, manda. Tenho uma suíte reservada para ELE e o acompanho em suas solicitações aos meus amigos empresários. Não é possível negar nada para esse homem de Deus e para aquela obra maravilhosa que está desenvolvendo em Ubatuba”.

A conversa sobre as virtudes de Frei Pio e suas obras fluiu durante mais de uma hora.

Comunicado Frei Pio sobre os elogios disse: “Bom e generoso é o Lorenço. Ele sim. Eu sou um humilde e pobre franciscano”.

2ª - Noite de um certo dia de finais de 1974. Toca o telefone. “Aqui Frei Pio”. “Você vai amanhã a S. Paulo?.


Vou sim, Frei Pio.

“Pode dar-me uma carona?”

Será um prazer. Vou sair às cinco. O pego na Casa Paroquial.

Naquele tempo a viagem era demorada. A estrada ruim. No meio do caminho parei para tomarmos um café. Frei Pio não queria sair do carro. Insisti. Vamos tomar um café Frei.

Frei Pio: “Não tenho dinheiro”.


O peguei pelo braço e brinquei com ELE: Frei, professor é pobre, mas dá para gastar uns cruzeirinhos e convidar a um café.

De volta ao carro especulei como viajava sem dinheiro. Sem nenhum dinheiro.

“Respondeu: “Deus proverá. Não se preocupa comigo. Você me deixa na Igreja do Pari que DEUS e os irmãos cuidam de mim”.

Lembrei-me da conversa com Lorenzetti: “UM HOMEM DE DEUS” ao qual nada pode ser negado.

Cabe a Ubatuba reconhecer que o “HOMEM DE DEUS” foi também “O HOMEM DE UBATUBA”. Como sempre ELE próprio falava, semeou “PAZ E BEM” em UBATUBA e para UBATUBA, durante quarenta e quatro anos.

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Infância


Onde estou nessa foto do Grupo Escolar Orestes Guimarães? Quem acertar ganha uma passagem de ida e volta a Caraguatatuba com direito a pastel e garapa. (Sidney Borges)

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Frases

"Acho que vou ficar no Brasil"

Cesare Battisti, terrorista italiano

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Deu na Folha

Lula e a obrigação de extraditar Battisti

Não há na lei uma só palavra que autorize o presidente da República a deixar de cumprir a decisão concessiva da extradição


De Carlos Veloso, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal:
O Supremo Tribunal Federal, no julgamento da extradição do italiano Cesare Battisti, pedida com base no tratado existente entre o Brasil e a Itália, decidiu que a decisão do ministro da Justiça concessiva do refúgio foi proferida contra a lei brasileira e a convenção de Genebra de 1951, além de usurpar competência do STF.


É que a convenção de Genebra estabelece que não será concedido refúgio a quem haja praticado crime de direito comum.

E a lei brasileira -lei 9.474, de 1997, artigo 3º, inciso III- veda a concessão de refúgio aos que tenham cometido crime hediondo.

O Conare (Comitê Nacional para os Refugiados), órgão técnico do Ministério da Justiça, indeferiu o pedido de refúgio formulado por Battisti, porque ele fora condenado pela Justiça italiana pela prática de quatro homicídios qualificados que, pela lei penal brasileira, são crimes hediondos.

Convém esclarecer que as sentenças condenatórias foram confirmadas pela Corte de Cassação italiana.

A Justiça francesa, em atenção ao pedido de extradição formulado pela Itália, deferiu o pedido nas mais altas instâncias, o Tribunal de Apelação de Paris, a Corte de Cassação e o Conselho de Estado. Battisti recorreu à Corte Europeia de Direitos Humanos, que negou provimento ao recurso.

Havia, pois, desfavoráveis a Battisti, sete decisões: duas da Justiça italiana, três da Justiça francesa, a decisão da Corte Europeia de Direitos Humanos e a decisão brasileira do Conare. O decidido pelo Supremo Tribunal Federal não teve, de conseguinte, sabor de novidade.
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Última estação

Chove e faz sol. Depois faz sol e chove...

Sidney Borges
Francis Fukuyama escreveu um livro onde afirma que a história acabou. Sua instigante tese passeia por Platão e Nietzsche com pitadas de Kant e Hegel. Finalidade de tanto conhecimento filosófico: afirmar que o capitalismo e a democracia burguesa constituem o crème de la crème da história, que teria terminado quando a verdade foi contemplada pelos olhos da humanidade: o triunfo da democracia liberal ocidental sobre todos os demais sistemas e ideologias concorrentes.

Os mais atingidos pela constatação e por decorrência ressentidos com o professor Fukuyama foram os comunistas, ainda são. Segundo ele o comunismo remanescente em Cuba, Coréia do Norte, China e Vietnã leva no bojo a contradição fundamental do sistema: falta de liberdade.

Não é inspirador para a juventude que em vez de ideologia prefere o último modelo da Nike.

A história não terminou, hoje sabemos que o livro de Fukuyama, lançado em 1992, não previu o tropeço do excesso de liberalismo que levou as economias dos países desenvolvidos à quase bancarrota.

A crise do sistema capitalista, no entanto, não alterou as regras do jogo. Feitos os acertos o mundo vai continuar capitalista.

O preâmbulo, ou como diria um antigo chefe, nariz de cera, é para dizer que se a história não acabou no mundo, há um lugar do planeta em que ela sequer começou.

Olhe para o que está aí caro leitor. Você gosta do governo? Está satisfeito com a atuação do prefeito e de sua equipe? Faço a pergunta por que se você estiver ou não estiver contente saiba que nada vai mudar em 2012 ou 2016.

O panorama permanecerá absolutamente igual.

Nenhuma idéia nova, nenhuma iniciativa surpreendente, nenhum sinal de criatividade. Os homens que estão no poder continuarão os mesmos, haverá apenas troca de cadeiras.

Eis uma prova da tese de Fukuyama materializada. Nada se cria, nada se transforma nas terras de Coaquira onde, de fato a história acabou, ou melhor, nem começou.

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Passado ativo

O que preocupa amigos de FHC

por Ricardo Noblat (original aqui)
Amigos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso trocaram telefonemas, esta tarde, preocupados com a participação dele daqui a pouco na solenidade dos 40 anos do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento, em São Paulo.

Receiam que os jornalistas o crivem de perguntas sobre sua decisão de reconhecer oficialmente que é pai de 'Tomás Dutra Schmidt, de 18 anos de idade, filho da jornalista Míriam Dutra, funcionária da Rede Globo de Televisão em Londres.

FHC poderá ouvir outra pergunta incômoda: se de fato também é pai de Leonardo, 20 anos, filho de Maria Helena Pereira, ex-empregada da casa dele e atual funcionária do Senado.

Nota do Editor - Os amigos de FHC não devem ficar preocupados. A verdade deve prevalecer, é melhor admitir do que virar alvo de fofocas. O filho com Miriam Dutra foi tema de matéria de Palmério Dória na revista Caros Amigos. A "grande imprensa" ignorou propositalmente, fez que não era com ela e perdeu grande chance de mostrar independência. Se há outro filho é preciso que seja revelado. O lado humano dos governantes não deveria pesar e sim seus atos administrativos. FHC foi um bom presidente. O que ele fez entre quatro paredes, desde que não tenha infringido as leis, não é relevante. Não existem inocentes, seres humanos são apenas humanos e igualmente fracos. Além do mais é voz corrente que se todos soubessem da vida sexual de todo mundo ninguém falava com ninguém. (Sidney Borges)

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Opinião

O gol contra de Lula

Editorial do Estadão
O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que deixou ontem Brasília, é o mesmo que ali desembarcou 24 horas antes. Em nenhuma fala pública, em nenhum documento assinado, ele emitiu algum sinal, por tênue que fosse, que o seu anfitrião Lula da Silva poderia invocar como evidência do acerto de tê-lo convidado. O presidente brasileiro quer passar ao mundo a imagem de grande promotor do diálogo como instrumento insubstituível para a solução de conflitos locais, regionais ou globais. O Brasil, nessa perspectiva, já teria adquirido estatura, prestígio e respeito para se credenciar a esse papel - e exercê-lo com êxito. Não está claro onde isso teria acontecido, salvo, quem sabe, no Haiti. Mas o ponto da megalômana diplomacia lulista, para justificar a acolhida a uma figura que disputa com Robert Mugabe, o eterno ditador do Zimbábue, o título de mais execrado governante do planeta, é que o País deve confraternizar com qualquer regime que faça praça de prestigiar o Brasil.

Faltou combinar com Ahmadinejad. Ele não concedeu nada. Ganhou, a custo zero, o reconhecimento que veio buscar. O melhor que fez foi não proferir uma enormidade que acentuasse a sua condição de pária perante o concerto das nações e que, pior do que isso para o Brasil, respingasse em Lula, sob os holofotes da imprensa estrangeira. O presidente brasileiro, em todo caso, tratou de se resguardar. A anos-luz do Lula que em junho reduziu a um mero "protesto de quem perdeu" as manifestações sem precedentes na República Islâmica contra a maciça fraude eleitoral que manteve Ahmadinejad no poder, desta vez ele disse que "a política externa brasileira é balizada pelo compromisso com a democracia e o respeito à diversidade". Diante do impassível chefe do governo que executou pelo menos 115 participantes das passeatas em Teerã, sem falar nas prisões e torturas em massa, Lula foi inequívoco.

"Defendemos os direitos humanos e a liberdade de escolha", ressaltou, "com a mesma ênfase com que repudiamos todo ato de intolerância ou de recurso ao terrorismo" ? o Irã, como se sabe, banca o Hezbollah no Líbano e o Hamas em Gaza. Teria sido perfeito se lembrasse ao sonegador do Holocausto que o Brasil repudia também o desrespeito às verdades históricas. Mas defendeu a criação de um Estado palestino "ao lado de um Estado de Israel (que Ahmadinejad considera um "tumor") seguro e soberano". Tergiversou, porém, ao abordar o ponto nevrálgico do contencioso da comunidade internacional com o Irã - o seu programa nuclear. Embora instasse o interlocutor a trabalhar com os países interessados em "encontrar uma solução justa e equilibrada para a questão", tropeçou no modo pelo qual justificou "o direito do Irã de desenvolver um programa nuclear com fins pacíficos".

"É simples", alegou. "Aquilo que defendemos para nós defendemos para os outros." Brasil e Irã são signatários do Tratado de Não-Proliferação de Armas Atômicas (TNP) e integram a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que fiscaliza as atividades dos países-membros. A partir daí, a equivalência não se sustenta. O Brasil, ao contrário do Irã, nunca mentiu aos inspetores internacionais sobre as suas atividades no setor, nunca ocultou as suas instalações e centros de pesquisas nucleares - e nunca foi alvo de sanções econômicas do Conselho de Segurança das Nações Unidas por transgredir repetidamente as normas internacionais nessa matéria. Decerto existem "bombistas" no País, mas o mundo não desconfia das intenções brasileiras. Já a credibilidade do Irã é nula - e a contorcida versão apresentada por Ahmadinejad em Brasília para explicar a recusa da proposta que permitiria a Teerã enriquecer seu urânio no exterior apenas comprova que o Irã age de má-fé, para ganhar tempo e dificultar a adoção de novas punições.
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Manchetes do dia

Quarta-feira, 25 / 11 / 2009

Folha de São Paulo
"Carro flex terá IPI mais baixo até fim de março"

Incentivo acabaria em janeiro; governo se diz preocupado com o ambiente

O governo federal anunciou incentivos à venda de carros "verdes" a duas semanas da cúpula da ONU sobre clima, na Dinamarca. Até 31 de março de 2010, veículos flex (que funcionam com álcool ou gasolina) ou a álcool ficarão com as atuais alíquotas reduzidas de IPI, que iriam até janeiro. A prorrogação inclui a venda de caminhões, que terão alíquotas zeradas até junho.

O Estado de São Paulo
"Assessor de Lula critica política externa de Obama"

Para Marco Aurélio Garcia, posição dos EUA sobre Honduras é 'equivocada'

O governo Lula considera "equivocada" a posição dos EUA sobre a crise em Honduras, disse o assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia. A irritação manifestada por Garcia refere-se à decisão de Washington de considerar legítima a eleição deste domingo em Honduras, mesmo sem a restituição do presidente deposto, Manuel Zelaya - como quer o Brasil. "Achamos lamentável que se queira limpar um golpe de Estado com um processo de eleição num país que vive sob estado de sítio há meses, com repressão diária e manifestações", afirmou Garcia. Ao fazer um balanço dos dez meses do governo de Barack Obama e da relação dos EUA com a América Latina, Garcia disse que há "certa decepção" e "certa frustração" com a política externa do presidente americano.

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terça-feira, novembro 24, 2009

50 anos de Batman e Robin


Armação Ilimitada

Grêmio deverá ter só reservas na partida final contra o Flamengo

Jogo no Maracanã beneficia o time carioca, que luta pelo título contra Palmeiras, São Paulo e Inter, maior rival gremista

iG São Paulo
SÃO PAULO - O presidente do Grêmio, Duda Kroeff, confirmou na noite desta segunda-feira que poderá dar férias para seus jogadores titulares após o duelo contra o Barueri, no próximo domingo, no estádio Olímpico. Com a possível decisão do mandatário, o Tricolor gaúcho deve viajar ao Rio de Janeiro para enfrentar o Flamengo, na última rodada do Brasileirão, com um time formado somente por atletas reservas.

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Nota do Editor - Atitudes como essa tiram a credibilidade do futebol. O senhor Duda Kroeff deveria ser banido do esporte. O Flamengo já pode computar os seis pontos em jogo, o Corinthians está de salto alto pensando em 2010 e o Grêmio dá sinais de que vai passear no Maracanã. Se o São Paulo bobear o Mengo leva, a não ser que pipoque, o que não é tão difícil. (Sidney Borges)

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Barbie aos 50 anos


Terça-feira

2018. Será que Lula volta? Será que fica por lá?

Sidney Borges
Hoje o ar está úmido. O cacique Cobra Coral diria que a entrada de ar frio na região condensaria o vapor atmosférico, formando gotas d'água que, sendo mais pesadas do que o ar, cairiam dos céus na forma de chuva.

Já o cacique Coaquira atribuiria o fenômeno à magia. Chocalhos de conchas. Pouco importa a versão dos caciques. Chuva é chuva, do verbo chover que não tem a primeira pessoa do singular.

Jamais diga eu chovo, não faz sentido, ainda que você chova, o que é improvável.

Paulo Coelho chove e venta, embora seja mais hábil na venda de livros, o que faz chover dinheiro em sua conta. Posto termos falado de chuva, falemos de coisas menos úmidas.

Política é um bom tema. Dilma melhor ainda. A candidata de Lula está crescendo nas pesquisas. Será que emplaca? Será que emplacando vai permitir a continuidade do culto à personalidade do Sapo Barbudo? Perguntas difíceis, arriscar uma resposta pode resultar em língua queimada.

Mas palpitar pode, isto é ainda pode, com as promessas de crescimento do Estado pode ser que um dia não possa mais. Dilma presidente significará o fim da mídia lulista, nascerá a mídia dilmista, afinal de contas quem tem a caneta na mão é o dono das batatas e merece toda consideração.

Alguém se lembra do ex-presidente João Figueiredo? Teve um jornalista esperto que escreveu um livro enaltecendo o anônimo general e se deu bem. Os jornalistas que escreveram biografias de Lula também se deram bem. O cineasta que fez o filme do retirante-prodígio está se dando bem.

Pois é, mas assim que Figueiredo saiu de cena foi esquecido. Vai acontecer o mesmo com Lula. A vida passa.

Depois do almoço vou dormir e sonhar. Meu mentor político, o arcebispo Makarios poderá então esclarecer algumas dúvidas.

Com os fundamentos da economia arrumadinhos desde os tempos de FHC e a economia bombando, será que Dilma abrirá mão da reeleição para a volta do chefe?

Não seria melhor para o "Projeto Lula" ter Serra como adversário? Aí Lula poderia deitar e rolar, falar mal dos burgueses, dos banqueiros, dos louros de olhos azuis e pôr a culpa das desgraças do mundo no neoliberalismo tucano.

A vitória de Dilma será o fim de Lula. Sobrevida ele terá se tiver em quem bater, é a especialidade dele, sempre foi. Apareça Arcebispo, precisamos conversar.

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Opinião

Perigo para as contas externas

Editorial do Estadão
O Brasil poderá crescer em ritmo acelerado no próximo ano, com mais produção, mais emprego, mais consumo e melhores condições de vida para milhões de famílias. Este é o lado melhor das projeções. Mas a expansão da economia não sairá de graça. Parte do preço será, quase certamente, uma deterioração das contas externas. Os analistas do mercado financeiro e das grandes consultorias já calculam esse efeito. Esses prognósticos aparecem no relatório da pesquisa Focus, uma consulta realizada semanalmente pelo Banco Central (BC) a uma centena de instituições. Segundo as últimas previsões, o Produto Interno Bruto (PIB) crescerá 5%, o superávit comercial diminuirá dos US$ 25,20 bilhões estimados para este ano para US$ 13,40 bilhões e o déficit em conta corrente aumentará de US$ 17,25 bilhões para US$ 35,50 bilhões.

Neste ano, de acordo com a pesquisa Focus, o ingresso de investimento direto, calculado em US$ 25 bilhões, deve ser bem mais que suficiente para cobrir o buraco da conta corrente. Se as estimativas estiverem corretas, em 2010 o ingresso líquido será de US$ 35 bilhões e ficará pouco abaixo do necessário para compensar aquele resultado negativo. Nada assustador, a curto prazo, mas os formuladores da política econômica deveriam pensar sobre esses números.

As transações correntes do balanço de pagamentos são formadas pela soma de três contas: a balança comercial de mercadorias, a balança de serviços (onde se incluem remessas de lucros e de juros, turismo, fretes e seguros, entre outros itens) e as transferências unilaterais (onde aparece, como item principal, o dinheiro mandado ao Brasil pelos trabalhadores no exterior).

Entre 2003 e 2007 o saldo das contas correntes foi positivo, porque foram acumulados grandes superávits no comércio de mercadorias. Em 2007, no entanto, o quadro começou a mudar, porque, com o rápido crescimento da economia, as importações aumentaram bem mais velozmente que as exportações. A tendência se manteve durante a maior parte do ano passado, porque a produção e a criação de empregos só perderam impulso no último trimestre. Se o Brasil tivesse mantido em 2009 um crescimento igual ou superior a 4%, num cenário global de recessão, o buraco nas transações correntes provavelmente ultrapassaria os US$ 35 bilhões. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, continuou falando de uma expansão econômica daquela ordem até o fim de 2008, quando já havia claros sinais de uma forte retração na atividade brasileira.
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